28 fevereiro, 2008

Estaleiro alemão constrói navio híbrido

O estaleiro Überseebrücke, na Alemanha, foi o primeiro a construir um navio híbrido, movido a diesel e vento, após seis anos de estudos. A embarcação, batizada de MS Beluga Sky Sail pela primeira dama daquele país, Eva Luise Köhler, possui 133 metros de comprimento e fez sua primeira viagem inaugural em 22 de janeiro último, do porto de Bremerhaven à Venezuela. De lá, o Beluga Sky Sail está indo para Davant, no Mississipi, e depois, vai para a Noruega, terminando a fase de teste de longa distância..

A solução encontrada pelo estaleiro foi a de colocar a vela bem mais alta, fora do corpo do navio, de forma que ela trabalhasse como rebocadora. A"vela" do Michael A., por exemplo, tem área de 160 metros quadrados e trabalha normalmente entre 100 e 200 metros acima do nível do mar, onde recebe mais empuxo do que se estivesse perto do tombadilho - além do que deixa libera toda a superestrutura para cargas e sua operação, radar e mil outros usos. A do Beluga Sky Sails, como convém a um veículo maior, é bem mais ampla ainda.

A SkySails acha que o mercado mais adequado a seu sistema é o dos barcos de pesca, dos quais existem 11 mil no mundo todo. Ela se prepara para encarar o desenho específico deste tipo de embarcações e suas características operacionais. As estruturas dessas embarcações, suas formas de quilha e sua integridade, juntam-se as regiões de trabalho com climas pesados, sua necessidade de freqüentes manobras e a maior quantidade de trabalho que sua tripulação tem de fazer enquanto no tombadilho.

O projeto está sendo financiado pela confederação alemã de associações de pesquisas industriais (AIF), através do Ministério Federal de Economia e Tecnologia (BMWi). Testes já foram realizados num modelo de um pesqueiro de 80 metros, na bacia de modelos de Potsdam, com resultados que seguem muito de perto os cálculos da Sky Sails.

Fonte: Monitor Mercantil

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UE autoriza importação de carne de 106 propriedades

A União Européia (UE) autorizou a importação de carne bovina in natura provenientes de 106 propriedades brasileiras a partir de hoje. A decisão foi anunciada ontem pelo embaixador da UE no Brasil, João Pacheco, sob o argumento de que a última lista de propriedades enviada pelo Ministério da Agricultura atendeu aos requisitos de rastreamento de rebanhos exigidos por Bruxelas.

Fonte: A Tribuna Online

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Importação de autopeça cresce 35,9% em 2007

As importações do setor de autopeças cresceram 35,9% no ano passado em relação a 2006, segundo o Sindipeças. As compras externas totalizaram US$ 9,215 bilhões e representaram o maior volume importado pela indústria brasileira de autopeças na história. Dessa forma, o setor registrou déficit de US$ 84,244 milhões em sua balança comercial, o primeiro desde 2002. Já as exportações apresentaram avanço de 4,2%, para US$ 9,131 bilhões, também recorde histórico.

De acordo com o Sindipeças, a valorização do real está pressionando para baixo os preços no mercado interno, comprometendo a rentabilidade das exportações e elevando as importações. "As empresas não param de exportar, mesmo com desvantagem, porque os negócios são de longa maturação e muitos fornecimentos atuais foram negociados há bastante tempo", explica o conselheiro George Rugitsky em documento recente da entidade.

Fonte: Monitor Mercantil

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Europa libera importação de carne brasileira

O embaixador da União Européia no Brasil, João Pacheco, anunciou ontem a decisão de Bruxelas de autorizar a importação de carne bovina in natura de 106 propriedades brasileiras. A medida começa a vigorar hoje. Segundo o embaixador, a decisão foi tomada com base em uma lista enviada pelo governo brasileiro, no início da semana, e que, segundo ele, atende às exigências de certificação da rastreabilidade.

A missão de veterinários europeus, que iniciou seus trabalhos de verificação aqui no Brasil nesta semana, deverá inspecionar uma amostra de 27 fazendas. O embaixador não soube responder se, na hipótese de serem encontrados problemas em algumas propriedades, a lista toda virá a ser suspensa novamente. Ele explicou que o governo brasileiro poderá pleitear a liberação de novas listas de fazendas e que a União Européia seguirá o mesmo procedimento – a checagem dos termos da certificação nessas propriedades e a posterior inspeção.

A União Européia restringiu o ingresso da carne in natura do Brasil no dia 10 de fevereiro, por considerar que as propriedades brasileiras não estavam cumprindo os requisitos de rastreabilidade, assumidos em acordo de 2002. Pacheco argumentou que, no ano passado, a União Européia alertou o governo brasileiro sobre problemas na aplicação do Sisbov (sistema responsável pelo rastreamento) e que foi dada uma clara mensagem de que o Brasil precisaria corrigir esse sistema até o final de 2007, quando uma missão de veterinários faria as inspeções no Brasil. De acordo com o embaixador, essas correções não foram feitas, o que levou Bruxelas a restringir o ingresso da carne brasileira.

Sanidade - O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio Meireles, comemorou a decisão da União Européia. “Isto mostra que a carne brasileira e o rebanho brasileiro têm a melhor sanidade do mundo. A carne nossa, além de ter qualidade extraordinária, tem sanidade. O que nós precisamos é manter aberto o mercado para a Comunidade Européia de todas as nossas propriedades. É o início para se abrir como o antigamente uma política adequada com a Comunidade Européia e outros mercados”, declarou.

Fonte: Correio da Bahia

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Natura fecha 2007 com lucro de R$ 462,2 milhões

A fabricante e distribuidora de cosméticos Natura registrou lucro líquido consolidado de R$ 462,255 milhões em 2007. Em relação a 2006, o lucro cresceu 0,32%. O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) ficou em R$ 702 milhões, com evolução de 7,3%. A margem Ebitda caiu de 23,7% para 22,8%.

A receita líquida da Natura cresceu 11,46% no ano passado e somou R$ 3,072 bilhões. O lucro bruto no ano atingiu R$ 2,080 bilhões e foi 11,52% maior do que no exercício anterior. O lucro operacional cresceu 1,37%, para R$ 617,262 milhões.

Fonte: Diário do Nordeste

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Companhias sul-coreanas explorarão gás no México

Um consórcio liderado pela Corporação Nacional de Petróleo da Coréia do Sul informou hoje que adquiriu os direitos necessários para explorar quatro jazidas de gás no Golfo do México, por US$ 195 milhões.

A Corporação Nacional de Petróleo da Coréia do Sul conta com 35% de participação no consórcio, enquanto a Keangnam Enterprises detém 30%. Já as empresas SK Corp. e a Hanwha Corp. contabilizam 10% de participação cada.

As perfurações nas quatro jazidas do Golfo do México começarão a partir do segundo trimestre deste ano. Já a exploração ocorrerá até 2018, acrescentou as empresas por comunicado.

As informações são da agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Chrysler reduzirá a oferta de veículos nos EUA

Ninguém pode acusar a nova diretoria da Chrysler de falta de pressa nos seus esforços para conservar liquidez, sacrificar vacas sagradas e com isso preparar a fabricante para ser vendida.

No início de fevereiro, a Chrysler se opôs ao aumento dos preços das autopeças fabricadas pela Plastech Engineered Products, uma empresa de Michigan. Em vez de pagar mais, a Chrysler cancelou os contratos com a Plastech, enviou vários caminhões para a fábrica e pediu de volta as máquinas-ferramentas que declarou serem de sua propriedade. A Chrysler planejava emprestar as máquinas para outras fornecedoras.

A Plastech declarou estar quebrada e a conseqüente escassez de peças de plástico moldadas por injeção causou o fechamento temporário de quatro linhas de montagem da Chrysler. A Plastech tem 35 fábricas na América do Norte.

Enquanto esse conflito esquentava, a Chrysler informou uma semana depois que reduziria pela metade o quadro de 3.600 concessionários nos Estados Unidos, diminuindo o número de modelos que oferece. Os revendedores que não concordarem com a consolidação podem acabar desprovidos de certos tipos de veículos.

A Chrysler poderá, por exemplo, decidir vender peruas só do modelo Dodge ou Chrysler, em vez de ambos modelos, como agora. Além disso, a fabricante informou aos agentes da Chrysler, Dodge e Jeep que não esperem muita ajuda monetária para cobrir as perdas quando venderem ou fecharem seus estabelecimentos.

A Cerberus Capital Management, companhia que detém 81% das ações da Chrysler, deu para o diretor-executivo, Bob Nardelli, luz verde para fazer tudo o que julgar necessário, e evitar as práticas mercantis de Detroit, às vezes mais próprias de um clube que do mundo dos negócios. A Cerberus, uma companhia de capital de risco, gostaria de ter lucro mediante a venda da Chrysler dentro de dois ou três ano. Para isso será necessário fazer da atribulada fabricante de automóveis uma empresa de administração eficiente e que produza dinheiro em vez de queimá-lo.

As perdas de 2007 foram suficientemente grandes para a Daimler se render e vender para a Cerberus a maior parte das ações, conservando em seu poder apenas 19,9%. Portanto, Nardelli está disposto a ignorar a etiqueta da Cidade do Automóvel e provocar a indignação da Ford Motor e da General Motors com suas táticas agressivas contra a Plastech, cuja produção de autopeças para veículos da Ford e da GM pode agora se desordenar.

A GM e a Ford, que como a Chrysler investiram milhões de dólares na Plastech para mantê-la em operação, não devem estar nada contentes. Basta comparar os confrontos de Nardelli com a Plastech e os revendedores da Chrysler com uma situação similar na GM.

A GM concedeu reembolsos para a rede Oldsmobile, em alguns casos até ofereceu milhões de dólares por franquia, depois de ter decidido abandonar a marca Oldsmobile em 2000. A conta da GM pelo fechamento da Oldsmobile somou US$ 940 milhões. É preciso reconhecer que a GM pode ter aprendido algumas lições. A empresa está consolidando suas franquias Pontiac, Buick e GMC.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Importação de carro cresce 271%

Brasileiros são apaixonados por carros, como todo mundo sabe. Pelos importados então, nem se fala. A desvalorização do dólar frente ao real, aliada a acordos comerciais com países do Mercosul – que permitiram a isenção das tarifas de importação –, a redução dos juros e o alongamento dos prazos de financiamento estão fazendo com que o sonho de adquirir um carro luxuoso importado se torne cada vez mais realidade. Dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revelam a explosão da entrada de veículos oriundos de outros países no mercado brasileiro. Só em janeiro, a média diária de importação de automóveis de passageiros teve um crescimento de nada menos que 271,7% em relação ao mesmo mês de 2007. Por dia, o valor médio das importações de veículos somaram US$ 15 milhões, acumulando US$ 325 milhões no mês passado.

A procura por carros importados é tão grande que, em algumas concessionárias, há longas filas de espera para determinados modelos. Para adquirir uma Mitsubishi L200 Triton, por exemplo, na Mitcar, revendedora da Mitsubishi em Belo Horizonte, o cliente precisa esperar 40 a 50 dias. “As vendas de janeiro superaram as expectativas de todas as concessionárias, que acompanharam o ótimo desempenho de 2007. As expectativas para 2008 são as melhores possíveis. Esperamos bater 2007 com um crescimento de 20%”, ressalta Adalto dos Reis, gerente da Mitcar. “Produtos cada dia melhores e com tecnologia avançada estão motivando as pessoas a aderir aos utilitários por conforto e para rodar com segurança em nossas estradas. As vendas estão subindo igual avião”, diz.

Outro fator de grande peso é a redução dos preços em decorrência da queda do dólar. Segundo Reis, o modelo Air Tracker, por exemplo, que há pouco mais de um ano custava R$ 126.990, hoje custa R$ 96.990. “As condições de pagamento também são muito atrativas. A procura por leasing aumentou muito, pois temos taxa de até 1,05% ao mês e prazo de até 60 meses. No CDC, é possível parcelar em até 72 meses”, diz.

A importação de veículos ocorre de duas formas: pelas próprias montadoras, que complementam as categorias trazendo automóveis de suas plantas sediadas em outros países da América do Sul, ou por marcas vindas exclusivamente da Europa e Coréia do Sul. Independentemente da forma, o crescimento é geral. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que congrega as marcas BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong, as importações em 2007 atingiram 12.491 unidades, mais que o dobro das 5.894 unidades vendidas em 2006.

Fonte: Estado de Minas

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Só Kassab pode impedir trem da alegria para o TCM

Está nas mãos do prefeito Gilberto Kassab (DEM) a sanção - ou veto - de um projeto aprovado pela Câmara que dá ao Tribunal de Contas do Município benefícios que podem provocar aumento de até R$ 12 milhões por ano na folha de pagamento. Ele prevê a criação de 28 cargos sem concurso, com salários iniciais de até R$ 8,5 mil, e gratificação por produtividade que varia de R$ 1,2 mil a R$ 4,8 mil mensais, retroativa a junho. Com as bonificações, os salários podem superar o teto do Município - de R$ 12,3 mil, pago ao prefeito.

O trem da alegria foi divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. Ele passou em segunda votação na terça-feira, por 29 votos a favor - 1 além do necessário - e 6 contra. A aprovação foi garantida pelo PT, que deu 8 votos numa bancada de 12, pelo DEM, com 5 de seus 7 votos, e pelo Centrão, bloco formado por integrantes do PR, PMDB, PTB e outras legendas. Embora os vereadores neguem, um articulador da Casa admitiu que parte das novas vagas foi reservada a indicações de parlamentares.

Com os 28 cargos, o TCM passará a ter 666 funcionários, dos quais 152 dispensam concurso. O orçamento do tribunal em 2008 é de R$ 149,1 milhões, ante R$ 104,5 milhões em 2007 (42,6% a mais). O cálculo do aumento na folha foi feito por técnicos do Legislativo. O tribunal informou que não tinha condições de fazer essa projeção.

A gratificação por produtividade segue o modelo aprovado pela Câmara para seus servidores em 2007. A retroatividade a junho de 2007 - quando o TCM protocolou o projeto - criou polêmica entre os vereadores. “É absurdo. Como é possível prever pagamentos referentes a um ano que já acabou?”, questionou um opositor do projeto. Contando a partir de hoje, o servidor que receber gratificação de R$ 4,8 mil terá direito a R$ 48 mil retroativos.

O presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), disse que, “se o tribunal tem previsão no orçamento”, não há problema na gratificação retroativa. “E se o projeto só fosse aprovado depois de cinco anos, como ficaria o tribunal?”

O acúmulo de gratificações também criou polêmica. “Não adianta colocar numa lei que o teto pode ser ultrapassado, é questão constitucional”, alegou um tucano. Antônio Goulart (PMDB), que se classifica como “maior defensor do TCM” justificou a criação dos cargos e da gratificação alegando que “há servidores no tribunal com um currículo impressionante”.

Em nota, a assessoria do TCM alegou que a média salarial do tribunal, de R$ 6,8 mil, é inferior à do mercado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Licitação somente em novembro

O Porto do Mucuripe contará com R$ 35 milhões para realizar a sua dragagem. A licitação da obra, entretanto, só deverá ser lançada no início de setembro, segundo informou ontem Paulo André Holanda, diretor de Infra-estrutura e Gestão Portuária da Companhia Docas, que é responsável pelo porto da Capital.

A obra foi anunciada há mais de um ano e é prioritária para que o porto possa receber navios de grande calado, mas o início das obras deve ficar somente para 2009.

Em dezembro último, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, havia informado que o processo licitatório seria lançado até junho deste ano, mas a data foi outra na reunião que teve, na última terça-feira, com o diretor das Docas. Durante o encontro, Holanda o entregou o projeto básico da obra, que envolve todos os dados de engenharia que viabilizam a dragagem.

Com o aprofundamento, o porto passará dos atuais dez para 14 metros de profundidade, permitindo a atracação de navios de grande porte, como os panamax e post-panamax — embarcações com 228 metros de comprimento e 13,65 metros de calado (altura do casco), próprias para o transporte de derivados de petróleo.

Holanda acrescenta que já foi lavrada a licença ambiental tanto para a obra como para a sua manutenção.

O valor destinado à dragagem já estava assegurado através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê ainda a dragagem de outros 14 portos no País neste ano, com recursos que totalizam o montante de R$ 1,4 bilhão.

Fonte: Diário do Nordeste

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27 fevereiro, 2008

Metrô terá ar-condicionado e portas de vidro nas plataformas

Depois de implantar antenas para operação de telefones celulares nos túneis, o Metrô de São Paulo vai instalar ar-condicionado nos trens e portas-plataforma nas estações.

O sistema deve ser implantado inicialmente em 15 das 55 estações hoje existentes e em toda a extensão da nova linha amarela, que ligará a Luz à Vila Sônia e com previsão de abertura no final de 2009.

Segundo o Metrô, a medida é para conter acidentes com usuários e tentativas de suicídio.O sistema deve organizar o embarque nas plataformas e funciona sincronizadamente, já que as portas das estações só abrirão quando estiverem alinhadas às dos vagões. A estrutura, de vidro laminado, cobrirá toda a plataforma e terá 2,5 m de altura.

Entre o final de 2009 e o início de 2010, o Metrô promete instalar ar-condicionado em todos os carros. Estudos mostram que, desde a inauguração nos anos 70, a temperatura nos túneis do metrô tem aumentado em 1ºC a cada dez anos.

Fonte: Último Segundo

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Exportações de madeira crescem 31% em Alta Floresta

A exportação de madeira se manteve aquecida em Alta Floresta, nesse início de ano. As vendas do mercado externo em janeiro, cresceram 31,5%, em relação ao mesmo período de 2007. Só Notícias apurou que as exportações somaram US$1,6 milhão. O que mais cresceu foi a venda de madeira perfilada, não conífera que somou US$1,2 milhão.

Já a venda de madeira serrada caiu 23%. Os alta-florestenses exportaram ainda portas, caixilhos e soleiras de madeira. Os principais países compradores foram Estados Unidos, Espanha, Israel, Alemanha e África do Sul. No que se refere às importações, os empresários de Alta Floresta já iniciaram o ano comprando da Itália.

Por outro lado, a aquisição de máquinas e ferramentas para madeireiras movimentou US$247 mil, no mês passado. Em 2007, as exportações de Alta Floresta totalizaram US$20,9 milhões , 30% a mais que em 2006, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Só Notícias

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CÂMBIO-Dólar tem recorde de baixa ante euro com dados fracos

O dólar caiu para um recorde de baixa frente a uma cesta de moedas nesta quarta-feira, após dados fracos dos Estados Unidos e com os comentários de uma autoridade do Federal Reserve que alimentaram as expectativas de mais cortes de juros.

O euro atingiu recorde a 1,5071 dólar pela manhã. Contra uma cesta de moedas, o dólar atingiu baixa histórica a 74,264.

O vice-chairman do Fed, Donald Kohn, disse na véspera que a enfraquecida economia norte-americana é uma preocupação maior que a inflação, sugerindo mais afrouxamento monetário.

Os comentários dele seguiram relatórios mostrando que a confiança do consumidor despencou em fevereiro e que os preços no atacado atingiram a maior taxa em mais de 26 anos.

"O mercado de câmbio... vai testar a faixa de 1,50 a 1,51 dólar/euro", disse o Commerzbank em nota.

Fonte: G1

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Paraná vai construir mais 100 pontes em rodovias rurais

O Governo do Paraná vai construir mais 100 pontes em rodovias rurais municipais do Estado. O investimento de R$ 2,2 milhões vai atender 94 municípios. Os dados foram apresentados pelo secretário dos Transportes, Rogério W. Tizzot, na Escola de Governo desta terça-feira (26).

"É um programa que atende muito bem às comunidades mais carentes do Paraná. Estabelece ligações que antes não existiam ou que eram precárias", afirmou Tizzot.

O programa funciona por meio de convênio com as prefeituras. A Secretaria cede o material, composto por vigas, lajotas e guarda-rodas. Já os municípios fazem os aterros e constróem cabeceiras, além de providenciar o licenciamento ambiental e fornecer a mão-de-obra, que é assistida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

No ano passado, a Secretaria dos Transportes entregou 50 pontes para 47 cidades. Os investimentos foram de cerca de R$ 1,1 milhão. "Neste ano, vamos dobrar esse número e prevemos investimentos semelhantes para os próximos", destacou Tizzot.

Aeroportos – Além da construção de pontes, a Secretaria planeja a construção do aeroporto de Irati e a pavimentação do de Castro ainda este ano. Nas duas obras estão programados investimentos de R$ 7,8 milhões.

Somados a isso, ainda serão recuperados quatro aeroportos em 2008. Ibaiti, Palotina, Palmas e Cianorte receberão ao todo investimentos de R$ 710 mil para melhoria das pistas e dos pátios das aeronaves.

"Essas obras vão se juntar à recuperação dos aeroportos de Siqueira Campos, que está em andamento, e à de São Miguel do Iguaçu e Manoel Ribas que estão para iniciar", detalhou o secretário dos Transportes.

Fonte: Bonde News

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SAG Logística e Transporte adquire 25 caminhões modelo 19-320 VW

A Breitkopf, concessionária Volkswagen Caminhões e Ônibus de Itajaí acaba de realizar importantes negócios no aquecido mercado da região. A empresa SAG Logística e Transporte LTDA acaba de adquirir 25 caminhões modelo 19-320 VW. A aquisição dos novos caminhões será para ampliação da frota.

Em 2008, a Volkswagen comemora a liderança do mercado nacional, no segmento de 5 a 45 toneladas, pelo 5º ano consecutivo.

Fonte: Paranashop

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Varig e KLM fecham parceria para venda de passagens

A Varig e a companhia holandesa KLM Royal Dutch fecharam parceria para venda de passagens. A partir deste mês, passageiros das duas companhias aéreas podem comprar passagens para todos os destinos operados pela Varig e KLM.

"O acordo com a KLM abrirá aos nossos passageiros acesso a destinos na Europa hoje além da malha aérea da Varig," explicou o diretor comercial da Varig, Lincoln Amano. Mas os passageiros que utilizam o programa de milhagem Smiles acumulam milhas somente nos trechos operados pela Varig.

Fonte: G1

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Honda prevê aumento do uso de alumínio com subida dos preços do ferro

A Honda Motor, a segunda maior fabricante de automóveis do Japão, afirmou que a concorrência não irá permitir aos construtores reflectir a alta dos preços do ferro para os consumidores, o que poderá resultar num aumento da utilização de alumínio no fabrico dos automóveis.

"Os consumidores não vão aceitar esses aumentos de preços", afirmou hoje o presidente da Honda, Takeo Fukui, em Tóquio, em declarações citadas pela Bloomberg. O responsável acrescentou que prevê uma "rápida mudança [dos fabricantes] para a utilização de alumínio".

A Nippon Steel, a JFE Holdings e a Posco, as três maiores produtoras de ferro, chegaram a acordo com a Vale do Rio Doce para aumentar em 65% os preços do minério de ferro, o que se poderá traduzir num gasto adicional de 1,87 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros) para as fabricantes nipónicas.

"Precisamos de baixar os custos com os processos de produção", à medida que o ferro se mantém como a matéria-prima de referência no fabrico de automóveis, salientou o responsável máximo da Honda.

Fonte: Jornal de Negócios

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Distribuidor teme preço mais alto da importação

O setor de distribuição de aços planos no País teme que se as siderúrgicas instaladas aqui não diminuírem as exportações este ano - e redirecionar ao mercado interno - só haja aço por um preço bem mais caro lá fora. "Os reajustes de até 71% da Companhia Vale do Rio Doce abriram espaço para pleitos acima de 100% no exterior", disse o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Christiano da Cunha Freire. O preço de algumas bobinas, informou, já subiu 20%.

A demanda está aquecida no País, acima da expectativas. Sem contabilizar reflexos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) a demanda pelo aço dos distribuidores - independentes e coligados às siderúrgicas - cresceu 25% em janeiro. A expectativa para o primeiro trimestre é de alta acumulada de 31%. "Ainda estamos usando nossos estoques. Mas a única saída para garantir a oferta no País é exportar menos do que os 2,5 milhões de toneladas de 2007", disse.

Em 2007, os embarques já caíram (foram 3,6 milhões em 2006) mas também houve o desaquecimento nos EUA que gerou oferta global maior e mais barata.. "No final do ano a Nucor (siderúrgica dos EUA) nos ofereceu aço, o que nunca tinha ocorrido. Mas agora o mercado lá está aquecendo. Não haverá mais esta oferta", disse. As distribuidoras preferem mais reajustes com garantia de fornecimento.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Grupo investirá US$ 450 milhões em térmica a gás

Além de detalhar a criação de uma empresa voltada para o setor de energias renováveis, executivos da Energias do Brasil (EDB) revelaram ontem, durante encontro com jornalistas, na capital paulista, que o grupo de origem portuguesa irá investir na construção de uma termelétrica movida a gás natural na região norte do Espírito Santo.

Os investimentos na central térmica, com capacidade para gerar 480 megawatts, de acordo com Hugo Souza, diretor-executivo da Enernova, poderão superar os US$ 450 milhões.

"Essa central ajudará o Brasil a resolver parte do problema de falta de oferta de energia nos próximos 5 a 6 anos", afirma o diretor-presidente da EDB, António Manuel Barreto de Pita de Abreu.

A nova térmica está prevista para entrar em pleno funcionamento em 2013, mas, segundo Souza, é possível que a usina comece a operar a partir de 2011, gerando metade de sua potência.

O diretor-executivo da Enernova diz ainda que a eletricidade a ser gerada pela térmica do Espírito Santo será negociada no próximo leilão de energia nova, o A-5, marcado para 16 de julho. "Atualmente, estamos negociando um termo de compromisso com a Petrobras para a entrega do gás", diz Souza. A estimativa é que a central consuma 2,3 milhões de metros cúbicos por dia.

Apesar da negociações com a Petrobras, a Enernova não descarta a hipótese de buscar Gás Natural Liquefeito (GNL) fora do País. Para isso, a empresa tem como aliada a argelina Sonatrach, acionista da Energias de Portugal e segunda maior produtora de gás do mundo.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Preço de passagem aérea internacional pode cair

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a liberação gradual das tarifas dos vôos internacionais, inicialmente os que saem do Brasil com destino aos 12 países da América do Sul: Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. A medida será publicada no Diário Oficial da União ainda esta semana e entrará em vigor a partir do dia 1º de março de 2008. Em nota, o órgão explica que, atualmente, as tarifas de vôos para a América do Sul têm seus descontos limitados a um máximo de 30% do valor de referência da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

Pela nova resolução da Anac, o limite de descontos aumentará de forma gradual, até a adoção de um regime de liberdade tarifária total, em 1º de setembro. As tarifas dos vôos domésticos já estão totalmente liberadas desde 2005, através da Lei nº 11.182, que criou a Anac.

Segundo a agência, a primeira etapa do processo de liberação total das tarifas entra em vigor no próximo sábado, 1º de março, quando o limite de descontos autorizado passa de 30% para 50%. Três meses depois, em 1º de junho, os descontos poderão ser de até 80%. Em 1º de setembro passará a vigorar a liberdade tarifária nos vôos para a América do Sul. Assim, as companhias poderão cobrar qualquer preço pela passagem, sem limites.

A medida vale para todos os vôos que partem do Brasil, tanto de companhias nacionais quanto de internacionais, entre elas TAM, Gol, Varig, Aerolineas Argentinas, Lan, Pluna, American Airlines, British Airways, Lufthansa, Taca-Peru, Avianca e Lloyd Aéreo Boliviano. “A liberação segue uma tendência mundial de liberação total das tarifas aéreas, que resulta em estímulo ao aumento da concorrência e à redução do preço das passagens para o consumidor final”, defende a Anac. A diretoria da agência também decidiu pela criação de um grupo de trabalho para estender a liberação tarifária a todos os vôos internacionais que saem do Brasil. O grupo tem prazo inicial de 90 dias para apresentar uma proposta.

Fonte: Correio da Bahia

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26 fevereiro, 2008

Exportação de carne: precisamos renegociar

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje ao Jornal das Dez que não acredita que a bancada ruralista possa entrar na Justiça para acabar com o cadastro de fazendas aptas a exportar. O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que considera a elaboração dessa lista arbitrária e ameaça ir à Justiça. "A União Européia quer que o Brasil cumpra as regras que foram estabelecidas para a venda de carne. Num primeiro momento precisamos negociar, e num segundo passo, vamos renogociar as normas compatíveis com capacidade de execução", disse o ministro.

Na sexta-feira o Brasil revisou para baixo e entregou uma lista de cerca de 200 propriedades que diz cumpirem com as exigências da UE para a exportação de carne bovina.

Os europeus suspenderam as importações da carne brasileira no final de janeiro, quando iniciaram controles mais rigorosos sobre a rastreabilidade dos animais e regras gerais mais severas de importação. Os exportadores brasileiros criticaram as restrições da UE, afirmando serem injustificadas e protecionistas.

O chefe do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia, Sergey Dankvert, destacou, em Brasília, a qualidade da carne importada do Brasil. O chefe do serviço veterinário russo enfatizou o crescimento das exportações brasileiras de carnes para a Rússia, que evoluíram de 44 mil t, em 2000, para 945 mil no ano passado, ultrapassando US$ 1,9 bilhão. Ele afirmou ainda que a Rússia nunca decretou embargo total às exportações brasileiras de carnes e que "o mais importante é solucionar problemas, sem escondê-los, mantendo o relacionamento normal entre parceiros".

Fonte: Invertia

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Obra do Anel Viário chega à nova etapa

Foram intensificados os trabalhos para pavimentação do Anel de Contorno Rodoviário, no trecho de 3,1 quilômetros, da Jorge Lacerda até a Avenida Universitária. De acordo com o engenheiro de fiscalização da Prefeitura de Criciúma, José Fernando Vieira, já está sendo feita a colocação de material pétreo, primeira camada do processo. Cerca de 80% da terraplanagem foi concluída. A previsão é que até julho este segundo trecho receba a capa asfáltica.

O segmento de 1,8 quilômetro da Rodovia Alexandre Belolli, (do condomínio Lago Dourado até o pontilhão) foi concluído. Os serviços estão concentrados no assentamento de meio-fios e canaletas para escoamentoda água.

O investimento da Prefeitura de Criciúma, em parceria com o Governo do Estado, nos dois segmentos, é de aproximadamente R$ 12 milhões. O Anel de Contorno Rodoviário tem o objetivo de disciplinar o fluxo de veículos, especialmente caminhões, desafogando o trânsito no centro de Criciúma e ligando as cidadesda região à BR-101.

Fonte: A Tribuna

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Economia alemã reduz expansão a 0,3% no 4º trimestre

A taxa de crescimento da economia alemã do quarto trimestre do ano passado não foi revisada e continuou a apontar desaceleração na comparação com o trimestre anterior, apesar de continuar a ser puxada fortemente pelas exportações, segundo relatório divulgado hoje pelo Escritório Federal de Estatísticas. O recuo deve-se, principalmente, ao consumo reduzido.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,3% entre outubro e dezembro, ajustado pelos efeitos sazonais e de calendário. No terceiro trimestre, o crescimento havia sido de 0,7%. O dado está em linha com as informações preliminares publicadas em 14 de fevereiro pelo escritório.

As exportações alemãs cresceram 1,3% no último trimestre de 2007, após registrarem alta de 2,5% no terceiro trimestre. Já as importações recuaram 0,2%, ante alta de 3,2% no período anterior. O consumo público caiu 0,5% no quarto trimestre, depois de apresentar crescimento nos três trimestres anteriores. O consumo privado teve queda de 0,8% no quarto trimestre, em relação ao trimestre anterior, quando registrou aumento de 0,3%. O investimento em construção caiu 1,1%, depois de subir 0,5% no período de julho a setembro. Os investimentos em máquinas e equipamentos subiram 3,4% nos três meses finais de 2007, depois de crescerem 0,4% (em números não revisados) no trimestre anterior.

A taxa de crescimento anual avançou 1,8% quando ajustada pelo número de dias úteis em cada trimestre. Os números do trimestre anterior apontavam para um crescimento de 2,5%, sem ajuste, e de 2,6%, quando ajustado pelos dias úteis.

Fonte: Portal Exame

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Brasil eleva meta anual de exportações a US$ 180 bilhões

O Governo federal elevou a meta de exportações para este ano de US$ 172 bilhões a um cálculo de entre US$ 175 bilhões e US$ 180 bilhões, anunciou hoje em São Paulo o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

O ministro, depois de lançar a campanha mundial de promoção do álcool brasileiro, afirmou que a nova meta foi fixada depois do reajuste de 65% do ferro vendido pela Vale ao exterior, principalmente aos mercados do Leste Asiático.

No entanto, Miguel Jorge expressou que o "ideal" seria que a meta havia sido ampliada mais pelo volume que pelo valor e apontou que o déficit da balança comercial na última semana "não é uma tendência" e o "desajuste" obedeceu à alta dos preços do petróleo e ao aumento da compra do trigo.

"Isso não é uma tendência, não é um problema estrutural", disse Jorge, que destacou a importação de bens favorecida pela desvalorização do dólar perante o real, situação que também incide na queda do faturamento por vendas ao exterior.

Jorge, de outro lado, destacou a importância para o desenvolvimento do país da Política Industrial que será anunciada após a aprovação do Orçamento por parte do Congresso e da esperada Reforma Tributária, que também deverá ser aprovada pelo Legislativo.

O ministro admitiu, no entanto, as dificuldades para uma Reforma Tributária "ampla, geral e irrestrita", mas foi otimista ao manifestar que a partir dela poderão ser obtidos avanços posteriores em matéria de mudanças ao sistema tributário.

Fonte: A Tarde Online

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Brasil, Bolívia e Argentina vão ter 5 hidrelétricas conjuntas

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, anunciou ontem que o Brasil, a Bolívia e a Argentina vão construir usinas hidrelétricas de forma conjunta para tentar minimizar os problemas de energia na região.

Segundo o ministro, serão construídas cinco hidrelétricas, sendo três conjuntas entre Brasil e Argentina, e duas entre Brasil e Bolívia. As cinco usinas vão gerar 10 mil MW e o custo será da ordem de R$ 30 bilhões.

Após a reunião dos presidentes dos três países em Buenos Aires, no sábado, ficou acertado que em dez dias haverá um encontro entre ministros para discutir a política energética do Mercosul. Segundo Lobão, nessa reunião, cujo local ainda não foi definido, serão discutidos os termos dos acordos dessas hidrelétricas.

O ministro reconhece que não são obras de curto prazo, mas é uma alternativa para tentar solucionar os problemas desses países. Esse plano conjunto de construção de hidrelétricas, segundo Lobão, será nos moldes da usina hidrelétrica de Itaipu, no Paraguai.

De acordo com o ministro, naquilo que os países não puderem arcar com as despesas, recorrerão ao crédito externo. Lobão informou também que, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participará dessas reuniões para evitar problemas de licença ambiental. “Isso é para que a burocracia seja definitivamente banida nesses entendimentos”, declarou o ministro Lobão.

GÁS

Sobre o pedido da Argentina de cessão de parte do gás que o Brasil importa da Bolívia, Lobão foi taxativo, reiterando que o Brasil não abre mão do gás boliviano.

“Não haverá nenhuma modificação no contrato assinado com a Bolívia. O Brasil continuará recebendo da Bolívia 30 milhões de metros cúbicos por dia, que é contratado com aquele país; nada menos do que isso”, afirmou Lobão.

Ele ressaltou, no entanto, que o Brasil está disposto a ajudar a Argentina com outras formas de energia. “Vamos ajudar o país amigo nos momentos difíceis”, disse o ministro, numa referência à possibilidade de fornecimento de energia elétrica ao país vizinho no período de inverno.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Villares Metals fecha contrato para exportar US$ 50 milhões

O grupo austríaco Böhler-Uddeholm fechou o maior contrato de exportação de sua subsidiária no Brasil. A Villares Metals, líder em aços especiais na América Latina e que pertence ao grupo austríaco desde 2004, começa a embarcar em abril próximo para os Estados Unidos e Europa peças de aço válvulas (para motor de carro). Essas vendas representarão, a partir deste ano, um reforço na receita de exportação de US$ 50 milhões anuais. A ajuda vem em excelente momento.

Transformada em plataforma de exportação do grupo austríaco, a empresa viu no ano passado sua receita com exportação (de US$ 199 milhões) cair para 40% do total faturado no Brasil. Em 2003 havia chegado 52%. Foi o menor nível da década mesmo com um incremento de 37% nas vendas em dólares em relação ao ano passado. O motivo é o real valorizado.

"A valorização do real traz dificuldades. Mas com este contrato, o maior já fechado pela Villares Metals, estamos colhendo frutos de investimento em máquinas novas. Exportaremos à quase todas as indústrias automobilísticas no mundo, além de atender ao sofisticado mercado de automóveis brasileiro", disse o diretor comercial da Villares Metals, Herwig Petschenig.
"Hoje, os motores exigem um produto cada vez melhor, já que um aço mais leve representa melhor desempenho e menor poluição", disse Petschenig. Segundo o executivo, o aço válvula da Villares vale até seis vezes mais do que um produto comum.

A produção será possível graças à nova laminadora da empresa em Sumaré (SP). Aliado a isso, a empresa começa o ano com uma meta de redução de custos próxima de R$ 155 milhões.

"É uma estratégia muito forte de redução de custos. Conseguiremos aumentar nossa receita líquida, porém muito cautelosos com o câmbio", disse o presidente da Villares Metals, Franz Struzl. A estratégia é baseada em três frentes. Primeiro incentivos de produtividade aos funcionários. Que podem gerar R$ 55 milhões em produtividade. O segundo pilar foi a contratação de uma consultoria para otimizar processos de exportação. O terceiro ponto é ainda o retorno dos investimentos dos últimos três anos.
"Conheceremos as soluções encontradas pela consultoria dentro de alguns meses. Somando isso ao retorno dos investimentos esperamos gerar até R$ 100 milhões em redução de custos. O objetivo é defender a harmonia das exportações", disse.

A Villares Metals divulgou ontem um lucro líquido de US$ 73 milhões. Alta de 21% em relação a 2006. O Brasil é uma forte aposta do grupo e em 2007 conseguiu ultrapassar em negócios o mercado dos Estados Unidos, segundo informações da empresa.

A receita líquida da Villares foi de US$ 538 milhões, alta de 47% em relação a 2006. A produção foi recorde e cresceu 7,4%, para 8,4 mil ton. A empresa foca mercados em expansão no País. "Estamos ocupando setores como o de peças para a energia eólica e para usinas de açúcar e álcool, além das petroquímicas", disse o presidente da Villares Metals, Franz Struzl.

Para o CEO mundial do grupo Böhler-Uddeholm, Claus Raidl, a empresa deverá ampliar cada vez mais sua produtividade para compensar o aumento de custos com matéria-prima e energia. "Uma estratégia que tem sido boa é que estamos cada vez mais próximos de nosso cliente", disse.

Segundo ele, o grupo investirá € 300 milhões em 2008. No Brasil o aporte será de € 33,7 milhões sendo que € 23 milhões em sua prensa de forjados, que ampliará sua capacidade de produção de 4,3 mil toneladas para 5 mil. O lucro do grupo cresceu 31%, para € 325 milhões em 2007. O faturamento, recorde, cresceu 17% para €3,6 milhões. O objetivo é chegar a € 5 milhões em cinco anos. A Villares Metals deve reajustar preços como reflexo da alta nos preços da sucata e outras ligas similares às suas, "caso do aço carbono, que já foi reajustado de 10%, 12%", disse o diretor comercial da Villares Metals.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Lucro do Banco do Brasil cai 16,3% em 2007

O Banco do Brasil anunciou hoje que seu lucro líquido se manteve estável no quatro trimestre de 2007, mas no ano recuou 16,3%, por conta de efeitos extraordinários em 2006 e no ano passado.`

O banco teve lucro de R$ 5,1 bilhões em 2007, ante R$ 6,04 bilhões em 2006. Mas desconsiderando efeitos não-recorrentes, o resultado teria avançado 56,8% no período.

Em 2006 a instituição teve R$ 2,38 bilhões em ganhos extraordinários, contra impacto negativo de R$ 690 milhões em 2007, formado principalmente por despesas com plano de afastamento voluntário e reestrutução do plano de saúde dos funcionários do banco.

O lucro do quarto trimestre se manteve praticamente estável entre ambos os anos, saindo de R$ 1,25 bilhão nos últimos três meses de 2006 para R$ 1,22 bilhão em igual período do ano passado.

O banco registrou crescimento de 20,7% na carteira de crédito, que ao final do ano passado somava R$ 160,74 bilhões, para ativos de R$ 357,75 bilhões.

O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, importante indicador da rentabilidade de um banco, foi de 22,2% no quarto trimestre, contra 26,7% um ano antes. No ano, o indicador caiu de 32,1% em 2006 para 22,5%.

Fonte: Invertia

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Lucro da Ferrovial desce 48% em 2007

A construtora espanhola Ferrovial anunciou hoje um resultado líquido de 733,6 milhões de euros no ano passado, o que representa uma descida de 48% face ao mesmo período de 2006.

Em comunicado enviado hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a Ferrovial explica que este recuo do lucro se deve a mais-valias registadas em 2006 que resultaram da venda de participações nos aeroportos de Sydney, Budapeste e de outras posições minoritárias em seis aeroportos australianos.

Em termos de EBITDA, em 2007, este cresceu 31,0% para os 3,04 mil milhões de euros.

Por outro lado, no período em análise, o volume de negócios avançou 18% para os 14,63 mil milhões de euros.

Fonte: Diário Econômico

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Lucro da Gas Natural aumenta 12% em 2007

A espanhola Gas Natural, que ontem anunciou a obtenção de registo para comercializar em Portugal, divulgou esta terça-feira os resultados de 2007 com aumento de 12,3% no lucro líquido.

A empresa realizou um resultado líquido de 959,4 milhões de euros, segundo comunicado publicado através da CNMV.

O resultado bruto de exploração (ebitda) cresceu 19%, alcançando 2.276 milhões, enquanto as receitas evidenciaram decréscimo de 2,4%, para os 10,093 mil milhões de euros.

Fonte: Dinheiro Digital

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Gás: "até 2012, vamos ter que tirar quase da própria pele"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na noite desta segunda-feira, em entrevista a um programa de TV argentino, que os investimentos para exploração de gás na Bolívia só vão surtir efeito daqui a quatro anos, em 2012.

"A Bolívia tem muito gás, mas esse gás precisa ser explorado. E para ser explorado tem que ter investimentos, e o resultado destes investimentos não aparece no dia seguinte", afirmou. "Até 2012, vamos ter que tirar quase que da própria pele para atender as necessidades do mercado argentino, do mercado brasileiro."

Segundo Lula, a Bolívia deverá produzir em 2012 o equivalente a 73 milhões de metros cúbicos de gás. Hoje, estima-se que essa produção esteja em torno de 45 milhões de metros cúbicos de gás - insuficientes para atender à demanda interna da Bolívia e os mercados do Brasil e da Argentina.

As declarações do presidente foram feitas durante entrevista ao jornalista argentino Joaquín Morales Solá em seu programa de televisão "Desde el Llano" , da emissora TN (Todo Noticias).

A entrevista foi gravada no sábado, em Buenos Aires, pouco antes da reunião entre Lula e os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales, na qual o Brasil rejeitou a possibilidade de atender o pedido de abrir mão de parte do gás que demanda para atender o déficit argentino.

"Problema estrutural"
Lula voltou a dizer que o problema energético da região não é conjuntural, mas estrutural. "A comissão formada por Argentina e Brasil está discutindo mudanças estruturais do nosso modelo energético. Ou seja, qual é o nosso potencial hidrelétrico? Qual o nosso potencial de termoelétrica? Ela vai ser movida a que? A gás? Mas se nós não temos gás, vai ser a óleo diesel que polui o planeta, e que é muito caro? Todos estes são desafios que temos para nós nos próximos quatro anos", disse.

Lula voltou a afirmar que a expansão econômica do Brasil e da Argentina tem levado a maior demanda de energia, o que não foi previsto no passado.

Quando questionado se o Brasil pode ajudar a Argentina, ele respondeu que essa não é uma crise energética da Argentina, mas do mundo inteiro. "E obviamente que (a crise) pega a Argentina, pega o Brasil, pega outros países (...). Na medida em que as duas economias começam a creser, a gente percebe que é preciso produzir cada vez mais energia", disse.

Lula contou que disse a Cristina Kirchner, na reunião que tiveram na sexta-feira, um dia antes do encontro com Morales, que é preciso fazer um "levantamento real" da situação energética e seu potencial de produção na América do Sul.

"São milhares e milhares de megawatts que poderemos produzir, se trabalharmos de acordo. O Brasil tem disposição de financiar parte deste desenvolvimento porque interessa ao Brasil, interessa à Argentina", afirmou.

Cuba
Na entrevista, Lula disse que os países do Mercosul devem ajudar Cuba para que o país "não volte a ser um cassino".

Mas o presidente afirmou que não deve haver ingerência nas decisões do futuro do país, já que estas cabem aos cubanos. "Acho que Fidel tomou a decisão no momento certo (...). Raul é um homem preparado. E todos nós devemos contribuir para que Cuba não volte a ser um cassino", disse.

Lula defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul. "Eu trabalho para isso, para que a Venezuela entre no Mercosul", disse.

Ele afirmou ter dito ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que aproveite o petróleo para "industrializar" a Venezuela, para que produza alimentos no país.

A Venezuela importa quase tudo o que consome e hoje vive uma crise de desabastecimento.

Fonte: Invertia

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25 fevereiro, 2008

Cartão metrô-carro será lançado este ano

O Metrô vai lançar, ainda este ano, um bilhete de integração metrô-carro. O chamado Metrô Fácil Estacionamento será um cartão magnético recarregável, com o qual o motorista poderá pagar a estada de seu veículo em um dos 16 estacionamentos que serão criados perto de estações do metrô. Ao pagar o valor do estacionamento com o cartão - que vai liberar a cancela e permitir a entrada no estacionamento -, o usuário já terá direito a duas passagens de metrô, uma de ida e outra de volta, incluídas no preço e válidas para o dia todo.

Para entrar na estação de metrô, bastará encostar o cartão no validador das catracas, tal como se faz hoje com o bilhete único. Assim, o usuário poderá substituir parte do trajeto que faria de carro, para ir e voltar do trabalho, pelo metrô. O valor do novo bilhete ainda não foi definido.

O Metrô Fácil Estacionamento será uma espécie de cartão especial, nos moldes dos bilhetes fidelidade (com 20 viagens, por preço menor) e lazer (válido em fins de semana e feriados), que já estão à venda pelo Metrô e pela CPTM. Segundo a diretora do Metrô, Cristina Bastos, gestora do projeto , a idéia é fazer com que os motoristas possam comprar e recarregar seus cartões direto nas bilheterias das estações do metrô.

O cartão está em fase de negociação avançada entre a Companhia do Metropolitano e a Prefeitura de São Paulo, que atualmente vêm levantando as áreas municipais e estaduais onde ficarão os 16 novos estacionamentos. ’’Um deles, que será o piloto da iniciativa, estará funcionando até o fim deste ano’’, garante Cristina. A primeira unidade ficará na zona leste, em região a ser definida, perto da Estação Corinthians-Itaquera da Linha 3-Vermelha.

Uma parte das outras 15 áreas, pelos levantamentos preliminares de demanda, ficará nas regiões das Estações Imigrantes (Linha 2-Verde) e Tucuruvi (Linha 1-Azul). Essas áreas serão totalmente definidas em até um mês. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está ajudando o Metrô nos estudos.

Segundo Cristina, os 16 estacionamentos poderão ser operados pela iniciativa privada, sob esquema de concessão.Obrigatoriamente, pelo projeto, os espaços terão que ter um acabamento permeável que permita a drenagem da água das chuvas, com área verde, para compensar as áreas com concreto e asfalto que serão ocupadas pelos carros. Também não está descartada, em um segundo momento, a criação de mais estacionamentos nas proximidades de estações da CPTM.

TRÁFEGO

Cristina acredita que o projeto ajudará o tráfego na cidade. ’’Será bom para todos, vai tirar carros da rua, diminuir os congestionamentos e a poluição’’, diz. ’’A idéia é reter o usuário nas pontas das linhas de Metrô, criando uma solução convidativa de transporte.’’

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, um dos criadores do projeto, diz que em princípio pode parecer ’’incoerência’’ atrair mais usuários para o já saturado metrô de São Paulo, que transporta 3 milhões de passageiros por dia.

’’Claro que não podemos fazer a cobrança do estacionamento e jogar a pessoa para dentro do sistema superlotado’’, diz Portella. Segundo ele, para que a demanda seja atendida a contento, a companhia vem investindo na compra de trens e de um sistema de controle das composições via rádio, que vai possibilitar a redução dos intervalos entre os trens para 80 segundos - hoje, nos horários de pico, o metrô consegue 101 segundos.

Os primeiros trens vão chegar em setembro de 2009. Foram encomendados 16 para a Linha 2-Verde; 10 para a Linha 3-Vermelha e 7 para a Linha 1-Azul. Segundo Portella, a extensão da Linha 2 até a Vila Prudente e a inauguração da Linha 4-Amarela (Luz - Vila Sônia) também fazem parte desse esforço.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Paralisação de ônibus prejudica transporte na zona leste de SP

Milhares de paulistanos estão sendo prejudicados nesta manhã de segunda-feira, 25, por causa de uma paralisação dos motoristas e cobradores da Viação Novo Horizonte, empresa de ônibus que opera linhas municipais em parte da zona leste da capital paulista. A SPTrans (São Paulo Transportes) colocou em operação o sistema Paese para tentar minimizar os transtornos aos passageiros que dependem desta empresa.

A garagem localizada em Cidade Tiradentes segue fechada pelos trabalhadores que realizam uma assembléia para reivindicar atualização de salários e registro em carteira. A Novo Horizonte é a antiga cooperativa Nova Aliança.

Em novembro do ano passado, ao se tornar uma empresa, mudou de nome, mas muitos trabalhadores não foram registrados ainda e não estão gozando dos direitos adquiridos pela CLT. Dos 517 ônibus da empresa, pelo menos 350 desta garagem localizada em Cidade Tiradentes não estão nas ruas.

Com a paralisação, os bairros Cidade Tiradentes, São Mateus, Vila Nova York e região foram prejudicados. Muitas das 40 linhas operadas pela Novo Horizonte, levam moradores destas regiões até o centro da cidade, principalmente para o Parque Dom Pedro.

A Polícia Militar foi acionada para permitir a abertura dos portões aos funcionários que queriam trabalhar, mas foram impedidos pelos manifestantes. No rápido conflito, alguns coletivos foram depredados. Uma fila de pelo menos 200 ônibus se formou do lado de fora da empresa.

Fonte: Estadão

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Terminal aeroportuário de Alta Floresta será ampliado

Operando com vôos noturnos desde o ano passado, sendo o primeiro do Nortão a receber homologação, o aeroporto de Alta Floresta receberá melhorias nos próximos meses. O secretário de Administração, Gercio Frâncio, confirmou, ao Só Notícias, que R$ 270 mil foram liberados pelo Estado para reforma a ampliação do terminal aeroportuário, atendendo exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Segundo ele, a expectativa é que as obrasm iniciem em, no máximo, 60 dias, após a licitação. Serão construídas salas de embarque e desembarque, ampliado o saguão para circulação de passageiros, bem como algumas reformas nas áreas de refeição e agências de viagem. "Hoje falta infra-estrutura para oferecer comodidade aos passageiros", acrescentou.

Atualmente, duas empresas operam no município com dois vôos diários, sendo um noturno, com pouso programado às 22 horas. A pista é uma das maiores da região, com 2.500 metros de extensão e sistema de iluminação, com capacidade para receber aeronaves de médio e grande portes.

Fonte: Só Notícias

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Exportações de Sorriso em janeiro sobem 285% em relação a 07

O volume de exportação em Sorriso no mês de janeiro, foi 285% maior que no mesmo período do ano passado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas movimentaram US$4,2 milhões no primeiro mês do ano. Foram exportadas 4,1 mil toneladas de soja em grãos, movimentando US$2 milhões, 4,4 mil toneladas de milho, somando mais US$1 milhão e ainda algodão, US$823 mil e madeira.

A abertura de exportações para a Rússia, maior comprador da produção sorrisense, gerou US$2 milhões em negócios. Os russos foram responsáveis por 47% das compras em janeiro. A Holanda ampliou as compras em 244%. Outros países que compraram de Sorriso em janeiro foram Argentina, Indonésia, Espanha, Estados Unidos e Paquistão.

Só Notícias apurou que o município campeão nacional da soja, foi o primeiro do Nortão no ranking das exportações no ano passado. De acordo com o relatório da Secex, movimentou US$149,8 milhões. O aumento, em relação a 2006 foi de 349% nas exportações de produtos agrícolas e madeira. O volume de negócios do ano passado supera a soma de exportação dos últimos nove anos.

Fonte: Só Notícias

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Vale está perto de levar a Xstrata

A Vale e a Xstrata estão mais perto de fechar o negócio que criará a maior empresa de mineração do mundo, segundo uma reportagem publicada ontem pelo jornal britânico Sunday Times. Na semana passada, o Estado publicou uma reportagem informando que a Vale havia feito uma nova oferta para comprar a Xstrata, depois da primeira proposta ter sido rejeitada pela mineradora anglo-suíça. Ontem, citando fontes ligadas a bancos, o Sunday Times afirmou que a Vale teria colocado na mesa uma oferta de US$ 90,52 por ação(o equivalente a 46 libras).

Um acordo a esse preço estaria dando à Xstrata um total de US$ 86,58 bilhões. As ações da mineradora fecharam a semana a US$ 78,71 cada (40 libras). Esse havia sido o valor da primeira oferta da Vale, feita há cerca de um mês. As fontes disseram ao jornal britânico que, embora não haja certeza que o negócio será fechado, existe a possibilidade de as empresas chegarem a uma conclusão ainda no início desta semana. O prazo final para que a Vale apresente sua oferta é 21 de março. A Xstrata não confirma a informação. Apenas dá a resposta padrão de que não vai comentar rumores de mercado.

A Vale planeja oferecer uma combinação de dinheiro vivo com oferta de ações próprias. A Glencore, grupo de comercialização de metais e um dos maiores acionistas da Xstrata, ainda se mostra receosa de aceitar uma quantidade muito grande do pagamento em ações. Esse é um dos fatores que dificultam as negociações. A Glencore também quer assegurar direitos de comercialização da produção de níquel do grupo.

Analistas dizem que, quanto maior for a parte em ações, maior terá de ser a oferta. A Vale teria consultado nas última semana fundos de hedge e outros investidores que são acionistas da Xstrata sobre a oferta de US$ 90,72 por ação (46 libras), mas alguma instituições acreditam que é mais garantido trabalhar com US$ 98,39 (50 libras).

A união da Vale com a Xstrata criaria um grupo líder na produção de minério de ferro, níquel, cobre e carvão.

A sinergia entre as duas empresas será muito grande e é provavelmente por essa razão que a Glencore pretende se manter como um investidor significativo - existe a possibilidade de a avaliação da empresa subir muito.

SETOR ACELERADO

As conversas entre Vale e Xstrata são parte de uma febre de aquisições que atingiu o setor de mineração. A australiana BHP Billinton, que perderá a coroa de maior mineradora do mundo caso a brasileira compre a anglo-suíça, fez recentemente uma oferta hostil de US$ 147,7 bilhões pela anglo-australiana Rio Tinto. Porém, a oferta foi rejeitada e enfrenta uma série de discussões antes de poder prosseguir. Existem dúvidas sobre o que ocorrerá com a competição local caso as duas se unam.

No ano passado, a americana Freeport-McMoRan adquiriu sua maior rival nos EUA, a Phelps Dodge, por US$ 26 bilhões. Com a compra, a empresa passou a operar minas em Nevada, no Peru, Austrália, Nova Zelândia, África e Indonésia.

AS OFERTAS

US$ 78,71 por ação
foi o valor da primeira oferta da Vale pela Xstrata, há cerca de um mês

US$ 86 bilhões
é o valor total da nova oferta da empresa brasileira para adquirir a anglo-suíça, com US$ 90,52 por ação

US$ 147,7 bilhões
foi a oferta da australiana BHP Billiton pela Rio Tinto, que foi recusada

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Petróleo supera US$ 99, com ataque turco no Iraque

O preço do petróleo em Nova York opera acima dos US$ 99 por barril na manhã desta segunda-feira, pressionado pela incursão da Turquia no Iraque e por um novo movimento de dinheiro especulativo antes da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), prevista para março.

O contrato futuro para entrega em abril subia US$ 0,21, a US$ 99,04 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent era negociado em alta de US$ 0,27, a US$ 97,29.

Tropas turcas entraram em combate no domindo no norte do Iraque, em uma ampla ofensiva terrestre. No entanto, uma autoridade da estatal iraquiana Northern Oil Company disse no domingo que as exportações do país não serão afetadas.

Pressionavam também o mercado os investidores que aumentaram posições nos contratos de petróleo.

Fonte: Invertia

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Fast-food entra nos planos de grandes investidores

Quem freqüenta as praças de alimentação dos shopping centers brasileiros ainda não percebeu. Mas, nos bastidores, os empresários do setor já não escondem de mais ninguém: várias redes de restaurantes de pequeno porte estão à venda e (quase) todas as grandes dizem ter apetite para comprar. Isso, claro, se elas não forem vendidas antes para investidores. O setor entrou na mira de fundos como Advent, Merrill Lynch, UBS Pactual e Deutsche Bank.

A disputa é por um mercado que cresce pelo menos três vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) desde 2004 e já movimenta acima de R$ 100 bilhões por ano, segundo estimativas da ECD Consultoria, especializada no setor de refeições fora de casa. "A tendência é só aumentar. Hoje, o brasileiro gasta fora de casa 25% das despesas com alimentação. Em cinco anos, esse número deve subir para 40%", diz Enzo Donna, diretor da ECD.

Segundo o consultor, investidores e empresários estão percebendo que, se comprarem várias redes pequenas - mantendo a bandeira e às vezes até o próprio gestor -, centralizarem compras, administração, marketing e distribuição, vão conseguir escala e lucratividade. "É o negócio da China. O mercado está descobrindo esse setor agora", afirma Enzo.

Fonte: AE

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Vale garante reajuste para 70% das vendas de minério

Os contratos fechados na semana passada já garantiram à Companhia Vale do Rio Doce reajustes para 70% de sua venda de minério de ferro prevista para este ano, informou o diretor- executivo de ferrosos, José Carlos Martins. Entre os argumentos que convenceram os clientes a aceitar reajustes de 71% no preço do minério de Carajás e 65% para as demais jazidas, Martins destacou que a Vale elevou sua produção em cerca de duas vezes de 2000 até 2007, enquanto a China aumentou a produção de aço em quase cinco vezes, de 100 milhões de toneladas para 500 milhões de toneladas anuais. "A nossa dificuldade sempre foi acompanhar esse ritmo alucinante da siderurgia chinesa. Em 2000, vendíamos 2 milhões ou 3 milhões de toneladas para a China. Em 2007, a China foi nosso principal mercado, com mais de 100 milhões de toneladas, volume que era toda a produção da Vale em 2000", disse.

Na sexta-feira, a mineradora brasileira anunciou acordo com a siderúrgica Baosteel, que representa todos os clientes chineses da mineradora nas negociações de preço. Já havia fechado com as japonesas Nippon Steel, JFE, Sumitomo, Kobe e Nishin, com a coreana Posco, a alemã ThyssenKrupp e a européia Ilva.

A partir das negociações com as siderúrgicas, a tonelada de minério de ferro passará de US$ 46 para US$ 76,60, sem considerar o custo do frete. Com o preço de transporte, o valor final chega a US$ 110 por tonelada.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Celular chega ao metrô até setembro

Numa cidade com 8,5 milhões de celulares, só mesmo embaixo da terra é possível ainda ter um pouquinho de refresco do barulho dos toques polifônicos e das conversas incessantes. Ainda, claro - a partir de maio, nem mesmo esse refúgio estará livre dos celulares. A direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo aprovou, no fim do ano passado, uma proposta de quatro operadores de telefonia - Claro, Vivo, Tim e Nextel - para a construção de uma infra-estrutura que irá possibilitar o funcionamento de celulares em túneis e trens do metrô.

A Oi, prestes a entrar no mercado paulista, também enviou recentemente a papelada para participar do projeto. O sistema custa R$ 10 milhões, divididos entre as operadores - no mês que vem, os equipamentos e antenas serão instalados e começam os primeiros testes. A Linha 2-Verde do metrô de São Paulo será a primeira a poder tagarelar pelo celular, em maio. E, até setembro, a companhia promete que os passageiros poderão usar seus telefones nas 55 estações e nos 61,3 quilômetros de extensão de túneis.

"Esse sistema já deveria estar em funcionamento por aqui, mas a primeira licitação simplesmente não deu certo", diz Sérgio Avelleda, diretor de Assuntos Corporativos do Metrô. Cidades como Tóquio, Hong Kong, Santiago e até Rio de Janeiro já usufruem do sistema - em Buenos Aires, só para causar inveja, não só é possível usar o celular como também acessar internet sem fio de graça. "No Rio, por exemplo, é mais fácil instalar esse tipo de estrutura porque a empresa do metropolitano de lá é privada, não tem toda a burocracia. Mas agora vai, está tudo encaminhado."

As empresas de telefonia terão uma infra-estrutura física única e dividirão o espectro (ao contrário do Rio, onde cada operadora implantou sua rede própria em 2001). Pelo acordo, as operadoras irão pagar uma taxa mensal pela concessão - que começa com R$ 73 mil no primeiro mês de funcionamento para cada uma das empresas e sobe até R$ 93 mil a partir do quinto mês.

Para efeito de comparação, as estações de metrô de Nova York também irão ganhar cobertura de celular para voz e dados. O grupo privado Transit Wireless desembolsará US$ 250 milhões pela empreitada - em troca, a empresa ganhará parte da receita das ligações. Mas, como muitos nova-iorquinos já começaram a reclamar que não queriam ouvir os toques de celular dentro dos vagões, a Metropolitan Transportation Authority, que gerencia os transportes na cidade, já decidiu limitar a cobertura às estações e plataformas. "Aqui não teremos essa limitação, as pessoas querem usar o celular mesmo nos vagões", diz Avelleda.

METRÔ MOBILE

Com esse novo sistema de telefonia celular, o Metrô também espera incrementar o serviço que fornece informações para facilitar as viagens na região metropolitana. Chamado "Metrô Mobile", ele já funciona pelo endereço eletrônico www.metrosp.mobi e pode ser acessado por qualquer celular devidamente configurado.

O site permite consultar os horários de abertura e fechamento das estações, os trajetos possíveis na rede metropolitana de transporte público sobre trilhos e todas as conexões existentes entre elas, além do tempo previsto para cada percurso e seu custo final.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Fornecimento de gás boliviano pode voltar à pauta em março

Os presidentes de Brasil, Bolívia e Argentina se reunirão no final de março, em La Paz, para analisar as soluções apresentadas por uma comissão de ministros sobre as cotas de fornecimento de gás a brasileiros e argentinos, informou ontem o presidente boliviano, Evo Morales. Na data, deverão ser avaliados detalhes e avanços do grupo de trabalho anunciado no sábado, cuja coordenação ficará a cargo dos ministros de energia dos países, que busca alternativas para aumentar a produção e a infra-estrutura de cada país no tema.

Nos próximos dez dias o grupo de ministros se encontrará em La Paz - o local dos encontros se alternará entre os países.

Os presidente Lula, Morales e Cristina se reuniram no sábado em Buenos Aires, mas não chegaram a um acordo sobre as cotas de exportação do gás boliviano para Brasil e Argentina, o que gerou a formação do grupo.

A Bolívia, que produz cerca de 40 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) de gás, tem problemas para honrar seus acordos com a Argentina, já que fornece 30 MMCD ao Brasil e consome de 6,5 e 7 MMCD.

Argentina e Bolívia pediram que o Brasil cedesse parte do que recebesse à Argentina. Mas o presidente Lula negou o pedido. Ele declarou que a economia brasileira está em crescimento e a indústria aquecida impede que o governo repasse parte do gás.

Em vez de gás, o Brasil ofereceu repasse de energia elétrica à Argentina, nos meses de inverno, quando há risco de desabastecimento no país vizinho. Posição endossada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que afirmou que o Brasil precisa de "cada molécula" do gás da Bolívia. "Nos últimos seis meses, o despacho termoelétrico subiu 600%", disse, demonstrando que o mercado brasileiro precisará do volume de gás previstos no acordo com a Bolívia.

Na primeira reunião do grupo de ministros, o governo brasileiro cobrará dados atualizados sobre a produção e as necessidades de cada país. Lula reclamou de informações desencontradas e insistiu que o grupo precisa pensar em ações de médio e longo prazo, e não se restringir a necessidades imediatas, como a situação atual da Argentina. Para isso, afirmou, são fundamentais dados confiáveis sobre produção e demanda. Negociadores brasileiros citam, por exemplo, que há informações diferentes sobre a produção boliviana de gás. Ora se fala em 39 MMCD, ora em 42 milhões e até em 45 milhões.

Acordos
Lula e Cristina assinaram declaração conjunta contendo 17 parágrafos abordando acordos e compromissos de Política, Economia, Produção, Ciência e Tecnologia e Energia. Entre os acordos, foi assinado um de cooperação aeronáutica entre os Ministérios de Defesa e um de cooperação nuclear, que visa constituir comissão binacional para desenvolver um modelo de reator nuclear "que atenda às necessidades de ambos os países".

A comissão já tem a missão de elaborar relatório sobre o tema até o fim de agosto e definir um projeto comum do ciclo de combustível nuclear. Os dois países pretendem constituir uma empresa binacional de enriquecimento de urânio e nos próximos 120 dias iniciarão negociações.

Fonte: DCI

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22 fevereiro, 2008

Novas regras para a dragagem portuária

A adoção de novas regras para o setor de dragagem portuária e hidroviária, no fim do ano de 2007, criou condições que poderão enfim estimular o crescimento do setor portuário, tido por muitos como um dos gargalos para o desenvolvimento e melhoria da infra-estrutura de transportes, tão vital para a economia num contexto globalizado. Estima-se que até 95% das exportações brasileiras sejam processadas através de portos, o que demonstra a sua relevância para o comércio exterior e a economia como um todo.

O governo já vinha anunciando que a ampliação e melhoria dos portos, que incluiria a realização de aprofundamento de canais de acesso e berços de atracação, seria uma das prioridades da pauta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O simples direcionamento de recursos para a dragagem dos portos nacionais, no entanto, não seria suficiente para possibilitar o crescimento do setor, já que a crescente demanda e a consequente indisponibilidade de dragas no mercado nacional poderiam caracterizar um intransponível empecilho para a realização de tal objetivo no contexto do PAC. A flexibilização das regras vigentes nos últimos dez anos que disciplinavam a dragagem portuária e hidroviária seria, portanto, peça fundamental para o sucesso da estratégia traçada para o setor.

Com a adoção da Medida Provisória nº 393, de 2007, convertida em 12 de dezembro de 2007 na Lei nº 11.610, o governo pretendeu justamente suprir esta alegada deficiência da legislação de regência da dragagem. Criou-se o Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária, a ser implantado pela Secretaria Especial de Portos da Presidência da República e pelo Ministério dos Transportes, por intermédio do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

As medidas são um estimulo à concorrência e à eficiência, além da redução de custos para os operadores de portos

Foi introduzido, então, um novo conceito para projetos de dragagem, batizado de "dragagem por resultado", que consiste basicamente na contratação de obras de engenharia destinadas ao aprofundamento, alargamento ou expansão de áreas portuárias e de hidrovias, inclusive canais de navegação, bacias de evolução e de fundeio, e berços de atracação, bem como os serviços de natureza contínua com o objetivo de manter, pelo prazo fixado no edital, as condições de profundidade estabelecidas no projeto implantado.

De acordo com este recém-instituído panorama legal, que pode ser tido como um novo marco regulatório do setor, os serviços de dragagem e manutenção dos portos poderão ser objeto de uma única contratação, que, por sua vez, poderá cobrir até três portos, caso isto se prove ser do interesse da administração pública. A lei também prevê a adoção de contratos de cinco anos de vigência, renováveis por um adicional, o que proporcionaria à empresa de dragagem uma maior estabilidade para a realização contínua dos serviços. Originalmente, previa a MP nº 393, de 2007 a renovação do contrato, cuja celebração deve em todos os casos atender ao disposto na Lei de Licitações, por um prazo de até cinco anos.

Outra importante novidade introduzida pela Lei nº 11.610, de 2007, foi a possibilidade da entrada de empresas estrangeiras no setor por meio de licitações internacionais. A medida objetivou não apenas mitigar a notória deficiência de dragas no parque nacional, como também possibilitar a abertura do mercado para equipamentos mais sofisticados - até hoje uma carência do setor. Para possibilitar esta abertura, as embarcações de dragagem foram excluídas da regulamentação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que previa, por exemplo, uma série de requisitos técnicos, econômicos e jurídicos que deveriam ser atendidos para a operação como empresa brasileira de navegação na modalidade de apoio portuário. Foi expressamente indicado na lei que as embarcações destinadas às atividades de dragagem sujeitam-se agora tão somente às normas específicas de segurança da navegação estabelecidas pela autoridade marítima. Os serviços de dragagem deixaram, então, de ser qualificados como atividade de navegação de apoio portuário, como vinha ocorrendo desde a edição da Portaria do Ministério dos Transportes nº 461 de 1999, passando a se enquadrar no conceito de obra ou serviço de engenharia.

O conjunto de medidas, de acordo com a exposição de motivos da MP nº 393, de 2007, busca um estimulo à concorrência e à eficiência, além da redução de custos para os operadores de Portos. Esta flexibilização das regras do setor de dragagem e manutenção é muito bem-vinda, e a seu reboque por certo virá uma simplificação das estruturas contratuais utilizadas no setor, com uma consequente otimização, inclusive do ponto de vista tributário, para todas as partes envolvidas no processo.

Com as novas regras inaugura-se uma nova e promissora fase para o setor, em especial para os contratantes dos serviços de dragagem e manutenção, sejam os operadores públicos, sejam aqueles de terminais portuários privados, que serão brindados com mais opções de equipamentos e serviços e uma inevitável redução nos custos em virtude do aumento da concorrência.

Fonte: Valor Econômio

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Calado de Santos limita supernavios

Por falta de estrutura no Porto de Santos, navios de grande porte, com capacidade para 5,5 mil TEUs, operam com apenas 50% de sua capacidade. É o que acontece com o Aliança Mauá, navio da Hamburg Süd, que faz rotas da América do Sul, Europa e Ásia.

Segundo o diretor-geral da empresa no Brasil, Julian Thomas, para levar toda carga contratada para os destinos, é necessário um outro navio, com capacidade para 2,6 mil TEUs na mesma rota. "Aqui em Santos, o nosso navio não sai com plena carga. A profundidade que conseguimos operar é de 12 metros nos canais de acesso ao porto. Isso aumenta substancialmente nossos custos", disse o executivo sem revelar qual é esse impacto.

O projeto do governo federal irá aumentar o calado do porto de Santos de 13 metros em maré cheia para até 15 metros. Segundo a Codesp, gestora do terminal, a dragagem de aprofundamento já está em processo de licença ambiental. Em maio, segundo Thomas, chegam os primeiros navios que estão sendo construídos por estaleiros asiáticos, com capacidade para 5,9 mil TEUs. "Com isso, nossas dificuldades serão maiores, mas para não perder mercado, já que o transporte marítimo cresce a dois dígitos, optamos por operar estas embarcações nos portos brasileiros", disse Thomas. A encomenda da Hamburg Süd foi de seis navios deste porte com entregas programadas para maio deste ano.

Outro problema dos terminais marítimos brasileiros, principalmente o Porto de Santos, é a produtividade. "Apesar dos investimentos privados que têm ocorrido, principalmente nos terminais de contêineres, o Brasil ainda perde e muito se comparado com terminais internacionais onde operamos", afirmou o executivo.

Segundo ele, em Hamburgo, na Alemanha, o nível de produtividade no embarque e desembarque de mercadorias é de 65 contêineres por hora. Em Buenos Aires chega a 55 contêineres/hora. "Em Santos, a produtividade é de 40 a 45 contêineres por hora. Isso é muito pouco se comparado com terminais menores como o de Buenos Aires", disse Thomas.

Mesmo com todos os problemas nos portos brasileiros, o executivo afirmou que já contratou navios com capacidade para 7 mil TEUs para operar no Brasil. "As primeiras embarcações chegam em 2010 e somente poderemos operar em Santos se o projeto da dragagem for concluído a tempo", disse Thomas.

Segundo ele, os portos brasileiros nos quais navios desse porte podem operar são os de Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), mas com limitações, Sepetiba (RJ), Suape (PE) e Pecém, no Ceará. "São terminais que já foram projetados com uma profundidade maior, por isso, a possibilidade de atracação de navios maiores", afirmou.

Resultados no Brasil

No ano passado, o movimento total da Hamburg Süd entre importação e exportação no País foi de 502 mil TEUs e para este ano a perspectiva é de aumento de 4% nas exportações e 10% nas importações. O faturamento do grupo no Brasil, que inclui a Aliança Navegação, foi de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 11% em relação a 2006.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Lucas R. Verde começa ano com exportações em alta

Campeão na produção do milho safrinha nos últimos anos, Lucas do Rio Verde está apostando nas vendas. Em janeiro, foram comercializados US$ 8,9 milhões com o mercardo externo, desses, US$ 6 milhões referente a comercialização do grão, o restante de algodão e soja. Somente o mercado holandês negociou 44% da produção, seguido do espanhol, com 17%, em seguida ficaram Taiwan, Paquistão e Suíça. O volume foi 170% superior de janeiro do ano passado, quando as exportações movimentaram US$ 3,2 milhões no mercado luverdense.

Já o volume comercializado no ano inteiro, ao exterior, também tiveram um salto, passando de US$ 78 milhões, em 2006, para US$ 142 milhões. O destaque foi para o milho, que teve alta de 184% na comercialização. Em 2006, o grão foi responsável por 20% dos negócios, movimentando US$ 20 milhões. No ano passado, sua representatividade passou para 41%, equivalente a US$ 59 milhões.

A soja, mesmo perdendo espaço, liderou as vendas. Resultou em US$ 70 milhões, 49% do montante.

Fonte: Só Notícias

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Aterro no Ipatinga ameaça aeroporto de Sorocaba

O novo aterro sanitário no bairro do Ipatinga ameça o aeroporto de Sorocaba, um dos mais movimentados do interior do Estado (veja abaixo). De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) caso a prefeitura insista no local conhecido como Fazenda Bom Retiro, próximo à Cruz de Ferro, o número de pousos e decolagens será restrito.

O órgão apresentou parecer desfavorável à instalação porque o aterro vai atrair aves e com isso dificultar o tráfego aéreo. Segundo consta no parecer técnico que o BOM DIA teve acesso, o local está a 5,7 km do aeroporto da cidade, dentro do chamado raio de área de segurança aeroportuária.

Outro ponto no documento afirma que o aterro sanitário está a apenas 2,7 km da Central de Tratamento de Resíduos de Iperó. E que os dois juntos, quando entrarem em operação, vão atrair uma quantidade maior de pássaros para o circuito de ôo do aeroporto.

Reconsideração
O secretário de Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, José Dias Batista Ferrari, esteve na Anac, em Brasília, em 31 de janeiro, para protocolar pedido de reconsideração. “Após manifestação da Anac, o processo obteve parecer favorável do Sindacta II (Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo)e do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo)”, afirma.

A prefeitura aguarda um parecer do órgão.

Movimento do aeroporto
Em 2007
- Foram realizados 40.503 pousos e decolagens no aeroporto de Sorocaba
- Houve 44.946 embarques e desembarques de passageiros
- Movimento de 158.115 quilos de embarque e desembarque de cargas

Janeiro de 2008
- Foram realizados 3.747 pousos e decolagens no local
- Houve 3.491 embarques e desembarques de passageiros
- Movimento de 13.850 quilos de embarque e desembarque de cargas

Oficinas
- O aeroporto de Sorocaba possui o maior parque de oficinas de manutenção de aeronaves do país, terceiro no Brasil em pousos e decolagens.

Fonte: Bom Dia Sorocaba

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Chineses aceitam aumento de 65% para minério da Vale

O grupo de siderurgia chinês Baosteel informou hoje que concordou com o aumento de preço de 65% proposto pela Vale para o fornecimento de minério de ferro em 2008. O acordo segue-se aos fechados entre a Vale e as maiores siderúrgicas no Japão, na Coréia do Sul e na Europa.

O grupo Baosteel, maior produtor de aço da China, representa todos os anos as principais siderúrgicas do país nas negociações com a Vale e com as mineradoras australianas BHP Billiton e Rio Tinto.

Fonte: Estadão

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Baosteel e Vale chegam a acordo para alta de 65% no minério

A Baosteel concordou, em nome de siderúrgicas chinesas, em pagar 65 por cento mais pelo minério de ferro vendido pela Vale e 71 por cento a mais pelo produto d Carajás, dada sua qualidade mais alta, informou a empresa nesta sexta-feira.

Fabricantes de aço japonesas, sul-coreanas e alemãs já chegaram a acordos com a Vale para aumento de 65 por cento no minério de ferro de Itabira ou do Sistema Sul, a partir de 1o de abril.

As fabricantes de aço japonesas pagarão 71 por cento mais e a alemã ThyssenKrupp 66 por cento mais pelo minério de Carajás.

Fonte: Estadão

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Coréia do Sul investe US$ 378,1 milhões em petróleo e gás

O governo da Coréia do Sul anunciou hoje que destinou 357,6 bilhões de won (US$ 378,1 milhões), através de fundos, para ajudar as companhias petrolíferas locais a desenvolverem projetos em campos de petróleo e gás.

A maioria dos fundos, que serão oferecidos como créditos, serão utilizados para ajudar no desenvolvimento dos campos de Kamchatka, localizado na costa oeste da Rússia, e de Iman (localizado no Azerbaijão), além de outros projetos no exterior, informou o Ministério de Comércio, Indústria e Energia.

"No total, 96% ou 342,8 bilhões de won (US$ 362,9 milhões) serão destinados aos projetos no exterior", disse Lee Seun-woo, chefe da equipe de desenvolvimento de campos de petróleo do Ministério. Seun-woo acrescentou que o restante (14,8 bilhões de won ou US$ 15,6 milhões) serão utilizados para exploração de petróleo e gás na Coréia do Sul.

O funcionário do Ministério afirmou também que um empréstimo de 276,8 bilhões de won (US$ 293 milhões) será destinado a projetos atuais, enquanto 80,8 bilhões de won (US$ 85,5 milhões) serão utilizados para novos trabalhos de desenvolvimento em 25 futuros campos de petróleo e gás.

O Ministério informou que os empréstimos serão oferecidos nos próximos meses, e que satisfazem um terço das solicitações feitas pelas companhias do setor. Um total de 47 empresas anunciaram que controlarão 71 projetos e solicitarão 1,12 bilhão de won (US$ 1,18 milhão) em novos empréstimos.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Exportações da Nokia para China totalizam 6,2 bi

A finlandesa Nokia, maior fabricante de telefonia móvel do mundo, exportou 6,2 bilhões (US$ 9,2 bilhões) em celulares e equipamentos para a China em 2007, registrando um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

As vendas totais da Nokia no gigante asiático foram de 6,4 bilhões em 2007. O resultado é superior aos 5,3 bilhões em vendas observados no ano anterior. De acordo com Colin Giles, diretor da Nokia, a China representa 13% do mercado global de vendas da companhia.

Os ganhos da fabricante de telefonia móvel na China, durante o quarto trimestre de 2007, foram superiores ao estimado por analistas, uma vez que as vendas totalizaram 133,5 milhões de celulares. O valor é maior que a soma dos resultados das três principais rivais da Nokia.

A participação da companhia finlandesa no mercado chinês é de 35,3%, seguida pela Samsung Electronics com 13,2% e pela Motorola com 11,7%. O número de funcionários contratados pela Nokia na China também cresceu em 2007, aproximadamente 78%, para 13.300 funcionários.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Camex reduz direito antidumping sobre importações do glifosato da China

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu reduzir o direito antidumping aplicado sobre a importação de glifosato (matéria-prima usada na fabricação de defensivos agrícolas) oriundo da China, de 35,8% para 11,7%. A decisão foi publicada, nesta quinta-feira (21), na Resolução Camex nº 9, no Diário Oficial da União (DOU). A medida tem caráter provisório e entrará em vigor no período que está sendo realizada a revisão no Departamento de Defesa Comercial, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O estudo identificará se existe a prática de dumping pela China nas exportações do produto e o dano à indústria doméstica decorrente desta prática. O prazo legal para conclusão dessa análise é de até 12 meses.

A redução do direito antidumping sobre a importação de glifosato deve baratear o cultivo de produtos agrícolas como milho e soja, usado na alimentação de aves e de suínos voltados à produção de carnes para consumo interno e exportação. Com isso, espera-se redução dos preços desses produtos internamente e o aumento da competitividade no mercado internacional. Em 2007, o Brasil exportou cerca de US$ 4,6 bilhões em carne de frango e mais de US$ 1,2 bilhão em carne suína.

Desde 2003 o Brasil aplica direito antidumping na importação do glifosato vindo da China. A taxação de 35,8% sobre o valor desse insumo agrícola vigorará até a edição da nova Resolução Camex, que alterará o direito antidumping para 11,7%. Na avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a aplicação de direito antidumping à importação do glifosato chinês reduziu as opções de fornecimento desse insumo no Brasil, fortalecendo tendência ao oligopólio de mercado desse produto.

Fonte: MDIC

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TAM em busca de nova imagem

Depois de passar mais de dois anos em "crise de imagem", a TAM anunciou ontem sua nova identidade visual. Com letras arredondadas e uma gaivota azul para contrastar com a cor vermelha, a TAM quer resgatar a imagem de outrora, quando primava por atender bem o passageiro.

O novo logotipo será acompanhado por uma grande campanha publicitária, com comerciais em horário nobre de televisão, que ficará no ar até maio ou junho. Não haverá nenhuma mudança na operação propriamente dita. O espaço entre as poltronas, motivo de muita reclamação, continuará o mesmo.

"Quando o passageiro fala em serviço, ele quer que o vôo saia no horário e quer ser bem atendido", afirmou o presidente da TAM, David Barioni. "Esses indicadores já estamos mostrando hoje. Nos últimos três meses alcançamos 92%-94% de pontualidade, o maior índice da indústria."

Para atender melhor os passageiros, os funcionários da TAM estão inclusive tendo aulas de simpatia. "Jamais conseguiríamos sucesso sem um treinamento adequado", afirmou o vice-presidente de Gestão de Pessoas, Guilherme Cavalieri. "Também estamos mais rigorosos na seleção."

Empresa que até dez anos atrás era a quarta companhia do País e hoje lidera com 48,5% de participação, a TAM perdeu o foco ao crescer de forma tão expressiva. Nos últimos anos, de olho no preço das ações, a empresa passou a buscar a eficiência a todo custo e acabou deixando de lado muitos atributos que faziam parte do DNA da companhia, principalmente em relação aos serviços.

Mas a versão moderna do "espírito de servir" do fundador Rolim Amaro, que gostava de receber passageiros no avião com balinhas e oferecia caviar na primeira classe, é mais enxuta. Todos os aviões de vôos internacionais serão reconfigurados com apenas 4 assentos de primeira classe. Hoje, a empresa convive com alguns aviões que oferecem sete assentos na primeira e outros que nem sequer têm a primeira classe.

A TAM passou um ano e meio concebendo sua nova identidade visual, trabalhando com a empresa Thymus Branding e a agência Young & Rubicam. O investimento não foi divulgado. Segundo a diretora de marketing da empresa, Manoela Amaro, trata-se da mais cara campanha já realizada pela TAM. Além da campanha nacional, a empresa vai veicular filmes no canal internacional da Globo e anúncios em publicações ligadas à comunidade brasileira. Apesar de ser a maior empresa aérea brasileira no exterior, lá fora a marca TAM é pouco conhecida. Freqüentemente, nem sequer é associada a uma empresa aérea. A incorporação da gaivota atende a esse propósito.

Vai demorar, contudo, para toda a companhia se adequar ao novo visual. Levará 24 meses para pintar todos os 108 aviões da companhia.

Fonte: Estadão

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21 fevereiro, 2008

Austrália exporta cada vez mais para a China

A China passará a ser o principal destino das exportações da Austrália, informou Zheng Xinli, vice-diretor do Escritório de Planejamento Diplomático. Atualmente, o Japão ocupa essa posição, mas a forte demanda por energia e recursos naturais da China mudará esse cenário.

No ano fiscal finalizado em 30 de junho de 2007, as exportações australianas para a China contabilizaram A$ 22,8 bilhões, contra A$ 32,6 bilhões em exportações para o Japão.

O crescimento da demanda por matérias-primas para abastecer o setor de construção na China manteve a economia da Austrália aquecida a um nível superior em relação às economias desenvolvidas. Zheng também espera que o comércio bilateral entre a Austrália e a China exceda US$ 50 bilhões até 2010.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Importações continuam a derrubar saldo

O ritmo forte das importações brasileiras tem derrubado o superávit da balança comercial brasileira em 2008. O saldo acumulado no ano, até 16 de fevereiro, é de apenas US$ 2 bilhões, uma queda de 53,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o superávit totalizou US$ 4,27 bilhões.

As importações somam US$ 17,43 bilhões, com média diária de US$ 562,2 milhões e alta de 42,2%. O ritmo de expansão das exportações, por outro lado, tem sido bem menor. As vendas externas somam US$ 19,43 bilhões no ano, com média diária de US$ 626,8 milhões e aumento de 20,3%.

Na terceira semana de fevereiro, encerrada no sábado, o superávit comercial foi de US$ 321 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,37 bilhões e importações de US$ 3,05 bilhões. No acumulado do mês, com nove dias úteis, o saldo comercial totaliza US$ 1,06 bilhão, 27,1% menor que a média diária registrada em fevereiro de 2007. As vendas externas no mês somam US$ 6,15 bilhões, com média diária de US$ 683,7 milhões e crescimento de 21,5%. As importações acumulam US$ 5,10 bilhões este mês, com média diária de US$ 566,2 milhões e expansão de 40,9% em relação à média de fevereiro de 2007.

Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as vendas de semimanufaturados este mês subiram 31,9%, por causa de óleo de soja em bruto, ferro fundido, celulose, semimanufaturados de ferro e aço. Os embarques de básicos aumentaram 24,4%, puxados principalmente por carne de frango e suína, milho em grão, farelo de soja, minério de cobre e de ferro, café em grão e petróleo em bruto.

As exportações de manufaturados cresceram 16,7%, graças a gasolina, suco de laranja congelado, chassis com motor, aviões, álcool etílico, motores e geradores, máquinas e aparelhos para terraplenagem, calçados, pneumáticos e tratores.

As importações, no comparativo com fevereiro de 2007, aumentaram sobretudo com cereais e produtos de moagem, siderúrgicos, adubos e fertilizantes, cobre, automóveis e partes, borracha, plásticos, equipamentos mecânicos e aparelhos eletroeletrônicos.

NÚMEROS
US$ 17,43 bi é o total das importações até 16 de fevereiro - alta de 42,2%
US$ 19,43 bi é o total das exportações no mesmo período - alta de 20,3%US$ 1,06 bi é o saldo da balança comercial acumulado em fevereiro

Fonte: O Estado de São Paulo

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Importações abastecem 30% da alta da demanda

O crescimento superior a 20% das importações de bens e serviços em 2007 abasteceu cerca de 30% da expansão da demanda doméstica e das exportações no ano passado, tendência que pode se acentuar em 2008 e 2009. Embora as compras externas tenham um peso ainda modesto na economia brasileira, a sua expansão acelerada, favorecida pelo câmbio valorizado, tem sido decisiva para evitar pressões inflacionárias relevantes, mesmo num cenário de aquecimento da atividade econômica.

O departamento de economia do Credit Suisse prevê que as importações devem responder este ano por 13% da oferta total de bens e serviços, aumentando em relação aos 11,9% estimados para 2007. Embora o percentual seja modesto em relação à oferta, o ponto é que o ritmo de expansão das compras externas tem sido significativamente maior que o dos demais componentes do PIB do ponto de vista da demanda (consumo das famílias, consumo do governo, investimentos, variação de estoques e exportações). Para 2007, a estimativa é de que as quantidades importadas de bens e serviços tenham aumentado 21%, muito acima da alta de 6% da produção industrial. “Nesse cenário, nós estimamos que as importações abastecerão um terço da da expansão da demanda doméstica e das exportações em 2008 e 2009″, afirmam os analistas do Credit Suisse. A previsão é de que, em 2007, a participação tenha ficado em 31%.

Se respondem apenas por 13% da oferta total de bens e serviços na economia, as importações têm um peso mais relevante quando a conta se limita à indústria. A fatia dos importados no consumo brasileiro de produtos industriais atingiu 20% no período de 12 meses encerrado no terceiro trimestre de 2007. No fim de 2004, quando começou o mais recente período de valorização do real, esse percentual estava em 15,6%. O cálculo considera o consumo aparente, que é a produção doméstica somada às importações, menos a exportação.

Francisco Pessoa Faria, economista da LCA Consultores, diz que o “significativo” aumento na participação das importações ocorreu em um período de forte crescimento da produção industrial. Ele acredita que a produção doméstica não foi prejudicada pelas importações, porque a demanda brasileira cresceu muito, impulsionada pelo crédito e pelos juros mais baixos. “É um cenário diferente do que ocorreu em 1995, no Plano Real, quando foram adotadas medidas monetárias contracionistas.”

As importações ganharam uma relevância maior na economia brasileira de forma generalizada. De 21 setores industriais analisados pela LCA, apenas quatro registraram queda na fatia dos importados no período: extrativa mineral, petróleo e carvão, químico diversos e abate de animais. No setor de petróleo, os investimentos da Petrobras para aumentar a produção, quase atingindo a auto-suficiência, contribuíram para a queda das importações, apesar do crescimento da economia.

Nas atividades em que os produtos importados ganharam espaço, destacam-se veículos, têxtil e móveis. Entre o fim de 2004 e os 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2007, a participação das importações no consumo cresceu 115%, 78% e 70%, respectivamente. Em automóveis, por exemplo, o share dos produtos vindos do exterior subiu de 4,9% para 10,6% no período. Em máquinas e tratores, a alta foi de 27,8% para 29,3%. Faria lembra que a produção doméstica de automóveis e máquinas também cresceu significativamente.

Na avaliação da LCA, o crescimento da compra de bens industriais importados complementou a produção doméstica e contribuiu de significativamente para que não houvesse pressões inflacionárias no curto prazo. O economista explica que, apesar de uma participação minoritária, a concorrência dos importados ajuda a frear o aumento de preços de itens nacionais.

A consultoria estima que a fatia das importações no consumo industrial brasileiro deve continuar subindo e atingir 22% este ano, mantendo sua contribuição para o controle da inflação. Com base em um cenário de desaceleração controlada na economia dos EUA, Faria diz que a quantidade de produtos importados deve seguir crescendo acima da produção industrial.

A fatia do aumento da demanda abastecida pelas compras externas mudou de patamar nos últimos anos, segundo o Credit Suisse. Em 2004, ano de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as importações abasteceram 23% da alta do consumo. Em 2006, o número chegou a atingir 36%, caindo para os já citados 31% no ano passado, indicando a capacidade de reação da indústria brasileira.

Para os economistas do Credit Suisse, esse recuo se deveu ao crescimento mais robusto da produção doméstica de bens e serviços no ano passado, ainda que as importações tenham crescido 21% em 2007, mais que os 18,5% do ano anterior. A produção industrial, que cresceu 3,1% em 2006, avançou 6% no ano passado.

Os serviços, por sua vez, tiveram expansão de 4,8% em 2007, segundo estimativas do banco, mais que a alta de 3,8% de 2006. Como a produção doméstica tem um peso bem maior no total da oferta da economia, o avanço mais forte da indústria e do setor de serviços explica por que as importações abasteceram uma fatia um pouco menor da alta da demanda doméstica e das exportações em 2007.

Para este ano e para o próximo, o banco acredita que poderá haver um novo aumento. As importações continuam a crescer com força, e é provável que a economia sofra alguma desaceleração. Em vez dos 5,4% esperados para 2007, o PIB deve avançar algo como 4,5%, estima o Credit Suisse.

Se confirmado, é um cenário bastante favorável para o controle da inflação. A economia pode continuar a crescer a um ritmo robusto sem pressionar demais os índices de preços. “Nossas simulações sugerem que é o crescimento das compras externas, e não o seu nível, o que mais influencia a dinâmica da inflação”, dizem os analisas do banco.

Esse é um dos motivos que fazem o Credit Suisse apostar num Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 4% em 2008, abaixo da projeção do mercado, de 4,39%. Não por acaso, o banco acredita que os juros voltarão a cair neste ano, estimando uma taxa Selic, hoje em 11,25% ao ano, de 10,75% em dezembro.

O câmbio deve se manter favorável às importações. A LCA prevê que o dólar deve continuar se apreciando, atingindo a média de R$ 1,70 este ano. Faria enumera os motivos para o real forte: o diferencial entre os juros doméstico e internacional ainda é alto, existe uma expectativa positiva de entrada de investimentos estrangeiros direitos no país, e os preços das commodities devem subir mais, garantindo maior entrada de dólares.

Fonte: Valor Econômico

Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística