29 julho, 2009

Brasil ampliará acordo comercial com o Chile

Ainda neste ano, produtos da Zona Franca de Manaus serão incluídos no acordo de livre comércio entre o Mercosul e Chile, e poderão se beneficiar da isenção de tarifas que alcança quase 90% dos produtos comercializados entre Brasil e Chile. Esse é um dos sinais da excelente relação entre os dois países, que deve ser comemorada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet, no encontro que terão hoje, em São Paulo. Mercadorias produzidas em zonas francas do Chile, a exceção de têxteis, também ganharão ingresso livre no mercado brasileiro.

Os presidentes assinarão um acordo sobre Previdência para garantir aos trabalhadores dos dois países a contagem dos dias de serviço em qualquer dos dois mercados para concessão de benefícios previdenciários. Bachelet deve insistir no convite a empresários brasileiros para investimentos no Chile, com o objetivo de facilitar a exportação a algum dos países com quem os chilenos têm acordos de livre comércio. Os industriais brasileiros já identificaram nichos, como a produção de alimentos industrializados voltados ao complexo mercado do Japão, que tem tradição de importar do Chile.

Com uma agenda em que são raros os conflitos e onde consta a sugestão chilena de estabelecer uma "parceira estratégica", Lula deve cobrar de Bachelet, porém, uma decisão sobre o aumento da adição de etanol à gasolina vendida no país - uma das sugestões brasileiras no programa de cooperação em biocombustíveis que não saiu do papel. Os chilenos, que adicionam apenas 5% de etanol à gasolina, mas também acrescentam aditivos produzidos no país, como subproduto do refino do petróleo bruto importado, devem seguir o exemplo dos Estados Unidos e sugerir ao Brasil que a cooperação sobre o tema se concentre nas pesquisas sobre etanol de segunda geração, extraído de celulose.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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