30 novembro, 2007

Schincariol planeja investir R$ 1 bilhão no ano que vem

Os executivos que assumiram a direção da Cervejaria Schincariol - quase todos os postos de direção, antes ocupados pela família que dá nome à empresa, foram trocados a partir de fevereiro deste ano - falaram ontem pela primeira vez depois da Operação Cevada, em que a empresa foi acusada de sonegação fiscal.

Além de apresentar um forte aumento nas vendas, puxado pelo crescimento do mercado nas regiões Norte e Nordeste, a Schin anunciou um plano agressivo de investimentos. Dona das marcas de cerveja Nova Schin, Devassa, Baden Baden, além de refrigerantes, sucos e água, a Schin vai fechar o ano com faturamento de R$ 4,5 bilhões, cerca de 20% maior que o do ano anterior, e com caixa para investir R$ 1 bilhão no aumento de sua capacidade produtiva. O crescimento virá principalmente de compras de empresas ou de construção de novas fábricas.

No horizonte imediato, a Schin vai inaugurar sua 13ª unidade no Ceará, no primeiro trimestre do próximo ano, com capacidade para produzir 2 bilhões de litros de cerveja. No curto prazo, a empresa ainda tem planos para comprar ou construir mais uma fábrica no Centro-Oeste.

CRESCIMENTO

Fernando Terni, ex-presidente da empresa de telecomunicações Nokia Brasil e atual presidente da Schincariol, disse que a empresa dobrou de tamanho nos últimos três anos. Hoje, a companhia trabalha com 250 distribuidores que chegam aos 630 mil pontos em que os produtos da Schincariol são vendidos. "Ampliamos o portfólio, estamos expandido a geografia de atuação e vamos ampliar a rentabilidade", diz ele.

O recorrente boato de que a profissionalização se deve à intenção de vender a companhia a um dos grandes grupos cervejeiros globais é rebatida por Terni, mas não descartada. "Essa história de que a SABMiller quer nos comprar nos enche de orgulho", diz ele. "Se a família quiser vender, não faltará comprador. Mas não fomos contratados para isso."

A empresa segue ampliando seus investimentos em ações de marketing e demonstrando, segundo o diretor de Marketing Marcel Sacco, disposição em ganhar participação de mercado. Este ano, a verba deve chegar a 10% do faturamento, ou cerca de R$ 450 milhões. "O valor está acima do utilizado pela concorrência", diz ele.

O presidente da Schin enfatiza que este ano a empresa vai pagar R$ 1,9 bilhão em impostos. Em março de 2006, a companhia foi alvo da Operação Cevada, da Receita Federal. Pelo menos 78 pessoas, entre donos, funcionários e colaboradores, foram acusadas de participar de um esquema de sonegação fiscal.

Desde então, a Schincariol tenta reorganizar a empresa, com a ajuda da consultoria McKinsey. Além da profissionalização da gestão, com a transferência de quatro membros da família Schincariol para o Conselho de Administração, mais recentemente foi contratada a PriceWaterhouseCoopers para fazer auditoria nos números da empresa.

Segundo Terni, a empresa não tem mais pendências com a Receita Federal. O que existe são R$ 300 milhões referentes a débitos ainda em discussão na Justiça - o chamado passivo contencioso. "Nossa relação de passivo versus faturamento é menor do que a das concorrentes", diz.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Objetivo da Vale é se tornar a maior do mundo

A Vale, que ontem aposentou o “Rio Doce” de sua logomarca, ocupa hoje a segunda posição no ranking mundial de mineradoras, por valor de mercado. Mas, se depender dos planos do presidente da companhia, Roger Agnelli, ela não deve se estabilizar nessa posição. Sem traçar uma data, o executivo foi enfático ao afirmar que o objetivo é não deixar a atual líder, a anglo-australiana BHP Billiton, se distanciar da Vale no ranking - a BHP vale hoje US$ 202 bilhões, enquanto o valor de mercado da Vale é de cerca de US$ 160 bilhões.

“Temos um dos melhores ativos de mineração do mundo. Ninguém vai abrir muita distância. (...) Temos o compromisso de nos tornarmos a melhor e maior mineradora do mundo”, afirmou o executivo, durante a apresentação da nova logomarca da companhia. Com uma cerimônia no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, para funcionários da empresa, a Vale mostrou a marca, que reproduz a letra “V” estilizada nas cores verde e dourado.

Segundo Agnelli, a Vale detém um volume grande de reservas, todas de excelente qualidade. “Não vejo problema em sonhar em ser a número um. Nós somos persistentes”, brincou. No início deste mês, a BHP Billiton fez uma proposta de compra da também anglo-australiana Rio Tinto, a terceira maior empresa do setor - com valor de mercado de cerca de 150 bilhões. A Rio Tinto, porém, rejeitou a oferta.

Esta semana, na França, Agnelli descartou a possibilidade de entrar na disputa pela mineradora. A explicação, segundo o presidente, é que, assim como a Vale, a Rio Tinto tem ativos muito concentrados no segmento de minério de ferro, onde a companhia brasileira não tem interesse em adquirir novas reservas - a Vale já ocupa a liderança mundial desse segmento.

O executivo aproveitou para traçar um cenário positivo para a mineração mundial e confirmou a tendência de alta para o preço do minério de ferro em 2008. “A tendência do preço é de alta”, disse. Mas o tamanho desse aumento, segundo Agnelli, ainda será decidido na mesa de negociação”, afirmou.

O maior desafio agora, observou, é buscar um equilíbrio entre a forte demanda registrada na Ásia e o crescimento mais moderado no Ocidente. “Como conseguir negociar um preço global com tamanha disparidade? O desafio é negociar um preço que seja bom”, disse Agnelli.

Mudança - O diretor de Assuntos Corporativos da Vale, Tito Martins, informou que a empresa vai investir cerca de US$ 50 milhões nos próximos quatro anos para implementar a nova logomarca da mineradora. Martins admitiu que a mudança vai exigir um trabalho grande, visto que a companhia atua em vários países e diversos continentes. “É um investimento que estamos fazendo para integrar todas as áreas da companhia. Um investimento que já está no orçamento deste e do próximo ano”, afirmou.

Agnelli lembrou que essa é a primeira vez que uma empresa brasileira adota uma marca global para suas atividades. “A Vale é brasileira, mas também é resultado da globalização.” Segundo ele, a escolha do nome Vale teve inspiração no fato de ser curto e fácil identificação e fixação para o público.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Consórcio Petrogal-Petrobras vai prospectar petróleo em PE

O consórcio formado pela Petrogal, braço nacional da holding portuguesa Galp Energia, e a Petrobras vai investir US$ 50 milhões na prospecção de petróleo nos três lotes da bacia sedimentar Pernambuco-Paraíba, arrematados na 9ª. Rodada de Licitações da Petrobras, realizada na última terça-feira, no Rio de Janeiro. O investimento inicial é para a avaliação sísmica que deve começar após a assinatura do contrato entre o consórcio e a Agência Nacional de Petróleo, conforme anunciou ontem, no Recife, o diretor administrativo de Petróleo da Petrogal, Fernando Gomes, ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Os estudos serão nos próximos três anos e irão concluir se existem reservas suficientes de hidrocarboneto para exploração comercial - o que irá determinar a perfuração de poços. Pelo contrato, serão perfurados dois poços nos lotes que apontarem indícios de rentabilidade. A estimativa é que cada poço implique investimento de US$ 120 milhões - ou US$ 720 milhões se os três lotes apresentarem viabilidade econômica. Segundo Fernando Gomes, além das formalidades contratuais, serão iniciados concursos internacionais para a seleção de empresas especializadas em análises sísmicas tridimensionais.

O arremate dos três blocos custou R$ 7,64 milhões em bônus de assinatura, pagos pela Petrobras, que detém 80% do consórcio, e a Petrogal, com 20%. A aposta foi baseada em estudos preliminares da Agência Nacional de Petróleo (ANP), avaliados por geocientistas da Galp Energia e da Petrobras. "Chegamos à conclusão que Pernambuco têm boas possibilidades", afirmou Gomes. Os blocos arrematados possuem cerca de dois mil metros de profundidade, no litoral sul, região de Ipojuca onde fica o Complexo Industrial e Portuário de Suape. A exploração de petróleo em Pernambuco foi tentada, sem sucesso, na Ilha de Itamaracá, no litoral Norte, há 38 anos. Outras buscas terrestres foram feitas em 1982 e em 1995, na Praia de Cupe e na cidade de Jaboatão dos Guararapes, respectivamente.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Ford investe em materiais alternativos

O principal desafio da indústria automobilística no futuro é produzir veículos mais leves, econômicos e menos poluentes. "Além de ampliar o uso de combustível alternativo, a Ford também pretende aprimorar a eficiência geral dos veículos que produz hoje e que produzirá no futuro e o papel da engenharia é muito importante para o desenvolvimento de produtos que tenham baixo impacto ambiental", disse Marcos de Oliveira, presidente da Ford do Brasil, ontem, em São Paulo, no Congresso SAE Brasil, que abordou as estratégias do setor automotivo para as novas demandas ambientais.

Entre os vários exemplos para tornar o veículo mais leve, Oliveira destaca a utilização de materiais alternativos, como ligas de alumínio, plásticos e fibras naturais, que permitirão atingir índice de reciclagem de até 85%. "As novas tecnologias, se forem planejadas de forma adequada, podem ser eficientes, sem causar impacto nos custos."

Oliveira disse que a Ford tem feito investimentos em várias tecnologias no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. "Em curto prazo o foco da empresa no Brasil é a tecnologia flex fuel e nos Estados Unidos na híbrida para modelos bem específicos em razão do alto custo desta tecnologia."

O presidente da Ford falou também que a montadora há muito tempo investe na tecnologia flex. "Temos mais de cinco milhões de veículos flex no mundo, com mais de 14 modelos disponíveis".

Tanto o presidente da Ford, quanto o vice-presidente de desenvolvimento de tecnologia do produto da Volkswagen, Holger Westendorf, apostam no hidrogênio como combustível do futuro. "Mas vai demorar mais de 10 anos para se ter grande volume disponível no mercado", disse Westendorf. Além de fabricar carros menos poluentes, a Ford pretende também melhorar a eficiência nas suas fábricas no Brasil, reduzindo o desperdício, utilizando energia alternativa na produção e ampliando o tratamento de resíduos. Segundo Oliveira, de 2004 a 2006 a Ford conseguiu reduzir em 9% o consumo de energia elétrica por carro, em 9,1% a geração de resíduos, em 9,9% o consumo de água e em 11,7% o uso de gás natural.

Desempenho no Mercosul - Segundo Marcos de Oliveira, a empresa está pronta para o crescimento do mercado brasileiro em 2008. "As empresas estão se preparando para atender a uma demanda maior e é importante que todos tenham seus investimentos bem coordenados", disse Oliveira.

Segundo ele, o desempenho do setor automotivo neste ano está muito positivo em todo o Mercosul. "No Brasil as vendas terão crescimento de mais de 20% em relação a 2006, que foi de 1,9 milhão de unidades e a produção chegará a quase três milhões. Já na Argentina a produção atingirá 550 mil unidades neste ano e em 2008 o volume ficará entre 580 mil a 600 mil unidades", prevê o presidente da Ford. Na Venezuela vai variar entre 480 a 500 mil veículos.

Sobre a política do governo da Venezuela, de reduzir as importações de veículos, o presidente da Ford disse que aguarda as definições sobre o limite das importações para avaliar o impacto nos embarques da empresa. Para a Venezuela a Ford exporta em o EcoSport e o caminhão pesado Cargo em CKD (completamente desmontado), com 16% de participação.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Câmara quer ampliar as exportações diretas

A demanda por produtos brasileiros no Curdistão levou a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque a antecipar a abertura de um escritório em Erbil, a capital da província. Prevista inicialmente para janeiro de 2008, a segunda filial da entidade em território iraquiano será inaugurada amanhã. Um dos objetivos é ampliar as exportações diretas do Brasil ao Iraque, o que reduziria os preços dos produtos, de acordo com o presidente da Câmara, Jalal Chaya.

As vendas brasileiras ao mercado iraquiano avançaram 28% de U$ 136,82 milhões de janeiro a outubro do ano passado para US$ 175,44 milhões nos dez meses do ano. E a intenção do Iraque é ampliar as relações comerciais com o Brasil. Segundo Chaya, o governo iraquiano confirmou, inclusive, uma visita oficial ao País do ministro do Comércio, Abdul Falah Al Sudani, no primeiro trimestre do próximo ano. A agenda não está definida ainda.

O Curdistão representa 15% das importações iraquianas do Brasil. A demanda inicial é principalmente por alimentos industrializados. “Hoje, no mercado local, os produtos da Sadia, por exemplo”, comenta Chaya.

Mas a região também começa a ser reconstruída, abrindo mais oportunidades na área de infra-estrutura para produtos metálicos destinados a pontes e equipamentos para produção de asfalto. “Há mais de 15 empresas petrolíferas investindo na região”, diz.

Para infra-estrutura, o Curdistão conta com recursos de US$ 12 bilhões do orçamento nacional. Além disso, o governo curdo planeja investimentos de US$ 5 bilhões em cinco anos. “Hoje, cerca de 60% da região está eletrificada. Até 2008, 80% terá abastecimento de energia”, acrescenta.

Com a abertura do segundo escritório no Iraque, a Câmara também tem como objetivo ampliar as exportações diretas ao país. Até outubro, as vendas ao Iraque realizadas via países vizinhos (Turquia, Síria, Kuait, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes) representaram cerca de 60% das exportações brasileiras ao Iraque, ou US$ 104,79 milhões, um crescimento de 128% em relação ao mesmo período do ano passado. Por sua vez as exportações diretas caíram de US$ 90,83 milhões para US$ 70,65 milhões na mesma comparação.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Decisão sobre Venezuela no Mercosul fica para 2008

A Câmara sepultou a promessa de aprovar a adesão plena da Venezuela ao Mercosul até o fim do ano, feita pelo Itamaraty ao presidente Hugo Chávez. Ontem, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou que a votação da adesão pelo plenário ficará para 2008 por conta das “prioridades” definidas para as últimas três semanas do ano legislativo.

O atraso na apreciação do protocolo de adesão, assinado em julho de 2006 e em tramitação no Congresso desde fevereiro, tende a azedar ainda mais o ambiente da 34ª Reunião de Cúpula do Mercosul, no dia 18, em Montevidéu. Uma nova carga de críticas de Chávez ao Congresso brasileiro é esperada pela diplomacia brasileira, escaldada desde os ataques feitos por ele no início deste semestre.

“O tema já entrou na pauta. Mas não será votado em 2007 em função do ano legislativo e das prioridades que definimos”, afirmou Chinaglia ontem. No fim de setembro, em Manaus, o chanceler Celso Amorim prometeu a Chávez a conclusão da tramitação do protocolo até o fim deste ano.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Boi em alta e câmbio podem arrefecer exportação de carne

A prolongada estiagem que atingiu boa parte do Brasil neste segundo semestre, reduziu a oferta de boi de pasto esperada para o mês de outubro e inflacionou os preços da arroba em todo o País. Com frigoríficos pagando mais pelo boi e recebendo menos em dólar na exportação, a tendência é que a indústria recue nas vendas externas de carne e direcionem o produto ao mercado interno, que está remunerando melhor.

Paulo Molinari, da Safras & Mercado, explica que é provável que, na exportação, os frigoríficos estejam trabalhando em novembro com margens muito pequenas ou negativas. Além de absorverem a alta da arroba do boi de 24%, entre outubro e novembro, os frigoríficos tiveram que arcar com a desvalorização do dólar no período - 1,8 entre outubro e novembro e de, 15,7% no ano - , condições que espremeram a margem da venda externa. "A exportação pode ter perdido um pouco de fôlego a partir de novembro, condição que pode se estender até a entrada de mais oferta de boi no mercado, a partir de janeiro", diz Molinari.

Ele lembra que em outubro, os preços médios da carne bovina no mercado externo atingiram o maior da história, de US$ 3,1 mil por tonelada. "No entanto, naquele momento, a arroba estava entre R$ 65 e R$ 66, valor que hoje é de R$ 77", pondera. Como na exportação os contratos são feitos com muita antecedência, não há como repassar essa alta do boi para a carne, explica Molinari, diferente do mercado interno, onde o atacado já tenta repassar a inflação do boi.

O diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) concorda que o câmbio desfavorável à exportação aliado à alta do preço do boi contribuíram para que apenas alguns cortes estivessem com remuneração mais competitiva do que o mercado interno.

Mas ele considera também que qualquer redução na oferta externa - com o direcionamento para o mercado interno - pode provocar uma alta externa e, conseqüentemente, a retomada da competitividade na exportação, frente ao mercado nacional.

"Também precisamos considerar que ao frigorífico também vale a máxima de que não compensa sair do mercado externo por uma situação que vai ser normalizar. A relação comercial e a perenidade na oferta ao cliente têm que ser mantidas", avalia Camardeli. Além disso, esse é um momento de retomada de mercado na Rússia para onde o Brasil deve bater recorde de exportação em novembro. "Vai passar de 50 mil toneladas. É o maior volume exportado a esse país até hoje", comemora Camardeli.

A plena regularização da oferta de boi no mercado deve ocorrer mesmo a partir de março, segundo Molinari. Alguma melhora já será verificada a partir de janeiro. Além da estiagem, que reduziu pasto para engorda, outro fator que provocou alta significativa nos preços do boi foi a própria conjuntura da atividade. Depois de mais de cinco anos com remuneração em baixa, pecuaristas de todo País reduziram rebanho, enquanto que os frigoríficos aumentaram capacidade instalada para atender a forte demanda dos mercados interno e externo.

"A produção no campo este ano está 3% menor que em 2006. Por outro lado, alguns frigoríficos aumentaram em 50% a capacidade de abate. E todos eles abateram com capacidade acima de 80%, enquanto a média de anos anteriores é de 60%", compara Molinari.

Concorrência - Com a alta do boi em São Paulo - de 24% desde outubro - e a falta de oferta de animal confinado - outubro inicia a entressafra do confinamento - os frigoríficos de São Paulo tiveram que buscar oferta em outros estados. "Até poucos dias, os abatedouros da região de Cuiabá (capital de Mato Grosso) estavam pagando entre R$ 66 e R$ 68 a arroba do boi. Chego um frigorífico de São Paulo ofereceu R$ 70 e elevou o patamar de preço", explica Maria Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria. Uma das maiores altas ocorreu no Triângulo Mineiro, onde a arroba teve preço elevado em 29% desde outubro, de R$ 57 para R$ 74. Em novembro do ano passado, a cotação era 32% menor (R$ 55,70).

Fonte: Gazeta Mercantil

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Bilhete do Metrô custará R$ 2,40 a partir de sábado

O bilhete unitário do metrô e a tarifa das linhas de ônibus Metrô na Superfície passam de R$ 2,35 para R$ 2,40 a partir de sábado (1º). Os bilhetes duplo e de 10 viagens também terão reajustes e passarão a custar R$ 4,80 e R$ 24, respectivamente.

O aumento já tinha sido autorizado pela Agetransp no dia 4 de abril, mas o Metrô Rio só havia aplicado parcialmente o reajuste no dia 4 de agosto, quando a tarifa passou a custar R$ 2,35. A empresa faz a compensação dos valores a partir de dezembro.

Táxi mais caro

As viagens de táxi também ficarão mais caras a partir das 6h de sábado (1º). Como abono de Natal, os motoristas estão autorizados a circular com bandeira 2 durante todo o mês de dezembro.

Fonte: G1

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Frango congelado e açúcar lideram embarques de Itajai para o Iraque

Do total acumulado, 30% foram exportados através do Porto Municipal de Itajaí. Os US$ 21,3 milhões enviados ao país por Itajaí representam um crescimento de quase 5.000% quando comparados ao mesmo período de 2006. As informações são da assessoria de imprensa do Porto de Itajaí e mostram que o estado de São Paulo, unidade que mais exportou produtos para o Iraque até outubro de 2007, totalizou US$ 25,4 milhões.

Do total, 32,5%, ou seja, US$ 8,2 milhões saíram por Itajaí. O estado de Santa Catarina iniciou o comércio com o Iraque apenas em 2007 e já exportou, até outubro, US$ 4,3 milhões através do Porto Municipal de Itajaí. Os principais produtos enviados ao país do Oriente Médio através de Itajaí são o frango congelado, além de açúcar de cana e beterraba. O total de frango congelado foi US$ 12,02 milhões em 2007, contra US$ 408 mil até outubro de 2006. A exportação de açucares de cana e beterraba somou US$ 8,08 milhões em 2007. Para o superintendente do Porto Municipal de Itajaí, Wilson Francisco Rebelo, a escolha de Itajaí como porto escoador reflete o sucesso das medidas adotadas a partir de 2005.

Foram quase R$ 50 milhões em obras concluídas, mais R$ 14 milhões para as obras do Molhe Norte e mais uma previsão de R$ 150 milhões através do PAC para obras futuras. Estamos investindo para estar sempre entre as primeiras opções dos exportadores, armadores e importadores, coloca. Os principais produtos de exportação do Iraque são o petróleo e as tâmaras (fruta exótica da região do Oriente Médio).

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o país sofreu um bloqueio comercial internacional e ficou impossibilitado de exportar 80% da produção. Arrasado pela guerra, o país começou um processo de reconstrução importando principalmente gêneros alimentícios e matéria-prima para a construção civil.

Fonte: Agência Safras

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Porto de Paranaguá pode se tornar o principal exportador de carne bovina

"Com a edificação do terminal de congelados, a intenção é fazer com que o eixo da exportação da carne bovina e de aves do Brasil passe para o Porto de Paranaguá em função das agilidades que serão oferecidas, tanto no aspecto aduaneiro como na competitividade”, afirmou Gonçalves Filho.

Para agilizar o processo aduaneiro no porto, o superintendente do Ministério já anunciou a primeira medida: ele vai determinar que os fiscais federais do Ministério da Agricultura mudem-se imediatamente ao novo prédio erguido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para abrigar os órgãos federais.

Segundo o superintendente da Appa, Eduardo Requião, o Porto de Paranaguá construirá nos seus armazéns antigos o mais moderno espaço para cargas refrigeradas do Brasil. “Estamos levantando as necessidades e prioridades para este espaço. Vamos tornar este terminal apto para exportação de carne, principalmente para a Europa”, disse.

Fonte: Portal DBO

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29 novembro, 2007

Petrobras redefine o mapa da Petroquímica nacional

A Petrobras deve anunciar amanhã o fechamento da compra da Suzano Petroquímica, negócio que havia sido comunicado ao mercado no dia 3 de agosto e dependia de acertos finais para ser concluído. Na segunda-feira, a Petrobras deve fazer outro anúncio importante, a conclusão das negociações com a Unipar para a criação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS) - que será a segunda maior fabricante de matérias-primas para plásticos e resinas do Brasil, com faturamento previsto de R$ 8 bilhões por ano.

O valor a ser pago pela Suzano deverá ficar cerca de 1% abaixo do preço anunciado em agosto, de R$ 2,7 bilhões, e que provocou muitas críticas por ter sido considerado alto demais pelos opositores da Petrobras. Com a conclusão da compra da Suzano Petroquímica, a Petrobras pode dar o passo seguinte em sua estratégia ousada - e polêmica - de reestruturação do setor petroquímico.

A estatal deverá anunciar também na segunda-feira a união de ativos da Suzano Petroquímica e da Unipar na criação da Companhia Petroquímica do Sudeste. Ao unir todas as operações em uma só empresa, a Petrobras quer criar um grupo forte, com poder de competir com os gigantes internacionais, além de ser um concorrente direto da Braskem, a maior petroquímica da América Latina. Os críticos da empresa dizem, porém, que a Petrobras desequilibrou o jogo de forças no setor.

Fonte: Estadao

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Vivo e Positivo anunciam acordo para banda larga móvel

A partir desta semana, os computadores da Positivo Informática que saírem da fábrica trarão em suas caixas um cupom de desconto para os planos de banda larga móvel da operadora de telefonia Vivo. A parceria foi anunciada hoje pelos dirigentes das duas empresas. O cupom tem validade de dois anos. Contudo, os benefícios podem ser estendidos a quem comprou os computadores da Positivo a partir de 15 de julho de 2006, bastando acionar o fabricante. Com a parceria, o cliente terá descontos de R$ 10,00 a R$ 20,00 por mês na assinatura mensal da internet rápida, em relação aos preços do mercado. Alguns planos fornecem o modem gratuitamente.

Com o acordo, o presidente da Vivo, Roberto Lima, espera um aumento "significativo" na venda de pontos de banda larga móvel, sem especificar os números. Hoje, a Vivo comercializa uma média de 20 mil pontos de acessos por mês, contra cerca de 4 mil acessos de dois anos atrás. Segundo a operadora, são cerca de 350 mil pontos de banda larga em todo o País.

Para o presidente da Positivo, Hélio Rotemberg, parcerias do gênero "fazem com que a história do computador siga os passos do celular, embora com alguns anos de atraso". A Vivo fornece banda larga em 27 municípios com tecnologia EVDO, considerada de 3ª geração. As demais outras 1.953 localidades são cobertas com tecnologia anterior de banda larga.

Fonte: AE

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Vale do Rio Doce entra na área do gás para garantir seu consumo

A gigante mineradora Vale do Rio Doce, que participou das licitações para a exploração de petróleo e gás natural desta semana, disse que o propósito da sua incursão nessa área é a proteção contra a escassez de recursos para o seu consumo interno.

A companhia anunciou, nesta quarta-feira, investimentos de US$ 40 milhões para a exploração dos blocos leiloados na nona rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A gerente de Energia da Vale, Vania Somavilla, explicou que a intenção da companhia é garantir o fornecimento de gás para as suas atividades. E descartou a possibilidade de a empresa se transformar numa produtora de combustíveis.

— A Vale não tem a intenção de ser uma empresa de gás. Nosso objetivo é proteção, da mesma maneira que entramos no mercado de energia — comentou.

Os blocos adquiridos pela Vale estão no Maranhão, onde a empresa tem suas principais unidades de mineração. A exploração será em conjunto com a Petrobras, que se encarregará de explorar petróleo com exclusividade, caso seja descoberto.

— A energia é uma questão estratégica para a companhia — afirmou Somavilla.

Fonte: Zero Hora/RS

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OceanAir traça malha aérea de verão e inaugura operações para seis cidades de cinco estados

A partir do dia 17 de dezembro, a OceanAir inaugura sua “malha aérea de verão”, ampliando o número de cidades atendidas. Haverá vôos para novos destinos como Alta Floresta (MT), Araguaina (TO), Goiânia (GO), Ilhéus (BA), Natal (RN) e Palmas (TO).

Os novos vôos terão conexões com todas as rotas da empresa aérea no Brasil.

Para adquirir os bilhetes, os passageiros devem entrar ligar para 4004 4040 (principais cidades) ou 0300 789 8160 (demais cidades) ou acessar o www.oceanair.com.br.

Fonte: Cidade Biz

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Fiesp quer deixar Venezuela fora do Mercosul

Os diretores da Fiesp aprovaram informalmente, na segunda-feira, uma nota técnica apresentada por Zanotto sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul, que aponta pequenos ganhos econômicos com a integração da Venezuela ao bloco, e “potencial prejuízo político”. A nota ressalta a resistência do governo da Venezuela em fixar o cronograma de abertura comercial com a Argentina e o Brasil e lembra que já há um processo de liberalização de comércio com a Venezuela, acertado no acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a Comunidade Andina, pelo qual os venezuelanos já se comprometeram a retirar barreiras às mercadorias argentinas e brasileiras até 2018.

A nota da Fiesp é a manifestação mais forte da indústria paulista de restrições à entrada da Venezuela. O documento reconhece que o país tem sido um mercado importante para os produtos industrializados do Brasil, especialmente automóveis, e fonte de receita significativa para empresas de serviços como a Odebrecht, que já concluiu três linhas do metrô de Caracas e pretende atuar na quarta linha. Petrobras e Vale do Rio Doce têm planos de investimentos para o país. Os fortes interesses empresariais vinham moderando as manifestações da Fiesp, mas as preocupações com as conseqüências da agressiva política externa de Chávez determinaram a mudança de tom.

Ao solicitar a entrada no Mercosul a Venezuela comprometeu-se em antecipar o início do livre comércio para 2014, mas o presidente Chávez resiste a definir as listas dos produtos que teriam liberação imediata e dos que só teriam tarifas de importação reduzidas a zero no fim do prazo para estabelecimento do livre comércio. A Fiesp, fazendo coro à Confederação Nacional da Indústria (CNI), que já tinha feito manifestação semelhante, critica a Venezuela também pela falta de definições sobre temas técnicos importantes, como os critérios de normas de origem ou a adoção dos acordos do Mercosul com terceiros países.

Terminou em 18 de novembro o prazo para o grupo de trabalho que deveria dar respostas às pendências nas discussões da Venezuela com o Mercosul, entre elas a adoção, pelos venezuelanos, da nomenclatura comum do Mercosul (NCM, usada para classificação dos produtos no comércio externo), as listas de produtos que adotarão a tarifa externa comum do bloco e a maneira como o país pretende adotar os tímidos avanços para acabar com a dupla cobrança de imposto de importação nos produtos de outros países que transitam de um sócio a outro. Esse grupo deveria concluir os trabalhos em maio, teve o prazo estendido, mas os venezuelanos rejeitaram as datas de reunião.

Ao Itamaraty, os representantes de Hugo Chávez disseram não ver razão de prosseguir nas discussões técnicas quando dois dos sócios do Mercosul, Brasil e Paraguai, ameaçavam recusar o protocolo de adesão da Venezuela, um documento de caráter essencialmente político, de manifestação do interesse mútuo de associação entre o país e o bloco do Cone Sul.

Para a Fiesp, que elaborou a nota técnica com a intenção de influir no debate no Congresso brasileiro sobre a entrada do novo sócio no Mercosul, as atitudes dos assessores de Chávez levam “a crer que o atual governo venezuelano tem intenções de fazer uso meramente político do Mercosul em lugar de se adaptar ao enquadramento institucional e normativo do bloco”.

A nota da Fiesp também mostra preocupação com o futuro das negociações comerciais do bloco, com países como os da União Européia ou os Estados Unidos. “As divergências de relacionamento da Venezuela coincidem em grande parte com os principais destinos das exportações brasileiras”, diz o documento, que teme “empecilhos” postos por Chávez aos acordos, com “prejuízos econômicos” ao Brasil.

Embora classifique o posicionamento da Fiesp como “90% técnico”, Thomas Zanotto reconhece que a nota toca em temas políticos e chega a defender que, caso os parlamentares brasileiros aprovem a entrada da Venezuela no Mercosul, devem condicionar a decisão a “compromissos específicos e efetivos desse país com os preceitos democráticos e de estabilidade da região”.

Fonte: Valor On Line

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Acordo entre Mercosul e Israel deve estar próximo

Brasil e Argentina confirmaram nesta quarta-feira que o Mercosul está perto de concluir as negociações para um acordo comercial com Israel. Fontes do Itamaraty reconheceram que “há possibilidades reais” de que o tratado seja concluído amanhã, no encerramento da rodada de negociações o bloco e o país.

— O bloco está muito perto de fechar acordo — admitiram também porta-vozes do secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Alfredo Chiaradía.

Segundo as mesmas fontes argentinas, ainda “não existe a certeza” de que amanhã será anunciado o fim das conversas, como haviam previsto representantes israelenses em Genebra, Suíça. O acordo com Israel poderia ser assinado durante a Cúpula do Mercosul, prevista para meados de dezembro, em Montevidéu. Na terça-feira, em Buenos Aires, o diretor do Departamento para a América do Sul da chancelaria israelense, Alexander Ben Zvi, já tinha antecipado a proximidade do acordo.

— Em nível político, já está 98% pronto. Ainda precisamos acertar detalhes mínimos com Uruguai e Paraguai, mas esperamos uma grande notícia para a Cúpula de Montevidéu, dia 17 de dezembro — disse Ben Zvi.

A Venezuela, que é associada ao Mercosul, embora ainda não o integre, como a maioria dos países sul-americanos, tem uma estreita relação com o Irã, inimigo de Israel. Na Cúpula do Mercosul, no ano passado, na cidade argentina de Córdoba, estava na agenda da reunião a assinatura do acordo, que acabou não acontecendo.

Fonte: Zero Hora/RS

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Argentina suspende exportação de trigo

O governo da Argentina voltou a surpreender, mais uma vez, os moinhos brasileiros, ao suspender provisoriamente os registros de exportação de trigo por cinco dias úteis, a partir de ontem. Segundo a nota divulgada pela Secretaria de Agricultura da Argentina, a trégua dada nos registros de exportação deve-se à decisão do governo para avaliar as possíveis perdas na produtividade do grão, em decorrência das geadas ocorridas no decorrer deste mês, que podem ter prejudicado de 1 milhão a 2 milhões de toneladas do cereal.

“Mais uma vez estamos à mercê da Argentina na questão do trigo”, reclama o vice-presidente do Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo-SP), Christian Saigh.

O principal interesse do governo daquele país é identificar se o trigo é suficiente para atender o mercado interno e, assim, controlar a inflação. Desde o dia 28 de outubro, quando houve as eleições presidenciais da Argentina, os preços locais do pãozinho e da farinha de trigo subiram 20% em média, segundo Saigh.

Há dúvida por parte de analistas de mercado se a Argentina voltará a liberar os registros de exportação, já que o país contabiliza 7 milhões de toneladas de trigo compromissadas, considerando que a moagem interna é da ordem de 5,8 milhões de toneladas e o saldo exportável é de 9,5 milhões - caso a produção não seja reduzida pelo clima. Isso porque, antes da geada, estimava-se safra de 15,5 milhões de toneladas de trigo. “Teoricamente a Argentina ainda teria um saldo exportável de 2,5 milhões de toneladas se a produção se confirmar em 15,5 milhões de toneladas”, avalia o analista da Safras & Mercado, Élcio Bento. Mas, segundo ele, se for confirmada a quebra de safra de cerca de 2 milhões (com produção 13 milhões de toneladas), pode ser que o saldo exportável da Argentina tenha se esgotado e, portanto, não ser mais possível novos registros. Entretanto, ele acredita que não haverá perda tão forte.

Demonstrando-se preocupado com a nova decisão da Argentina, o vice-presidente do Sindustrigo admitiu que as vendas do país vizinho apuradas até agora para o Brasil - de 3 milhões a 3,5 milhões de toneladas - representam apenas metade da necessidade para garantir o consumo interno de 10,5 milhões de toneladas.

A nova medida argentina ocorre 20 dias após a elevação da tarifa de exportação do cereal de 20%, para 28%. Por conta disso, as cotações atingiram o limite de alta ontem na Bolsa de Chicago (CBOT), com aumento de 30 pontos percentuais em relação ao dia anterior. As entregas para março de 2008 encerraram o pregão cotadas as 881,75 centavos de dólar por bushel.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Montadoras temem plano do país para reduzir importação

Responsável por 35% do total de exportações brasileiras para a Venezuela, a indústria automotiva está mais preocupada com as restrições que o governo daquele país prepara para limitar a entrada de veículos e autopeças estrangeiros do que com a posição da Fiesp contrária à presença venezuelana no Mercosul. Informações preliminares indicam que o pacote que está sendo elaborado exigirá que os carros vendidos no país tenham mais peças locais e que sejam movidos a gás. O governo venezuelano também teria acenado com outra determinação inédita em todo o mundo: o encolhimento do mercado de veículos local, que está em pleno crescimento.

A indústria automobilística não se opõe à entrada da Venezuela no Mercosul. O presidente Anfavea, associação que reúne as montadoras, Jackson Schneider, faz, contudo, a ressalva de que a entidade considera a participação dos venezuelanos positiva, desde que o país acompanhe as regras do bloco.

A participação venezuelana nas exportações de veículos e peças do Brasil é expressiva. De janeiro a setembro, os embarques para o mercado venezuelano somaram US$ 1,3 bilhão. O volume acumulado nos nove meses ultrapassou a soma de todo o ano passado (US$ 1,14 bilhão). A quantidade de veículos enviados está até agora em 60 mil unidades. Em 2006, foram enviados 44 mil veículos, mais as peças.

Schneider diz que a expectativa da indústria é obter este ano receita de US$ 1,5 bilhão com exportações para a Venezuela. Segundo o dirigente, o setor precisa compreender melhor a intenção do governo daquele país de conter a entrada de veículos. “Até agora só foi anunciado o conceito.”

O abastecimento de veículos no mercado venezuelano é quase todo feito pelo Brasil. Grandes montadoras, como GM, Ford e Mercedes-Benz, têm linhas de montagem na Venezuela que funcionam com peças enviadas pelo Brasil. As montadoras que não têm fábricas, como a Fiat, exportam carros completos. A participação da indústria venezuelana na montagem dos veículos no país se limita ao fornecimento de componentes mais simples, como pneus e vidros.

Dona de 16% do mercado venezuelano, a Ford também se mostra preocupada com a intenção do governo de limitar importações. O presidente da Ford Brasil, Marcos de Oliveira, diz que a empresa ainda tenta entender como seria o plano. Nos bastidores, representantes das montadoras começam a se movimentar em busca de apoio do governo brasileiro para evitar redução do fluxo das exportações.

A possibilidade de limitação à entrada de veículos e peças brasileiros se sobrepõe às discussões sobre o Mercosul. Além disso, o peso do mercado venezuelano nas vendas da indústria brasileira supera quaisquer posições dos EUA e Europa, onde estão as matrizes das montadoras, em relação à questão política com a Venezuela.

Fonte: Valor Econômico

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Tráfego nos portos da China chega a 100 milhões de contêineres

Os portos chineses geriram de janeiro até hoje 100 milhões de contêineres, um recorde que reforça a posição da China como principal base de tráfego de contêineres do mundo, informou o jornal "China Daily".

"O transporte de contêineres da China atingiu níveis internacionais tanto na eficiência quanto na ampliação de rotas, contribuindo para a prosperidade da indústria marítima no nordeste da Ásia e no mundo", disse o vice-ministro de Comunicações, Xu Zuyuan.

Hoje, um de cada dois contêineres que atravessam o Pacífico é chinês. O país constrói 90% dos contêineres de todo o mundo.

A fim de fortalecer sua posição, China planeja investir mais em áreas como inovação e implantação de políticas, assim como impulsionar a cooperação entre portos e transportadores. O crescimento anual do setor no país foi de 35% nos últimos cinco anos.

O primeiro contêiner estrangeiro chegou à China em setembro de 1973, no porto de Tianjin, após décadas de ostracismo comercial. Em 2006 o país manejou 5,6 bilhões de toneladas de carga e 93 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

O transporte marítimo representa mais de 90% das entregas de mercadoria estrangeira à China, com 95% das importações de petróleo e 99% do minério de ferro.

Fonte: G1

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OceanAir oferece novas rotas com tarifas econômicas

Até dia 30 de novembro, o passageiro da OceanAir, companhia aérea que mais cresceu em 2006 e com maior espaço entre as poltronas, poderá voar para outros sete destinos brasileiros com passagens a preços promocionais. A promoção One 1 lança, a cada semana, tarifas econômicas para diferentes cidades do Brasil. Para essa semana, são oferecidas passagens a partir de R$ 99,00 ( Maceió - Salvador ) e a compra pode ser efetuada entre os dias 24 a 27 de novembro, com embarque.

Entre 24 a 30 de novembro. Os destinos e os preços especiais (por trecho) são os seguintes:

São José – Santos Dumont .........................R$ 143,00

São Paulo – Confins ...................................R$ 129,00

São Paulo – Curitiba....................................R$ 129,00

Recife – Maceió ............................................R$ 194,00

Maceió – Salvador .......................................R$ 99,00

Brasília – São Luís.........................................R$ 194,00

Brasília – Teresina .........................................R$ 181,00

Os mesmos valores valem também para os trechos inversos. O regulamento da promoção está no site www.oceanair.com.br. Reservas também podem ser efetuadas diretamente pelo site da OceanAir, ou através da Central de Atendimento, pelos telefones 4004 4040 nas principais Capitais e 0300 789 8160 para demais cidades.

Além de tarifas especiais, serviço de bordo diferenciado e maior espaço entre as poltronas.

Além de tarifas vantajosas e exclusivas, OceanAir oferece benefícios adicionais para os passageiros: serviço de bordo diferenciado ( cardápio adaptado às estações do ano - refeições mais leves no verão e mais encorpadas no inverno), e maior espaço entre poltronas da categoria (82,5 cm, contra 75 cm adotados pelas demais companhias aéreas).

Criada em 1998, a OceanAir conta com uma frota composta por três Boeing 767-300, um Boeing 757, 13 jatos MK-28 e cinco Fokker-50.

Fonte: Paranashop

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28 novembro, 2007

Novos ônibus Volkswagen em Curitiba e Região

A SERVOPA, concessionária Volkswagen Caminhões e Ônibus de Curitiba realizou a venda de 31 ônibus VW para a empresa Rimatur Transportes Ltda. Com uma frota de 139 veículos entre ônibus e micro ônibus - 70% são Volkswagen, além de mais 49 vans. Estes ônibus, recém adquiridos serão usados para transporte de funcionários e turismo.

Com a ampliação e modernização do setor industrial em Curitiba e região metropolitana, surgiu uma nova necessidade, ou seja, transportar funcionários dos bairros mais distantes até as indústrias, localizadas nos pólos industriais da região, fato que implica na contratação de empresas especializadas nesta área. Foi quando a Rimatur diversificou as suas atividades buscando uma nova oportunidade de se fixar neste mercado, visando manter a satisfação dos seus clientes e a certeza de que serão bem atendidos com uma frota nova e atualizada, eficiente e com elevado padrão de qualidade.

A SERVOPA, também concretizou a venda de mais 5 ônibus VW para a Viação Piraquara Ltda, tradicional empresa no transporte urbano da região Metropolitana de Curitiba, com mais de 30 anos de história no segmento. Atualmente conta com uma frota de 103 veículos dos quais 48% são da marca Volkswagen, oferecendo aos seus usuários ainda mais conforto e segurança.

Fonte: Paranashop

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Volkswagen anuncia investimentos na Europa

A montadora alemã Volkswagen, quarta maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou que planeja investir, até 2010, 9,5 bilhões no desenvolvimento de novos veículos e na construção e remodelação das unidades de produção de sua marca. Entre as possíveis novas fábricas, uma estará localizada em Pamplona, na Espanha, e outra em Setúbal, Portugal, e receberão 284 milhões e 541 milhões,respectivamente.

No início de novembro, o grupo Volkswagen já anunciou que investiria aproximadamente 28,9 bilhões através de suas operações de automoção pelos próximos três anos. Desta quantia, 10 bilhões serão direcionados apenas para a Alemanha.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Lucro da Focus Media sobe 73% na China

A maior agência de publicidade da China, Focus Media Holding Ltd, registrou crescimento nos lucros de 73%. O desempenho positivo é resultado de um maior investimento de empresas, como General Motors Corp e Apple Inc, na publicidade de seus produtos.

A renda subiu para US$ 46,6 milhões, ante US$ 27 milhões registrados em 2006. As vendas mais que dobraram para US$ 151,4 milhões de US$ 61,1 mihões.

O principal meio publicitário utilizado pela Focus Media é a venda de espaço em televisores de tela plana, estrategicamente, colocados em elevadores de prédios comerciais e corredores de supermercados.

A companhia espera obter lucro de US$ 45,3 milhões, média realizada por quatro analistas.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Fiat terá a maior fábrica de carros do mundo no Brasil

A Fiat anunciou semana passada um investimento de R$ 6,4 bilhões no Brasil até 2010. A afirmação foi feita por Sergio Marchionne, principal executivo do Grupo Fiat, em encontro realizado no Palácio do Planalto com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves e com o governador de São Paulo, José Serra. O dinheiro será investido na capacidade produtiva e em novos centros de pesquisas e desenvolvimento de todas as empresas do grupo italiano, assim como em novos produtos. Esta quantia de dinheiro vai transformar a fábrica da Fiat em Betim (MG) na maior unidades de produção de automóveis do mundo.

O investimento faz parte do plano da Fiat para injetar recursos de R$ 6,4 bilhões no Mercosul até 2010. Deste total, R$ 5 bilhões são destinados a Minas Gerais, com a expansão das atividades da Fiat Automóveis, em Betim, da FPT Powertrain Technologies, em Betim e Sete Lagoas, da Teksid, em Betim, da Iveco, em Sete Lagoas, da Bew Holland Construções, em Contagem, e da Magneti Marelli, também em Contagem e Lavras. Cerca de R$ 1 bilhão será investido em São Paulo, com a reativação da fábrica da Case Construções em Sorocaba.

O complexo da Fiat em Córdoba, na Argentina, também receberá investimentos e vai ser reativado no ano que vem, passando a produzir 50 mil veículos.

Atualmente a Fiat Automóveis produz três mil carros por dia e depois, com a expansão, poderá fabricar 5,2 mil veículos a cada 24 horas.

Fonte: Gazeta do Sul

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Importação ameaça indústria salineira

A crescente importação de sal pode provocar a paralisação da indústria salineira na província do Namibe, numa altura em que os produtores apostam na revitalização da produção nacional. O alerta veio do vice-presidente da Associação Provincial de Pescas do Namibe para o Sector Salineiro, Fernando Gomes Solinho.

Proprietário da empresa Saldosol, uma das maiores no ramo da produção e comercialização do sal de cozinha no país, Fernando Solinho considera a atitude uma pura falta de patriotismo e paixão desmedida pelos produtos estrangeiros. Da lista das empresas em causa, constam, Atlas Group Lda, Arosfran e Domar, que importam sal de cozinha da vizinha República da Namíbia e de Portugal.

Segundo o vice-presidente da Associação de Pescas do Namibe para o Sector Salineiro, o caso já foi comunicado a quem de direito para debelar a actual situação dadas as consequências que daí podem advir para a produção local, mas as autoridades afirmam que as empresas não estão proibidas de importar o sal, uma ideia que Gomes Solinho qualifica como autêntica assinatura de uma sentença de morte à indústria salineira, uma vez que retira às salinas locais (num total de seis) o seu objecto social.

Outros industriais salineiros mostraram-se completamente apreensivos com a situação, mas defenderam a modernização da indústria salineira, o aumento da produção, a liquidação do desemprego, a melhoria das condições de vida material e cultural da população, pois, entendem que, se houver maior aposta na indústria nacional, é possível reduzir as importações de bens alimentares, como o sal de cozinha, contribuindo assim para o combate à fome e à pobreza.

"Estamos a ver a nossa actividade ameaçada. Cumprimos rigorosamente com as nossas obrigações, pois, estamos a envidar esforços para que se revitalize a indústria nacional", asseverou a fonte.

Para o produtor, a futura entrada de empresas nacionais na SADC será uma mera acção folclórica, caso não se proteja a produção nacional, numa altura em que a Namíbia e África do Sul afinam as suas forças.

Entretanto, na óptica do sócio da Vamar no Namibe, Carlos Ferreira, não faz sentido misturar questões comerciais com políticas, na medida em que "os comerciantes são livres e independentes de importar o que querem, desde que autorizados".

No seu entender, os industriais salineiros e em especial o vice-presidente da associação devem cuidar da promoção dos seus produtos junto das empresas comerciais locais.

Fonte: Jornal de Angola

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Governo camaronês autoriza importação de cimento

O ministro camaronês do Comércio, Luc Magloire Mbarga, convidou terça-feira os operadores económicos do seu país a investirem na importação do cimento a fim de melhorar a oferta deste produto, soube a PANA no local.

Este encontro com os operadores económicos acontece depois da decisão do governo camaronês de autorizar a importação do cimento cujo monopólio é actualmente assegurado pelas Cimenterias dos Camarões (CIMENCAM) que o produzem localmente.

Segundo Mbarga, a sociedade CIMENCAM que produz um milhão e 200 mil toneladas já não consegue satisfazer a procura nacional estimada em um milhão 400 mil toneladas.

Os equipamentos da empresa não permitem produzir mais, mas os responsáveis contam elevar a produção para um milhão 900 mil toneladas até Setembro do próximo ano com a aquisição de um novo aparelho, indicou o governante camaronês.

Na sua opinião, o período de Janeiro a Março do próximo ano vai registar um défice de cimento, por conseguinte os operadores económicos são chamados a importar este produto enquanto se espera por uma solução definitiva para esta crise.

Por sua vez, os operadores enconómicos saudaram esta iniciativa que deverá permitir a disponibilidade do cimento pondo termo às difuculdades actuais encontradas na sua procura.

Fonte: Panapress

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Senado aprova MP com programa de dragagem portuária

O projeto de lei de conversão (PLV) 37/07, que institui o Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária, foi aprovada hoje pelo plenário do Senado Federal. Segundo informações da Agência Senado, a proposta possibilita a contratação de empresas estrangeiras para a realização dos serviços de dragagem, por meio de licitação internacional. O programa será implantado pela Secretaria Especial de Portos e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

Outra inovação da proposta é o estabelecimento da contratação das obras de engenharia destinadas ao aprofundamento, ao alargamento ou à expansão de áreas portuárias, hidrovias e similares pela modalidade de dragagem por resultado - que consiste na manutenção, pelo prazo fixado no edital, das condições de profundidade estabelecidas no projeto a ser implantado. A MP fixa ainda a duração máxima dos contratos de dragagem por resultado em até cinco anos, prorrogável por igual período uma única vez.

Fonte: Portal Exame

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Tributação na exportação da produção agrícola no Mercosul

O governo argentino levará à reunião de cúpula do Mercosul, a se realizar nos dias 17 e 18 de dezembro deste ano, em Montevidéu, Uruguai, uma proposta da tributação das exportações agrícolas dos Estados membros do bloco comercial. Segundo explicações fornecidas pelo governo argentino, as vendas externas dos produtos básicos reduziriam a oferta interna e, por conseguinte, teriam um efeito inflacionário.

Assim, fica claro que a proposta argentina para o Mercosul não passa de um casuísmo para combater o problema tópico de sua inflação interna. Dessa maneira, resta evidente que o governo de Buenos Aires gostaria de atrelar aos demais países do bloco sul-americano à sua política econômica interna, ainda que esta esteja em crise e necessite de uma urgente mudança de rumos.

De fato, há sérios desajustes na economia argentina, a começar pelo controle de preços, prática que sabidamente não alcança o objetivo de reduzir a inflação, gerando, ao contrário, um mercado negro. De mais a mais, as restrições às exportações penalizam a economia. Acresce que a política cambial, ao manter um peso subvalorizado, favorece a competitividade internacional das exportações argentinas, mas onera as importações.

O fato é que tais medidas, se mantidas em longo prazo, afetam de maneira adversa a credibilidade da política econômica, ao desencorajar os investimentos, tanto internos como externos, e por não representar um eficaz combate contra a inflação. Tanto é assim que hoje se estima uma inflação anual entre 15 e 20% para a República Argentina.

Ocorre que o país irmão necessita de exportações, e de saldos comerciais, para fechar sua balança comercial e o seu balanço de pagamentos, principalmente para o seu principal parceiro comercial, o Brasil. Porém, deseja evitar as exportações triangulares, que transitam por outros países do Mercosul com a tarifa zero, com destino final para terceiros mercados.

Deve-se reconhecer que tais medidas difíceis foram colocadas em prática após os graves momentos por que passou a Argentina em 2001 e 2002, numa crise irresponsavelmente induzida pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Contudo, parece ser evidente que a política econômica resultante já atingiu os seus principais objetivos: retirar o país do descalabro total, com as sérias conseqüências econômicas e sociais, do regime imposto pelo FMI.

Esgotados os objetivos imediatos da política econômica de Kirchner, deve a Argentina tratar de reformulá-la, de maneira a obter uma base tanto sólida quanto confiável para o desenvolvimento econômico e social de seu povo. Pretender trazer para o âmbito do Mercosul uma idiossincrasia doméstica, já de resto esgotada, é um grande erro econômico e político. Por outro lado, a aceitação da proposta política da tributação na exportação de produtos agrícolas pelo Mercosul seria trágica.

Fonte: Última Instância

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Obras no Porto de Santos deverão começar em julho de 2008

O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial dos Portos, anunciou ontem (27) para julho de 2008 o início das obras de aprofundamento e alargamento do canal do Porto de Santos (SP). A previsão é de conclusão até 2010 e o edital deverá ser lançado em 1º de maio, acrescentou.

“Com isso, o porto poderá receber navios de grande porte", explicou o ministro, que participou da cerimônia de abertura das comemorações pelos 200 anos de abertura dos portos brasileiros, promovida pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) e pela Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut).

O canal de navegação tem 12,5 metros de profundidade e passará a ter 15 metros, com largura de 250 metros – hoje são 220 metros –, o que permitirá o trânsito de navios em mão-dupla e, segundo o ministro, contribuirá para o aumento da movimentação no maior porto do país, que neste ano deverá chegar a 80 milhões de toneladas.

Pedro Brito destacou que a expectativa é de que os portos brasileiros movimentem US$ 275 bilhões neste ano: "O valor é importante para quaisquer comparações internacionais, mas ainda está aquém das possibilidades objetivas do país. Isso representa apenas 1% de fluxo do comércio internacional.”

A meta do governo, acrescentou, é preparar e modernizar os portos brasileiros para competir com os portos internacionais. Foram destinados R$ 2,7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investimentos e deste total, R$ 1,4 bilhão irão para dragagem. Também está prevista, informou, abertura de licitação internacional para contratar uma empresa de consultoria que será responsável pela elaboração de um plano diretor relativo aos próximos 50 anos.

"Tudo está andando, não tem nada travado ou parado. E não existe a menor possibilidade de apagão”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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DER conclui mais uma estrada no interior

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-AL) está concluindo nos próximos dias os três km de estradas asfaltadas ligando o povoado da Bananeira à rodovia AL-110, no município de Arapiraca. A obra requisitou R$ 1,2 milhão em investimentos.

A estrada era uma antiga reivindicação da comunidade do povoado arapiraquense, que, além de melhorar o acesso, permitirá o escoamento da produção local. “Ali está sendo implantado um importante projeto de irrigação que conta com a construção de uma barragem. Essa estrada vai contribuir para a melhoria nas condições de vida da população e o desenvolvimento econômico daquela localidade”, ressaltou o diretor-geral do DER-AL, Ronaldo Pereira Lopes.

Inauguração

Além da pavimentação, foram feitas as sinalizações vertical e horizontal da estrada e a obra de drenagem da via. No próximo dia 4 de dezembro, o governador Teotonio Vilela Filho, acompanhado pelo diretor do DER, Ronaldo Pereira Lopes, fará uma visita às obras que estão sendo executadas em vários trechos da AL-220, inaugurará o acesso ao povoado de Bananeira.

Fonte: Alagoas 24 Horas

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27 novembro, 2007

Citigroup recebe investimento de US$ 7,5 bi

Abu Dhabi, o maior dos seis Emirados Árabes Unidos, investirá US$ 7,5 bilhões ( 5,05 bilhões) no Citigroup, o maior banco americano. O dinheiro será usado para amortizar as grandes perdas do banco provocadas por hipotecas e outros investimentos. O anúncio foi publicado na edição de hoje do "Wall Street Journal".

O aporte, proveniente de um fundo de investimento soberano do Estado do Golfo Árabe - que tem sido beneficiado pela onda de alta nos preços do petróleo, poderá ser convertido em até 4,9% dos ativos do banco. O Citigroup classificou o investimento como passivo e disse que o fundo árabe não poderá nomear nenhum membro para o conselho de administração do banco. A Autoridade de Investimento poderia se tornar uma das maiores acionistas do Citi.

O investimento de Abu Dhabi, que estava sendo esperando para ser concluído dentro dos próximos dias, ajudará o Citigroup a atingir sua meta de taxa de retorno sobre o capital no primeiro semestre de 2008.

As ações do banco americano perderam 45% de seu valor desde o início deste ano, encolhendo US$ 124 bilhões ( 83,53 bilhões) no mercado de ações, com a repercussão das más notícias sobre o montante de seus prejuízos. As informações são com agências internacionais.

Fonte: A Tarde Online

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Gaspetro vai assumir a gestão de todas as termelétricas da Petrobras

A Gaspetro, que já vinha tendo tratamento especial no planejamento estratégico da Petrobras, subiu de vez ao pedestal. No vácuo da crise do gás, a subsidiária ganhará novas atribuições a partir de 2008. Assumirá a gestão de todas as termelétricas controladas pela Petrobras.

Já responsável pela construção e operação de gasodutos e participante do capital de 18 concessionárias, a Gaspetro passará a deter o controle de 15 usinas. Estas geradoras têm uma capacidade total de quatro mil megawatts e contam com suprimento de gás garantido pela própria Petrobras.

Juntamente à nova missão, a Gaspetro deverá receber um aporte de capital de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos se destinarão à construção de cinco usinas, cada uma com produção estimada de 500 MW.

A Gaspetro ficará com a operação de todas as novas usinas. Desta forma, a Petrobras pretende unificar a gestão das geradoras das quais é acionista majoritária, com o explícito objetivo de reduzir a ingerência dos sócios minoritários.

A estatal enxerga neste procedimento um lista de vantagens, que vai da redução do custo operacional à integração do suprimento de gás e geração, além da possibilidade de incrementar o caixa com a venda casada de energia.

Fonte: Cidade Biz

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Petrobras prevê forte competição na 9ª Rodada da ANP

Apesar da retirada de 41 blocos de alto potencial da 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, aposta numa forte competição entre as empresas. "Teremos uma disputa bastante forte, dado o número recorde de empresas inscritas. Haverá uma grande competição", avaliou hoje o executivo, antes de participar de evento promovido pelo Instituto Nacional de Investidores (INI), em Campinas.

A 9ª Rodada será realizada amanhã, no Rio de Janeiro. A ANP irá ofertar ao mercado 271 blocos, espalhados pelas Bacias de Santos, de Campos, do Espírito Santo, do Pará/Maranhão, de Pernambuco e da Paraíba. As 41 áreas retiradas estão localizadas na zona do pré-sal, onde está o megacampo de Tupi, na Bacia de Santos, com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente.

Barbassa garantiu também que a Petrobras "virá com apetite" para o leilão. "Nas rodadas anteriores, tivemos uma participação muito importante". A julgar pelo nosso histórico na licitação, devemos ter uma posição relevante", disse o executivo.

Ele afirmou que "não faria sentido" a companhia diminuir a sua presença nos leilões, em razão dos bons resultados obtidos até hoje. "Foi participando das rodadas que chegamos ao atual nível de reservas. Por que iríamos eliminar esse caminho", questionou o executivo. Barbassa, porém, não soube informar quais áreas interessam à Petrobras. "Isso só o pessoal da área técnica, de exploração e de produção sabem", afirmou.

Questionado se a nova constituição na Bolívia poderia atrapalhar a retomada dos investimento naquele país, o diretor limitou-se a dizer que "o importante é a manutenção da estabilidade do marco regulatório do setor de petróleo e gás boliviano".

Fonte: A Tarde Online

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Motores importados para garantir produção de carros

A produção frenética de veículos no Brasil está levando as montadoras a acelerar também a provisão de motores. Cada uma adota uma tática diferente. A GM Powertrain, divisão de motores da General Motors do Brasil, e a Ford decidiram importar motores e seus componentes. "A fabricação está a todo vapor", disse a este jornal Adhemar Nicoli, diretor-geral da GM Powertrain. "Para dar conta da grande demanda por veículos, completamos o terceiro turno em meados deste ano e estamos trabalhando também aos sábados." É a primeira vez que a GM busca no mercado externo componentes para produzir motores e transmissões.

A Ford também está com a sua fábrica de motores de Taubaté (SP) no limite da capacidade e cumpre jornada de trabalho em três turnos. Assim, decidiu importar propulsores 1.6 a gasolina da África do Sul para complementar a produção no Brasil. "A estratégia da empresa é utilizar a capacidade disponível em todas as regiões, pois é preciso produzir com eficiência", disse Rogelio Golfarb, diretor de assuntos governamentais da montadora para a América do Sul. Para garantir a alta produção de automóveis na unidade de Camaçari, na Bahia, a empresa decidiu substituir a ferrovia pelo caminhão para enviar os motores produzidos em Taubaté.

A Volkswagen contratou 94 funcionários na fábrica de motores de São Carlos (SP) e prevê mais 133 admissões até o primeiro semestre do próximo ano. Ontem, anunciou a contratação de 490 pessoas para a fábrica de automóveis de São Bernardo do Campo (SP). A francesa PSA Peugeot Citroën expandiu a produção em setembro deste ano, de 518 para 620 motores por dia.

Fonte: Gazeta Mercantil

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MG tem novo frigorifico para exportação de carne bovina

Um novo frigorífico para exportação de carne bovina está sendo implantado em Minas Gerais, agora no município de Unaí, na região Noroeste do Estado, com previsão para começar a produzir entre os meses de março e maio de 2008. Sua capacidade total de abate será da ordem de mil animais por dia.
A indústria pertence ao Grupo Arantes Alimentos, de São Paulo, e conta com estímulos do Minascarne, programa criado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento para modernizar e dinamizar o parque industrial da carne em Minas. De acordo com o assessor do Minascarne, João Batista de Lima Soares, a empresa projetou as instalações do novo frigorífico numa grande área que era parcialmente utilizada por outra unidade. Ele explica que o grupo Arantes Alimento está familiarizado com o negócio de abate e exportação, contando com indústrias em outros Estados, como São Paulo, Goiás e Mato Grosso.

O novo frigorífico se beneficiará das vantagens de estar localizado em uma região com forte tradição pecuária. Na região Noroeste, o setor ocupa cerca de 38,8 mil pessoas, volume que aumentará com a criação da indústria. A iniciativa do grupo Arantes deverá influir principalmente em segmentos como aqueles que dão suporte à criação do gado na região, que proporciona receita estimada em R$ 119,6 milhões. Os segmentos de matérias-primas para a formulação de ração do gado também são fortes: o milho é responsável por receita anual da ordem de R$ 173,2 milhões, e a soja gera cerca de R$ 357,8 milhões. O médico veterinário Jeová Chaves Filho, que acompanha as obras do novo frigorífico para verificar o atendimento às normas de inspeção federal (SIF), informa que falta pouco para a indústria entrar em funcionamento. A propriedade foi adquirida pelo Grupo Arantes em fevereiro. A sala de abate montada e pronta para operar é considerada pelo veterinário a mais moderna do Brasil. Jeová Chaves acrescenta que só falta montar as câmaras frias, o restaurante e outras dependências, além de alguns acabamentos. São obras para dois meses, no máximo, explica.

A iniciativa do Grupo Arantes em implantar uma unidade em Unaí vai trazer grandes benefícios para a região, assinala Jeová. Ele assinala que o início de operação do frigorífico é esperado com ansiedade principalmente para os criadores de gado, que enviam diariamente mais de mil bois para o abate em outras regiões do Estado. A nova indústria tem porte para absorver todos esses animais quando estiver em plena operação, finaliza. O programa Minascarne deu suporte à reativação de indústrias frigoríficas em diversas regiões do Estado, como Janaúba (Independência Alimentos), Teófilo Otoni (JBS Friboi), Campina Verde (Torlim Produtos Alimentícios), Carlos Chagas (Indústria e Comércio de Alimentos Supremo). Também possibilitou a expansão e modernização das empresas Unifrigo (Pará de Minas), Bertim (Ituiutaba), Frisa (Nanuque), Frigorífico Mataboi (Araguari), Mafisa (Itajubá), Saudali (Ponte Nova), Frigobeti (Betim) e Mafrial (Governador Valadares). Em fase de instalação, há frigoríficos nos municípios de Ponte Nova, Patos de Minas, Montes Claros e Campo Belo que também poderão se beneficiar dos estímulos do Minascarne. Os recursos para os investimentos nestas indústrias são de aproximadamente R$ 200 milhões. Segundo o assessor do Minascarne, o programa tem a parceria do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), voltado para o fomento das atividades econômicas e apóia a busca de crédito em outras instituições, oficiais e privadas, para o fortalecimento das atividades da cadeia da carne.

João Batista Soares destaca que, por meio do programa, a cadeia da carne se beneficia, nos negócios dentro do Estado, de um regime tributário especial. Há isenção do produto que segue para o frigorífico, e daí para as casas de carne o tributo é de 0,1%. O supermercado que adquire a carne tem 7% de crédito tributário. Segundo o assessor, o Minascarne também dá suporte às indústrias frigoríficas para o atendimento às normas ambientais. O trabalho é feito pela Superintendência de Desenvolvimento Rural Sustentável da Secretaria da Agricultura. A parceria que mantemos com a Associação dos Frigoríficos de Minas Gerais (Afrig) possibilita a identificação das necessidades do segmento e, se for o caso, a busca de ações públicas que possam atender às demandas, acrescenta o assessor. A criação e a reativação de indústrias frigoríficas atendem a um dos propósitos do Minascarne, que é o de eliminar o abate informal no Estado. Uma das iniciativas básicas do programa é o estímulo à melhoria da produtividade nas propriedades. Segundo o coordenador estadual de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, em Minas e no Brasil a taxa de desfrute (abate) do gado oscila entre 20% e 25% ao ano, enquanto nos Estados Unidos é de 35%, no Uruguai alcança 30% e na Argentina, 26%. De cada cem bois, são abatidos no Brasil entre 22 e 25 por ano, ou 45 milhões de cabeças/ano para o rebanho total da ordem de 200 milhões de cabeças, segundo estimativa da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).

Minas Gerais, com um rebanho de cerca de 22 milhões de cabeças, abate anualmente em torno de 6 milhões de cabeças. As informações são da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais.

Fonte: Último Segundo

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Bicentenário da Abertura dos Portos terá inúmeros festejos

As comemorações do bicentenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas celebram o primeiro passo dado para a conquista da autonomia econômica e do intercâmbio necessários para que o Brasil pudesse se tornar uma nação. A data de 28 de janeiro, dia em que os 200 anos da Abertura serão completados, reserva inúmeros eventos que serão realizados em todo o Brasil. Até lá, PortoGente vai apresentar ao internauta um resgate histórico com informações inéditas sobre os portos brasileiros, incluindo até um perfil do que era Santos na época do descobrimento do País, cerca de três séculos antes da chegada da corte portuguesa ao Brasil.

A Abertura dos Portos foi oficializada por meio da assinatura da Carta Régia (leia o conteúdo da carta original na íntegra), em 28 de janeiro de 1808. A iniciativa permitiu estabelecer relações comerciais com outros países, em especial as potências do continente europeu. O rei Dom João VI chegaria ao território brasileiro oito dias depois.

Há duzentos anos, portanto, o Brasil se integrou à globalização que então começava a tomar conta de todo o planeta. A oferta e a procura de produtos deixou de ser meramente nacional e tomou âmbito internacional, permitindo o desenvolvimento de diversos setores. Apesar da relevância da Abertura dos Portos, hoje, 200 anos depois, ainda fala-se nas limitações logísticas e de inserção do País no mercado mundial. Apesar de seu poderio de produção e de sua vasta dimensão territorial, o Brasil realiza apenas 3% das exportações registradas em todo o mundo.

A importância da data pode ser refletida pelo fato de muitos historiadores e estudiosos considerarem a data de 28 de janeiro de 1808 como a “verdadeira Independência do Brasil”. O ato oficial, conduzido por Dom Pedro I, ocorreu apenas 14 anos depois, no famoso 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga. Para isso, os especialistas alegam que a partir da Abertura dos Portos, o Brasil passou a existir para a comunidade internacional, ocupando espaço entre as nações mais desenvolvidas e atuantes do globo.

Inaugurava-se um período de grande incremento para as relações estrangeiras. A partir desse período, o Brasil passou a competir para ocupar seu espaço entre os países mais importantes e desenvolvidos do planeta, tornando-se uma voz presente dentro da comunidade internacional.

A Abertura dos Portos as Nações Amigas fez, ainda, de 1808 um ano prolífico em acontecimentos importantes para o Brasil. Logo a seguir, foi permitida a implementação de indústrias no País e criada a Imprensa Régia, entre outros fatos. Confira aos acontecimentos mais marcantes de 1808 abaixo, todos devidamente explorados a partir das reportagens que você confere em PortoGente semanalmente até o dia 28 de janeiro, quando as comemorações serão encerradas com os Jogos Portuários, competição esportiva que vai congregar os trabalhadores de portos brasileiros.

Fonte: Porto Gente

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Governo libera R$ 706 mi para a Ferrovia Norte-Sul

O governo liberou hoje, por meio de medida provisória (MP), cerca de R$ 706 milhões para as obras da Ferrovia Norte-Sul no trecho entre Aguiarnópolis (TO) e Palmas (TO). A maior parte dos recursos, cerca de R$ 704,5 milhões, corresponde à primeira parcela do pagamento da Companhia Vale do Rio Doce pela concessão da ferrovia. No mês passado, a Vale arrematou por R$ 1,478 bilhão o direito de operar o trecho da ferrovia de Açailândia (MA) a Palmas.

Segundo a estatal Valec, responsável pelas obras, os R$ 704,5 milhões deverão ser pagos pela Vale do Rio Doce já em dezembro. A mineradora deverá pagar mais 25% do valor da concessão em 2008 e outros 25% em 2009. Os recursos serão usados pela Valec para concluir as obras da ferrovia.

A MP que autorizou os R$ 706 milhões para o trecho Aguiarnópolis-Palmas, publicada hoje no "Diário Oficial da União", liberou um total de R$ 1,646 bilhão em recursos extraordinários, incluindo a verba da Norte-Sul. Para o setor de transportes, a MP direcionou também cerca de R$ 210 milhões para obras de manutenção da malha rodoviária federal.

Fonte: A Tarde Online

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Importação dispara e derruba o superávit da balança comercial

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ apenas 139 milhões na quarta semana do mês (de 19 a 25). A queda em relação à semana anterior foi de 79,94%. Vale lembrar que a semana passada teve um dia útil a menos em diversas localidades (terça-feira, Dia da Consciência Negra).

As exportações somaram US$ 3,5 bilhões, uma alta de 30,69%. A média de vendas externas por dia útil chegou a US$ 700 milhões.

O que contribuiu para o baixo superávit na semana foi a alta acentuada das importações, que fecharam em US$ 3,361 bilhões, com média de US$ 672,2 milhões por dia útil. O avanço sobre a terceira semana do mês foi de 69,31%.

Com os resultados, o superávit de novembro agora é de US$ US$ 1,258 bilhão. O acumulado em 2007 (225 dias úteis até agora) alcançou US$ 35,994 bilhões (US$ 142,787 bilhões em exportação e US$ 106,843 bilhões em importação), uma queda de 12,05% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 40,872 bilhões).

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente para o Boletim Focus, do Banco Central, apostam num superávit de US$ 40,80 bilhões em 2007.

Fonte: Cidade Biz

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Dez áreas da Bacia de Santos vão a leilão em 2008

Dez áreas de petróleo na camada de pré-sal da Bacia de Santos, com características semelhantes à megarreserva de Tupi, irão a leilão no primeiro trimestre do ano que vem. Outras dez, na mesma região, já foram arrematadas e uma outra fez parte do “encalhe” da 8ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, suspensa judicialmente em 2006 e que será retomada em 2008.

Como esse leilão havia sido iniciado antes da decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que retirou da 9ª Rodada 41 áreas de pré-sal, a oferta pública desses outros 21 blocos foi mantida. Será a última chance para a indústria de petróleo ter acesso às reservas pré-sal da Bacia de Santos antes das mudanças contratuais em estudo.

A expectativa é de que as empresas de maior porte, que podem ter participação mais discreta no leilão da ANP de hoje e amanhã, por causa do “enxugamento” das ofertas em águas ultraprofundas, reservem cacife para a disputa de 2008.

Em reunião com representantes da indústria na semana passada, a direção da ANP afirmou que trabalha para retomar o leilão com as regras originais, segundo determinou, em resolução, o CNPE. Ao excluir os blocos da 9ª Rodada, que será iniciada hoje, o governo divulgou a intenção de elaborar um novo marco regulatório que garanta ao País mais ganhos com a exploração do potencial da região.

Antes da liminar que suspendeu a 8ª Rodada, a ANP já havia licitado 11 blocos em águas profundas na Bacia de Santos, na área onde a Petrobrás identificou grande potencial de reservas abaixo da camada de sal. A disputa foi acirrada, o que comprova o grande interesse da indústria. Numa delas, o S-M-857, a italiana Eni deu o maior lance da história dos leilões de petróleo no País: R$ 307,4 milhões, vencendo a Petrobrás.

Mesmo assim, a estatal foi a grande vencedora de blocos na região, arrematando oito áreas - cinco como operadora, em parceria com outras empresas. A indiana OGNC levou o restante. Uma das áreas ofertadas ficou sem concessionário, já que a Petrobrás excedeu o limite de ofertas vencedoras, regra criada em 2006 para garantir a concorrência. Essa cláusula foi usada como argumento para a liminar que suspendeu o leilão.

As outras oito áreas ainda não licitadas estão entre o bloco BM-S-11, onde Tupi foi descoberto, e o campo gasífero de Mexilhão. Não houve tempo para licitá-las em 2006, mas a ANP se comprometeu a mantê-los na lista.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Exportação de TV excede venda interna na China

A Associação da Indústria de Vídeo da China (CVIA sigla em inglês) aponta que nos primeiros três trimestres de 2007, o volume de exportações de televisores coloridos da China excedeu o volume de vendas no mercado interno. De janeiro a setembro de 2007, o volume total de exportações foi de 3,19 milhões, um aumento de 0,12% ano a ano; o total de vendas no mercado interno foi de 2,67 milhões, uma baixa de 118% em relação ao mesmo período de 2006.

Nos nove primeiros meses de 2007, o total de produção da indústria de televisores coloridos na China foi de 58,62 milhões, um declínio de 5,8% em comparação com o mesmo período de 2006. Estatísticas mostram que no terceiro trimestre de 2007 as vendas de televisores LCD foram de 1,38 milhões, uma queda de 9% em relação ao segundo trimestre, ocupando 192% no mercado de televisor colorido.

De acordo com Sun Xinguo, diretor da CVIA Research and Consultation Department (Departamento de Pesquisa e Consulta), depois de muitos anos de crescimento do mercado de televisor de LCD, o consumo estabilizou.

Fonte: Gazeta Mercantil

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26 novembro, 2007

Air France vai ampliar rotas para o Brasil

Até o fim do próximo ano, o grupo franco-holandês Air France KLM pretende aumentar em 23% a oferta de assentos nos sete vôos semanais da KLM na rota São Paulo-Amsterdã-São Paulo. O aumento se tornará possível devido à mudança do tipo de aeronave. O trajeto passará a ser feito por aviões Boeing 777-300 - que têm 98 lugares a mais que os Boeing 777-200, utilizados hoje.

A companhia, que opera 12 destinos na América do Sul, completou na semana passada 60 anos de operações ininterruptas no Brasil. O país, considerado pela empresa uma das portas de entrada na América do Sul, responde por 1,5% do faturamento total do grupo, fruto da fusão realizada em 2004.

O índice geral de ocupação de todos os vôos para o Brasil mantém-se entre 80% e 90%. Além disso, o número de vôos mais que dobrou nos últimos três anos, chegando a 35 por semana entre o país e a Europa.

- O Brasil figura em nosso ranking dos 10 principais mercados no mundo e queremos desenvolver cada vez mais parcerias aqui - afirma o vice-presidente sênior para as Américas do grupo Air France KLM, Christian Herzog.

Desde 1999, a companhia mantém parceria de compartilhamento de vôos (code share) e no programa de milhagens com a TAM. O acordo, sem cláusula de exclusividade, é considerado muito satisfatório, mas Herzog diz que há interesse em firmar parcerias com a Gol Linhas Aéreas e com a Varig.

- Queremos trabalhar mais com parceiros porque sabemos que o potencial é grande.

Com a mesma estratégia adotada pela KLM, a Air France elevou em 17% a oferta de assentos na rota São Paulo-Paris-São Paulo. O aumento da freqüência de vôos também permitiu aumentar a oferta em 50% na rota Rio de Janeiro-Paris-Rio de Janeiro. A América do Sul é a região que mais cresce, a taxas anuais de dois dígitos.

- Há demanda, então aumentamos nossa capacidade, a freqüência e, em conseqüência, o lucro - diz Herzog, que entrou há 25 anos na Air France, onde também ocupou a diretoria regional para a Grã-Bretanha e Irlanda antes de assumir a direção das operações da Air France KLM.

A companhia se beneficiou do espaço deixado em momentos de crise de mercado.

- Nos mantivemos aqui nesse período e conquistamos a fidelidade do consumidor - diz o executivo, ao acrescentar que foi na região que a empresa recebeu o maior índice de satisfação de consumidores medido em pesquisas internas.

No ano fiscal 2006-2007 (encerrado em março), o grupo bateu novo recorde de passageiros entre o Brasil e a Europa: 762 mil, 8% a mais que no ano anterior e três pontos percentuais acima do aumento consolidado da empresa em todo o mundo no período.

No segundo trimestre fiscal, o lucro líquido da Air France-KLM cresceu 97% para 736 milhões de euros. As vendas cresceram 5,8%, chegando a 6,49 bilhões de euros. A contribuição brasileira somou 97 milhões de euros. Segundo a empresa, as operações de hedge em relação ao preço do petróleo permitiram que a despesa com combustíveis crescesse apenas 1,8% apesar da acentuada alta internacional do insumo.

Mundialmente, o grupo se prepara para o novo desafio da aviação no século 21, o Tratado de Open Skies entre os Estados Unidos e a União Européia, que vai liberar o regulamentado transporte de passageiros entre os países que utilizam a principal rota aérea do planeta, a rota do Atlântico Norte.

Fonte: Jornal do Brasil

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Petrobras investirá mais na Argentina em 2008

A Petrobras Energia aumentará seus investimentos na Argentina ao longo de 2008, segundo declarou neste fim de semana Carlos Alberto Pereira de Oliveira, diretor de Exploração e Produção de Petróleo e Gás da empresa, à agência argentina estatal de notícias Télam.

Oliveira disse que, em 2007 a Petrobras investiu US$ 300 milhões em produção e U$ 50 milhões em exploração. "E vamos aumentar esse investimento em 2008, especialmente em exploração, já que é a partir desta que a atividade cresce". No entanto, o executivo da empresa brasileira preferiu não fornecer números sobre os investimentos do ano que vem. "É que os orçamentos ainda estão sendo acertados", explicou à Télam.

Nos últimos dias diversos rumores indicaram que a Petrobras poderia realizar intensos investimentos na plataforma marítima argentina, área praticamente virgem, já que tradicionalmente a exploração de petróleo e gás neste país foi realizada em terra firme, ao contrário do Brasil.

Cooperação

Dias atrás, durante a visita da presidente eleita Cristina Fernández de Kirchner à Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu na necessidade da Petrobras "ter uma maior cooperação" com a Enarsa (a estatal argentina criada pelo presidente Néstor Kirchner) "inclusive na exploração de águas profundas".

O anúncio de investimentos era o passo esperado pelo governo do presidente Néstor Kirchner - e de sua esposa e sucessora Cristina Kirchner, que tomará posse no dia 10 de dezembro - para não impedir mais a compra, por parte da empresa brasileira, dos ativos que a Esso pretende vender na Argentina.

Durante meses o Ministro do Planejamento Federal, Julio De Vido, havia indicado que estava contrariado pelas intenções da Petrobras em adquirir mais ativos no país. Segundo os assessores de De Vido - o braço-direito de Kirchner na área econômica (o ministro continuará em sua pasta no governo de Cristina Kirchner) - o desejo do governo argentino era que a empresa, antes de tomar esse passo, investisse mais no país para aumentar sua própria infra-estrutura em exploração.

Venezuela

Nesse contexto, em meados deste ano a estatal venezuelana PDVSA era a preferida para comprar os ativos da Esso no país. Mas, o gradual afastamento de Kirchner do venezuelano e a recente visita de Chávez ao Irã colocaram a pique as ambições do líder bolivariano em relação às instalações da Esso na Argentina.

A Petrobras, especialmente após a visita de Cristina à Brasília, desponta novamente como a preferida para ficar com esses ativos, que englobam a segunda maior refinaria do país e 90 postos de gasolina, além de outros 500 postos que ostentam a franquia da Esso.

Fonte: Portal Exame

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Petróleo sobe e cota acima dos 98 dólares nos EUA

Os preços do petróleo estão a ganhar nos mercados internacionais, com os analistas a garantirem que a OPEP pode não aumentar a quota de produção na reunião agendada para 5 de Dezembro.

Em Nova Iorque, o crude de entrega para Dezembro soma 70 cêntimos para os 98,88 dólares por barril.

Já em Londres, o Brent de entrega para Dezembro trepa 66 cêntimos para os 96,42 dólares por barril.

Recorde-se que o ministro do petróleo do Irão, o segundo maior produtor da OPEP, garantiu no Sábado que a oferta de petróleo global é adequada.

Fonte: Agência Financeira

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Vale diz que nunca conseguirá acompanhar crescimento chinês

A mineradora brasileira Companhia Vale do Rio Doce informou nesta segunda-feira que mesmo que a companhia invista maciçamente no aumento de sua produção não vai conseguir atender à demanda explosiva da China. "Mesmo se nós continuássemos investindo mais e mais nós nunca conseguiríamos acompanhar o crescimento chinês", disse o presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli, a jornalistas durante entrevista em Paris. A Vale é a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo.

O executivo afirmou ainda que a fusão entre o grupo de mineração Rio Tinto e a BHP Billiton é justificada e ressaltou que a empresa não planeja investir na Rio Tinto. "Não há intenção da parte da Vale em adquirir capital na Rio Tinto", disse Agnelli por meio de um tradutor.

O vice-presidente financeiro da Vale, Fábio Barbosa, informou também que a companhia avalia uma listagem de ações na bolsa de valores da França. Segundo ele, seria interessante para a companhia buscar a Euronext para a listagem das ações.

Os executivos afirmaram também que as negociações globais para a definição dos preços do minério de ferro para o próximo ano começam em alguns dias.

Fonte: Agência Estado

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Exportação de suco cai 11,5% em outubro

As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) equivalente somaram 428.088 toneladas nos quatro primeiros meses da safra 2007/2008. O volume representa uma queda de 1,3% ante as 433.851 toneladas exportadas entre julho e outubro da safra 2006/2007. Já o volume de FCOJ equivalente exportado apenas em outubro, de 148.331 toneladas, foi 11,5% menor que as 167.739 toneladas comercializadas no mesmo período do ano passado.

As exportações de "FCOJ equivalente" representam todos os embarques de suco de laranja concentrado e congelado, não congelado e outros não fermentados. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e foram compilados pela Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus). Apesar de representar apenas 0,54% do total exportado pelo Brasil, o Mercosul foi o mercado onde houve o maior aumento porcentual de compra de suco. Entre julho e outubro, os países do bloco importaram 2.329 toneladas da bebida, aumento de 684,17% ante as 297 toneladas de igual período de 2006.

Fonte: Agência Estado

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Grandes projetos impulsionam negócios de automação no País

A previsão de crescer 25% neste ano por conta de grandes projetos das indústrias siderúrgicas, petroleiras, de papel e celulose, petroquímicas e outras enquadradas na mesma categoria, será confirmada por boa parte das empresas que atuam no desenvolvimento de automação. Para 2008, as estimativas mais conservadoras apontam para a manutenção no ritmo de crescimento.

No caso da automação industrial para a área de manufaturas, que incluem os fabricantes de sapatos, automóveis e eletrônicos, não se deve observar o mesmo desempenho, como no grupo que envolve processos. Com isso, a performance total do setor alcançará evolução pouco superior a 10% em 2007. Mas, para quem atua com indústrias de base, o ano foi bom e promete mais.

Fonte: Valor Econômico

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Exportações chinesas de produtos perigosos aumentaram

Segundo Mandelson, que se encontra de visita à China para a cimeira União Europeia (UE)-China de 28 de Novembro, o grande aumento nos problemas de segurança dos produtos chineses deverá manter-se no futuro, previsão tanto mais preocupante quanto, acrescentou, "a China já produz mais de um terço dos bens de consumo em todo o mundo e três quartos dos brinquedos mundiais".

"O sistema europeu de alerta rápido de produtos perigosos recebeu mais de 100 notificações em 2006, e quase metade diziam respeito à China. Em 2007, estes números vão aumentar cerca de 50 por cento", disse Peter Mandelson, ao intervir num fórum de gestão da qualidade que decorreu em Pequim.

Na segunda metade de 2007, a China tem vindo a tentar travar a produção de bens de má qualidade, com o objectivo de restabelecer a confiança mundial nos produtos chineses, abalada depois de escândalos de segurança em diversos produtos exportados pela China, desde peixe a pneus, dentífricos, comida para animais ou brinquedos retirados do mercado.

"Depois do que aconteceu este ano, restaurar e depois manter a confiança dos consumidores nos produtos chineses deve ser a prioridade da China", considerou Mandelson, avisando que "os países e empresas que não ofereçam essa segurança...verão os outros mercados fechados aos seus produtos".

Na cimeira de quarta-feira, a Europa, cuja delegação é liderada pelo primeiro-ministro português José Sócrates, presidente em exercício do conselho de líderes da UE, deverá pressionar a China quanto à qualidade das exportações para o bloco dos 27.

Mandelson afirmou hoje que Bruxelas tem "tolerância zero" em relação à entrada de produtos perigosos no mercado, num discurso perante a vice-primeira-ministra chinesa Wu Yi, responsável pelos assuntos económicos e comerciais.

"Durante o Verão, alguns responsáveis políticos chineses afirmaram que menos de um por cento das exportações chinesas para a Europa apresentavam alegados riscos para a saúde dos consumidores. Mas a Europa importa por dia meio milhão de euros da China, por isso mesmo um por cento não é aceitável," disse o comissário.

As falsificações e violações dos direitos de propriedade intelectual - crescentes em toda a China e que Pequim tem enfrentado dificuldade em combater - será outra das questões que a UE vai exigir debater à mesa da cimeira e o comissário Europeu para o Comércio voltou hoje a apontar o dedo aos produtores chineses.

Muitos dos produtos chineses que representam perigo para o consumidor são falsos, disse Mandelson, que afirmou ainda que "a China nunca vai resolver convenientemente a questão da segurança sem lidar com a onda gigantesca de bens falsificados".

De acordo com o comissário, oito em cada dez bens falsificados que as alfândegas europeias capturaram em 2006 tinham origem na China, incluindo falsificações de medicamentos, peças de automóveis e componentes para aviões.

"É uma enchente que as autoridades chinesas têm controlar e têm de colocar um ponto final. A China tem ainda que nos mostrar de forma mais clara que encara o problema também como seu e não como nosso", queixou-se Mandelson.

"O processo é longo e meticuloso e, inevitavelmente, os parceiros comerciais da China vão observar com muita atenção, avisou.

Fonte: Diário Digital

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Exportador volta ao mercado interno

Boa parte das indústrias brasileiras que hoje destinam 100% do que produzem para exportação já tem plano de lançar produtos no mercado interno. Elas querem aproveitar a demanda doméstica aquecida para compensar parte da perda de receitas nas vendas externas decorrente do enfraquecimento do dólar frente ao real.

Para as indústrias exportadoras, não há perspectivas de mudança no câmbio. A não ser que o desempenho da economia mundial mude ou o governo brasileiro adote medidas para tentar conter a trajetória de queda da moeda americana.

No planejamento estratégico para 2008, muitas empresas trabalham com a cotação atual, na faixa de R$ 1,70 a R$ 1,80, como teto para a taxa de câmbio. “Infelizmente, não vemos nenhuma perspectiva de melhora no câmbio”, diz Álvaro Weiss, presidente da Artefama, maior exportadora de móveis do País. Sua empresa trabalha com dólar de equilíbrio entre R$ 1,65 e R$ 1,70 para o próximo ano.

Além de buscar estratégias para reforçar as exportações para países que pagam em euros, como França, Holanda e Alemanha, a empresa pretende lançar em 2008 uma linha de móveis com design exclusivo para o mercado interno. “As pesquisas já estão em andamento e estamos participando de algumas feiras no País para ver como está o mercado.”

Hoje, a Artefama produz para exportar, mas a idéia é destinar ao menos 20% para o consumo doméstico até dezembro do ano que vem. Com isso, a empresa reduz o risco cambial e também passará a usar os créditos da exportação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no que vender para o mercado interno.

Na HVM do Brasil, que exporta 98% dos componentes para iluminação em néon que produz, os planos são parecidos. “Estamos desenvolvendo novos produtos para o mercado interno, que serão lançados no ano que vem”, diz o presidente da empresa, Mauritius Dubnitz. “É mais uma saída que estamos buscando para compensar um pouco a perda econômica em função da valorização abrupta do real.”

Para a Linifício Leslie, única fabricante de fios e tecidos de linho na América do Sul, a substituição de parte da produção por importação de fios de linho da China foi um dos caminhos para reduzir os efeitos negativos da valorização do câmbio. Hoje, um terço dos fios de linho usados para confecção dos seus tecidos são importados do país asiático.

“Nossa empresa atua há 40 anos no mercado externo e nunca passamos por um período com a moeda tão valorizada”, queixa-se a presidente da empresa, Elizabeth Leslie.

Segundo ela, nos últimos três anos a empresa conseguiu emplacar três aumentos de preços em dólar, totalizando 45,5% de alta. “Agora, não há mais espaço para novos aumentos.”

Maior exportadora brasileira de equipamentos para transmissão e distribuição de energia, a Cerâmica Santa Terezinha é outra empresa que tem reforçado as vendas internas em substituição a exportações. O mercado doméstico já respondem por quase 80% das vendas da empresa este ano, contra 60% em 2005.

“O problema é que o mercado nacional ainda não tem capacidade de absorver todos os produtos que deixamos de vender lá fora”, diz o presidente da empresa, Humberto Barbato.

Para evitar o acúmulo de estoques indesejados, a empresa planeja dar férias coletivas para os 450 empregados de sua fábrica entre dezembro e janeiro. Em 50 anos, esta será a primeira vez que a empresa paralisa sua produção nessa época do ano.

Fonte: Estado de São Paulo

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Obra da Perimetral de Santos tem novos trechos liberados

A avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos teve novos trechos liberados para obras pelos ministérios públicos Federal e Estadual que avaliam as condições para que não ocorra impacto nos imóveis considerados de valor histórico e cultural situados no entorno de alguns trechos do traçado da via.

Com a autorização, a Codesp praticamente quadruplica a área liberada para os serviços, o que representa cerca de 23 por cento do total do projeto. Agora são 2 quilômetros de extensão de pista nos dois sentidos (entrada e saída) autorizados pra construção do viário da Perimetral. Antes, estavam liberados apenas dois trechos, somente da pista de entrada, no total de 1,1 quilômetro, na rua Xavier da Silveira, entre o armazém 8 e o destacamento do Corpo de Bombeiros, e no contorno de Outeirinhos, do canal do Mercado até a proximidade com a Hospedaria dos Imigrantes.

Com a recente liberação, fica autorizado o início dos serviços nas duas pistas da rua Xavier da Silveira, do destacamento do Corpo de Bombeiros até a Praça Barão do Rio Branco,e do trecho de Outeirinhos, do canal do Mercado até o armazém XXX (30 externo).

O diretor de Infra-Estrutura e Serviços da Codesp, Paulino Vicente, reforça que os trabalhos não causarão transtorno para o escoamento rodoviário no Porto. "No trecho de Outeirinhos", explica, "a influência para o viário atual é mínima, pois não se trata de artéria vital para o fluxo rodoviário. Já no trecho da Xavier da Silveira, o cronograma prevê, numa primeira etapa, estender os trabalhos do armazém 8 até a Praça Barão do Rio Branco na pista de entrada para, após a conclusão, liberar essa pista nos dois sentidos e iniciar os trabalhos na pista de saída".

A previsão é concluir o traçado de acesso ao Porto na pista de entrada da Xavier da Silveira, desde o Corpo de Bombeiros até a Praça Barão do Rio Branco, até a primeira quinzena de janeiro, começando, então, as obras na pista de saída na mesma extensão para conclusão até a segunda quinzena de março, quando inicia a chegada da safra de grãos, liberando ao tráfego todo esse trecho com ambas as pistas pavimentadas, com novos sistemas de drenagem , iluminação, sinalização horizontal, vertical e semafórica.

A liberação para as duas pistas no trecho de Outeirinhos, do Mercado até o armazém XXX, permitirá à Codesp concluir, até a primeira quinzena de fevereiro, também com pavimentação, drenagem, iluminação e sinalização, toda a pista de entrada nesse trecho.

O início dos trabalhos nos novos trechos está previsto para o início da próxima semana. Paulino Vicente enfatiza que as liberações pelos ministérios públicos não causam impacto no cronograma total da obra e são de grande importância para garantir todo o esforço da Codesp em não afetar as edificações de valor cultural e histórico da região. "A Autoridade Portuária cumpre plenamente todas as exigências de controle e monitoramento dos prédios históricos para evitar quaisquer danos a sua integridade", conclui o diretor.

O processo da implantação da Perimetral é acompanhado pelo Ministério Público Federal pelo Estadual através dos estudos complementares que abrangem a situação dos imóveis de valor histórico e a respectiva região, com as alterações ocorridas no projeto submetidas a esses órgãos.

Após apreciação inicial, foi autorizada, no início de outubro, a retomada das obras na pista de entrada (sentido Saboó/Paquetá) na rua Xavier da Silveira, entre o armazém 8 e o destacamento do Corpo de Bombeiros. O outro trecho liberado foi o do contorno de Outeirinhos, exatamente na interface Porto-Cidade, da bacia do Mercado até a proximidade com a Hospedaria dos Imigrantes. Os dois trechos somam cerca de 1,2 quilometro.

A OBRA

As obras para implantação da avenida Perimetral têm prazo estimado em cronograma de execução para 18 meses. O valor do investimento é de cerca de R$ 58 milhões. Os recursos são garantidos pois estão incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC do governo federal.

Após uma série de intervenções nos corredores principais de acesso aos terminais, otimizando o sistema viário existente, a Codesp, sem prejuízo ao escoamento das safras de soja e açúcar, retomou, em outubro último, as obras da Perimetral da Margem Direita.

As obras estão programadas de forma coordenada entre os setores de engenharia, operações e fiscalização da empresa em conjunto com arrendatários e operadores, a fim de eliminar transtornos às operações. A iniciativa permitirá melhorias significativas ao longo da margem direita, através da reorganização do sistema viário e ferroviário, atendendo à crescente demanda de fluxo de veículos, trazendo, inclusive, benefícios para a própria cidade.

A primeira etapa concentrou-se na demolição dos antigos armazéns na região Paquetá-Outeirinhos, próximo aos muros que dividem as zonas portuária e urbana da cidade. As obras foram divididas em duas etapas neste trecho. Foram executados os serviços de desmontagem do telhado, derrubada das paredes e retirada do Armazém XXVIII.

Para explicar os serviços que serão executados entre Paquetá e Outeirinhos, a Consultoria Paulista, empresa responsável pelo Desenvolvimento Ambiental, realizou visitas aos moradores da região para detalhar as etapas da obra e distribuiu um folheto com informações sobre o empreendimento.

Fonte: Codesp

Postado Por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística