06 janeiro, 2009

Gazprom frustra russos e investidores

Há um ano, a Gazprom, o monopólio de gás natural da Rússia, aspirava ser a maior corporação do mundo. Incentivada pela alta dos preços do petróleo e pelo apoio político do Kremlin, a companhia já havia alcançado o terceiro lugar em capitalização de mercado, atrás da ExxonMobil e da General Electric.

Hoje, a Gazprom está afundada em dívidas e negocia uma ajuda financeira do governo russo. Sua capitalização de mercado, o valor total de todas as ações da empresa, acumulam perdas de 76% desde o início de 2007. Em vez de ser a maior empresa do mundo, caiu para o 35º lugar no ranking. E, embora as ajudas financeiras sejam cada vez mais comuns, nenhuma das grandes concorrentes do setor privado da Gazprom no Ocidente está atrás de ajuda financeira.

O fato de a maior empresa estatal de energia da Rússia precisar de ajuda financeira mesmo após as altas recordes do preço do petróleo no terceiro trimestre é um apêndice revelador de um período turbulento. Outrora emblema do orgulho e premonição de uma Rússia ressurgente, a Gazprom se tornou o símbolo do rápido declínio econômico desse país baseado no petróleo.

Durante os tempos de prosperidade, a Gazprom e outra empresa energética estatal russa, a Rosneft, eram veículos para a execução de ‘renacionalização’ gradual. À medida que os preços do petróleo subiam, igualmente subiam as ações. Mas em vez de investir em perfuração e exploração, o presidente na época, Vladimir V. Putin, usou as empresas para cumprir seu programa de reconquista do controle público sobre os campos de petróleo e de boa parte do setor privado.

Como resultado, quando o período de declínio chegou, as empresas entraram na crise de crédito sobrecarregadas de dívidas e com necessidades agregadas de investimento de capital. (Sob o comando de Putin, agora primeiro-ministro da Rússia, a Gazprom e a Rosneft são tão estreitamente controladas pelo Kremlin que as empresas não são administradas por meros indicados pelo governo, mas diretamente pelos ministros que ocupam cadeiras nos conselhos).

Clique aqui e veja a notícia na íntegra.

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

Nenhum comentário: