19 outubro, 2010

A invasão dos importados

O mercado brasileiro está sendo tomado rapidamente por indústrias de fora. Um quinto dos bens consumidos provém do exterior, sob a forma de produtos acabados, matérias-primas ou bens intermediários. Até há pouco tempo, falar em desindustrialização parecia um exagero. Não é mais. Há uma guerra cambial, conduzida pelas maiores potências, e o Brasil é uma das economias mais prejudicadas. No começo de 2009 os importados eram 15,7% dos produtos consumidos no País, segundo estimativa da LCA Consultores, citada em reportagem do Estado no domingo. Essa participação aumentou 4,3 pontos porcentuais até o terceiro trimestre deste ano. A invasão dos produtos estrangeiros foi em grande parte facilitada pela valorização do real.

Embora seja o fator mais importante a curto prazo, o câmbio é só uma das causas do surto de importações. Para começar, há um descompasso entre o crescimento econômico do Brasil, puxado pelo consumo, e o das grandes economias do mundo rico, ainda em recessão ou em recuperação muito lenta e insegura. O mercado ficou mais restrito nos países desenvolvidos e a competição seria mais dura mesmo sem grandes mudanças no quadro cambial. A alteração mais notável nos últimos dois anos foi a depreciação do dólar. As autoridades chinesas tentaram neutralizar esse movimento, mantendo o yuan também subvalorizado. Outros governos, como o japonês e o coreano, têm procurado intervir no mercado cambial, para reduzir as perdas comerciais. No Brasil, o Banco Central (BC) tem comprado grandes volumes de dólares e o Ministério da Fazenda elevou, recentemente, o imposto sobre o investimento estrangeiro em papéis de renda fixa. Mas essas ações têm produzido um efeito muito limitado.
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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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