31 janeiro, 2008

Frango inteiro foi o item exportado com maior valorização em 07

Os dados da ABEF relativos aos dois últimos anos mostram que o item com maior valorização nesse período foi o frango inteiro, cujo preço evoluiu (entre janeiro/06 e dezembro/07) perto de 38%. E uma vez que o principal item exportado pelo setor - os cortes de frango – tiveram, no espaço de tempo considerado, evolução de preços bem mais modesta, de 16%, o frango inteiro acabou registrando, no final do ano passado, preço médio apenas 3% inferior ao obtido pelos cortes.

Senão no mesmo nível do frango inteiro, os industrializados também registraram valorização significativa, de 23%. E depois de apresentarem redução no preço médio durante, praticamente, todo o transcorrer do ano retrasado, voltaram a valorizar-se continuamente e apresentaram, entre novembro/06 e dezembro/07, aumento de preço praticamente similar ao do frango inteiro, 36%.

Já a carne salgada, item relativamente novo nas exportações brasileiras de carne de frango, apresentou comportamento um tanto erradio. Assim, apresentou forte desvalorização entre o segundo semestre de 2006 e o primeiro trimestre de 2007, após o que voltou a valorizar-se. Mas encerrou o exercício com o mesmíssimo valor alcançado em janeiro de 2006 (valorização ponta a ponta de apenas 0,3%). Esse valor, por sua vez, foi similar ao alcançado pelo produto industrializado.

Tudo devidamente computado e ponderado, a conclusão é de que o preço médio alcançado por esses quatro itens teve uma evolução de 31,4% entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007. Com isso, fechou o último exercício com o maior valor de todos os tempos – US$1.726,23 por tonelada.

Curiosamente, como mostra o gráfico abaixo, o preço médio do frango exportado correspondeu, muito de perto, ao preço obtido pelos cortes (tanto que as respectivas linhas praticamente se sobrepõem). Assim, só no bimestre final de 2007, graças à valorização do frango inteiro e dos industrializados, é que o preço médio da carne de frango exportada se distanciou do preço alcançado especificamente pelos cortes que, pela primeira vez nesses 24 meses (provavelmente, em toda a história das exportações), ficaram com preço inferior à média obtida pelos quatro itens exportados.

Fonte: 24 Horas News

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Congonhas e Guarulhos têm esquema especial de carnaval

A partir desta quinta-feira (31), os aeroportos de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, e Guarulhos, na Grande São Paulo, vão funcionar em regime especial para suprir a demanda gerada pelo feriado de carnaval.

Na semana passada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou o reforço de sua equipe nos principais aeroportos do país neste período do ano. Para isso, a agência dividiu as atividades da “Operação Carnaval 2008” em duas etapas: a primeira vai desta quinta (31)até o sábado (2). A segunda fase vai da quarta-feira de cinzas (6) até 10 de fevereiro.

Na primeira fase, entram em foco os aeroportos do Galeão (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Congonhas e Guarulhos. Eles receberão um reforço de fiscais e servidores da Anac que farão uma fiscalização para detectar a causa de possíveis atrasos no check in e no embarque dos passageiros e para ajudá-los no que for possível.

Em Congonhas, serão 35 funcionários da agência e em Guarulhos, 50. Os fiscais ficarão divididos em turnos. O número vai variar de acordo com o horário de funcionamento de cada aeroporto. Segundo a Anac, a operação será similar a realizada no Natal e Ano Novo, com todos os funcionários utilizando um colete azul da empresa para facilitar a identificação.

Na segunda fase da operação, além dos cinco aeroportos acima, também haverá fiscalização reforçada em Florianópolis (SC), Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN) e Fortaleza (CE).

Infraero

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) prometeu que seu presidente, Sérgio Gaudenzi, irá acompanhar pessoalmente as operações nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas, Galeão e Salvador. Acompanhado pelo diretor de Operações da empresa, o tenente brigadeiro do Ar, Cleonilson Nicácio Silva, ele fará vistoria em Congonhas no final da manhã desta quinta (31) e, em Guarulhos, na sexta-feira (1º).

Em Guarulhos, a assessoria da Infraero adiantou que, como em outros feriados de grande movimentação nos aeroporto – como Natal e Ano Novo –, foi feita um escala em que não há folgas para os funcionários. O trabalho no carnaval será compensado com folgas posteriores.

Companhias

As companhias aéreas também criaram um esquema especial para atender o número superior de passageiros nesse período. A TAM montou uma operação diferenciada entre os dias 1 e 6 de fevereiro. A companhia colocou três aviões de reserva posicionados em aeroportos estratégicos para eventuais necessidades de cobertura. Equipes reserva de pilotos, co-pilotos e comissários, num total de 350 profissionais, também ficarão de plantão. A empresa espera realizar cerca de 700 trajetos por dia.

A Gol também anunciou que colocará três aeronaves extras para alguma necessidade. As aeronaves ficarão nos aeroportos de Guarulhos, Galeão e Brasília. Haverá uma tripulação extra de plantão e o 0800 da companhia funcionará com equipe reforçada.

Fonte: G1

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Brasil aguarda mais trigo da Argentina

O comunicado do governo argentino de que vai reabrir os registros das exportações de trigo em 2 milhões de toneladas suspendeu a análise da cota de importação pelo Brasil, que seria feita na reunião do conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na última terça-feira. O conselho decidiu aguardar a publicação formal da medida pelo governo da Argentina. Antes do comunicado, o governo brasileiro estudava importar trigo de países não integrantes do Mercosul.

Fonte: O Tempo/MG

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Embargo da UE à carne brasileira não deve afetar Doha

O Itamaraty não considera que a suspensão das importações de carnes brasileiras pela União Européia (UE), ditada ontem por Bruxelas, afetará a posição do Brasil na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem em uma eventual retomada das negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu.

Diplomatas brasileiros avaliam que esse embargo deve ser considerado como um caso isolado nas relações bilaterais, uma vez que se trata de um volume de importações equivalente a apenas 5% da demanda européia. Mas acreditam que tanto a Rodada Doha quanto o acordo birregional poderão contornar essa e futuras tendências protecionistas da União Européia.

Para o Itamaraty, a decisão da UE foi largamente preanunciada e seria efetivada em qualquer momento, como medida camuflada de proteção aos produtores locais, sobretudo os da Irlanda. A resistência dos pecuaristas brasileiros em adotar um sistema de rastreabilidade do gado, conforme as exigências européias, teria alimentado a decisão final de Bruxelas.

No momento, além do diálogo bilateral, as alternativas para romper esse embargo e preservar o mercado já cativado pela produção brasileira são reduzidas.

O governo brasileiro, de fato, mostra-se de mãos atadas para resolver essa questão. A pequena participação das carnes brasileiras no mercado europeu praticamente anula qualquer influência sobre a formação de preços ou a oferta - indicadores que poderiam gerar pressões internas em favor da abertura do mercado ao produto do Brasil.

Embora discriminatória, a medida adotada por Bruxelas não deverá estimular o País a pedir a arbitragem da OMC. Primeiro, porque esse processo se alongaria por, no mínimo, dois anos. Segundo, porque os europeus tenderiam a voltar seus holofotes para problemas reais ou fictícios da produção pecuária brasileira, fato que acarretaria em prejuízos para o setor em outros mercados.

Fonte: A Tarde Online

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GM vai deixar de produzir o Vectra com motor 2.4

Não está mais nos planos da General Motors do Brasil a continuidade de produção do Vectra com motor 2.4 litros que atualmente equipa a versão Elite, topo de linha, cuja tabela parte de R$ 83,2 mil. O motivo seria que o propulsor bicombustível que rende até 150 cvs de potência com álcool, não atende às novas regras de emissões de poluentes que entrarão em vigor a partir do ano que vem.

Algumas unidades da configuração Elite com o mesmo motor 2.0 das versões de entrada do Vectra já foram emplacadas pela fábrica. Esse propulsor, de até 126,6 cvs com álcool, também equipa o hatch Astra e a minivan Zafira. O Vectra Elite 2.0 deverá chegar ao mercado a partir de R$ 70 mil.

No ano passado, o sedã da Chevrolet foi o terceiro mais vendido entre os médios. O líder é o Honda Civic, que superou 47 mil unidades, enquanto o Toyota Corolla comercializou 34,5 mil, ficando em segundo lugar. Dos cerca de 30,5 mil Vectras vendidos, menos de 8% estavam equipados com o motor de 2.4 litros.

Fonte: Gazeta do Sul

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Automóveis puxam varejo de BH em 6,3%

Enquanto o comércio comemora, quem sofre com o trânsito tem mais um motivo para se preocupar com o volume de carros nas ruas. Foi a venda de automóveis que impulsionou a alta de 6,3% no comércio varejista de Belo Horizonte, segundo o Termômetro de Vendas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O setor de carros novos, usados e peças cresceu 22,3% em comparação com 2006, impulsionado especificamente pelos carros novos (30,8%). Em seguida estão os setores de máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças, com alta de 2,5% nas vendas.

Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, dezembro se mostra mesmo generoso para os lojistas, que venderam 15,6% a mais em 2007. Alguns setores da economia, porém, não têm comportamento tão bom. Papelarias e livrarias foram o segmento que apresentou maior queda: 26,2%. "Incertezas continuam a afetar a economia nacional, mas agora de forma mais amena", diz o economista da CDL/BH, Fernando Sasso.

Fonte: O Tempo/MG

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Setor de embalagens faturou R$ 31,5 bilhões em 2007

A Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, que realiza a primeira edição entre os dias 10 e 14 de março, em São Paulo, aproveita o bom momento do setor para ampliar o volume de negócios das empresas do segmento. Segundo pesquisa da Abre (Associação Brasileira de Embalagem), o setor apresenta a maior taxa de crescimento trimestral desde agosto de 2004, 2,47% nos meses de abril, maio e junho, com estimativa de alcançar faturamento da ordem de R$ 31,5 bilhões em 2007, o que representa aproximadamente 1,5% do PIB nacional.

Para 2008, a entidade calcula um incremento de 1,8% na produção interna de embalagens. No primeiro semestre de 2007, as exportações somaram US$ 229 milhões, com crescimento de 40,65% em relação ao ano anterior, enquanto as importações tiveram um aumento de 25,98% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 159 milhões.

De acordo com a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o setor gráfico brasileiro registrou uma receita de vendas de R$ 16,2 bilhões em 2006. A entidade projeta um crescimento de 4% a 4,5% para esse ano, chegando à marca de R$ 17,1 bilhões. Depois de atingir crescimento recorde em 2006, a balança comercial de produtos gráficos registra queda nos seis primeiros meses de 2007.

O motivo é um aumento de 41% nas importações brasileiras, que passaram de US$ 89,64 milhões no período anterior para US$ 126,39 milhões no semestre analisado. Com isso, o saldo da balança comercial passa de US$ 55,96 milhões para US$ 22,59 milhões, segundo o Decon (Departamento de Estudos Econômicos) da Abigraf, baseados no Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Industria e do Desenvolvimento).

Paralelamente, as vendas de máquinas para indústria de artigos plásticos cresceram 0,5%. De acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o faturamento acumulado até o mês de julho desse ano atingiu R$ 33,9 bilhões, 10,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

O diretor da feira, Evaristo Nascimento, está otimista para realização do evento. "Os participantes entenderam a unificação das feiras. Colocamos no mesmo lugar toda a cadeia de produção de embalagens para fortalecer o setor."

Fonte: Gazeta Mercantil

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Subway planeja dobrar lojas no Centro-Oeste em 2008

A rede americana de fast-food Subway deve dobrar a quantidade de restaurantes no Centro-Oeste em 2008, revelou Fábio Marques Júnior, seu diretor regional.

“Este ano, temos como meta chagar a 50 lojas na região e bater nosso grande concorrente no final do primeiro semestre”, disse Marques Júnior, que participou na terça-feira (29/01) do comitê conjunto de Jovens Executivos e Comércio Exterior e Logística da Amcham-Goiânia.

A rede, que começou com um restaurante em Goiânia em 2003, possui atualmente 25 lojas espalhadas por Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Marques atribui o sucesso da Subway no Centro-Oeste à padronização das operações e ao trabalho em conjunto dos franqueados. “Temos preocupação com pequenos detalhes. Da disposição dos vegetais à maneira de falar dos funcionários, tudo é padronizado, o que dá homogeneidade à rede”, revelou.

Modelo próprio

Segundo o diretor, a rede possui um modelo de negócio simplificado que facilita a gestão e possibilita retorno financeiro rápido.

A logística dos restaurantes, por exemplo, conta com três fornecedores: a Coca-Cola, um produtor de vegetais local e um centro de distribuição em São Paulo. Deste último, são comprados 80% dos itens da loja, de frios a materiais de limpeza. “Com isso, padronizamos nossos produtos, ganhamos em escala, e facilitamos a vida do franqueado, já que o pedido é feito uma vez por semana e gera um único boleto”, explicou Marques Júnior.

Praticamente todos os produtos chegam à loja prontos para consumo, com exceção do pão, que é assado no local, relatou o diretor. Segundo ele, esse procedimento facilita os processos e exige uma quantidade menor de funcionários na operação – aproximadamente sete por loja.

Marques Júnior destacou ainda que, como a rede não trabalha com frituras nem fogão e possui mão-de-obra enxuta, é possível abrir lojas em locais onde a concorrência não chega, como hospitais. “Isso possibilita que o retorno financeiro apareça, em média, de 18 a 24 meses”, revelou.

Fonte: 24 Horas news

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Correios têm lucro recorde de R$ 830 milhões em 2007

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, revelou hoje que a instituição registrou lucro líquido de R$ 830 milhões em 2007, o maior de sua história. O lucro operacional, obtido somente com atividade postal, atingiu R$ 329 milhões no exercício. Desde 2001, esse item não ficava positivo. O faturamento total no ano passado foi de R$ 10 bilhões.

Custódio disse que as contas dos Correios serão apreciadas amanhã pelo Conselho da empresa, mas "que não resistiu" e apresentou os números hoje na solenidade de reinauguração da agência central dos Correios em São Paulo. A solenidade contou com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Comunicações, Hélio Costa, do governador paulista, José Serra, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, entre outras autoridades governamentais.

O resultado da atividade postal gerou à União receitas de impostos e dividendos da ordem de R$ 1,152 bilhão em 2007. Segundo Custódio, a diferença entre o lucro total e o operacional é resultado de variações cambiais e aplicações financeiras, geradas sobre o caixa de R$ 3 bilhões da empresa.

Em seu discurso na solenidade, Costa se referiu a pesquisas que apontam os Correios como a empresa "número 1 em credibilidade no País. "A família Correios, com 10 mil representantes em cada canto, é sempre motivo de prestígio e honra para o País", disse ele.

Fonte: A Tarde Online

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Preço do boi gordo cai 3,14% na BM&F após UE suspender importações

A decisão da União Européia (UE) de suspender as importações de carne bovina brasileira provocou queda nos preços do boi gordo no mercado futuro e poderá acelerar o ligeiro recuo das cotações ao consumidor que já começou a ocorrer neste mês por causa do fim da entressafra.

O contrato de boi gordo para fevereiro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) recuou ontem 3,14% na comparação com o dia anterior. A arroba foi cotada a R$ 69, ante R$ 71,24 na terça-feira (dia 29). Todos os contratos tiveram retração, observa o analista da Scot Consultoria, Leonardo Alencar. Ele diz que a retração reflete a perspectiva de uma oferta maior de roduto no mercado doméstico, que absorve 75% da produção.

No mercado físico, as cotações não tiveram alterações. Na praça do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, de onde sai parte do produto para exportação, a arroba do boi rastreado foi cotada a R$ 73, segundo Alencar. Com o embargo, ele observa, os frigoríficos tentaram ontem comprar boi rastreado por um preço menor, de boi não rastreado. Mas, na prática, as compras de animais para abate estão paralisadas nesta semana, pois os frigoríficos já temiam que os importadores europeus suspendessem os embarques em fevereiro.

Fonte: 24 Horas News

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30 janeiro, 2008

PAC destina R$1,78 bilhão para a Bahia

Na Bahia, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começam em junho, com recurso da ordem de R$1,78 bilhão. Dos projetos pactuados com o governo federal para serem executados pelo PAC, 14,29% estão com as licitações em andamento e 85,71% com previsão para licitar até abril próximo. As informações foram passadas na manhã de ontem durante entrevista coletiva do Comitê Gestor do PAC na Bahia, que aglutina as secretarias de Desenvolvimento Urbano, Infra-estrutura, Planejamento, Fazenda e Casa Civil.

“É uma alegria termos construído esta forte parceria com o governo federal para a execução do PAC. Sabemos que não é suficiente que a União assegure os recursos. Também temos que apresentar projetos bons, e é isso que estamos fazendo, é nisso que estamos concentrando os nossos esforços”, disse a secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon.

Os R$1,78 bilhão do PAC, o governo do estado dividiu o bolo em cinco partes. Para a área de saneamento, vai ser aplicado 39,51% dos recursos, em seguida recursos hídricos (21,82%); habitação (14,80%); infra-estrutura (12,51%) e saneamento integrado (11,36%).

Para a área que é uma das mais deficitárias do estado, a de saneamento, as licitações serão iniciadas no próximo mês. Serão aplicados R$805,69 milhões nos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Vitória da Conquista, Candeias e São Francisco do Conde. Ainda serão feitas, segundo adiantou o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, a ampliação do esgoto sanitário e de abastimento de água no entorno da Baía de Todos os Santos, Santo Amaro, São Félix, São Francisco do Conde e Madre de Deus. De acordo com o presidente da Embasa, até 2010 Salvador terá 88% de casas com água encanada. “Em 2012, serão 92%, isto porque os recursos já estão garantidos”, frisou Abelardo Filho.

A secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon, destacou ainda outros dois projetos importantes: a Via Expresssa Portuária e Sistema Viário 2 de Julho. Com orçamento estimado em R$339 milhões e licitação marcada para ocorrer em fevereiro, o governo estadual pretende ligar a BR-324 ao Porto de Salvador, com o objetivo de desafogar o fluxo de cargas pela Avendia Bonocô. “Dessa forma vamos criar um novo acesso à cidade”, frisou Eva Maria.

A Via 2 de Julho, adiantou a secretária, vai melhorar a região de acesso ao Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. O recurso, no entanto, ainda está sendo negociado com o governo federal. Sobre o metrô de Salvador, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, disse que a parte que compete ao governo do estado – a compra dos vagões e locomotivas – está sendo cumprida. “As peças estão sendo produzidas na Coréia e serão entregues no prazo”.

Já os trabalhos em habitação se darão no campo de melhorias habitacionais e sanitárias, requalificação de imóveis, contenção de encostas, espaços de lazer, equipamentos, recuperação ambiental, iluminação, energia e reassentamento. Em Salvador, nos bairros de Nova Esperança, Costa Azul, Alto de Ondina e Pilar 3 e em casarões do Centro Histórico, 2,5 mil famílias vão ser beneficiadas com as intervenções. Já em regiões carentes como Jardim das Mangabeiras, Baixa do Soronha e Nova Esperança, 6.862 famílias vão ser contempladas com as intervenções na área de saneamento integrado (serviços de água, esgoto, drenagem, pavimentação e recuperação de equipamentos comunitários, entre outros). Em Nova Esperança, a licitação já está em andamento e os trabalhos serão iniciados em março.

Fonte: Correio da Bahia

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Exportação de frutas cresceu 35,8% no ano passado

O Brasil ocupa o terceiro lugar como produtor mundial de frutas e exportou 920 mil toneladas, em 2007, 35,88% mais do que no ano anterior, com uma receita de US$ 644 milhões. O Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF), coordenado pelo Ministério da Agricultura, contempla 21 culturas frutíferas, das quais 14 em condições de certificação e formar pólos de produção integrada institucionalizados com selos de conformidade.

As uvas de mesa, exportadas principalmente para a União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá, ocupam o primeiro lugar, com a marca de 79 mil toneladas, rendendo US$ 169 milhões, 43,29% mais que em 2006. O segundo lugar é ocupado pelo melão, com mais de 204 mil toneladas ou US$ 128 milhões, aumento de 45,3%. O Japão e a UE foram os principais compradores de mangas, consumindo 116 mil toneladas ou US$ 89 milhões.

A UE contribuiu para o crescimento da exportação de maçãs, no ano passado, quando comprou 112 mil toneladas da fruta, investindo mais de US$ 68 milhões, 115% mais do que no ano anterior. Para o coordenador-geral de Sistemas de Produção Integrada do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos Bhering Nasser, o aumento nas exportações se deve à qualidade das frutas brasileiras, como é o caso da maçã. "Em 2005, uma missão oficial da União Européia realizou uma auditoria nas maçãs do Brasil e ficou satisfeita com o que encontrou, ou seja, um alimento seguro", ressaltou. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Fonte: A Tarde Online

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Argentina restabelece hoje exportação de trigo ao Brasil

A notícia de que o governo argentino decidiu liberar hoje a exportação de trigo ao Brasil levou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a manter ontem a Tarifa Externa Comum (TEC) de 10% para importação de terceiros mercados. Os ministros que integram o colegiado preferiram esperar para ver qual o volume de trigo argentino será embarcado para o Brasil para então decidir se altera o imposto.

O governo brasileiro está preocupado com o desabastecimento do mercado interno e com eventual pressão inflacionária. Por isso, estudava isentar da TEC o trigo importado de países que não fazem parte do Mercosul. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a procurar o governo argentino apelando para que as vendas de trigo ao Brasil fossem restabelecidas.

“A notícia de reabertura das exportações argentinas é positiva”, comentou a secretária-executiva da Camex, Lytha Spindola, para quem o trigo argentino chegaria ao Brasil a preços competitivos em relação ao importado de outros países. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também elogiou a medida. Lembrou porém que não há confirmação das cotas que o Brasil receberá do país vizinho.

“Temos que avaliar o que vai representar a decisão da Argentina”, complementou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. “O problema de abastecimento não é agora. Estávamos jogando com um horizonte até junho. Como a Argentina reabriu e coloca uma cota a nossa disposição, precisamos saber quando essa cota virá.”

Resinas PET
A Camex aprovou ainda um entendimento entre o Brasil e a Argentina sobre as resinas PET. Os dois países retirarão as medidas de antidumping que mantêm um contra o outro sobre o produto. Ficou acertado também que o governo argentino desistirá de litígio contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tema. “A indústria nacional foi consultada e não se opôs ao acordo”, declarou Lytha.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Camex retira sobretaxa de resina PET argentina

Duas boas notícias para a Argentina saíram ontem da reunião de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex): foi retirada a sobretaxa punitiva imposta às importações de resina PET, matéria-prima para garrafas plásticas, fabricada no país vizinho, e foi adiada a decisão de reduzir tarifas de importação para compras de trigo fornecidos por países concorrentes dos argentinos. A decisão sobre o trigo seria tomada para evitar desabastecimento do produto, provocado pela suspensão de exportações por parte dos argentinos.

Os ministros da Camex já estavam prestes a autorizar tarifas menores para o trigo de países como Estados Unidos e Canadá, abrindo mais o mercado do Brasil a concorrentes da Argentina, ontem, quando chegou em Brasília a notícia de que o governo argentino decidira retomar os registros de exportação do produto, suspensos desde o ano passado. Os argentinos comunicaram que o Brasil terá direito a importar até 400 mil toneladas por cinco meses, o que, segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephannes, pode ser “satisfatório”.

Stephannes ressalvou, porém, que o anúncio argentino não detalha as condições da reabertura de exportações de trigo, nem indica a data em que serão efetivamente retomadas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá entrar em contato com o ministério de Economia da Argentina, e, se as condições de reabertura da exportação não forem consideradas suficientes, os ministros poderão decidir a queda nas tarifas de importação por telefone, como medida ad referendum da Camex.

No caso da resina PET, a decisão de retirar as tarifas impostas ao produto argentino sob acusação de dumping deve aumentar a concorrência com a recém-instalada fábrica do mesmo produto em Pernambuco, pela italiana M&G. A M&G, autora da ação antidumping foi consultada e, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, teria aceitado a decisão do governo. A tarifa punitiva imposta pelo Brasil havia levado a Argentina a abrir um constrangedor processo contra o Brasil, questionando a medida, na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que foi visto por críticos como sinal de debilidade do Mercosul. A Argentina concordou em retirar o processo aberto na OMC.

A Camex decidiu, ainda, mudanças na lista de exceções à Tarifa Externa do Mercosul, que beneficiarão principalmente a indústria de cosméticos. Cada sócio maior do Mercosul tem direito a manter até cem produtos com tarifas diferentes das adotadas pelos demais sócios.

Foram reduzidas as tarifas de óleo de palmiste em bruto (com cota de 37 mil toneladas), e de polidimetilsiloxano (uma espécie de silicone altamente viscoso) usado em xampus, além de aumentada a cota de óleo de palmiste refinado.

Devido à demanda superior à produção nacional, também foi reduzida, de 30% para 25%, a tarifa de importação do sorbitol, usado em alimentos, medicamentos e produtos de limpeza.

A pedido da indústria de máquinas agrícolas, o governo baixou de 12% a zero a tarifa de importação de chapa de aço laminada a quente, e, devido à pequena importação de outros produtos siderúrgicos, foram retirados da lista de exceções e terão de pagar tarifas entre 10% a 12% os vergalhões, bobinas de aço laminadas a quente e bobinas e chapas finas de aço carbolaminados a frio.

Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Espíndola, o governo deverá tomar, nos próximos dias, medidas de “facilitação de comércio”, com redução de burocracia e exigências nas exportações e importações. “Queremos nos concentrar em um número pequeno de produtos, realmente relevantes e estratégicos. Hoje dispersamos nossa atenção em um número excessivo”, comentou a secretária-executiva, para quem os mecanismos de controle do comércio externo deverão aumentar o “foco”. As medidas serão divulgadas durante o ano, com “novidades todos os meses”, anunciou

Fonte: Valor Econômico

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Brasil Telecom tem lucro de R$ 671,3 milhões em 2007

A Brasil Telecom Participações (BrT Par) registrou um lucro líquido de R$ 671,3 milhões no ano passado, valor 42,7% superior ao lucro de R$ 470,4 milhões apurado em 2006. Apenas no quarto trimestre de 2007, o lucro foi de R$ 205,6 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações) foi de R$ 3,797 bilhões no ano passado, alta de 8,7% em 12 meses. A margem Ebitda acumulada no ano ficou em 34,3%. No quarto trimestre, o Ebitda caiu 4,7% comparativamente a igual intervalo do ano anterior, totalizando R$ 902,3 milhões, com 31,4% de margem.

Segundo balanço consolidado, divulgado ontem à noite, a receita líquida anual ficou 7,4% maior, em R$ 11,058 bilhões. Nos três meses finais de 2007, essa valor foi de R$ 2,876 bilhões, avanço de 4,9%.

A unidade de telefonia celular da Brasil Telecom, a BrT Móvel, registrou em 2007 um prejuízo de R$ 181,5 milhões, reduzindo em 46,4% a perda de R$ 338,9 milhões apurada no ano anterior.

Fonte: A Tarde Online

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Aneel põe em consulta regras sobre relação de consumo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocará em consulta pública a partir de sexta-feira um conjunto de propostas para alterar as regras que regem a relação entre os consumidores de energia e as distribuidoras. Uma das principais alterações sugeridas pela agência é o aumento de 2% para 5% da multa que é cobrada dos clientes inadimplentes.

Segundo técnicos da agência, a idéia é reduzir as chamadas perdas não técnicas de energia, que são causadas por fatores como fraudes de medidores ou furto de energia (conhecidos como gatos), que causam às empresas prejuízos de R$ 5,5 bilhões por ano.Os técnicos ressaltam que parte dessas perdas acaba sendo repassada para as tarifas de todos os consumidores, prejudicando quem paga suas contas normalmente.

Outra medida proposta pela Aneel é o estabelecimento de valores fixos para as taxas de compensação que fraudadores devem pagar às distribuidoras para cobrir os custos administrativos que as empresas têm para fiscalizar e cobrar pessoas que adotam essas práticas irregulares. Atualmente, quando um fraudador é autuado, ele tem de quitar o valor acumulado da energia que consumiu e não pagou, mais uma taxa de 30%, sobre o valor da energia devida. A proposta da agência é de que os fraudadores paguem a energia devida mais uma taxa de compensação equivalente a três vezes o valor de religação de urgência da energia. No caso dos consumidores residenciais, isso equivale a taxas que vão de R$ 60,00 a R$ 150,00. Para as indústrias que forem pegas fraudando seu consumo, a taxa poderá chegar a cerca de R$ 1 mil, além do valor da energia não paga.

As empresas ou consumidores interessados em dar sugestões à Aneel poderão fazê-lo, por escrito, até o dia 8 de maio. A agência também agendará sessões públicas para debater as propostas em São Paulo, Belém, Brasília, Salvador e Porto Alegre.

Fonte: A Tarde Online

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Varig suspende vôos para Londres, Frankfurt e Roma

A nova Varig (VRG Linhas Aéreas) informou hoje que suspenderá seus vôos para Londres a partir de 1º de março, e também para Frankfurt e Roma a partir de 29 de março. A empresa concentrará seu serviço de longo curso do Brasil para Europa em apenas dois destinos: Madri e Paris.

A partir destas cidades, os passageiros da Varig poderão seguir para outros destinos na Europa por meio de outras companhias. A Varig possui acordo de interline (que permite conexões diretas) com o grupo Air France-KLM e com a espanhola Iberia, além de code share (compartilhamento de vôos) com a Air Europa.

A Varig continuará voando para a Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e México, e planeja iniciar ainda em 2008 vôos para os Estados Unidos.
A alteração na estratégia de negócios, segundo o comunicado divulgado pela Varig, visa a otimização da malha, o aumento da eficiência e o aprimoramento da qualidade dos serviços.

No mercado doméstico, a Varig adequará sua malha de vôos, visando interligar os principais centros de negócio e turismo do País. A empresa pretende aproveitar para isso o retorno, a partir de março, das conexões em Congonhas, autorizadas pelo governo na semana passada. A companhia também iniciou recentemente vôos entre Porto Alegre e Brasília, e de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro e Brasília.

Fonte: A Tarde Online

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Embraer pesquisa o uso de combustível "verde" nos aviões

A Embraer está investindo no desenvolvimento de diferentes tecnologias de bioquerosene de aviação. Um dos projetos envolve a Tecbio, empresa de pesquisa do Ceará pioneira no desenvolvimento de biodiesel.

A Tecbio vem desenvolvendo uma pesquisa sobre bioquerosene desde 2006, em parceria com a Boeing. A Embraer entrou no mesmo projeto, mas colaborando em diferentes etapas da pesquisa. “As duas parcerias são complementares”, diz o coordenador do programa de desenvolvimento tecnológico de bioquerosene da Tecbio, Ayres Correia de Sousa Filho. “A linha de pesquisa é uma só, mas, diante da complexidade do assunto, foi necessário envolver mais do que uma empresa.”

O bioquerosene tem com base uma mistura de óleos vegetais. Ayres não revela o nome das matérias-primas vegetais que estão sendo usadas.

Os engenheiros da Tecbio foram responsáveis por um projeto de bioquerosene de aviação financiado pela Aeronáutica em 1984. O projeto não tinha nada de ambiental. A preocupação era de segurança nacional, para reduzir a dependência nacional do petróleo.

À época, o bioquerosene, em sua forma pura, sem mistura, chegou a ser utilizado durante um vôo-teste, em um avião Bandeirante, de São José dos Campos a Brasília. Mas o projeto foi engavetado pela Aeronáutica e todos os relatórios da pesquisa, feita pelo engenheiro fundador da Tecbio, Expedito Parente, permanecem sob sigilo. “Estamos tentando resgatar esses relatórios”, diz Ayres. “Em uma conversa informal com um militar que fez o vôo na época soube que a emissão de poluentes era 70% a 80% menor.”

Desta vez, já foram realizados alguns testes preliminares. Além do bioquerosene puro, a Tecbio está testando uma mistura de bioquerosene com querosene de aviação.

A parceria com a Tecbio é apenas um dos projetos de biocombustível nos quais a Embraer está envolvida. “Estamos trabalhando em vários projetos, com parceiros diferentes, na busca de combustíveis alternativos, e tentando minimizar as modificações necessárias nos aviões”, afirma diretor de Estratégias e Tecnologias de Meio Ambiente, Graciliano Campos. Segundo ele, os estudos realizados até o momento mostram que a tecnologia é viável. Pelo cronograma do projeto mais avançado, o primeiro vôo-teste com o bioquerosene deve acontecer em meados de 2009.

Todos os projetos envolvem pesquisa de bioquerosene. Pioneira no uso do etanol na aviação, com o avião agrícola Ipanema, a Embraer não tem projetos para uso de etanol nos jatos. “Não abandonamos as pesquisas com etanol, mas para motores a jato isso implicaria em um desafio muito grande.”

Com a pressão sobre companhias aéreas para reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa, os fabricantes iniciaram uma corrida para tornar o avião ainda mais eficiente. “Devido aos altos custos do combustível, a indústria aeronáutica sempre buscou avanços tecnológicos”, diz Campos. “Os aviões hoje emitem 70% menos poluentes que há 40 anos.”

Assim como as demais fabricantes, a Embraer também busca ganhos de eficiência com o aprimoramento da estrutura aerodinâmica dos aviões. “Há uma nova geração de inovações tecnológicas que reduzem o atrito e tornam os aviões mais eficientes”, afirma Campos.

A empresa aderiu ao uso de madeira certificada no interior dos jatos executivos e tem se esforçado para reciclar praticamente todo resíduo de sua produção, do óleo da cozinha do refeitório a metais pesados que antes eram descartados.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Antaq reprova gestão ambiental de 38 portos do Brasil

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) avaliou a gestão ambiental e reprovou a estrutura de 38 dos 40 portos do País. De acordo com os estudos, somente os complexos de Recife, em Pernambuco, e Itaqui (foto), no Maranhão, possuem número suficiente de técnicos para os trabalhos de meio ambiente. E, para piorar, outros sete importantes complexos sequer contam com núcleos para os serviços de gestão ambiental, o que preocupa a agência e mostra que os investimentos nesse setor precisam ser ampliados urgentemente em 2008.

A qualificação profissional de quem já possui a responsabilidade de cuidar da área ambiental nos portos brasileiros é outro item que preocupa a Agência. De acordo com a Antaq, somente 46% das pessoas que atuam neste segmento possuem os requisitos necessários, como cursos e experiências anteriores, para tocar projetos e discutir políticas de preservação do meio ambiente. Além disso, 33% dos contratados não possuem qualificação adequada, informa a pesquisa.

Entretanto, o estudo não se restringiu a esses tópicos. A avaliação da Antaq também apresentou um balanço de quais Autoridades Portuárias já realizaram auditorias ambientais e, surpreendentemente, 14 portos não realizaram este trabalho até o momento, incluindo importantes portos, como Rio de Janeiro (RJ), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR), Porto Alegre (RS), Macapá (AP), Natal (RN) e Imbituba (SC).

O relatório final assinado pelo gerente de Meio Ambiente da Antaq, Marcos Maia Porto, aponta que, de positivo, pode-se falar sobre os projetos ambientais iniciados pela Codesp e Codeba para os portos de Santos, administrado pela primeira, e de Salvador, Ilhéus e Aratu. Outro ponto a ser considerado é a associação dessas companhias docas a instituições de ensino superior, para uma análise precisa dos problemas e investimentos necessários.

“Nossa avaliação foi feita em função das demandas de questões ambientais. A maior carência é de diversidade de conhecimento, ou seja, profissionais especializados em química, biologia e oceanografia. E vale lembrar que esse é um processo contínuo de avaliação que gerou um diagnóstico com medidas a serem adotadas para melhorar o processo de gestão. Daqui para frente, continuaremos acompanhando essas gestões ambientais”, explica o gerente da Antaq.

O presidente do Porto de Recife, Alexandre Catão, um dos dois portos bem avaliados pela agência nacional, vê o reconhecimento do trabalho realizado no terminal pernambucano com bastante alegria. Também, não é para menos. Ele conta que ao assumir o porto, em 2007, integrou vários departamentos e conversou com pessoas da própria Antaq e da Anvisa, para atacar os pontos prioritários e dinamizar a gestão ambiental no cais recifense.

“O importante era não perder tempo. Revisamos por completo o plano de gerência de resíduos sólidos, entramos com o monitoramento ambiental em toda a área do porto e passamos a tomar cuidado com a retirada de óleo das embarcações que aqui atracam. Isso tudo nos deu um upgrade nas operações. Queremos que as empresas nos ajudem nisso ao longo de 2008. Temos quatro pessoas só para esse fim aqui. Em outros portos pode ter até mais gente, mas aqui o trabalho flui porque os quatro contratados só trabalham com isso 24 horas por dia”.

O Porto de Santos foi um dos vários apontados com o trabalho ambiental incompleto, sem número suficiente de pessoas e com projetos em andamento ainda não concretizados. Procurada para comentar a pesquisa, a Codesp, por meio de sua assessoria de imprensa, reconheceu as deficiências apontadas pela Antaq, mas fez questão de frisar os avanços obtidos ao longo de 2007.

Em seu balanço anual, a estatal lembra que assinou convênios de cooperação mútua para dragagem e inaugurou um novo sistema de distribuição de água potável e tratamento de efluentes domésticos no porto. Para 2008, a prioridade é a conclusão dos trabalhos da Agenda Ambiental do Porto de Santos, a suspensão da limitação para retirada de sedimentos e o licenciamento para novas áreas de descarte, além da melhora das condições sanitárias do Porto de Santos e do visual de suas instalações.

Fonte: PortoGente-Santos

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Petrobras lidera ranking de exportadores brasileiros

A Petrobras, empresa estatal fabricante de petróleo e gás, manteve a posição de maior exportadora entre as companhias brasileiras em 2007, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

As exportações da companhia contabilizaram US$ 13,6 bilhões no último ano, um aumento de 22,9% em relação a 2006, e somou 8,4% do total das exportações do Brasil.

Entretanto, o resultado foi ultrapassado por suas importações em 2007, que registraram US$ 15,3 bilhões, representando 12,7% do total de importações do país no último ano e subiu 46% em relação a 2006.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, ficou em segundo lugar no ranking de maiores exportadoras, com US$ 7,9 bilhões, um aumento de 31,9% em relação ao ano anterior. Já nas importações, a empresa obteve US$ 395 milhões, garantindo a 45ª posição no ranking de importadores em 2007.

Em terceiro lugar ficou a fabricante de aeronaves Embraer, que exportou US$ 4,7 bilhões no último ano, um aumento de 44,4% em relação a 2006.

Outras sete companhias apareceram nas dez primeiras posições da lista de grandes exportadores: a empresa de agronegócio e alimentos Bunge, a montadora Volkswagen, as empresas de alimentos Sadia e Cargill e as montadoras GM do Brasil, Ford e Daimler-Chrysler.

Fonte: Gazeta Mercantil

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29 janeiro, 2008

Algodão impulsionou o Porto de Fortaleza

O Brasil comemorou ontem (28 de janeiro) os 200 anos da abertura dos portos ao comércio internacional. A assinatura da Carta Régia, em 28 de janeiro de 1808, uma semana depois da chegada de Dom João VI a cidade Salvador, marcou uma nova era para o Brasil.

Muitos historiadores, como Ana Carla Sabino Fernandes, orientadora do Núcleo de Pesquisa do Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar, acham que a medida significou o processo de interiorização da metrópole portuguesa junto ao Brasil Colônia.

Segundo ela, a iniciativa foi resultado de amplas transformações de ordem social, política, econômica e cultural, cuja trajetória culminou, parcialmente, na Independência do Brasil, em 1822, ou melhor, na emancipação política fruto das disputas entre a sociedade colonial, portugueses do reino e portugueses da nova Corte.

No Ceará, no início do século XIX, os portos de Aracati e Sobral (Camocim e Acaraú) reforçaram a lógica de produção e circulação de materiais do sertão em especial o algodão e a carne seca. A professora Ana Carla Fernandes esclarece, no entanto, que esses portos não representaram um expressivo entreposto comercial para na época do Império.

A historiadora diz que o crescimento da cultura do algodão, mercadoria exportada para a Inglaterra, impulsionou o Porto de Fortaleza e a cidade de Fortaleza.

Em 1811, o irlandês William Wara abriu a primeira casa comercial em Fortaleza, gerando rendas alfandegárias e o desenvolvimento urbano da capital da província do Ceará.

Ao fazer análise do Brasil colônia, Ana Carla Fernandes diz que precisamos compreender as negociações que marginalizaram o Pacto Colonial estabelecido entre Portugal (Metrópole) e Brasil (Colônia). Ela lembra que já existiam relações comerciais diretas entre a Bahia e a Costa de Minas e entre o Rio de Janeiro e Angola, o tráfico de escravos, que permaneceram após a Independência.

Estas iniciativas, ressalta a historiadora, seriam demonstrações de que o monopólio português sobre as transações comerciais não era exercido de maneira absoluta. “Havia, antes da abertura dos portos, uma experiência comercial que capacitaria os negociantes do Brasil a assumirem as práticas mercantis que estiveram por muito tempo controladas pelos mercadores portugueses”, frisou Ana Carla Fernandes.

Ela salienta, ainda, que o tráfico de escravos figurou como uma das principais atividades que deveriam fomentar o comércio, a agricultura e a indústria no Brasil, prática sustentada pelo Tratado de Aliança e Amizade e o de Navegação e Comércio, em 1810, e que movimentaram, nesse período, os mares e os portos de Belém, São Luís, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

“A abertura dos portos brasileiros às nações amigas foi fundamental para o desafio de construir um novo/outro Império nos trópicos”, argumentou a historiadora.

MUCURIPE

Referência na história do Estado

A influência do Porto de Fortaleza é apontada pelo diretor de Ciência e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), economista Francisco José Lima Matos. Segundo ele, o impacto positivo desse porto estende-se sobre toda a área do Estado do Ceará e abrange outras regiões, principalmente os estados do Piauí e Rio Grande do Norte até os pólos de produção de frutas na região do Rio São Francisco.

Na visão de Lima Matos, a abertura de oportunidades de investimentos da iniciativa privada, a partir da Lei 8630 do ano de 1993, marcou o inicio de grandes transformações no Porto de Fortaleza. O diretor da Federação das Indústrias destaca, ainda, a implantação do Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda. (Tergran), empresa especializada em descarga de grãos, que permitiu a instalação do mais moderno terminal de descarregamento de grãos do País, com prancha de mais de dez mil toneladas por dia.

Lima Matos, que também é membro do Conselho de Autoridade Portuária, salientou a importância econômica direta do Porto para os cofres da Prefeitura Municipal. No período de 1995 a 2007, foram arrecadados R$ 12 milhões em impostos com o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerado pelas empresas: Lubnor-Petrobrás, Texaco, Shell, ESSO, Ipiranga, BR Distribuidora, Fábrica de Margarina, Nacional Gás Butano, Moinho M Dias Branco, Moinho J Macêdo e Grande Moinho Cearense. “Acrescente-se a isso os tributos pagos pelos Operadores Portuários que atuam no Porto, nos serviços de movimentação e transporte de cargas”, completa Matos.

Com a aprovação e destinação de recursos pela Secretaria Especial de Portos para as obras de dragagem de aprofundamento, que terão inicio este ano, “o porto de Fortaleza voltará a ter melhores condições de competir com os demais portos da região”, prevê.

Matos aponta uma série de dificuldades que precisam ser superadas para tornar o Porto de Fortaleza mais competitivo. Entre elas, melhor definição nas suas complementariedades com o Porto do Pecém, evitando-se uma possível concorrência predatória; construção de melhores vias de acesso; obter a ligação com a ferrovia transnordestina, planejada inicialmente para ir somente até o Pecém; conclusão do aprofundamento do calado para 13,5 metros de profundidade.

PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS

Estudo da CNI propõe reforma portuária

No momento em que o Brasil festeja os 200 anos da abertura dos portos, estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela os gargalos provocados pela má gestão das administrações das companhias docas dos Estados, e propõe uma Reforma Portuária, focando uma maior participação do setor privado.

O documento da CNI reconhece os avanços do setor nos últimos dez anos, quando foi promulgada a Lei dos Portos (Lei 8.630/1993), que privatizou os terminais, mas criticam os baixos investimentos que este segmento recebe por ano do governo Federal. Em 2006, somente 24% do orçamento da União, cerca de R$ 100 milhões, foram destinadas para as oito Companhias Docas existentes no País, segundo levantamento da CNI.

Ainda de acordo com o documento, as empresas públicas movimentaram entre oito e 12 contêineres por hora, contra 25 e 30 contêineres pelas concessionárias de terminais de uso privativo. A demora na liberação de cargas nos portos é outro problema a ser equacionado. No Brasil, a carga leva, em torno de 39 dias para ser liberada, enquanto a média mundial é de 25 dias.

Outro fator de atraso é a burocracia. O estudo da CNI revela que 90% dos procedimentos dos órgãos ainda são manuais, exceção para a Receita Federal que está informatizada. Com esse sistema emperrado, a Associação Brasileira de Terminais Portuários mostra que um navio parado no porto paga uma diária entre US$ 40 mil a US$ 60 mil.

O documento da CNI culpa a burocracia pelo excessivo número de paralisações das categorias profissionais que atuam nas atividades de desembaraço alfandegário.

TERMINAL PORTUÁRIO

Pecém amplia vendas externas

O Terminal Portuário do Pecém expande as fronteiras do Ceará com o mercado internacional. “A sua atual estrutura e futura expansão permitirá à economia cearense agregar valor à sua produção e ampliar seu comércio exterior”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Mário Lima.

Ele explica que o Terminal do Pecém foi concebido para atender às demandas industriais da economia cearense, visando, principalmente, atrair indústrias de base voltadas às atividades de siderurgia, refino de petróleo, petroquímica e de geração de energia elétrica.

Com o início das operações do Porto do Pecém, em novembro de 2001, o Ceará expandiu as áreas de relacionamento com os mercados das Américas (Central e Norte), da Europa e África. “Esta expansão interfere sobretudo na estruturação territorial local, pois passa a requerer padrões internacionais na prestação dos serviços públicos e até na forma de ocupar e utilizar o espaço”, argumentou Mário Lima.

Em 2007, o terminal movimentou 2.205.361 toneladas de mercadorias diversas, sendo 589.970 na exportação (cabotagem e longo curso) e 1.615.391 toneladas na importação (cabotagem e longo curso). A movimentação de carga geral, em 2007, registrou um crescimento de 18% em relação ao ano de 2006, com as exportações contribuído com 11%, e as importações com 20%.

A movimentação de contêineres cresceu 22%, no ano passado, totalizando 143.667 TEU´s ((unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo 70.657 TEU´s de exportação e 73.010 TEU´s na importação.

COMPANHIA DOCAS

Aprofundamento do calado será priorizado

A inauguração do Centro de Treinamento e o aprofundamento do calado são algumas das obras previstas para este ano no Porto do Mucuripe. Além dessas obras físicas, o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Sergio Novais, pretende priorizar os investimentos na capacitação técnica dos trabalhadores e na reestruturação do Porto. “A meta é tornar o Porto mais eficiente e ainda mais atrativo para o comércio exterior”, estima.

Entre os projetos previstos para este ano, Novais destaca a obra de aprofundamento do calado do porto para até 13 metros, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas e 300 metros de comprimento. Atualmente, o cais comercial do Porto do Mucuripe opera com navios de até 55 mil toneladas. As obras estimadas em R$ 40 milhões, já estão previstas no orçamento da Secretaria Especial de Portos deste ano, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Outra obra prevista para 2008 é a construção do Centro de Treinamento e Capacitação da Companhia Docas. “A previsão é de que os recursos para a obra, de aproximadamente R$ 1 milhão, venham do Orçamento da União de 2008, através de uma emenda individual apresentada pelo deputado federal Ariosto Holanda (PSB/CE)”, explica Sérgio Novais.

O Centro de Treinamento vai oferecer um amplo e moderno espaço de formação e qualificação profissional para funcionários e trabalhadores portuários, prestadores de serviços portuários, moradores de bairros circunvizinhos e das comunidades próximas ao Porto.

Fonte: Diário do Nordeste

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Aeroportos do Rio operam normalmente

Os aeroportos do Rio operam normalmente na manhã desta terça-feira (29), segundo informou a Infraero. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, subúrbio do Rio, um vôo que deveria pousar às 5h30 vindo de Natal (RN) está atrasado. Não há registro de cancelamentos, segundo site da Infraero.

O Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, também opera normalmente para pousos e decolagens nesta terça. Um vôo, previsto para decolar às 8h15h para Juiz de Fora (MG) foi cancelado. Não há registro de atrasos, segundo site da Infraero.

Fonte: G1

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Congonhas e Cumbica operam apenas por instrumentos

Os dois principais aeroportos de São Paulo operam apenas por instrumentos na manhã desta terça-feira (29), por causa da chuva leve que atinge a cidade. Ambos estão abertos para pousos e decolagens, de acordo com a Infraero.

No Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, das 22 partidas previstas entre as 6h e as 7h, duas registraram atraso e uma foi cancelada. O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, região metropolitana, opera por instrumentos desde o início da noite de segunda (28). Da 0h às 7h, não foram registrados atrasos ou cancelamentos entre as 18 decolagens previstas.

Alagamento

A chuva que atinge boa parte do estado de São Paulo desde a madrugada desta terça (29) provoca um ponto de alagamento transitável na capital, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

O ponto, registrado às 5h20, está na pista expressa da Marginal Tietê, sentido Castello Branco, na altura da Ponte Anhangüera.

Por volta das 7h15, uma chuva fraca atingia toda a capital. A previsão é que ao longo da manhã, ela fique mais intensa nas regiões oeste e sul. Durante a madrugada, pancadas de chuva moderadas atingiram pontos isolados da cidade, informa o CGE.

Congestionamento

A chuva facilitou a ocorrência de acidentes na Marginal Tietê. No mesmo sentido e na mesma pista onde foi registrado o ponto de alagamento, dois acidentes envolvendo cinco caminhões prejudicam o tráfego.

Por volta das 5h30, houve um engavetamento entre três caminhões na pista expressa, sentido Castello Branco, perto do Shopping Center Norte. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), dois caminhões foram removidos, mas um ainda continua no local e provoca a interdição de duas das quatro faixas da via. A lentidão chega a 5 km desde a Ponte Aricanduva até o local do acidente.

Mais à frente, a cem metros da Ponte do Limão, um choque entre dois caminhões provocou a interdição de duas faixas da pista.

Fonte: G1

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Bauducco vai controlar a Hershey s

A fabricante americana de chocolates Hershey s anunciou ontem uma associação com a Pandurata Alimentos, dona da marca Bauducco. O acordo dará à Bauducco 49% das ações da Hershey s Brasil. Mas quem vai mandar de fato na nova companhia é a empresa brasileira. A discreta família Bauducco ficará à frente do negócio.

Toda a administração passa a ser compartilhada, e a multinacional de chocolates vai se desfazer de parte da sua estrutura, incluindo o marketing e a distribuição, segundo fontes ligadas ao negócio. A joint venture deve ter duração de pelo menos três anos. "A Bauducco entra em um novo segmento do mercado, diversificando a sua atuação e complementando seu portfólio", disse, por meio de comunicado, o presidente da empresa, Massimo Bauducco.

No Brasil há dez anos - no início apenas importando e desde 2001 com produção local graças à aquisição de fábrica da Visconti -, a Hershey s vê no parceiro local a chance de resolver seu problema de distribuição e finalmente decolar no País. Com a associação, os mais de 130 mil pontos de venda da Bauducco serão abastecidos com chocolates da Hershey s.

Fonte: AE

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Sul-coreana investirá US$ 10 mi em empresa com a Vale

A siderúrgica sul-coreana Dongkuk Steel Mill, uma das maiores produtoras de aço daquele país, anunciou hoje que vai investir 9,68 bilhões de won (cerca de US$ 10 milhões) na joint venture de 18,97 bilhões de won com a mineradora brasileira Vale. O valor corresponde a participação de 51% da sul-coreana no negócios. Os 49% restantes serão detidos pela mineradora brasileira, informou a Dongkuk, em documento enviado à comissão reguladora do mercado mobiliário local.

A joint venture, chamada CSP, vai colocar em prática os planos da Dongkuk de construir uma usina siderúrgica no Brasil até 2011-2012, que terá uma capacidade de 2,5 milhões a 3 milhões de toneladas por ano, afirmou a porta-voz da empresa.

Fonte: AE

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Renault argentina produzirá modelo exclusivo de carro

A unidade argentina da montadora Renault produzirá, até o final deste ano, um novo modelo exclusivo, cujo design foi definido como "um ponto intermediário" entre o Clio e o Mégane.

O investimento da companhia, de US$ 100 milhões, será realizado nas instalações que a empresa possui no distrito de Santa Isabel, na cidade de Córdoba, capital da província homônima. O governador de Córdoba, Juan Schiaretti afirmou que Córdoba será o único lugar de produção do novo modelo, a ser exportado para o resto da América Latina.

O anúncio da montadora foi realizado pelo presidente da Renault, Dominique Maciet, após uma reunião com o governador de Córdoba, Juan Schiaretti. O governador sustentou que o investimento da empresa francesa implicará na criação de 1.200 novos postos de trabalho em Córdoba (400 postos dentro da própria fábrica, e outros 800 nas fábricas de autopeças da região).

A Renault argentina também fabricará uma nova fase do veículo Kangoo. Segundo as informações, a produção do Clio, realizada atualmente no Brasil, deve ser transferida para Córdoba.

Fonte: AE

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GM amplia gama Vectra com nova versão

Na próxima semana a GM mostrará à imprensa a nova versão de seu sedan médio: a Elite 2.0. Ela chega para preencher uma lacuna deixada desde o lançamento do modelo, já que a geração anterior teve diversas versões (inclusive a derradeira Collection) com este motor 2.0.

Ao contrário do que muitas publicações previam, o motor 2.4 16v seguirá em linha, segundo a General Motors. Vários modelos com 170cv de potência já foram flagrados e não seria espantoso se tal melhoramento vier já no próximo ano.

O novo modelo é cerca de 7% mais barato que a equipada com motor 2.4: custará cerca de R$ 75.000,00; contra os R$ 81,732,00 do motor topo de linha.

Os equipamentos são equivalentes: transmissão automática de quatro velocidades, airbags frontais e laterais, computador de bordo, freios ABS com freios traseiros a disco sólido e sistema de distribuição eletrônico de frenagem (EBD), sensor de chuva, rodas de alumínio aro 17, rádio AM/FM com CD e MP3 Player estão presentes no pacote “básico” do Elite. Como opcionais há o ajuste elétrico do banco do motorista e o teto solar.

Uma grande novidade é a introdução do navegador GPS, idêntico ao adotado no hatch da linha. O navegador tem como grande vantagem sua portabilidade, já que vai afixado no vidro. A desvantagem é que é necessário sempre carrega-lo, já que funciona por baterias, diferentemente do navegador usado na versão européia do veículo.

Segundo a GM, os 127,6 cv a 5.200 rpm e 19,6 kgfm a 2.400 rpm levam o Vectra a atingir 197km/h de velocidade máxima. No 0 a 100km/h são 11,9 segundos, ambos os dados referentes ao desempenho com álcool. Quando abastecido com gasolina a potência é de 121 cv e o desempenho tem uma ligeira queda.

Fonte: Auto Diário

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Via expressa para ônibus vai ocupar faixa de automóveis na Celso Garcia

A partir de hoje os passageiros de ônibus que vão da zona leste para o centro poderão usar uma linha expressa que sairá dos Terminais A.E. Carvalho, Penha e Aricanduva rumo ao Parque D. Pedro II. A Prefeitura estima que a nova linha diminua o tempo das viagens em 15 a 36 minutos. Para tornar viável o "corredor virtual", os motoristas terão uma faixa a menos para circulação em alguns pontos das Avenidas Celso Garcia e Rangel Pestana. A linha expressa, delimitada por cones, será adotada nos horários de pico da manhã, de 6 a 8 horas, e da tarde, de 17 às 20 horas.

A perda de uma faixa para a via expressa deve causar lentidão à tarde, quando o maior fluxo é justamente no sentido bairro. "Pode gerar um tráfego maior nos primeiros dias. Agora, se nós verificarmos como é o tráfego nesses horários nas duas vias, vamos ver que já é muito parado. Não acreditamos que tenha grande repercussão", alega o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o fluxo de veículos na Celso Garcia pela manhã é de mil por hora e na Rangel Pestana, de 2 mil. À tarde, aumenta para 2 mil carros por hora na Celso Garcia e 2,7 mil na Rangel Pestana. Para a secretaria, a linha expressa beneficiará 5 mil pessoas.

No entender de Moraes, o acréscimo de uma faixa para ônibus nas duas vias é necessário para permitir que os veículos que fazem a linha expressa possam ultrapassar os outros coletivos, que vão continuar fazendo todas as paradas. A Celso Garcia tem quatro faixas - três no sentido bairro e uma no sentido centro. Pela manhã, a via expressa ocupará a faixa da esquerda do sentido bairro, que será invertida - ao lado da faixa de ônibus que já existe no sentido centro. Nesses trechos, só sobrará uma faixa para os carros.

À tarde, a faixa expressa será a do meio no sentido bairro. Como a faixa da direita será mantida para ônibus que param nos pontos, restará só a pista da esquerda para os carros que usam o trajeto para fugir dos congestionamentos na Radial Leste (veja quadro ao lado).

A medida se baseou numa pesquisa feita em novembro com 150 mil usuários dos três terminais da zona leste. Segundo Moraes, 70% afirmaram que gostariam de um ônibus que fosse direto até o centro.

No pico da manhã haverá 25 partidas das linhas expressas. À tarde, serão 18 no sentido bairro. Além das linhas diretas, a secretaria criou outros quatro itinerários semiexpressos saindo de quatro bairros - Oliveirinha, Vila Mara, Jardim Camargo Velho e Itaim Paulista. Nesses casos, os ônibus vão fazer paradas até o Terminal São Miguel e, de lá, seguirão direto para o centro. "Há linhas com 98 paradas. Se calcularmos um minuto para cada uma, são 98 economizados", afirma Moraes.

Experiência semelhante foi feita no ano passado na Rua Clélia, na Lapa, zona oeste, e deve ser retomada após o carnaval. A adoção da medida em outras avenidas, como a Robert Kennedy e Teotônio Vilella, na zona sul, está em estudo.

Fonte: Estadão

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Metrô-SP inicia monitoramento de trilhos com câmeras

Duas bases de manutenção, cada uma com dois funcionários treinados para identificar problemas em trens e trilhos, com ferramentas para consertos de emergência, estão em funcionamento desde ontem no Metrô. Também desde ontem, a companhia realiza as inspeções nos 61,3 quilômetros de vias com cinco equipamentos de termovisão. São câmeras com tecnologia infravermelha e sensibilidade ao calor, capazes de evidenciar fissuras e defeitos nos trilhos. A iniciativa faz parte do pacotão de 21 medidas antipanes, anunciado há uma semana.

O Metrô sempre garantiu que não há problema com a manutenção, mas anunciou as medidas depois que foram registradas quatro panes em 14 dias neste mês. As medidas são vistas com reservas pelo Sindicato dos Metroviários. “Elas ajudam, mas não vão resolver o problema”, diz Wagner Gomes, presidente do sindicato.

As bases de manutenção serão permanentes e ficarão localizadas nas Estações Sé (que faz parte das Linhas 1 - Azul e 3 - Vermelha) e Ana Rosa (que interliga as Linhas 1 - Azul e 2-Verde). A primeira vai operar nos horários de pico da manhã e tarde; a outra, 24 horas. Caso haja ocorrência por perto, como a perda de tração de uma composição (problema que já ocorreu três vezes este ano), serão esses metroviários os responsáveis por chegar primeiro ao local e tentar solucionar o defeito.

Fonte: AE

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28 janeiro, 2008

Importação de insumos médicos sobe 27%

O dólar fraco e a forte demanda impulsionaram as importações brasileiras de máquinas, equipamentos e insumos médico-hospitalares em 2007, que somaram US$ 2,47 bilhões FOB, um crescimento de 27% quando comparado ao resultado do ano anterior. O levantamento da Associação Brasileira de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), baseado em estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostra que por quatro anos consecutivos o setor apresentou ritmo de crescimento acima de 20%.

“Acho que já passamos do grande impacto cambial. O crescimento dos dois últimos anos mostra realmente um aumento da demanda. Entre 2004 e 2005 a elevação das compras externas foi traduzida como demanda reprimida, solucionada por causa do enfraquecimento do dólar, que favorece a importação, mas agora é um pouco diferente, é demanda aumentada”, disse Abrão Melnik, vice-presidente da Abimed, entidade que congrega as empresas importadoras. A queda nos juros internacionais também ajudou. Melnik observou que, se mantidas as mesmas condições de 2007, as importações podem crescer entre 15% e 20% este ano, ficando próximas dos US$ 3 bilhões, se considerado o patamar mais alto de estimativa.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Argentina anuncia reserva de petróleo na Patagônia

No meio da crise energética que assola a Argentina desde 2004, o governo da presidente Cristina Kirchner celebrou a descoberta de uma jazida de petróleo na Patagônia. A descoberta, a mais importante em muitos anos, foi realizada na bacia Escalente, nas jazidas de Cerro Dragón, nas vizinhanças da cidade de Sarmiento, no sul da província de Chubut, pela empresa Pan American Energy. A estimativa é que os poços descobertos proporcionariam à produção argentina até 120 milhões de barris por ano.

Esta companhia é controlada em 60% pela BP e 40% pelos Bulgheroni, uma família argentina de longa tradição no ramo petrolífero. As jazidas encontradas pela Pan American Energy proporcionariam de 100 a 120 milhões anuais de barris, o equivalente a meio ano de reservas argentinas. Atualmente, a Argentina produz 240 milhões de barris anuais. As reservas argentinas, antes desta descoberta, eram calculadas em seis anos de duração.

Para o governo argentino, a notícia foi considerada como um "bálsamo" já que nos últimos 10 anos as empresas petrolíferas fizeram poucas descobertas de novas jazidas no país, fato que gera preocupações sobre a capacidade de auto-suficiência do país para os próximos anos.

Fonte: AE

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Lula diz que PAC vai transformar país em "canteiro de obras"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente", que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai transformar o país em um canteiro de obras.

"Eu estou convencido de que este ano nós vamos transformar as regiões metropolitanas e muitas outras cidades brasileiras, eu diria, num canteiro de obras, gerando os empregos que nós precisamos gerar e gerando a distribuição de renda que tanto nós queremos que aconteça no Brasil."

Lula afirmou que as obras de infra-estrutura previastas no PAC vão gerar emprego e melhorar a renda das pessoas.

"Nós estamos fazendo aquilo que todo governante deveria ter feito. E eu trabalho com a perspectiva de que a gente tenha um longo período de crescimento econômico no Brasil para que a gente apague os 26 anos de baixo crescimento que tivemos", afirmou.

O presidente ainda comentou a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada na semana passada, que apontou um crescimento no rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro.

"O emprego está crescendo bem, o rendimento médio do trabalhador cresceu 7,7%, o percentual de pessoas ocupadas com carteira assinada passou de 39,7 em 2003 para 42,4 em 2007. As taxas de desocupação também tiveram uma queda extraordinária, chegando a 7,4 em dezembro de 2007. Foi a menor", afirmou.

Fonte: Folha Online

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Aeroporto Tom Jobim opera apenas por instrumentos

O tempo encoberto e a forte chuva deixaram o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio, operando apenas com auxílio de instrumentos desde o começo da manhã de hoje, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Já o aeroporto Santos Dumont iniciou suas operações por instrumentos, mas às 8 horas já operava visualmente para pousos e decolagens, de acordo com a Infraero.

Apesar do mau tempo, não havia vôos cancelados nos aeroportos, e apenas o Galeão registrava dois vôos com atraso de mais de uma hora. Os aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos, operavam normalmente, de acordo com a Infraero.

Fonte: AE

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Xstrata sobe 1,71% em Londres com posível oferta da Vale

As ações da mineradora anglo-suíça Xstrata são negociadas em alta hoje, na contramão dos demais ativos do setor de mineração em Londres. O suporte para os ganhos da Xstrata vem da notícia de que a Vale estaria alinhavando uma oferta de compra que poderia chegar a US$ 80 bilhões, segundo o jornal "The Observer". Metade desse valor seria pago em dinheiro e a empresa completaria a cifra com um lançamento de ações preferenciais para a Glencore, que detém uma participação de 35% na Xstrata, e, que por sua vez, assumiria uma participação na Vale.

O jornal informa ainda, sem citar nomes, que o negócio seria anunciado esta semana, mas fontes alertaram que a instabilidade do mercado de crédito estaria dificultando a obtenção do financiamento necessário pela companhia brasileira.

Às 9h01, as ações da Xstrata eram negociadas em alta de 1,71% na Bolsa de Londres. Outras mineradoras, no entanto, eram pressionadas por vendas. A Rio Tinto cedia 4,75%; a Vedanta perdia 2,3% e a Lonmin, -2%. Com informações da Dow Jones e cotações da Bolsa de Londres.

Fonte: AE

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Governo pode exigir internet rápida para aprovar Oi/BrT

O governo poderá exigir da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom (BrT), como medida compensatória para liberar a fusão entre as duas empresas, que assumam o compromisso de ampliar o acesso à internet de banda larga, especialmente para as escolas rurais e instituições públicas, como bibliotecas, postos de saúde e delegacias de polícia. A universalização da internet em alta velocidade é apontada por técnicos do governo como a saída mais nobre para justificar a aprovação do negócio.

A Oi está na reta final das negociações para comprar a BrT, mas depende de uma mudança na lei, que hoje proíbe a fusão de operadoras de telefonia fixa, incluindo a Oi e a BrT. Para isso, será necessário um decreto presidencial alterando o Plano Geral de Outorgas (PGO), que estabelece a área de atuação de cada empresa.

A proposta de decreto deve ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A mudança é polêmica. Críticos do negócio dizem que seria um casuísmo para beneficiar os controladores da Oi, principalmente os grupos La Fonte, de Carlos Jereissati, e Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade. Os defensores da operação dizem que é preciso fortalecer os grupos nacionais.

Investimentos

O deputado Jorge Bittar (PT-RJ), da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, é um dos defensores da idéia de se cobrar investimentos. “Como elas querem uma mudança nas regras, o governo pode estabelecer contrapartidas, como banda larga, tarifa menor e incentivo à política industrial e tecnológica.”

Bittar diz que os ganhos de escala obtidos pelas empresas com a fusão poderão ser usados para reduzir tarifas. “Pode-se cobrar melhoria das tarifas para beneficiar os usuários dessa área.” Um técnico do governo que participa das discussões diz que a redução de tarifas teria de ser precedida de um estudo econômico que comprovasse a sua viabilidade. “Existem várias opções, mas a saída mais nobre é a banda larga gratuita.”

Fonte: AE

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Vale do Rio Doce deverá revelar esta semana OPA sobre Xstrata

A mineira brasileira Vale do Rio Doce, a maior fabricante e exportadora de minério de ferro do mundo, está a poucos de dias de anunciar uma Operação Pública de Aquisição (OPA) sobre a sai rival anglo-suíça Xstrata por 80 mil milhões de dólares (54,5 mil milhões de euros), segundo a edição de ontem "Observer".

Mafalda Aguilar

Sem citar fontes, o jornal adiantou que a gigante brasileira poderá anunciar o acordo até ao final desta semana, acrescentando que a Vale deverá pagar metade do montante da operação em dinheiro e o restante em acções referenciais.

Por seu turno, o jornal "Sunday Times" deu conta de que o grupo mineiro brasileiro conseguiu obter um financiamento de 50 mil milhões de dólares através de um consórcio de bancos, depois de o seu responsável financeiro, Fabio Barbosa, ter-se reunido com 12 instituições bancárias em Londres, na semana passada.

O Consorcio, que é liderado pelo HSBC, inclui o Santander, o BNP Paribas, o Lehman Brothers, o Credit Suisse e o Citigroup, acrescenta o"Sunday Times".

Fonte: Diário Econômico

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Bradesco teve lucro de R$ 8 bilhões em 2007

O banco Bradesco encerrou 2007 com um lucro líquido de R$ 8,01 bilhões, 58,5% maior se comparado ao resultado de 2006. Esse valor representou um ganho de R$ 3,97 por ação e uma rentabilidade de 31,4% sobre o patrimônio líquido médio - sem considerar o efeito da marcação a mercado dos títulos disponíveis para venda.

Somente no quarto trimestre de 2007, a instituição teve lucro de R$ 2,193 bilhões, com alta de 21,2% sobre o resultado líquido positivo de R$ 1,81 bilhão do terceiro trimestre.

Segundo comunicado do banco, do lucro líquido total do ano passado, R$ 5,655 bilhões são oriundos de atividades financeiras (71%) e R$ 2,355 bilhões foram gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, que representaram 29% o resultado.

O Bradesco informou que seus ativos totais apresentaram saldo de R$ 341,184 bilhões ao final de 2007, com incremento de 28,5% sobre o ano anterior. O retorno anualizado sobre os ativos totais médios foi de 2,7%, superior ao patamar de 2,2% registrado em 2006. O valor de mercado do banco evoluiu 29,1% na mesma base comparativa, para R$ 109,463 bilhões.

Crédito

A carteira de crédito total do Bradesco, considerando avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito, totalizou R$ 161,407 bilhões em 2007, montante 38,9% maior em relação ao ano anterior. Segundo a instituição, as operações com pessoas físicas somaram R$ 59,277 bilhões, com crescimento de 34,2%, enquanto as com pessoas jurídicas atingiram R$ 102,130 bilhões (aumento de 41,7% em relação a 2006).

Os recursos captados e administrados pelo banco alcançaram R$ 484,265 bilhões no ano passado, com evolução de 25,3% sobre os R$ 386,586 bilhões registrados em dezembro de 2006. De acordo com o aviso ao mercado, o Índice de Eficiência Operacional foi de 41,8% ao final de 2007, apresentando uma melhora de 0,3 ponto porcentual sobre o patamar de 42,1% apurado no ano anterior. O patrimônio líquido do Bradesco era de R$ 30,357 bilhões em 2007, com alta de 23,2% no comparativo com o ano anterior.

Segundo o banco, a remuneração aos acionistas no período, na forma de juros sobre capital próprio e dividendos pagos e provisionados, somou R$ 2,823 bilhões, equivalente a 35,2% do lucro líquido de 2007 (R$ 8,01 bilhões).

Fonte: AE

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Petrobrás vai investir US$ 100 mi no Paraná

A Petrobrás, que atualmente investe US$ 2,9 bilhões na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), já definiu seu próximo projeto no Paraná: vai instalar uma fábrica de coque calcinado – usado como matéria-prima pela indústria de alumínio –, com recursos de mais US$ 100 milhões. A nova usina, que deve ficar pronta em 2011, vai aproveitar a produção de coque de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). “É um investimento adicional que vamos fazer para absorver a produção da refinaria” diz Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobrás.

A produção de coque calcinado é novidade na Petrobrás. A estatal ingressa neste mercado com a criação de uma nova subsidiária, a Companhia de Coque Calcinado de Petróleo (Coquepar), formada pela coligada Petroquisa, que detém 40% do capital, em parceria com a Unimetal Participações Ltda. (30%) e a Brazil Energy (30%).

A fábrica da Coquepar no Paraná terá capacidade para produzir 600 mil toneladas por ano de coque calcinado, de acordo com João Adolfo Oderich, diretor geral da Repar. O número de empregos que serão gerados e a localização do novo projeto ainda não foram definidos, mas o executivo adianta que a intenção é instalar a unidade em um dos municípios no entorno de Araucária. A expectativa do mercado é que a unidade possa empregar até 800 pessoas.

Além da calcinadora do Paraná, serão instaladas mais duas, no município de Seropédida, no Rio de Janeiro. Enquanto a unidade paranaense vai processar o coque produzido pela Repar, as demais terão como insumo o coque originário da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na cidade de mesmo nome, no Rio de Janeiro.

A produção poderá ser vendida para empresas como Alcoa e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e há grande potencial de exportação, segundo a Petrobrás. O mercado mundial de coque calcinado é estimado em cerca de 20 milhões de toneladas por ano, e é disputado por gigantes, como a British Petroleum e a norte-americana Oxbow Carbon. No Brasil, a Associação Brasileira de Alumínio (Abal) calcula que esse segmento movimente 600 mil toneladas por ano (cerca de US$ 140 milhões).

Enquanto a indústria de alumínio consome a maior parte (75%) do coque de petróleo calcinado, os 25% restantes são usados em aplicações como fonte de carbono para a produção de dióxido de titânio, aço e outros processos químicos.

O coque que será calcinado na fábrica paranaense da Coquepar é um dos novos derivados de petróleo que começarão a ser produzidos pela Repar nos próximos anos. Na semana passada, a direção da Petrobrás deu início às obras de ampliação da refinaria, que deverão absorver US$ 2,9 bilhões até 2011. As novas unidades vão produzir coque de petróleo, gasolina e diesel, gás de cozinha, propeno e hexano, além de aumentar em 10% a capacidade de produção, de 32 milhões para 35 milhões de litros por dia.

A refinaria, que fatura R$ 21 bilhões por ano, produz hoje 12% dos derivados de petróleo da Petrobrás. Oderich estima que pelo menos 5 mil pessoas devam trabalhar nas obras nos próximos meses. Hoje a Repar emprega 1,2 mil pessoas. Ao todo 21 consórcios de empresas estão trabalhando no local. O projeto de ampliação da refinaria chegou a integrar uma lista de obras sob suspeita de irregularidades pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado, mas, segundo Oderich, as questões já foram respondidas pela empresa. “Não há qualquer irregularidade. Tanto que demos início às obras na última segunda-feira” diz.

Fonte: Gazeta do Povo

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Portos travam expansão do País

Foi em solo baiano, há 200 anos, que o Brasil deu os primeiros passos para, de fato, se tornar uma nação. A assinatura da Carta Régia de Abertura dos Portos Brasileiros a Todas as Nações Amigas, em 28 de janeiro de 1808, provocou uma grande transformação na economia nacional, trouxe maior liberdade de comércio e desenvolveu a indústria, além de fortalecer o sistema portuário.

Com maior intercâmbio comercial, os portos brasileiros foram obrigados a se modernizar para ganhar competitividade. Mas as mudanças foram lentas, com avanços e retrocessos. Durante muito tempo, a prioridade do sistema portuário variou conforme o comando do País. Na Proclamação da República, as administrações dos portos foram transferidas para a iniciativa privada, sendo a primeira a do Porto de Santos, para o grupo liderado por Cândido Graffée e Eduardo Guinle.

Na ditadura militar, a gestão dos portos retornou ao Estado sob o argumento de ser um assunto de segurança nacional. Nessa época, surgiram vários portos em locais de pouca expressão econômica, mas com muita influência política. O setor só voltou a ser prioritário - e não mais uma atividade complementar - a partir da década de 90, com a maior abertura comercial do País, que culminou na Lei de Modernização dos Portos e a privatização da operação portuária. “Foi aí que perceberam que havia um gargalo enorme nos portos”, destaca o professor da Coppead/UFRJ, Paulo Fleury.
Apesar da administração continuar nas mãos do governo, a transferência da operação para a iniciativa privada representou um grande avanço. Os trapiches e as pontes fincadas em terreno pantanoso se transformaram em grandes terminais e extensos cais. Aos poucos, o País foi ganhando portos especializados em tipos de mercadoria, como grãos, minérios, granéis sólidos e contêineres, diz o diretor-executivo da Associação dos Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa.

Em alguns casos, o País conseguiu nível elevado de modernização. “Mas, na média, continuamos muito aquém dos maiores portos do mundo. Ainda temos terminais de segunda e terceira categorias”, diz Villa. Na opinião do Almirante Ribamar Dias, vice-presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), o sistema portuário brasileiro vive hoje duas realidades distintas. “Nos portos organizados, sob administração pública, o ambiente continua como antes. Já os terminais de granéis sólidos, da Petrobrás, e de minérios, da Vale, não deixam nada a dever para o resto do mundo.”

Apesar dos casos de sucesso, os investimentos em infra-estrutura portuária, que já vinham de um retrocesso durante anos, não evoluíram na mesma proporção que a corrente comercial (importações e exportações). Hoje 95% das exportações são feitas por via marítima, o que requer portos rápidos e eficientes, destaca o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Segundo ele, se a participação brasileira no comércio internacional fosse maior que os 1,14%, o sistema portuário atual entraria em colapso. Ele destaca que só 20 mil de um total de 4 milhões de companhias são exportadoras. “O Brasil tem o 10º maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e somos apenas o 24º maior exportador.”

Na opinião do professor do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Sério Fraga Santos Faria, vice-presidente do Grupo TPC, o sistema portuário brasileiro inegavelmente teve um grande avanço desde a década passada. “Mas tenho de ver como tem sido a evolução do meu concorrente. E, nesse caso, a melhoria foi muito maior que a nossa.”

Segundo ele, a globalização econômica provocou profundas alterações no segmento portuário mundial e exigiu um amplo e acelerado processo de modernização. O objetivo foi o aumento da eficiência e a redução drástica dos custos na prestação dos serviços portuários.

“Nesse aspecto, o Brasil ainda precisa evoluir bastante. Para se ter uma idéia, o País produz a soja mais barata do mundo. Mas, quando chega ao exterior, fica mais cara que a dos Estados Unidos por causa da ineficiência da nossa logística. Isso me deixa menos competitivo.”

De acordo com dados da Coppead, o Brasil demora, em média, 18 dias para exportar produtos em contêineres. Desse total, 14 dias são gastos com medidas burocráticas, como preparação de documentos, despacho aduaneiro e controle técnico. Os outros quatro dias são gastos com transporte interno e manuseio do porto e terminal. Isso põe o País no 57º lugar do ranking de tempo para exportar. “Se conseguíssemos reduzir para níveis semelhantes aos dos Estados Unidos teríamos um ganho de cerca de US$ 506 milhões por ano”, diz Fleury.

O estudo mostra que, de acordo com referências do Banco Mundial, o custo para exportar um contêiner no Brasil é de US$ 895, ante US$ 864 na Índia e US$ 425 em Hong Kong.

Fonte: O Estado de São Paulo

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23 janeiro, 2008

O custo do Fura-fila

Há três meses, ao inaugurar a primeira etapa do corredor de ônibus Expresso Tiradentes, o então secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, comparou o ato ao “momento de dar o sopro de vida ao boneco de barro”. O sopro custou R$ 861 milhões aos governos municipal, estadual e federal, e o boneco deu apenas um fraco e frustrante sinal de vida.

Planejado para ser um mirabolante anel de 70 quilômetros ao redor do centro de São Paulo, por onde circulariam, em calhas suspensas, veículos ultramodernos ao custo de apenas R$ 146 milhões, o sistema entregue ao público tem apenas 8 quilômetros de corredores exclusivos construídos sobre pilotis de 15 metros, por onde rodam ônibus idênticos aos demais da frota paulistana a uma velocidade que não pode superar os 40 km/h, por questões de segurança, enquanto nos corredores normais os veículos trafegam a 50 km/h. Há dez anos estimava-se que o Fura-Fila transportaria 70 mil passageiros diários; hoje se constata que sua capacidade não passa de modestos 41 mil.

A Prefeitura estima que serão necessários mais R$ 600 milhões para estender o corredor - que hoje liga o Terminal Mercado, no centro, ao Terminal Sacomã, na zona sul - até a populosa e carente Cidade Tiradentes, na zona leste. Esse trajeto de 32 quilômetros poderia atender cerca de 350 mil passageiros por dia, conforme previsões dos técnicos da administração municipal.

Tudo somado, o Expresso Tiradentes teria um custo significativamente superior ao estimado para a instalação de todo sistema unificado de transporte público da cidade de São Paulo, que tem aproximadamente 120 quilômetros de vias exclusivas em dez corredores. Para a construção do corredor Pirituba-São João, com 19 quilômetros de vias e dois terminais, por exemplo, a Prefeitura gastou pouco mais de R$ 60 milhões. Por ele circulam 332 mil passageiros por dia.

O prefeito Gilberto Kassab quer inaugurar o novo trecho ainda neste ano, mas o secretário de Transportes, Alexandre Moraes, planeja o término da obra para 2009. Segundo Kassab, “a obra mais cara é a obra parada”. É verdade, desde que seja uma obra necessária para a cidade. Estudos sobre o transporte público na cidade mostram que há pelo menos seis grandes gargalos no sistema. Esses nós poderiam ser desfeitos com a construção de simples corredores exclusivos, com custo muito inferior ao do Expresso Tiradentes e melhores resultados para a população. O melhor, portanto, seria que o prefeito não furasse a fila dos projetos verdadeiramente importantes para São Paulo.

O delirante sistema de transporte público utilizado como cenário futurista para a campanha de Celso Pitta à Prefeitura de São Paulo, em 1996, com o nome de Fura-Fila, deixou de ser apenas um projeto polêmico, criado para alimentar o marketing político, para transformar-se num exemplo de mau planejamento e má gestão em um dos setores mais importantes da capital.

O projeto do Fura-Fila já surgiu sob duras críticas dos especialistas em transporte público, que sempre questionaram a viabilidade do sistema. Apesar disso, resistiu e foi desenvolvido por três mandatos. O ex-prefeito Celso Pitta estourou o orçamento inicial do plano em R$ 124 milhões e construiu apenas a base de 2,8 quilômetros nas margens do Rio Tamanduateí. Sua sucessora, Marta Suplicy, também não soube conduzir o projeto. Começou seu governo questionando a eficiência do Fura-Fila, mas manteve-o mudando seu traçado, transformandoa o anel num eixo de ligação entre o Ipiranga e a zona leste e batizando o novo sistema de Paulistão. Embora tenha investido outros R$ 330 milhões no sistema, a cidade continuou sem ver seus resultados.

Dez anos após ser lançado, a atual gestão inaugurou no ano passado, após injeção de outros R$ 261 milhões, os 8,5 quilômetros iniciais do sistema ao qual foi dado novo nome - Expresso Tiradentes. Os resultados até agora comprovam a ineficiência do sistema. Ainda que a obra completa beneficie 350 mil pessoas, será pouco para tanto gasto.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Viaduto da BR-101 é liberado e obra de duplicação prossegue

Após a abertura do viaduto que dá acesso a BR -101, as obras de duplicação da rodovia prosseguem em outros trechos. A próxima etapa das obras segue até Pedra Branca, em Laranjeiras. No mês de março começa a duplicação do trecho da divisa de Alagoas até Estância e da restauração e duplicação entre Umbaúba e Cristinápolis.

Após nove anos de obras o viaduto foi aberto ontem, 21, eliminando o incômodo retorno de 4km para quem faz o caminho à Salvador. “A gente vai economizar tempo e combustível. Só falta iluminação à noite, tanto nesse viaduto quanto no da entrada de Itabaiana”, aponta o taxista Walter Trindade.

O motorista de Itabaiana, Luciano Santana, diz que não sentiu dificuldade na hora de entrar nas alças do viaduto. “Está melhor do que era e bem fácil para se guiar”, relata.

Apesar do longo tempo em construção, o Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit) considera as obras com tempo real de três anos. “Entre embargo do Tribunal de Contas da União, falta de recursos e períodos chuvosos, nós tivemos realmente três anos de construção”, diz Carlos Alberto Sarmento, diretor do Serviço de Engenharia do Dnit.

A entrega do viaduto conclui uma etapa das obras de duplicação da BR-101. O próximo trecho a ficar pronto é o de Pedra Branca que será entregue até outubro. De acordo com Sarmento, os viadutos de Nossa Senhora do Socorro e Laranjeiras podem gerar algum problema para cumprir esse prazo. “Em abril nós entregamos o grosso da obras e os dois viadutos ficam prontos até outubro”, garante.

O conjunto de obras de duplicação da BR é composto por quatro viadutos (Aracaju, Itabaiana, Nossa Senhora do Socorro e Laranjeiras) e duas pontes (uma nova sobre o rio Cotinguiba, e uma antiga que será restaurada). Ao todo devem ser investidos R$ 70 milhões para finalizar todos os trechos. Até o meio do ano devem ser licitados os trechos de Própria até Estância.

Fonte: Infonet

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China lidera importações pelo porto de Paranaguá

A China ocupa o primeiro lugar nas exportações de mercadorias realizadas pelo porto de Paranaguá, no Paraná, sul do Brasil, com destaque para o embarque de soja, óleo vegetal, congelados e madeira, escreve hoje a Agência Estadual de Notícias.

Em 2007, a China representou 8 por cento das exportações do porto de Paranaguá, com uma participação de quase 900 milhões de dólares nas receitas cabendo à soja cerca de 423 milhões de dólares.

Responsáveis estaduais prevêm que para os próximos anos o volume e a variedade de cargas exportadas aumentem nomeadamente com a previsão da compra de carris ferroviários por parte da China.

O anúncio foi feito na terça-feira durante uma visita efectuada ao porto de Paranaguá pelo cônsul-geral da China em São Paulo, Sun Rongmao e pelo cônsul comercial, Lu Yuzhong.

“Sabemos que o porto de Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil. Por isso o objectivo da nossa visita é conhecer um pouco melhor o porto, verificar a possibilidade de cooperação e de aumentar ainda mais os negócios entre a China e o Brasil, sobretudo com o Estado do Paraná", disse Lu Yuzhoug

O diplomata referiu ainda que a China quer "comprar mais produtos agropecuários, como soja. Anualmente, importamos do Brasil mais de 10 milhões de toneladas de soja. O mercado chinês é muito grande e a tendência é manter e aumentar este volume".

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, admitiu aos diplomatas chineses durante a visita ao porto a possibilidade de se estabelecerem linhas de navegação fidelizadas que "trariam maior lucro e agilidade às operações”.

Além de liderar as exportações, o mercado chinês também é o maior fornecedor de mercadorias que chegam ao porto de Paranaguá, com 12 por cento de participação no cômputo geral, nomeadamente máquinas e peças, fertilizantes e produtos químicos.

Fonte: MacauHub

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Importação de móveis cresce 45% e soma US$ 294,5 milhões

Pelo segundo ano consecutivo o câmbio retraiu as exportações brasileiras de móveis. O setor encerrou 2007 com US$ 994,2 milhões, apenas 2,7% acima do obtido em 2006, de US$ 967,8 milhões. Mais uma vez ficou abaixo do patamar de US$ 1 bilhão estabelecido em 2004 e 2005. E pelo segundo ano seguido, o efeito dólar fez crescer as importações, que alcançaram US$ 294,5 milhões ano passado, alta de 45% sobre os US$ 203,6 milhões registrados em 2006. Nos últimos cinco anos, enquanto o crescimento médio anual das exportações foi de 12,8% ao ano, o aumento médio das importações foi de 15,4%.

Já no mercado interno, a estimativa preliminar da Associação Brasileira dos Fabricantes de Móveis (Abimóvel) é de um aumento real entre 8% e 10%, algo perto de R$ 13 bilhões em 2007, o que está despertando o interesse das fábricas locais e ao mesmo tempo está estimulando a vinda de empresas do exterior, que mostram disposição para pegar uma fatia do mercado, principalmente, no segmento de móveis de luxo. A norueguesa Ekornes é o caso mais recente. No ano passado ela firmou parceria com uma empresa de São Paulo para montar poltronas e estofados.

As peças são trazidas desmontadas e aqui recebem o couro e os acabamentos finais. No triênio 2007-2009 a empresa vai investir R$ 3 milhões em ações de marketing junto aos lojistas (lojas multimarcas) para dar visibilidade aos produtos. "Nós já temos dez pontos, mas até o final deste ano o número irá dobrar", salienta o diretor da Ekornes do Brasil, César Garrubo. Além de São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Rio serão contemplados com novos pontos.

Nos seis primeiros meses de atuação em São Paulo foram comercializadas mais de cem poltronas. A meta é finalizar 2008 com 400 poltronas vendidas no País e 1 mil na América do Sul, disse o diretor de mercados internacionais, Svein Lunde, que esteve em São Paulo para definir a estratégia de atuação. Para o segundo semestre está prevista a chegada da linha Jazz, foi recém-lançada na Europa e chegará também nos EUA. A poltrona custará R$ 15 mil por unidade. O grupo norueguês obteve em 2007 receita de US$ 400 milhões.

Vendas ao EUA
A robusta concorrência chinesa e a falta de competitividade tem influenciado os embarques para os EUA, o nosso principal destino. Pelo terceiro ano seguido as exportações recuaram de forma significativa, situando-se em US$ 246,0 milhões em 2007 (17,5% inferior ao realizado em 2006), o que se refletiu também na participação relativa deste mercado no computo geral: de 39,7% em 2005, caiu para 30,7% em 2006 e 24,7% no ano passado.
A China é o maior concorrente, ao responder por 49% das importações norte-americanas neste setor. Em seguida, aparece Canadá, que responde por 15%, e México, com 3,6%. O Brasil enfrenta a concorrência chinesa com móveis de madeira para sala de estar e de jantar. A matéria-prima chinesa é proveniente do sudeste asiático a custo baixo e a tecnologia utilizada é norte-americana. "Todos os produtos brasileiros têm chance no mercado externo, no entanto, os de alta decoração se destacam mais", observou o presidente da Abimóvel, José Luiz Dias Fernandez.

No pólo gaúcho, a retração das vendas aos EUA foi ainda maior: 30%, passando de US$ 44,1 milhões em 2006 para US$ 30,6 milhões em 2007. "Nos últimos anos tem ocorrido uma redução no número de empresas gaúchas que trabalham com os Estados Unidos. A estratégia é buscar alternativas em outras regiões, como Oriente Médio, Ásia e África", comentou a presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Maristela Longhi. Cabo Verde é o novo foco dos gaúchos. O crescimento das exportações do Rio Grande do Sul em 2007 foi de 6,8% ano passado (ante de 2,7% do Brasil), somando US$ 284,1 milhões. "O trabalho da entidade privilegia o longo prazo", disse.

Após a crise econômica, que fez encolher as compras do Brasil de US$ 69,9 milhões para US$ 7,1 milhões entre 2001 e 2002, a Argentina voltou a brilhar na lista dos países que mais importam móveis brasileiros, com compras de US$ 79,5 milhões, posicionando-se na terceira colocação, atrás da França, com importações de US$ 84,1 milhões e a frente do Reino Unido, com US$ 79,0 milhões, Alemanha (US$ 42,9 milhões), e Espanha (US$ 57,7 milhões).
O presidente da Abimóvel disse que em relação aos EUA, a estratégia para 2008 é participar da Feira de Las Vegas, segundo Fernandez, "uma das feiras que traz mais resultados". A primeira edição será no dia 28. Quinze empresas estão confirmadas. "Existe a expectativa de um grande volume de negócios", afirmou Fernandez, salientando ainda o trabalho de consultores internacionais que auxiliam na prospecção de negócios.

Fonte: Gazeta Mercantil

Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística