31 julho, 2007

Dez dias após anunciar terceiro aeroporto

O governo descartou ontem a possibilidade de construir um terceiro aeroporto em São Paulo, pelo menos a curto prazo. A decisão foi tomada dez dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, terem anunciado publicamente a intenção de o governo federal erguer esse novo aeroporto fora de São Paulo. Ontem, na reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto, o presidente aceitou o argumento apresentado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, indicando que o mais conveniente, neste momento, é investir na construção da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

Prevaleceu, portanto, a proposta do governador paulista, José Serra (PSDB), que, em conversa com Jobim, na sexta-feira, se manifestou contra a construção de outro aeroporto em São Paulo, por considerá-la uma idéia 'pouco sensata'. Já a ministra Dilma, que na semana passada disse terminantemente aos presidentes de TAM e da Gol que o governo não investiria mais em outra pista de Cumbica, reviu a posição.

Em pronunciamento à Nação, no dia 20 - três dias após a tragédia com o avião da TAM, no vôo 3054 -, o presidente anunciou uma série de providências para desafogar o tráfego aéreo em Congonhas. E citou, textualmente, a decisão tomada, à tarde, na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) desse mesmo dia, sobre o novo aeroporto. O item 4 das 'soluções' falava em 'definição, em 90 dias, do local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo'.

Poucos minutos antes do pronunciamento presidencial, em cadeia nacional de rádio e televisão, a ministra Dilma Roussef não só anunciou a construção do novo aeroporto, como disse que ele ficaria 'na região da Grande São Paulo', e não na capital. Ao ser questionada sobre a provável localização, ela acrescentou que 'jamais' diria o local para 'não ser fonte de especulação imobiliária'.

Agora, porém, o discurso oficial é de que essa é uma solução de longo prazo. Na reunião da coordenação política do governo, Jobim disse que já conversou sobre o assunto não apenas com o governador Serra, como com o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, que é do PT. Pelo relato do ministro da Defesa, o governador tucano tem interesse em investir numa linha de trem ligando o centro de São Paulo ao Aeroporto de Cumbica e pediu ajuda federal. Serra defende ainda a ampliação do terminal de passageiros em Viracopos e a construção de mais uma pista expressa para ligar São Paulo a Campinas.

Estudos anteriores do governo esbarravam em um problema: para erguer a terceira pista seria necessário desalojar 20 mil famílias. O prefeito de Guarulhos, no entanto, disse a Jobim que o número de desabrigados é quatro vezes menor, não ultrapassando 5 mil famílias.

Com os dias contados no governo, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), fez vários reparos a essa alternativa, mostrando falta de sintonia com o Planalto. 'A questão é de custo-benefício', afirmou Pereira, ao lembrar a necessidade de remoção de 5 mil famílias.

Pereira falou em 'lugar difícil' e disse que uma terceira pista vai exigir um trabalho mais cuidadoso. 'Qualquer pista de pouso será útil, mas a questão é de custo-benefício. Não sei o custo', comentou.

Pereira também destacou a importância de existir cooperação entre os governos estadual e federal para a construção de mais uma pista em Guarulhos. Apesar dos 'senões', o brigadeiro disse acreditar 'ser possível' sua construção.

Com o desvio de vários pousos de Congonhas para Cumbica, o Aeroporto de Guarulhos registrou ontem movimentação intensa. Mas Pereira negou transtornos. Ao comentar o acidente com o Airbus da TAM e o fato de a pista em Congonhas ser considerada curta, procurou não esticar a polêmica. 'Quinhentos metros a mais não resolveriam o problema', afirmou, ao lembrar a velocidade em que a aeronave tocou o solo.

FUTURO

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o governo encomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a elaboração de um estudo sobre as perspectivas de crescimento da demanda de passageiros no setor aéreo para os próximos 30 anos. 'Precisamos pensar neste assunto também no longo prazo', disse.

Questionado se acredita que as medidas anunciadas hoje pelo Conac poderiam acabar com o caos no setor aéreo até o fim do ano, Jobim respondeu que 'como esperança, a resposta é sim'. 'Mas, como afirmação, não tenho condição de dizer.'

FRASES

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República (no discurso à Nação em 20 de julho)

'Vamos definir, em 90 dias, o local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo.'

'O maior problema (do sistema aéreo nacional) hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas. E é isso que precisamos resolver imediatamente.'

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Metroviários ameaçam greve a partir de amanhã

O metrô pode entrar em greve por tempo indeterminado a partir de zero hora de amanhã se a empresa e o sindicato dos metroviários não chegarem hoje a um acordo sobre a forma de pagamento de participação nos resultados da companhia aos empregados. A assembléia dos metroviários, que aprovará a greve por tempo indeterminado ou derrubará a paralisação, está marcada para as 18h30.

A última greve do metrô, que ocorreu no dia 14 de junho, por conta de reajuste salarial, durou 13 horas. Se o Metrô parar, 3 milhões de pessoas ficarão sem transporte na capital.

A São Paulo Transportes (SPTrans), a CPTM, a EMTU e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informaram ontem que já sabem da possibilidade da greve e estão preparados para colocar em funcionamento o Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese), reforçando as frotas de ônibus, trens e trólebus. Se houver paralisação, a Prefeitura pode autorizar a suspensão do rodízio e a liberação da Zona Azul.

A greve de amanhã já está decretada pelos metroviários desde o dia 24. Os 7,5 mil funcionários do Metrô pedem Participação nos Resultados (PR) equivalente a uma folha e meia de pagamento da companhia, dinheiro que seria dividido igualmente entre todos, com adiantamento pago até o fim do mês.

O Metrô está oferecendo, como PR, 60% do salário de cada empregado mais um fixo de R$ 1.250 por pessoa. Pela proposta da empresa, o valor que seria rateado entre os funcionários equivaleria a uma folha de pagamento. Essa proposta foi rejeitada pelos metroviários em assembléia, na semana passada.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Japão bate recorde de exportação de veículos no 1º semestre

A exportação de automóveis japoneses na primeira metade de 2007 foi a maior registrada entre os meses de janeiro e junho dos últimos 20 anos e representou um aumento de 8,9% em relação ao primeiro semestre do ano passado, informou nesta segunda-feira a agência japonesa 'Kyodo'.

O crescimento das exportações representou ainda um aumento da receita de quase 20% em relação ao mesmo semestre de 2006.

No total, as empresas japonesas de automóveis exportaram 3.109.763 veículos entre janeiro e junho de 2007, graças a um iene barato em comparação ao dólar e ao euro, número só superado pelo período de janeiro e junho de 1987, quando a indústria japonesa de automóveis exportou mais de 3.220.000 unidades.

O aumento das exportações gerou um crescimento de 0,1% da produção de veículos no Japão, apesar da redução das vendas no mercado nacional japonês, de acordo com a Associação de Fabricantes Japoneses de Automóveis.

Por mercados, as fabricantes japonesas exportaram 34,22% de seus veículos aos Estados Unidos, comercializando 0,7% a mais no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período em 2006.

Na Europa, as exportações japonesas de automóveis cresceram 17,8% e significaram 24,22% do total vendido por empresas japonesas no exterior.

Segundo os dados da associação, as exportações de automóveis para o Oriente Médio aumentaram 22,4%, e, no caso da América Latina, o crescimento foi de 23,2%.

Apenas 10,89% de todos os veículos exportados pelo Japão na primeira metade do ano foram destinados ao Oriente Médio.

A América Latina foi o destino de 8,62% das exportações japonesas no primeiro semestre do ano.

Por empresa, Toyota, Mitsubishi e Honda aumentaram sua produção em 0,1%, 9,2% e 4,4%, respectivamente, enquanto Nissan e Mazda registraram queda de 14,3% e 0,2% no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: JB Online

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Klabin aposta R$ 2,2 bilhões para se firmar em especialidades

Entre as manias da indústria de celulose e papel, uma delas diz respeito à tradição administrativa de enumerar as máquinas de produção de cada companhia. A Klabin vai começar a operar em outubro no seu complexo industrial de Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba (PR), a 245 quilômetros de Curitiba, sua máquina de produção de papel nº 9 sem nunca antes ter posto a funcionar a máquina nº 8. A explicação dos dirigentes é que um incêndio ocorrido em 1983 impediu o plano de instalar a máquina nº 8, que havia sido encomendada no exterior. "A necessidade de recuperação de algumas áreas levou a Klabin a postergar o investimento. Na seqüência, o projeto foi abandonado", diz o diretor industrial da empresa, Arthur Canhisares.

Por superstição, a Klabin decidiu apelidar o novo equipamento de número nº 9, convencida de que o investimento de R$ 2,2 bilhões no projeto da maior máquina de papel do Hemisfério Sul terá um destino promissor. Instalada em um galpão de 300 metros de comprimento, que se colocado de pé teria a altura de um prédio de 100 andares, a nova máquina pode produzir quase mil toneladas de papel por dia em sua capacidade de 350 mil toneladas por ano. Quando os 64 cilindros de vapor começarem a girar e uma folha acartonada de papel de três camadas de celulose com a largura de 6,6 metros sair da máquina nº 9 a uma velocidade de 800 metros por minuto, a Klabin estará diante do seu maior desafio dos últimos anos.

Fonte: Valor Econômico



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Alstom vai vender equipamentos para Foz do Chapecó

A multinacional francesa Alstom e o consórcio construtor da usina hidrelétrica de Foz do Chapecó colocaram o preto no branco. Conforme o Valor antecipou em junho passado, a multinacional vai receber R$ 526 milhões pelo fornecimento de equipamentos de geração para a construção da hidrelétrica.

Com capacidade de 855 megawatts (MW), a usina deverá ficar pronta em 2010 e tem na CPFL Energia seu principal acionista. O empreendimento está localizado no rio Uruguai, entre Alpestre (RS) e Águas de Chapecó (SC).

Contudo, este não é o primeiro contrato da multinacional francesa neste ano. Em uma seqüência de três acordos, a divisão de energia da Alstom no Brasil vai acrescentar 567 milhões de euros ao faturamento local do grupo já no ano fiscal 2007/2008. E nesse montante, está incluindo a operação de Foz do Chapecó.

Além da usina na região Sul do Brasil, a multinacional também fechou um acordo para fornecer equipamentos para a usina hidrelétrica de Estreito, localizada no rio Tocantins. Com data também para entrar em operação em 2010, a usina terá capacidade de gerar 1088 MW.

Fonte: valor Econômico



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Südzucker investe em trading no país e mira aquisições

A gigante alemã Südzucker finalmente colocou seus pés no Brasil. A companhia, a maior produtora de açúcar do mundo, montou uma trading em São Paulo e seu próximo passo será a aquisição de usinas sucroalcooleiras para se tornar também uma das maiores do país. A estratégia do grupo como trading é abocanhar o espaço deixado pela União Européia no mercado internacional, por conta da mudança do seu regime açucareiro, que obrigou o bloco a diminuir drasticamente suas exportações depois de perder processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) para o Brasil, Austrália e Tailândia.

Este é o primeiro investimento do conglomerado alemão fora da Europa, diz ao Valor Antonio Celso Sturion, CEO da Hottlet Sugar Trading, braço comercial da Südzucker. No país, a trading foi batizada de Hosa (Hottlet South America). Sturion atuou como trader na Stockler e Multigrain, antes de ser contratado pela gigante.

A trading alemã vai centrar foco na exportação de açúcar branco, conta Sturion. A expectativa neste primeiro ano-safra é exportar cerca de 150 mil toneladas. A matriz exporta a partir da Europa cerca de 500 mil toneladas por ano. Os principais destinos são países do Oriente Médio e parte da África.

Fonte: Valor Econômico



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Lucro da Vale no trimestre deve ficar em R$ 6 bilhões

O resultado da Vale do Rio Doce, no segundo trimestre, a ser divulgado hoje, deve apresentar crescimento recorde, porém moderado ante o primeiro trimestre, principalmente, devido a desvalorização maior do dólar no período, destacam analistas. O lucro líquido projetado no período varia de R$ 5,6 bilhões a R$ 6 bilhões, conforme o HSBC e a Brascan Corretora, ante R$ 5 bilhões entre janeiro e março deste ano. Isso indica ganho acumulado no semestre ao redor de R$ 11 bilhões. Para o ano, a Brascan prevê lucro de R$ 21,7 bilhões.

Renato Onishi, do HSBC, crê que apesar da boa performance das vendas de seus produtos e do reajuste de 9,5% nos preços do minério de ferro em 2007, o balanço da Vale não deverá apresentar ganhos substanciais sobre o primeiro trimestre devido à queda no preço do níquel a partir de junho e pelo declínio do dólar. Segundo seus cálculos, o dólar teve desvalorização de 6,1% no período.

Fonte: Valor Econômico



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BNDES oferece ajuda para setor aeroportuário

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem, em Curitiba, onde se reuniu com empresários, que colocou o banco à disposição do ministro da Defesa, Nelson Jobim, para auxiliar na elaboração de estudos e projetos que permitam enfrentar de forma objetiva e eficaz a crise na infra-estrutura aeroportuária. Além disso, Coutinho também considerou como prioridade zero a elaboração de projetos no setor energético.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Suape tem 3ª melhor avaliação entre portos

O Porto de Suape obteve a terceira maior nota e a classificação de excelente no Diagnóstico dos Portos Brasileiros elaborado pela Centro de Estudos em Logística da Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Suape obteve a nota de 8,3. A liderança ficou com o terminal Ponta da Madeira, que é operado em Itaqui, no Maranhão. Ele teve a nota 9,3. O porto que obteve o segundo lugar foi o Porto de Tubarão, em Vitória, no Espírito Santo.

Os três portos que obtiveram as maiores notas foram considerados excelentes. Com exceção de Suape, os outros dois são privados e administrados pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O estudo levou em consideração os acessos terrestre e marítimos dos portos.

O terminal de Ponta da Madeira é o único brasileiro capaz de receber o maior navio graneleiro do mundo, o Berge Stahl, de bandeira norueguesa. A embarcação pode transportar 364,7 mil toneladas, o que exige um calado (profundidade da área de atracação) entre 18 e 23 metros. É um dos portos de maior profundidade no mundo. As principais cargas movimentadas naquele porto são ferro gusa, soja em grãos, minérios de ferro e manganês.

Fonte: Jornal do Commercio/PE



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Fiesp: indústria paulista cresceu menos que a nacional até maio

De 2004 até o início deste ano, a produção da indústria paulista vinha apresentando um crescimento superior à média nacional, fartamente justificado pelo seu peso na economia do País e pela diversidade de seu parque industrial, o que a torna menos sensível a choques setoriais. Só que este ano, enquanto o crescimento acumulado, entre janeiro e maio, da produção industrial brasileira ficou em 4,43%, a indústria paulista cresceu 3,37%, ou 30% menos que o índice nacional. Segundo um estudo feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, comandado por Paulo Francini, a principal contribuição para esse 'mau' desempenho foi do setor de veículos automotores.

Os excelentes números que vêm sendo divulgados pela Anfavea nos últimos meses, obviamente, põem essa explicação em dúvida. Mas o Depecon justifica com números: a produção de veículos e autopeças registrou crescimento de 8,08% no acumulado do ano no País, enquanto a produção paulista do setor recuou em 2,04%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Há dois motivos principais, segundo o estudo da Fiesp, para explicar esse resultado: a redução nas exportações e a alocação de parte da produção desse setor para outros Estados. Segundo dados da Anfavea, em 2006, a indústria paulista teve uma participação de 47% sobre as unidades produzidas no Brasil. 'Considerando que ela responde por 55% das exportações, e que estas apresentaram uma queda de cerca de 20% no primeiro semestre deste ano, o impacto da queda nas exportações sobre a produção doméstica foi cerca de 35% maior sobre São Paulo do que sobre o restante da indústria', ressalta o trabalho.

O estudo lembra que sempre se pode argumentar que o mercado interno está aquecido e projetando uma produção de 2,87 milhões de unidades para este ano, o que corresponde a um crescimento de 10% sobre o ano passado. 'Só que até agora a indústria paulista não tem conseguido compensar, na mesma proporção, a perda de exportações com as vendas internas.'

Para Ana Carla Abrão Costa, da Tendências, a leitura tanto da Ata da reunião de junho quanto da reunião de julho do Copom aponta na mesma direção: o processo de flexibilização da política monetária, iniciado em setembro de 2005, está chegando ao fim.

'Não que isso signifique que estejamos chegando ao piso dos juros nominais, mas apenas que o BC estaria considerando que, dado o ineditismo dos níveis atuais de juros reais e as incertezas em relação aos mecanismos de transmissão da política monetária, estamos chegando perto de uma zona de risco, que justificaria uma interrupção, precedida de redução no ritmo, no processo de cortes na Selic".

Fonte: O Estado de S.Paulo

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27 julho, 2007

Privatização de rodovias deve sair em outubro

O governo pretende leiloar em outubro sete trechos de rodovias federais, que serão concedidos à iniciativa privada por 25 anos. A cobrança de pedágio deve começar até junho de 2008. Entre os trechos a serem concedidos, estão as rodovias Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba). No total, o governo concederá 2.600 quilômetros de estradas.

A partir dos valores planejados, uma viagem SP-Belo Horizonte poderá custar até R$ 22,98. SP-Curitiba, R$ 16,04. Os números podem ser menores, dependendo das ofertas nos leilões, mas serão reajustados anualmente pela inflação. Segundo o Ministério dos Transportes, a expectativa é assinar os contratos com os vencedores do leilão em janeiro. A partir da assinatura, os concessionários têm até seis meses para fazer obras de melhorias. A cobrança de pedágio começa após o término das obras. Se as operadoras usarem todo o prazo disponível, o pedágio começa em junho. A cobrança pode ser antecipada se as obras terminarem antes desse prazo.

O processo de concessão de rodovias federais se arrasta no governo desde 1999. Em novembro último, o TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a liberar o processo, mas, na ocasião, o próprio governo acabou desistindo, com medo de que a tarifa de pedágio ficasse muito alta para os usuários. Para diminuir o impacto da tarifa, o governo refez os estudos e diminuiu o retorno do investimento privado. A taxa interna de retorno caiu de 12,88% ao ano para 8,98%. Com isso, houve uma redução média de 15,93% no preço teto do pedágio. O preço teto é fixado pelo governo para orientar a oferta das empresas que vão participar do leilão. Vence a disputa quem oferecer a menor tarifa de pedágio para o trecho, respeitado o teto.

A tarifa teto para a Régis Bittencourt ficou em R$ 2,673 para cada cem quilômetros. Na Fernão Dias, o teto do pedágio foi estabelecido em R$ 2,872.

Os investidores privados que já participam de concessões rodoviárias no Brasil, reunidos na ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), já disseram que a taxa de retorno não é atrativa, principalmente se comparada com concessões que estão sendo oferecidas em outros países, como EUA e Chile.

A área técnica do governo receia que, caso os investidores tradicionais não compareçam ao leilão, rodovias importantes do país fiquem nas mãos de empresas sem capacidade técnica para operá-las. Ontem, o ministro Alfredo Nascimento classificou esse temor como especulação. "Em outubro, nós vamos ver o resultado do leilão."

Fonte: Folha de S. Paulo

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Exportações de minério de ferro crescem 5,8% no semestre

As exportações brasileiras de minério de ferro cresceram 5,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 122,3 milhões de toneladas, segundo dados das empresas exportadoras enviados ao Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).

Em valores, segundo os números divulgados nesta quinta-feira, as exportações de minério somaram US$ 6,370 bilhões no primeiro semestre do ano, uma alta de 21,5% em relação aos primeiros seis meses de 2006.

A Companhia Vale do Rio Doce e coligadas exportaram 92,272 milhões de toneladas no período, enquanto a MBR, controlada pela Vale com 90%, exportou 22,2 milhões de toneladas.

A Samarco, na qual a Vale tem 50% do capital, vendeu 7,9 milhões de toneladas de minério de ferro de janeiro a junho, informou o Sinferbase.

Somente em junho, a Vale exportou 16,5 milhões de toneladas; a MBR, 4,4 milhões de toneladas (estimado); e a Samarco 1,9 milhão de toneladas.

Também apenas em junho, o aumento de vendas externas foi de 13,6%, para 22,7 milhões de toneladas ante 20,016 milhões de toneladas em junho de 2006.

Em junho, as exportações das três empresas renderam US$ 1,234 bilhão, 13,9% a mais do que há um ano.

Fonte: Invertia

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Expresso Aeroporto custará R$ 3,4 bi e só fica pronto em 2010

A solução para ligar de forma rápida e segura o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), ao centro da cidade de São Paulo, o Expresso Aeroporto, deverá consumir R$ 3,4 bilhões e só ficará pronto em 2010.

O projeto está em andamento e em setembro acontece uma audiência pública a respeito do tema. Segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, a licitação deverá estar concluída até o final deste ano e, se não houver contratempos, em maio de 2008 será conhecido o responsável pela obra.

Existe outro porém além das questões técnicas, de acordo com o governador José Serra (PSDB). "O trem é viável com a participação do governo federal, participação do Estado e iniciativa privada", afirmou o governador. "Se todos entrarem com recursos o governo do Estado está disposto a participar", disse.

O governador, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e assessores estiveram no início da tarde de hoje na região da Cidade Jardim (zona oeste de São Paulo) inaugurando uma passarela que liga o parque do Povo a estação Cidade Jardim da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O cálculo de R$ 3,4 bilhões não inclui apenas o trajeto do expresso aeroporto em si. Para sair do papel, entretanto, ele precisa de outras obras, como a reformulação da linha F (da forma como está, praticamente deteriorada, é inviável fazer uma linha exclusiva para Guarulhos), ramal G (com destino à Guarulhos, hoje inexistente) e modernos veículos que darão a característica de "metrô de superfície" ao projeto, segundo Portella.

Isolada, a obra do Expresso Aeroporto consumirá R$ 1,7 bi. As demais, outro naco considerável de R$ 1,7 bi dos R$ 3,4 bilhões.

Como Serra afirmou ser impossível o governo do Estado bancar tudo sozinho, a intenção da equipe do tucano é angariar R$ 580 milhões de investimentos diretos dos cofres federais. Outros 45% do bolo (pouco mais de R$ 1,5 bi) serão bancados pelo governo federal e os 38% restantes (cerca de R$ 1,4 bi) serão desembolsados pela iniciativa privada.

Para isso o governador e sua equipe pretendem se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e recém-empossado ministro da Defesa, Nelson Jobim. Portella foi enfático ao afirmar a importância da participação do governo federal. "O governo federal tem que participar. O sistema sobre trilhos de São Paulo transporta 75% de todos os passageiros de trens no Metrô e CPTM e o governo federal não coloca um tostão. É o único sistema que ele [governo federal] não põe dinheiro algum", disse.

Chamariz

Para atrair investimentos o governo estadual pretende implantar a linha por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). Ainda segundo Portella, verbas para o Expresso Bandeirantes --um outro trem ligando o aeroporto de Viracopos, em Campinas (95 km), a São Paulo-- também serão requisitadas durante a reunião com o presidente Lula e sua equipe.

Ele avalia que o diferencial do trem que deverá seguir num trajeto parecido com o que faz atualmente a rodovia dos Bandeirantes, é a possibilidade de transporte de cargas. Se a proposta vingar, segundo o secretário, poderá significar a retirada de caminhões que hoje trafegam por vias como Bandeirantes e marginais Tietê e Pinheiros.

"A grande atração do ponto de vista comercial será o movimento de cargas. O grande interessado disso tudo é a Infraero (estatal que administra os aeroportos do país). Ela tem um interesse muito grande no movimento de cargas entre Viracopos e Cumbica. Com isso a gente faz a junção total e a carga que hoje vem geralmente por caminhão pode vir de trem", afirma.

O projeto, entretanto, ainda não está detalhado.

Expresso

O Expresso Aeroporto é parte de um complexo de obras que buscam modernizar a malha da CPTM, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O aumento expressivo no número de passageiros no terminal de Cumbica já era esperado antes mesmo das tragédias dos últimos dez meses. Uma versão do Pitu (Plano Integrado de Transportes Urbanos) de 2002 já constava a criação desse ramal, no entanto, desde então, ele nunca saiu do papel. A maior preocupação é a de vencer os pouco menos de 30 km que ligam o terminal ao centro da cidade de São Paulo no menor tempo possível. Atualmente, dependendo do movimento das marginais Tietê e Pinheiros pode-se demorar até duas horas para realizar o trajeto.

O projeto prevê duas estações ao longo de 31 km de extensão: uma no aeroporto de Cumbica e outra na Luz (centro) em forma non stop (direto). Na Luz, segundo o secretário, o passageiro contará com plataformas exclusivas e guichês das empresas aéreas, podendo realizar "check-in" e despacho de bagagem. O trajeto deverá consumir cerca de 20 minutos e os trens devem circular numa velocida de 100 km/h. A previsão inicial é de 20 mil usuários por dia, entre viajantes, acompanhantes e funcionários das empresas. O intervalo previsto no projeto é de 12 minutos, que poderá ser reduzido pela metade (seis minutos).

O projeto tem um diferencial. Dos 31 km entre o aeroporto de Cumbica e a estação Barra Funda (zona oeste), 22 km poderão ser implantados em faixa já existente da CPTM, que possui espaço para implantação de uma nova linha (trilhos e outros equipamentos). O custo da passagem deverá variar de US$ 6 (cerca de R$ 11,50) a US$ 14 (algo em torno de R$ 27).

Fonte: Folha Online

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Fabricante da Coca-Cola vai ampliar unidades na Bahia

Fabricante e distribuidora de produtos Coca-Cola na Bahia, a Norsa vai investir R$5,2 milhões na ampliação das suas duas fábricas no estado, localizadas nos municípios de Simões Filho e Vitória da Conquista. De acordo com o presidente da empresa, Augusto Cesar Parada, as unidades receberão novas linhas de embalagens, que até então não eram fabricadas nestas duas plantas. Conforme revela, a fábrica de Simões Filho ganhará uma linha de envasamento de latas, iniciativa que aumentará em 20% a capacidade produtiva do complexo, passando de 205 milhões para 250 milhões de litros/ano. Já a de Vitória da Conquista terá uma linha de envasamento de PETs, triplicando assim o volume de produção do empreendimento, que saltará de 19 milhões para 57 milhões de litros/ano.

Segundo o executivo, os investimentos acompanham ainda o ritmo de expansão da companhia no território baiano – hoje o maior mercado da Norsa no país. “A Bahia, sozinha, responde por 45% do faturamento do grupo”, afirma. Em 2003, por exemplo, a participação de mercado dos refrigerantes da Coca-Cola no estado era de 47,6% em média, sendo que atualmente a empresa detém 57,7% do segmento local. “Esse crescimento é fruto de um processo de inovação e do lançamento de novos produtos desde o Carnaval, como a Coca-Cola Zero e a Aquarius Fresh”, comenta.

Aliado ao anúncio da implantação da nova linha de embalagens, a unidade situada em Simões Filho foi alvo, recentemente, de um projeto de extensão do seu galpão de armazenagem de produtos acabados, equipamento que saiu de oito mil para 14 mil metros quadrados. Com as novas ampliações em curso, medidas que irão proporcionar a geração de 70 novos empregos diretos, a expectativa da corporação é oferecer mais facilidade e rapidez no atendimento à crescente demanda observada no estado.

As ações adotadas na Bahia integram também o processo de expansão da companhia em 2007. Este ano, a Norsa adquiriu a fábrica da RC Cola, uma das mais modernas unidades fabris da América Latina, instalada no Rio Grande do Norte. Para Augusto, essa aquisição foi estratégica, pois aquele era o único estado onde a empresa atuava e que ainda não contava com um empreendimento fabril. Com a compra, a corporação passa a contabilizar cinco plantas industriais, seis centros de distribuição e dois centros de vendas no país.

Além da Bahia e do Rio Grande do Norte, o grupo, que é responsável pela manutenção de mais de três mil postos de trabalho, está presente também no Ceará e no Piauí. Nestes quatro estados, a organização detém 58% de participação do mercado, com os refrigerantes da Coca-Cola. Para o final deste ano, a previsão da Norsa é crescer 25% em faturamento, em comparação ao balanço do ano passado, alcançando a cifra de R$1,2 bilhão, contra os R$960 milhões apurados em 2006.

Fornecendo refrigerantes, sucos, chás, energéticos, achocolatados, águas e produtos das fábricas da Femsa Cervejas Brasil, a fabricante já contabiliza cerca de 150 mil pontos-de-venda no território nacional.

Fonte: Correio da Bahia



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Lucro da Hyundai Motor sobe 52% no segundo trimestre

A principal companhia automobilística sul-coreana Hyundai Motor obteve um lucro líquido de 611,5 bilhões de wons (US$ 666 milhões) no segundo trimestre, 52% a mais que no mesmo período de 2006, anunciou hoje a companhia.

O lucro por operações entre abril e junho cresceu 40% em relação ao mesmo período do ano passado, 572,8 bilhões de wons (US$ 623 milhões), que representa o melhor resultado obtido nos últimos três anos.

As vendas no segundo trimestre cresceram 14%, a 8,02 trilhões de wons (US$ 8,74 bilhões).

A empresa explicou que estes resultados foram obtidos graças ao aumento da venda doméstica e aos esforços para reduzir o custo de produção.

A Hyundai Motor vendeu na primeira metade do ano 840.722 unidades, o que representa um aumento de 1,2% em relação a 2006.

As vendas na Coréia do Sul subiram 8,3%, a 303.894 unidades, devido ao lançamento de novos modelos e ao aumento da venda dos carros de luxo.

Nos Estados Unidos, a companhia venceu 237 mil unidades, 1,1% a mais que no ano passado, enquanto as vendas na China caíram 15,7%, a 112 mil veículos.

Nos países da Europa Ocidental, as vendas de Hyundai Motor registraram queda de 8,7%, a 167 mil carros.

Fonte: Invertia



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China nega permissão à Allianz para estabelecer filial no país

A Comissão Reguladora de Seguros da China negou aprovação à seguradora alemã Allianz AG para estabelecer a filial Allianz Guangzhou em Cantão, informou hoje o jornal financeiro Shanghai Securities News.

A Allianz Guangzhou voltará a solicitar a aprovação da comissão durante os próximos seis meses.

A seguradora alemã já faz parte de uma empresa mista de seguros - na qual possui 51% - com a gigante estatal China CITIC, conglomerado empresarial que abrange vários setores, das telecomunicações à indústria financeira, passando por investimento industrial ou o de serviços.

Junto com a da Allianz, as solicitações semelhantes de outras seguradoras estrangeiras, como a japonesa Tokyo Marine & Nichido Fire Insurance e a francesa Groupama, também foram negadas.

Antes, a AIU Insurance, que pertence ao American International Group (AIG), e outra seguradora americana, a Liberty Mutual, anunciaram que tinham conseguido a aprovação oficial para estabelecer filiais totalmente próprias na China, sem participação de empresas locais no quadro de acionistas.

Fonte: Invertia



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Airbus tem queda de 93% nos lucros no primeiro semestre

O grupo European Aeronautic Defence and Space Company (EADS), controladora da Airbus, divulgou uma queda de 93% nos lucros do primeiro semestre, mas também um número recorde de pedidos.

A empresa teve um lucro de 71 milhões de euros (US$ 97 milhões), comparado aos 1,05 bilhão de euros no mesmo período do semestre passado.

A companhia atribui a perda aos atrasos na entrega das aeronave do modelo A380 e o plano de reestruturação para ampliar a capacidade de produção e desenvolvimento tecnológico, que sacrifica 10 mil empregos.

O grupo também precisou cobrir uma provisão de 105 milhões de euros para sua divisão de helicopteros, a Eurocopter, de modo que eles pudessem cobrir os atrasos na produção do helicoptero militar NH90.

O avião de transporte militar A400M também está com a entrega atrasada em relação à previsão inicial acordada pela companhia.

As ações do grupo EADS caíram 3,58% na quinta-feira e fecharam em 22,24 euros em Paris. Neste ano, a Airbus apresenta sinais de recuperação à crise enfrentada com o atraso na entrega do A380, que causará perda de US$ 6,3 bilhões até 2010.

Nos últimos seis meses, a quantidade de pedidos atingiu 680 aviões - número seis vezes comparado aos 117 pedidos de 2006. Somente durante a Feira Aérea de Paris, foram feitos 425 pedidos relativos a aeronave.

Na terça-feira a Malaysia Airline, companhia de aviação da Malásia, declarou que a Airbus vai ter que pagar uma compensação pelo atraso na entrega das aeronaves. a empresa asiática encomendou seis aviões do modelo A380 por US$ 467,9 milhões em 2003.

De acordo com o contrato, as três primeiras aeronaves seriam entregues até o fim deste ano, e as restantes um ano depois.

No Brasil, em 28 e junho, a TAM anunciou a aquisição de 22 Airbus A350 XWB, aviões de grande porte, modelos 800 e 900, com mais 10 opções, para serem entregues entre 2013 e 2018. A empresa seria a primeira da América Latina a incorporar as novas aeronaves na frota para operar destinos de longo curso.

Além dos A350, a TAM também confirmou a compra de mais quatro opções de A330 que serão entregues pela fabricante em 2010 e 2011.

No dia 17 deste mês, a aeronave da TAM Airbus A320, vôo JJ 3054, que partiu de Porto Alegre, às 17h16, com destino ao aeroporto de Congonhas (SP) derrapou na pista e se chocou contra um prédio da própria empresa de linhas aéres e causou mais de 200 mortes.

Fonte: Invertia



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Volks pára fábrica de Taubaté para preparar nova linha

A fábrica de Taubaté (SP) da Volkswagen entrará em férias coletivas no período de 30 de julho a 18 de agosto. O objetivo da parada de produção, segundo a montadora, é realizar mais uma etapa das obras de adaptação da linha de produção para receber uma nova família de veículos.

Os novos carros serão fabricados em Taubaté em adição aos modelos Gol e Parati, montados atualmente pela unidade. As férias envolvem 4.000 dos 5.200 empregados que trabalham na fábrica.

Segundo a Volks, as obras foram iniciadas no dia 1º de novembro do ano passado de 2006 e fazem parte de um investimento total de R$ 2,5 bilhões que será realizado pela Volkswagen no país até 2011.

Os recursos serão destinados principalmente ao desenvolvimento de novos produtos para o mercado interno e para a América Latina. Em razão da parada em Taubaté, a Volkswagen deixará de fabricar cerca de 15 mil veículos.

Fonte: Folha Online



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Investimentos de R$ 1,339 bilhão da Sanepar vão gerar 200 mil empregos

A Sanepar vai investir R$ 1,339 bilhão, no período de 2007 a 2010, gerando 33 mil empregos diretos e 165 mil indiretos e elevando ainda mais os índices de saneamento básico do Paraná, que já são referência nacional. Os recursos estão previstos pela Política de Desenvolvimento do Estado (PDE), o “PAC do Paraná”.

As diretrizes foram apresentadas na última terça-feira na reunião da Escola de Governo. Do total dos recursos, que já estão assegurados, 60% serão destinados a obras e serviços de coleta e tratamento de esgoto e o restante aplicado na ampliação dos sistemas de tratamento e rede de distribuição de água.

Segundo o diretor de Investimentos, Heitor Wallace, considerando as obras já em andamento e as que serão executadas, são 309 empreendimentos nos sistemas de abastecimento de água e de esgoto sanitário.

Atualmente, a Sanepar atua em 344 municípios dos 399 que formam o Paraná. Na sua área de abrangência, a empresa atende 8 milhões e 313 mil paranaenses com água tratada. No final de 2006, a Sanepar disponibilizava a coleta e o tratamento de esgoto para 4 milhões e 106 mil paranaenses.

“Com os investimentos do PAC estadual, em quatro anos, 1,439 milhão de paranaenses passarão a contar com o serviço de coleta e de tratamento do esgoto. O aumento de população atendida com este serviço será de 35%”, explicou o diretor.

Até o final de 2010, serão 5,545 milhões de pessoas atendidas, com acesso garantido ao serviço. O índice de cobertura saltará de 48,7% para 60%. “O Paraná, que hoje já é uma referência por seus índices, ficará numa situação invejável para um estado localizado em país considerado de terceiro mundo”, acrescentou Heitor.

Em 2010, o abastecimento chegará para 8,977 milhões de paranaenses que vivem na zona urbana, acréscimo de 8% na população atendida e de 11,5% no total de ligações de água, que passará das atuais 2,256 milhões para 2,514 milhões. Desta forma, a Sanepar acompanha o crescimento populacional e mantém em 99,5% o índice de abastecimento com água tratada.

Heitor lembrou que a Sanepar é uma das poucas empresas do setor que continuam investindo de forma ininterrupta. “No curto prazo, pretendemos investir a média de R$ 335 milhões por ano, considerando apenas os recursos já assegurados. Existem negociações que poderão elevar, no período, o valor a ser investido para R$ 2,2 bilhões, em função da solidez da empresa e de seu elevado conceito”, acrescentou.

Em 2007, os investimentos previstos somam R$ 359 milhões, sendo R$ 200 milhões com recursos financiados e R$ 159 milhões com recursos próprios. Para 2008, a previsão é investir R$ 532 milhões, sendo R$ 358 milhões de financiamentos e R$ 174 milhões gerados pela receita da Sanepar. Para 2009 e 2010, serão respectivamente R$ 322 milhões e R$ 126 milhões. Nos próximos dois anos, os recursos financiados superam R$ 205 milhões. Os recursos próprios da empresa representam mais de R$ 117 milhões.

Da parte da Sanepar, o PAC estadual vai, além de melhorar a qualidade de vida da população, garantir movimento para a economia do Paraná, gerando novos empregos, estimulando a indústria com a produção de insumos utilizados nas obras e gerando mais negócios no comércio já que os operários e suas famílias terão mais dinheiro para consumir.

Fonte: Agência Estadual de Notícias



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Dragagem em Paranaguá contraria interesses econômicos

O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião, criticou ontem (26) as tentativas de desmerecer o trabalho da comissão especial de dragagem, aprovado por unanimidade, criada para apresentar um projeto de dragagem continuada nos Portos de Paranaguá e Antonina. A comissão é composta por nove entidades, entre elas a Marinha, a Praticagem, os CAPs -- Conselho de Autoridade Portuária, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a própria Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Para o superintendente, segmentos que perderão espaço estão tentando tirar o crédito do trabalho da comissão. Usam, entre outras coisas, o Juarez Moraes, hoje superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), mas ontem componente de minha equipe, como diretor do Porto de Antonina e só se afastou para dar continuidade ao desenvolvimento da Ponta do Félix. Tentam politizar a questão para camuflar interesses.

Segundo Eduardo Requião, com os ataques a Juarez, há a tentativa de impedir o crescimento da movimentação de contêineres e a modernização do Porto de Paranaguá. Desde que assumiu o Terminal, em curtíssimo espaço de tempo, o segmento apresenta forte crescimento. O TCP cresce mais do que todos os outros terminais brasileiros. Diante desse êxito, Juarez defendeu o direito do setor de participar do CAP (Conselho de Autoridade Portuária) por ser um dos mais importantes segmentos portuários, disse.

No entanto, o superintendente lembrou que após uma reunião conhecida em Paranaguá, a indicação de Juarez foi preterida por Wilen Manteli, que representa a Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) no CAP, e que não apoiou a indicação de seu nome para não perder a maioria dentro do Conselho. Isso significa não permitir que o segmento de granéis sólidos perca espaço dentro do CAP. Fato inusitado até porque o TCP tinha assento no CAP.

Com a construção dos portos de Itapoá e Navegantes e a expansão de São Francisco, os três destinados à movimentação de contêineres, será preciso que cargas que hoje pertencem ao Paraná migrem para o Estado vizinho. Esses portos só terão viabilidade se não houver crescimento em Paranaguá, alternativa logística natural e mais competitiva. Já temos aqui um bom motivo para tentar denegrir o projeto apresentado pela comissão de dragagem, avaliou.

Os pedágios que serão implantados nas estradas catarinenses também vão dificultar a conquista de cargas aos três portos. Estudos recentes nos levam a considerar que teremos até 20% dos contêineres vindo para Paranaguá, e não para Santa Catarina, apesar dos investimentos maciços, como o anunciado por um grupo espanhol que vai R$ 100 milhões na expansão do Porto de São Francisco, destacou o dirigente portuário.

Novas áreas - Com relação ao despejo do material dragado, Eduardo Requião afirmou que serão criadas áreas que serão agregadas à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, que poderão ser licitadas e arrendadas.

A criação dessas novas áreas permitirá a implantação do Distrito Industrial Alfandegado, que comportará a instalação de cerca de 30 empresas não poluidoras, que contarão com as facilidades, entre outras, de isenção de impostos para produtos exportados e vantagens dos regimes aduaneiros especiais previstos pela legislação. O projeto já está concluído e receberá recursos do PAC estadual, adiantou.

De acordo com o dirigente portuário, a área vai permitir a criação de inúmeros empregos permitindo a transformação de todo o Litoral. Dificultar esse crescimento é agir de uma forma tão criminosa e tão perversa que eu nunca vi igual. O ministro Pedro Brito, após a leitura do projeto da dragagem, manifestou desejo de participar e inclusive financiar a terceira fase com Recursos Federais, que abrange o aprofundamento do Canal da Galheta, contou.

Além do Distrito Industrial Alfandegado, o material dragado que será despejado em Antonina irá contribuir para a recuperação da fauna e da flora local, com a criação do Eco Parque de Antonina. Como o material será despejado perto da costa, o custo da operação será menor. Dessa forma os dragueiros não terão justificativas para cobranças de preços escorchantes. Estaremos criando novos paradigmas para os preços de dragagem no Brasil, finalizou o superintendente.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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26 julho, 2007

OMC deve discutir nova proposta industrial a partir de setembro

Uma nova proposta para reduzir tarifas industriais deverá surgir a partir de setembro na Rodada Doha, depois da polarização provocada pelo combalido texto do mediador Don Stephenson. A reação do grupo do Brasil, Argentina, Venezuela, Índia, África do Sul e outros seis emergentes, além de países do G-90, impede que o documento seja apresentado hoje como base para negociação, pelo que qualificam de desequilíbrio em relação ao texto agrícola.

Ao final de seis horas de manifestações de países, ontem, o embaixador brasileiro, Clodoaldo Hugueney, afirmou: "Não sobrou quase nada, vamos ter muitas correções e revisões." Logo depois, o embaixador da Venezuela, Oscar Carvalho, avisou ao diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, para ele ter cuidado com a linguagem que usará esta manhã na reunião com os 151 países membros, porque não é meramente um texto, mas a rodada que está em jogo.

Consciente do racha entre os países, Lamy deverá reduzir a dimensão do que agora chamará de "esboço" e que outros virão na medida em que as negociações ocorrerem. Para o Brasil, o texto não era aceitável porque dava uma reviravolta na lógica da negociação, cobrando primeiro cortes industriais dos emergentes, de forma o que o preço aumentava, para depois obterem concessões na área agrícola. Além disso, o país considera que paga mais se as tarifas dos Estados Unidos e da União Européia caírem de 3,9% em média para menos de 3%, mas as suas teriam de diminuir de 30% para menos de 12%.

Fonte: Valor Econômico

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Sindicato argentino tenta evitar fim de vôos da Varig

O Ministério do Trabalho argentino iniciou um procedimento de crise para evitar que a Varig deixe de atuar no país. O procedimento foi pedido pelo sindicato dos aeroviários após a velha Varig -que ainda opera os vôos na Argentina- anunciar que demitiria todos os seus 104 funcionários no país.

A velha Varig continua operando na Argentina porque a VRG, que opera a marca Varig desde o ano passado, ainda não obteve autorização para voar no país. Se a negociação no Ministério do Trabalho não chegar a bom termo, os vôos da Varig para a Argentina nas próximas semanas poderão ser cancelados.

A velha Varig decidiu demitir os 104 funcionários porque, segundo sua gerente jurídica na Argentina, Marisa Donadio, não tinha mais dinheiro para pagar seus salários. Como a VRG não reconhece como suas as dívidas trabalhistas da velha Varig, os empregados recorreram ao sindicato da categoria, que pediu o início de um procedimento de crise no ministério.

O procedimento prevê que, em até dez dias úteis, empregador e empregado devem chegar a um acordo para permitir que a empresa continue funcionando. Se nesse período as partes não chegarem a um acordo, o empregador fica livre para demitir os empregados, e a questão passa a ser decidida na esfera da Justiça. O prazo para o encerramento do procedimento de crise da Varig na Argentina é o dia 6 de agosto.

O acordo parece difícil, porque a VRG, controlada pela Gol, não aceita incorporar os funcionários da velha Varig com os direitos adquiridos pelos anos trabalhados na empresa. "Por trás da VRG está sua nova dona, a Gol, a quem não importa cancelar as operações da Varig", afirmaram em nota os funcionários na Argentina.

Procurada, a Gol informou, por meio de sua assessoria, que "reafirma a sua disposição em contratar colaboradores que forem desligados do quadro da Viação Aérea Rio-Grandense" . "Esclarecemos que a VRG Linhas Aéreas S.A. não tem nenhum vínculo com a Viação Aérea Rio-Grandense", afirma.

Diariamente, a Varig opera dez vôos entre os aeroportos internacionais de Guarulhos e do Rio de Janeiro e o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Sindicato argentino tenta evitar fim de vôos da Varig

O Ministério do Trabalho argentino iniciou um procedimento de crise para evitar que a Varig deixe de atuar no país. O procedimento foi pedido pelo sindicato dos aeroviários após a velha Varig -que ainda opera os vôos na Argentina- anunciar que demitiria todos os seus 104 funcionários no país.

A velha Varig continua operando na Argentina porque a VRG, que opera a marca Varig desde o ano passado, ainda não obteve autorização para voar no país. Se a negociação no Ministério do Trabalho não chegar a bom termo, os vôos da Varig para a Argentina nas próximas semanas poderão ser cancelados.

A velha Varig decidiu demitir os 104 funcionários porque, segundo sua gerente jurídica na Argentina, Marisa Donadio, não tinha mais dinheiro para pagar seus salários. Como a VRG não reconhece como suas as dívidas trabalhistas da velha Varig, os empregados recorreram ao sindicato da categoria, que pediu o início de um procedimento de crise no ministério.

O procedimento prevê que, em até dez dias úteis, empregador e empregado devem chegar a um acordo para permitir que a empresa continue funcionando. Se nesse período as partes não chegarem a um acordo, o empregador fica livre para demitir os empregados, e a questão passa a ser decidida na esfera da Justiça. O prazo para o encerramento do procedimento de crise da Varig na Argentina é o dia 6 de agosto.

O acordo parece difícil, porque a VRG, controlada pela Gol, não aceita incorporar os funcionários da velha Varig com os direitos adquiridos pelos anos trabalhados na empresa. "Por trás da VRG está sua nova dona, a Gol, a quem não importa cancelar as operações da Varig", afirmaram em nota os funcionários na Argentina.

Procurada, a Gol informou, por meio de sua assessoria, que "reafirma a sua disposição em contratar colaboradores que forem desligados do quadro da Viação Aérea Rio-Grandense" . "Esclarecemos que a VRG Linhas Aéreas S.A. não tem nenhum vínculo com a Viação Aérea Rio-Grandense", afirma.

Diariamente, a Varig opera dez vôos entre os aeroportos internacionais de Guarulhos e do Rio de Janeiro e o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Viracopos quer atrair 2 milhões de passageiros mantendo perfil

O anúncio de um novo aeroporto para São Paulo não vai desafogar Congonhas tão cedo uma vez que serão necessários pelo menos cinco anos para construção, de acordo com a Infraero. A saída mais rápida é aumentar a utilização dos demais terminais aéreos do Estado, sendo que Viracopos é o mais interessado em ampliar o atendimento a passageiros.

O próprio superintendente da regional Sudeste da Infraero, órgão federal responsável pela administração dos aeroportos, prefere o pragmatismo.

"Não se pode ficar esperando (um novo aeroporto)", disse nesta quarta-feira Edgard Brandão, que dedicou o dia a uma visita a Viracopos, para levantar suas necessidades imediatas.

Enquanto o novo terminal ainda está no anúncio, Brandão afirma que quer ampliar os cinco aeroportos do Estado --Congonhas, Viracopos, São José dos Campos e Campo de Marte, além de Viracopos.

A 99 km de São Paulo e a 14 km do centro de Campinas, Viracopos, recebeu no ano passado 860 mil passageiros. De forma imediata, segundo o superintendente, este número pode chegar a 2 milhões de passageiros, insuficiente para desafogar Congonhas. A capacidade do aeroporto da capital paulista é de 12 milhões de passageiros por ano, mas com o surto na utilização de passagens aéreas chegou a 18 milhões.

Em teoria, o terminal localizado na zona sul da capital paulista teria de dispensar 6 milhões de pessoas, daí as medidas recentes de restrição para o terminal anunciadas pelo governo federal.

Viracopos já vem absorvendo vôos que tinham como destino Congonhas. Na terça-feira, foram 21 e na segunda, 35 vôos. No local, pousam e decolam 29 vôos todos dos dias.

A Infraero diz que Viracopos poderia chegar a atender até 4 milhões de passageiros, mantendo o estrutura atual de apenas uma pista e um só terminal, com ampliações. O volume não afetaria o perfil do aeroporto, voltado para o transporte aéreo de cargas, um dos mais importantes da América do Sul.

Entre 1995 e 2002, Viracopos recebeu investimentos de 87 milhões de reais em obras de readequação e modernização. De 2003 a este ano receberá mais 201 milhões de reais.

Os recursos investidos em obras não impediram que nesta quarta-feira uma parte do forro do teto da ala de desembarque desabasse e fosse isolada. Uma infiltração pela água da chuva, constante nos últimos dias, fez com que quatro placas de gesso se desprendessem e caíssem, sem vítimas.

Brandão culpou a empresa responsável pela obra e disse que a Infraero vai recuperar o local e cobrar judicialmente da construtora. Há pelo menos mais quatro pontos de infiltração no local, com baldes para receber a água.

As adaptações não param e neste momento há uma reforma na área de embarque que vai elevar o local de 1.100 metros quadrados para 2.600 metros quadrados. A ampliação só foi possível após uma licitação que levou 11 meses para se efetivar, o que dá uma medida sobre a demora em realizar obras do tipo e faz imaginar como seria o cenário para um novo aeroporto.

Também faz parte do plano diretor para Viracopos, entregue à direção da Infraero na sexta-feira passada, a construção de uma nova pista.

"Aeroporto de uma pista só quase não é aeroporto, precisa de outra pista para questão operacional e de segurança", disse Brandão. "Talvez no ano que vem", prevê.

Apenas as desapropriações devem absorver recursos de 157 milhões de reais. A prefeitura de Campinas informa que já tornou a área de utilidade pública, o que facilita a desapropriação, e que já há licença ambiental para a obra. A região é formada basicamente por sítios, sem aglomeração urbana.

SEM PESADELO

Apesar de se considerar um entusiasta da ampliação de Viracopos, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), faz um alerta sobre o movimento do aeroporto.

"Não vamos deslocar o pesadelo (de Congonhas) para o nosso aeroporto", disse à Reuters. Por isso acredita nos investimentos federais necessários para a construção de uma nova pista e demais ampliações de infra-estrutura.

Ele confia que o transporte de carga aérea não será afetado. "Ao contrário, ambos (passageiros e cargas) acrescentam valor agregado a um sistema de multimodalidade", afirmou. A região reúne empresas do setor tecnológico, como computadores e celulares que se utilizam do aeroporto.

O terminal de logística de carga, impulsionado nos anos 1990, tem 81 mil metros quadrados. No ano passado, o volume de carga importada chegou a 103,1 mil toneladas, acima dos 87,3 mil toneladas do ano anterior. Na exportação, houve uma redução de 105 mil toneladas em 2005 para 93,7 mil toneladas em 2006.

Viracopos, criado nos anos 1930 e homologado em 1960, não tem "fingers" para o embarque e desembarque de passageiros. Utiliza escadas e ônibus.

O acesso ao aeroporto, se não for feito por ônibus das companhias aéreas, é caro. Um táxi cobra 250 reais para um dos trajetos de ida ou volta a São Paulo e leva uma hora sem trânsito pelas rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera. Se a opção for o carro, o estacionamento sai por 35 reais no primeiro dia e 22 reais no segundo.

Fonte: Reuters

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Petrobras contesta cobrança de R$ 1,3 bi

A Petrobras, em nota divulgada ontem, considera que a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de cobrar R$ 1,305 bilhão em Participações Especiais (PE) retroativas a 1998 traz "total inseguranças jurídica" a todos as empresas que atuam no segmento de petróleo e gás no Brasil. A estatal voltou a discordar sobre a cobrança feita pela ANP, e reafirmou que pode ir à Justiça para contestar a determinação de pagamento.

A Petrobras alega que os cálculos cobrados anteriormente têm base legal, segundo a Portaria 10, de 14 de janeiro de 1999, que de acordo com a companhia, foi referendada pela ANP no ano passado. Baseado nisso, a Petrobras afirma que poderá recorrer na Justiça contra a decisão da autarquia.

Na nota divulgada, a Petrobras explica que a partir de 2002, a empresa e a agência reguladora iniciaram uma troca de correspondências nas quais tratavam destas divergências de cálculos. Em 2005, a ANP, segundo a Petrobras, formou um grupo de trabalho para demonstrar, através de critérios técnicos, a metodologia a ser aplicada ao cálculo da PE de Marlim e deduções pertinentes, bem como certificar os valores pagos pela Petrobras a título da participação no campo petrolífero.

Ainda de acordo com a Petrobras, este grupo de trabalho produziu o Relatório de Certificação do Pagamento da Participação Especial no ano passado, aprovado pela Resolução de Diretoria 267/2006 de 16 de agosto da ANP.

"Embora entendesse que os recolhimentos originalmente realizados estavam respaldados pela regulamentação aplicável, a Petrobras decidiu acatar a decisão da Diretoria da ANP, tendo em vista que a metodologia proposta no Relatório apontava para um novo procedimento aplicável para o futuro, tendo como marco inicial as datas em que a ANP questionou o procedimento anterior, procedendo, então, ao recolhimento dos valores referentes às diferenças apuradas a título de complementação de pagamento da participação especial do campo de Marlim", alega a Petrobras, na nota.

Segundo a empresa, um dos fatores que justificam a decisão do pagamento anterior era fundamentada no fato de que a nova metodologia aplicada pelo Grupo de Trabalho não seria aplicada retroativamente, garantindo assim, segundo a Petrobras, "a observância de princípios constitucionais como o da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito, que são a base do Estado Democrático de Direito".

Fonte: Jornal do Commercio

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Mercedes mantém lucratividade

A DaimlerChrysler publicou os principais dados para as divisões do grupo de caminhões e do grupo de carros e para os segmentos de van, ônibus e outros da Mercedes no segundo trimestre de 2007 em base preliminar. Os resultados para o grupo DaimlerChrysler, a divisão de serviços financeiros e as atividades encerradas do Chrysler Group e do Chrysler Financial serão publicados em conjunto com o relatório provisório completo do segundo trimestre de 2007 em 29 de agosto de 2007, conforme anunciado no início de julho deste ano.

O grupo de carros da Mercedes-Benz vendeu 320,2 mil veículos no segundo trimestre (no segundo trimestre de 2006 foram 325,5 mil), enquanto a receita de US$17 bilhões chegou no nível do ano anterior.
O grupo de carros da Mercedes divulgou Ebitda (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), no segundo trimestre deste ano, de US$1.6 bilhão e, assim, aumentou significativamente o lucro em comparação com o mesmo período de 2006, que registrava US$ 933 milhões.

Fonte: Jornal do Commercio



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Natura registra receita de R$ 1,9 bi no semestre

A Natura anunciou ontem os resultados do segundo trimestre de 2007. Este segundo trimestre do ano marcou mais um período de crescimento para a empresa com recuperação da rentabilidade, crescimento do Ebitda (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e recuperação gradual da margem bruta. O crescimento do número de consultoras, o aumento da participação das operações internacionais na receita bruta e o início das operações na Colômbia impulsionaram a boa performance registrada no período.

A receita bruta consolidada da Natura no segundo trimestre de 2007 ultrapassou R$ 1 bilhão com crescimento de 10,9% comparado ao segundo trimestre do ano passado. Um dos destaques deste período foi a participação do mercado externo na receita total, que passou de 3,3% no segundo trimestre de 2006 para 4,2% no mesmo período deste ano. No semestre, a receita foi de R$ 1,9 bilhão, com crescimento de 13,7% em relação ao ano anterior. Houve recuperação gradual da margem bruta que passou de 67,9% nos meses de abril, maio e junho para 68,9% deste ano.

Fonte: Jornal do Commercio



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Avestro exporta para cliente na Alemanha

Maior empresa de avestruz do país, a Avestro, com sede em Barueri (SP), começou a exportar a carne da ave para a Europa antes mesmo de o governo concluir um Plano Nacional de Controle de Resíduos (PNCR) específico para o produto, o que não deverá acontecer antes do ano que vem. Conforme Giovanni Costa, presidente da empresa, o primeiro embarque, com 300 quilos, tornou-se viável graças à pressão do próprio importador, alemão, que solicitou às autoridades européias uma autorização temporária para receber a carga.

Para obter o sinal verde, conta Costa, o cliente da Avestro se comprometeu a testar 100% da carga, o que seria dispensável se o PNCR já estivesse pronto. A empresa paulista tem outro cliente na Alemanha e três na Suíça e espera ampliar as exportações por meio de outras autorizações temporárias. Na Europa, afirma, os cortes de avestruz são importados por cerca de US$ 10, em média, mas sem os impostos que oneram as vendas domésticas. A Avestro, que também exporta couro de avestruz, é dona de um frigorífico em Araçatuba (SP), abate entre 400 e 600 aves por mês e faturou pouco mais de R$ 2 milhões em 2006.

Fonte: Valor Econômico



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Claro quer ser líder no Brasil, passando a Vivo e a TIM

O presidente da operadora celular Claro, João Cox, voltou a afirmar ontem que a meta da empresa é se tornar a líder no setor no Brasil - atualmente, é a terceira colocada, atrás da Vivo e da TIM. Mas o executivo não quis informar se a empresa está na disputa pela compra da Telemig Celular e da Amazônia Celular. ´A decisão de investir mais no Brasil vai da confiança do acionista na atual gestão´, limitou-se a dizer. O mercado especula que Vivo, Oi e Claro estariam na disputa pelas duas empresas.

Por ter capital fechado, a Claro não divulga seu resultado. Mas, segundo Cox, a empresa fechou o segundo trimestre com lucro. Sem revelar números, ele disse que o resultado operacional (Ebit), de R$ 174 mi, foi o melhor da empresa. A receita líquida de serviços subiu 18,7% em relação ao segundo trimestre de 2006, somando R$ 2,069 bi. Cerca de R$ 331 mi são resultado da venda de aparelhos, perfazendo uma receita líquida total de R$ 2,4 bi, ou uma alta de 14,6% na mesma comparação.

Fonte: Diário do Nordeste



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Porto do Rio Grande fecha primeiro semestre com movimentação recorde

O Porto do Rio Grande fechou o primeiro semestre de 2007 com um recorde histórico para o período, atingindo 11.996.425 toneladas. A movimentação obteve um crescimento de 15,3% em comparação com os seis primeiros meses do ano passado, quando foram operadas 10.399.907 toneladas. Até então, o maior volume registrado para o período havia ocorrido em 2004, quando de janeiro a junho foram importadas e exportadas 11.315.623 toneladas. O crescimento atingiu todos os segmentos do porto, seja na carga geral (+3,2%), nos granéis Líquidos (+10,7%) ou nos Sólidos (+23,1%). As exportações também tiveram alta com índice positivo de 17,5%, movimentado 7.910.761 toneladas. As importações seguiram as tendências obtendo suba de 11,2%, chegando a 4.085.665 toneladas.

Novamente destacam-se as exportações de cereais, atingindo 4.042.781 toneladas (+21,5%). Somente o volume de cereais enviados para o exterior foi maior do que a movimentação dos segmentos de Carga Geral (3.024.852 toneladas) e Granéis Líquidos (2.040.619 toneladas). A exportação de soja em grão, a carga mais movimentada do porto gaúcho, atingiu 2.107.781 toneladas (+25%), sendo responsável por mais de 50% de toda a exportação de cereais. Os derivados da soja também cresceram. O farelo de soja registrou 888.405 toneladas (+12,6%) e o óleo de soja atingiu 254.884 toneladas (+16,6%). No entanto, o maior aumento foi obtido na exportação de milho, com índice positivo de 674,4% (432.380 toneladas). Na contramão do crescimento ficaram o trigo (-51,1%) e o arroz (-2,3%). As importações de cereais e outros grãos também tiveram alta, com uma movimentação 16,1% (589.497 toneladas) maior. O desembarque de trigo registrou o maior volume (187.429 toneladas) e o maior crescimento (+47,8%), sendo seguido pelo óleo de soja (+36,9) e pelo farelo de soja (+13,1%). Ao contrário das demais, a soja em grão (-9%) foi a única carga que registrou queda entre os granéis importados.

Contêineres e veículos

A grande surpresa do semestre ficou com a movimentação de contêineres, que voltou a ter alta, passando de 281.454 TEUsm, registradas no primeiro semestre de 2006, para 285.800 TEUs, registradas nos seis primeiros meses de 2007. Embora pequeno, o crescimento de 1,5% demonstra a recuperação do setor que desde março fechava em queda. Neste segmento, o Porto Novo obteve um acréscimo de 143,5%, com 13.034 TEUs operados. Já o Terminal de Contêineres (Tecon Rio Grande) registrou queda de 1,2%, movimentando 272.766 TEUs. Cada TEU (sigla em inglês para "twenty-foot equivalent units") equivale a um contêiner de 20 pés.

No entanto, o setor que teve a maior alta foi o de veículos que quase triplicou sua movimentação, passando de 7.133 para 20.833 unidades (192%). O grande alavancador deste segmento foram as importações que atingiram a marca de 18.278 veículos (+469,7%). Desse volume, 15.902 unidades são do modelo Classic, vindo da Argentina, que teve seu desembarque no porto rio-grandino aumentado em 475,9%. Já as exportações de veículos não tiveram o mesmo êxito, registrando queda de 34,9% (2.555 unidades).

Embora os maquinários agrícolas tenham obtido aumento, não foi suficiente para evitar a queda nos embarques. O envio para o exterior de tratores aumentou 11,4% e de colheitadeiras 11,1%. Mas a movimentação de ônibus caiu 18% e o automóvel Celta, produzido em Gravataí (RS), não teve nenhuma unidade exportada no período. O superintendente do Porto do Rio Grande, Bercílio Silva, salientou que as projeções apontam um volume recorde para o fechamento deste ano. "Devemos atingir 25 milhões de toneladas, ultrapassando o recorde histórico do porto rio-grandino que era de 22,5 milhões obtidos em 2006", finaliza Silva.

Fonte: Jornal Agora

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Porto vai operar com duas linhas de cabotagem

Daqui a um mês é a estimativa do presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Renato Fernandes, para o início das operações da linha de cabotagem (navegação entre portos brasileiros) do Porto de Natal. A expectativa da companhia é que no máximo até o final da segunda quinzena de agosto o terminal da capital já esteja operando dessa forma. A idéia inicial de uma linha envolvendo os portos de Santos, Vitória, Suape (Recife) e Natal poderá ganhar um segundo curso, englobando portos da região Sul e até a Argentina. A entrada dos empresários salineiros, dependendo do volume dos contêineres, pode levar à ampliação das linhas.

Segundo Renato Fernandes, a Armadora Aliança passou as últimas duas semanas no Estado negociando individualmente com cada empresário, entre atacadistas e varejistas, dos setores de arroz ao de supermercados, acertando o valor de frete e quantidade de contêineres que irão aportar em Natal. Com o presidente da Codern, ficou a missão de conversar com os salineiros. "Essa semana eu contatei alguns empresários do setor e eles pediram que verificássemos outros portos que podem ser contemplados com a carga de saída do sal. Dependendo do volume da carga, poderemos até contar com uma segunda linha mais voltada para a região Sul, podendo chegar até a Argentina", detalhou Fernandes.

Depois da reunião realizada na Fecomercio/RN na primeira semana de julho, ficou decidido que um navio a cada 15 dias chegará ao Porto de Natal e quase 500 contêineres já tinham sido fechados para aportarem na capital quinzenalmente. Com a implantação da cabotagem, a armadora Aliança se junta à francesa CMA CGM e à dinamarquesa NYK LauritzenCool para as operações no Porto de Natal. Renato Fernandes ainda acrescentou que todos estão "correndo" para conseguir iniciar as operações da linha no próximo mês.

"A concretização da linha de cabotagem com chegadas e saídas regulares irá trazer uma tranqüilidade maior para o empresário, que não precisará mais se preocupar com estoque. Além disso, ele vai contar com uma eficaz sistemática de controle de sua carga", comentou Fernandes. O presidente da Codern ainda afirmou que o grande sonho dos empresários do setor é operar com uma escala semanal. "Já vamos começar com cerca de 500 contêineres a cada 15 dias, entre chegada e saída, e nossa maior vontade é que esse número chegue a mil. Se tudo ocorrer como planejamos, num futuro bem próximo estaremos operando em escala semanal", comemorou.

Segundo dados da Codern, praticamente tudo o que é consumido do Rio Grande do Norte chega por caminhões que percorrem longas distâncias ou com cargas vindas de portos vizinhos. O custo das mercadorias entregue em carretas onera o valor final do produto em até 35%. Fernandes ainda reiterou que está muito feliz com a consolidação do projeto, que solidifica a atuação do Porto de Natal, tirando-o da sazonalidade.

Fonte: Correio da Tarde



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25 julho, 2007

Greve dos fiscais chega a Santos

Os fiscais federais agropecuários anunciaram ontem a ampliação da greve para o Porto de Santos, até então preservado pelo movimento em razão dos fortes impactos econômicos de suas paralisação. "O governo está nos empurrando para isso. Não reabriu as conversas e não admite rever sua contraproposta", disse o vice-presidente da associação dos fiscais (ANFFA), Wilson de Sá.

Em reunião com o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), os grevistas pediram uma intervenção partidária para convencer a cúpula do Ministério da Agricultura, indicada pelo PMDB, a mediar as negociações com o Ministério do Planejamento, comandado pelo PT.

Os grevistas insistem num reajuste médio de 45% nos salários-base para 5.853 fiscais, o que elevaria a remuneração inicial para R$ 5.107 e a final, para R$ 8.155. A medida significaria uma despesa extra anual de R$ 763 milhões para o Tesouro. A oferta do governo, que inclui gratificações por pontuação e por titulação, chegou a 12,5% divididos em três anos. A área econômica diz que os fiscais tiveram, desde 2003, um aumento nominal de 97% nos vencimentos iniciais - hoje em R$ 5.195 - e de 43% na remuneração final - R$ 7.539. Além disso, os aposentados incorporam um terço da gratificação aos salários. Os fiscais admitem um aumento menor no período e alegam que o governo elevou em até 170% os salários de auditores da Receita Federal, por exemplo.

Fonte: Valor Econômico

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Os vetos à lei das ZPEs

Finalmente transformada em lei, com sua publicação no Diário Oficial da União 11 anos depois de ter sido apresentada ao Congresso Nacional, a proposta que cria as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) continua a desagradar aos que a defendem e aos que lhe fazem duras críticas. O texto publicado contém 19 vetos apostos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto aprovado no mês passado pelo Senado Federal, mais do que teria sido negociado no Congresso.

Para não retardar ainda mais a tramitação da proposta, o Senado a aprovou exatamente da forma como passara pela Câmara dos Deputados. Com isso evitou que o texto voltasse a ser examinado pelos deputados. Por acordo entre senadores e representantes do governo, porém, a aprovação estava condicionada ao veto de alguns itens pelo presidente da República, em troca da edição de uma medida provisória (MP). Desse modo, certos pontos vetados seriam restabelecidos, mas sem criar benefícios tributários e cambiais prejudiciais às demais empresas do País e sem gerar conflitos com parceiros comerciais do País.

Alguns defensores das ZPEs afirmam que os vetos vão além do que foi negociado. Já os críticos das ZPEs consideram que, mesmo com os vetos, o texto não favorece o desenvolvimento do País e prejudica as empresas instaladas fora dessas zonas especiais. A elaboração da medida provisória gerará novas disputas políticas, entre congressistas e a área técnica do governo e entre defensores e opositores das ZPEs. Apenas se adiou o confronto.

Entre outros dispositivos, o presidente da República vetou o que isentava do Imposto de Renda, por cinco anos, as empresas que se instalarem nas ZPEs. Na MP, o benefício deve ser restabelecido não como isenção, mas como suspensão de cobrança. A MP prometida pelo governo manterá a autorização para as empresas instaladas nas ZPEs comercializarem até 20% de sua produção no mercado interno, mas, no caso da venda dentro do País, se aplicará a legislação tributária vigente para as demais empresas.

Foi integralmente vetada a parte do projeto que criava um regime cambial especial para as empresas instaladas nas ZPEs. Pelo texto vetado, essas empresas poderiam operar no País com moeda estrangeira. Como as empresas instaladas nas ZPEs são nacionais, “o tratamento cambial, por isonomia, deve ser o mesmo dispensado às demais empresas nacionais”, diz o presidente, na justificativa do veto.

As ZPEs criam vantagens tributárias e cambiais para as empresas exportadoras e são defendidas por senadores e deputados de regiões menos desenvolvidas como o caminho para o rápido crescimento e para a difusão de tecnologia avançada nessas áreas. Entre seus principais defensores estão os senadores José Sarney (PMDB-AP) - que as criou em 1988, quando presidente da República - e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Já existem, no papel, 17 ZPEs, cujo funcionamento depende, entretanto, da regulamentação que só agora está sendo concluída.

Especialistas em comércio exterior, porém, consideram essa idéia ultrapassada. Reconhecem a importância das ZPEs para o crescimento das exportações da China, mas entendem que, no Brasil de hoje, com a ampliação da abertura comercial e da integração dos mercados, seu papel foi reduzido. Mais espaço ganharia o Brasil no comércio mundial se oferecesse condições adequadas para as empresas ganharem competitividade. Redução da carga tributária, dos riscos dos investimentos, do peso da folha de pessoal no custo de produção e do ônus imposto aos exportadores pela infra-estrutura precária beneficiariam todas as empresas, tornando-as mais aptas a competir internacionalmente.

Já as ZPEs beneficiam áreas e indústrias específicas, entravando a formação de novas empresas exportadoras. Pior ainda, por criar regras específicas para essas áreas, tornam ainda mais caótico um sistema tributário já ruim.

Por fim, elas geram conflitos com parceiros comerciais do País, como a Argentina, que nunca aceitou inteiramente o regime da Zona Franca de Manaus e está ainda menos propensa a aceitar as ZPEs, que a seu ver violam as regras da união aduaneira do Mercosul.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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UE quer só 20% de etanol importado

Por mais que o Brasil se esforce para abrir mercados para exportar etanol, estudos da União Européia (UE) apontam que o bloco somente importará um volume de biocombustíveis equivalente a 2% de seu consumo de combustíveis para transporte até 2020. As estimativas indicam que a UE tentará introduzir o etanol como a grande oportunidade para a agricultura do bloco, hoje sob pressão. Por isso, fará de tudo para manter seu mercado fechado por vários anos e usará os próximos anos para construir um setor competitivo antes de enfrentar a concorrência.

'A produção de bioenergia é uma das maiores oportunidades para a agricultura européia no médio prazo', afirma o levantamento feito por Bruxelas, que explicita a estratégia do bloco para a próxima década no setor. O projeto da UE é ter 10% de seu consumo baseado no etanol até 2020, o que significaria 10,8 milhões de toneladas. Desse total, 20% seriam importados e o restante seria garantido por uma produção baseada em novas tecnologias, maior produtividade da terra e áreas deixadas por setores que já perderam a competitividade, como o da carne.

Segundo o levantamento, nem mesmo os 20% de etanol que serão importados poderão vir só do Brasil. Até 2020, a UE espera que 30% de seu consumo de etanol venha de um novo biocombustível, que não usaria cana e seria até 40% mais eficiente. Parte viria de madeira e mesmo de cereais, produção típica de zonas temperadas. Essa segunda geração do etanol entraria no mercado em 2014.

Segundo as estimativas, a produtividade da terra no bloco poderá aumentar, principalmente porque a segunda geração do combustíveis exigiria terrenos menores para produzir quantidade maior de energia. Outro fator que contribuiria seria a estagnação e até queda na população, o que reduziria o consumo de alimentos.

Além disso, a concorrência externa em setores como o de carne está levando muitos fazendeiros à falência, abrindo áreas para o biocombustível. 'Como resultado do aumento da produtividade e dos mercados de alimentos estagnados, a capacidade para etanol será maior em 2020', diz o texto.

Os europeus acreditam que até 2020 precisarão de 17,5 milhões de hectares - 15% da terra arável do continente - para produzir etanol. Novos empregos seriam criados e 18% da produção de cereais iria para o etanol, ou seja, cerca de 59 milhões de toneladas de milho e trigo. Nesses setores, as exportações diminuiriam significativamente e grande parte da produção seria para uso doméstico.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Tragédia aérea reaviva projeto de trem-bala Rio-São Paulo

A crise aérea, acentuada pela tragédia do vôo 3054 da TAM que matou quase 200 pessoas, deu combustível para o mais ambicioso projeto de ligação Rio-São Paulo. O governador Sérgio Cabral encontrou-se ontem no Palácio Guanabara com representantes da Italplan, consórcio italiano responsável pelo estudo de maior viabilidade até agora apresentado para a construção de um trem-bala. O veículo seria capaz de viajar os 403 km que separam a Central do Brasil da Estação da Luz em uma hora e 25 minutos, a uma velocidade máxima de 360 km/h.

O governo federal se comprometeu, novamente, a abrir o edital de licitação, desta vez em janeiro. A informação foi passada pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a Sérgio Cabral. A ministra recebia o vice-governador Luiz Fernando Pezão, em Brasília. Apesar de o assunto ser o cronograma de obras do Arco Rodoviário do Estado, Dilma começou falando sobre a prioridade que o país precisava dar ao transporte ferroviário.

O diretor da área de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Elvio Gaspar, também participou do encontro no Guanabara, ao lado do grupo da Italplan. O custo total da obra deve ficar em torno de US$ 9 bilhões. As regras para a concorrência pública serão estipuladas pela Casa Civil com a ajuda do BNDES.

- O governo federal já estava interessado no trem de alta velocidade. Agora, depois desse acidente com a TAM, ficou mais ainda - observou o secretário de Transportes do Estado, Júlio Lopes. - Ficou muito mais clara a necessidade de se investir numa nova alternativa modal que ligue as duas cidades.

O projeto inicial da Italplan, feito há mais de um ano, não previa investimentos públicos. Os aproximadamente R$ 18 bilhões seriam inteiramente bancados pelo consórcio em troca da concessão de operação no trecho por pelo menos 35 anos. O BNDES estuda agora como o governo poderá pôr o projeto nos trilhos e avalia quanto o governo federal poderia aplicar como contrapartida da obra. O Estado do Rio não deverá entrar com recursos. As reuniões de Cabral limitam-se a apoio logístico e político para o empreendimento.

- O trem de alta velocidade ficaria pronto em 2015. Se hoje já vivemos essa situação crítica, imagine daqui a oito anos - prevê o vice-governador Pezão. - Estive com a ministra Dilma e ela começou a reunião citando a necessidade de um transporte ferroviário com mais prioridade no país. v Ao falar à nação sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo como uma das ações do governo para combater a crise aérea e tentar dar resposta à sociedade. Paradoxalmente, a novidade serviu para os entusiastas do trem de alta velocidade. O secretário de Transportes do Riopondera:

- Nunca o governo conseguiria construir um novo aeroporto a menos de 100 km do centro de São Paulo. Para isso, teria que construir ligação ferroviária com a cidade. A obra toda custaria pelo menos R$ 9 bilhões. Por que não fazer logo a ligação entre Rio-São Paulo por trens de alta velocidade?

O secretário acrescenta que, em cidades européias e asiáticas, a ligação ferroviária é freqüente em distâncias de 400 km ou 500 km - caso de Rio e São Paulo. Principalmente porque o trem não é tão dependente do clima quanto o avião.

Fonte: JB Online

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Problemas em Congonhas impacta a demanda

Os recentes cancelamentos de vôos no aeroporto de Congonhas, em São paulo, devido a fatores meteriológicos e fechamento da pista principal, obrigando a transferência dos vôos para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), têm causado uma diminuição na demanda, segundo informou hoje o vice-presidente de Finanças e Gestão da companhia aérea TAM, Líbano Miranda Barroso.

Segundo ele, a companhia, que detém cerca de 45% dos ´slots´ (movimentos de pousos e decolagens) em Congonhas, manteve nível de ocupação no mês de julho de cerca de 75% no mercado interno.

Ele ressalta ainda a decisão da companhia de não realizar pousos na pista principal de Congonhas em dias de chuva, antes da realização do grooving (das chamadas ranhuras) na pista principal do aeroporto, o que determinará a transferências dos pousos para o aeroporto de Guarulhos.

Fonte: InvestNews

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Dragados e Porto Novo investem R$ 100 milhões em terminal em SC

O grupo espanhol Dragados Serviços Portuários e Logísticos, líder na movimentação de contêineres da Espanha, anunciou ontem o seu segundo grande investimento no Brasil. Depois de comprar em julho do ano passado 50% da Terminal Santa Catarina S/A (Tesc), empresa que opera o principal terminal do porto de São Francisco do Sul, está investindo um total de R$ 100 milhões em parceria com a sócia Porto Novo, detentora dos outros 50% da Tesc, na ampliação das operações.

De acordo com Alberto Raposo, representante da Porto Novo, os investimentos estão sendo divididos entre os dois sócios da Tesc, e serão destinados à construção de mais um berço de atracação (hoje existe somente um), no aumento da profundidade do calado de 11 para 14 metros, aumento do píer de 225 metros para 278 metros e para alargar a ponte de acesso de 28 para 52,5 metros. As obras, com conclusão prevista para daqui 14 meses, permitirão que a movimentação de contêineres passe de 300 mil/ano para 700 mil/ano.

Os investimentos representam o segundo grande montante empreendido pelo grupo espanhol no Brasil. No ano passado, a Dragados pagou R$ 75 milhões por metade da companhia catarinense. Segundo Gustavo Ferrer, espanhol que administra as operações da Tesc em São Francisco, estão em análise outros investimentos em portos com parceiros, mas são apenas estudos. Ele explica que as operações representam oportunidades, uma vez que há grande carência de portos, em uma economia que vem apresentando crescimento. A Dragados, cujo faturamento mundial gira em torno de 15 bilhões de euros , possui investimentos em diversos países fora da Europa, como Índia, China e Chile.

A ampliação em São Francisco começou há 20 dias e foi oficializada ontem com lançamento da pedra fundamental. Ela inicia ao mesmo tempo em que as obras de novos portos no Estado estão sendo concluídas. O porto de Navegantes está previsto para entrar em operação em agosto, e em 2008 deve começar a operação do porto de Itapoá, ambos de capital privado. Raposo diz que as mudanças, principalmente na profundidade do calado, darão um diferencial a São Francisco em relação a outros portos existentes como Itajaí, porque permitirá que atue com atracação de navios de grande porte, com capacidade para até 10 mil contêineres, e as colocarão em uma melhor posição para o novo cenário de concorrência no Estado.

Criada há três anos, a Tesc atua principalmente na movimentação de exportadores da região norte catarinense com cargas como compressores, motores, itens de vestuário e blocos de motor. Com a ampliação, a Tesc está de olho não só na exportação, mas também no aumento do fluxo de importações, que vem surpreendendo. De janeiro até agora, as importações cresceram 55% em relação ao mesmo período de 2006.

Fonte: Valor Econômico



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Lufthansa estuda oferta pela espanhola Spanair

A aérea alemã Lufthansa manteve contato com seus sócios na Espanha e Portugal para estudar uma oferta pela Spanair, segundo informaram fontes próximas a companhia espanhola.

A Lufthansa poderá utilizar sua relação com o grupo de viagens espanhol Marsans e com a aérea portuguesa TAP para reforçar sua expansão no sul da Europa.

O grupo SAS, proprietário de 100% do capital da Spanair, comunicou em junho que pretende vender sua filial espanhola. A Lufthansa negocia agora com a SAS uma possível oferta de aquisição. Os valores da proposta não foram informados.

Fonte: InvestNews

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Lucro da British Petroleum cai 1% no 2º trimestre, para US$ 6 bi

A companhia petrolífera British Petroleum obteve um lucro líquido de US$ 6,087 bilhões entre abril e junho de 2007, 1% a menos que no mesmo período de 2006, informou a empresa nesta terça-feira.

A companhia petrolífera britânica, que apresenta seus primeiros resultados desde a precipitada saída de seu ex-executivo-chefe, John Browne, devido a um escândalo em sua vida privada, atribuiu a queda aos altos custos e à queda do volume de produção.

Segundo a petrolífera, a produção caiu 5%, para 3,8 milhões de barris diários, no segundo trimestre. Eram 4 milhões no mesmo período do ano anterior.

Já nas atividades não operacionais, a companhia obteve uma renda de US$ 741 milhões, com a venda de bens, contra US$ 6 milhões do ano anterior.

O resultado, mesmo assim, melhora o do trimestre anterior, quando o lucro da terceira maior petrolífera do mundo em valor de mercado havia caído 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Após o anúncio dos dados da British Petroleum, as ações da empresa subiram 0,58%, para 6,05 libras, na abertura da Bolsa de Valores de Londres.

Fonte: Folha Online

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Nissan anuncia lucro 16,2% menor, para US$ 764 milhões

O fabricante automobilístico japonês Nissan anunciou nesta terça-feira que seu lucro líquido consolidado ficou em US$ 764 milhões entre abril e junho, 16,2% a menos que no mesmo período de 2006.

A queda foi atribuída principalmente aos aumentos de impostos. Por outro lado, as vendas de veículos tiveram alta de 5,9% em todo o mundo no trimestre e chegaram a 875 mil unidades, segundo as mesmas fontes.

Em comunicado divulgado pela empresa, o presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, afirmou porém que os resultados dos três primeiros meses do ano fiscal 2007 "correspondem às expectativas". Ghosn mencionou como fatores de pressão a alta das matérias-primas e a taxa de câmbio.

Para o resto do ano fiscal, que termina em abril de 2008, as maiores esperanças da Nissan são novos produtos como o Qashqai, o Altima, o Livina e o Infiniti G35, disse o executivo em sua mensagem.

Ao longo de 2007, a empresa deve lançar 11 novos modelos, entre eles o Livina e o sedan Aprio, no México.

Os resultados da Nissan foram anunciados após o fechamento da Bolsa de Tóquio. As ações da empresa fecharam com alta de 0,53%.

Fonte: Folha Online

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EBX planeja novo superporto para receber navio graneleiro

Investimento de US$ 1,5 bilhão será feito em parceria com a britânica Anglo American. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, planeja construir, por meio da subsidiária LLX Logística, mais um "superporto", como ele mesmo descreve. Além do Porto de Açu, empreendimento no Rio de Janeiro em parceria com a britânica Anglo American, e de um projeto parecido no Chile, Eike revela que vai erguer um porto de US$ 1,5 bilhão no País, mas prefere não antecipar sua localização.

"Precisamos de superportos que aceitem navios do tipo "cape size". Como empresa de mineração, somos também, naturalmente, uma empresa de logística", disse o executivo. De Nova York, o empresário conta que a venda de ações para um fundo de pensão canadense, ontem, é apenas o começo para capitalizar a empresa. A empresa está se preparando para abrir capital na Bolsa de Valores, em busca de mais capital para fazer frente a estes projetos de grande porte. O fundo de pensão canadense Ontario Teachers Pension Plan Board (OTPP) celebrou acordo de investimento equivalente a 15% do capital da LLX Logística, subsidiária da MMX Mineração e Metálicos, pela aquisição de ações preferenciais no valor de US$ 185 milhões. O investimento atribui às ações ordinárias de emissão da LLX de propriedade da MMX, correspondentes a 85% do capital da LLX, um valor de aproximadamente US$ 1,05 bilhão, o que, segundo Eike Batista, mostra o enorme valor da empresa, "que estava escondido".

A assinatura da documentação definitiva relativa ao investimento está sujeita a negociação e conclusão dos contratos definitivos, dentre eles um acordo de acionistas da LLX, a finalização da due diligence e a obtenção de aprovações corporativas.Outro aliado de peso, que selou importante parceria com Eike Batista, é o grupo britânico Anglo American. A multinacional firmou parceria com a MMX em maio deste ano e vai aportar pelo menos US$ 1 bilhão no projeto Minas-Rio, que prevê exploração de minério de ferro e infra-estrutura que inclui um ligando mineroduto que ligará a mina em Minas ao porto no Rio, em São João da Barra, com capacidade para transportar 24,5 milhões de ferro.

Além do Sistema Minas/Rio, para o setor de minério de ferro, a MMX possui o Sistema Corumbá, que já está operando com uma mina capaz de produzir 4,9 milhões de toneladas por ano, e o Sistema Amapá, que começa a trabalhar em setembro, com capacidade de produção de 6,5 milhões de toneladas anualmente.

A abertura de capital da LLX passa pela incorporação do porto chileno de Copiapó, hoje sob controle da holding EBX.

Fonte: Gazeta Mercantil



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24 julho, 2007

Importações chinesas de soja do Brasil caem 13%

As importações de soja brasileira pela China tiveram queda de 13,4% no primeiro semestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado, para 4,28 milhões de toneladas, informou a administração geral da alfândega chinesa nesta segunda-feira.

Em junho, a China importou 1,3 milhão de toneladas do grão brasileiro, redução de 34,1% ante o mesmo mês do ano passado.

Apesar da redução de compras de soja brasileira pela China, os chineses continuam sendo os principais clientes do grão nacional, como atestam os dados de junho das exportações do Brasil.

Em volume, o Brasil exportou para a China no mês passado cerca de cinco vezes mais do que vendeu para o segundo principal comprador (Países Baixos), segundo o Ministério da Agricultura.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam ainda que o Brasil tem diversificado o destino de suas exportações de soja, uma vez que, mesmo com a redução de vendas para a China, exportou 12,67 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, aumento de 400 mil toneladas em comparação ao mesmo período de 2006.

EUA ganham mercado

De outro lado, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos tiveram aumento de 24,6% no primeiro semestre, para 7,6 milhões de toneladas, e um crescimento de 125% em junho, para 457 mil toneladas, segundo o governo chinês.

"Nunca é a mesma coisa", disse o corretor Antônio Sartori, da Brasoja, no Rio Grande do Sul, referindo-se às compras da China, que, segundo ele, não seguem um padrão de um ano para o outro em relação à origem da mercadoria.

"Mas o fato é que o produtor de soja (brasileiro) não está vendendo, porque a relação dólar/real não o motiva. Tem produto, mas não tem venda, ao passo que o norte-americano está vendendo", explicou Sartori.

O Brasil teve uma safra recorde de soja em 2006/07, colhendo 58 milhões de toneladas, contra 55 milhões em 05/06.

O Rio Grande do Sul, o terceiro produtor de soja nacional, também colheu um volume próximo do recorde. Mas, segundo Sartori, as vendas no Estado estão mais lentas do que em anos recentes, por causa do real valorizado frente ao dólar, o que reduz os ganhos em moeda nacional, apesar de os preços internacionais estarem elevados.

"O produtor do Rio Grande do Sul vendeu apenas 60% da safra."

O governo da China informou ainda uma queda de 32% nas importações de soja da Argentina, para 1,95 milhão de toneladas.

Estados Unidos, Brasil e Argentina são os três maiores exportadores de soja do mundo.

Sartori disse, ao analisar os dados, que os Estados Unidos, que vêm de seguidas grande safras, deverão terminar o ano 2006/07, em 30 de agosto, com estoques recordes de mais de 16 milhões de toneladas de soja, o que permite ao país aumentar suas exportações.

No primeiro semestre, a China importou 13,85 milhões de toneladas de soja, queda de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado espera que a China importe neste ano cerca de 30 milhões de toneladas.

Fonte: Invertia

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Exportações via modal aéreo caem em 22,97% até mês de junho

O volume de exportações via modal aéreo apresentou a queda de 22,97% no primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2006, passando de 4.637 toneladas para 3.572 toneladas. Por outro lado,a importação cresceu 12,31%, passando de 17.446 para 19.593 toneladas. A desativação das vendas para o exterior da Nokia e a aquisição de insumos e produtos acabados de outros países com o dólar baixo foram fatores decisivos para estes números.

Na análise do consultor empresarial José Laredo, a queda das exportações é atribuída à forte importação de insumos e de produtos acabados chineses, pois se há aumento de fluxo de produtos acabados do exterior, as indústrias fabricantes de bens finais caem de produção.Além disso, houve queda nos incentivos fiscais de aparelhos celulares e, com o fechamento e a transferência dessas indústrias para outros Estados, este número em Manaus também se retraiu, afirmou Laredo. A tendência de declínio das exportações no Estado reflete o que acontece no país como um todo, completou.

Saldo negativo

O diretor-executivo das coordenadorias da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, concorda com José Laredo no que diz respeito ao saldo negativo da exportação estar relacionada à saída das exportações da Nokia do Amazonas. Segundo ele, a paralisação das vendas para o exterior desta indústria de celulares que saiu do país e foi para o México, traduziu-se nesta queda expressiva.

O diretor da federação lembrou que o governo federal tem feito medidas para esta tendência de queda chegar a um equilíbrio, elevando alíquotas de II (Imposto de Importação), sendo esta uma maneira de diminuir a competitividade do produto fabricado no Brasil frente ao item internacional.

Importação tem alta de 12,31% no semestre

Sobre a importação, cujo crescimento alcançou 12,31%, no período de janeiro a junho deste ano, ante igual período do ano passado, o resultado pode ser avaliado tanto de forma positiva quanto negativa.

Com o dólar em baixa, compensa mais comprar matéria-prima e insumos importados do que muitas vezes adquirir o mesmo material do mercado nacional e até de Manaus. Deste modo, o produto final fica mais barato e tem maior competitividade fora do Estado e do país, explicou Flávio Dutra.

As fábricas do PIM (Pólo Industrial de Manaus), entretanto, também recebem o impacto negativo da baixa da moeda norte-americana. Como as empresas de produtos finais podem comprar os insumos mais baratos, as indústrias de componentes (bens intermediários) correm o sério risco de fechar as portas, o que já aconteceu este ano.

Para Dutra, estamos deixando de gerar emprego e renda para a população da cidade, pois está havendo a tranferência de trabalho e mão-de-obra do PIM para outros países.

Somada a isto, temos a questão do dólar desvalorizado frente ao real. Quando isto acontece, as importações brasileiras perdem competitividade nos mercados internacionais, principalmente quando comparadas aos produtos asiáticos em geral, não apenas chineses, explicou o executivo. E os produtos nacionais, acabados ou não, perdem para os importados, disse Dutra.

Na análise do consultor empresarial e advogado tributarista, Hamilton Caminha, a tendência de importação é natural quando o dólar está baixo. Para ele, é normal verificar que todos aproveitem para importar, pois a competitividade tende a cair o preço do produto. Muitos itens fabricados aqui tem componentes importados, o que diminui o efeito da queda no valor da moeda americana, disse.

Outro dado apontado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) foi da internação, cujo resultado também apresentou queda de 24.836 toneladas para 22.186 toneladas, ou 10,67%, no período estudado.

O total do crescimento apresentado pelos três Tecas (Terminal de Cargas) do Aeroporto Eduardo Gomes foi de 2,02%, passando de 65.418 toneladas para 66.740 toneladas, no primeiro semestre deste ano no comparativo entre os meses de janeiro e junho de 2006.

Fonte: Jornal do Commercio/AM


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