29 julho, 2009

Estaleiro preocupa ambientalistas

A praia do Titanzinho é uma pequena bacia artificial. Fica entre a praia Mansa, formada depois da construção do espigão do Porto do Mucuripe, que avança 1,9 quilômetro no mar, e outro espigão, esse de 900 metros, que faz limite com a Praia do Futuro. Nesse pedaço da orla será construído o Estaleiro Ceará, preparado para produzir navios gaseiros e de cargas em geral. O primeiro orçamento anunciado tem contrapartida de R$ 60 milhões do Governo do Estado aplicados em infraestrutura. As obras incluem aterro e dragagem. Sem o projeto técnico fechado, ainda não dá para precisar o impacto ambiental, mas é certo que o estaleiro vai alterar, mais uma vez, a dinâmica do litoral cearense.

“As intervenções naquela área são muito complexas, cumulativas e tendem a incrementar o processo erosivo. Interfere no transporte de sedimentos e na direção e força das ondas. Será que vai modificar a entrada do vento na cidade? Vai alterar a qualidade da água?”, questiona Jeovah Meireles, professor do departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Para o diretor do Labomar - Instituto de Ciências do Mar, Luis Parente, “em termos de custo-benefício”, o local é apropriado. Já está protegido por dois espigões e tem boa profundidade. “O calado tem 13, 15 metros. Bastaria dobrar o espigão em L para aumentar a zona de abrigo”, diz.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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