31 agosto, 2007

Petrobras assina Memorando de Entendimentos Com a Bharat Petroleum, da India

A Petrobras, por intermédio da Área de Abastecimento, assinou,no dia 30 de agosto, na sede da companhia, um Memorando de Entendimentos com a empresa estatal indiana Bharat Petroleum. Pela Petrobras assinou o diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e pela Bharat Petroleum o diretor executivo Sanjay Krishnamurti.

O objetivo do Memorando é realizar estudos técnicos nas áreas de logística e comercialização de etanol combustível e biodiesel, visando exportação para a Índia e outros mercados no exterior.

A Bharat Petroleum é uma empresa com forte atuação no refino de petróleo e na comercialização de derivados no mercado indiano e deseja implementar o uso do etanol em mistura com a gasolina, bem como desenvolver oportunidades de negócio na comercialização internacional de etanol.

Fonte: Portal Fator Brasil



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Gradiente confirma venda da Philco por R$ 22 milhões

A Gradiente comunica oficialmente nesta quinta-feira que alienou a marca Philco, de sua propriedade, pelo preço de R$ 22 milhões. A negociação dessa transação iniciou-se em meados de junho, e teve o saldo de sua liquidação financeira concluído nesta sexta-feira.

Segundo a Gradiente, a marca foi adquirida por investidores que estão em processo de licenciá-la para a Britânia (Britânia Eletrodomésticos), que a utilizará em nova linha de produtos. Em função dessas transações, a Gradiente informou que analisará com a Britânia as oportunidades de sinergia que possam existir entre atividades das empresas na concepção, produção, comercialização e serviços de pós-venda dos produtos Philco, atuais e futuros.

A Gradiente também informou que os demais ativos, inclusive fábricas e equipamentos, existentes quando da aquisição dos negócios da Philco, não foram objeto de alienação na transação e permanecerão em seu poder. A Gradiente comunicou ainda que continuará prestando normalmente os serviços de pós-venda para produtos da marca Philco por ela vendidos até o final de 2007.

Fonte: Jornal Estado Minas



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Estaleiros já trabalham para a Transpetro

Os dois maiores estaleiros que construirão 19 dos 26 navios encomendados pela Transpetro iniciaram as atividades. O consórcio Rio Naval investe US$ 20 milhões para preparar o estaleiro Sermetal. O Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, começa a contratar pessoal.

Fonte: Gazeta Mercantil



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Atlântico Sul recebe dinheiro do BNDES

O Estaleiro Atlântico Sul recebeu a primeira liberação de recursos dos financiamentos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), através do BNDES. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que acompanha de perto o processo, R$ 137 milhões de reais foram liberados para a empresa iniciar a compra dos equipamentos dos navios que serão construídos para a Transpetro.

“O contrato de financiamento teve sua eficácia dada e agora começam a sair as liberações. Isso vai garantir uma maior agilidade na obra de construção do estaleiro”, garantiu Bezerra Coelho. Procurada, a empresa, no entanto, preferiu não se pronunciar.

Também esta semana, informou Bezerra Coelho, foi finalmente liberada a área da Ilha de Tatuoca para aforamento para o estaleiro. Essa área pertencia à zona portuária de Suape, e teve que passar por um processo na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para que a preferência de aforamento (uma espécie de venda) fosse transferida do Porto de Suape para o estaleiro. A exigência foi do próprio BNDES, para aceitar as benfeitorias feitas na área como garantia do contrato de financiamento. “Agora vamos lavrar a escritura”, disse Coelho.

Fonte: Jornal do Commercio/PE



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Lula dá início à obra da refinaria Abreu e Lima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Pernambuco na próxima segunda-feira à noite para participar da solenidade de início da terraplenagem do terreno da Refinaria Abreu e Lima e da inauguração do Cais 4, em Suape. Na sua quinta visita oficial ao Estado este ano, dessa vez o presidente vai ficar hospedado no Hotel Caesar Park, no Cabo de Santo Agostinho.

A última visita de Lula a Pernambuco foi no dia 12 de julho, para lançar o PAC do saneamento e da habitação. Em Suape, o primeiro evento está marcado para às 8h30 e o segundo para às 10h. Após as solenidades, o presidente Lula segue para Sergipe, onde almoça com o governador Marcelo Déda, e depois para Petrolina.

O gerente de Empreendimento da Refinaria do Nordeste, Ricardo Barreto, explica que a terraplenagem será realizada em duas etapas. “A primeira vai ser numa área de cerca de 200 hectares, onde serão instaladas as unidades de processamento, que demandam mais tempo para montagem, por isso precisam ser iniciadas antes”, explica. Numa segunda etapa será feita a terraplenagem nas áreas onde serão instalados os tanques. Orçada em R$ 400 milhões, a terraplenagem tem previsão de ser concluída até dezembro de 2008.

O lançamento da terreplenagem dá início à implantação do canteiro de obras da refinaria. O evento, com a presença do presidente Lula, será simbólico, porque ainda será necessário fazer a retirada da cobertura vegetal e a área com plantio de cana-de-açúcar para começar a terraplenagem, de fato.

Bastidores - Em Suape, o ritmo é de contagem regressiva para deixar tudo preparado para mais um megaevento. Algumas empresas até se especializaram em atender à Petrobras na realização de eventos de grande porte no Estado. É o caso da Repense Engenharia de Eventos. “Hoje, uma das nossas especialidades é criar infra-estrutura em espaços que não existem, como o terreno onde será realizado o evento da refinaria", diz o empresário Jackson Braga, que há 15 anos criou a Repense em parceria com o irmão Jader Braga.

Para o lançamento da terraplenagem, a Repense vai montar uma tenda climatizada com 5,6 mil metros quadrados (m²). A empresa vai erguer a estrutura em sete dias. Os eventos realizados em Suape devem responder por 10% das montagens de grande porte que a Repense fará este ano.

Especializada em som, iluminação e cenografia, a Mano Som e Iluminação também vem faturando com os eventos em Suape. “Só para a Petrobras já realizamos quatro eventos este ano”, comemora o empresário Mano Oliveira. Ele conta que para essa solenidade serão utilizados 26 aparelhos de iluminação inteligente, além da montagem de dois telões e de um palco.

Fonte: Jornal do Commercio/PE



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Oi adia mais uma vez recompra de ações

A Oi (antiga Telemar) decidiu adiar mais uma vez seu leilão de recompra de ações, que estava marcado para 6 de setembro, segundo fonte ligada ao bloco de controle do grupo. Inicialmente, a previsão era realizar a operação em 14 de agosto, mas a empresa enfrenta dificuldades para levantar o financiamento necessário. A crise nos mercados financeiros só dificultou ainda mais a situação, o que está levando a empresa a remarcar pela segunda vez o leilão.

Os prazos estão em aberto. A Oi já anunciou o preço que oferece pelas ações, mas não registrou o valor oficialmente. Segundo a fonte, a Oi precisa formalizar o novo preço fixado para a oferta pública de ações da Tele Norte Leste Participações - R$ 45 por ação -, aos acionistas e à Securities Exchange Commission (SEC), autoridade do mercado acionário americano. Feito isso, deve registrar os novos termos da oferta com, no mínimo, dez dias úteis de antecedência da data marcada para o leilão. A oferta precisa seguir as regras do mercado americano, pois a Oi tem ADRs, ações negociadas em Nova York.

O mercado tinha dúvidas em relação à necessidade de se respeitar o prazo de dez dias úteis. O fato de a empresa já ter informado o novo preço levou alguns analistas a interpretar que a holding ficaria dispensada de esperar dez dias. Enquanto o crédito bancário não for aprovado, o preço que vale é de R$ 35,09.

De acordo com a fonte, as condições para a contratação do financiamento bancário 'ainda não estão totalmente fechadas'. Com relação às notas promissórias que a empresa vai lançar para quitar parte do empréstimo, a fonte diz que os termos para a emissão dos papéis 'já estão fechados'.

Fonte: O Estado de S. Paulo



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Esso e Shell ameaçam deixar a Argentina

A hostilidade do governo do presidente Néstor Kirchner está fazendo com que várias empresas do setor de combustíveis se prepararem para deixar a Argentina. Ontem, o setor foi abalado pela notícia - por enquanto extra-oficial - de que a Esso vai vender os seus ativos no país, onde está desde 1911. Os porta-vozes da empresa não confirmaram nem desmentiram a informação. Além disso, a Shell, instalada no país desde 1914, começa a considerar que sua permanência na Argentina não é mais uma certeza.

Por trás dessas decisões, segundo especialistas, está o clima de permanente tensão com o governo Kirchner. O presidente não hesita em convocar boicotes às empresas do setor energético que não seguem sua cartilha de congelamento de preços e as culpa pela escalada inflacionária. 'O mar não está para peixe', afirmam os empresários do setor de combustíveis.

No meio da pior crise energética desde 1989, a administração Kirchner não poupa os executivos das multinacionais de combustível de ameaças de prisão. A maneira de agir de Kirchner com os empresários estrangeiros tem um viés eleitoral, já que agrada aos setores mais nacionalistas, a menos de dois meses das eleições presidenciais. A candidata do governo é a mulher de Kirchner, a senadora Cristina Fernández de Kirchner.

A Esso controla 12% do mercado argentino de combustíveis. O plano implicaria a venda de todos os ativos da empresa no país, o que inclui uma refinaria, 90 postos de gasolina (outros 500 são franquias), uma fábrica de lubrificantes, além de armazéns de combustível para aeronaves.

Os rumores indicam que a Exxon Mobil, dona da Esso, encarregou o banco JP Morgan de fazer a oferta da venda dos ativos na Argentina a empresários nacionais. O custo da operação seria de US$ 200 milhões. A venda não incluiria a marca. Portanto, quem adquirir a rede da Esso poderá trocar seu nome.

Prisão - O presidente da Shell Argentina, Juan José Aranguren, afirmou ontem que 'há dois anos, quando surgiam rumores sobre a venda de ativos da Shell na América Latina, nós dissemos que não era verdade'. No entanto, para Aranguren, essa certeza não existe mais: 'Agora não podemos dizer o que vai acontecer... isso é algo incerto'. Ele queixou-se de 'discriminação' e 'tratamento arbitrário' sofrido pela Shell.

Na semana passada, o polêmico secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno - o braço direito de Kirchner no combate à inflação - pediu a prisão de Aranguren, alegando que havia violado a Lei do Abastecimento, que determina pesadas multas às empresas que não abastecerem o mercado, além de penas de prisão a seus executivos. A Justiça ainda está analisando o pedido.

Nos últimos anos, a Petrobrás e a Esso também foram pressionadas. A Shell, no entanto, foi o alvo preferido de Kirchner. Em 2005, poucas horas após elevar os preços de seus produtos, foi atacada pelo próprio Kirchner, que ao vivo, pela TV, convocou os argentinos a realizar um 'boicote nacional' contra a empresa. 'Não compremos nem uma lata de óleo deles sequer!', esbravejou. Uma hora depois, centenas de piqueteiros cercaram vários postos da Shell. A empresa, após dias de pressões, teve que desistir dos aumentos.

Ontem o líder piqueteiro Luis D'Elia convocou um boicote aos produtos da Shell. Para D'Elia - líder do grupo piqueteiro Terra e Moradia (FTV), um dos mais ativos do país -, a empresa está 'deliberadamente tentando desabastecer o mercado' e forçar 'a alta dos preços'.

A secretária de Ambiente, Romina Picolotti - suspeita de casos de corrupção - também está atrás da Shell. Ela ameaça fechar a refinaria que a empresa tem sobre o Rio Riachuelo, o mais poluído do país. Picolotti considera que a refinaria teve derramamentos nos tanques que poluíram as capas freáticas. O governo fez uma fiscalização sem precedentes da refinaria. A secretária receberá o relatório na segunda-feira.

A eventual decisão de fechar a refinaria levará cinco dias. 'Entre uma possibilidade de 0 a 100 de que isso aconteça...eu fico com este último número', disse Picolotti, indicando que a punição é uma certeza. A Refinaria Buenos Aires da Shell - a segunda da Argentina - processou entre janeiro e junho 14,1% do petróleo cru do país.

Fonte: O Estado de S. Paulo



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Bolívia ameaça cortar envio de gás a Cuiabá

Alegando produção insuficiente, a Bolívia informou ontem ao governo brasileiro e à empresa Pantanal Energia que não terá condições de fornecer regularmente gás à termelétrica Governador Mário Covas, em Cuiabá (MT) pelo menos até o final do ano. Para o governador Blairo Maggi (PR), a eventual paralisação da usina é preocupante para o Brasil. Nas última semanas, fontes da estatal boliviana YPFB vinham afirmando, sob a condição de anonimato, que a produção atual ficaria insuficiente para atender tanto Cuiabá quanto a Argentina. A Bolívia acusa as empresas produtoras, como a Petrobras, de não investir para aumentar o volume.

O problema ficou evidente ontem, durante reunião em La Paz com representantes da empresa e do Ministério de Minas e Energia, quando a Bolívia apresentou uma tabela com uma previsão irregular de fornecimento até dezembro. A tabela estimava desde períodos em que o fluxo do gasoduto seria zero até em que chegaria a 1,1 milhão de metros cúbicos diários, o volume máximo. Na média, porém, o fluxo ficaria inferior ao que a usina necessita para operar.

O cronograma, já bastante desfavorável à empresa, ficou defasado logo depois de ser apresentado porque havia sido calculado com base num fluxo diário de 26 milhões a 28 milhões de metros cúbicos para o contrato com a Petrobras No fim do dia, porém, a Petrobras informou à Bolívia que necessitará a partir de setembro do fluxo máximo previsto no seu contrato, 30 milhões de metros cúbico/dia. Sem produção, o governo boliviano terá de sacrificar ainda mais Cuiabá, a sua última prioridade, atrás da Petrobras, do mercado interno e da Argentina, que também pode receber menos gás do que requer.

Mesmo com o fornecimento comprometido, a Pantanal Energia renovou ontem por mais 30 dias o contrato provisório -o vigente terminaria à meia-noite de hoje.

Maggi - O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou ontem à Folha que uma interrupção no funcionamento da termelétrica de Cuiabá, devido à falta de gás, é preocupante para o Brasil.

"Hoje a termelétrica para Mato Grosso não é fundamental. Não sofremos com o desligamento dela. Agora, para o Brasil como um todo é muito importante. São quase 400 MW. Para o sistema nacional, acho preocupante [a interrupção no funcionamento]."

Maggi disse que até ontem à noite não havia sido informado sobre a decisão da Bolívia. "Lá atrás recebemos um informe do governo boliviano de que ele não queria negociar com a companhia privada, mas sim com o governo de Mato Grosso. Eu me coloquei à disposição, mas depois não fui mais procurado."

A termelétrica, controlada pela Pantanal Energia, é responsável por 70% da energia produzida em Mato Grosso.

Fonte: Folha de S. Paulo



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Requião garante mais 110 pontes para as estradas rurais do Paraná

O governo do Paraná vai entregar mais 110 pontes para serem implantadas em rodovias rurais municipais. Para isso, o governador Roberto Requião autorizou a aplicação de R$ 1,8 milhão na execução das estruturas. Segundo planejamento feito pela Secretaria dos Transportes, metade das pontes deve ser entregue ainda este ano e o restante em 2008.

O secretário Rogério Tizzot explicou que o programa funciona por meio parcerias entre o Estado e os municípios. Pelo convênio, o Governo cede as estruturas da ponte (vigas, lajotas, guarda-rodas) e executa a montagem. Já às prefeituras cabem a realização dos aterros e a construção das cabeceiras, além de providências para o licenciamento ambiental e fornecimento da mão-de-obra.

“São parcerias que funcionam muito bem e atendem os locais mais necessitados de infra-estrutura nas zonas rurais dos municípios. As novas pontes também vão ampliar as condições de desenvolvimento dos distritos que estão localizados mais distantes dos centros urbanos”, afirmou.

Os novos investimentos dão continuidade ao programa que a Secretaria dos Transportes desenvolve desde 2003 e que já atendeu 160 cidades com 250 pontes. “A meta é investir, até 2010, R$ 10 milhões. Isso vai possibilitar a entrega de mais 600 pontes”, calculou Tizzot.

PATRULHAS - O secretário destacou que o fornecimento das pontes vai se juntar ao recém-iniciado programa de Patrulhas Rurais Rodoviárias, que também busca a melhoria das estradas rurais municipais.

“São programas que têm os objetivos de trazer economia aos agricultores, facilidade e segurança para o acesso das crianças às escolas e maior qualidade de vida à população rural”, reforçou Tizzot.

As patrulhas rurais são formadas por um conjunto de mais de 10 equipamentos rodoviários, entre eles trator de esteiras, pá-carregadeira, motoniveladora, caminhões, rolo compactador e retroescavadeira.

Pela programação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), as máquinas ficam cerca de 45 dias em cada município trabalhando em trechos rurais.

A meta do programa é recuperar aproximadamente 10 mil quilômetros de estradas rurais em todo Estado até 2010, com investimentos de aproximadamente R$ 111 milhões.

Fonte: AEN



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Obras de revitalização da Avenida Anita Garibaldi já estão concluídas

Terminaram as obras de revitalização das Ruas Francisco Krüger e Antonio Jonhson, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. As duas vias, nas quais o governo do Estado investiu R$ 5,03 milhões, representam o prolongamento da Avenida Anita Garibaldi, que atravessa vários bairros de Curitiba.

Segundo o secretário do Desenvolvimento Urbano, Forte Netto, foram realizados trabalhos de drenagem, pavimentação, remanejamento da iluminação pública, construção de 12 mil m² de passeios para pedestres, além de sinalização horizontal e vertical.

A revitalização das duas ruas, numa extensão de três quilômetros, faz parte Programa de Integração do Transporte Coletivo (PIT), que está sendo implantado pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) com recursos do Governo do Estado e financiamento parcial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

SEGURANÇA – As melhorias e os benefícios proporcionados pela revitalização das ruas Francisco Krüger e Antonio Jonhson são realçadas por moradores de Almirante Tamandaré. “Sou vendedor e cruzo a região metropolitana toda semana para tirar pedidos dos produtos que represento, e com o meu carro, que antes ficava empoeirado e desgastado pelos buracos, agora consigo chegar mais rápido e mais tranqüilo até as lojas comerciais da região”, comenta o autônomo José Cândido Oliveira.

Para Ana Clara da Silva, que mora há anos na Cachoeira, a obra trouxe segurança para a população local. “As mães que vão buscar seus filhos nas escolas e nós moradores temos agora as calçadas para caminhar; antes, tínhamos que andar pela rua mesmo, não tinha outra alternativa, o perigo era constante”, diz. Nas duas ruas é grande a circulação de ônibus que ligam a Cachoeira a Curitiba e ao centro de Almirante Tamandaré.

CONTINUIDADE – O secretário Forte Netto informa que nas próximas semanas deverá ser anunciada a revitalização de outro trecho de três quilômetros do prolongamento da Anita Garibaldi. “Desta vez vamos remodelar e modernizar o trecho que fica entre o centro de Almirante Tamandaré e a parte agora concluída”. Forte Netto acrescenta que também sairão em breve outros dois lotes que farão a ligação entre Almirante Tamandaré e o limite com Colombo, numa extensão de 3,74 quilômetros.

O Programa Integrado de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Curitiba (PIT) tem o objetivo de desafogar o atual sistema radial de transporte (todas as linhas de ônibus passam por Curitiba), e de estabelecer um corredor de desenvolvimento ligando os municípios de Itaperuçu, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande. O programa prevê investimentos no sistema viário (duplicação de vias, pavimentação, trincheiras e pontes, iluminação pública, paisagismo, calçadas, ciclovias, trevos e pontos de ônibus) e em terminais metropolitanos, com recursos do Governo do Estado e financiamentos parciais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: AEN



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30 agosto, 2007

Varig antiga pode adotar marca Flex

A Varig antiga, que adotou no processo de recuperação judicial o nome da ex-subsidiária Nordeste, pode voltar a voar no dia 1º de novembro, entre o Rio e Salvador, com a marca Flex. Tudo depende, porém, de um acerto de contas de cerca de R$ 50 milhões que estão sendo cobrados na Justiça por serviços que a empresa prestou, na época da transição, à nova Varig (VRG) e à VarigLog (empresa de cargas), conta uma pessoa próxima às negociações.

A quantia em questão está em análise pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, responsável pela recuperação judicial da companhia. Ayoub confirmou a provável data de reestréia e também relatou que o avião a ser utilizado, um Boeing 737-300, poderá vir da Gol por meio de um acordo operacional de distribuição de passageiros.

De acordo com uma fonte do setor, a idéia é usar até seis aviões, que poderão ser operados por meio de diversas frentes de negociação, 'de preferência aviões que já estão no Brasil', para encurtar prazos. Aviões da nova Varig que foram comprados pelo fundo americano Matlin Patterson, ex-acionista da empresa que vendeu sua participação para a Gol, também são algumas opções.

A Varig antiga também cogitou as marcas Sol, Nova, Lig, a manutenção de Nordeste, o nome da também ex-subsidiária Rio Sul e até mesmo a volta da bandeira Cruzeiro do Sul, empresa que foi adquirida pela Varig em 1975. A marca Flex, porém, está na preferência dos envolvidos na escolha.

Caixa - Segundo a fonte do setor, o gestor judicial da Varig antiga, Miguel Dau, não quer mexer no dinheiro do caixa da empresa para fazê-la voar, já que a preferência é dos credores. É por isso que a esperança reside na dívida cobrada na Justiça. Dau foi procurado, mas não retornou até o fechamento desta edição.

A Varig antiga permanece em recuperação judicial para amortizar uma dívida de R$ 7 bilhões, contraída antes de a nova Varig ser desmembrada, sem dívidas, e ser arrematada em leilão judicial, no dia 20 de julho de 2006, por US$ 24 milhões pela ex-subsidiária VarigLog. O juiz Ayoub lembra que a nova controladora da VRG, a Gol, que comprou a empresa por US$ 320 milhões em 28 de março, não tem responsabilidade pelas dívidas da empresa que permanece em recuperação judicial.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Sadia construirá fábrica em Pernambuco

A Sadia tem interesse em construir uma fábrica de embutidos em Vitória de Santo Antão (PE), cidade pernambucana a cerca de 50 km de Recife. A empresa pediu ao governo, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), a concessão de benefícios fiscais para a instalação da unidade. A solicitação foi aceita, informou a agência.

Ainda não existe, entretanto, uma data para o início das obras. O objetivo do frigorífico com o pedido foi garantir que terá incentivos ao implantar essa planta em Pernambuco. Isso porque se discute hoje o fim da guerra fiscal entre os Estados brasileiros. Ao já dar entrada na solicitação agora, a Sadia tem como certo que os benefícios serão dados futuramente.

A empresa confirmou, por meio de sua assessoria de comunicação, que apresentou protocolo de intenções sobre a construção da unidade para o governo de Pernambuco, mas informou que nem a cidade nem o valor dos investimentos está definido ainda. Também não informou que itens serão produzidos na unidade. A informação é de que o projeto está "em fase adiantada de estudos".

De acordo com o prefeito de Vitória de Santo Antão, José Aglaíson Queralva (PSB), a Sadia irá investir R$ 60 milhões na construção da unidade na cidade que irá gerar cerca de 700 empregos. "Agora estamos esperando a empresa definir a área que quer ocupar na cidade. Vamos doar o terreno a eles", afirma Queralva.

A Sadia é o segundo frigorífico a pedir ao governo pernambucano a concessão de benefícios fiscais para implantar fábricas no Estado. A Perdigão pediu à AD Diper incentivos para erguer duas fábricas e uma central de distribuição em Bom Conselho, a 287 km do Recife. O investimento deve ser de R$ 180 milhões e a expectativa é de que sejam gerados 900 empregos.

Uma das unidades será usada para a fabricação de derivados de leite, aproveitando a bacia leiteira que existe em Garanhuns. A outra, assim como a da Sadia, fará embutidos de carne.

Além dos benefícios fiscais que Pernambuco se dispõe a conceder, o que as duas empresas concorrentes pretendem com o investimento no Nordeste é ficar mais perto de um mercado consumidor que tem crescido nos últimos anos, principalmente graças ao aumento da renda da população local.

As duas empresas já estão nas regiões Sul e no Centro-Oeste do país. Agora, apostam no Nordeste, que tem atraído investimentos devido ao potencial de crescimento do consumo.

Fonte: Valor Econômico

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Gigantes da mineração miram exploração de gás

Dois grupos de mineração estudam ingressar no mercado de exploração de petróleo e gás. O empresário Eike Batista, dono da mineradora MMX, saiu na frente e já criou uma companhia para participar do próximo leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A gigante mundial de mineração Vale do Rio Doce, maior consumidora individual de eletricidade do País, também começa a estudar investimentos no setor, mais focada na busca de autonomia no suprimento de gás para suas térmicas.

A Vale não comenta oficialmente o assunto, mas há rumores de que seu interesse não é apenas na exploração de campos no exterior, mas também no Brasil. Sozinho, a Vale responde por 4% do consumo nacional de energia. No fim de maio, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, causou desconforto no governo ao afirmar que os investimentos da companhia a partir de 2012 estão limitados pela falta de energia no País.

Segundo fontes, Agnelli, que também faz parte do conselho de administração da Petrobrás, estaria interessado em áreas com maior possibilidade de descoberta de gás, insumo que seria utilizado para abastecer as termoelétricas da Vale. Em janeiro do ano passado, Vale e Petrobrás assinaram um acordo para estudar a possibilidade de produção de gás natural em Moçambique, onde a mineradora atua em minas de carvão. Na época, Agnelli disse que a produção de gás no país africano seria importante para atrair investimentos em siderurgia.

No Brasil, a falta de gás natural tem provocado problemas para um dos projetos apoiados pela companhia, a usina Ceará Steel, parceria com os grupos Dongkuk, da Coréia, e Danieli, da Itália. O negócio corre o risco de não sair do papel por conta do aumento do preço do gás nacional, que, desde o início dos estudos, passou de US$ 1 para a casa dos US$ 5 por milhão de BTU (unidade térmica britânica).

Eike Batista, por sua vez, deve estrear já na próxima rodada de licitações da ANP, marcada para novembro. Segundo fontes, o empresário já abriu uma empresa para tocar as operações de petróleo e gás, que terá em seus quadros ex-executivos da Petrobrás, como Francisco Gros, que presidiu a estatal no final do governo Fernando Henrique, e Paulo Mendonça, experiente geólogo que ocupava a gerência executiva de exploração e produção da estatal.Procurado pelo Estado, Batista não se pronunciou sobre o assunto.

Observadores próximos apostam, também nesse caso, em um interesse maior por reservas de gás. O empresário tem uma grande área no norte-fluminense, que pretende transformar em pólo industrial, com porto, térmica e siderúrgica. Eventuais descobertas de gás garantiriam controle sobre um insumo necessário para alguns dos empreendimentos.

Para o analista Pedro Galdi, do banco ABN Amro, um eventual investimento da Vale no setor de petróleo e gás foge do perfil do grupo. 'Não há sinergia.' Ele lembra, porém, que outra gigante do ramo, a BHP Billiton, tem negócios em petróleo. A companhia, que se apresenta como líder global em recursos naturais, produz cerca de 320 mil barris de petróleo equivalente (somado ao gás) por dia. A BHP Billiton Petroleum tem operações na Argélia e Austrália, entre outros países.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Petrobras admite dividir projeto do Comperj para atrair capital privado

Disposta a viabilizar a participação da iniciativa privada no seu maior projeto de investimento, a Petrobras estuda separar em três blocos o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Além dos conhecidos projetos de refinaria petroquímica e da fabricação de resinas termoplásticas, a estatal avalia a possibilidade de criação de um terceiro bloco de utilidades, que prestaria os serviços de apoio ao complexo industrial.

"Não estamos inventando nada diferente do que existe no mundo. Não é uma jabuticaba que só existe no Brasil", afirmou o presidente da Petroquisa, José Lima de Andrade Neto. Salientando que esse é apenas um dos modelos alternativos para constituição da estrutura societária, o executivo da petroquímica afirmou que, ao partilhar em três blocos, o investimento ficaria mais viável.

"Seria um BO, ou um ´built operator´, que constrói, opera e vende os serviços ao Comperj", explicou Lima Neto. Entre os serviços a serem oferecidos, estão o fornecimento de vapor, água e outras utilidades. De forma a garantir a oferta desses serviços, a Petrobras amarraria as condições de suprimento e preço por meio de contrato antes da entrada em operação do complexo.

O Comperj é o maior investimento em curso da Petrobras, orçado em US$ 8,4 bilhões. "Se já é grande para a Petrobras, fica muito maior para o setor privado", afirmou Lima Neto, que participou de evento do IBC sobre a indústria petroquímica.

Originalmente, a idéia dos dirigentes da Petrobras é realizar o empreendimento integrado, de forma a unir todas as etapas, desde o processamento do óleo pesado até à produção de resinas com todo os serviços de apoio. Dadas as dificuldades de encontrar parceiros dispostos a levantar uma quantidade enorme de recursos, a Petrobras pensou em seguida separar em dois blocos, idéia que continua ainda em aberto.

Segundo o presidente da Petroquisa, a intenção é definir a estrutura societária do Comperj até o fim deste ano. "No entanto, tudo isso depende de negociações."

Lima Neto voltou a reiterar que a pré-condição de participação da estatal na petroquímica do Comperj - assim como nas outras empresas do setor - é que a Petrobras tenha participação relevante, mas minoritária. A expectativa da Petroquisa é que a licença ambiental para o início das obras seja obtida até o primeiro trimestre de 2008.

O executivo afirmou que tanto a Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS) - empresa em formação com os ativos da Suzano adquiridos pela Petrobras e da Unipar - como a Braskem podem ser sócias do empreendimento. Em ambas as empresas, a estatal deseja manter uma posição relevante, porém fora do controle.

O Comperj produzirá 850 mil toneladas de polipropileno e 1,3 milhão de toneladas de polietileno por ano, e deve operar em 2013.

Fonte: Valor Econômico

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Marcopolo perde espaço no exterior com real forte

A valorização do real em relação ao dólar afetou fortemente os planos de exportação da Marcopolo, uma das companhias brasileiras mais internacionalizadas, e reduziu a menos de 40% o peso das exportações no faturamento total, segundo informou ontem o vice-presidente do conselho de Administração da empresa, José Antônio Fernandes Martins, em seminário sobre promoção comercial promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As vendas externas representavam 60% do faturamento no início da década, e baixaram para 39,6% no primeiro semestre de 2007.

A Marcopolo teve de passar por forte reestruturação de custos e processos para enfrentar o aumento de custos internos medidos em dólar, e apelou para mecanismos de arbitragem, como a aplicação, no mercado financeiro, de recursos da antecipação de receita obtida em adiantamento de contrato de câmbio (ACC) e contratos de dólar futuro (forward). O que compensou o esfriamento das operações para o exterior foi o forte crescimento do mercado interno, explicou Martins.

"A demanda do setor interno cresceu, e graças ao BNDES; se não, estaríamos capinando, no meio da rua", gracejou Martins, citando os programas de financiamento do BNDES, especialmente para a reposição da frota de ônibus escolares no país, para a qual o banco destinou linhas de US$ 700 milhões, a juros favorecidos. Na exposição sobre a internacionalização da empresa, em que fez a platéia gargalhar com seus comentários bem-humorados, Martins chegou a dizer que "só por saudosismo" apresentou o gráfico com os planos de logística para exportação de kits de ônibus a todo o globo. O dólar desvalorizado frustrou os planos de montar no Brasil um gigantesco sistema de produção de CKD, kits para montagem no exterior, explicou Martins.

O impacto nas exportações refletiu-se nos resultados. A receita líquida, que subiu de R$ 1,29 bilhão em 2003 para R$ 1,6 bilhão em 2004, e para R$ 1,7 bilhão no ano seguinte, teve um pequeno aumento, para R$ 1,75 bilhão, em 2006. Neste ano, a empresa espera resultados melhores, graças ao mercado interno. Quando notou que as taxas de câmbio permaneceriam em níveis desfavoráveis, o setor passou a pressionar o governo para estender aos ônibus as facilidades de crédito do BNDES já existentes para bens de capital e máquinas agrícolas, o passou a dar alento aos fabricantes.

Um indício da frustração nos planos externos das empresas do setor e da crescente relevância do mercado interno são as estatísticas da produção brasileira de ônibus, exibida pelo vice-presidente da Marcopolo: do total de 14,1 mil unidades produzidas no primeiro semestre, apenas 3,9 mil, ou 27,8% eram destinadas ao mercado externo; em 2006, da produção de quase 28 mil, cerca de 12,7 mil, ou 34% eram destinadas ao exterior.

Fonte: Valor Econômico

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Vale aumenta para oito número de guseiras que podem ficar sem minério

Mais seis fabricantes de ferro-gusa podem deixar de receber minério de ferro da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). A mineradora divulgou ontem nova lista de guseiras que, conforme fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério do Trabalho, descumprem a legislação ambiental e trabalhista. As empresas terão 30 dias para comprovar a regularidade de suas atividades, a contar de 1 de setembro. Segundo a Vale, a Siderúrgica Ibérica do Pará (Ibérica), Siderúrgica Marabá (Simara), Siderúrgica do Maranhão (Simasa), Viena Siderúrgica do Maranhão (Viena), Itasider Usina Siderúrgica Itaminas e Ferro Gusa do Maranhão (Fergumar) já foram notificadas de que poderão ter seus contratos de fornecimento rescindidos a partir de 1 de outubro. A Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar) e a Usina Siderúrgica de Marabá (Usimar), que haviam sido comunicadas da rescisão na semana passada, também ganharam prazo de 30 dias para demonstrar que respeitam as leis. Cosipar, Ibérica, Simara e Usimar foram identificadas pelo Ibama como empresas que utilizam carvão de origem ilegal na fabricação do gusa e o instituto já ajuizou Ações Civis Públicas contra essas empresas. A mesma Simara, além da Simasa, Viena, Itasider e Fergumar estão na lista do Ministério do Trabalho de empresas autuadas por comprar carvão proveniente de carvoarias que utilizam trabalhadores em condição análoga à de escravo.

Um total de 17 produtoras de gusa instaladas no Pará e no Maranhão integram o chamado Corredor Carajás, que no ano passado produziu 3,47 milhões de toneladas de ferro-gusa. Para este ano, o pólo deve atingir os 3,7 milhões de toneladas, com a entrada em operação de mais duas empresas em Marabá (PA).

A produção é transportada pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) até o porto de Ponta da Madeira, em São Luís e 100% exportada. Responsável por cerca de 60% da exportação brasileira de ferro-gusa, o corredor Carajás exportou em 2006 mais de 3,6 milhões de toneladas do produto, o que representa US$ 1 bilhão em divisas para o País.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Lucros da Sonae Capital totalizam 8,7 milhões no semestre

A Sonae Capital, empresa que reúne os negócios de turismo, engenharia, serviços e imobiliário, corretagem de seguros e gestão de risco e capital de desenvolvimento da "holding" do grupo liderado por Paulo de Azevedo, consolidou lucros de 8,7 milhões de euros no primeiro semestre, uma queda de 27,3% face aos 12 milhões obtidos um ano antes pelo mesmo conjunto de activos, à base comparável.

A redução "é explicada essencialmente pelo aumento dos encargos financeiros e pela diminuição dos resultados relativos a investimentos", justificou a administração da empresa em comunicado.

A Sonae revela que a sua participada registou um volume de negócios de 228,8 milhões de euros, menos 1,4% do que o consolidado entre a Sonae Turismo e a Sonae Capital no final do primeiro semestre de 2006.

O EBITDA, ou "cash flow" operacional, subiu 140%, para 15,1 milhões enquanto os resultados operacionais, ou EBIT, avançaram 139%, para 8,9 milhões de euros. Os resultados relativos a investimentos caíram no período 50,8%, para seis milhões de euros e incluem, acrescenta a administração da empresa, o "resultado decorrente da venda de uma participação adicional de 3,92% na ba Vidro por 4,8 milhões de euros".

Os custos operacionais ascenderam a 235,8 milhões de euros negativos, um aumento de 0,45 em termos homólogos.

Segmentado, a Sonae Turismo contribuiu em cerca de 4,5 milhões de euros para o consolidado do grupo. A actividade registou um volume de negócios de 8,5 milhões de euros, mais 60%, libertando um "cash flow" operacional de mais de dois milhões de euros.

No comunicado de hoje, a Sonae Capital reitera o investimento de 170 milhões de euros no projecto residencial Efanor, em Matosinhos, com uma área de construção de cerca de 110 mil metros quadrados, onde deverão habitar, quando concluído, 2.000 pessoas.

Na Península de Tróia, o Tróiaresort irá absorver um investimento de 400 milhões de euros, "excluindo hotel, casino, e centro de congressos e espectáculos". Nas áreas afectas à Soltróia, detida em 75% pela Sonae Capital e em 25% pela Sonae SGPS, e para as quais estão previstas 3.222 camas, as unidades operativas de gestão (UNOP 7 e 8) "ainda estão numa fase inicial de planeamento", adianta o comunicado "pelo que o montante a investir ainda não foi estimado".

Na área de engenharia, serviços e imobiliário, a construtora Contacto obteve um volume de negócios de 82 milhões de euros, mais 12% face ao primeiro semestre de 2006, com um EBITDA de 3,1 milhões de euros e um resultado líquido de 3,3 milhões de euros. Este segmento contribuiu com 52 milhões de euros para o volume de negócios do grupo, menos 22%, avança a administração, "fruto da diminuição dos trabalhos para fora do grupo Sonae Capital".

Na área da engenharia de frio e manutenção, actividades concentradas na participada na empresa Selfrio, controlada pela Publimeios, o volume de negócios desta última foi de 48,6 milhões de euros, mais 14,8% do que há um ano.

Na corretagem de seguros e gestão de risco, destaque para a mds, cujo volume de negócios ascendeu a 5,5 milhões de euros, após a fusão das empresas Unibroker e Becim. No Brasil, a Lazam-mds, parceria entre a Sonae e o grupo Feffer, que adquiriu o corretor Providence, o volume de negócios recuou 7%, para 7,5 milhões de reais (2,8 milhões de euros).

Na área de capital de desenvolvimento, a empresa de transporte marítimo de contentores, a Box Lines, obteve um crescimento de 6,8%, para 23,5 milhões de euros de volume de negócios. O EBITDA foi de 900 mil euros e os lucros de 600 mil euros, mais 100 mil euros face a igual semestre de 2006.

A Finlog, detida em parte iguais pela Sonae e pela Salvador Caetano terminou o semestre com proveitos de 21,2 milhões de euros.

Na energia, a "joint venture" em igualdade de capital entre a Sonae e a Endesa, que actua no mercado liberalizado, registou um resultado líquido de 400 mil euros e um EBITDA de 600 mil euros.

Fonte: Jornal de Negócios

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Samsung ameaça retirar investimento em Manaus

A multinacional coreana Samsung SDI Brasil ameaçou, em comunicado à autarquia federal Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), suspender os investimentos de US$ 10 milhões, previstos para 2008, na fábrica de cinescópios (tubos de imagem) de televisores na capital amazonense se o governo federal mudar regras do processo de produção em favor da LP Display do Brasil, que também fabrica os tubos de imagem.

O comunicado, assinado pelo presidente da Samsung SDI, Ha Young Chul, diz que a indústria investiu, desde sua instalação em Manaus, em 1998, US$ 300 milhões para fabricar cinescópios de televisores e monitores de computador. Emprega 1.200 funcionários.

O investimento seria suspenso para implantar linha de produção de cinescópio ultraslim (45% menor que o convencional) para TVs de 21 polegadas.

Na semana passada, executivos das duas empresas conversaram com o coordenador de acompanhamento de projetos da Suframa, Gustavo Igrejas. A autarquia é quem libera os incentivos fiscais. Na ocasião, a LP Display solicitou poder importar com incentivos fiscais tubos de imagem semi-acabados para TVs de 14, 20 e 21 polegadas das suas unidades da Indonésia e da China.

Em junho, a LP Display, com sede em São José dos Campos (SP), encerrou suas atividades em quatro unidades. Em Manaus, manteve a produção de cinescópios de 29 polegadas. A Samsung SDI importa o tubo de imagem semi-acabado para televisores de 29 polegadas. Ontem, o gerente de controladoria da indústria, Edmar Andrade, disse que, se ocorrer mudança no processo de produção a favor da LP Display, a empresa perderá competitividade. "Não concordamos com o pedido da LP porque temos uma mão-de-obra que faz o produto desde o começo, e a empresa [LP] importará a preços bem mais baixos", disse.

José Duaik, diretor da LP Display do Brasil, afirmou que o concorrente não tem motivos para fazer ameaças. "Não vejo perda de competitividade. Isso [a importação dos tubos menores] pode motivar os fabricantes de TVs a vender mais."

Fonte: Folha de S. Paulo

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Paranaguá absorve parte da exportação de suco de laranja do Porto de Santos

As empresas paranaenses Corol, Cocamar e Citri já retiraram a movimentação de Santos e a previsão é que 720 contêineres com tonéis de suco saiam pelo Porto de Paranaguá neste ano. Abaixo, a íntegra da reportagem:

Cresce embarque de suco por Paranaguá

Depois de retirar parcelas importantes da movimentação do Porto de Santos, como a importação e exportação de automóveis, o Porto de Paranaguá quer repetir a estratégia em outro importante setor: o suco de laranja. No terminal paranaense, os tonéis de suco concentrado são acondicionados em contêineres apropriados para a operação e a expectativa do departamento comercial do Terminal de Paranaguá (TCP) é que dos 500 contêineres enviados ao mercado externo em 2006, este ano alcance às 720 unidades, quase 50% mais.

Atualmente, o Porto de Paranaguá exporta a produção das paranaenses Corol, Cocamar e Citri. Das 18 mil toneladas de suco de laranja que deverão ser embarcadas este ano, 7 mil toneladas serão enviadas pela Corol, instalada há 43 anos no município de Rolândia, distante 500 quilômetros de Paranaguá. A indústria iniciou no mês passado a exportação de suco concentrado pelo terminal paranaense e seu produto será destinado aos mercados da Europa, que são a Alemanha, a Suíça e a Holanda, além de Israel, segundo a empresa.

Para atender principalmente o mercado externo, a Corol instalou em 2001 moderna planta industrial para a fabricação de suco. A previsão para esta safra é de colher 2,2 milhões de caixas numa área plantada que supera 4,3 mil hectares. Mais de 200 citricultores participam desse projeto em 45 municípios do norte do Paraná.

O aumento da movimentação por Paranaguá acontecerá mesmo com a esperada queda nas exportações de suco de laranja do Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos, as exportações do produto já registram uma queda de 12% neste ano. Os preços do suco de laranja congelado e concentrado atingiram seu limite de queda na última semana no mercado futuro da Bolsa de Nova York. Segundo a Abecitrus, o contrato para entrega em setembro, mais negociado, recuou 7,56% - menor nível em sete semanas.

Segundo a Abecitrus, a queda foi influenciada pelo relatório do Usda que estimou a colheita da Flórida de 200 milhões de caixas, ante apenas 129 milhões no ciclo anterior. Analistas previam produção máxima de 175 milhões de caixas. Conforme a Abecitrus, como os Estados Unidos se dedica a abastecer o seu mercado interno, o Brasil transformou-se no maior exportador mundial de suco de laranja, atendendo hoje cerca de 50% da demanda e 75% das transações internacionais.

Fonte: AEN

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Rondon vai ganhar 20 quilômetros de estradas rurais recuperadas pelo DER

O programa do Governo do Estado de recuperação das estradas rurais municipais foi lançado na quarta-feira (29) no município de Rondon, no Noroeste do Paraná. As obras vão abranger cerca de 20 quilômetros de vias. Segundo o superintendente da Regional Noroeste do DER, Octávio Rocha, que representou o governador Roberto Requião, o Governo do Estado tem investido maciçamente na recuperação das estradas.

“Nos últimos dois anos foram feitos grandes investimentos na recuperação da malha rodoviária estadual e, agora, por meio da Patrulha Rodoviária Rural, o DER estará trabalhando na melhoria das rodovias municipais com obras de terraplanagem e cascalhamento”, explicou.

De acordo com Rocha, a Patrulha Rodoviária Rural vai recuperar aproximadamente 10 mil quilômetros de estradas rurais em todo Estado até 2010, com investimentos de aproximadamente R$ 111 milhões, por meio de parcerias firmadas com os municípios.

Em Rondon, as máquinas que começam a trabalhar nos próximos dias vão recuperar seis trechos de estradas rurais: Santa Rosa, Porteira Queimada, Usina Velha, Aguinha, Vai Quem Quer e Estrada DER.

Segundo o prefeito Ailton Valloto, a recuperação de estradas rurais é importante para o município. “Pelas nossas estradas, circulam todos os dias cerca de 10 ônibus que fazem o transporte escolar dos alunos que residem na zona rural, além de caminhões que escoam a produção agropecuária do nosso município”, enfatizou.

De acordo com Valloto, depois a passagem do programa pelo município, a manutenção da qualidade nas rodovias ficará facilitada. “Escolhemos os piores trechos para que o Governo do Estado recupere. Desta forma, ficará mais fácil para o município manter essas estradas”, explicou.

Patrulha – O programa – desenvolvido pela Secretaria de Transportes, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Emater e Codapar – tem o objetivo de trazer economia aos agricultores, facilidade e segurança para o acesso das crianças às escolas e maior qualidade de vida à população rural.

A Patrulha Rural é formada por um conjunto de mais de dez equipamentos rodoviários, entre eles trator de esteiras, pá-carregadeira, motoniveladora, caminhões, rolo compactador e retroescavadeira. A seleção dos trechos a serem recuperados é feita depois de estudos entre o DER, as prefeituras e a Secretaria da Agricultura.

Pela programação do DER, as patrulhas devem ficar cerca de 45 dias em cada município. Caso os municípios ajudem com o aumento do número de máquinas, há possibilidade da realização de melhorias em uma extensão maior.

Nesta semana o programa também foi lançado em São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro, onde serão recuperados cerca de 32 quilômetros de estradas rurais, e em Tunas do Paraná, no Vale do Ribeira, onde vão ser melhorados outros 45 quilômetros.

Fonte: AEN

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28 agosto, 2007

Importações de Portugal crescem 13,9 por cento

As exportações portuguesas para Moçambique cresceram 13,9 por cento, com as exportações a totalizarem 73,1 milhões de euros e o volume de negócios global ao longo do ano passado acima dos 173,7 milhões de euros. A este valor acrescem os 100 milhões de euros gerados pelos projectos de construção de infra-estruturas a cargo de empresas portuguesas a operar no país.

Segundo o Icep, as exportações portuguesas estão a crescer de forma acentuada em quase todos os mercados, em especial para Espanha e para mercados como Angola, China, Rússia, Brasil e México, considerados prioritários pelo Icep.

Os produtos que apresentam maiores crescimentos são os combustíveis minerais, metais comuns, peles e couros. As exportações portuguesas se revelam determinantes para o crescimento da economia.
Enquanto isso, a economia moçambicana registou um crescimento de 8,8 por cento nos primeiros seis meses do ano, impulsionado pelos transportes e comunicações e agricultura.

Os bons resultados atingidos pelo Produto Interno Bruto moçambicano (PIB) ilustram o pouco impacto que os desastres naturais e as devastadoras explosões do paiol de Malhazine tiveram ao nível do crescimento económico.
“Estes resultados abrem boas perspectivas para o país atingir a meta projectada até ao final deste ano, que é de um PIB de 7%, o que coloca o país numa situação privilegiada para o alcance dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio”, enfatizou Covane.

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio prevêem a redução da pobreza até à metade da população mundial, através da universalização do ensino e da saúde.

Fonte: Jornal de Angola

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Baixa do dólar fez aumentar as importações de adubo e fertilizantes

Devido à baixa do dólar, as importações de janeiro a julho de 2007 continuam em alta. Foram US$ 63 bilhões contra US$ 386 milhões no mesmo período de 2006. Os primeiros produtos responsáveis por 74% da pauta de importação são adubos e fertilizantes, que em 2006 correspondiam a 62% do total da importação.

O destaque da importação, segundo Émerson Moura é a aquisição de maquinários, que teve aumento considerável por causa da variação cambial. Segundo o coordenador da CNI, a importação de maquinas para variados setores é investimento, pois potencializa o parque tecnológico, aumentando o valor agregado do produto.

Fonte: 24 Horas News

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Exportações de Mato Grosso registram alta de 9,6% em 7 meses

Mato Grosso fechou os sete primeiros meses do ano com aumento de 9,6% nas exportações, em relação ao mesmo período de 2006, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). O valor acumulado das exportações de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 2,7 bilhões, contra US$ 2,4 bilhões do mesmo período do ano passado. Já o valor acumulado das exportações no Brasil de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 87 bilhões contra US$ 75 bilhões no mesmo período.

O complexo soja (grão, farelo, óleo e leticina), responde por 69% do total exportado pelo Estado, com US$ 1,8 bilhão em exportação e 7 milhões de toneladas a um preço médio de US$ 0,27 o quilo. No mesmo período de 2006, foram exportados 4,8 milhões de toneladas da soja, que era vendida a US$ 0,41 o quilo. A queda no valor do produto deve-se variação cambial, conforme afirma o gestor de Comércio Exterior da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Paulo Henrique Ribeiro Coelho da Cruz.

A leticina de soja (produto destinado à produção farmacêutica mundial), está ganhando mais espaço na pauta de exportação com um aumento de 43,13% em relação ao mesmo período de 2006. Segundo o coordenador do Centro Internacional de Negócios da Fiemt, Emerson Moura, o aumento da exportação de produtos derivados da matéria-prima é de extrema importância, pois levam consigo valor agregado.

Na pauta de exportação, o milho, que de janeiro a julho de 2006 representava apenas 0,41% da pauta de exportação do Estado este ano corresponde no mesmo período a 4,42%. "O aumento do milho na pauta de exportação é causado pela alta demanda dos Estados Unidos, ao utilizar o cereal para fabricação de biocombustível", afirma o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan.

Segundo o Secretário Furlan, "para 2008 a tendência é de que os grãos (soja e milho) migrem para o mercado interno, para serem usados como ração e a carne, principalmente de aves, cresça na escala de exportação. Com isso Mato Grosso passará a se inserir definitivamente no processo de verticalização da produção".

O complexo carne (suína, bovina e aves), responsável por 10,7% nas exportações mato-grossenses, registrou um aumento de 59% . A carne de aves, de janeiro a julho de 2006 exportou 14 mil toneladas e no mesmo período de 2007 exportou 49 mil toneladas. No mesmo período foram exportadas 478 mil toneladas de carne suína em 2006 contra 14 milhões de toneladas este ano. Esses números refletem o resultado da instalação de empresas como Perdigão, que ano que vem vai ampliar sua capacidade de abate para 1,5 milhão de cabeças/dia de aves. Outras empresas, como a Big Frango está se preparando para instalar uma unidade industrial em Primavera do Leste, confirmando a tendência de aumento da fabricação da carne no Estado.

Fonte: 24 Horas News

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Zona de Exportação será debatida em Cáceres nesta sexta-feira

A implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (a 225 km de Cuiabá) será tema de uma audiência pública, na próxima sexta-feira (31.08), a partir das 9h, na Câmara Municipal do município. A audiência convocada pelo presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (CICT/AL), Otaviano Pivetta (PDT), tem o intuito de impulsionar a instalação definitiva da ZPE de Cáceres.

“A ZPE vai estimular o desenvolvimento econômico não apenas de Cáceres, mas de toda região Oeste e Médio-Norte de Mato Grosso e gerar emprego e renda para a população dessas regiões. A discussão em torno da ZPE de Cáceres tem exatamente o objetivo de traçar metas de infra-estrutura e logística para a consolidação desse desenvolvimento”, destacou Otaviano.

As ZPE são áreas onde se instalam indústrias voltadas exclusivamente para o mercado externo, com incentivos como isenção fiscal e liberdade cambial. Em todo o Brasil, existem 17 autorizações de ZPE, aprovadas por lei em junho de 1988. Contudo, nenhuma está em funcionamento por conta do Decreto de 1990, que alterava a Lei nº 11.508, e que só foi aprovada em 20 de julho 2007, isto é, depois de 17 anos.

A ZPE de Cáceres é a única no país que está consolidada desde 1992. “Estávamos esperando a normatização da Lei e agora ela foi aprovada com algumas falhas: a ausência de dois ou três artigos que tratam de imposto de renda, por exemplo”, afirma o presidente da Administradora da ZPE de Cáceres (Azpec), Adilson Reis.

Para ele, a audiência pública terá o papel de alavancar as discussões de integração entre as regiões Sudoeste e Médio-Norte, através da MT-343 – Cáceres a Barra do Bugres – e fomentar o desenvolvimento nessas duas regiões, por meio da ZPE.

“Com a aprovação da lei, agora o Estado precisa estruturar essas regiões, dando infra-estrutura adequada, sendo fundamental a revitalização da MT-343. Queremos o empenho dos deputados, um selo para a inclusão dessa obra na LOA”, diz Adilson Reis, que disse esperar a participação de todos os parlamentares e secretários de Estado de Planejamento e Fazenda.

O presidente da Azpec também destaca a necessidade de fazer a infra-estrutura no entorno do terreno de 247 hectares, localizada no Distrito Industrial de Cáceres. A ZPE de Cáceres é uma empresa S/A (Sociedade Anônima), que tem 102 acionistas, entre pessoas físicas e jurídicas, como: o Governo do Estado de Mato Grosso e a Camargo Corrêa, cujos representantes são esperados na audiência pública.

Adilson ainda observa que a isenção fiscal concedida às ZPE não gera tributos ao Estado, União e Municípios, mas gera emprego e renda na região onde atua e desencadeia uma série de atividades primárias nesses locais.

Fonte: 24 Horas News

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CPRH libera instalação da refinaria Abreu e Lima

A Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) liberou, ontem, a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras da Refinaria de Petróleo do Nordeste Abreu e Lima, no Complexo Industrial Portuário de Suape, no município de Ipojuca. De posse do licenciamento, a Petrobras, finalmente, começará o trabalho de terraplanagem no terreno de 630 hectares destinado ao empreendimento. O canteiro de obras passa a funcionar a partir do próximo dia 4 de setembro, data em que o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, visita a área da futura plataforma.

Finalizamos essa etapa dentro do prazo previsto, 141 dias após a entrega da Licença Prévia. Seguindo esse ritmo, vamos conseguir a Licença de Operação até 2010, para então iniciarmos o refino de petróleo. Trata-se de um momento muito importante para Pernambuco, por receber uma refinaria pioneira em óleo pesado e a primeira a passar por uma licença ambiental?, destacou o governador do Estado, Eduardo Campos. Até o fim da semana, a CPRH define o destino do 0,5% extraído do valor da refinaria (R$ 4,05 bilhões), que será usado como compensação ambiental pela supressão de 1,7 hectar de mangue, como explicou o presidente da CPRH, Hélio Gurgel.

Ainda ontem, durante a solenidade de liberação da LI, o gerente de Suporte à Implantação da refinaria, João Batista, reforçou que, até o fim deste ano, vai abrir concurso público para contratação de funcionários. A meta é abrir 300 vagas para capacitação de mão-de-obra especializada de técnicos e operadores, pelos próximos três anos. Dos 1,5 mil postos que a refinaria deverá gerar, metade será de quadro fixo e a outra parte de terceirizados. Já estamos preparando o edital, breve será lançado, adiantou Batista.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Baosteel e Vale construirão uma usina de placas

A instalação de uma usina permite reduzir gastos com o frete do minérioA fim de acompanhar a tendência do setor siderúrgico mundial, que é instalar unidades em países que possuem atividade de extração de minério de ferro e baixos custos de mão-de-obra, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a siderúrgica chinesa Baosteel Group Corporation anunciaram que construirão em Anchieta, no Espírito Santo, uma usina integrada de produção de placas de aço.

Conforme a mineradora, que terá participação de 20% na nova unidade, a capacidade inicial será de 5 milhões de toneladas por ano. A Baosteel deverá participar do consórcio com os outros 80%. As duas empresas assinaram na última sexta-feira um memorando de entendimentos para a realização do empreendimento.

Segundo o analista de investimentos da ABN Amro Real Corretora, Pedro Galdi, a instalação de uma usina de placas no Brasil permite reduzir os gastos com o frete do minério de ferro. De acordo com ele, enquanto o custo de produção da tonelada no país está entre US$ 200 e US$ 250, na China este valor pode subir para US$ 300 ou mais, o que significa que a diferença pode chegar a até 50%. "Em algumas regiões o custo de produção da tonelada de placas pode chegar a US$ 500", afirmou.

Tendência - Galdi informou que a tendência do setor é de que sejam instaladas novas unidades siderúrgicas de placas (semi-acabados) em países emergentes como o Brasil e de que o processo seguinte, de laminação (produtos acabados), seja realizado em plantas instaladas em países do hemisfério Norte. Contudo, o analista ressaltou que a produção de fabricantes de laminados no país, sobretudo a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), acompanharão a evolução do segmento de placas.

O consultor em siderurgia Otto Andrade, também evidenciou os baixos custos com mão-de-obra no Brasil, a fim de atrair unidades fabricantes de placas em plantas de lingotamento contínuo. Ainda de acordo com ele, outro motivo para atração dessas plantas no país é a alta qualidade do minério de ferro brasileiro. "Por causa desses fatores, estão sendo realizados no Brasil investimentos na construção de altos-fornos, aciaria e lingotamento contínuo", comentou.

Por meio de nota, a Vale comentou que a iniciativa tem como estratégia atrair novos investimentos na indústria siderúrgica no país, o que permitirá o crescimento do consumo do meracdo interno de minério de ferro e o estabelecimento de contratos de fornecimento da commodity a longo prazo.

Fonte: Diário do Comércio/MG

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Marítima tenta receber US$ 2 bi da Petrobras

Sem alarde, o empresário boliviano naturalizado brasileiro German Efromovich, dono da Marítima e sócio do estaleiro Mauá-Jurong, tentou fazer um acordo com a Petrobras para encerrar todas as pendências judiciais que tramitam em tribunais do Brasil e do exterior. Mas não teve sucesso. Pediu US$ 2 bilhões. O cálculo da indenização que a seu juízo lhe seria devida pela estatal considerava perdas e danos de US$ 9 bilhões. A Marítima se dizia disposta, assim, a abrir mão de US$ 7 bilhões para encerrar as discussões.

Procurada, a Petrobras disse que não falaria sobre o assunto e nem confirmou a informação. A assessoria de German Efromovich, por sua vez, disse que o empresário não faria comentários sobre ações em andamento na Justiça.

O histórico judicial envolvendo as duas empresas justifica a cautela. Enquanto contabiliza vitórias importantes na Inglaterra, onde empresas ligadas a Efromovich foram condenadas a pagar US$ 480 milhões à estatal referentes a processos envolvendo as plataformas P-36, P-38 e P-40, a Petrobras aguarda julgamento de recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) e de recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) referentes a sua decisão de cancelar contratos de plataformas de perfuração.

Os dois recursos nos tribunais superiores foram interpostos em outubro de 2004 para reverter decisões favoráveis à Marítima, em ação que esta movia contra a Petrobras. A disputa judicial refere-se ao cancelamento do contrato de quatro plataformas da série Ametista em 1999, logo que Philippe Reichstul assumiu a presidência da estatal. A justificativa da Petrobras na época foi que duas delas estavam com atraso superior a 210 dias e as demais não seriam entregues a tempo para cumprir o programa exploratório da companhia.

Curiosamente, quatro dessas plataformas marítimas hoje operam na exploração de petróleo em poços da Petrobras. Foram adquiridas pela Pride, ex-sócia da Marítima. Depois de trocar os nomes, as embarcações foram arrendadas à estatal. Ações em torno do cancelamento das "Ametistas" ainda aguardam julgamento, sem previsão.

Inicialmente, a Marítima queria aval judicial que corroborasse sua tese de que a estatal não poderia rescindir os contratos. Na 15ª Vara Cível, a Marítima obteve em 2002 sentença favorável do juiz Renato Ricardo Barbosa, que julgou procedente sua reclamação. A Petrobras recorreu ao Tribunal de Justiça. Ganhou, mas não houve unanimidade. O desembargador Rudi Loewenkron, entendeu que, se a Marítima teve prejuízos, teria de ser indenizada.

Novamente, a Petrobras recorreu, mas em fevereiro de 2004 a 9ª Câmara Cível deu nova sentença favorável à Marítima. A estatal então levou o assunto para o STF e o STJ e aguarda decisão.

No Tribunal de Comércio, em Londres, uma ação em torno do seguro da plataforma P-36 foi encerrada com ganho para a estatal. Trata-se da plataforma que afundou na bacia de Campos depois de um acidente com vítimas fatais. Envolvia a Petrobras, sua subsidiária Brasoil, a Marítima e a italiana Società Armamento Navi Appoggio S.p.A. (Sana). Nessa causa, as empresas ligadas a Efromovich pediam indenização de US$ 162,19 milhões. No final da ação, a Petrobras só teve que pagar em torno de US$ 9 milhões, acrescidos de juros à Sana e à Petromec (ligadas à Marítima).

O motivo foi uma divergência de interpretação em torno de uma cláusula do contrato original (de 1997) que indicava o modo de calcular o valor residual de afretamento a ser pago pela Petrobras, após o afundamento da plataforma. Ali, em decisão posterior, a corte determinou à Petromec que devolvesse a sua parcela dos US$ 9 milhões à Brasoil, a título de pagamento de uma dívida com a Petrobras em outro processo. Ainda há pleitos residuais da Sana e do Banco Den Norske Bank (DNB) nesta ação, que não chegam a US$ 1 milhão de dólares, valor ínfimo se comparado ao inicial.

Em outra ação, também em Londres, a Petromec cobrava US$ 58,44 milhões à Petrobras por obras na P-36, ou como alternativa, US$ 40,68 milhões por supostos danos causados pelo contrato. Mas não só perdeu como agora terá que pagar à Petrobras valores que, corrigidos, já somam US$ 131 milhões. O valor continua a crescer com a incidência de juros. A decisão desfavorável à Marítima foi confirmada pela corte de apelação e, portanto, não há possibilidade de recurso.

Após essa derrota, a Petromec começou a pleitear o recebimento de US$ 131,2 milhões (coincidentemente a mesma quantia devida hoje à estatal), a serem acrescidos de juros e outros custos financeiros, a título de custos adicionais e "upgrade" da mesma plataforma. O julgamento está marcado para abril de 2008.

O insucesso de Efromovich nos tribunais de Londres ainda não acabou. Em outra ação em curso, dessa vez liderada pela Petrobras, a estatal pede o ressarcimento de gastos nas plataformas P-38 e P-40 (construídas pela Marítima em Cingapura). Os valores foram desembolsados pela Brasoil diretamente a fornecedores subcontratados pelas empresas de Efromovich que deixaram de honrar os aportes necessários para conclusão das unidades por problemas financeiros. Evitando atrasar as obras, a estatal pagou aos fornecedores mediante "side letters" da Marítima garantindo o ressarcimento. Nessa ação, as rés são empresas ligadas à Marítima: FSO Construction Inc. (FCI) e FSO Engeneering, no caso da P-38, e FPSO Construction Inc. e FPSO Engeneering, no caso da P-40.

A Petrobras teve sucesso nas duas fases desse julgamento. As empresas da Marítima foram condenadas a pagar cerca de US$ 350 milhões, sendo US$ 113 milhões no caso da P-38 e US$ 236 milhões no caso da P-40, incluindo principal e juros desde a sentença, que é de junho deste ano (2007) e sem contar as custas que ainda não foram apuradas. Mas o curioso nessa ação é que as empresas abandonaram a causa depois de perderem na primeira fase do julgamento. Contudo, mesmo que os advogados da Marítima não apareçam mais para defender a empresa, a Petrobras tenta alcançar o bolso de Efromovich, que era quem financiava a defesa nos tribunais.

Outra ação nos Estados Unidos foi encerrada. A estatal tentava receber "performance bond" de uma companhia de seguros para cobrir perdas provocadas pelo atraso na entrega da plataforma P-37. O tribunal americano entendeu que caberia à justiça brasileira apreciar a questão. Agora, a Petrobras e sua subsidiária Brasoil, tentam, no Rio, Janeiro, receber US$ 40 milhões da Marítima Petróleo e Engenharia Ltda, das estrangeiras Modec Inc. e Marítima Overseas Inc. .

A Petrobras cobra o ressarcimento por pagamentos realizados diretamente a empresas subcontratadas e fornecedores dessas empresas, que se comprometeram a ressarcir a estatal. Como sempre, o início do problema se deveu a um estouro do orçamento. Para que a obra fosse concluída a Petrobras passou a pagar os custos diretamente, sem que o dinheiro passasse pelas mãos da Marítima. Esse processo ainda não tem decisão judicial proferida.

O relacionamento entre Petrobras e German Efromovich não tem sido amigável desde a saída de Joel Rennó da presidência, em 1999. O empresário chegou a pedir ajuda do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Em 2004 o senador foi procurado por Efromovich para que intercedesse em seu favor. O objetivo, segundo Suplicy relatou ao então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, foi para que o senador intercedesse "no sentido de haver um diálogo" entre a Marítima e a estatal. A informação consta da transcrição de uma audiência pública no Senado, dia 30 de junho de 2004.

Na época, Dutra informou a Suplicy que existiam contratos em litígio no exterior. Citou, entre outros, um "em que a Marítima deu como garantia cartas de bancos em paraísos fiscais, onde o patrimônio do banco era de US$ 50 mil". O ex-presidente da Petrobras respondeu, ainda, que "embora acompanhadas de um discurso de que se quer negociar, na verdade (as ações da Marítima) apontam para a continuação do litígio (...)". Como não era convidado para as licitações de novas plataformas, Efromovich passou a entrar com liminares judiciais para forçar sua participação nos contratos da Petrobras ou reclamar da estatal no Tribunal de Contas da União .

Hoje o empresário preside um grupo chamado Synergy Group, com sede em um paraíso fiscal, que controla a Marítima Petróleo e Engenharia, o estaleiro Ilha S/A (EISA), a Petrosynergy e o Mauá Jurong. No Jurong, há participação de 35% da Jurong Shipyard, de Cingapura.

Na última das ações de Efromovich , o Mauá-Jurong reclamava da escolha do consórcio Ultratec-Odebrecht para construção da plataforma PRA-1 sem que a estatal obedecesse à Lei das Licitações (8.666), mas sim adotando procedimentos de um decreto que permite licitações simplificados. No mês passado uma liminar da ministra Ellen Gracie, presidente do STJ, a favor dessa prática foi considerada uma vitória na Petrobras.

Fonte: Valor Econômico



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Petrobras diz não precisar de dinheiro da PDVSA

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse ontem que a estatal poderá investir sozinha na refinaria de Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife (PE), e que "não precisa do dinheiro da PDVSA" para construir a unidade. O empreendimento é orçado em US$ 4,5 bilhões. A estatal venezuelana e a Petrobras negociam a associação em contrapartida ao investimento da companhia brasileira no campo de óleo ultrapesado de Carabobo 1, na faixa do Orinoco. Pelo entendimento inicial, a PDVSA terá 40% da refinaria e 60% da área de produção de óleo. A Petrobras, por sua vez, controlará a refinaria (60%) e terá 40% do campo.

O impasse está na demora da estatal venezuelana em definir sua participação no projeto. Há mais de um mês, a Petrobras já enviou proposta de acordo de acionistas e o estatuto das duas empresas a serem criadas -as sociedades da refinaria e do campo- e não obteve resposta.

"Achamos importante a associação com eles, mas estamos dispostos a fazer a refinaria sozinhos. A refinaria é importante para o mercado nordestino. Se não conseguirmos [fechar um acordo], vamos fazer sozinhos", disse Gabrielli. Ao mencionar que não precisa do investimento da Venezuela, Gabrielli ressaltou que o interesse principal da Petrobras no acordo é ter acesso às reservas de petróleo no país vizinho, uma das maiores do mundo.

"Só tem sentido fazer com eles [a refinaria] com o [acesso ao] óleo venezuelano. Nós não precisamos do dinheiro. Nós queremos, na realidade, ter acesso ao óleo venezuelano", afirmou.

Gabrielli afirmou ainda que, independentemente da conclusão do acordo com a PDVSA, as obras da refinaria começarão no início de setembro. Com capacidade de produção de 200 mil barris/dia de óleo pesado, a unidade deve entrar em operação no final de 2010.

Fonte: Folha de S. Paulo



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TIM prepara lançamento de telefone fixo

A TIM, segunda maior operadora celular do País, prepara o lançamento comercial de seu serviço de telefonia fixa para "até o fim do ano", informou ontem o presidente da empresa, Mario Cesar Pereira de Araujo. Dizendo ser uma informação estratégica, ele não quis detalhar como a TIM pretende explorar sua licença, concedida em junho pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Revelou apenas que o lançamento será parcial, sem abranger todo o território nacional.

Fontes dizem que a TIM utilizará a mesma infra-estrutura com a qual trabalha hoje para os celulares, de estações radiobase. O aparelho será o mesmo para os serviços fixos ou móveis, que precisarão de um chip especial para operar com números diferentes. Espera-se que a entrada da operadora na telefonia fixa local apimente a disputa hoje quase inexistente nesse mercado, onde há somente 260 municípios com mais de uma operadora fixa em atividade - o que abrange 52% da população do País.

Para atrair os clientes da telefonia fixa, a TIM oferece, desde setembro do ano passado, o TIM Casa. Por meio desse plano, o assinante contrata um pacote de minutos e paga tarifas próximas às da telefonia fixa convencional quando está na área residencial. Araujo participou do seminário "Regulamentação das Comunicações no Brasil", promovido pelo Projeto Brasil.

Fonte: Estadão



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Areia do porto de Paranaguá será usada nas praias

A areia retirada da dragagem do Porto de Paranaguá será utilizada na engorda das praias de Matinhos, no Litoral do Estado. O projeto foi apresentado na última sexta-feira ao superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, por representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Sudersa (Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental). A utilização da areia vai fazer parte do edital de licitação da dragagem. Mas, o custo do transporte da areia até Matinhos será pago com recursos do Tesouro Estadual e vai depender de processo de licitação. O convênio para a utilização da areia na engorda das praias será assinado junto com o edital de dragagem.

Cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de areia irão para a engorda da Praia Brava, para Caiobá, Riviera e para o município de Matinhos que foram afetados pela ação do avanço da maré. A Sedu ficará responsável por realizar a urbanização da orla marítima no local que inclui arborização, recupeação de calçadas e ruas e dos acessos dos veranistas às praias. O trabalho que será realizado é chamado de aterro hidráulico e, na prática, significa a reposição da areia retirada por ressacas e pela ação das correntes marítimas.

De acordo com informações da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a areia que será retirada através da dragagem já foi analisada pela Sudersa e pelo IAP e está livre de contaminação. O projeto também prevê a criação de canais de desemboque na foz do Rio Matinhos e no canal da Praia Brava.

Mas, a engorda não deve ficar pronta até o início da próxima temporada de verão porque a dragagem não deve iniciar antes de dezembro. O edital de dragagem ainda está em estudos na Appa e passa por algumas modificações. Não há previsão de data para o lançamento do edital.

O representante da Câmara Técnica de Dragagem do IAP, Pedro Dias, disse que o instituto já concedeu licença operacional para a dragagem do porto e que há a possibilidade de a areia ser utilizada na engorda das praias. Segundo ele, o IAP aguarda agora um pedido de licenciamento ambiental específico por parte da Appa para o uso da areia na engorda das praias.

Fonte: Folha de Londrina

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Fundada em Abril de 2002, a INFOLAB COMPUTER é uma empresa amazonense, sediada em Manaus é especializada em venda, locação e assistência técnica de eq

Hillary Clinton, pré-candidata democrata para as eleições presidenciais do próximo ano, afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos deveriam deixar de importar alimentos e brinquedos chineses enquanto a China não elevar seus padrões trabalhistas e de segurança.

"A China tem que acatar a lei, criar normas trabalhistas, ambientais, de segurança dos alimentos e de segurança dos brinquedos", disse a senadora, num discurso a sindicalistas em Buena Vista (Flórida).

Recentemente as autoridades de saúde retiraram do mercado pastas de dentes e brinquedos fabricados na China devido a um conteúdo de chumbo que superava as normas americanas de segurança. Hillary defendeu a mesma postura para os alimentos, que deveriam incluir em seu rótulo o nome do país de origem.

"Com estes problemas de alimentos inseguros importados da China, as pessoas merecem saber de onde eles vêm. Quem quiser pagar uns centavos a mais por uma boa maçã produzida em Nova York em vez de uma maçã chinesa, terá a opção", disse.

Ela criticou o presidente George W. Bush por debilitar a posição dos EUA em relação à China devido ao crescente endividamento.

"Se amanhã eles decidirem colocar dólares no mercado financeiro americano, especialmente no meio de uma crise hipotecária, todos seríamos afetados. Não gosto de dar esse tipo de poder a um governo estrangeiro", denunciou a ex-primeira-dama.

A normalização das relações comerciais entre EUA e China concretizou-se durante o Governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001).

Antes de Hillary, o candidato republicano Mike Huckabee também falou sobre os problemas do comércio com a China para os sindicalistas. Os democratas John Edwards, um ex-senador da Carolina do Norte, e Dennis Kucinich, um congressista de Ohio, devem falar para os sindicalistas nesta terça-feira.

Fonte: Estadão



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27 agosto, 2007

Governo prepara PAC na área de transportes

O governo ainda nem conseguiu fazer deslanchar todas as principais obras lançadas no início do ano no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas não pára de anunciar versões setoriais do programa que é considerado o pilar da sustentação do crescimento econômico do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois de saúde e segurança, agora Lula deu aval para o ministro Márcio Fortes (Cidades) desengavetar o que vem sendo qualificado internamente de PAC do transporte e da mobilidade urbana. Na prática, investimentos para melhorar o deslocamento da população dentro das cidades por meio de automóveis, ônibus ou meios não motorizados, como bicicletas.

Ciclovias e recuperação

Isso inclui, por exemplo, construção de ciclovias, vias expressas e recuperação do asfalto. Além disso, deverá incluir melhorias para o acesso de pessoas portadoras de deficiências em terminais rodoviários ou em estações de metrô.

Um balanço parcial do PAC original apresentado na última quarta-feira pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), em evento promovido pela Abdib (Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base), mostra que, em oito meses, menos de 30% do valor disponível no Orçamento para os projetos de infra-estrutura começaram a ser usados. O saldo é pior ainda quando se leva em conta o que foi efetivamente desembolsado até o final de julho: R$ 1,4 bilhão ante R$ 15,8 bilhões previstos para o primeiro ano do PAC.

Projetos podem receber R$ 450 milhões

Fortes disse à reportagem que conversou com o presidente sobre o PAC da mobilidade urbana na semana passada e que Lula o autorizou a preparar o programa.

A tarefa já foi devidamente repassada ao novo secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Luis Carlos Bueno de Lima, que tomou posse esta semana no cargo.

Ainda não há previsão de recursos para o programa. Mas, segundo o ministro, uma idéia é contar com R$ 450 milhões previstos no orçamento do FGTS para o programa Pró-Transporte, não utilizados em função do limite de endividamento de Estados e municípios fixados pelo governo.

"Vamos primeiro levantar uma carteira de projetos para ver o que é viável e se poderemos contar também com recursos do Orçamento da União'', afirmou Fortes. Ele ressaltou que o PAC da mobilidade deve ser entregue ao presidente em 30 dias e seguir as diretrizes do projeto de lei da Política de Mobilidade Urbana encaminhado ao Congresso pelo governo há cerca de 15 dias.

Fonte: A Tribuna

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Câmaras reclamam 85% da taxa de serviço rodoviário

As autarquias querem ficar com cerca de 85% da nova Contribuição de Serviço Rodoviário, que contribuirá no futuro para as receitas da Estradas de Portugal (EP). Segundo apurou o Jornal de Negócios junto de fonte próxima da Associação Nacional de Municípios (ANMP), as autarquias terão já feito chegar a proposta ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que ainda não deu resposta ao pedido formulado pela ANMP.

A mesma fonte explicou ao Jornal de Negócios que, do ponto de vista das autarquias, não é justo que a taxa, que irá incidir sobre o combustível, reverta apenas para as receitas da EP, visto que a empresa liderada por António Laranjo gere apenas 16 mil quilómetros de estradas, enquanto os municípios têm sob a sua alçada 90 mil quilómetros de infra-estruturas rodoviárias.

Fonte: Jornal de Negócios

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Câmara discute hoje a liberação da área para megaempreendimento

Na sessão de hoje da Câmara Municipal de Bauru, os vereadores poderão tomar uma decisão de grande importância para a economia da cidade em função de seus reflexos diretos e indiretos. Está na pauta a votação do projeto de lei que inclui no perímetro urbano do Município uma área de 343 hectares da Fazenda Boa Sorte, que foi escolhida para receber um megaempreendimento comercial ancorado em um shopping center de 58 mil metros quadrados.

A relevância da decisão dos vereadores está no fato de que somente após a incorporação desta área à zona urbana de Bauru é que a concretização do projeto começará a ganhar contornos palpáveis. A instalação do empreendimento ampliará a influência econômica do Município. Atualmente, em um raio de 100 quilômetros de Bauru o comércio atinge aproximadamente 1,3 milhão de consumidores.

Para o vereador Marcelo Borges (PSDB), a viabilização do empreendimento é fundamental para o desenvolvimento econômico local e para atrair futuros investimentos. O local escolhido para o projeto fica às margens da rodovia Bauru-Ipaussu, próximo a condomínios residenciais da zona sul da cidade.

“Eu acho que a Câmara de Bauru vai cumprir a parte que cabe a ela, autorizando a ampliação do perímetro urbano para viabilizar esse megaempreendimento. Bauru tem capacidade para receber investimentos muito grandes do setor privado e esse projeto vai gerar arrecadação de muitos impostos para o Município. Esse dinheiro poderá ser aplicado, por exemplo, em melhorias na periferia, que está precisando de asfalto, médicos, remédios, creches”, observa.

Líder

A instalação do empreendimento está sendo liderada pela empresa bauruense Aiello Urbanismo, em parceria com a BR Malls, do Grupo Garantia. A empresa é uma das líderes do mercado de shopping centers no Brasil.

Somente no segundo trimestre deste ano, o grupo obteve lucro bruto de R$ 31,7 milhões - crescimento de 147% sobre 2006.

Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, o projeto é baseado em um conceito inovador conhecido como “power center”: concentra na mesma área shopping center, lar center, home center, hipermercado, hotel, centro de convenções, universidade e auto center para a comercialização de veículos.

Com investimento previsto de R$ 100 milhões, somente o shopping center terá área construída de 58 mil metros quadrados e estacionamento com mais de 3,2 mil vagas para carros e ônibus. A estimativa é de que o empreendimento gere arrecadação mensal de R$ 650 mil em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS), além de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e outros tributos.

Empregos

A geração de empregos é outro aspecto positivo do negócio, já que a previsão é que o megaempreendimento abra 3 mil novas vagas de trabalho. Tudo isso reforça a característica regional do comércio de Bauru.

O vereador Primo Mangialardo (PV) destaca a geração de empregos como um dos fatores mais importantes e determinantes para a aprovação do projeto de lei que será votado hoje.

“Acho que nós temos que aprovar (o projeto) na segunda-feira mesmo. Aliás, acho que já passou da hora de votar. É um empreendimento grande que vai trazer muitos empregos e recursos para a cidade, vai gerar arrecadação de impostos, vai colocar Bauru em um cenário de mais comércio. Além disso, a tendência no mundo é de construir shoppings fora da zona urbana, longe do centro das cidades”, observa.

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira (PP), também reconhece a relevância do projeto liderado pela Aiello Urbanismo. “É um investimento muito importante para o Município. Cabe à Câmara discutir e votar analisando todos os aspectos que envolvem o caso.”

Ciclo virtuoso

Uma economia saudável passa, necessariamente, pelas oportunidades de emprego e renda. O crescimento sustentado de um município não vem da prosperidade de apenas um ou dois segmentos. Todo bom investimento desencadeia reações que formam ciclos econômicos virtuosos.

O desenvolvimento urbano atrai mais investimentos e arrecadação de impostos, o que acaba refletindo diretamente na economia como um todo. Com a melhora dos índices econômicos, o mercado de trabalho se expande, novas demandas surgem e oportunidades são criadas.

Consultado pela reportagem, o vereador Primo Mangialardo (PV) se mostra preocupado com eventuais obstáculos que possam, de maneira equivocada, transformar uma oportunidade em lamento.

“É bom apressarmos a aprovação do aumento da área urbana, senão os investidores acabam desistindo de Bauru. Quem vem aqui pode andar mais 15 ou 20 quilômetros e ir para Agudos, Piratininga, Pederneiras ou outras cidades. Não podemos ficar criando empecilhos. A Ajinomoto, por exemplo, tentou se instalar em Bauru, mas Pederneiras se mobilizou antes e ficou com a empresa. Então, precisamos votar isso (de forma) urgente. E se houver outras áreas que estejam dependendo disso para ter loteamentos, temos que incluir nessa lei”, enfatiza.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

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MP investiga situação dos trabalhadores da Vale no PA

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Marabá, no Pará, realizou na semana passada uma inspeção judicial nas minas de minério de ferro de Carajás e na mina de cobre de Sossego, de propriedade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). A medida foi tomada devido o acúmulo de 8 mil reclamações trabalhistas nos últimos 18 meses na 1ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA) contra a mineradora e empresas terceirizadas fornecedoras de mão-de-obra em mineração. Para resolver este passivo trabalhista o MPT propõe um acordo através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Se o TAC for rejeitado pela Vale e outras empresas poderá levar o caso à Justiça do Trabalho.

De acordo com o procurador do MPT de Marabá, Francisco Cruz, indicado para fazer a inspeção judicial e cuidar do caso, cerca de 95% das queixas dizem respeito às horas extras não pagas pelo tempo gasto pelo empregado para ir da portaria da mina ao local do trabalho, denominadas "horas in itinere". Também são inúmeras as reclamações contra a carga horária excessiva dos turnos.

Consultada pelo Valor, sobre o problema trabalhista em suas minas, a Vale respondeu, por e-mail na sexta-feira, que "conforme debatido com representantes da Justiça do Trabalho e do MPT , na reunião de ontem (quinta-feira), a CVRD se reunirá com as empresas prestadoras de serviços para analisar as principais causas de demandas e adotar as medidas preventivas necessárias". Na resposta, a mineradora diz que "permanecerá aberta ao diálogo com a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho".

A inspeção judicial, feita em conjunto com três juízes do Trabalho do município de Parauapebas e mais representantes das empresas e dos trabalhadores e do sindicato local, o Sinmetal, constatou a procedência das denúncias que, para o MPT representa violação coletiva dos direitos dos 23 mil trabalhadores das minas da região, dos quais 20 mil em Carajás, sendo 2 mil da Vale e o restante terceirizado, conforme dados do Sinmetal, sindicato que representa os mineiros da região.

Segundo o representante do MPT , em entrevistas com trabalhadores durante a inspeção judicial foi levantado que a Vale e a TQM (terceirizada) estão trabalhando em regime de três turnos (8 horas) e a Engepar, outra terceirizada, trabalha com dois turnos de 12 horas por 12 horas. Estas informações e outras colhidas durante a visita às minas estão em laudo da inspeção de 16 páginas, já distribuído às empresas.

"Na realidade, se somarmos o horário do deslocamento de mais duas horas do empregado da porta da mina ao seu local de trabalho, o trabalhador estaria 14 horas na mina e sobrariam apenas 10 horas para dormir e ter contato com a família", destacou o procurador Cruz. Ele considerou que as minas são a céu aberto e mecanizadas, mas o trabalho é penoso e em situações de dois turnos a jornada é exaustiva. O MPT defende que o excedente da jornada normal de trabalho de seis horas, já que a atividade da mina é ininterrupta, e a "hora in itinere" devem ser pagas junto as demais horas extras.

Para discutir estas questões e procurar um entendimento com as empresas, foi realizada na quinta-feira uma reunião entre o procurador do ministério, os juízes do trabalho de Parauapebas e representantes da Vale e das terceirizadas. "O objetivo do MPT é propor que seja firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as empresas. Em não sendo acatada a proposta não nos restará outro caminho senão do ajuizamento de uma ação civil pública, ou seja, a instauração de um processo contra a Vale as terceirizadas", disse o representante do MPT.

Durante o encontro, o advogada Vale, Márcio Medeiros, disse que levaria a questão ao entendimento à direção da companhia. O MPT aguarda a resposta da empresa num prazo de 10 dias. Na ocasião, tanto a Vale quanto as terceirizadas informaram que estão resguardadas por acordos coletivos que não prevêem o pagamento das "horas in itinere" nem dos turnos. O MPT não concorda com este argumento porque entende que está havendo uma renúncia de direito do trabalhador.

Cruz disse que vai dar andamento aos procedimentos administrativos com base nos depoimentos dos trabalhadores colhidos na inspeção judicial. Para ele, se for positiva a resposta da Vale vai dar uma boa ajuda. "O MPT , depois de conhecer o posicionamento das empresas, entra com um pedido que obriga a regularizar a situação de pagamento do horário 'in itinere' e dos turnos de revezamento. Se as empresas concordarem em pagar, tudo será rápido".

Ele calcula que o valor das causas por trabalhador são em média de R$ 2 mil a R$ 3 mil por indivíduo. Se isto for pago aos 23 mil trabalhadores de Carajás e Sossego, a Vale e as mais de 150 terceirizadas terão que desembolsar cerca de R$ 69 milhões no máximo.

Fonte: Valor Econômico

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Vale investe na Jangada

Para facilitar o escoamento da produção de minério de ferro extraído da mina da Jangada, localizada nos municípios de Brumadinho e Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) concluiu recentemente as obras de construção de um acesso de cerca de quatro quilômetros que vai desde a jazida até a antiga Ferteco, hoje mina de Fábrica, instalada em Congonhas, região de Campos das Vertentes. A informação é do prefeito de Brumadinho, José do Carmo Neto (PMDB).

Conforme a mineradora, o processo de expansão da mina da Jangada iniciou desde o primeiro semestre do ano passado e permitirá a continuidade das atividades por mais duas décadas. Ainda segundo a Vale, o investimento foi realizado para manter os níveis de produção na ordem de 4 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Parque ferroviário - Com o novo acesso, a Vale passa a escoar a produção diretamente do parque ferroviário que possui na mina de Fábrica, ao invés de enviar o minério para Sarzedo.

A ferrovia responsável por essa concessão é a MRS Logística S/A, que atende à região Sudeste.

As atividades na mina da Jangada iniciaram em 1974 e, durante 20 anos ficaram a cargo da Itaminas. A Minerações Brasileiras Reunida S/A (MBR), incorporada pela Vale em 2001, reassumiu as operações em 1994 e realizou modernizações na produção.

Fonte: Diário do Comércio/MG

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BSBios negocia a exportação de biodiesel

A gaúcha BSBios está próxima de fechar com uma companhia de energia alemã um contrato para exportação de biodiesel a partir de 2008. As negociações, iniciadas há dois meses, devem ser concluídas em setembro, com a visita ao Estado de representantes do grupo europeu para finalizar as tratativas.

Nas últimas semanas, as negociações ganharam força, com o envio à Alemanha de amostras do combustível produzido na usina da empresa em Passo Fundo. A prova foi aceita pela companhia européia, mas ainda será preciso contornar questões envolvendo normas referentes à composição do combustível, segundo o diretor de operações da BSBios, Erasmo Carlos Batistella.

Como é feito de óleo de soja, o biodiesel da BSBios extrapola o nível máximo de iodo permitido pela legislação européia. "Lá, a matéria-prima básica é a canola", explica Batistella. A esperança da empresa gaúcha está na crescente demanda pelo biocombustível na Europa, o que deve exigir uma flexibilização dessa norma.

No encontro com dirigentes da empresa alemã agendado para setembro, devem ser definidos os volumes e o preço a ser pago pelo biocombustível. Além disso, também será debatida uma forma para vencer a restrição referente à quantidade de iodo. Além de não revelar o nome da empresa, Batistella também não adianta os prováveis valores do negócio. "Imaginamos que seja um contrato de longo tempo e com grande demanda", explica.

Se confirmar o negócio, a BSBios terá o seu primeiro contrato de venda para 2008. Atualmente, a empresa tem um acordo de entrega de biodiesel para a Petrobras, que se encerra em dezembro. O convênio prevê a produção de 66 milhões de litros do biocombustível para a estatal. A operação vai garantir um faturamento entre R$ 120 milhões e R$ 130 milhões em 2007.

Para o ano que vem, a BSBios pretende ocupar toda a capacidade instalada da usina de Passo Fundo, modelada para produzir 110 milhões de litros por ano. A meta é destinar metade da produção ao mercado externo. Para isso, a BSBios conta com a possível operação com a empresa alemã e com o interesse de uma companhia chinesa do setor, que na sexta-feira passada enviou representantes a Passo Fundo para prospectar a aquisição do insumo. Nesse caso, segundo Batistella, a negociação ainda não está tão evoluída quanto com os europeus. "Os chineses mostraram grande interesse, mas ainda vamos ver se o produto serve a eles", revela Batistella.

Sem contrato previsto para o mercado nacional em 2008, a BSBios se prepara para uma nova realidade. Até agora, todo o biodiesel produzido no Brasil era comprado pela Petrobras por meio de leilões. As operações tinham o objetivo de fomentar a produção do biocombustível enquanto a mistura de 2% de biodiesel no diesel mineral (Biodiesel B2) é opcional. A partir de 2008, o B2 passará a ser obrigatório e as usinas passarão a disputar, inclusive com a própria Petrobras, a preferência das distribuidoras de combustíveis, que terão de comprar o combustível ecológico para cumprir a lei.

A busca de compradores de biodiesel no mercado externo não é exclusividade da BSBios no Rio Grande do Sul. A Oleoplan, de Veranópolis, já manteve conversações com potenciais compradores dos Estados Unidos e na Itália, mas não houve evolução nas negociações. Segundo o presidente da Oleoplan, Irineu Boff, faltou um acerto em relação à definição de preço. "A dificuldade hoje é o preço, principalmente porque em países como os EUA os produtores têm incentivos governamentais", lamenta Boff.

Fonte: Jornal do Comércio/RS



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Air Liquide investirá US$ 200 milhões no Brasil até 2010

Com a previsão de investir US$ 200 milhões até o final de 2010, a multinacional francesa Air Liquide pretende alcançar 20% de participação no mercado brasileiro nos próximos cinco anos. Dados da empresa indicam que, atualmente, ela detém de 15% a 17% do fornecimento de gases industriais no país. Entre os principais concorrentes estão a White Martins, AGA, Air Products e IBG.

Segundo o diretor comercial da empresa no Brasil, Walter Pilão, o diferencial do negócio de gases industriais se dá, principalmente, na logística e aplicações de produtos como o oxigênio, gás carbônico, nitrogênio, acetileno e argônio. O aumento de presença no mercado brasileiro, de acordo com ele, foi intensificado na metade da década de 90, quando a Air Liquide retomou os investimentos no país. Na época, a empresa possuía cerca de 8% de participação de mercado.

Como parte dos planos de expansão, no início deste mês a Air Liquide iniciou a produção de sua nova unidade, em Simões Filho (BA), que despendeu investimentos de US$ 800 mil. Com o início da operação, a Air Liquide expandiu em 20% a sua capacidade de produção de acetileno. Para Pilão, agora é possível ampliar os mercados regionais próximos a Salvador (BA) e Recife (PE).

"Não tínhamos o acetileno na região", diz o executivo. Até então, a Air Liquide contava com unidades comerciais e de enchimento nas duas capitais.

Outra unidade em construção é a de produção de gás carbônico (CO2), em Araucária (PR). "São investimentos de R$ 10,5 milhões para atender as indústrias de bebidas, alimentos, soldagens e papel", relata Pilão. Sua estimativa é de uma produção de 50 toneladas de dióxido de carbono ao dia a partir de 2008. Vinte por cento produção, aproximadamente, já está vendida para a Vonpar, franqueada da Coca-Cola na região Sul.

Além das duas novas unidades, Pilão revela que dois grandes contratos acabam de ser assinados. Segundo ele, os valores superam US$ 40 milhões, mas o nome das contratantes ainda não podem ser divulgados.

A grande aposta da companhia francesa é o início das operações da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), previsto para 2009 e na qual lidera o fornecimento dos gases industriais ao lado da White Martins. Os investimentos das duas empresas no projeto, sediado no Estado do Rio de Janeiro, é de cerca de US$ 160 milhões. "Trata-se da maior unidade de produção de gás da América do Sul", afirma.

De acordo com Pilão, no primeiro semestre deste ano a Air Liquide registrou crescimento de 13,8% no faturamento. "Devemos manter o ritmo até o final do ano". Em 2006, a filial brasileira representou por volta de 12% do resultado da multinacional, de 10,9 milhões de euros.

O funcionamento da CSA permitirá também a ampliação da produção de argônio. O gás é o menos encontrado na captação onde são recolhidos o oxigênio e CO2. "É uma produção justa e já há falta de argônio no mercado. O ano que vem será complicado para quem precisa de argônio". Esse gás é usado, por exemplo, na fabricação de lâmpadas incandescentes e florescentes. A solução por parte da Air Liquide ocorre a partir do primeiro trimestre de 2009, quando a CSA entra em operação.

Fonte: Valor Econômico



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