08 dezembro, 2008

Governo se esforça para evitar "pânico" de recessão no País

Por mais que os indicadores de um possível aumento do desemprego estejam tornando mais dramática a posição do País no combate à crise, o governo continua firme em sua posição, afirmando que o Brasil terá apenas uma desaceleração do crescimento, e não uma recessão, como já supõem alguns analistas mais extremistas.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que as economias emergentes também estão sofrendo com a crise, mas os efeitos da retração econômica global nos países em desenvolvimento serão marcados apenas pela desaceleração. Segundo ele, o Brasil, particularmente, tem sofrido os efeitos da crise em três canais: o crédito, com a quase interrupção das linhas internacionais de financiamento que gera efeito no crédito doméstico; o comércio internacional, que simboliza um canal de importação da crise onde o impacto está nas empresas exportadoras e, finalmente, a deterioração da confiança. "Tivemos na sociedade um pânico relativo à inflação. Agora há pânico em relação à atividade. Nem o primeiro se mostrou correto, nem o segundo será evidenciado de forma consistente pelos fatos", afirma Meirelles.

O presidente do BC argumenta que o Brasil tem hoje reservas de US$ 207 bilhões, que representam algo em torno de 15% a 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o fato do País ser credor líquido de moeda estrangeira ajuda no controle da dívida pública, que hoje representa o percentual mais baixo desde meados de 1998. "A manutenção do arcabouço da política econômica como o regime de metas de inflação, taxa de câmbio flutuante e política fiscal estável, vai permitir que as famílias mantenham seus planos de médio prazo de consumo".

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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