19 fevereiro, 2009

Crise não justifica conter privatização de rodovias

No leilão das rodovias paulistas realizado em outubro do ano passado, as empresas vencedoras aceitaram o compromisso de aportes de R$ 3,5 bilhões em pagamento de outorgas, o valor cobrado pelo direito de operar as estradas, sendo 20% na assinatura do contrato e o restante em 18 parcelas. Apesar do financiamento de longo prazo acordado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os consórcios que venceram as licitações passaram a enfrentar grandes dificuldades para captar recursos para cumprir esses contratos, em especial o pagamento das outorgas. Motivo: o custo dos financiamentos bancários ou das emissões de títulos no mercado subiu muito, atingindo o preço final do investimento nas concessões de rodovias.

Antes do agravamento da crise, esses consórcios esperavam captar recursos para os primeiros investimentos utilizando empréstimos concedidos por conjunto de bancos. O custo desses empréstimos disparou desde setembro de 2008, com as instituições bancárias exercendo forte seletividade nessas concessões. Os consórcios enveredaram pelo caminho de complementar a operação no mercado de capitais. Algumas dessas operações foram bem-sucedidas, mas boa parte delas falhou e até fontes alternativas de crédito para operações foram tentadas, como buscar recursos em organismos multilaterais.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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