15 outubro, 2008

Dezesseis empresas brasileiras recompram ações na bolsa

Desde setembro, quando a crise financeira mundial se agravou, 16 empresas brasileiras já anunciaram programas de recompra de ações. Entre elas, a mineradora Vale, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a BM&FBovespa. Para minimizar o impacto da queda livre da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), várias companhias buscam na recompra de ações uma alternativa para alavancar seus papéis. Só de setembro para cá, o Ibovespa já amarga perda de 28%.

"O preço das ações hoje está muito fora da realidade. As cotações não refletem os fundamentos econômicos", explicou Gustavo Alcântara, gestor de renda variável da SWL Asset. "Quando uma empresa anuncia a recompra, ela quer mostrar ao mercado que considera mais vantagem aplicar o caixa em suas ações do que no CDI. Quer mostrar confiança." O executivo pondera que mesmo as cotações de papéis de empresas sólidas, com perspectivas positivas, vêm sofrendo com a fuga dos investidores estrangeiros, motivada pelo caos que tomou conta do mercado financeiro.

A situação é ainda mais preocupante para as estreantes na Bovespa, que ainda não caíram no gosto popular e tem um volume de negócios pequeno. Dos 17 programas de recompra anunciados no período, sete são de novatas no pregão paulista, que fizeram suas ofertas públicas de ações de 2007 para cá. Com a recompra, as empresas esperam sinalizar ao mercado que a cotação dos seus papéis em bolsa não corresponde aos seus balanços financeiros ou a perspectiva de crescimento futuro. Ontem, a BM&FBovespa flexibilizou as regras de recompra para atender à demanda das companhias que têm um free float inferior a 25% ou que perderiam o limite caso abrissem a recompra.

Clique aqui e veja a notícia na íntegra.

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

Nenhum comentário: