27 setembro, 2007

Petrobras fecha acordo para construir P-56 a US$ 1,4 bi

A Petrobras fechou contrato de US$ 1,4 bilhão para a construção da plataforma P-56, destinada ao campo de Marlim Sul. A unidade vai começar a produzir 100 mil barris de óleo por dia a partir de outubro de 2010. A construção da plataforma ficará a cargo do consórcio Brasfels/Technip.

O consórcio foi escolhido sem licitação, porque foi o responsável pela construção da P-51, da qual a P-56 será clonada. A contratação sem licitação é uma brecha na legislação encontrada pela Petrobras para acelerar seus projetos. A legislação prevê que se a unidade for idêntica, construída pelo mesmo dono e pelo mesmo preço, há a possibilidade de dispensa da licitação.

No caso da P-56 - que ainda está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) - o valor final ficou US$ 400 milhões a mais do que a P-51, devido à elevação de custos nos últimos três anos, desde que a primeira unidade foi contratada. O volume a ser produzido também sofreu alterações: 80 mil barris a menos do que o projeto inicial, devido a especificações do campo de Marlim Sul. Porém, o gerente executivo da estatal, José Antônio Figueiredo, afirma que o projeto é exatamente o mesmo.

Fonte: Estado de Minas

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FAB determina inspeção na TAM e Infraero

A Aeronáutica determinou que seja realizada uma vistoria especial de segurança de vôo na TAM e nas instalações da Infraero em Congonhas para avaliar quais as condições que podem ter contribuído para o acidente do vôo 3054 em julho, que deixou 199 mortos.

A recomendação está entre 18 medidas propostas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e aprovadas pela FAB na semana passada, após dois meses de investigação.

Além das vistorias, a investigação focou nas condições de uso das duas pistas do aeroporto de Congonhas, um indicativo de que condições de risco foram detectadas. As recomendações são datadas de 17 de setembro e não trazem justificativas ligadas à investigação, que é sigilosa.

No entanto, o Cenipa tem obrigação de propor medidas preliminares, mesmo antes de suas conclusões finais, sempre que uma situação de risco é detectada. A "vistoria de segurança de vôo especial", segundo a legislação aeronáutica, é específica para casos de acidentes e visa reavaliar as condições existentes ou verificar se há novas condições de insegurança.

Ela também pode ser realizada se houver indícios de falhas na segurança de vôo, alterações em procedimentos e treinamento ou sinais de "circunstâncias comportamentais adversas nos tripulantes".

A Folha procurou a TAM sobre a questão na noite de ontem, mas não houve posicionamento oficial devido ao horário. Porém, a empresa afirma que as vistorias são normais depois de um acidente.

Condições da pista - No caso da vistoria na Infraero, uma das hipóteses é a investigação sobre o procedimento usado para verificar as condições da pista pouco antes do acidente, a pedido da torre de controle, que registrou queixas de asfalto escorregadio de outros pilotos naquele dia. Na ocasião, o técnico não desceu do carro para fazer a checagem.

À TAM também foi recomendado "enfatizar" aos tripulantes o uso correto dos manetes em caso de reversor inoperante -a caixa-preta do acidente registra que a alavanca direita foi "esquecida" em ponto de aceleração, o que impediu a frenagem correta do A-320 em Congonhas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Petrobrás vai fazer álcool em Goiás e Mato Grosso

A diretoria da Petrobras aprovará na próxima semana os primeiros investimentos da estatal na área de produção de álcool: cinco projetos de usinas em Goiás e Mato Grosso nas quais a companhia terá participação de até 30%, em sociedade com a japonesa Mitsui. Cada usina consumirá US$ 200 milhões -a maior parte dos recursos será aportada pelos sócios privados. A estatal construirá um alcoolduto ligando o Centro-Oeste a São Sebastião (litoral norte de SP), com o objetivo de facilitar a exportação do produto. As cinco primeiras usinas produzirão 1 bilhão de litros.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Meta de nova política industrial é exportar US$ 210 bi em 2010

O governo identificará setores e empresas para incentivar ativamente a consolidação de grandes conglomerados exportadores, com financiamento do BNDES e a revisão das leis que dificultam fusões e aquisições. Essa é uma das principais linhas de ação da política industrial apresentada ontem pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao Conselho de Política Econômica. O objetivo do governo será alcançar exportações equivalentes a algo entre 1,25% e 1,5% do mercado mundial e um nível de investimento igual a 21% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010.

A modesta fatia do mercado internacional que o governo fixou como meta significará um crescimento de, pelo menos, 11% a 12% nas vendas externas nos próximos anos, até chegar a exportações superiores a US$ 210 bilhões em 2010. O aumento da taxa de investimentos, atualmente em 16,8%, é considerado essencial para o sucesso da política industrial.

Outro dos pontos defendidos por Luciano Coutinho é o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, para o qual haverá reforço das linhas existentes. Segundo um dos participantes da reunião do Conselho, há um consenso entre os ministros, porém, de que a primeira fase da política industrial, com ênfase no estímulo à inovação, deve ser seguida, agora, por uma segunda fase "mais objetiva", em que as medidas de apoio à pesquisa e desenvolvimento serão acompanhadas por mecanismos de atuação direta no incentivo ao aumento de investimentos e exportações.

Coutinho afirmou aos ministros, na reunião, no Palácio do Planalto, que será necessário aumentar o capital do BNDES, para evitar que a expansão necessária das atividades do banco esbarre em limites da legislação bancária. O presidente do BNDES reafirmou a ênfase que pretende dar ao financiamento de grandes cadeias industriais com impacto na economia e perspectivas de exportação, como o setor naval, o automobilístico e o petroquímico.

Coutinho citou, como exemplo da ação que quer transformar em política de Estado, o financiamento do banco à compra da Swift Armour pela Friboi, que tornou o frigorífico brasileiro o maior do mundo. O governo, segundo explicou um participante da reunião, deverá ser mais ativo nesse tipo de negociação, e identificará empresas com potencial de assumir papel de liderança em processos de consolidação, para os quais serão destinadas linhas de financiamento do BNDES.

A reunião de ontem foi dedicada a expor aos ministros do Conselho de Política Econômica o consenso dos técnicos em torno das diretrizes da futura política industrial. Em 10 de outubro, haverá nova reunião do Conselho, para avaliar propostas concretas de política. Espera-se, para essa data, definições em torno, por exemplo, do tamanho do aumento de capital do BNDES, e as fontes a serem usadas para isso.

Os detalhes da política industrial serão apresentados pelo próprio Coutinho e pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri.

Os ministros concordaram que a reforma tributária é um ponto fundamental para o sucesso da política industrial, mas não chegaram a falar em prazos para seu envio ao Congresso, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que seja o "mais rápido possível".

Participaram da reunião a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, e das Ações de Longo Prazo, Mangabeira Unger. O governo esperava concluir os estudos para a nova política industrial neste mês, mas já se admite no governo que será necessário esperar até outubro.

Nesse período, o Ministério do Desenvolvimento e o BNDES deverão fazer reuniões com representantes do setor privado e com o próprio governo para colher sugestões. Amanhã, o banco já vai promover um novo encontro com interessados para discutir o tema.

Fonte: Valor Econômico

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Exército e Fiat assinam contrato até novembro

O grupo Fiat foi o vencedor na escolha da empresa que deverá desenvolver a nova viatura blindada de transporte de pessoal, sucessora do Urutu, para o Exército brasileiro. A informação é do centro de comunicação do Exército, que revela que o contrato deve ser assinado em outubro ou novembro.

O projeto será feito pela Iveco, empresa do grupo Fiat com experiência no desenvolvimento de veículos militares na Itália e que no Brasil produz veículos comerciais em Sete Lagoas (MG).

Falta ainda definir papéis e responsabilidades no projeto, cronograma de desenvolvimento do protótipo e da produção, além de custos e prazos e engenharia financeira. Por meio do departamento de comunicação, a Iveco informa que dará inicio, agora, junto com o Exército, ao encaminhamento dessas etapas. Na Itália, a divisão de veículos de defesa da Iveco, projeta, desenvolve e produz veículos blindados e de suporte, usada pelo exército italiano e de outros países.

O professor Expedito Carlos Stephani Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade de Juiz de Fora (MG), calcula que todo esse processo não estará concluído em menos de cinco anos. É o tempo para produzir um protótipo e uma pré-série para, a partir daí, com a aprovação do Exército, iniciar a produção dos veículos.

Não há ainda nenhuma informação sobre o tamanho da nova frota. Bastos estima que os pedidos podem chegar a até 1,2 mil unidades. Na Europa, cada veículo desse tipo custa em torno de 2,5 milhões de euros. Também não foram divulgadas as especificações dos veículos que devem ter características diferentes dos usados hoje. "Os conceitos de guerra mudaram e se antes os combates eram de exército contra exército hoje os conflitos são urbanos", diz Bastos.

A renovação da frota dos veículos militares ganha complexidade à medida em que o Exército precisou buscar um novo fabricante local. Os veículos usados hoje foram produzidos pela Engesa (sigla de Engenheiros Especializados S.A), uma empresa paulista, de capital nacional, especializada no setor de defesa, que faliu em 1993.

A Engesa chegou a exportar para dezenas de países, muitos deles árabes. Além do Urutu, usado basicamente para o transporte das tropas, a mesma empresa produziu o Cascavel, um modelo que tem as características do Urutu, mas carrega também uma torre com canhão.

Bastos prevê que o projeto dos novos veículos criará uma família com várias versões voltadas ao transporte de pessoal, reconhecimento, porta morteiro, socorro, comando, comunicações, diretora de tiro, oficina e ambulância, além de um modelo com torre e canhão. Os veículos deverão ainda ser anfíbios, segundo o pesquisador.

A concepção do novo projeto deverá refletir boa parte da experiência com o uso dos blindados na missão de paz no Haiti. O desgaste que esses veículos vêm sofrendo é o que reforça, segundo Bastos, a necessidade de renovação da frota.

O desgaste começou muito antes do Haiti. Alguns dos veículos já foram usados em outras missões, como em Angola, na década de 90. O Haiti, onde a missão brasileira atua desde 2004, se transformou, no entender de Bastos, "num grande laboratório de utilização de blindados sobre rodas em zona urbana".

"No Haiti, o Exército brasileiro está fazendo o papel da polícia", afirma o pesquisador. Ele lembra que naquele país os veículos têm passado por situações de desgaste intensas, pois operam sistematicamente em áreas densamente povoadas. "E com toda a sorte de detritos espalhados pelas ruelas estreitas em áreas de grandes favelas". Numa rotina de circulação em terrenos abarrotados de entulho, pedras, buracos e até restos de automóveis, perdem-se pneus e arruinam-se suspensões, motores e caixas de transmissão.

Fonte: Valor Econômico

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MDIC E BNDES apresentam política industrial à CPE

Atendendo pedido do ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apresentou ontem aos integrantes da Câmara de Política Econômica do Governo Federal (CPE), os estudos de revisão e de aprofundamento da política industrial.

Além de Miguel Jorge e Luciano Coutinho, participaram da reunião, realizada no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef; e os ministros da Fazenda, Guido Mantega; das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia; da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende; das Ações de Longo Prazo, Mangabeira Unger. Estiveram ainda presentes os presidentes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri; e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira.

Os estudos que estão sendo realizados no âmbito do sistema do MDIC têm como objetivo central potencializar a política industrial lançada durante o primeiro Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As principais metas estão relacionadas com a ampliação da taxa de investimento da economia em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e aumento dos gastos em pesquisa e desenvolvimento.

Foi decidido na CPE que o Ministério do Desenvolvimento, BNDES e ABDI aprofundarão os estudos. Para isso, estes órgãos ampliarão contatos com a iniciativa privada e áreas do próprio governo com objetivo de recolher sugestões. Ainda não existe uma data definida para a divulgação das ações de potencialização da política industrial.

Fonte: MDIC

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Comitê de Logística convocará direção da ALL

Cansados de esperar por melhorias no transporte ferroviário do Porto de Santos, os integrantes do Comitê de Logística decidiram ontem convocar a direção da América Latina Logística (ALL) para cobrar soluções aos problemas do setor.

Fonte: Tribuna de Santos

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Gol tem 30 dias para adaptar aeronaves para transporte de pacientes no Acre

O Ministério Público Federal no Acre obteve uma liminar na Justiça para que a Gol Transportes Aéreos adapte, no prazo de 30 dias, suas aeronaves que operam em Cruzeiro do Sul para o transporte de pessoas em maca e que necessitem de balão de oxigênio, capacitando os seus funcionários para isso.

De acordo com o MPF, além disso, os aviões devem estar preparados para o transporte de cargas, como bolsas de sangue, vacinas, soros, dentre outros materiais essenciais à saúde humana, sob pena de multa de R$ 200 mil por dia.

A decisão atendeu uma ação civil pública proposta pelo MPF contra a Gol e a Anac, fruto da recusa da empresa aérea em adaptar as aeronaves para o transporte de material biológico, de oxigênio medicinal e de passageiros em maca.

Segundo o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, a decisão é extremamente valiosa e ampara o direito à vida e à saúde dos acreanos. “Esperamos que a Gol cumpra totalmente a decisão judicial, sob pena, inclusive, de responsabilização criminal de seus agentes”, ressaltou.

Fonte: Última Instância

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AGV Logística cria novo departamento

De olho nas tendências do mercado, que cada vez mais destacam a importância da excelência no atendimento ao cliente, a AGV Logística, operador logístico com sede em Vinhedo (SP), cria um departamento de Customer Service, com foco exclusivo na satisfação e no gerenciamento das relações da empresa com seus parceiros.

De acordo com Vasco Carvalho Oliveira Neto, presidente da AGV, este departamento terá como foco a gestão do relacionamento por meio da utilização de KPI’s (Key Performance Indicator) e dos contratos que medirão o grau de satisfação junto aos clientes. Os profissionais que atuarão na área de Customer Service irão gerenciar a rentabilidade dos clientes atuais e identificar novas oportunidades de negócios, sempre tendo como principal objetivo a satisfação do cliente. O novo departamento contará com aproximadamente 60 colaboradores, entre coordenadores, gestores de conta, analistas e atendentes.

O médico-veterinário Maurício Motta, que há 8 anos trabalha na AGV Logística será o responsável pela área, que entrará em vigor em janeiro de 2008. “Nossas metas com a implantação do departamento de Customer Service é aumentar a pró-atividade na resolução de ocorrências e atender as necessidades dos clientes, mantendo a rentabilidade dos negócios atuais e gerar novos negócios”, afirma Motta.

Vasco informa que o crescimento da AGV, que em 2007 deverá ficar em torno de 35%, e com a construção do novo centro de distribuição em Vinhedo (SP), no qual estão sendo investidos cerca de 85 milhões de reais, exigem reavaliação de toda estrutura operacional da empresa.

O novo departamento abrange todos os segmentos de atuação da AGV, pois está ligado à gestão do relacionamento com os clientes da empresa.

Fonte: B2B Magazine

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Rodovia Transamazônica foi inaugurada há 35 anos

Com 2.600 km de extensão, a Transamazônica nasce no município de Estreito, no Maranhão, e vai até Benjamin Constant, no Amazonas. A inauguração foi no dia 27 de setembro de 1972.

Construída para ser a "rodovia de integração nacional", nas palavras do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, a rodovia acabou abandonada e mal conservada. Reveja no "Fantástico", em 2000, a situação de alguns trechos que foram tomados pela mata, buracos e animais. A reportagem viajou por dois dias pela Transamazônica e chegou a ficar cinco horas atolada na lama.

Fonte: G1

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Álcool: petrobras aprovará pacote de usinas voltadas à exportação

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que a diretoria da estatal vai aprovar nas próximas semanas o primeiro pacote de usinas para a produção de álcool voltada ao exterior. Segundo ele, as cinco usinas do primeiro pacote serão construídas junto com a iniciativa a privada e a japonesa Mitsui nos estados de Goiás e Mato Grosso.

O investimento em cada unidade será de aproximadamente US$ 200 milhões, sendo que a Petrobras e a Mitsui terão, no máximo, 30% de cada usina. O projeto de construção visa atender uma demanda prevista de 4 bilhões de litros de álcool ao ano para 2012. "Não vamos ser concorrentes da indústria nacional. É uma produção voltada toda para a exportação.

Nossa intenção é ter mais uns três pacotes de cinco projetos cada um para atender a demanda futura", declarou. Ele acredita que as obras para a construção das cinco primeiras usinas começarão no ano que vem. O primeiro pacote terá uma capacidade de produção de 1 bilhão de litros de álcool.

Fonte: Último Segundo

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26 setembro, 2007

Bezerra destaca exportações do setor privado de Mato Grosso

O deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) elogiou na Câmara o setor privado brasileiro, especificamente do estado de Mato Grosso, pelos investimentos no comércio exterior e conseqüente aumento da capacidade exportadora.

Bezerra destacou que os setores da indústria e do agronegócio de Mato Grosso vêm registrando importantes resultados no comércio exterior, com grande crescimento no período de janeiro a julho deste ano.

O deputado citou dados divulgados pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, em parceria com a Federação das Indústrias de Mato Grosso, que apontam nos primeiros sete meses de 2007 um aumento de 9,6% nas exportações.

Conforme a pesquisa, o valor acumulado das exportações de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 2,7 bilhões, contra US$ 2,4 bilhões do mesmo período do ano passado.

Mato Grosso teve crescimento em toda a pauta de exportação: soja, milho, carnes suína, bovina e aves, bebidas e minerais. O complexo soja (grão, farelo, óleo e lecitina) responde por 69% do total exportado pelo estado de Mato Grosso, com US$ 1,8 bilhão em exportação e sete milhões de toneladas.

Outro destaque, disse Bezerra, foi em diamante e ouro, que saltou de 29 quilos exportados em 2006 para 2 mil quilos exportados em 2007, no mesmo período.

Segundo Bezerra, a diversificação da pauta de exportação em Mato Grosso, com a participação de empresas de pequeno e médio porte, deve-se ao Projeto Extensão Rural Exportadora, implantado em Mato Grosso por convênio com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, operacionalizado pelo Senai-MT.

"Congratulo-me com a Federação das Indústrias e com os produtores de Mato Grosso por terem conseguido manter a sua indústria e o seu agronegócio como setores de grande capacidade empregadora e de geração de renda. Parabéns, e que Mato Grosso permaneça sendo referência nacional", disse o deputado.

Fonte: O Documento

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Sicme e Fiemt divulgam dados de exportação de MT

Na quarta-feira (26), às 16h, a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), apresentará dados referentes às exportações do Estado no mês de agosto deste ano, que revelam um crescimento de 10,6%. O principal destaque fica por conta do milho, que apresentou aumento de 1.600% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. O produto, que antes representava 0,5% das exportações mato-grossenses passou para 7% de participação.

Segundo especialistas, esta significativa evolução deve-se à abertura do mercado mundial para o milho brasileiro, pois os Estados Unidos, grande exportador do produto, está destinando-o para atender ao mercado interno, na produção de etanol. As informações serão repassadas pelo presidente da Fiemt, Mauro Mendes, pelo assessor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo e pelo secretário-adjunto de Desenvolvimento da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Rodrigues Palma. A entrevista coletiva será realizada na Fiemt.

Fonte: Diário de Cuiabá

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VIVO e TIM perdem mercado em agosto, CLARO e OI avançam

As operadoras de telefonia celular Vivo e TIM viram suas participações no mercado nacional caírem em agosto, enquanto Claro e Oi avançaram, segundo dados consolidados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no início da noite de terça-feira.

A Vivo fechou o mês passado com participação de 28,05 por cento, ante 28,11 por cento registrado em julho. A companhia anunciou no início de agosto acordo para a compra do controle da mineira Telemig e da Amazônia Celular, que encerraram com fatia de 4,42 por cento.

A TIM recuou levemente, para 25,71 por cento, ante participação de 25,72 por cento em julho.

Já a Claro subiu de 24,67 por cento em julho para 24,76 por cento em agosto, ficando a 0,95 ponto percentual da unidade celular do grupo italiano.

A fatia da Oi cresceu para 13,12 por cento, ante 13,08 por cento no mês anterior.

A Anatel informou ainda que agosto foi um mês recorde de habilitação de novas linhas no ano, superando inclusive o forte maio, marcado pelo Dia das Mães. O mês passado teve 2,410 milhões de novas linhas ativadas, enquanto maio, o segundo melhor mês de 2007, registrou 2,215 milhões.

No total, a base celular brasileira encerrou agosto com 110.929.896 linhas em uso, das quais 80,34 por cento eram pré-pagas.

Fonte: JB Online

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BNDES socorre com R$ 4 bi o Fundo de Marinha Mercante

A renovação da frota de navios da Petrobras levará o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a financiar a indústria naval, pela primeira vez, com recursos próprios. Há décadas, a instituição concede empréstimos a estaleiros e armadores por meio de repasses do Fundo da Marinha Mercante (FMM). No fim do mês passado, sem fazer alarde, o BNDES assinou com o Ministério dos Transportes convênio pelo qual se compromete a abrir caixa próprio para completar a verba do FMM destinada a financiar o setor. Projeções apontam a necessidade de novos aportes para que não falte recursos a partir de 2009.

O BNDES aprovou neste ano R$ 4,5 bilhões em financiamentos para as encomendas dos navios da Transpetro, no âmbito da primeira fase do programa da estatal. Os recursos são liberados durante as obras, nos próximos três anos pelo menos. Os recursos da Marinha Mercante, repassados anualmente pelo banco, segundo técnicos do BNDES, variam de R$ 500 milhões a R$ 550 milhões - menos do necessário para os navios da Transpetro. Calcula-se que, neste ano, ainda haja uma sobra de R$ 300 milhões do FMM, que se juntarão ao estoque de R$ 3 bilhões incluídos na conta do Tesouro.

O primeiro empréstimo aprovado pelo BNDES foi para a construção de navios-tanque pelo estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no município de Ipojuca (PE). São R$ 2,47 bilhões, já em fase de contratação. Em seguida, o banco anunciou que financiaria as obras do consórcio Rio Naval com R$ 1,7 bilhão, para a construção de nove navios.

Fonte: JB Online

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Companhia Bandeirantes investe em novo terminal na Baixada Santista

A Companhia Bandeirantes irá inaugurar um redex (Recinto de Exportação) nos próximos dias com capacidade para movimentar cerca de 20 mil toneladas/mês. O empreendimento poderá aumentar em 25% o volume de cargas liberadas por mês pelo grupo no Porto de Santos, que hoje é de 80 mil toneladas.

Fonte: A Tribuna-Santos

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Banco do Brasil adere ao programa Trator Solidário

O Banco do Brasil vai colocar à disposição dos produtores rurais R$ 70 milhões por ano para financiar os tratores populares do programa estadual Trator Solidário para a modernização da Agricultura Familiar. A meta do programa é financiar 4.000 tratores, que serão comprados pelos produtores a preços inferiores aos de mercado. O convênio de adesão do banco ao programa foi assinado na terça-feira (25) pelo governador Roberto Requião e o presidente do Banco, Antonio Francisco de Lima Neto, no Palácio das Araucárias.

Requião disse ao presidente do BB que esse programa de modernização do campo com tratores populares é prioritário nesta sua segunda gestão à frente do Governo do Estado. Foi inspirado numa visita que fez à Índia, na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde foram financiados tratores populares para a modernização do campo naquele País.

Participaram da solenidade de adesão do BB ao programa, o vice-governador Orlando Pessuti, os secretários da Agricultura, Valter Bianchini; do Planejamento, Ênio Verri; da Fazenda Heron Arzua, da Administração e Previdência, Maria Marta Lunardon, o presidente da Agência de Fomento, Antonio Richeta, deputados estaduais e representantes dos produtores rurais. O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette também estava presente.

Para Lima Neto, o Banco do Brasil é um entusiasta dos programas realizados pelo Governo do Paraná em apoio à agricultura. Além do Trator Solidário ele citou o benefício da redução na tarifa de energia elétrica para o consumo noturno pelos avicultores paranaenses. “São programas como esses que fazem a diferença nas comunidades e o BB quer ser parceiro do governo do Paraná, que por sua vez valoriza a instituição pública”, afirmou.

Com o convênio, o Banco do Brasil, a Agência de Fomento e o Banco Regional do Extremo Sul serão as instituições responsáveis pelo financiamento do programa Trator Solidário que visa atender o agricultor familiar de forma individual ou em grupo, com financiamento em equivalência-produto disse o secretário da Agricultura, Valter Bianchini.

Segundo Bianchini, a procura para compra do trator popular está surpreendendo em todo o Estado. Até esta terça-feira (25) já tinham sido aprovadas pela Agência de Fomento 184 propostas encaminhadas pela Emater, “o que significa que a meta de financiar 500 unidades até o final de 2007 serão atendidas”, adiantou.

AGRICULTURA EMPRESARIAL - Requião anunciou a extensão das vantagens da tomada de preços dos tratores de 70 e 55 cavalos que ficaram, em média, 30% inferiores aos preços de mercado, também para os demais produtores. Os financiamentos poderão ser feitos pelas linhas de crédito do Moderfrota e do Proger Rural (Programa de Geração de Emprego e Renda), informou o presidente da Agência de Fomento, Antonio Richeta.

Bianchini lembrou que a tomada de preços feita por meio de pregão eletrônico pelo governo do Estado vai beneficiar o agricultor. O trator de 70 CV de potência da empresa Case New Holland, empresa vencedora da licitação, poderá ser adquirido por R$ 47 mil enquanto o preço de mercado desse equipamento é de R$ 72 mil. O trator de 50 CV de potência da mesma empresa poderá ser adquirido pelo produtor por R$ 40,1 mil enquanto o preço de mercado desse equipamento é de R$ 55 mil.

Os agricultores que não se enquadram nos limites de renda da Agricultura Familiar, mas querem se beneficiar do pregão eletrônico do governo podem procurar a Agência de Fomento, que irá definir as regras de enquadramento dos demais produtores, disse Richeta. O presidente da Faep, Ágide Meneguette, colocou à disposição do Governo do Estado 200 instrutores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar) para dar os cursos de capacitação para os produtores que vão operar os tratores populares.

Fonte: AEN

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Mercedes-Benz inaugura museu de carros na Alemanha

Local vai abrigar mais de 1.500 modelos fabricados pela montadora.
Público poderá ver veículos de passeio e modelos para competições, como os Fórmula 1.

O novo museu da Mercedes-Benz, na cidade de Stuttgart (Alemanha), vai abrigar mais de 1.500 modelos fabricados durante a história da montadora alemã, incluindo veículos de passeio e modelos para competições, como os Fórmula 1. O local fica próximo à fábrica da DaimlerChrysler.

Fonte: G1

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Oi arremata lote por R$ 80,55 mi e ingressa no Estado de SP

A Oi (antiga Telemar) conseguiu, nesta terça-feira, no leilão de sobras de freqüência do Serviço Móvel Pessoal (SMP), entrar no mercado de São Paulo.

Por este bloco, a Oi ofereceu R$ 80,55 milhões, o que representa um ágio de quase 20% sobre o preço mínimo. Com isso, a empresa será a quinta operadora de telefonia móvel no Estado.

A empresa arrematou o lote 7 da licitação que está sendo promovida pela Anatel, que corresponde à região 3 do Plano Geral de Outorgas (PGO). São 105 blocos oferecidos no leilão. A disputa envolve sete empresas.

Fonte: Último Segundo

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Petrobras promete intensificar controle em fábrica na Argentina

A Petrobras anunciou nesta terça-feira que intensificará os controles e remediará as observações levantadas pelas autoridades argentinas, que ontem fecharam parcialmente uma de suas fábricas por poluição nos arredores de Buenos Aires.

A filial local da companhia petrolífera afirmou em comunicado que intensificará "o Plano de Controle Periódico de Integridade já em execução e em conhecimento das autoridades, de forma tal que possa sanar no menor tempo possível as observações colocadas".

"A Petrobras renova seu compromisso com a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável expressada nas ações e políticas que guiam suas operações", acrescentou a empresa em uma breve nota à imprensa.

A direção de Controle Ambiental da Argentina fechou ontem, de forma parcial e preventiva, uma área de contêineres de combustíveis da fábrica que a Petrobras tem no pólo petroquímico de Dock Sud, nos arredores de Buenos Aires.

O diretor de Controle Ambiental, Raúl Vidable, disse que o "fechamento preventivo parcial se deve ao fato de que se constataram na fábrica dez tanques construídos sobre o solo natural, alguns derramamentos e alguns resíduos especiais armazenados inadequadamente".

O funcionário disse que a empresa deverá realizar um estudo de solo no local e remediar os danos.

A Petrobras esclareceu no comunicado que a provisão normal de combustíveis ao mercado local está garantida.

No começo deste mês, a direção de Controle Ambiental da Argentina fechou totalmente uma refinaria da anglo-holandesa Shell no pólo petroquímico Dock Sud, onde ficam outras empresas que também foram objeto de sanções no marco de um programa de saneamento da bacia Riachuelo-Matanza, altamente contaminada.

Fonte: Jornal o Documento

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Sindamar: movimento em Santos deve se normalizar em 2 semanas

O vice-presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, disse hoje que com os fiscais agropecuários voltando ao trabalho amanhã, a situação do Porto de Santos deverá se regularizar em duas semanas. "Com eles trabalhando a toda capacidade, em mutirão, acho que vão demorar uns 15 dias para colocar a casa em ordem".

A projeção foi feita considerando a atual situação de lotação dos terminais portuários, apesar de o Sindamar não ter recebido a informação oficial do fim da greve.

De acordo com Roque, desde o dia 28 de agosto, quando a paralisação da categoria foi retomada e os fiscais passaram a trabalhar com 60% do efetivo, os prejuízos no Porto de Santos chegaram a US$ 2 milhões. "Isso com a demora na inspeção dos porões dos navios graneleiros e com a coleta de amostras". Segundo ele, há dois mil contêineres de importação represados nos terminais de Santos, que continuam, em média, com 90% da capacidade ocupada. "E esse prejuízo é do importador que fica pagando estadia".

Fonte: Último Segundo

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25 setembro, 2007

Indústria exporta 25% da produção

O índice de exportações da produção industrial brasileira deu um salto de aproximadamente dez pontos percentuais em uma década, passando da casa dos 15% para a dos 25%. E o que revelam os dados do Índice Firjan de Produção Exportada, calculado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Apesar do progresso, a entidade avalia que a indústria do país tem potencial para exportar até 40% da sua produção, estando limitada especialmente pela má qualidade da infra-estrutura do país. Apesar da crítica, a Firjan contesta a tese de que há uma desindustrialização em curso no Brasil, provocada pela valorização do real.

Segundo o índice elaborado pela Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, no trimestre de abril a junho deste ano 24,9% da produção industrial brasileira foi destinada ao mercado externo, um índice 0,4 ponto percentual maior do que os 24,5% do primeiro trimestre. Nos três anos que foram de julho de 2004 a junho deste ano, o índice foi de 24,7%, evidenciando o estabelecimento de um patamar, segundo análise de Patrick Carvalho, chefe da divisão responsável pelo cálculo do indicador. O pico, de 25,5%, foi alcançado no terceiro trimestre de 2005, fortemente influenciado por exportações pontuais de navios.

Nos três anos anteriores (entre julho de 2001 e junho de 2004), a média exportada da produção industrial era de 20,9%. Na segunda metade dos anos 1990, a média era de 15,2%. Produtos alimentícios e celulose puxaram a elevação da média no trimestre passado. Em veículos automotores, a pressão do mercado interno reduziu o índice exportado de 29,6% para 26,5% de um trimestre para o outro. No Rio de Janeiro, o índice de exportações da indústria ficou estável em 12,6%. Em 2003, era de 18,1%.

Quanto ao perfil tecnológico das exportações do país, calculado segundo a metodologia da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o estudo da Firjan revela pequenas variações nos 12 meses encerrados em junho deste ano em relação ao ano de 2006. A participação dos bens de alta intensidade tecnológica caiu de 12% para 11% (10% no primeiro semestre deste ano), enquanto as commodities primárias tiveram aumento no valor total exportado de 41% em 2006 para 43% de julho do ano passado a junho deste ano (44% no primeiro semestre).

A queda nas exportações de bens tecnologicamente mais avançados ocorreu paralelamente à redução das importações desses bens, de 37% em 2006 para 34% nos 12 meses encerrados em junho (31% no primeiro semestre). Para Carvalho, os números mostram uma forte correlação entre as importações e as exportações de bens de alta tecnologia, denotando que o aumento das vendas depende mais da abertura para o crescimento das compras do que da situação cambial.

"Os fatos não corroboram a tese da doença holandesa (desindustrialização provocada pelo câmbio valorizado). Eu desafio alguém a mostrar dados que demonstrem isso", afirmou o economista da Firjan. Para ele "as pessoas são tão apaixonadas por suas próprias idéias que esquecem os fatos".

Para Carvalho, o grande freio às exportações brasileiras está na infra-estrutura sucateada e na falta de investimentos públicos, combinado com o elevado gasto estatal na conta de custeio, na pouca abertura e no atraso de reformas estruturais como a fiscal e a trabalhista.

Fonte: Valor Econômico

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Exxon Mobil prepara saída do Brasil

Após 96 anos de atuação no Brasil, a petroleira americana Exxon Mobil está saindo do país. A companhia contratou um banco para assessorá-la no processo de venda de sua rede de postos e já está em negociações com alguns interessados. Oficialmente a empresa não confirma, mas a decisão já foi tomada: a maior petroleira do mundo venderá seus ativos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. Segundo o diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, a Exxon já contratou um banco e anunciou a sua decisão de se desfazer de seus negócios nesses países.

O executivo evita, porém, confirmar o interesse da Petrobras na rede da Exxon (que usa a marca Esso no país). "Não há nada certo. Não fizemos nem uma proposta ainda", disse Cerveró.

A estatal brasileira é tida como a mais forte candidata à compra da rede da Exxon no Brasil e na Argentina, mercados onde atua com sua marca própria. "Não fizemos proposta. Isso envolve confidencialidade. Depende do pessoal que está negociando", disse o diretor da Petrobras.

Há mais de um mês, tiveram início os rumores de venda dos ativos da petroleira na América do Sul. A matriz estaria insatisfeita com os resultados obtidos e busca focar mais sua atuação e ampliar investimentos no Sudeste Asiático.

Atualmente, a Esso tem 8,5% do mercado de distribuição de combustíveis no Brasil, atrás de BR (41,2%), Ipiranga (19%), Shell (15,3%) e Texaco (10,5%). Nos últimos anos, a empresa perdeu participação e sempre se mostrou insatisfeita com os resultados no país.

Ontem, o diretor de distribuição da Exxon no Brasil, Leonardo Gadotti, disse desconhecer informações sobre a venda das operações brasileira, dizendo-se "surpreso" com a notícia. Na Argentina, já foi publicado que a empresa quer US$ 200 milhões pela sua rede de 500 postos. No Brasil, a marca está presente em 1.800 postos.

Fonte: Folha de S. Paulo

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General Motors fecha acordo de exportação de US$ 800 milhões com a China

A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira que aumentará suas exportações de veículos e autopeças fabricados nos Estados Unidos para a China em mais de 800 milhões de dólares a partir de 2008.

O acordo inclui as caminhonetes todo-terreno Buick e que serão importadas pela GM Xangai, o "joint venture" da GM com o maior fabricante automobilístico chinês, o SAIC Group.

Esse acordo é o segundo dos dois compromissos de exportação para a China fechados pela GM este ano. Em maio, a GM assinou um acordo para exportar 700 milhões de dólares de sedãs de lujo Cadillacs e autopeças.

A GM e suas "joint ventures" na China venderam um recorde de 876.747 unidades em 2006, uma alta de 31,8% em relação ao ano anterior, e tem uma participação calculada de 11,8% no mercado de rápido crescimento, afirmou a GM em janeiro.

Fonte: Último Segundo

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Petrobras busca ser mais ativa em exploração nos EUA

A Petrobras está buscando um programa de exploração de petróleo mais agressivo no lado norte-americano do Golfo do México, como parte da estratégia de expansão internacional, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente de Exploração e Produção da Petrobras America, subsidiária da estatal brasileira nos EUA.

Perfurações para achar petróleo em águas na costa sul do Estado do Texas não foram bem-sucedidas por outras companhias até agora, mas a Petrobras considera que poços mais profundos podem ser a solução, disse o executivo da estatal João Figueira.

"Estes poços não foram perfurados fundo o suficiente para considerar a área estudada", disse o executivo em um encontro da Interstate Oil & Gas Compact Commission. "É um grande desafio, mas vamos ver o que vai dar".

A companhia planeja investir US$ 4,9 bilhões, um terço de seu orçamento de US$ 15 bilhões para operações internacionais entre 2008 e 2015, principalmente no golfo, informou Figueira.

"A Petrobras veio para os Estados Unidos para ficar", ressaltou Figueira, em meio a comentários sobre a primeira plataforma flutuante no lado norte-americano do golfo.

A estatal é operadora dos campos de Chinook e Cascade e tem uma parceira em St. Malo e Coulomb North, além de estar envolvida em outros trabalhos de exploração e descoberta em águas norte-americanas.

A Petrobras foi a grande vencedora de um leilão de agosto de 2006 nos EUA feito pelo Mineral Management Service (MMS), com propostas sozinha ou junto a parceiros por 34 áreas de exploração.

A companhia anunciou que está preparando uma participação ativa no próximo leilão, agendado para outubro, nos EUA.

Fonte: Maracaju News

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Mauá-Jurong construirá 4 navios para Petrobras

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, anunciou, durante a abertura da 2ª edição da Navalshore 2007, que nos próximos dez dias será assinado com o estaleiro Mauá-Jurong a construção de mais quatro navios do programa de modernização da Frota da Petrobras. Estas embarcações, segundo ele, irão se juntar as dez que serão construídas pelo estaleiro Atlântico Sul, em Suape, e outras nove em estaleiros do Rio, totalizando 23 embarcações, além de gerar mais emprego e renda para o Brasil".
Machado classificou como desafio dado pelo presidente Lula para restaurar a indústria naval do país, em função da última encomenda ter sido há mais de 20 anos. "O que agrega valor do produto é a sua movimentação" comentou, acrescentando que o Brasil precisa explorar mais o seu comercio através da navegação e só através de desenvolvimento das embarcações e estímulo na indústria naval será possível. "O país que controla o comercio mundial possui 70% da frota, porque sem frota não se deslocam os produtos. Sem encomendas, não tem produção e sem produção, não temos emprego".

O presidente da Transpetro explicou que há uma parceria entre a União, iniciativa pública e os outros setores da economia brasileira. "Este é o grande momento de mudanças de paradigmas. Uma união de Governo, empresas e trabalhadores, surgiu um projeto robusto a fim de fortalecer o setor de navipeças, formando um conjunto que produz emprego e renda e é isso que queremos no Brasil".

O Secretário Estadual de Desenvolvimento, Julio Bueno destacou dois pontos importantes da Fenashore. O primeiro, segundo ele, é mostrar o poder da indústria naval brasileira, além de estar atento a agenda que o setor precisa trilhar. Na sua opinião, foi uma decisão sábia do governo de usar a Petrobras para retomar esse novo ciclo de desenvolvimento.

O diretor geral da ANP, Haroldo Lima, frisou que a agência não precisa dar informações a respeito de retirada de blocos do processo de licitação. "A diretoria decidiu retirar o bloco. Faz parte do edital que a ANP pode retirar a seu critério, qualquer bloco sem dar informações. Quando a Petrobras pleiteou em juízo o direito ao bloco, nós passamos a ter uma razão. Não de achar que a Petrobras está correta e que o bloco deveria ser devolvido à Petrobras. Não era isso, mas consideramos que o bloco estava sub judice, ninguém arremataria um bloco sem saber se a ANP tinha direitos sobre o bloco".

Fonte: Monitor Mercantil

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Esso na Argentina atrai interesse da Petrobrás e PDVSA

Venceu nesta segunda-feira o prazo para que as empresas interessadas na compra dos ativos da Esso na Argentina fizessem suas ofertas. Na lista das interessadas estavam - segundo informações do mercado - a Petrobrás, a estatal venezuelana PDVSA e diversos empresários argentinos - entre eles o Grupo Dolphin - que possuem boas relações com o governo do presidente Néstor Kirchner. Os ativos da Esso na Argentina englobam uma refinaria na cidade de Campana, a 150 quilômetros de Buenos Aires, 90 postos de gasolina próprios e uma rede de 500 postos com a bandeira da empresa mas sob licença.

Informações extra-oficiais sustentavam que a base da venda dos ativos da Esso seria de US$ 200 milhões. Mas, analistas indicam que o valor deve ser superior, de US$ 300 milhões. Os analistas também indicam que o comprador deverá ter fôlego para resultados a longo prazo, já que as empresas do setor atualmente são alvos de constantes pressões por parte do governo Kirchner, além de padecerem um controle de preços que os torna os mais baixos da região.

A miniestatal argentina da área energética, a Enarsa, não foi convidada pelo banco de investimentos JP Morgan para participar das ofertas. No entanto, não se descarta que a Enarsa, menina dos olhos do presidente Néstor Kirchner, possa participar no futuro próximo de alguma forma na compra de ativos da Esso.

Neste fim de tarde, rumores na cidade financeira portenha indicavam que o governo Kirchner estava "irritado" e sentindo "mal-estar" com a intenção da Petrobrás de adquirir os ativos da Esso na Argentina, já que isso concederia à empresa brasileira um peso de quase 35% no mercado local de combustíveis. Atualmente a Petrobrás conta com duas refinarias e 700 postos de gasolina no país.

Segundo a agência DyN, fontes do Ministério do Planejamento Federal indicaram que o governo preferiria que a Petrobrás "cumprisse com os investimentos em produção (de hidrocarbonetos) que prometeram realizar na Argentina" em vez de comprar os ativos da Esso.

Mas, outras informações extra-oficiais indicavam que tratava-se de apenas de jogo de cena do governo. Essas informações sustentavam que Kirchner espera que a Petrobrás posteriormente revenda os ativos da Esso na Argentina. Desta forma, a Petrobrás ficaria com as instalações da Esso nos outros países da região, como o Uruguai e Paraguai, e repassaria os ativos na Argentina. Isso permitiria que a Enarsa pudesse - possivelmente em associação com a venezuelana PDVSA ou com empresários locais - adquirir os ativos da Esso.

Os rumores indicavam que a PDVSA ofereceria à Exxon Mobil, a dona da Esso, uma refinaria que possui no Texas sob a marca da Citgo. Essa refinaria possui capacidade para processar 165 mil barris diários de petróleo. Com esta troca de ativos, a Exxon ficaria isenta de pagar impostos (ao contrário da eventual operação de compra por parte, por exemplo, da Petrobrás). A eventual compra da Esso na Argentina permitiria que o presidente venezuelano Hugio Chávez pudesse realizar seu ambicionado sonho de fincar sua presença na área de combustíveis na Argentina.

Fonte: Estadão

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Google vai investir R$ 200 milhões no Brasil, que será base de operações do Orkut

O Google vai baixar um aporte de R$ 200 milhões em sua operação brasileira. O valor é equivalente ao montante investido pela empresa no país ao longo dos últimos quatro anos. O investimento será direcionado a novas aquisições na área de tecnologia – há dois anos o Google comprou a mineira Akwan.

O Chase Manhattan já estaria mapeando oportunidades de negócio. Os norte-americanos pretendem também ampliar o laboratório de pesquisa e desenvolvimento de Belo Horizonte e abrir outros dois centros – um em São Paulo e outro em Porto Alegre.

O Brasil é o único país da América Latina a ter um centro de pesquisas do Google – trata-se de um dos três maiores laboratórios do grupo, atrás apenas de seus congêneres nos Estados Unidos e na China.

A filial brasileira terá a missão de lançar versões de produtos da companhia adaptados para o mercado latino-americano, como o Google Talk, de mensagens instantâneas, concorrente do MSN Messenger, o Gmail e o Google Earth – um identificador de localidades por satélite.

A base operacional do Orkut, site de relacionamento da companhia, será instalada no Brasil, seu maior mercado. Além disso, a Google Brasil terá a prerrogativa de lançar produtos de classe mundial.

Fonte: Cidade Biz

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Votorantim anuncia investimentos de US$ 500 mi no Peru

A Votorantim Metais (VM) anunciou nesta segunda-feira (24) em Lima, no Peru, um investimento de US$ 500 milhões na expansão da unidade de zinco metálico de Cajamarquilla. O aporte de novo capital na fábrica peruana será feito em duas etapas.

A primeira, de US$ 100 milhões, elevará a produção de 130 mil para 160 mil toneladas por ano. A ampliação da capacidade industrial ocorre ainda neste mês. A segunda implicará em investimento de US$ 400 milhões e permitirá transformar a unidade peruana da Votorantim Metais numa das maiores fábricas de zinco metálico do mundo, com capacidade para 320 mil toneladas por ano a partir de 2009.

O plano de investimento da companhia brasileira seria apresentado hoje à noite ao presidente peruano, Alan Garcia. A unidade de Cajamarquilla já era controlada pela Votorantim. A fábrica foi adquirida por US$ 210 milhões em 2004 e hoje emprega 600 trabalhadores. Com o crescimento da capacidade industrial, este número subirá a 800 funcionários na operação da fábrica. Só a construção civil empregará 2 mil trabalhadores.

Segundo João Bosco Silva, diretor-superintendente da VM, a área de zinco da empresa (somada as produções do Peru e do Brasil - onde a empresa tem duas unidades industriais) atingirá volumes de 600 mil toneladas por ano, o que a torna a quarta maior produtora mundial deste minério de zinco.

O zinco metálico é o principal negócio da Votorantim Metais. Neste ano, responderá por 40% das receitas. O níquel e a produção de aço vêm em seguida com 30% do faturamento cada área. A participação do zinco caiu devido a valorização do níquel.

Novo produto
A expansão da produção de zinco no Peru dará à VM um novo produto, o índio metálico. Minério associado a produção de zinco, o índio metálico é usado pela indústria eletrônica fabricante de televisores com tela de cristal líquido (LCD) como eletrodo condutor. O desenvolvimento do processo industrial de beneficiamento deste minério foi feito por técnicos da VM do Brasil e do Peru.

Segundo Bosco, o índio tem alto valor no mercado mundial. "O preço alcança US$ 700 o quilo", diz. A produção será pequena: 38 toneladas por ano na primeira fase e 76 toneladas na fase final do projeto de expansão.

Investimentos
A VM quer ser auto-suficiente em minério de zinco. A empresa já detém 25% do capital da Milco, no Peru, mas desenvolve pesquisa mineral em duas novas áreas. "Há dois projetos de pesquisa mineral em andamento no Peru. A expectativa é que até 2010 estes projetos estejam em produção", afirma Bosco

Este é o segundo investimento externo anunciado pela Votorantim Metais neste ano. Em maio, a empresa anunciou a aquisição de 52% das ações da Aciaria Paz del Rio, uma unidade de aços longos da Colômbia. O investimento para a aquisição desta participação chegou a US$ 489 milhões. Raul Calfat, diretor-geral da Votorantim Industrial - que controla a VM - disse que o grupo observa oportunidades de investimento na área de metais no exterior, mas descartou qualquer negociação neste momento.

Fonte: Repórter Diário

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Aumenta preço médio do quilo do vestuário importado pelo Brasil

O preço médio do quilo do vestuário importado pelo Brasil alcançou US$ 16,90 em agosto, equiparando-se ao preço do produto importado por países como a Argentina e Estados Unidos. Valor nesse patamar não era registrado desde setembro de 1998, quando o preço médio de importação para vestuário foi de US$ 17,06. Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) o aumento é reflexo da intensificação da fiscalização pela Receita Federal e não está prejudicando o comércio doméstico.

Indícios de subfaturamento na importação de vestuário vêm causando prejuízo à indústria têxtil e de confecção brasileira há pelo menos dois anos. Desde abril, a Receita Federal realiza a Operação Panos Quentes com o objetivo de identificar irregularidades e indícios de fraudes. A partir da operação, o preço médio do quilo da roupa importada vem crescendo a cada mês. Em março, o valor era de US$ 8,50 o quilo; subiu para US$ 14,46 em junho, e agora ficou no mesmo patamar da média internacional.

“A elevação do preço médio para importados é uma forma de tornar mais equilibrada a concorrência no mercado interno. Mas é preciso continuar o trabalho de intensificação da fiscalização, tanto dos produtos que chegam pelos portos, quantos os produtos que entram por descaminho”, alerta Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

No mês passado, as importações de vestuário aumentaram 64% em relação a agosto de 2006, somando US$ 37,1 milhões. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações totais de roupas foram de US$ 306,9 milhões, com aumento de 48,77%.

Abaixo, os números da balança comercial têxtil e de confecção do mês de agosto e do acumulado até o mês passado.

Agosto
-Exportação US$ 227,8 Milhões
-Importação US$ 271,4 Milhões
-Saldo = Negativo de US$ 43,6 milhões

Acumulado Janeiro a Agosto
-Exportação US$ 1,4 Bilhão
-Imprtação US$ 1,9 Bilhão
-Saldo =Negativo de US$ 502,6 Milhões

Fonte: Gazeta Online

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Brasil poderá aumentar plataforma continental

País deverá ser o primeiro país autorizado pela ONU a aumentar os limites da plataforma continental. Rússia foi o primeiro país a fazer o pedido, mas foi negado.

O território marítimo brasileiro abrange as zonas marítimas sob soberania ou jurisdição nacional, nomeadamente, as águas interiores, o mar territorial, a zona contígua, a zona econômica exclusiva (ZEE) e a plataforma continental (PC).

A área compreendida pela extensão do mar territorial brasileiro (12 milhas), somada à ZEE (188 milhas) e à dimensão da plataforma continental, é chamada de “Amazônia Azul”.

Em regra, o limite exterior da plataforma é de 200 milhas, todavia, os países interessados em um limite maior que 200 milhas marítimas devem apresentar à Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU (CLPC) sua proposição respaldada em informações científicas e técnicas que justifiquem tal pretensão.

Em 2004, o Brasil apresentou pedido de extensão da Plataforma Continental à CLPC em consonância com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Foi o segundo país a apresentar solicitação à ONU. O primeiro foi a Rússia, que teve sua proposta negada.

Em decorrência dessa propositura, a “Amazônia Azul” seria integrada pelo mar patrimonial de 200 milhas marítimas (370 km) e pela plataforma continental de até 350 milhas marítimas (648 km) de largura, a partir da linha de base. Esta área representaria um total de quase 4,5 milhões de km2, aumentando em mais de 50% a área do território nacional.

Em abril de 2007, a CLPC emitiu um Relatório de Recomendações, sugerindo que o Brasil apresente proposta com novos limites. O Relatório recomenda certo “recuo” na propositura brasileira, cerca de 20 a 35% da área originalmente pleiteada.

Evidencia-se, portanto, que o aumento e a incorporação da nova área da “Amazônia Azul”, mesmo que reduzida em nova proposta, deverá ocorrer em breve.

A iminência da expansão do território marítimo brasileiro enseja a análise dos efeitos de tal abrangência sob a égide de três grandes vertentes: econômica; científica e soberania.

Na vertente econômica, a expansão do território brasileiro é evidentemente estratégica. A par das riquezas estratégicas à sobrevivência das nações, 95% do comércio internacional se realiza através do transporte marítimo. Atente-se, ainda, para o turismo marítimo, a navegação de cabotagem, os esportes náuticos, a pesca e a exploração de petróleo e gás.

Na vertente científica, evidências empíricas vêm apontando que o aumento da área marinha será extremamente relevante para a realização de pesquisas e o gerenciamento de recursos naturais ecologicamente importantes e economicamente relevantes.

Na vertente soberania, em que pese a vastidão da área a explorar e a importância indescritível da conquista pioneira do Brasil consolidando a extensão da sua área, algumas preocupações são suscitadas.

Na PC, o Brasil exerce direitos de soberania para efeitos de exploração e aproveitamento dos seus recursos naturais. É evidente que a extensão da área importa não só em incorporação de riquezas e direitos de soberania. Proporcionalmente aos direitos, decorrem as responsabilidades. A toda evidência, consolida-se a premissa que preconiza que ao detentor da riqueza cabe o ônus da proteção.

A grande preocupação refere-se ao fato de o Brasil estar preparado para investir em políticas de efetivo aproveitamento dos recursos, pesquisas e, essencialmente, em fiscalização.

Os portos brasileiros são considerados obsoletos e, há décadas, o Brasil é tido como um país “transportado” e não “transportador”. Lamentavelmente, apenas 3% do total arrecadado com frete é gerado por navios que ostentam a bandeira brasileira e, geralmente, na navegação de cabotagem. Em face da reduzida frota, estima-se evasão de divisas da ordem de US$ 7 bilhões, referentes aos gastos efetuados com fretes marítimos decorrentes do transporte de mercadorias realizado por navios de bandeiras estrangeiras.

Revela-se de vital importância a implementação de políticas não só relativas às vertentes econômicas, mas, essencialmente, de políticas públicas que viabilizem a efetiva exploração sustentável da pesca e de outros recursos, a pesquisa e a fiscalização, evitando-se, dentre outras condutas ilícitas, a pirataria científica.

Evidencia-se, portanto, a importância da incorporação da nova área à “Amazônia Azul” e que o Brasil proceda ao uso, exploração e fiscalização do mar de forma eficiente e estratégica, consagrando-se paradigma internacional de excelência.

Fonte: PortoGente

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24 setembro, 2007

Exportações quase dobraram em Lucas R. Verde

As negociações com o mercado externo continuam em alta em Lucas do Rio Verde. No ano, já foram exportados 433.891.385 quilos de grãos, movimentando US$ 97 milhões. O volume já superou o comercializado em 2006, quando totalizou US$ 78 milhões. Entre janeiro e agosto, o aumento foi de 90%.

Três produtos dominam os negócios. A soja em grão e triturada foi responsável por 72% das negociações, totalizando US$ 70 milhões. Em seguida está o milho, representando 27% do volume vendido ao mercado externo, e, em terceiro, o algodão. O cenário foi o mesmo em 2006, quando as culturas ganharam preferência dos compradores estrangeiros.

A China é o maior comprador e fechou US$ 55 milhões, equivalente a 56%, dos negócios com o mercado luverdense. O Irã ficou com 13% do volume e, Espanha, em terceiro, com 10%. Também aparecem na lista de maiores compradores a Holanda, Italia, Portugal e Bolívia.

Os números positivos nas exportações foram registrados todos os meses do ano. Somente em agosto, o volume exportado foi de US$ 11 milhões, enquanto que, nesse mesmo período, em 2006, foi de US$ 4 milhões. A alta foi de 170%. Em outros meses a variação foi maior, ultrapassando os 200%.

Sinop e Sorriso também tiveram aumento nas exportações este ano.

Fonte: Só Notícias

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Investimento e exportações de serviços cada vez mais importantes para Cabo Verde

O investimento empresarial, que este ano deverá representar um quarto do PIB cabo-verdiano, e as exportações de serviços, sobretudo turismo, são cada vez mais importantes para a economia do arquipélago, indicam dados do Banco de Cabo Verde.

No mais recente relatório sobre o comportamento da economia do arquipélago, com os dados disponíveis até Agosto, o banco central cabo-verdiano aponta para um crescimento do PIB em torno de 6,2 por cento, resultado de "um contributo positivo da procura interna, nomeadamente da expansão do investimento privado e de um maior dinamismo do consumo".

Este ano, o investimento deverá aumentar 25,4 por cento, uma aceleração de 10 pontos percentuais em relação ao período homólogo, graças à componente privada, dado o abrandamento do investimento público.

"Num contexto de expansão do crédito à economia, o comportamento previsto para o investimento privado resulta das evoluções projectadas em bens de equipamento, material de transporte e construção", afirma o BCV.

Beneficiando de um forte crescimento no acesso ao crédito, o peso do investimento empresarial na economia de Cabo Verde vai duplicar este ano, para perto de 25 por cento do PIB, de acordo com o banco central.

De acordo com o banco central, nos primeiros seis meses do ano o crédito à economia aumentou cerca de 36 por cento em termos homólogos, "sugerindo a continuidade de condições monetárias favoráveis à expansão da actividade económica".

"Uma conjugação de factores, entre os quais o aumento da concorrência bancária no mercado de crédito, a possibilidade das grandes empresas obterem financiamentos no mercado externo e a existência de algum excesso de liquidez, têm contribuído para a baixa das taxas de juro internas", adianta o BCV.

A contribuir para o bom momento económico de Cabo Verde, que é actualmente o país africano com maior peso do sector de serviços na economia (74 por cento), está ainda a subida das exportações, na ordem de 10 por cento.

O crescimento contudo, é suportado sobretudo pelas exportações de serviços (25 por cento, ainda que caindo para menos de metade em relação ao período homólogo), dado que a venda de bens ao estrangeiro recua fortemente.

As exportações de bens estão a cair 41,7 por cento face ao primeiro semestre do ano passado, reflectindo "principalmente, a redução de cerca de 50 por cento das reexportações de combustíveis e víveres nos portos e aeroportos internacionais do país, rubrica de maior peso nas exportações de bens, influenciado pela mudança de rota dos voos da SAA", a operadora aérea sul-africana, salienta o BCV.

Outro factor do maior peso revelado pelos serviços nas vendas ao estrangeiro é uma redução de 23 por cento das exportações de produtos tradicionais, que superou 35 por cento no caso das de pescado.

"Para o aumento das exportações de serviços contribuíram, principalmente, o crescimento significativo das receitas brutas de turismo (45,5 por cento), sector que ganha cada vez mais preponderância na estrutura do produto e como fonte de financiamento da economia do país", escreve o BCV no seu mais recente relatório.

Quanto às importações, o seu crescimento no primeiro semestre (18 por cento) é o dobro das previsões do banco central, sobretudo devido ao comportamento das categorias de bens de equipamento (mais 74 por cento) e combustíveis (mais 86 por cento).

O BCV adianta que "a importação de um avião pela transportadora aérea nacional explica em 24 por cento o comportamento da importação de bens de equipamento", e que a componente de combustíveis está a ser afectada pela "pela variação dos preços no mercado internacional".

O agravamento dos fretes marítimos e dos serviços de seguro, além do "aumento das viagens de nacionais por motivo de negócios" traduzem-se na subida das importações de serviços, que contrabalançam a das exportações.

"Assim, o contributo da procura externa para o PIB, deverá continuar negativo, em parte afectado pela perda da quota de mercado das exportações de bens", adianta o banco central cabo-verdiano.

Dados da Cabo Verde Investimentos conhecidos esta semana, indicam que, nos últimos seis anos, o arquipélago recebeu perto de mil milhões de dólares em investimento estrangeiro, valor que tem vindo a crescer continuamente desde 2001, tendo como principais destinos os sectores do turismo, banca e finanças e imobiliário e construção.

A agência de promoção do IDE no arquipélago prevê que o investimento estrangeiro atinja 7,8 mil milhões de dólares entre 2007 e 2011, permitindo a criação de 31.882 empregos, e tendo como principal destino a ilha de Santiago, que por si só receberá perto de um terço do total.

O BCV prevê para este ano um crescimento da economia entre seis e sete por cento, acima dos 6,1 por cento registados no ano passado, que foi uma das mais altas taxas da região da África Ocidental.

"Não obstante ter-se verificado um abrandamento do crescimento no primeiro semestre", afirma o BVC, "as informações mais recentes relativas à dinâmica da actividade económica nacional sugerem a manutenção da tendência de expansão da economia em 2007".

Fonte: MacauHub

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Liberação da pista não altera rotina

A liberação da pista auxiliar 17/35 praticamente não alterou a rotina do aeroporto internacional de Salvador. Durante 22 dias, desde 31 de agosto, todos os vôos, comerciais e fretados, vinham pousando e decolando da pista principal, a 10/28, em função da interdição determinada pelo departamento de controle do espaço aéreo, o DCEA. Reformada no início do ano, ao custo de R$8 milhões, a pista auxiliar de 1,2 mil metros de extensão não oferecia as condições ideais de segurança devido à falta de visibilidade a partir da torre de controle de tráfego aéreo.

Segundo o diretor da associação nacional de trabalhadores da aviação civil, André Luiz Carvalho, desde a ampliação do aeroporto, o prédio cresceu “sobre a pista”, reduzindo o campo de visão dos controladores, que já enfrentavam dificuldades com o sombreamento provocado pelo bambuzal localizado na entrada do terminal. “Havia planos de construção de uma nova torre, mas até hoje, o projeto continua esperando parecer da Infraero”, diz André.

Nota da estatal, assinada pelo gerente regional de comunicação Erivaldo Cruz, comunicou a liberação da pista na última sexta-feira, às 21h. Com 300m a menos, a pista, agora com 900m, recebeu sinalização horizontal, pinturas de faixas e balizamento luminoso noturno, permitindo visibilidade de toda a extensão da pista pelos controladores de vôo.

As empresas de táxi aéreo, principais interessadas na liberação, no entanto, ainda não se beneficiaram das adequações. Durante o fim de semana, os poucos vôos fretados que saíram de Salvador continuaram usando a pista 10/28, segundo funcionários das empresas que operam o táxi aéreo no aeroporto. Na loja da Abaeté, o funcionário afirmou que só houve vôos no sábado, pela pista principal e ontem não havia nenhuma decolagem prevista. Na aerostar, os aviões decolaram apenas para pequenos passeios, a maior parte deles com destino a Morro de São Paulo. Em ambas as empresas, ninguém tinha conhecimento da liberação da pista auxiliar.

Fonte: Correio da Bahia

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Tecondi espera aumentar em 180% sua capacidade de movimentação

O Terminal para Contêineres da Margem Direita (Tecondi), do Porto de Santos, planeja aumentar em 180% sua capacidade de movimentação anual, passando de atuais 250 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para 700 mil TEUs — 29% do volume operado no Porto de Santos no ano passado. Os investimentos somam R$ 170 milhões, que serão aplicados tanto no projeto de expansão da instalação como na compra de novos equipamentos.

Fonte: A Tribuna-Santos

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Efeitos do recall da Mattel

A China não está levando na brincadeira o recall de brinquedos da Mattel fabricados no país. O governo mandarim deteve quatro pessoas envolvidas no fornecimento de tinta de má qualidade à fabricante contratada pela gigante americana, Lida Plastic Toys, cujo diretor se suicidou após o recall. Encontrar responsáveis virou ponto de honra para Pequim, que está possessa com a atribuição dos defeitos à produção made in China.

Um dos efeitos do recall de marcas de brinquedos poderá ser sentido no Natal. É que a indústria de brinquedos estima que os produtos cheguem ao varejo 20% mais caros para esta data. Efeito das novas normas do Inmetro para a certificação dos produtos importados. Cerca de 30% dos brinquedos vendidos no mercado brasileiro vêm de fora.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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Ajinomoto transforma o Brasil em base estratégica para aminoácidos

Depois de fazer investimentos da ordem de US$ 220 milhões nos últimos dez anos no Brasil, a divisão de nutrição animal da multinacional japonesa Ajinomoto transformou o país em sua principal base de exportação de aminoácidos. A companhia produz lisina e treonina, que são largamente utilizadas para o ganho de musculatura de aves e suínos.

Com a demanda crescente por carnes no mercado global, a Ajinomoto enxerga uma grande oportunidade para que seus negócios no ramo deslanchem. Com 132 mil toneladas por ano, o Brasil já abriga a maior plataforma de produção de aminoácidos da empresa, mas com a estratégia traçada esse volume vai crescer. "Pretendemos quase dobrar a produção até 2010", afirmou Masami Kashiwakura, diretor da área de nutrição animal da multinacional no país, ao Valor.

Do Brasil, os produtos da Ajinomoto são exportados sobretudo para outros países da América Latina. A intenção é ampliar as vendas para EUA e Europa, considerados mercados exigentes, além de Ásia e Oriente Médio. Conforme Kashiwakura, de 60% a 70% da produção da divisão de nutrição animal da companhia é exportada. "Os países pobres comem pouca carne, mas o consumo está crescendo", afirmou.

Fonte: Valor Econômico

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Falta de aviões prejudica vôos da Varig para o Exterior

Os executivos da Varig estão correndo contra o tempo. Às vésperas de completar seis meses no comando da empresa, adquirida pela Gol em 28 de março, os gestores enfrentam dificuldades para colocar os aviões de volta às rotas internacionais em condições ideais.

Na última quinta-feira, a companhia fez a primeira reinauguração de linha da era Gol com um vôo para Paris e Roma partindo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Apesar do momento considerado histórico para funcionários e executivos (o chefe de cabine chegou a chorar quando os passageiros embarcaram), a rota foi reaberta com um Boeing 767 antigo e com o sistema de entretenimento (cinema e rádio) sem funcionar.

- Nosso foco é cumprir o prazo até novembro - disse Lincoln Amano, diretor comercial da Varig, em entrevista coletiva para jornalistas brasileiros em Roma, admitindo que algumas das rotas vão operar com configurações abaixo do padrão pretendido nos primeiros meses.

Novembro é a data limite para que a companhia volte a voar para alguns dos principais destinos que a empresa ainda tem direito de operar depois da severa crise financeira de 2006. A Varig vai lançar quatro novas linhas (veja quadro acima) no Exterior até 15 de novembro para cumprir a determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e evitar a perda dos horários e espaços privilegiados nos aeroportos, tidos como um dos mais valiosos ativos comprados pela Gol.

A principal dificuldade para cumprir a meta é a falta de aeronaves no mercado internacional. Até janeiro, a empresa precisa receber mais nove Boeing 767.

Dentro do projeto de revitalização da companhia, será lançada uma campanha para apresentar a nova marca e o programa de fidelidade Smiles ganhará novos serviços em outubro. No próximo ano, em maio, o serviço de bordo será reformulado e até os uniformes passarão por uma atualização. A frota também será reforçada.

Fonte: Zero Hora/RS

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Exportador muda mix e direciona produção ao mercado interno

As fabricantes de bens de consumo reduziram as exportações e priorizaram o mercado interno, incentivadas pelo aquecimento da demanda doméstica, principalmente a mais popular. Para atingir os clientes das classes C, D e até E, as empresas diversificaram a distribuição e adaptaram os produtos, reduzindo custos e preços.

Com essa estratégia, as companhias recuperaram o patamar de produção que haviam perdido após a valorização do real. O movimento contribui para explicar a forte alta de 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006. Esse percentual é superior ao aumento de 5,4% do PIB do país, na mesma comparação.

A fabricante de calçados Democrata conseguiu que um de seus modelos chegasse às vitrines das lojas abaixo de R$ 100 - um apelo importante para o varejo. Segundo Andrea Rinaldi, gerente de marketing da empresa, o design desse produto é simplificado, o que reduz o custo de mão-de-obra e permite maior escala de produção.

A empresa, que está sediada em Franca (SP) e tem 25 anos de mercado, também apostou em uma distribuição diferenciada, buscando as grandes redes de varejo, que possuem crediário próprio. Dessa maneira, o consumidor pode adquirir o sapato em cinco prestações de menos de R$ 20. "Assim, o calçado ficou realmente acessível", diz Andrea.

No fim de 2006, a Democrata chegou a exportar metade de sua produção. Com o fortalecimento da moeda brasileira, o volume de vendas no exterior caiu e a exportação deve fechar o ano representando 30% das vendas. Andrea explica que o ritmo de produção chegou a registrar uma pequena queda no início desse ano, mas já se recuperou. "Essa produção foi transferida do mercado externo para o interno", diz.

O mercado popular se tornou interessante para as empresas brasileiras depois que os consumidores incrementaram seu poder de compra com a ajuda dos reajustes do salário mínimo, do crédito farto e dos programas assistenciais do governo. Para atender a esse segmento, a Docol aumentou em 30% o portfólio de sua linha Pertutti, que significa "para todos" em italiano. Nessa linha, os produtos são, em média, 50% mais baratos que os itens com a marca Docol. A empresa fabrica torneiras, chuveiros e outros metais sanitários.

Guilherme Bertani, diretor comercial da empresa, diz que o segredo está em adotar um design que permita aumentar a escala de produção. Além disso, a tecnologia da linha Pertutti é um pouco mais antiga, o que também reduz o custo. A empresa investiu ainda na distribuição para lojas de bairro, que atendem ao consumidor de baixa renda.

O resultado dessa combinação de medidas foi o aumento de 17% nas vendas da linha Pertutti de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2006. Um desempenho superior às vendas totais da Docol, que cresceram 10% na mesma comparação. "Está ocorrendo uma polarização no país, com aumento das vendas no segmento popular e na alta renda", diz Bertani.

A Docol é a maior exportadora de metais sanitários do país. As vendas no mercado externo foram prejudicadas pelo fortalecimento da moeda brasileira, que reduziu a lucratividade, e pela crise imobiliária nos Estados Unidos, que abalou a demanda. Os EUA são um dos principais mercados da Docol no exterior.

"O crescimento do mercado brasileiro compensa a perda no mercado americano", diz Bertani. Segundo ele, a Docol ainda opera com folga na capacidade produtiva, porque ampliou suas instalações em 2000, apostando na exportação. Agora utiliza essa capacidade para atender ao mercado interno.

A Lupo, fabricante de meias e roupas íntimas, não precisou baratear produtos para ampliar seu público. O ganho de renda nas classes de menor poder aquisitivo permitiu que os consumidores passassem a comprar itens mais incrementados, mesmo que com preços um pouco maiores do que as peças que estavam acostumados a consumir.

"As classes A e B continuam comprando. Mas o aumento que tivemos foi muito impulsionado pela classe C, que teve incremento de renda e migrou para produtos de maior valor agregado", conta Valquírio Ferreira Cabral, diretor comercial da Lupo. A prova de que a empresa está vendendo itens mais sofisticados está no balanço. Enquanto o volume de produção aumentou em 9% de janeiro a agosto, na comparação com igual período do ano passado, o faturamento mostrou uma alta de 19%.

Cabral explica que a Lupo aproveitou o aquecimento da demanda doméstica e o ganho de renda da população menos abastada para aumentar o valor médio dos produtos vendidos. Isso não significa, porém, que eles ficaram mais caros, mas sim que, no faturamento e na produção, os produtos mais sofisticados conquistaram peso maior. "Não houve aumento de preços, mas hoje, por exemplo, estamos vendemos mais cuecas de modal, que custam entre R$ 20 e R$ 25", comenta. Antes, a demanda por esses itens era bem menor e o forte eram as cuecas mais baratas, que custam entre R$ 6 e R$ 8.

A estratégia de aumentar o valor agregado dos produtos evitou a perda de participação da Lupo no mercado externo. As exportações já acumulam uma expansão de 48% até agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2006. Ainda representam, no entanto, uma fatia pequena do faturamento: 7%. Até o fim do ano, a expectativa da empresa é que as vendas continuem em franca ascensão e fechem 2007 com um crescimento de 20% em relação ao ano passado. Em 2006, a alta foi um pouco mais tímida: 13% sobre 2005.

No setor de construção civil, um dos mais aquecidos da economia nacional, as incorporadoras canalizam seus lançamentos para as classes C e D, com financiamentos e prazos de pagamento longos. "Esse consumo está aflorando. Há muito tempo não via o mercado assim", diz Antônio Carlos Loução, diretor comercial da Eliane.

A empresa, que fabrica revestimentos cerâmicos, como piso e azulejos, informa que as encomendas cresceram 20% entre janeiro e agosto em relação a igual período de 2006. De acordo com Loução, as incorporadoras estão antecipando os pedidos, pois já trabalham com cenário de falta de material nos próximos meses.

O mercado externo perdeu importância para a Eliane. No auge do "boom" exportador do país, em 2003 e 2004, as vendas para o exterior chegaram a representar 40% do faturamento da empresa. Hoje estão em 30%. Loução conta que a queda das exportações não chegou a significar uma queda expressiva de produção para a empresa. Ele lembra, no entanto, que houve um intervalo, pois as exportações perderam fôlego no fim do ano passado e as vendas no mercado interno só se recuperaram a partir do segundo trimestre deste ano.

A Eliane implementou uma ampla reestruturação, com o fechamento de uma unidade no Paraná e outra no Espírito Santo e demissão de 430 funcionários. Em compensação, a empresa investiu R$ 50 milhões para aumentar sua capacidade na Bahia. Loução explica que a decisão foi baseada em custos, oferta de matéria-prima e logística. A Eliane quer estar mais próxima do mercado do Nordeste, que cresce mais que a média do país, apoiado no consumo popular.

A Movelar, fabricante de móveis localizada em Linhares, Espírito Santo, também se beneficia do boom imobiliário e foi outra empresa que conseguiu amenizar as perdas no mercado externo com vendas para um público de classe C no Brasil. "As exportações diminuíram e precisamos forçar mais o mercado interno", explica Domingos Sávio Rigoni, proprietário da empresa.

Ele conta que este consumidor está com maior poder de compra e também se beneficia da expansão do crédito e das facilidades de pagamento oferecidas pelo varejo. "Como ele ganhou renda, quer um produto com design e qualidade", diz. A Movelar trabalha com móveis de diversas faixas de preço, mas o presidente conta que são os produtos voltados para classe C e D os que impulsionam as vendas neste ano. Entre janeiro e agosto, a produção cresceu um pouco menos de 10%. Ao mesmo tempo, as vendas ao exterior estão em queda. No ano passado, representavam 10% do faturamento da empresa, agora a participação está entre 6% e 7%.

A expansão da demanda doméstica também permitiu à empresa, na média, reajustar, em cerca de 5% o preço de seus produtos, percentual acima da inflação acumulada nos 12 meses encerrados em agosto deste ano, que está em 4,2%. Para o segundo semestre, Rigoni projeta que o desempenho das vendas seja melhor, mas não arrisca estimativas para o fechamento do ano.

Fonte: Valor Econômico

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Produção de vagões será 72% menor em 2007

A indústria ferroviária brasileira, que há anos convive com momentos de altos e baixos nos investimentos, encerrará o ano com uma queda de 72% na produção de vagões utilizados no transporte de cargas. No segmento de passageiros, no entanto, o cenário é mais favorável, mas extremamente dependente de grandes projetos.

O setor de cargas conta com os reflexos da forte produção ocorrida em 2005. Foi quando as vendas de vagões ultrapassaram as sete mil unidades, mais que o dobro da média considerada ideal pelos agentes do setor - de três mil por ano. Na época, a produção foi impactada por encomendas da Vale do Rio Doce e da MRS. Tratou-se de uma antecipação às safras e vendas recordes de grãos e minérios verificadas no período.

Já no ano passado, a indústria brasileira viu a produção cair pela metade, totalizando 3,6 mil unidades. Para 2008, a expectativa é de retornar ao patamar tido como "padrão", entre três e quatro mil vagões. Na opinião do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Luis Cesário Amaro da Silveira, as perspectivas em torno das produções agrícola e de minério permitem vislumbrar um cenário mais favorável do que o verificado este ano, que deve encerrar com pouco mais de mil unidades. "Até 1996, fabricávamos menos de cem vagões por ano. As privatizações reascenderam o setor, mas ainda precisamos de muitos investimentos na malha ferroviária", diz.

O executivo cita o ingresso da Randon no setor ferroviário e a vinda de estrangeiros que realizam leasing de vagões como uma amostra do potencial do país. "Temos capacidade para fabricar 12 mil vagões." O leasing foi uma das bases de expansão da malha ferroviária americana. Ao repassar o gerenciamento das frotas, as concessionárias podem realizar maiores investimentos em locomotivas, terminais e linhas.

Apostando nisto, é que os grupos Global Railroad Leasing LLC e a ATT Centro-Oeste uniram-se para criar no país a Ferrolease, em 2002. Para o presidente da empresa, Estafano Vaine, é possível que o Brasil siga o mesmo caminho dos Estados Unidos na expansão das ferrovias. Em 2007, a empresa investiu R$ 10 milhões na compra de 35 vagões tanques para combustíveis.

No caso da Randon, a empresa enxergou um potencial de negócios, mas isto só foi possível porquê ela não depende da produção de vagões para sobreviver. "Nossa concorrência sofreu muito neste ano. Optamos por direcionar nossa produção para a parte rodoviária", diz o diretor industrial e de tecnologia da companhia, Cesar Santa Catarina. Segundo ele, a produção não ficará no zero em 2007, já que fechou recentemente a venda de vagões para a ALL.

A sensação de ausência de investimentos na malha ferroviária é constatada por grande parte do setor. E nem mesmo a divulgação do Plano Nacional de Logística & Transportes (PNLT), pelo Ministério dos Transportes, anima a indústria. Conforme o plano recomenda, nos próximos três anos os investimentos em ferrovias devem ser superiores a R$ 16,9 bilhões.

"Pequenos investimentos já dariam um imenso retorno", diz Vaine, ao relacionar os resultados do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) ao PNLT. Silveira, da Abifer, ressalta que, além dos vagões, o Brasil é um pólo produtor de rodas, eixos, molas, truques, engates e componentes, que são exportados para todo o continente.

Contudo, o aceno de grandes investimentos é bem visto pelas empresas que atendem o transporte de passageiros. Nelson Branco Marchetti, diretor da área de transportes da Siemens, acredita no aquecimento do setor, principalmente, por causa dos planos de investimentos dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. "O projeto paulista engloba todas as áreas do setor metro-ferroviário. Reformas, sinalização, aquisição de infra-estrutura elétrica e carros novos estão contemplados", diz. O plano de transportes de São Paulo prevê investimentos de R$ 16 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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Empresa importa para manter competitividade

Algumas empresas estão atendendo à crescente demanda das classes C, D e E com produtos importados. Por esse motivo, ainda não se recuperaram da queda de produção sofrida após a redução das exportações. Apesar de possuir parques fabris instalados no país, essas companhias não conseguem competir em preço com os importados. A solução para se manter no mercado é importar.

"Fomos buscar produto importado mais barato, exatamente como os nossos concorrentes", diz o diretor industrial da Black & Decker, Domingos Dragone. "As vendas da companhia devem ser melhores em 2007 por causa dessa estratégia", completa. A Black & Decker fabrica ferros-de-passar e ferramentas, como furadeiras, entre outros itens.

Segundo o gerente de marketing da empresa, Júlio Landaburu, os importados ajudaram a empresa a chegar ao mercado popular, que responde pela maior parcela do consumo. Ele destaca as sanduicheiras importadas, que estão fazendo sucesso com as classes C e D. A Black & Decker também lançou um novo modelo de ferro-de-passar, por R$ 39, e baixou o preço de um modelo de furadeira de R$ 199 para R$ 129. Esses produtos, contudo, são feitos no país, dada a expertise da fábrica da empresa.

"Queremos atingir um consumidor que não é tão exigente quanto a classe B, mas que pede um produto de qualidade, porque já teve algumas experiências frustradas no início do Plano Real", diz Landaburu.

De acordo com Dragone, as exportações da Black & Decker estão em queda, principalmente para os mercados da América Latina, que são bastante sensíveis a preço. Os produtos da empresa perderam competitividade nessa região após a valorização cambial. Devido a isso, o volume de produção da fábrica da Black & Decker no Brasil caiu 25% na comparação entre 2002, ano de recorde, e 2006, quando atingiu patamar mais baixo. "O câmbio rouba a exportação e traz mais concorrentes para o mercado interno", reclama Dragone.

Fonte: Valor Econômico

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21 setembro, 2007

Nova pista de Guarulhos será definida em 30 dias

A localização da terceira pista do aeroporto de Guarulhos deverá ser definida em até 30 dias, informou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se reuniu ontem em Brasília com uma comissão de moradores de Guarulhos.

Segundo o representante do Movimento de Luta por Moradia na comissão, o coordenador Elton Soares de Oliveira, por ser pequena, a terceira pista do aeroporto não resolve o problema de congestionamento aéreo. "Ela só tem 1,8 mil metros. Conforme o mapa da Aeronáutica, todos os pousos se remetem à direita. Não há essa possibilidade [no local], porque tem o paredão da Serra da Cantareira."

Segundo dados da comissão, vivem na região onde poderá ser instalada a nova pista cerca de 5,3 mil famílias - entre 20 mil e 25 mil pessoas. Metade dessas famílias não tem título de posse da terra. De acordo com a comissão, a desapropriação de moradias na região demandaria recursos de R$ 600 milhões. Para a construção da pista, mais R$ 200 milhões.

Segundo Jobim, ficou acertado no encontro a criação de uma câmara técnica para avaliar esses números e determinar a localização da pista. A comissão será composta por moradores da região, técnicos da Infraero e do ministério.

Em agosto, o secretário de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos, Moacir Souza, disse que a construção da nova pista demandaria a desapropriação de moradias localizadas em nove bairros da cidade. Alguns bairros teriam de ser desapropriados integralmente. A ação, segundo ele, faria com que cerca de 5 mil famílias fossem retiradas do local.

Fonte: Valor Econômico

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Investimentos para melhorar aeroportos superam R$ 1 bi

O governo se comprometeu a investir R$ 1,02 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em obras em aeroportos. Foram incluídas cinco novas obras: em Brasília, Rio e São Paulo. A usina nuclear de Angra 3 (RJ) foi oficialmente incluída no programa.

Entre as novas iniciativas listadas no segundo balanço oficial do PAC, o governo incluiu a construção da área de escape em Congonhas (SP) e da terceira pista do aeroporto de Guarulhos (SP). Há também a previsão de reformar a pista de pouso de Viracopos (Campinas) e ampliar o terminal de cargas.

Na lista de projetos e estudos que o governo pretende fazer, estão o terceiro aeroporto de São Paulo, uma segunda pista em Viracopos e a reforma e a ampliação do terminal de passageiros em Confins (MG).

A inclusão das obras não implica mais gastos do PAC. São recursos que o governo já havia reservado, mas ainda não tinham destinação específica.

Movimento semelhante aconteceu com as obras, projetos e estudos monitorados pelo PAC, que saltaram de 1.646 em abril, quando foi divulgado o primeiro balanço, para 2.014, no mês passado. Não se trata de inclusões, mas do desmembramento de obras que já faziam parte do programa. A reavaliação das obras do PAC será feita em novembro. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, as obras que estiverem em ritmo lento serão retiradas do programa e outras incluídas.

O ministro Nelson Jobim, da Justiça, anunciou que a decisão sobre a localização da terceira pista do aeroporto de Cumbica (Guarulhos) será tomada em 30 dias, após a decisão de uma comissão técnica que irá estudar propostas para evitar o desalojamento de cerca de 5.000 famílias na cidade.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Lula e Chávez não chegam a um acordo sobre refinaria

Depois de passar a tarde reunidos, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez não chegaram ontem a um acordo sobre a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o maior projeto energético entre Brasil e Venezuela. Sem um consenso, o anúncio mais importante foi a decisão de realizar quatro encontros bilaterais por ano -o próximo será em dezembro, em Caracas.

Após o encontro, os dois presidentes buscaram demonstrar otimismo com relação a um acordo próximo sobre o projeto da refinaria até o final do ano. Anunciaram a retomada de estudos sobre o Gasoduto do Sul e previram a consolidação do ingresso da Venezuela ao Mercosul, que precisa de aprovação dos Senados brasileiro e paraguaio. A reunião terminou sem comunicado conjunto, como é a praxe em encontros do tipo.

"Os problemas técnicos às vezes andam mais devagar do que o Chávez e eu esperamos", disse Lula, ao lado de Chávez e dos ministros venezuelanos Rafael Ramírez (Petróleo) e Nicolás Maduro (chanceler), e do chanceler Celso Amorim e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

O acordo original previa a participação de 40% da Venezuela na refinaria, com 60% nas mãos da Petrobras. Em contrapartida, a empresa brasileira teria 40% de participação na empresa mista que exploraria Carabobo 1, um megacampo de petróleo pesado na Venezuela.

Sem acordo, a Petrobras deu início neste mês à construção da refinaria e tem mantido a posição de que fará a planta com ou sem a Venezuela. A expectativa do governo é de que entre em operação em 2010.

O presidente Lula anunciou também a retomada das negociações do Gasoduto do Sul, após um ano de paralisação. Além do Brasil e da Venezuela, o projeto envolve a Bolívia, a Argentina e o Uruguai. Segundo ele, será feito nos próximos meses um projeto de "engenharia conceitual" para o gasoduto: "Quero te dizer, amigo Chávez, que não há nada, não há intriga, não há boato que impeça o Brasil de aprofundar até onde for possível essas relações estratégicas com a Venezuela".

Chávez, que na chegada a Manaus deu declarações duras sobre o impasse, usou um tom mais diplomático: "Acordamos em acelerar as reuniões técnicas para acelerar os acordos de empresas mistas, tanto na Venezuela quanto no Brasil".

Fonte: Folha de S. Paulo

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DuPont lança biobutanol e avalia pesquisa na região

A DuPont, multinacional com sede em Wilmington (EUA), reforça sua atuação na área de combustíveis de segunda geração. Até o fim do ano, a empresa inicia a comercialização, no Reino Unido, do biobutanol - um biocombustível semelhante ao etanol e que tem como matéria-prima o milho -, desenvolvido em parceria com a BP. A empresa também avalia a instalação de centros de pesquisa na América do Sul para acelerar o desenvolvimento de biocombustíveis e polímeros feitos a partir de produtos agrícolas, como milho, cana-de-açúcar, trigo e soja.

De acordo com Uma Chowdhry, vice-presidente sênior e chefe da divisão de ciência e tecnologia da DuPont, a empresa pretende investir o mais rápido possível em novas unidades de pesquisa no mundo, sendo que a América do Sul seria o primeiro local escolhido para o investimento. A companhia investe US$ 1,4 bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento e já possui 75 centros de pesquisa no mundo.

"Os negócios da DuPont crescem rapidamente na América do Sul, especialmente na área de produtos agrícolas", afirmou a executiva. Segundo ela, a empresa deve instalar uma nova unidade de pesquisa na América do Sul ainda neste ano, mas o local ainda não foi definido. "Em relação ao Brasil, existe um grande interesse em desenvolver pesquisas de novos materiais e biocombustíveis com cana, mas ainda não há nada fechado. É preciso antes ter os parceiros certos na área", afirmou Uma.

"O Brasil provavelmente vai liderar a produção global de biocombustíveis e vemos aí uma grande oportunidade de negócios", afirmou Chad Holliday, presidente da multinacional. O executivo ponderou, no entanto, que a tendência global é que cada região adote uma matéria-prima e um tipo de combustível específico (como já ocorre com o etanol de milho na América do Norte, o etanol de cana no Brasil e o biodiesel de palma na Ásia e parte da Europa).

A DuPont mantém atualmente três linhas básicas de pesquisas na área de biocombustíveis. Além do desenvolvimento do biobutanol em parceria com a BP, a empresa estuda a produção de etanol à base de milho e outras matérias-primas e a produção do etanol celulósico - obtido a partir da palha do milho e de outros grãos. Hoje as pesquisas com o etanol estão concentradas nos Estados Unidos.

John Ranieri, gerente da divisão de biomateriais da DuPont, observou que a produção de etanol de milho tem uma eficiência energética de 1.4 (para produzir 1.4 unidade de etanol se consome 1 unidade equivalente de combustível fóssil). Com o aproveitamento da palha do milho para a produção de etanol e geração de energia, esse grau de eficiência sobe para 5.3.

Ranieri também diz que a eficiência energética do biobutanol (obtido a partir do amido do milho, mas com composição química diferente do etanol) é maior que a do etanol. "Outra vantagem é que, devido à sua composição, ele pode ser misturado em qualquer percentual à gasolina e também pode ser transportado pelos mesmos gasodutos, o que na conta final se torna mais barato que a adoção do etanol", ponderou.

Jeff Keefer, vice-presidente e diretor financeiro, acrescentou que a crise imobiliária nos EUA ajudou a reduzir o valor de algumas empresas no país e no mundo, o que estimula a DuPont não só a investir nas áreas onde atua, como também apostar em aquisições. Tais aquisições, segundo ele, devem ocorrer em área correlatas às de atuação da DuPont e podem ocorrer em qualquer região do mundo.

Tom Connelly, vice-presidente e diretor da divisão de inovação do grupo, observou que as vendas de produtos lançados nos últimos cinco anos e que foram desenvolvidos com uso da biotecnologia cresceram 34% em 2006. E o crescimento está baseado principalmente nos países emergentes - daí o interesse em instalar uma unidade de pesquisas na América do Sul.

Ontem, a DuPont, em parceria com a Tate & Lyle Bio Products, anunciou o licenciamento de seu bio-propanodiol (uma solução usada como humectante, emoliente ou solvente, feita a partir do milho e que substitui o polímero de origem fóssil) para a empresa de cosméticos Terra Naturals, que desenvolveu uma linha de desodorantes à base de milho, livre de alumínio e derivados do petróleo. A linha "verde" será comercializada inicialmente nos Estados Unidos e no Canadá.

Fonte: Valor Econômico

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