31 outubro, 2007

Criação da Secretaria Especial de Portos é tema de entrevista

O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, concede entrevista hoje (31), das 9h às 10h, a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás. Ele vai falar sobre a criação da secretaria, por meio da Medida Provisória 360, de maio deste ano, que tem o objetivo de colocar os principais portos brasileiros no mesmo patamar de competitividade dos mais eficientes do mundo.

A Radiobrás disponibiliza o sinal, ao vivo, para todas as emissoras do país, pelo mesmo canal de A Voz do Brasil. O programa também pode ser acompanhado, em Brasília, pela Rádio Nacional, 980 AM. Além disso, trechos da entrevista podem ser acessados nas páginas eletrônicas da Radioagência (www.radiobras.gov.br/radioagencia) e da Agência Brasil (www.agenciabrasil.gov.br).

Fonte: Agência Brasil

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Considerações sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul

O Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela ao Mercosul, firmado por seus respectivos presidentes em Caracas no dia 04/07/2006, aguarda ratificação dos Congressos brasileiro e paraguaio para entrada em vigor.

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara ratificou o protocolo na última quarta-feira e este, agora na qualidade de decreto legislativo, deve ainda ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário da Câmara, antes de ser submetido ao Senado. O protocolo provocou, e continua provocando, um intenso e inédito debate sobre uma questão de política externa, tanto no Congresso como na sociedade. O contexto é, sem dúvida, de grande politização do debate.

Entretanto, se um esforço for feito para manter a discussão num campo estritamente técnico, seguindo o costume legislativo de ratificação de acordos internacionais, não há, em princípio, justificativas procedimentais para a não-adesão da Venezuela ao Mercosul.

Nesse sentido, faz-se necessário destacar alguns fatores que caracterizam as ações do Congresso em relação aos assuntos internacionais. Primeiramente, vale notar que a Constituição brasileira concede ao Executivo a atribuição relativa à formulação e execução da política internacional do país, particularmente sob responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores.

Em adição, o mecanismo de controle do Legislativo sobre o Executivo tem caráter ex-post. Ou seja, o Executivo tem competência para negociar acordos internacionais, cabendo ao Legislativo a função de avaliá-los e ratificá-los. Assim, frente ao elevado número de acordos internacionais submetidos à aprovação do Congresso e ao alto grau de conhecimento específico que eles requerem, este caráter ex-post de controle mostra-se problemático, pois dificulta a atuação do Legislativo nos processos de tomada de decisão de assuntos internacionais. Uma vez que um acordo já foi negociado internacionalmente, sua alteração fica dificultada.

Apesar deste cenário, os temas de política externa vêm ganhando maior atenção no debate nacional, sinalizando pequenas, porém marcadas, alterações no padrão de ratificação de acordos internacionais no Congresso Nacional. Os exemplos emblemáticos referem-se aos casos dos acordos bilaterais de investimentos (BIT) e ao Acordo Brasil-EUA para uso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), que após a negociação pelo Executivo não foram aprovados pelo Legislativo federal. No mais, destaca-se o esforço dos parlamentares para participar da negociação da dívida externa junto ao FMI.

Em essência, embora seja possível constatar um maior envolvimento de membros do Congresso nas negociações internacionais, trata-se ainda de uma tendência incipiente que acompanha o recente processo de internacionalização da economia brasileira.

Se analisados os acordos comerciais ratificados pelo Legislativo, nota-se que os últimos têm como objetivo selar a intenção de cooperação econômica entre as partes, deixando, muitas vezes, a serem posteriormente negociadas questões específicas referentes à implementação dos objetivos descritos e das exigências técnicas que os últimos pressupõem.

Via de regra, uma estrutura institucional é criada - Grupos de Trabalho ou Comissões Técnicas - e ela se responsabiliza pela execução futura dos objetivos acordados. Compete a esse acordo-quadro estabelecer a estrutura e a metodologia das negociações comerciais. Assim, acordos da ordem do Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul tendem a representar um primeiro passo do processo de cooperação econômica, delimitando apenas as primeiras diretrizes para o processo de liberalização, mas sem delimitar condições fechadas.

Dessa forma, o Congresso vem ratificando de forma rápida e com pouca polêmica acordos comerciais que por sua própria natureza apresentam proposições ambiciosas e abrangentes, deixando questões técnicas para futura resolução e execução. Esse padrão fica claro se considerados o Tratado de Assunção (Decreto Legislativo 197/91, 26/06/1991), instrumento jurídico estruturante do Mercosul que institui diretrizes para a criação de um mercado comum; da Rodada Uruguai consolidada no texto do GATT-1994 (Decreto Legislativo 30/94, 16/12/1994), principal acordo multilateral vigente; e do Acordo-Quadro Inter-Regional de Cooperação entre a Comunidade Européia e os seus Estados Membros e o Mercosul e os seus Estados-Partes (Decreto Legislativo 10/97, 05/02/1997), primeiro acordo firmado com um bloco regional.

É sob a luz desses argumentos que o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul deve ser considerado. Trata-se de instrumento jurídico que segue o padrão dos demais acordos comerciais assinados pelo Brasil, uma vez que ao mesmo tempo em que apresenta características generalistas de acordo-quadro, estabelece alguns mecanismos de implementação dos objetivos vislumbrados. Fica claro que com a criação do Grupo de Trabalho incumbido de estabelecer e executar uma metodologia de negociações, o protocolo não se propõe a detalhar a cooperação entre as partes, não sendo, portanto, um instrumento que estabeleça proposições fechadas e definitivas.

Conseqüentemente, não existe nenhum elemento no Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul que o distancie dos acordos ratificados pelo Congresso até o momento. Além disso, é importante considerar também que tanto a Argentina como o Uruguai já ratificaram o Protocolo de Adesão, confirmando o argumento de que não há barreiras procedimentais para a ratificação.

Não havendo barreiras técnicas e procedimentais para a aprovação do Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, a discussão sobre o tema deve ser focada na avaliação do impacto econômico e político da entrada da Venezuela no Mercosul e da maior ou menor convergência desses com os interesses estratégicos do Brasil.

Ricardo Camargo é diretor-executivo da Prospectiva Consultoria Brasileira de Assuntos Internacionais

Thaís Narciso é consultora da Prospectiva Consultoria

Fonte: Valor Econômico

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Exportadores pedem medidas contra câmbio

Com a queda persistente do dólar em relação ao real, os exportadores pedirão ao governo uma política de comércio exterior no País no 27º Encontro Nacional de Comércio Exterior, que será realizado nos dias 23 e 24 de novembro no Rio de Janeiro. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, disse que o câmbio continua sendo um grave problema para os exportadores e a expectativa é de redução no saldo da balança em 2008, mas o que se vê à frente, no que diz respeito ao dólar, parece ainda pior do que na atualidade.

“Se a Selic se mantiverem neste patamar, sem novas quedas, a taxa de juros nos Estados Unidos cair e o Brasil atingir o investment grade, só vai piorar”, admite Augusto de Castro. “A parada na queda dos juros atingiu o câmbio em cheio”, disse. Segundo ele, a questão do câmbio com certeza será abordada no tradicional encontro de exportadores, mas o alerta para a necessidade da formulação de uma política para o setor será o destaque.
Para o vice-presidente da AEB, é uma ilusão acreditar que as exportações brasileiras vão bem apesar do câmbio, quando na verdade estão se sustentando nas elevadas cotações das commodities. Segundo ele, o dólar já registrou 20% de queda somente do pico de agosto até hoje e, diante disso, “a impressão que se tem é que as empresas estão ficando filantrópicas, o lucro é secundário”.

Augusto de Castro explica que muitas empresas têm preferido exportar sem lucro a perder o espaço conquistado no mercado internacional e as medidas setoriais de compensação que estão sendo anunciadas pelo governo não são suficientes. “O problema não é aumentar a produção, mas ter preço competitivo, não adianta apenas ter capital de giro, isso é bem-vindo, mas não compensa a queda dos ganhos com o dólar baixo”, disse.

Diante da inevitável e difícil convivência com o dólar em queda persistente, a AEB quer uma política de governo para o comércio exterior. Augusto de Castro disse que nunca houve uma política governamental para o setor no País e sim, como ocorre hoje, de ministérios, muitas vezes até mesmo conflitantes entre si. O Enaex debaterá o tema avaliação política do comércio exterior brasileiro - uma política de exportação em conjuntura de crise internacional. Para a AEB, a crise internacional existe e o colchão de proteção formado pelas reservas brasileiras poderá ser insuficiente para evitar uma redução no superávit da balança já no próximo ano.

Segundo ele, considerando a continuidade das “ótimas cotações” da soja e do petróleo registradas em 2007, as exportações deverão crescer 6% em 2008 ante o ano anterior, enquanto as importações devem aumentar 15%, levando o saldo da balança a recuar, no total do ano que vem, para US$ 30 bilhões, ante US$ 41,9 bilhões previstos para este ano.

Fonte: Jornal do Comércio (RS)

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Lucro da Lexmark tem queda de mais de 50% no trimestre

A Lexmark encerrou o terceiro trimestre com queda de 3% na receita na comparação com o mesmo período do ano anterior. O total registrado pela fabricante de impressoras e multifuncionais foi de US$ 1,195 bilhão, ante US$ 1,235 bilhão entre julho e setembro do ano anterior.

A margem de lucro bruta no período foi de 27,8%, a proporção de gastos operacionais em relação às receitas foi de 26,1 % e a margem de receitas operacionais foi de 1,7 %, o que resultou num lucro líquido de US$ 45 milhões, uma queda de mais de 52% em relação aos US$ 86 milhões registrados em igual trimestre de 2006. As receitas operacionais incluem US$ 15 milhões por encargos antes dos impostos para atividades de reestruturação da empresa.

A margem de lucro bruta no trimestre, segundo a empresa, teria sido de 28,2%, uma redução de 4,7% – ante 32,9 % no mesmo período do ano anterior. Além disso, os gastos operacionais como porcentagem das receitas teriam sido de 25,2 %, ou seja, 2,7% a mais na comparação com 22,5% registrados no mesmo período do ano anterior.

A companhia encerrou o semestre com US$ 639 milhões e em títulos comercializáveis. O disponível líquido no terceiro trimestre por atividades operacionais foi de US$ 142 milhões. Os gastos de capital foram de US$ 39 milhões. A depreciação e amortização no trimestre foram de US$ 50 milhões. A companhia recomprou um total de ações no valor aproximado de US$ 295 milhões.

“Estamos tomando as medidas para mudar nosso foco de mercado de consumo para clientes de uso mais intenso, e aperfeiçoando nossa estrutura de custos e gastos. Ao mesmo tempo, estamos comprometidos em continuar nossos investimentos estratégicos, em desenvolver novos produtos e em reforçar nossa posição em segmentos de mercado em crescimento”, disse Paul J. Curlander, presidente e CEO da Lexmark.

O primeiro impacto dessas medidas veio com o anúncio nesta terça-feira (30/10) de um plano de reestruturação que inclui o fechamento de uma das fábricas de suprimentos de jato de tinta da empresa no México e medidas adicionais de otimização das fábricas restantes de jato de tinta naquele país. Além disso, a empresa vai reduzir custos e gastos em estruturas de suporte de negócios ao consolidar atividades globais e expandir o uso de centros de serviço compartilhados em regiões de baixo custo, e concentrar a área de marketing e de vendas em países ou regiões geográficas que tenham consumo mais alto de suprimentos. A Lexmark também vai cortar aproximadamente 1.650 funcionários até o fim de 2008, mas algumas das vagas serão sendo transferidas para países com custo de produção mais baixo.

A companhia calcula que essas medidas resultarão em custos de aproximadamente US$ 20 milhões em 2007 e US$ 70 milhões em 2008. O total de economia esperado pela reestruturação será cerca de US$ 40 milhões em 2008, e de US$ 60 milhões anuais.

Fonte: Ti Inside

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Petrobras anuncia que nova plataforma será construída no Brasil

A Petrobras anunciou nesta terça-feira que a construção da plataforma P-56 será realizada em território nacional.

A estatal assinou o contrato de construção com o Consórcio FSTP (Keppel Fels e Technip), no valor de R$ 1,2 bilhão, que inclui serviços de engenharia, suprimento, construção e montagem da plataforma.

A P-56 será uma cópia da P-51, a primeira plataforma semi-submersível totalmente construída no Brasil. Ela será usada na produção do Módulo 3 do campo de Marlim Sul, no Estado do Rio de Janeiro.

A construção da P-56 com um modelo já conhecido faz parte do plano da Petrobras de recuperar o ritmo de crescimento da produção que foi afetado pelo atraso nos projetos de outras duas plataformas (P-55 e P-57). As licitações delas foram canceladas por preço excessivo.

A nova plataforma --que deve entrar em operação em 2010-- terá capacidade de processar 100 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Fonte: Folha Online

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Varig deve atingir equilíbrio financeiro em 2008

A Varig deve atingir o ponto de equilíbrio das contas financeiras, as chamadas breakeven, no terceiro trimestre de 2008, de acordo com o presidente da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Junior. Em Londres para o lançamento de vôos diários da Varig entre o aeroporto de Heathrow e São Paulo, o executivo afirmou que o lançamento de novos serviços do Brasil para a Europa e para os EUA, em 2008, ajudarão a impulsionar a situação financeira da operadora. Desde agosto de 2006 que a Varig não operava esta linha.

Para as rotas de longa distância, a Varig utilizará aviões alugados 767-300ER da Boeing. Oliveira disse ainda que negociações preliminares estão sendo conduzidas com a Airbus e a Boeing a respeito da compra de novos aviões dos modelos A350 XWB e 787, mas as aeronaves não entrariam na frota da empresa antes de 2015.

A Varig é a segunda maior companhia aérea brasileira, ficando atrás apenas da TAM e da Gol, que comprou a Nova Varig em abril, pelo montante de US$ 282,5 milhões, menos de um ano após a empresa ter sido comprada em leilão pelo fundo de investimentos Matlin Patterson por US$ 24 milhões.

Oliveira reafirmou sua confiança na companhia, que deve expandir negócios, com planos de começar viagens ao México em novembro, Madri em dezembro e Miami e Nova York em 2008. A empresa está fazendo acordos com outras companhias para ampliação de sua rede de destinos, embora não tenha ainda em vista nenhuma aliança internacional, acrescentou o executivo.

Sobre o fechamento de capital da Gol e as possibilidades de ser adquirida por um grupo de private equity, Oliveira disse ainda estar considerando as opções. "Estamos considerando todas as possibilidades, discussões estão acontecendo (e)... podemos tomar uma decisão em breve" acrescentou. As ações da empresa ainda não se recuperam após a desvalorização resultante do acidente no Mato Grosso, em setembro de 2006, matando 154 passageiros.

A Varig já foi a maior companhia aérea da América Latina mas devido aos altos custos de leasing e à quantidade de dívidas, quebrou. Com dívida que chegava a de US$ 3 bilhões, em 2005 começou processo de recuperação, com a dívida assumida por uma companhia separada, chamada velha Varig.

Fonte: Monitor Mercantil

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Vale do Rio Doce aponta aumento de 47% no preço do potássio

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) divulgou o resultado do terceiro trimestre de 2007 e apontou um aumento de 47% no preço do potássio. A mina de potássio da companhia, única no Brasil, está localizada em Sergipe, especificamente na região da cidade de Rosário do Catete.

Segundo dados da CVRD, o potássio contribuiu com US$ 49 milhões, cerca de R$ 98 milhões, para receita da companhia. De acordo com a empresa, o preço do potássio segue em elevação, atingindo nível recorde de quase US$ 277 por tonelada, com aumento de 47% relativamente à média realizada no terceiro trimestre do ano passado (US$188,59), face à expansão da demanda global.

Apesar do crescimento, a produção comparada com o mesmo período do ano passado caiu. Das 291 mil toneladas no terceiro trimestre de 2006, a CVRD registrou no mesmo período deste ano, a produção de 177 mil toneladas.

Fonte: Infonet

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Perdigão desembolsa R$ 1,4 bilhão pela Eleva

A Perdigão anunciou que adquiriu a Eleva Alimentos, antiga Avipal, também fabricante dos produtos Elegê. O valor do negócio inclui o pagamento de uma parte em dinheiro e outra mediante transferência de ações da Perdigão para os controladores da Eleva. No total, a operação deve custar R$ 1,4 bilhão à Perdigão. Caso a companhia feche o capital da empresa gaúcha, conforme manifestação em fato relevante divulgado ontem, a operação de compra poderá chegar perto de R$ 2 bilhões.

Pelo acordo, ficou acertado que metade do pagamento será feito em moeda e a outra em troca de ações. Com isso, o chinês fundador da Eleva, Shan Ban Shun, será um acionista importante da Perdigão, mas não o maior. O controle da companhia continuará na mão dos fundos de pensão. O acordo foi fechado ontem em Porto Alegre. Ban Shun, ao lado dos três filhos, parecia feliz com os termos do acordo. Ainda não está decidido, porém, se ele terá uma cadeira no conselho de administração da Perdigão.

Um ano depois de enfrentar e derrotar uma oferta hostil da Sadia, a Perdigão virou o jogo no mercado interno e dá agora a cartada contra a rival. Em julho de 2006, a Sadia chegou a uma oferta de R$ 3,88 bilhões pela Perdigão. Uma operação liderada pela Previ anulou a oferta da concorrente e iniciou uma reviravolta que mudará as posições de mercado. A fusão com a Eleva cria a maior indústria de processamento de carne de frango e de leite do País. O negócio, que será detalhado hoje, tira da Sadia a liderança do mercado de aves e a dianteira do mercado de lácteos da Parmalat.

A Perdigão passa a ser a companhia de alimentos (dos segmentos de aves e lácteos) de maior valor no mercado brasileiro. Pelo valor das ações da Perdigão e Eleva negociadas ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o valor de mercado da nova companhia alcançaria R$ 9,381 bilhões. A Sadia, concorrente direta da Perdigão, fechou a um valor de R$ 7,991 bilhões.

Em receita, a Perdigão também assume uma posição privilegiada no mercado brasileiro. As receitas somadas das duas empresas até o final do segundo trimestre somaram R$ 8,7 bilhões, ante R$ 7,7 bilhões. Além das economias que podem ser obtidas com a fusão, há vantagens de acesso a mercados para a Perdigão. A empresa será a líder nacional na exportação de frango.
A fusão com a Eleva dá também mais força no mercado de lácteos na região Sul. A Perdigão entrou nesse mercado após a aquisição da Batavia, da Parmalat, e reforçou a linha de produtos com a compra da divisão de margarinas da Unilever. Em junho, a Perdigão adquiriu as marcas de margarina Doriana, Delicata e Claybom.

A operação também trouxe uma solução para um velho dilema de Ban Shun. Nenhum de seus três filhos - Natali, Leonardo e Warren - queria ou tinha condições de assumir seu lugar na companhia. Ban Shun, um veterinário chinês que chegou ao Brasil fugido do comunismo há 50 anos, construiu o seu império do zero, entregando frango de porta em porta numa Kombi. Por muito pouco, o chinês não virou dono da Perdigão. Em 1994, fez uma oferta apenas alguns dólares abaixo dos US$ 150 milhões desembolsados pelos fundos. Com o dinheiro, Ban Shun comprou todo parque industrial da cooperativa de leite gaúcha CCGL.

Fonte: Jornal do Comércio

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Governo do Estado retoma obras de duplicação da RS-118 em Gravataí

As obras de duplicação da RS-118, no entroncamento da BR-290 (Freeway), em Gravataí, e da BR-116, em Sapucaia do Sul, foram retomadas ontem pelo governo estadual. Os trabalhos haviam começado em 2006, mas foram paralisados por falta de recursos do Tesouro do Estado.

Já estão contratados 10,4 quilômetros, que vão da BR-290 até o distrito de Santa Tecla, em Gravataí. Na primeira etapa serão realizadas obras nos quilômetros 16 a 22 no sentido de Sapucaia do Sul, que representam um investimento de R$ 27 milhões.

A continuidade da construção, a partir do quilômetro 16, no sentido de Sapucaia, será possível com a utilização de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Estão executados apenas 50% dos trabalhos de terraplenagem e 70% de drenagem.

O recomeço das obras em Gravataí foi acompanhado pela governadora Yeda Crusius e pelos secretários de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba, e de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade.
Alba disse que a obra é importante para Gravataí e região por tratar-se de uma rodovia que liga os dois mais importantes eixos rodoviários do Rio Grande do Sul: a BR-116 com a BR-290 e envolve diretamente os municípios de Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada e Viamão. "O volume de tráfego é muito intenso neste trecho, com a circulação de mais de 18 mil veículos por dia, a maioria de caminhões que usam a rodovia para o escoamento da produção oriunda da Região do Vale do Caí, Vale do Sinos e da Serra para o eixo Rio-São Paulo", destacou.

A duplicação vai obrigar a transferência das famílias que ocupam as margens da rodovia. O trabalho será realizado pela Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano.

Fonte: Jornal do Comércio

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Embarque de soja pelo porto do Rio Grande é recorde até setembro

A exportação de soja em grãos pelo porto do Rio Grande somou 4,56 milhões de toneladas de janeiro a setembro deste ano, com aumento de 52% ante o mesmo período de 2006. O volume supera o movimento do grão exportado em todo o ano de 2003, que tinha o recorde de 3,92 milhões de toneladas.

Os embarques de cereais seguem com destaque no porto gaúcho no segundo semestre. A soja representa o maior volume. Além do grão, o embarque de farelo de soja aumentou 12,1% até setembro, para 1,46 milhão de toneladas, e o óleo de soja subiu 8,1%, para 408 mil toneladas.
No total, foram exportados 7,392 milhões de toneladas de cereais em nove meses de 2007, com expansão de 32,4% ante 2006. A importação de cereais somou 1,04 milhão de toneladas, alta de 35,3%.

Entre os produtos agrícolas, o crescimento mais expressivo de embarques foi o de milho, com alta de 674% de janeiro a setembro, para 432 mil toneladas. A exportação foi possível com o aumento da safra 2006/2007, quando o Rio Grande do Sul colheu 5,9 milhões de toneladas.

Em 2007, o porto gaúcho espera embarcar cerca de 8,5 milhões de toneladas de grãos, disse o superintendente substituto, Enésio Cerqueira Neto. Ele estimou que ainda restam 10% da soja destinada à exportação para ser embarcados. Na contramão dos produtos em crescimento, as exportações de trigo e arroz caíram 46,7% e 16,2%, respectivamente, no mesmo período de comparação, para 314 e 208 mil toneladas.

O porto movimentou 20,28 milhões de toneladas de janeiro a setembro, com aumento de 18,49% ante 2006. Mantido este ritmo, o porto prevê movimentar mais de 25 milhões de toneladas este ano, superando a marca de 22,5 milhões de toneladas embarcadas e desembarcadas em 2006. Do volume realizado até setembro,13,509 milhões de toneladas foram exportadas, crescimento de 21,5%.

Junto com os granéis, o movimento de veículos está estimulando o aumento das cargas em Rio Grande, destacou Cerqueira Neto. Com crescimento de 333%, as operações de veículos atingiram 42.542 unidades até setembro, estimuladas pelas importações, que representaram 38.359 unidades. A principal responsável pelo aumento é a General Motors, que registrou importação de 33 mil unidades do Corsa Classic da Argentina.

Fonte: Jornal do Comércio

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29 outubro, 2007

Dinheiro para o setor portuário triplica

Há cerca de R$ 3 bilhões em projetos de novos portos aguardando o aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Outras obras, em valor equivalente, já receberam liberação, mas ainda não estão prontas. A informação é do diretor do Centro de Estudos em Logística da Coppead, Paulo Fleury. "Nos próximos três anos, haverá o triplo de investimentos em relação à média dos últimos dez anos", estima.

O crescimento do comércio exterior brasileiro não foi acompanhado de investimentos em infra-estrutura, diz Fleury. "O que se está observando é que as grandes empresas industriais, que dependem muito das trocas com o resto do mundo, estão buscando soluções privadas". Nos primeiro nove meses deste ano, as exportações brasileiras cresceram 162% em relação ao mesmo período de 2001. Nas importações, a alta foi de 100%. Entre 2000 e 2005, diz Fleury, os Estados Unidos investiram US$ 9,5 bilhões no sistema portuário. O volume investido pelo Brasil foi de apenas US$ 371 milhões. "De repente passamos a falar de investimentos, o que é ótimo, mas isso está longe de ser suficiente", opina.

Um dos maiores investimentos previstos para os próximos anos é o Porto Brasil, em Peruíbe (SP), que deve exercer grande impacto sobre a movimentação do Porto de Paranaguá, distante apenas 240 quilômetros. O empreendimento, ambicioso, é do empresário Eike Batista, por meio da empresa LLX. Ele pretende construir uma ilha artificial a 3 quilômetros da costa, para aproveitar a profundidade do alto mar e facilitar a manobra de grandes navios.

O aporte previsto é de US$ 2 bilhões (R$ 3,54 bilhões), com previsão de inauguração até 2012 e expectativa de movimentar o mesmo volume que Santos, o maior da América Latina. Para cumprir esse prazo, a LLX terá de enfrentar uma dura batalha ambiental, já que há comunidades indígenas nas áreas próximas e vegetação de Mata Atlântica na região onde o porto será construído.

Há lugar para todos os portos, avalia o presidente da ABTP, Wilem Manteli. Segundo ele, haverá uma forte concorrência entre os terminais em todo o Mercosul, mas ela será extremamente benéfica. "A produção nacional está crescendo em todos os setores: mineração, agricultura, siderúrgica. O volume importado e exportado pelo Brasil deve atingir 700 milhões de toneladas neste ano. Em 2012, esse número deve atingir 1 bilhão de toneladas". Mas a tendência, no longo prazo, aponta para o fechamento de alguns terminais, avalia.

Manteli e Fleury defendem maiores investimentos privados nos terminais. Para o primeiro, a Appa poderia economizar o dinheiro que investiu no terminal público de álcool (R$ 13,7 milhões), por exemplo, e destiná-lo exclusivamente para custear a dragagem no Canal da Galheta, que não é feita regularmente há dois anos.

Para o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, se os governos conseguirem investir em infra-estrutura, naturalmente as empresas vão se interessar e vão fazer aportes na super-estrutura (novos terminais, máquinas e equipamentos).

O superintendente da Appa, Eduardo Requião, diz que a autarquia tem interesse em fazer parcerias com a iniciativa privada. "O Porto de Paranaguá é aberto a investimentos. Há diversas áreas que são arrendadas para muitas empresas, multinacionais até. O gerenciamento é público, mas claro que o porto tem de ser parceiro da iniciativa privada, até porque o porto é composto por operadores, armadores".

Fonte: Gazeta do Povo-PR

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Disposições ambientais aumentam procura do frete marítimo

A procura do frete marítimo de contentores tem aumentado devido às novas directivas internacionais para diminuir as emissões de CO2, causadas tanto por via dos transportes rodoviários, como pela aviação, salientou hoje Eivind Koldind, do grupo Moller-Maersk.

Falando no Shipper Forum 2007, que reuniu em Lisboa armadores e especialistas de todo o mundo, Kolding adiantou que o sucesso da indústria de transporte marítimo depende cada vez mais da capacidade de deslocar a carga entre os hinterlands, ou seja, trazer a mercadoria o mais rapidamente do interior para o porto, ou deste para o interior de um país ou de um região.

O especialista adiantou que as orientação ambientais têm afectado a indústria, e que o «transporte amigo do ambiente é um pré-requisito para no futuro, se fazer negócio».

Kolding apontou alguns indicadores, que abonam a favor do transporte marítimo, que só «é responsável por 1,8 por cento de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2) no planeta» , visto que, «um barco de carga só emite 800 toneladas de gases com efeito de estufa por dia».

Enquanto que um navio transportando atum do Japão para Espanha emite 450 quilos de CO2 por dia, a mesma carga transportada por avião origina uma emissão de 7.500 quilos de CO2 durante o trajecto. Já um par de sapatos, transportado por via marítima, da China para Europa, pode originar 372 quilos de CO2, a propósito da procura do frete contentorizado por mar.

Foi neste contexto que a secretária de Estado dos Transportes, realçou as necessidades da política marítima da União Europeia, apesar da Europa apenas controlar 23 por cento do tráfego mundial de mercadorias marítim, com uma frota de 156 mil milhões de toneladas.

Ana Paula Vitorino apontou o papel do transporte marítimo e da logística no desenvolvimento sustentável da UE como «uma das prioridades da presidência portuguesa», para a qual selecionou cinco aspectos:

Em primeiro lugar promover acções de transferência do modo de transporte mais poluente e mais congestionável, como o rodoviário, para o mais eficiente e mais sustentável, designadamente a ferrovia e o transporte marítimo.

Em segundo lugar, aumentar a competitividade e reforçar o mercado interno comunitário, através do conceito Short Sea Shipping (Transporte marítimo de Curta Distância) e Auto-estradas do Mar, e do forte apoio aos portos como alavancas à inter-modalidade dos transportes.

No âmbito da Estratégia de Lisboa, a secretária de Estado considerou igualmente fundamental a promoção da investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico como indutores do desenvolvimento económico sustentável.

Por último, o reforço da segurança e utilização segura do mar como salvaguarda das áreas marítimas e costeiras, como garante da integridade das fronteiras económicas e fiscais.

A secretária de Estado apontaria, nesta lógica, a entrada em funcionamento, ainda este mês, das duas auto-estradas do mar previstas para Portugal, com as quais se espera transportar, entre 2008 e 2012, carga equivalente à transportada por 160 mil camiões TIR.

Fonte: Agência Lusa-Lisboa

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Falta de equipamentos atrasa obras do PAC

Depois de mais de duas horas de reunião com a cúpula da Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que as obras da estatal no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) estão comprometidas pela falta de capacidade dos fornecedores.

Sob pena de comprometer o cronograma dos trabalhos em mais do que o dobro do tempo, o governo federal deve desembolsar bem mais do que o previsto no programa: Lula quer liberar crédito para as empresas que fornecem material à Petrobras nas obras.

"Todos esses problemas vão fazer com que, a partir da próxima semana, a gente passe a fazer reuniões entre a Petrobras e esses principais fornecedores de peças que estão em escassez no mercado para que a gente possa anunciar programas do governo com financiamento, para que essas empresas possam aumentar sua capacidade produtiva e atender a uma demanda brasileira e a uma demanda mundial, que é cada vez mais crescente", afirmou o presidente Lula.

Entre as obras da Petrobras no PAC estão construção de plataformas, gasodutos e navios e investimentos em pesquisa de prospecção em novos poços. "Muitos fornecedores da Petrobras que antes podiam atender em 90 dias, em 100 dias, em 170 dias, que era um prazo que eles assumiam para atender às compras e às necessidades da Petrobras, hoje estão passando para 400 dias", exemplificou Lula. "É porque a capacidade instalada dessas empresas se exauriu, e elas obviamente que vão precisar construir uma nova fábrica ou aumentar a fábrica".

Segundo o presidente, uma obra que duraria dois anos vai passar a durar "três ou quatro anos". Outro obstáculo para o andamento do PAC da Petrobras, diz Lula, é a burocracia. "Nós temos problemas muitas vezes que envolvem o Tribunal de Contas da União (TCU). Só para vocês terem idéia: nós temos um gasoduto ligando Campinas, em São Paulo, ao Rio de Janeiro. Faltam apenas 600 metros para a gente concluir, e tem um cidadão que é dono de uma propriedade que sentou em cima da propriedade e está pedindo 20 vezes o que vale o terreno dele, e isso está na Justiça", citou o presidente durante evento no Rio.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Mercado já trabalha com petróleo a US$ 100 o barril

O petróleo ultrapassou a marca de US$ 92 por barril pela primeira vez nas negociações em Nova York, na sexta-feira, após EUA terem acusado militares iranianos de apoio ao terrorismo e anunciado novas punições ao país, dono da segunda maior reserva mundial do produto. Apesar de fechar abaixo desse valor - no final do dia ficou em US$ 91,86, alta de US$ 1,40 -, já se fala que a commodity deve passar dos US$ 100 e bater e recorde histórico registrado em 1979, na segunda crise do petróleo.

"Não há nada que impeça o petróleo de chegar aos US$ 100", afirmou Chip Hodge, diretor-gerente da MFC Global Investment Management à Bloomberg. "Há motivos de sobra para a alta, como a persistência da disputa entre Turquia e Iraque, as novas sanções contra o Irã e queda nos estoques." O "Financial Times" calcula que o preço recorde do barril do petróleo em 1979, corrigido pela inflação, seria hoje algo entre US$ 100 e US$ 110.

Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, prática que suspeitam ser uma cobertura para o desenvolvimento de armas nucleares. Os preços também avançaram depois das ameaças turcas de ataques militares mais amplos no norte do Iraque. O estoque de petróleo bruto nos EUA caiu para o menor patamar desde janeiro, segundo informe do governo americano divulgado na quarta-feira passada.

Na sexta, ao longo do dia, chegou a subir para US$ 92,22, maior preço intradiário desde o início das negociações em 1983. Na semana, o contrato para dezembro valorizou-se 5,6%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 52%. O Brent para dezembro fechou em alta de US$ 1,21, ou 1,4%, com cotação recorde de US$ 88,69 por barril, na Bolsa Intercontinental (ICE) de futuros, em Londres. Ao longo da sessão, atingiu a marca de US$ 89,30, maior desde o início das operações, em 1988.

"Acho que chegaremos a US$ 100, se não bastar por outro motivo, por causa de alguns operadores, que querem dizer que levaram o petróleo a esse nível", afirmou Sarah Emerson, diretora-gerente da Energy Security Analysis Inc., uma consultoria de Massachusetts. "Quando se chega perto de um número psicológico, alcançá-lo torna-se uma profecia auto-realizável."

Fonte: Valor Econômico

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Estaleiro Eisa inicia construção de navios para PDVSA

O Eisa - Estaleiro Ilha S.A., controlado pelo Synergy Group, de German Efromovich, tem em carteira contratos para a construção de navios que somam US$ 834 milhões. O número irá superar US$ 1 bilhão quando entrar em eficácia contrato com a Log-In Logística Intermodal para a construção, pelo estaleiro, de cinco navios de contêineres. O maior dos contratos do Eisa, no valor de US$ 700 milhões, envolve pacote de dez navios petroleiros para a PDV Marina, subsidiária da Petróleos de Venezuela (PDVSA).

Na semana passada o Eisa informou, em nota, que começou o corte das chapas de aço para os navios encomendados pelos venezuelanos: são duas embarcações para transporte de derivados de petróleo, com capacidade individual de 47 mil toneladas de porte bruto (TPB), e oito navios tipo Panamax, com capacidade de 70 mil TPB cada um. O primeiro navio, para transporte de derivados, será entregue à PDVSA em maio de 2009. As últimas embarcações deste pacote estão previstas para saírem do estaleiro, situado na Ilha do Governador, no Rio, em 2011. Cada navio de derivados tem um preço médio de US$ 60 milhões, enquanto os Panamax custam, em média, cerca de US$ 72 milhões.

Jorge Gonçalves, diretor comercial do Eisa, disse que o primeiro passo para a construção dos navios para a PDVSA foi um memorando de entendimentos assinado entre o estaleiro e a PDV Marina, em dezembro de 2006. O contrato para os dez navios entrou em eficácia em maio de 2007. Segundo Gonçalves, as garantias para a obra, toda financiada pela Venezuela, foram dadas pelo Synergy Group, o controlador do Eisa.

Um dos mecanismos usados é uma conta-vinculada para fazer o acompanhamento da obra, disse Gonçalves. Há alguns anos o Eisa não conseguiu construir quatro navios petroleiros para a Transpetro, mesmo após ter ganho licitação, por problemas com garantias com o BNDES.

Gonçalves disse que o acordo com os venezuelanos prevê transferência de tecnologia e treinamento de pessoal. Ele informou que a cada seis meses uma turma de 25 venezuelanos, ligados à PDVSA e ao estaleiro estatal Dianca, serão treinados no Eisa. O estaleiro Mauá Jurong, de Niterói (RJ), que também é controlado pelo Synergy Group, participa com o Eisa no processo de transferência de tecnologia para os venezuelanos. Todos os navios para a PDVSA serão equipados com motores da finlandesa Wärtislä.

De acordo com Gonçalves, os demais contratos em andamento no Eisa incluem a construção de um navio graneleiro que se autodescarrega para um armador americano, no valor de US$ 72 milhões, dois cascos para a Aker Promar, por US$ 40 milhões, e navio offshore para uma joint-venture com participação de argentinos, no montante de US$ 22 milhões. A expectativa de Gonçalves é de que o contrato com a Log-In possa entrar em eficácia nas próximas semanas. A Log-In, que é listada na Bovespa e tem 31,3% do seu capital em mãos da Companhia Vale do Rio Doce, aprovou investimentos de US$ 330 milhões para construir cinco navios de contêineres de 2,7 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés) cada um no Eisa.

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras de volta à Bolívia

A Petrobras vai voltar a investir em exploração de gás na Bolívia e deve operar o campo de Itaú, hoje sob responsabilidade da francesa Total, garante o assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia. A decisão é uma reviravolta na posição da empresa que, até recentemente, escaldada pela instabilidade política boliviana, afirmava estar disposta apenas a investir o necessário para manter suas atividades já existentes, nos campos de San Antônio e San Alberto. Como tudo que se refere às relações entre Brasil e Bolívia, o tema está, é claro, em negociação.

"A Petrobras vai operar os campos da Total", acredita Garcia. "O governo boliviano está disposto a dar todas as garantias necessárias para isso".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende "bater o martelo" sobre a volta dos investimentos de peso da Petrobras na Bolívia durante o encontro que terá no fim de novembro, em La Paz, com o presidente boliviano, Evo Morales, informou Garcia. Uma fonte que acompanha a negociação para marcar a data do encontro revela que o governo brasileiro ainda não acertou o dia da reunião porque, antes, quer ter garantias de que não haverá surpresas desagradáveis para Lula durante a visita.

Fontes próximas à empresa afirmam que a decisão final dependerá de negociações também entre a Petrobras e a Total. Na semana passada, o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, teve uma reunião com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ministro de Minas e Energia, Nélson Hubner, que irão a La Paz em, 5 de novembro para continuar as conversas. O governo boliviano sonha anunciar, em 15 de dezembro os acordos de investimento das companhias estrangeiras.

A agenda de discussão é secreta, embora Villegas já tenha revelado que conta com a volta dos investimentos da Petrobras, mas há pelo menos um outro tema delicado: o governo boliviano pediu ajuda ao Brasil e à Petrobras com a distribuição de óleo diesel, que entrou em colapso, depois que Morales retomou da estatal brasileira as refinarias de combustível do país.

Lula vai se reunir com Morales em novembro

Na sexta-feira, uma manifestação de bolivianos irados protestava, em frente às refinarias, contra o desabastecimento do combustível. Lula já garantiu o apoio a Morales, na regularização da distribuição de diesel.

A Petrobras, depois da maneira agressiva como foi tratada durante a nacionalização das reservas de gás da Bolívia, tirou das gavetas os planos alternativos, como o maior empenho na exploração de reservas de gás no Brasil e investimentos em infra-estrutura para importar até 27 milhões de metros cúbicos diários de gás natural liquefeito (GNL), a partir de maio de 2008. A aposta do governo no crescimento da economia reforça os argumentos dos que defendem, no governo, aumentar a exploração do gás boliviano.

"Se há risco, é para eles", afirma Marco Aurélio Garcia, insinuando o que é uma convicção na diplomacia brasileira: a ameaça da Petrobras de suspender planos de investimento na Bolívia mostrou que os bolivianos dependem fortemente da disposição dos investidores, para atender os compromissos de fornecimento de gás já contratados, enquanto o Brasil tem alternativas de abastecimento (desde que os bolivianos não rompam os contratos de forma impulsiva, negando o gás já contratado).

Garcia argumenta que interessa ao Brasil aumentar a importação de gás boliviano desde que haja garantias de fornecimento e respeito aos investimentos da Petrobras. "Certamente é preciso ter presente que os investimentos só darão resultado num tempo mais prolongado", avisa.

Em La Paz, observadores internacionais apontam o forte impacto que teria o anúncio de um acordo entre o governo Morales e a estatal brasileira para aumento de investimentos no país: todas as outras companhias petroleiras suspenderam decisões, para assistir ao que acontecerá com a brasileira, que deverá estabelecer uma espécie de marco para proteção aos investimentos no setor.

Presidente fraco em um país instável e profundamente dividido, Evo Morales é um político intuitivo, sempre se debatendo por apoio. Mostrou não ser um parceiro muito confiável e até hostil a temas de destaque na agenda de Lula - como na campanha movida pelo boliviano contra o programa de biocombustível defendido pelo brasileiro.

Com o recuo da Petrobras claramente influenciado pelos cálculos geopolíticos de Lula, o presidente brasileiro poderá ganhar cacife para cobrar do vizinho maior lealdade no jogo diplomático continental. Ou poderá frustrar-se mais uma vez, ao custo de lanhar o capital político acumulado com o excelente desempenho da economia. Lula parece acreditar que vale a pena o risco.

Embraer com asas emergentes - Turquia, África do Sul e Chile são os países cujos governos negociam com a Embraer uma participação na construção do futuro cargueiro militar, o C-390, que a companhia tenta fazer decolar com apoio do governo brasileiro.

Fonte: Valor Econômico

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Vale planeja investir em transporte marítimo

O custo elevado do frete levou a Vale do Rio Doce a cogitar a entrada no mercado de transporte marítimo de longo curso. Segundo o diretor-executivo de Finanças da Vale, Fábio Barbosa, a companhia estuda investir em parceria para a criação de uma empresa com foco no transporte Brasil-Ásia ou ainda criar um segmento dentro da Vale para cuidar do projeto.

De acordo com Barbosa, o custo atual do frete é da ordem de US$ 80 a US$ 90 por tonelada. Ele evitou estimar o quanto o projeto poderia reduzir custos, mas destacou que somente neste ano a Vale enviará 100 milhões de toneladas de minério de ferro para a China. Segundo Barbosa, a China deve comprar neste ano 370 milhões de toneladas de minério de ferro da Índia, da Austrália e do Brasil.

"Existem distorções no preço do frete", disse. A Vale já fez encomendas de quatro navios com capacidade para 388 mil toneladas, além de uma embarcação que está sendo adaptada para o transporte de minério de ferro. A empresa contará também com três navios que estão em poder da Vale e pertenciam à antiga Docenave, empresa que nasceu como subsidiária.

Barbosa comentou os efeitos do câmbio sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre. Segundo ele, a Vale tem 65% de seus custos em reais e é afetada pela apreciação do real. Para compensar os efeitos do dólar barato em relação ao real a empresa tem procurado cortar custos. "Conseguimos em 12 meses reduzir em US$ 276 milhões o custo dos produtos vendidos, uma contribuição importante. Temos de ser competitivos no longo prazo. A taxa de câmbio é dada pelas forças do mercado, não podemos lutar contra forças da natureza."

A empresa iniciará nos próximos meses a discussão com clientes para a definição do reajuste dos preços de minério de ferro para 2008. A expectativa do mercado é que ele seja superior ao último reajuste, de 9,5%.

Segundo Barbosa, o crescimento de economias em desenvolvimento e a restrição da oferta global de minério de ferro fazem com que o mercado continue "desabastecido".

A Vale tem aumentado constantemente a produção de minério de ferro e deve atingir neste ano 300 milhões de toneladas. "É importante apresentar aos clientes um quadro realista do que estamos fazendo, temos investimentos previstos de US$ 59 bilhões para os próximos cinco anos", afirmou o diretor-executivo.

A companhia lucrou R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre, um resultado 20% menor do que o do segundo trimestre, mas 17,3% superior ao do terceiro trimestre do ano passado.

Fonte: Folha de S.Paulo

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BNDES planeja financiar álcool na África

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) faz planos para financiar exportações de tecnologia de usinas de álcool para a África. O economista Antonio Barros de Castro, assessor especial do banco, viajou na semana passada para proferir uma palestra em evento da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) sobre cooperação para o desenvolvimento africano.

A exportação de tecnologia de usinas de álcool para a África é estratégica para o Brasil. O país está em campanha para tornar o produto uma commodity, com negociação padronizada, e a África tem condições climáticas favoráveis para o plantio da cana-de-açúcar.

"Se há uma coisa que interessa ao Brasil nesse campo, é a formação de um mercado internacional de álcool, porque o mundo está enfática e até histericamente consciente do problema da segurança [no suprimento de energia]."

"Raramente um país tem chance de se afirmar no cenário internacional defendendo o seu próprio interesse e legitimamente discursando a favor dos outros também."

Na avaliação do economista, o Brasil está disputando que o álcool represente de 7% a 10% dos combustíveis para veículos leves no mundo. Segundo ele, o cenário não o é de um "mundo do álcool", mas a conquista de mercado abre espaço para que o país invista em outros produtos, como biorrefinarias e fármacos. "A revolução industrial dos bioprodutos levaria o país a outro patamar."

O interesse do BNDES é financiar a exportação de tecnologia, equipamentos e produtos para países africanos. A aproximação começou com um conjunto de financiamentos de US$ 750 milhões em exportações para Angola.

Países como Moçambique, África do Sul, Benin e Zimbábue entraram em contato com o banco interessados em álcool e no financiamento de exportações. "Estamos criando uma nova demanda", declarou.

Os problemas para a viabilidade do projeto incluem a criação de um mercado na África. Ao contrário do Brasil, que tem bombas de álcool em 95% dos postos, a distribuição do produto ainda é um entrave no continente africano.

Na palestra na OCDE, Castro defendeu que a Europa se encarregue de financiar a infra-estrutura. Cálculos do banco sobre a viabilidade do álcool na África estimam que, com 100 milhões de toneladas de cana, 1,7 milhão de hectares e de 40 a 50 destilarias, é possível gerar 8,5 bilhões de litros, 260 mil empregos diretos e indiretos e uma renda de US$ 5 bilhões.

Os investimentos necessários são da ordem de US$ 150 milhões por refinaria. "O que eles propõem para a África melhor do que isso?", disse. Ele contestou as críticas de que o investimento em álcool se traduziria em pressão sobre os preços dos alimentos. Castro comparou a situação de Ohio, nos EUA, com a de Angola.

"Em Ohio, quando se produz mais milho para o álcool, está se subtraindo milho de outros usos porque se utilizam basicamente as mesmas terras e mão-de-obra. Em Angola, existem 88 milhões de hectares aráveis, mas apenas 3,6 milhões de hectares são usados, além de existir um exército de desocupados gigantesco. Chega a ser um escárnio dizer que Angola poderia ter problema semelhante."

Ele ressalta ainda o fator China como um dos responsáveis pela alta dos alimentos, com um aumento histórico do consumo de massa.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Receita de rodovias cresce 80% em quatro anos

O setor de concessão de rodovias no País movimentou R$ 5,6 bilhões no ano passado, valor 80% superior ao de 2002, ano em que as receitas somaram R$ 3,090 bilhões. O crescimento de receita foi quatro vezes maior do que o aumento do tráfego. No mesmo período, o movimento de veículos nestas estradas cresceu 18%, somando 657 milhões de veículos, apenas 100 milhões acima de 2002. No ano passado, duas das maiores empresas do setor tiveram receita de R$ 2,6 bilhões, com lucro líquido de R$ 646 milhões.

Os dados do setor constam das estatísticas da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). As informações mostram que mais da metade do tráfego do setor é no Estado de São Paulo: 348,9 milhões de veículos. E os resultados financeiros foram compilados pela consultoria Economática, com base nos balanços das duas concessionárias de capital aberto, a CCR e a OHL Brasil.

Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), quatro motivos explicam o avanço da receita do setor no período: aumento de tráfego, circulação de caminhões maiores (com mais eixos e que pagam mais tarifa), duplicação de pistas principalmente em São Paulo (que aumenta o valor do pedágio), além dos reajustes das tarifas.

A entidade informa que entre 2002 e 2006 as tarifas nas rodovias federais subiram 56% (incluindo reajuste e revisão) e, em São Paulo, 53%. O presidente da entidade, Moacyr Duarte, também comenta que uma análise mais detalhada da evolução das receitas e do volume de tráfego nas estradas privatizadas precisaria levar em conta o aumento do tráfego de caminhões maiores, com mais eixos, que pagam mais tarifa.

No começo do mês, o setor entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) produza em 30 dias um diagnóstico sobre os pedágios cobrados nas rodovias federais operadas pela iniciativa privada.

OHL - O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, decidiu fazer uma visita surpresa ontem nas obras do trem de alta velocidade entre Barcelona e Madri, em construção pelo empresa OHL, que venceu cinco trechos de rodovias federais no Brasil, no início do mês. Nas últimas duas semanas, o local em obras sofreu sete incidentes seguidos, como deslizamento de terras e afundamentos.

Uma delas ocorreu durante a visita de Zapatero, que assumiu as responsabilidades pelas falhas na construção da ferrovia e garantiu a manutenção da ministra de Fomento, Magdalena Álvarez, no cargo. Ela teria sido responsável pelo contrato com a OHL e estaria sendo pressionada a deixar o cargo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Gol cobra R$ 184 milhões da VarigLog

Nem tudo é um céu azul cravejado de estrelas alaranjadas na história da aquisição da Varig pela Gol. Ao mesmo tempo em que apresentou na semana passada a nova identidade visual da tradicional empresa que comprou em abril, a Gol tenta cobrar dos antigos donos da Varig, a VarigLog, uma conta de R$ 184 milhões.

A existência da cobrança foi apurada pelo Valor. Questionada sobre o assunto na semana passada, uma alta fonte da Gol disse que o assunto se trata de um "acerto de pagamentos". A fonte negou-se a detalhar o motivo da cobrança alegando não poder ferir a cláusula de confidencialidade do contrato de compra estabelecido com a VarigLog. Não endossou o valor de R$ 184 milhões, mas também não contestou a informação.

Procurada, a VarigLog informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto. Segundo o Valor apurou, a empresa contesta a cobrança apresentada pela Gol. Pessoas próximas ao caso afirmam que as duas companhias estão tentando chegar a um acordo. Uma auditoria nas contas da Varig está prevista para levantar quais são, exatamente, os créditos e débitos entre as empresas.

Há sete meses, a Gol apresentou a aquisição como absolutamente blindada contra a herança de passivos da Varig. Não está claro se foram encontrados passivos inesperados desde então.

À época da aquisição, a Gol considerou que estava pagando um preço justo pela Varig. Com a cobrança, na prática, ela tenta reduzir o valor do negócio, que foi acertado em US$ 320 milhões - divididos entre o pagamento de US$ 98 milhões em dinheiro, R$ 100 milhões em assunção de debêntures mais a transferência de 6,05 milhões de ações preferenciais (PN) da Gol Linha Aéreas, a empresa de capital aberto.

Como garantia pela cobrança de R$ 184 milhões, a Gol tentou bloquear, por duas vezes, direta e indiretamente, os 4,5 milhões de ações PN que foram dadas à VarigLog. Não teve sucesso.

Esses papéis valem R$ 205,9 milhões, conforme a cotação de sexta-feira (R$ 45,76 por ação), mas, apesar de estarem em nome da VarigLog, se encontram custodiados no Banco Itaú. O contrato de compra e venda da Varig definia que as ações seriam liberadas em lotes, de tempos em tempos. Até agora, das 6,05 milhões de ações previstas como pagamento, a VarigLog só pôde acessar 1,5 milhão, sendo que deste total já vendeu cerca de 600 mil papéis.

Um dos agravantes do caso é que os 4,5 milhões de ações que a Gol tentou bloquear como garantia já estão bloqueados em juízo por causa de uma outra disputa, esta entre os sócios da Va- rigLog. O fundo americano MatlinPatterson, que detém 60% do capital total da VarigLog (20% das ordinárias), cobra supostas dívidas de US$ 186 milhões da própria VarigLog, por meio de ações judiciais. Na prática, o alvo da cobrança do MatlinPatterson são os três sócios brasileiros da VarigLog, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel. Foi com esses acionistas que o fundo conseguiu formar a holding Volo do Brasil e adquirir, primeiro, a VarigLog e, mais tarde, a própria Varig. Como investidor estrangeiro, o MatlinPatterson não poderia ter mais de 20% das ações ordinárias de uma empresa aérea brasileira.

Como resultado de uma das ações que moveu, o fundo americano conseguiu bloquear os 4,5 milhões de ações da Gol que estão custodiadas.

Embora não tenha nenhuma relação direta com esse processo judicial, a Gol tentou impedir que o Matlin bloqueasse as ações. A companhia aérea chegou a entrar com uma petição para denunciar execução fraudulenta e pedir segredo de Justiça em relação à ação. A juíza do caso, Lucila Toledo Pedroso de Barros Menezes Gomes, negou o pedido, alegando no despacho que a Gol não era parte no processo de execução.

Após ter vendido uma pequena parte dos papéis, a VarigLog é oficialmente detentora de 5,44 milhões de ações PN da Gol. Elas representam quase 9% dos papéis que estão em circulação no mercado.

Recentemente, a Gol Linhas Aéreas, controlada pela família Constantino, confirmou que estuda o fechamento do seu capital, o que implicaria na tentativa de recompra de todos os papéis em circulação.

Desde que comprou a Varig, em abril deste ano, a Gol vem fazendo investimentos vultosos na empresa, especialmente para que ela retome os vôos internacionais. Até dezembro, a Varig reinicia a operação em cinco rotas para cidades da América Latina e Europa. Essas despesas somadas à queda nas taxas de ocupação do grupo resultaram, no segundo trimestre, num prejuízo de R$ 35,4 milhões, o primeiro desde que a Gol Linhas Aéreas abriu o capital em 2004. A compra da Varig foi um movimento ousado da Gol que alavancou a possibilidade de ela assumir a liderança do mercado aéreo, hoje nas mãos da TAM. Os principais atrativos do negócio foram os direitos às rotas internacionais e os slots detidos pela Varig em Congonhas.

Fonte: Valor Econômico

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26 outubro, 2007

Exportações catarinenses para o Mercosul crescem 31% até set

As exportações catarinenses para o Mercosul cresceram 31,09% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Com avanço de 19,12%, os refrigeradores e congeladores somaram vendas de US$ 52,68 milhões e continuam como o principal item na pauta de exportações do Estado para os três países vizinhos. Na seqüência ficou o papel cartão kraftliner, com embarques de US$ 45,64 milhões até setembro e alta de 68,32% sobre os primeiros nove meses de 2006, e as carnes de suíno congeladas, com US$ 34,74 milhões e crescimento de 60,14%.

Com US$ 365,82 milhões vendidos este ano, avanço de 33,01%, os embarques para a Argentina representaram 71,6% do total exportado para o bloco regional. O Paraguai comprou US$ 74,03 milhões das empresas catarinenses e o Uruguai, US$ 71,11 milhões.

As importações do Mercosul cresceram menos que o total das compras internacionais do Estado. Enquanto as vendas da Argentina, Paraguai e Uruguai para Santa Catarina cresceram 16,93% entre janeiro e setembro, chegando a US$ 662,19 milhões, as importações totais de SC cresceram 42,62%, alcançando US$ 3,49 bilhões no mesmo período.

Os produtos que o Estado mais comprou dos vizinhos do bloco regional foram polímeros de etileno (US$ 70,38 milhões), garrafas e artigos plásticos (US$ 68,58 milhões), trigo (US$ 67,78 milhões) e polietileno (US$ 66,45 milhões).

Fonte: Tribuna Catarinense

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Milho ganha espaço nas exportações

As exportações de Lucas do Rio Verde continuam em alta. O volume comercializado este ano é o dobro do mesmo período em 2006 e as vendas de milho ganham espaço neste cenário. Ano passado, representou 11% das negociações. Este ano passou para 29%. Desde janeiro, foram comercializados 193.064.885 quilos, movimentando US$ 31,7 milhões de dólares. Em 2006, foram apenas 54.900.896 quilos e US$ 6,2 milhões.
Estes números também consolidam o município no cultivo do milho. Nos últimos anos, se destacou como o maior produtor de milho safrinha do país, colhendo o maior volume do grão.

Mesmo assim, a soja continua sendo carro chefe das exportações. Nos nove meses movimentou US$ 70,6 milhões 70% dos contratos. Nesse mesmo período, em 2006, foram US$ 48,8 milhões com pequena representatividade aparece o algodão, que totalizou US$ 4,3 milhões este ano.

Juntos, os três produtos somaram US$ 106, 6 milhões em vendas para países como China, Espanha, Holanda, Irã e Itália. Somente para os chineses foi comercializada 50% da produção, diferente do ano passado quando a Holanda dominou os negócios. Em 2006, o município exportou US$ 55, 6 milhões.

Fonte: Só Notícias

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Ganho da Natura recua e empresa revê investimentos

A Natura registrou um lucro líquido de R$ 117 milhões no terceiro trimestre do ano, uma queda de 12,1% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro foi de R$ 326,7 milhões, com recuo de 5% na comparação com o mesmo período de 2006.

Segundo a empresa, as principais razões para a queda no lucro são o aumento nos custos de produção e os investimentos na atividade internacional. "Tivemos sete anos de crescimento acelerado e aceleramos também a internacionalização da empresa", disse o vice-presidente de Finanças e Informações da Natura, David Uba.

A empresa informou também que revisou para baixo sua programação de investimentos em ativos imobilizados em 2007. A meta de R$ 175 milhões para o ano de 2007 foi reduzida em R$ 45 milhões para R$ 130 milhões. O número de lançamentos de novos produtos será reduzido nos próximos anos, segundo Uba. Em 2006 a empresa lançou 225 novos produtos. Este ano foram 146 lançamentos, ante 160 novos itens apresentados no mesmo intervalo do ano anterior.

Concorrência

A situação da empresa é delicada. Entre julho e setembro, suas ações caíram 20%, e as vendas não estão no patamar que os controladores gostariam. E a concorrência não está parada: no ano passado, a Avon cresceu 32% no Brasil e suas vendas atingiram US$ 1 bilhão. Em 2007, a Avon avança mais rápido que a rival, embora tenha apenas metade (7,5%) da participação da Natura (13,4%) no mercado, segundo estudo da Euromonitor.

Fonte: Estadão

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Petrobras negocia novos investimentos na Bolívia

O ministro da Energia, Nelson Hubner, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deverão ir a la Paz em novembro para discutir a agenda de trabalho acertada entre os Governos do Brasil e da Bolívia, para facilitar a chegada de novos investimentos da estatal na área de energia.

Há dois dias, o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, esteve no Rio de Janeiro acompanhado pelo presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Guillermo Aruquipa. Os dois se reuniram a portas fechadas com dirigentes da Petrobras. Segundo fontes do setor, eles discutiram o possível reinício de atividades de prospecção e produção da empresa na Bolívia. Villegas revelou que as equipes da YPFB, do Ministério de Hidrocarbonetos e da Petrobras "já estão trabalhando".

"O importante é que há uma ampla disposição do Brasil, e portanto da Bolívia, para trabalhar conjuntamente no setor energético", disse o ministro. Villegas previu que o acordo de trabalho com o Brasil "vai ser o início de uma nova fase na relação com a Petrobras".

A empresa brasileira foi uma das mais afetadas pela nacionalização dos hidrocarbonetos decretada pelo presidente boliviano, Evo Morales, em maio de 2006. Ao lado de outras 11 companhias, aceitou assinar novos contratos de operação, sendo obrigada a apresentar seus planos de investimento.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Toyota acelera lançamento de compacto nos EUA

Que o mercado norte-americano nunca foi lugar de carros pequenos fazerem sucesso, estamos cansados de saber. Mas não é isso o que pensa a Toyota, já que, recentemente, a maior fabricante japonesa de automóveis anunciou o lançamento de um novo compacto urbano nos Estados Unidos, que aconteceria até 2010. Porém, novos rumores indicam que a empresa nipônica estaria acelerando a chegada do veículo às ruas do país de Tio Sam.

Com o crescente aumento no preço do petróleo e a queda nas vendas de grandes veículos nos Estados Unidos, a Toyota vê com bons olhos o lançamento de um novo compacto urbano com baixo consumo de combustível. A fabricante acredita que este seria o melhor momento, mas várias outras empresas já estariam desenvolvendo seus veículos de entrada deste porte, caso da Volkswagen. E agora é a hora de acelerar o que se tinha planejado.

Como os preços da gasolina estão entre os maiores do mundo nos Estados Unidos e no Japão, a Toyota resolveu acelerar as medidas para o lançamento do iQ o mais breve possível. O modelo será baseado no iQ Concept apresentado em Frankfurt, capaz de levar 3+1 passageiros (3 adultos e 1 criança) e que mede apenas 2,98 metros.

De acordo com reportagens recentes, o modelo também seria lançado no Japão e na Europa, lugares onde há um sólido mercado para veículos deste porte. O executivo de vendas da Toyota nos EUA, Jim Lentz, afirmou à reportagem do canal Bloomberg, que "a Toyota está estudando a possibilidade do lançamento deste tipo de veículo dentro de um ano e meio nos EUA" e que, para isso, os engenheiros terão de "acelerar o desenvolvimento" dos pequenos veículos da fabricante.

O segmento dos menores veículos comercializados nos Estados Unidos tem como um de seus representantes o Toyota Yaris, um modelo do mesmo porte de Volkswagen Polo e Citroën C3. As vendas deste compacto cresceram 20% este ano e a expectativa é de que este número aumente. General Motors, Chrysler e a já citada Volkswagen também trabalham em modelos de medidas compactas destinados à Europa e a países emergentes como China e Índia (não houve menção ao Brasil), mas também devem chegar às concessionárias do maior mercado do mundo.

Fonte: Auto Diário

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Perdigão vai investir R$ 60 milhões em frigorífico em Castro

O Secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Virgílio Moreira Filho, confirmou ontem que a Perdigão vai investir numa nova unidade industrial, um frigorífico, em Castro (PR) onde a empresa adquiriu 51% de participação na Batávia, que controla a marca Batavo. A região é grande produtora de leite por suas ligações com a colonização holandesa no estado e concentra a produção de iogurtes e outros produtos lácteos. É o primeiro frigorífico destinado ao abate de bois na região e o investimento, segundo secretário, é algo perto de R$ 60 milhões. "A capacidade das unidades de Castro está totalmente tomada e a Perdigão quer ampliar algumas de suas operações no local", disse ele.

A Perdigão está em período de silêncio até hoje pela manhã, quando deve divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre deste ano. Há dois anos a empresa investiu cerca de R$ 42 milhões em uma incubadora de aves na região. Ricardo Menezes, diretor de Relações Institucionais da Perdigão também confirmou o novo investimento numa visita ao governador do estado na quarta-feira quando foi comunicar que a Perdigão voltará a utilizar o Porto de Paranaguá para realizar suas exportações. Segundo o diretor da empresa, 30% das exportações da região serão feitas pelo porto paranaense "porque existe um fluxo muito maior de navios em Paranaguá do que em Itajaí", explicou. Até o final de outubro o Porto de Paranaguá exportou 159,7 mil toneladas de congelados, principalmente da Sadia. Pelo Porto de Antonina passaram 65,8 mil toneladas. A maior parte do volume de congelados é exportado pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A Perdigão anunciou há duas semana que está em processo de negociação com o grupo gaúcho Eleva, para a fusão de suas operações. Ainda não foram anunciados os detalhes essa operação, mas segundo a aposta do mercado, com essa fusão, a Perdigão deverá ultrapassar a sua principal concorrente, a Sadia.

A concretização das negociações entre as duas gigantes do setor de carnes e de lácteos contribui para uma concentração ainda maior desses setor.
kicker: Região é grande produtora de leite por suas ligações com a colonização holandesa no estado e concentra a produção de iogurtes.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Vale bate recorde de vendas de minério de ferro

A Companhia Vale do Rio Doce (CRVD), que divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre ontem à noite, bateu recorde em volume de vendas de minério de ferro e pelotas entre julho e setembro deste ano. As vendas cresceram 5,8% no período frente a igual intervalo de 2006, totalizando 76,958 milhões de toneladas. Os embarques de minério alcançaram 66,418 milhões, um incremento de 5,2% no período. Já as vendas de pelotas cresceram 9,7%, atingindo 10,540 milhões de toneladas. Para atender a demanda, a Vale comprou 1,955 milhões de toneladas de minério de outras companhias para complementar sua produção e atender aos clientes.

Apesar do aumento expressivo do volume embarcado de minério de ferro, a receita com o segmento de ferrosos (minério de ferro, pelotas, manganês e ferro ligas) caiu 1,3%, somando R$ 7,827 bilhões. A queda foi reflexo da contabilização do reajuste retroativo de preços de minério de ferro.

A China comprou 25,330 milhões de toneladas de minério e pelotas, volume 23,9% superior ao apurado no mesmo período do ano passado. O país representou 32,9% de todas as vendas de minério e pelotas da companhia.

Não-ferrosos

O faturamento da Vale com o segmento de minerais não ferrosos totalizou R$ 5,404 bilhões no terceiro trimestre, o que representou 33,7% da receita total da empresa. As vendas de níquel da mineradora atingiram 61 mil toneladas, gerando receita de R$ 3,772 bilhões no período, 40,5% menor do que a registrada no trimestre passado por conta da forte queda no preço do níquel.

Endividamento

A CVRD reduziu em US$ 807 milhões seu endividamento no terceiro trimestre. A dívida total caiu de US$ 19,075 bilhões em junho para US$ 18,268 em setembro deste ano. Esse é o segundo trimestre consecutivo que a empresa consegue diminuir seu endividamento.

A redução foi possível graças a liquidação antecipada de US$ 750 milhões em operações de pré-pagamento de exportações e à recompra de US$ 102 milhões de títulos da dívida de diversas prazos (2016, 2034 e 2036).

Fonte: A Tarde Online

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Lucro da Sadia tem aumento de 156% no ano

A Sadia anunciou ontem um lucro líquido de R$ 188 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 173% na comparação com o mesmo período de 2006. No acumulado do ano, o lucro chega a R$ 394 milhões, um aumento de 156,4%. A receita líquida no terceiro trimestre foi de R$ 2,1 bilhões, uma alta de 19,8%. De janeiro a setembro, a receita líquida foi de R$ 6,1 bilhões, o que representa um crescimento de 25,3%.

Segundo o diretor-presidente da companhia, Gilberto Tomazoni, os resultados positivos do terceiro trimestre foram provocados pelo bom desempenho das vendas de industrializados no Brasil e pela recuperação do comércio de aves no mercado internacional, abalada em 2006 pela gripe aviária.

"Com o aumento da renda da população, o mercado interno vive um momento espetacular", afirmou Tomazoni. As vendas no Brasil responderam por 46,5% da receita líquida da Sadia no período. Só os industrializados - embutidos e congelados, entre outros - foram responsáveis por 80% do volume de vendas internas. Já a alta no preço do frango, que chegou a 35% este ano, segundo o executivo, impactou as vendas do produto no País.

O crescimento das vendas no mercado externo, de 56% no terceiro trimestre ante o mesmo período em 2006, foi provocado pela alta na demanda de aves. "Mesmo com o impacto do câmbio, conseguimos ter vendas 20% maiores que no ano passado." Segundo Tomazoni, o comércio de frango representou 70% desse total.

Para o diretor-presidente da Sadia, a alta mundial no preço das commodities não impactou negativamente os resultados da companhia. "Houve impacto para toda a indústria, que já conseguiu repassar para os preços. Temos de reconhecer que a volatilidade das commodities vai continuar e os preços nunca serão o que já foram um dia." A cotação de grãos como milho e soja, alimentos básicos para engorda de suínos e aves, subiu mais de 50% em 2007.

PERDIGÃO

Tomazoni não quis comentar eventuais mudanças de estratégia na companhia a partir de uma eventual fusão da concorrente Perdigão com a Eleva, produtora de carnes e lácteos - as duas empresas anunciaram na semana passada que estudam unir suas operações. Segundo ele, a Sadia vai continuar focando na internacionalização das operações e em seu negócio principal, que é comércio de aves, suínos e bovinos e de industrializados. No ano passado, a Sadia anunciou investimentos de R$ 2 bilhões até o final de 2008. O objetivo é dobrar o faturamento até 2011. "Faremos isso por meio de crescimento orgânico (sem aquisições)." Segundo ele, a empresa não tem interesse no mercado de lácteos.

Em dezembro, a companhia inaugura sua primeira fábrica fora do País, na cidade de Kaliningrado, na Rússia. No fim do mês deve ser anunciada a abertura de uma fábrica de embutidos em Pernambuco, com investimentos de R$ 250 milhões. "Irá atender a todo o Nordeste, onde as vendas crescem vigorosamente", afirmou Tomazoni. Em meados de 2008, também entra em operação a unidade de abate de aves em Lucas do Rio Verde (MT).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Ford: dólar fraco afeta exportações

A perspectiva mais otimista dos executivos da Ford no Brasil é fechar o ano com redução das exportações em pelo menos 15%, na comparação com o ano passado, quando a montadora americana enviou a mercados como México, Venezuela e Argentina cerca de 101 mil veículos, com a geração de US$ 873,4 milhões. Ainda assim, o clima nos corredores dos parques fabris da montadora no País não é de desânimo. “O crescimento do mercado interno mais do que compensa a queda das exportações”, observa o presidente da Ford para o Brasil e Mercosul, Marcos Oliveira.

Ele observa que a valorização do real é responsável pela queda nas vendas externas da subsidiária brasileira da montadora. Em compensação, tendo como combustível o crédito farto e o início da curva de crescimento economia brasileira, a Ford registrou alta de 25% nas vendas domésticas, nos primeiros nove meses do ano, ante ao mesmo período de 2006.

O mercado automotivo trabalha com a expectativa de venda de 2,4 milhões de veículos no País até o final do ano. O desempenho é considerado recorde, e, ainda assim, as previsões para 2008 e 2009 prosseguem generosas.

Otimismo – Neste clima de otimismo, a montadora conta os segundos que faltam para a confecção do milionésimo carro no Complexo Industrial Ford Nordeste, localizado em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). A previsão é que o automóvel que deverá consagrar a marca seja um modelo EcoSport vermelho.

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmada na solenidade que marca a produção do milionésimo carro, evento marcado para a próxima segunda. Inaugurada em outubro de 2001, a planta da Ford no município baiano tem capacidade alocada para a produção de 250 mil veículos anuais, o que significam 912 carros ao dia, dada a produção de um veículo a cada 80 segundos.

Tendência – A performance das exportações automotivas no Estado acompanha a tendência das operações da Ford no País, e opera em queda de 15,08% no acumulado de janeiro a setembro deste ano, ante ao mesmo período de 2006. Até o mês passado, foram gerados aproximadamente US$ 556,1 milhões com a exportação de automóveis na Bahia.

Outro fenômeno observado no Estado é a gradual tendência de redução da participação do item “automóveis” na pauta de exportações baiana. Em 2005, a exportação de veículos representava pelo menos 14,5% da pauta de exportações do Estado, contra 13,6% no ano passado, e 10,6% nos primeiros nove meses do ano.

O diretor de Negócios e Cooperação Empresarial do Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), José Hamilton Sampaio, observa que o fenômeno é fruto da dinâmica da economia estadual, por conta do crescimento de outros setores que superam a produção de autos.

“É um dado positivo, inclusive, pois passamos a contar com uma pauta mais diversificada, com novos players, reduzindo a dependência de setores específicos”, observa Sampaio.

Guerra fiscal – O capítulo mais controverso da instalação da montadora em Camaçari deu-se ainda quando da guerra fiscal contra o Rio Grande do Sul, na qual a Bahia saiu ganhando. Conforme relata o hoje secretário estadual do trabalho, Nilton Vasconcelos, em sua tese de doutoramento “Políticas Públicas e Emprego na Indústria Automotiva Brasileira”, defendida em 2001, na Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Bahia e Rio Grande praticamente empatavam nos incentivos estaduais, mas “(...) declarações atribuídas a dirigentes da Ford atestam que ‘o único diferencial entre os benefícios oferecidos entre os Estado da Bahia e Rio Grande do Sul são as isenções federais’”.

O pano de fundo da vinda da Ford para Camaçari, com a intervenção do governo federal a favor da Bahia é citado na tese como ainda não esclarecido. Entre os incentivos, aparecem isenção total de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e financiamentos à pesquisa.

Fonte: A Tarde Online

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Honda passa a fabricar motores no Brasil e reduz importação de peças

A Honda inicia no próximo ano a produção de motores em um prédio anexo à fábrica localizada em Sumaré, interior de São Paulo. Hoje, a maior parte das peças do equipamento é importada da matriz no Japão.

A nacionalização do motor, considerado o coração do automóvel, é um sinal de que a montadora japonesa consolida cada vez mais suas operações no Brasil, mercado que já é o sexto maior do mundo para a companhia, com chances de pular para a quinta colocação este ano.

Seguindo a filosofia japonesa de dar passos cautelosos, a Honda levou dez anos, desde a instalação da unidade de automóveis no País, para investir na produção local de motores. Para construir a fábrica, foram mais de 20 anos desde a aquisição do terreno em Sumaré, na década de 70.

"O motor é a parte mais complexa do carro e é necessário estrutura consolidada para sua produção", justifica Horácio Tuyoshi Natsumeda, diretor-industrial da Honda Automóveis. Historicamente, a Honda não compra esse equipamento de terceiros e só usa motores de fabricação própria, "para garantir qualidade e custos".

A construção do prédio e a compra de equipamentos fazem parte do investimento de US$ 100 milhões anunciados no fim de 2005, que incluía a ampliação da capacidade produtiva de 240 para 550 veículos ao dia. Hoje, a linha de produção opera em três turnos e a Honda já estuda nova ampliação para dar conta da demanda.

"Inauguramos a fábrica em outubro de 1997 para produzir 60 carros/dia, em dois turnos, e hoje fazemos 550 em três turnos", diz Natsumeda. A cada dois minutos sai um carro pronto da linha de montagem. Segundo ele, a montadora estuda, para o fim de 2008, manter a produção de 550 carros/dia em dois turnos e, se preciso, ampliar para 650 unidades diárias em três turnos.

Em maio, a fábrica de motores, que está em fase de testes e tem capacidade para 550 peças/dia, iniciará a produção do motor do Civic e, em outubro, do Fit. Serão contratados 200 funcionários, ampliando assim o quadro atual de 3,1 mil pessoas.

Componentes eletrônicos e partes como a engrenagem continuarão sendo importados. Para viabilizar a nacionalização completa do motor, a fábrica deveria produzir cerca de 200 mil carros anualmente, volume que justificaria o alto investimento necessário para o projeto.

Este ano, devem ser produzidos em Sumaré 106 mil veículos, volume que irá a 121,5 mil em 2008, dos quais 24 mil para exportação. Incluindo modelos importados, a Honda deve vender este ano perto de 100 mil veículos no País, marca que a consolidará como quinta montadora no ranking brasileiro e também quinta no ranking da matriz, atrás dos EUA, Japão, China, Canadá e Reino Unido.

Apesar da produção maior, ainda há fila de espera de um mês, em média, para a compra dos modelos Civic e Fit.

LAVANDERIA

O aumento da produção se reflete na lavanderia mantida pela Honda, onde são lavados, gratuitamente, os uniformes brancos dos funcionários. "Em dez anos de trabalho o serviço triplicou", conta Maria das Neves, encarregada da lavanderia.

Semanalmente, são lavadas 2.550 calças e jaquetas, 1,2 mil aventais, 100 quilos de luvas e 100 quilos de mangotes (usados nos braços pelo pessoal que trabalha com solda).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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25 outubro, 2007

Exportação de milho vai a 10 milhões de t

As exportações de milho podem atingir este ano entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas, aumentando a presença do país no mercado internacional de grãos, segundo estimativas do Ministério da Agricultura (Mapa) divulgadas ontem. Entre janeiro e setembro de 2007, as vendas externas já chegaram a 6,9 milhões de toneladas e superaram o volume embarcado em todo 2001, um dos mais altos dos últimos anos, com 5,6 milhões de toneladas, segundo dados do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola do Mapa. Os principais mercados do milho brasileiro atualmente são o Irã, a Coréia do Sul, a Espanha e Portugal.

Entre 2000 e setembro passado, o país colocou no mercado internacional um total de 29 milhões de toneladas, o que indica que as vendas somente deste ano já representam um quarto do total acumulado em sete anos. “A estimativa para 2007 é que até dezembro deverão ser embarcados entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas. Este crescimento obedece à queda da colheita de milho e de trigo na Europa”, disse o coordenador do Departamento, Silvio Farnese. “Portanto, há um grande espaço no mercado externo para o Brasil exportar milho.” Ele destacou que os compradores europeus buscaram abastecer-se no país. Segundo Farnese, as análises indicam que nos próximos anos o Brasil estará presente no mercado externo talvez com um volume inferior ao de 2007. Se o país conseguir solucionar problemas de infra-estrutura como gargalos em estradas e portos, aumentaria substancialmente a competitividade do produto nacional para a exportação, ressaltou.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a partir da intenção de plantio dos agricultores, a produção de milho poderá crescer em até 3,2% na colheita 2007/2008, incentivada por uma alta da demanda mundial e dos preços. A superfície semeada com milho oscilará entre 14,2 milhões e 14,4 milhões de hectares na média na temporada, com um aumento da área plantada entre 1,5% em um cenário pessimista e 3,0% em otimista. As pesquisas de campo da Conab prevêem uma produção total de entre 51,8 milhões e 52,8 milhões de toneladas de milho, com um aumento de entre 1,2% no cenário inferior, e de 3,2% (1,7 milhões de toneladas) no cenário mais otimista.

Caminhos do Campo

No Paraná, conforme estimativa da Expedição Caminhos do Campo/Gazeta do Povo, a área cultivada com o cereal na safra verão cresce 3,8% em relação ao exercício anterior e vai a 1,35 milhão de hectares. Primeiro no ranking nacional, o estado deve produzir 8,9 milhões de toneladas.

Também é pelo terminal paranaense que a maior parte do milho deixa o país. No acumulado do ano, até 23 de outubro, o Porto de Paranaguá havia embarcado 4 milhões de toneladas do cereal. No mesmo período do ano passado foram 2,9 milhões de toneladas.

Fonte: Gazeta do Povo

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Lucro da Motorola despenca no 3o trimestre

A Motorola divulgou nesta quinta-feira um pequeno lucro em suas operações contínuas relativas ao terceiro trimestre e previu ganho no atual trimestre, mesmo com queda de receita na comparação com o ano passado. A empresa, que divulgou prejuízo nos dois primeiros trimestres do ano, informou que teve lucro de 40 milhões de dólares com operações contínuas, ou 0,02 dólar por ação, ante um lucro de 727 milhões de dólares, ou 0,29 dólar por ação no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido caiu de 968 milhões de dólares há um ano para 60 milhões de dólares no trimestre passado.

O resultado inclui encargos de 0,04 dólar por ação gerados por cortes de empregos e baixas contábeis de ativos.

A receita caiu de 10,6 bilhões de dólares um ano antes para 8,8 bilhões de dólares, em linha com estimativa de analistas consultados pela Reuters Estimates.

A companhia vendeu 32,7 milhões de celulares no trimestre, o que dá a ela uma participação de mercado de cerca de 13 por cento. Estimativas dos analistas variavam de 35 milhões a 38 milhões de aparelhos.

A divisão de celulares da empresa divulgou prejuízo operacional de 138 milhões de dólares ante ganho de 843 milhões de dólares no mesmo trimestre de 2006. A receita com venda de telefones móveis caiu 36 por cento, para 4,5 bilhões de dólares.

A companhia vem perdendo mercado para a líder Nokia e para a Samsung, que tomou da Motorola o posto de segunda maior fabricante de celulares do mundo no segundo trimestre, e passou a concorrer com o iPhone, da Apple

As ações da Motorola, que tem sido criticada por não ter lançado um forte linha sucessora do popular celular Razr, perderam quase um terço de seu valor nos últimos doze meses.

Fonte: Último Segundo

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Claro prevê investir R$ 2 bilhões no Brasil em 2008

O presidente do grupo Telmex, o bilionário mexicano Carlos Slim, disse nesta quarta-feira (24), após reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, que a Claro - uma das empresas controladas pela Telmex - vai investir no próximo ano R$ 2 bilhões no Brasil. De acordo com ele, a intenção é ampliar a participação da Claro no mercado brasileiro de telefonia celular e na implantação da terceira geração do sistema.

"A Claro está investindo muito para aumentar sua capacidade, sua presença nacional e sobretudo na 3G", afirmou Slim, após o encontro. Também participaram da reunião o presidente da Claro, João Cox, e o presidente da Embratel, Carlos Henrique Moreira. Além da Claro, a Telmex também é controladora da Embratel e sócia das Organizações Globo na operadora de televisão por assinatura Net.

Slim disse que conversou com o presidente Lula sobre a importância de aumentar a cobertura da banda larga no Brasil que, em sua opinião, pode crescer muito se aproveitar a base de celulares que já existe no País, que alcançou em setembro 112,7 milhões de aparelhos em funcionamento.

Durante o encontro, também foi abordada a elevação da venda de computadores por preços menores no País. "Estão vendendo mais computadores que televisores. Esse é um dado impactante, o que vai facilitar a vinda da banda larga", afirmou ele.

Fonte: Repórter Diário

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Lucro do Santander cresce 32,8% de janeiro a setembro

O banco espanhol Santander obteve um lucro líquido atribuído de 6,572 bilhões de euros (US$ 9,37 bilhões) entre janeiro e setembro de 2007, 32,8% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo banco nesta quinta-feira.

Segundo as contas trimestrais do banco, remetidas à Comissão Nacional da Bolsa de Valores, o lucro trimestral teria crescido 21%, até 6,006 bilhões de euros, sem os acréscimos de 566 milhões de euros obtidos com a venda de 1,79% no italiano Intesa Sanpaolo.

A atividade comercial aumentou a sua renda em 21%, contra 10% de crescimento dos custos. Assim, a margem de exploração, que melhor reflete a evolução do negócio típico bancário, cresceu 31,3%.

Os resultados superam ligeiramente as previsões dos analistas.

Em setembro, o banco tinha concedido a seus clientes créditos no valor de 559,776 bilhões de euros, 10,8% a mais que um ano antes. Houve também um aumento de 20,5% nos créditos com garantia real, que incluem as hipotecas, chegando a 120,75 bilhões.

A taxa de inadimplência se situou em 0,89%, ligeiramente acima do índice de 0,87% de um ano antes. Foi uma conseqüência das "leves altas" registrados na Espanha, México e Chile, explica o banco.

O grupo administrava em setembro 806,487 bilhões de euros em recursos de seus clientes, alta de 13%.

A combinação entre rendas e despesas elevou a eficiência em 4,3 pontos, até 44%. Sem o efeito das amortizações, a taxa cai para 39,3%.

As dotações para insolvências cresceram 34%. O aumento se explica, em grande medida, pela mudança da composição do negócio para produtos financeiros mais rentáveis e com maior nível de risco, especialmente no Brasil e México.

Na Europa continental, o lucro líquido foi de 3,533 bilhões de euros (alta de 35%). Na região ibero-americana, foram 2,044 bilhões de euros (14% a mais).

O Santander conseguiu seu grande objetivo deste ano, que era adquirir o ABN AMRO, associado ao Royal Bank of Scotland e ao Fortis. Com a operação, o banco espanhol passa a controlar o Banco Real, no Brasil.

Fonte: Folha Online

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Airbus A380 faz seu primeiro vôo comercial pela Singapore Airlines

O primeiro avião A380 do consórcio europeu Airbus, entregue a Singapore Airlines (SIA), decolou hoje para o seu vôo inaugural, partindo do aeroporto de Cingapura, rumo a Sydney, com 471 passageiros a bordo, que em alguns casos chegaram a pagar US$ 100 mil pela passagem.

Fontes da companhia aérea informaram que o Airbus aterrissará esta tarde na cidade australiana, após sete horas e meia de vôo. Mas pode haver algum atraso devido ao mau tempo na rota.

"É um marco na história da aviação", disse na cerimônia anterior à decolagem Chew Choon Seng, chefe executivo da SIA. Pouco depois, ele se despediu dos passageiros.

As 471 pessoas que embarcaram no gigantesco avião de dois andares compraram seus cartões de embarque num leilão pela internet. A arrecadação, de US$ 1,9 milhão, se destinará a uma causa beneficente.

Alguns passageiros pagaram US$ 100 mil por um assento de primeira classe. Foi o caso do americano Thomas Lee, que também embarcou no vôo inaugural do Boeing-747, em 1970.

O avião tem 12 suítes de luxo, com monitores de televisão de tela plana, uma mesa de escritório, uma poltrona reclinável e uma variada seleção no cardápio.

No segundo andar estão disponíveis 60 poltronas de classe executiva, que podem se transformar em cama. Os 399 lugares da classe turista estão divididos entre os dois níveis.

Até agora, só 12 cidades, entre elas Cingapura, Londres, Paris, Nova York, Los Angeles e Tóquio, podem receber o gigante da Airbus. Com 80 metros de comprimento e 24,1 de altura, ele exige pistas mais longas que as da maioria dos aeroportos internacionais.

Fonte: Folha Online

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Tegma Logística inicia operação na Venezuela

Uma das principais transportadoras de veículos zero quilômetro do País, a Tegma Logística anuncia iniciar suas operações fora do País. A empresa começou a operar em um dos mercados automotivos que mais crescem na América Latina, a Venezuela, que teve 302.853 veículos comercializados de janeiro a agosto deste ano - um aumento de 52,5% em relação ao mesmo período de 2006, segundo dados da Câmara Automotiva da Venezuela.

Para atuar na região, a companhia criou uma nova empresa: a Tegma Venezuela. A operadora, que recentemente passou a negociar ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), detém 25% do capital da nova companhia e será responsável pela gestão administrativa e operacional.

As operações da Tegma Venezuela envolvem no começo 22 conjuntos cavalo-mecânico e carreta-cegonha. Até o primeiro trimestre de 2008, a meta é operar com 60 conjuntos - capacidade para transportar 10 mil veículos por mês. Inicialmente, a Tegma vai atender a General Motors. No entanto, a previsão é ampliar a atuação para outras montadoras.

Fonte: DCI

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Leão vai investir R$ 35 milhões em duas novas fábricas de chás

A Leão Júnior, dona da marca Matte Leão, deve definir até o final do ano o local da sua nova linha de chás secos, que substituirá a atual, em Curitiba, a partir de 2009. A cidade que conquistar o investimento de R$ 20 milhões, no entanto, deve levar também o projeto da segunda fábrica de chás líquidos da empresa – a outra fica no Rio de Janeiro – que deve sair do papel dentro de dois anos e absorver mais R$ 15 milhões. Paraná e Santa Catarina estão na disputa pelos empreendimentos.

“Estamos procurando uma área de 100 mil metros quadrados para abrigar os dois projetos”, disse Renato Barcellos Guimarães, diretor geral da empresa, ontem em Curitiba durante a apresentação dos lançamentos da marca para o verão.

Segundo Eduardo Araújo, diretor industrial e de operações, a preferência é por instalar a fábrica na região de Curitiba e aproveitar os 490 funcionários da atual unidade, localizada no bairro Rebouças. “Mas estamos avaliando as possibilidades e veremos também o que é melhor para os negócios”, diz. Segundo ele, a empresa chegou a avaliar condições de instalar a nova fábrica em São Paulo e no Rio, mas essas opções já foram descartadas.

No caso da região de Curitiba, o principal complicador é a falta de incentivos fiscais. Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária, por exemplo, ficaram de fora dos benefícios do Bom Emprego, programa de incentivos do governo estadual que posterga o prazo para recolhimento de ICMS. As cidades do interior, onde é possível prorrogar até 90% do imposto, não são interessantes para a empresa. Hoje 60% dos fornecedores da Leão Júnior estão no Paraná e entre 30% e 35%, em Santa Catarina.

A nova fábrica de chás secos deve estar pronta até março de 2009 e absorver 60% dos investimentos totais previstos para 2008, de R$ 30 milhões. A Leão Júnior, que foi comprada em março desse ano pela Coca-Cola, precisará de uma nova unidade industrial porque o imóvel onde funciona hoje a linha de chás em saquinhos não foi incluído na negociação com a multinacional norte-americana e continua pertencendo à família Leão.

A atual fábrica processa 12 milhões de quilos por ano de erva-mate, mas a nova terá potencial até 50% maior, para atender ao aumento anual das vendas, estimado em 10% pelos próximos cinco anos.

Fundada há 106 anos, a Leão possui fábricas em Curitiba – onde está sua atual sede e é produzida a linha de chá seco –, no Rio de Janeiro, que faz a linha de chás prontos para consumo, e em Fernandes Pinheiro (PR). A empresa, que possui ao todo 929 empregados, prevê um crescimento de 18% nesse ano, para R$ 180 milhões.

Líder em chás secos, com 64,6% de participação, e em chás líquidos, com 50,1%, de acordo com a leitura ACNielsen junho/julho desse ano, a Leão Júnior terá de manter a gestão e a operação independentes da Coca-Cola até o julgamento do processo de concentração de mercado pelo Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa é que a decisão só saia no segundo semestre de 2008. Com a aquisição, a Coca-Cola passa a deter perto de 70% do mercado.

No final de agosto, a empresa assinou o Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro), pelo qual deverá manter separada a estrutura de produção de chás prontos e terá que apresentar relatórios em reuniões bimestrais sobre o cumprimento do Apro. A primeira delas, segundo Renato Barcellos Guimarães, está marcada para 30 de outubro.

Fonte: Gazeta do Povo

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Vale investe US$ 334 milhões para duplicar ferrovia

Ampliação integra pacote de recursos na área de logística que vai totalizar US$ 1,8 bilhão. Para acompanhar o aumento da produção de minério de ferro na mina de Carajás, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou investimentos de US$ 334 milhões na duplicação de 546 quilômetros da Estrada de Ferro de Carajás (EFC) e na ampliação do porto Ponta da Madeira. O diretor do departamento de comercialização e logística da CVRD, Marcelo Spinelli, afirmou que os investimentos fazem parte do plano da companhia para a área de logística no próximo ano. A Vale prevê aplicar US$ 1,8 bilhão em ferrovia e portos.

"A duplicação vem atender o grande crescimento de produção de minério de ferro nas minas da Vale em Carajás", disse o executivo. No próximo ano, a capacidade de transporte da EFC será de 160 milhões de toneladas. A ferrovia é a maior concessionária do País em volume de transportes. Para este ano, a expectativa da empresa é movimentar 140 milhões de toneladas.

Além dos investimentos na malha da Estrada de Ferro de Carajás, a Vale tem dois projetos para a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que podem sair da gaveta no próximo ano. O primeiro deles é a construção de variante ligando a cidade de Vila Velha ao Porto de Ubu, no Espírito Santo. Serão construídos 165 quilômetros de trilhos. "Esse projeto tomou relevância depois do anúncio de uma mina da Baosteel. A alça casa com o projeto da mina e teremos carga garantida para transporte", ressaltou Spinelli.

Segundo o executivo, o projeto já está em avaliação pelo órgãos de meio ambiente do estado. "Esse processo está bem adiantado e a expectativa é que este ano já tenhamos a licença ambiental", disse. Com a aprovação em mãos, a Vale estima a construção da variante em dois anos.

Outro projeto que deve aumentar o transporte da FCA, é a reativação de 130 quilômetros da ferrovia em Pirapora (MG). "É um trecho onde não há demanda. Assim gastamos com manutenção, pois, é uma obrigatoriedade da concessão, mas não há carga", disse. A idéia é estimular investimentos na região, principalmente, no agronegócio, para criar demanda. "O governo de Minas será nosso parceiro". "A FCA é a ferrovia dentro da Vale que tem vocação para carga geral, para o atendimento a terceiros".

Fonte: Gazeta Mercantil

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