18 dezembro, 2008

RS pode ter terminal de GNL e termelétrica

A consultoria Gas Energy e o governo gaúcho assinaram ontem um protocolo de intenções para a construção de um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) e de uma termelétrica no Porto de Rio Grande (RS), no sul do estado. O investimento total deve ser de US$ 1,25 bilhão, sendo US$ 450 milhões no terminal e US$ 800 milhões na termelétrica. O chamado Tergás terá capacidade para 6 milhões de metros cúbicos por dia, sendo que até 75% do volume produzido será utilizado pela usina batizada de UTE Rio Grande, programada para 1000 megawatts (MW), uma das maiores do País.

Marco Tavares, sócio-diretor da Gas Energy, especializada em consultoria empresarial nas áreas de gás natural e petroquímica, lembra que a viabilização do projeto depende dos leilões de energia nova programados para meados de 2009 para entrega em 2012 e 2014. Tavares também acredita que o governo federal terá de recontratar no ano que vem a energia vendida nos leilões para usinas a óleo combustível com entrega prevista para 2013, o que abriria uma nova janela de oportunidade para o projeto.

Tavares, entretanto, diz que os investidores, por questão estratégica, serão conhecidos apenas no leilão. Para tocar os projetos, foram formados por enquanto dois consórcios. O primeiro, para o terminal, é formado pela Gas Energy New Ventures, Avir Geração de Energia e pelo fundo de private equity InfraBrasil/Santander, criado para participação em projetos de energia. O segundo, para a usina, além da Gas Energy, conta com a Omega Engenharia e a General Eletric (GE) do Brasil. Uma das possíveis sócias na construção da usina é a estatal gaúcha Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), confirmou ontem o presidente da empresa, Sérgio Camps de Morais. A estruturação financeira para a busca dos grupos que injetarão recursos está a cargo do Standard Bank, da África do Sul. A Gas Energy New Ventures foi constituída em associação com o grupo investidor Coradini & Santini Participações para integrar projetos de energia.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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