06 novembro, 2008

Passagem aérea encarece apesar da baixa no petróleo

Apontada por alguns especialistas como “o lado bom da crise”, a queda de mais de 53% na cotação internacional do petróleo não teve nenhum impacto nos preços praticados pelo mercado brasileiro de aviação civil.

O querosene de aviação, derivado do petróleo utilizado como combustível pelos aviões, representa cerca de 40% do custo operacional das grandes companhias aéreas. Recentemente, este argumento foi utilizado para justificar aumentos no preço das passagens domésticas. Mas a flutuação das tarifas não ocorreu no sentido inverso, quando o combustível de aviação teve uma redução de 15%, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ao contrário, os preços estão nas alturas: em um ano, a ponte aérea Rio-São Paulo acumula alta de quase 190%; o trecho Curitiba-São Paulo está 150% mais caro, de acordo com o boletim de acompanhamento econômico divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Já a passagem entre Curitiba e Londrina, que em novembro de 2007 custava R$ 165, sofreu reajuste de 57% e custa hoje R$ 259.

Para o professor de mercadologia e gestão de empresa aérea da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Mauro Martins, mesmo com a desvalorização do real, a queda do preço do petróleo tornou o custo do combustível aéreo cerca de 40% menor do que estava em meados de junho.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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