09 setembro, 2008

Brasil e Argentina adotam real e peso na exportação

Brasil e Argentina assinaram ontem acordo de cooperação para a implementação, em caráter experimental, a partir de 6 de outubro, do SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local), que prevê que as trocas comerciais entre os países serão feitas em peso e real, e não mais em dólar. O acordo foi assinado pelo presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, e do BC argentino, Martín Redrado, em solenidade no Palácio do Planalto. Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, também participaram.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o novo sistema de pagamento vai estimular a participação de pequenas e médias empresas nas trocas comerciais, que já somam US$ 25 bilhões por ano. "Você está diminuindo o custo de intermediação dessas operações. Os bancos vão ganhar menos e vai baratear o custo da transação", afirmou o ministro. Segundo ele, a medida deve ser estendida aos demais países do Mercosul e, no longo prazo, deve ser instituída uma moeda única para o bloco. "Isto caminha, no longo prazo, para uma moeda local, que eu acho que o Mercosul deve ter no futuro. É um primeiro passo", disse Mantega, reconhecendo a dificuldade de implementação do sistema, uma vez que as compensações devem ser feitas diariamente.

A diretora de Assuntos Internacionais do BC, Maria Celina Berardinelli Arraes, explicou que a adesão SML é voluntária, ou seja, os exportadores dos dois países podem continuar recebendo em dólares, se quiserem. A opção de usar dólar ou moeda local deve ser feita no momento em que for assinado o contrato ou preenchida a guia de exportação.

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Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

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