28 junho, 2007

Fiep promove seminário sobre agronegócio e exportação

A secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), promove hoje, 28 de junho, das 8h às 17h, no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Estado do Paraná (Cietep), o 8º Seminário do Agronegócio para Exportação 2007 (AgroEx).

Na programação estão previstas palestras e debates sobre as principais características e vantagens do modelo da integração das cadeias produtivas. “O evento é importante pois apresentará o que há de melhor e mais novo para acessar o mercado internacional”, informou o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEP, Vinícius Gasparetto.

Produtores rurais, cooperativas, associações, agroindústrias e distribuidores interessados em exportar conhecerão linhas de financiamento e ferramentas institucionais. O AgroEx que, neste ano, já foi realizado em Petrolina, Pernambuco, e Vitória, Espírito Santo, também tem o apoio da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), Sebrae/PR, Fecomércio e Superintendência Federal de Agricultura do Paraná (SFA-PR).As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site www.cinpr.org.br.

Fonte: Agência CNI

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Fiscais de Itajaí decidem manter greve

A greve dos fiscais federais agropecuários continua. Eles não retomaram os trabalhos ontem e seguem operando 30% da demanda. O governo federal propôs que os fiscais retomassem os trabalhos e que em 20 dias seria apresentada uma nova proposta salarial. Porém, de acordo com o fiscal federal agropecuário do Porto de Itajaí, Rohe Goudel, o setor não aceitou a proposta e decidiu manter a greve. A Associação dos Fiscais Federais do Ministério da Agricultura de Santa Catarina informou que hoje haverá assembléias nas cidades de Florianópolis, Itajaí, Chapecó e Videira, com a finalidade de decidir se a categoria aceita ou não a proposta do governo.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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Exportações brasileiras seguem acima da média

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que as exportaçõesbrasileiras continuam crescendo em um ritmo acima da média mundial em 2007, mas bem inferior ao aumento registrado na China. Nos três primeiros meses do ano, as vendas nacionais registraram alta de 15% em valores. Segundo a OMC, a média mundial nesse mesmo período é inferior aos dados registrados pelo Brasil. Com o desempenho, o Brasil praticamente consegue atingir o mesmo crescimento de exportações registrados nos últimos três meses de 2006, com 16%.

Já o primeiro trimestre de 2006 apresentou uma taxa maior, de 20%. Ainda assim, os economistas na OMC estimam que o aumento no Brasil seja positivo. Parte da explicação, porém, seriam os preços altos de commodities. A manutenção dos níveis de importação nos Estados Unidos, Europa e China também permitem que o cenário seja considerado como benéfico para as exportações nacionais em 2007.

A taxa de aumento, porém, pode ainda não significar que o Brasil suba no ranking dos maiores exportadores do mundo. Entre 2005 e 2006, o País caiu na classificação estabelecida pela OMC da 23ª para a 24ª posição. Isso porque, apesar de crescer, não apresentou as mesmas taxas dos demais países emergentes, principalmente os exportadores de petróleo. Já as importações feitas pelo País nos primeiros três meses do ano não cresceram da mesma forma que vinham aumentando em 2006. Entre janeiro e março, a alta foi de 23%, contra 30% no ano passado.

O Brasil ainda é, em grande parte, responsável pela manutenção de um superávit comercial da América do Sul com a China. As exportações da região para o mercado chinês aumentaram seis vezes entre 2000 e 2006, atingindo US$ 31,5 bilhões. Já a importação de produtos chineses na América do Sul foi multiplicada em cinco, para US$ 26,6 bilhões. Segundo os dados da OMC, um terço das importações chinesas de alimentos vem da América do Sul. A região é ainda responsável por um quarto do fornecimento de minérios ao mercado chinês. Ainda assim, no total do comércio, a região representa uma percentual pequeno dos fluxos chineses.

Hoje, a América do Sul exporta 4% do que a China compra de seus parceiros internacionais. Em produtos industrializados, as economias sul-americanas exportam apenas 0,7% do que os chineses compram do exterior.

Fonte: Jornal do Commercio/RJ

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Petrobrás acerta com Hidroclean defesa ambiental no Nordeste

Grupo administrará três CDAs e bases de proteção da natureza

A Hidroclean, especializada no combate a vazamentos de óleo e produtos químicos em mar e terra, vai administrar, a partir do segundo semestre, três Centros de Defesa Ambiental (CDA) e outras três bases avançadas de proteção à natureza, pertencentes à Petrobras. As unidades estão situadas no Nordeste e o contrato com a estatal prevê a administração pela Hidroclean por pelo menos seis anos.

"A licitação para a administração dos CDAs foi internacional. Para empresa que atua no mercado desde 2000, como a Hidroclean, é resultado que mostra que nossa operação já rende bons frutos", afirmou o presidente da Hidroclean, Marcelino Nascimento.

Os CDAs são instalações equipadas com modernas técnicas de proteção ambiental, que têm como objetivo garantir respostas imediatas a ocorrência de emergências. Esses centros começaram a funcionar em 2000. Para vencer a licitação, a Hidroclean mapeou os fornecedores de cada região, caso seja necessário algum complemento no combate a qualquer tipo de vazamento.

"A diferença dos CDAs para as bases é que os centros são bem mais completos e, além disso, as bases são subordinadas aos CDAs", explicou Nascimento.

A Hidroclean, que participou na semana passada da Brasil Offshore, em Macaé, faz o trabalho de prevenção de danos ambientais em todas as perfurações realizadas por empresas do setor privado de petróleo, segundo Nascimento.

A empresa realiza o gerenciamento dos procedimentos de proteção ambiental na perfuração dos poços no bloco B-M-CAL-4, na Bacia de Camamu Almada, no sul da Bahia, operado pela americana El Paso. Entre as atividades da companhia na região, estão a operação de coleta, descarte de cascalho e lama de perfurações em águas profundas, já que os poços estão localizados em águas rasas e os resíduos não podem ser descartados no local. A Hidroclean presta o mesmo tipo de serviço para a Shell, nos blocos BC-10 e Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos, e para a Devon, no B-M-C-8, também em Campos.

AMBIENTE EM ALTA. Nascimento disse que a tendência é que a atividade de proteção ambiental cresça daqui para frente, inclusive em outros setores, além do petrolífero. O foco da Hidroclean ficará concentrado na prestação de serviços, embora a empresa trabalhe, em menor rescala, com a revenda de produtos importados. "Teremos muita coisa ligada ao monitoramento de florestas, do solo, além de prevenção a vazamentos de óleo, de produtos perigosos e do levantamento de dados ambientais", disse Em 2006, a Hidroclean investiu US$ 2 milhões em tecnologia para combate a derramamentos de óleo no período noturno, utilizada apenas pela Petrobras. A aquisição de equipamentos permite, agora, que a empresa possa detectar qualquer tipo de vazamento e ter um dado inicial mais preciso acerca da extensão e do volume do óleo vazado.

A Hidroclean atua, principalmente, nos setores de offshore, portuário e, mais recentemente, em prevenção de vazamentos em terra.

Fonte: Jornal do Commercio

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Chubb somou receita de R$ 42 mi em Minas Gerais

Em 2006, Minas Gerais rendeu R$ 42 milhões aos cofres da Chubb Seguros do Brasil, multinacional norte-americana, com sede na cidade de São Paulo. A sucursal mineira, com escritório em Belo Horizonte, representou 7% do faturamento total da empresa no Brasil, montante na casa dos R$ 605 milhões. O desempenho no Estado cresceu 23% em relação a 2005. "A expansão pode ser percebida nitidamente com o aumento da participação da capital mineira no mix total da Chubb", revelou o gerente da sucursal em Minas, Gustavo Miranda Pocai.

Fonte: Diário do Comércio

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Odebrecht investirá R$ 5 bilhões em cana

A Odebrecht entra no setor de álcool para ser uma das líderes do mercado. A meta é estar acompanhando as principais empresas do setor em volume de moagem em oito anos, como antecipou a Folha ontem.

Atualmente a Cosan, a líder nacional, mói 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A Odebrecht quer evolução rápida nesse setor, e, se em oito anos as líderes estiverem com moagem de 60 milhões a 70 milhões de toneladas, a nova empresa espera estar próxima desse volume.

Os investimentos previstos, apenas na produção, são de R$ 5 bilhões. As metas anuais de aplicação desses investimentos ainda estão sendo estudadas.

A entrada da Odebrecht no setor será pela criação de uma nova empresa, que ainda não tem nome, missão designada a Nisan Guanaes.

A empresa será 100% Odebrecht, mas com a participação do grupo de investidores da CZRE (Clayton Hygino Miranda, Zenilton Rodrigues de Mello, Roger Haybittle e Eduardo Pereira Carvalho).

A CZRE, empresa especializada em arrecadar investimentos de fundos para o setor, deixa de existir. Os atuais participantes da CZRE entram na nova empresa a ser criada com o conhecimento de muitos anos de atuação no setor e uma usina que o grupo está adquirindo em São Paulo. Em 15 dias, a compra deverá estar fechada.

"A decisão é ser grande de verdade", diz Carvalho, ao avaliar a empresa a ser criada.

Investimentos

Além dos R$ 5 bilhões previstos para a produção, a nova empresa prepara um programa de investimentos também em logística, co-geração de energia e aplicação do que há de mais avançado em tecnologia.

Em oito a dez anos, o setor sucroalcooleiro deve representar de 15% a 20% das receitas do grupo Odebrecht. Em 2006, as receitas brutas somaram de R$ 24 bilhões. Ruy Sampaio, diretor de investimentos da Odebrecht, diz que, desde 2000, a empresa resolveu entrar com fôlego em outro setor, além dos de engenharia e construção e de química e petroquímica, dos quais já participa.

Após avaliar vários segmentos, o escolhido foi o sucroalcooleiro. Resolvido o setor, a Odebrecht foi buscar parceria, encontrando objetivos semelhantes na CZRE, diz Sampaio.

Parcerias

A Odebrecht entra no mercado com espírito de parcerias e vai compor com outros grupos de visão aberta, segundo Miranda, que será o presidente da empresa a ser criada. O objetivo é a formação de núcleos de produção, os chamados "clusters", de 10 milhões a 12 milhões de toneladas de cana moída. A nova empresa deverá agrupar três ou quatro usinas com capacidade de moagem de 3 milhões de toneladas cada uma. "Um grupo de usinas otimiza os custos de produção", diz Miranda.

Para Carvalho, esses novos projetos exigem terra e, portanto, deverão ser desenvolvidos praticamente em novas fronteiras, como Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Um projeto de moagem de 10 milhões de toneladas de cana exige cerca de 150 mil hectares entre a área em produção e em renovação de cultura.

A opção por essas áreas de fronteiras exige investimentos em logística, mas a empresa pode ser beneficiada pelos preços menores da terra. "Competir com 200 usinas não nos interessa", diz Carvalho, que não vê bons investimentos em locais de grande concentração de unidades produtoras. Ele não descarta, no entanto, a compra de usinas já prontas, desde que sejam "boas oportunidades".

A empresa a ser criada terá três focos: produção, logística e comércio. O Brasil é o foco principal da comercialização, mas não está descartada a venda para o mercado externo.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Petrobras investe na Venezuela

Enquanto as petroleiras norte-americanas ConocoPhillips e ExxonMobil desistiram de explorar petróleo na faixa do rio Orinoco na Venezuela, a Petrobras já definiu sua participação em um novo projeto na região. Trata-se do megacampo de óleo ultrapesado de Carabobo 1, cujos investimentos serão de US$ 2 bilhões.

Em entrevista à Folha antes da decisão das empresas norte-americanas, o diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, disse que a companhia já definiu sua participação no projeto, cuja produção de óleo deve começar em 2009. A Petrobras tem uma participação de 40% no empreendimento. A fatia da PDVSA é de 60%.
As gigantes norte-americanas saíram do negócio pois não chegaram a um acordo para fechar os novos contratos com a estatal venezuelana PDVSA. Por decreto do presidente Hugo Chávez, a participação tem de ser de, ao menos, 60% em todos os projetos de produção de óleo e gás no país.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Lytha Spíndola assume Camex

Lytha Spíndola – auditora e ex-secretária Adjunta da Receita Federal e ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – foi nomeada ontem secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), em substituição a Mário Mugnaini, que deixou o carga na última sexta-feira. Nos últimos anos, Lytha Spíndola morou nos Estados Unidos, onde trabalhou para o FMI e foi Adida Tributária e Aduaneira na Embaixada do Brasil em Washington.

Fonte: MDCI

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Porto do Rio Grande ultrapassa a movimentação de 9 milhões de toneladas

As importações e exportações do Porto do Rio Grande continuam em alta, confirmando as previsões de fechar este ano atingindo uma movimentação recorde, ultrapassando os 22,5 milhões de toneladas (recorde histórico obtido em 2006).

Somente no primeiro quadrimestre de 2007, o porto rio-grandino chegou a 9.084.233 toneladas, 588 mil toneladas a mais do que em igual período do ano anterior, com alta de 6,92%. As exportações foram destaques, com crescimento de 9,66% (5.992.241 toneladas), enquanto as importações registraram acréscimo de 1,98% (3.091.992 toneladas).

Na movimentação por segmento de carga, o porto gaúcho também registrou aumento em todas as áreas. O maior volume e crescimento ficaram com a movimentação de granéis sólidos com 5.034.688 toneladas operadas (+12,69%). Na seqüência, ficou a movimentação de carga geral, chegando 2.449.037 toneladas (+0,6%), e por último a movimentação de granéis líquidos, atingindo 1.600.508 toneladas (+0,35%).

Mais uma vez, as exportações de cereais aparecem como o grande destaque com 2.911.223 toneladas, alta de 9,1%. Entre os produtos enviados para fora do País a soja em grão é o que registra maior volume, com 1.317.412 toneladas operadas (+5,2%). O farelo de soja também apresenta crescimento com 660.135 mil toneladas (+2,68%). Já o milho ressalta-se pelo grande incremento de 674,4%, passando de 55.832 toneladas em 2006 para 432.380 toneladas este ano. As importações de cereais, embora em menor volume, também registram bom acréscimo com saldo positivo de 18,29% (461.448 toneladas). Nas importações, o trigo foi o produto que teve maior incremento, com alta de 68,27%, passando de 103.701 toneladas para 174.506 toneladas. As importações de óleo de soja cresceram 27,69% (52.393 toneladas). A movimentação de farelo de soja também registrou alta considerável de 22,57% (120.046 toneladas).

Na parte de carga geral, os veículos foram os que registraram maior acréscimo entre as cargas operadas. A alta foi de 159,4%, atingindo 13.916 unidades, enquanto que no primeiro quadrimestre de 2006 foram operados 5.364 veículos. Nessa área, as importações cresceram surpreendentemente com 11.956 unidades (+392,3%). As importações foram puxadas principalmente pelos modelos Classic, com aumento de 410,6% (10.279 unidades) e a caminhonete Tracket, com a operação de 1.660 unidades, enquanto não houve registro desta carga em igual período de 2006.

Segundo o superintendente do Porto do Rio Grande, Bercílio Luiz da Silva, o acréscimo na movimentação deverá manter-se devido ao cenário positivo e ao escoamento lento da safra de grãos. "Acreditamos fechar o ano com um crescimento em torno dos 10%, chegando aos 25 milhões de toneladas", observa o superintendente.

Fonte: Jornal Agora

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Congonhas ganha 220 mil passageiros apesar de reformas

Apesar do apagão aéreo, da transferência de vôos para Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), e de obras que interditaram suas pistas, o aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) ganhou 220 mil passageiros nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2006, segundo dados da Infraero. As obras começaram em fevereiro e só devem terminar amanhã.

O salto de 3% -de 7,47 milhões para 7,69 milhões- no aeroporto já saturado e com capacidade ultrapassada há anos agravou o desconforto, com filas no check-in e no embarque. "O que precisa melhorar em Congonhas é a área do check-in. Temos um estudo para ampliá-la", afirmou o superintendente regional Sudeste da Infraero, Edgard Brandão Filho.

Durante todo o ano passado, a Infraero registrou 18 milhões de passageiros em Congonhas. Segundo o órgão, o aeroporto foi projetado para receber 14 milhões no mesmo período. Maior comodidade no acesso a Congonhas, distância, identificação do usuário paulistano com o aeroporto e o fato de os vôos em grandes aeronaves terem saído com a capacidade total permitida são explicações dadas pela Infraero e pelo Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) para justificar o aumento de passageiros.

"Você tira o vôo de Congonhas e põe em Cumbica, mas o passageiro prefere Congonhas, porque não pega congestionamento na marginal Tietê [para Guarulhos]. Por isso, vôos de São Paulo saem sempre lotados. Até porque trabalhamos com aeronaves de maior porte, e a taxa de ocupação aumentou", disse o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins.

Fonte: Folha de S. Paulo

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27 junho, 2007

Air France ensina línguas estrangeiras a bordo

Cursos audiovisuais gratuitos são disponibilizados em vôos de longa distância. Desde abril, os passageiros que viajam nos Boeing 777-300 da Air France podem ter aulas de idiomas em suas telas individuais, localizadas nas suas poltronas. Este sistema áudio-visual e totalmente interativo de aprendizagem, desenvolvido em parceria com a Berlitz World Traveller, inclui um professor virtual, exercícios de pronunciação, testes e jogos para praticar. Ao final de cada lição o estudante recebe sua nota.

São nada menos que 23 línguas, disponíveis no nível iniciante: inglês, francês, italiano, japonês, mandarim, português, espanhol, alemão, cantonês, coreano, grego, russo, árabe, hindu, tailandês, malaio, tâmil, holandês, vietnamita, turco, tagalog (filipino) e dinamarquês.

Central de Reservas Air France: www.airfrance.com.br | Capitais e regiões metropolitanas: 4003-9955 | Demais localidades: 0800 888 9955 | Call center do Programa de Fidelidade Flying Blue: 0800 891 8640.

Fonte: Portal Fator Brasil

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Serasa vendida para irlandeses por US$ 1,2 bi

O grupo irlandês de análise de crédito Experian anunciou ontem a compra do controle da Serasa, maior empresa brasileira do setor. O preço pago pela parcela inicial da compra (65%) é de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,32 bilhões). Segundo comunicado da Experian, nos próximos seis meses a participação na Serasa deve chegar a 70%.

Os bancos Itaú e Unibanco (que, com o Bradesco, controlam a Serasa) comunicaram a assinatura do contrato de venda com a Experian ontem. Conforme os comunicados das duas instituições, a Experian pagará R$ 925,78 por ação da Serasa e a liquidação financeira dessa operação ocorrerá até o final do mês de julho. A Serasa tem mais de 300 mil clientes diretos e indiretos e atende hoje cerca de 3,5 milhões de consultas por dia, além de empregar 2,4 mil pessoas no país. A Experian Group Limited é líder global na prestação de serviços analíticos.

Fonte: Diário Catarinense

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Petrobras e Mitsui aceleram parceria na área de etanol

Petrobras e a japonesa Mitsui deverão fechar nos próximos três meses com empresas privadas brasileiras os contratos para as cinco primeiras usinas de etanol voltadas exclusivamente para a exportação do produto para o Japão. O diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse ao Valor que essas unidades serão pilotos do projeto que prevê exportações anuais de 1,8 bilhão de litros de etanol ao Japão. Ao todo, estão sendo examinados cerca de 40 projetos no âmbito do memorando de entendimento assinado em 2006 entre Petrobras e Mitsui.

De acordo com o executivo, a Petrobras e a Mitsui terão participação máxima de 30% nas empresas produtoras. O restante será dos sócios privados. Costa disse que ainda não é possível informar quais serão os parceiros nessas primeiras cinco usinas a serem contratadas. Ele disse também que os contratos de fornecimento terão prazos mínimos de 15 anos e acrescentou que a política de preços está em fase de ajustes. Nesse campo, a idéia é estabelecer regras que evitem oscilações drásticas, com picos prejudiciais aos compradores e vales que ameacem o equilíbrio econômico-financeiro dos produtores.

Os japoneses querem o álcool brasileiro para adicioná-lo à gasolina do seu país, tornando-a ambientalmente mais limpa, e também para uso na geração de energia elétrica, substituindo parte do gás natural hoje usado. Em dezembro de 2005 foi criada a empresa Brasil-Japan Ethanol, uma parceria da Petrobras com a Nippin Alcahol Humbai. Essa empresa será a responsável pela comercialização do etanol importado do Brasil

Além de produzir etanol, as usinas deverão gerar energia elétrica em regime de co-geração, utilizando o bagaço da cana. Não haverá produção de açúcar nessas empresas, eliminando a dicotomia das usinas tradicionais que acabam deixando os consumidores de álcool em perigo quando o mercado açucareiro está mais atraente.

Ontem, durante seminário realizado na sede da Petrobras sobre o futuro da agroindústria sucroalcooleira do norte do Estado do Rio de Janeiro, Costa abriu para os produtores da região a possibilidade de examinar projetos que eles apresentem no âmbito do acordo com a Mitsui. "Dos 40 projetos em exame, nenhum é do Estado do Rio de Janeiro. Fica o desafio", disse.

A possibilidade de entrada desses novos projetos foi condicionada à capacidade dos produtores de açúcar e álcool fluminenses para apresentar propostas tecnologicamente avançadas, com lavouras canavieiras de alta produtividade. Esse é justamente o mal de que padece há vários anos o setor sucroalcooleiro do Estado. O Rio de Janeiro já foi um dos principais pólos açucareiros do país, mas o setor não se modernizou e há anos sofre com a problemas como a baixa produtividade e relações de trabalho atrasadas.

Fonte: Valor Econômico

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Grupo Farias vai exportar para o Japão

O Grupo Farias, de origem pernambucana, deverá ser a primeira empresa brasileira a exportar etanol através de ETBE (éter etílico tercbutílico). A partir de um contrato de fornecimento, que será firmado ainda esta semana, em menos de dois meses, a empresa passará a exportar cerca de 300 milhões de litros de etanol, por ano, para ao Japão, com o uso do aditivo, que servirá como alternativa à mistura na gasolina. O acordo renderá um valor na ordem de R$ 300 milhões.

Segundo o presidente da empresa, Eduardo Farias, a conversão deverá ser feita em uma planta em Cingapura e, posteriormente, o produto será enviado ao Japão. “Os japoneses se interessaram pelo negócio porque usaremos os seus dutos e os postos de combustível”, disse.

No entanto, para Farias, a produção do aditivo poderia ser feita em qualquer estado brasileiro e Pernambuco levaria vantagem pela infra-estrutura e logística. “Se tivéssemos um incentivo por parte do Governo do Estado, certamente poderíamos trazer uma refinaria de ETBE para Pernambuco”, comentou. O assunto foi levantado ontem, no III Fórum de Energia promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).

O Grupo Farias, que atua no setor sucroalcooleiro há mais de 40 anos, receberá, no próximo mês, o presidente da empresa estatal chinesa BBCA Bioquímica, o empresário Li Rong-Jie, para finalizar o negócio que envolve a abertura de duas usinas de álcool, no Maranhão, com produção inicial em torno de 800 milhões de litros de etanol por safra.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Votorantim quer reativação de ferrovia de Três Lagoas a Santos

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) – que vai construir uma fábrica de celulose em Três Lagoas, com produção de 300 toneladas/ano e geração de mil empregos – quer reativar a malha ferroviária que vai de Três Lagoas até o Porto de Santos. Além disso, a empresa deve construir um tronco principal que vai até a fábrica de celulose que já está com as obras em execução no município.

A intenção foi expressa ontem por representantes da empresa que estiveram na Capital participando de reunião com empresários do setor metal-mecânico para conhecer empresas de Mato Grosso do Sul que possam atender às necessidades da VCP em Três Lagoas, principalmente no que se refere a serviços como guindastes, plataformas móveis e andaimes industriais. Participaram da reunião as empresas Uzze Andaimes, Milanesi & Cia, DSM Metalurgia, Edyp Usinagem, ND Metal, Araçá Indústria de Carrocerias, Transportadora Fretão – Locação de Equipamentos e Rigna Elevadores.

Pela VCP estiveram presentes Luís Washington Westmann, da área de relações com a comunidade; Luiz Alberto Banci, desenvolvimento humano e organizacional; Daniel Rubega Cimarelli e Fábio Nakano Ferreira da Silva, ambos da gerência de engenharia e comissionamento. Também participaram da reunião os presidentes de sindicatos Jary Carvalho e Castro (Sinduscon) e Irineu Milanesi (Sinmemae) e, pelo IEL/MS, Bérgson Amarilla, coordenador, e Luiza Helena Rodrigues, líder de projeto.

Na abertura da reunião, Luiz Alberto Banci fez uma pequena explanação sobre a estrutura da VCP no País e sua construção em Três Lagoas. Ele ressaltou o crescimento do mercado de celulose, principalmente de fibra curta proveniente do eucalipto. Falou, ainda, da expectativa da extração de celulose em Três Lagoas, na casa de um milhão e 300 mil toneladas/ano.

Uma das propostas surgidas na reunião foi a visita dos empresários de diferentes segmentos à VCP de Três Lagoas e, também, a visita de representantes da VCP nas indústrias de Campo Grande para conhecer as empresas, sua capacidade de produção e, ainda, sua viabilização como fornecedora.

Histórico

A Votorantim Celulose e Papel assumiu oficialmente, no início deste ano, o controle total das operações de construção da fábrica de celulose e a base florestal em Três Lagoas. A International Paper, por sua vez, fará a fábrica de papel. Os dois investimentos somam R$ 3 bilhões. As obras da nova fábrica da VCP devem estar concluídas em fevereiro de 2009.

Fonte: Correio do Estado/MS

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Empresa já negocia construção de um ramal ferroviário com malha da MRS

O presidente da London Mining no Brasil está ciente de que o sucesso do projeto de expansão em Minas Gerais depende do enfrentamento do 'gargalo logístico'. As pequenas e médias empresas da região, sem condições de concorrer com as grandes mineradoras e siderúrgicas pelos serviços nos portos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, não conseguem escoar a produção para o mercado internacional.

A London Mining já negocia a construção de um ramal ferroviário com a malha da MRS, 35 quilômetros ao sul da mineradora. E discute parcerias estratégicas para disputa da exploração dos portos de Itaguaí e de Sepetiba, no Rio.

Ramos diz que a multinacional está apta a liderar um 'trabalho conjunto' com as mineradoras locais. 'Tanto em termos operacionais quanto em termos comerciais', observou. 'A possibilidade de sinergia (entre as mineradoras) eu diria que estava um pouco aquém. O diferencial nosso é essa abertura para alavancar a região.'

Recentemente, a Associação das Mineradoras de Serra Azul (Amisa) deflagrou um movimento junto ao governo estadual com o objetivo de conquistar uma 'janela' para o mar no porto de Itaguaí.

INVESTIMENTOS

Em meio à frenética corrida mundial pelo minério de ferro, Ramos afirma que outros grupos também têm interesse em aquisições na Serra Azul. 'Acredito que vai haver uma mudança muito grande num curto prazo na capacidade produtiva geral dos mineradores.'

O executivo, no entanto, ressalta que essa ampliação depende de investimentos mais robustos na construção de usinas de concentração. 'Há empresas fazendo investimentos, mas numa capacidade aquém do que seria interessante', disse Ramos, que não descarta a construção no futuro de uma usina pelotizadora de minério.

O valor pago pela Minas Itatiaiuçu não foi revelado. Dentro de 12 meses, o presidente da London Mining no Brasil espera que o projeto de expansão em Itatiaiuçu esteja em plena operação, o que deverá ampliar o quadro de funcionários da mineradora de 100 para 400 empregados.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Exxon e Conoco deixam principal campo da Venezuela

A Venezuela anunciou ontem que as gigantes petrolíferas americanas ConocoPhillips e Exxon Mobil não chegaram a um acordo com a estatal PDVSA e deixarão de explorar a faixa do Orinoco, a maior reserva de petróleo não convencional (ultrapesado) do mundo.

As companhias foram as únicas multinacionais, de um grupo de seis, a não assinar os novos contratos pelos quais as petrolíferas se tornaram sócias minoritárias -um decreto do presidente Hugo Chávez ordenou que a PDVSA deve ter ao menos 60% de participação na exploração do Orinoco. A americana Chevron, a British Petroleum, a francesa Total e a norueguesa Statoil aceitaram as condições impostas por Chávez.

Nos novos contratos, a participação da PDVSA subiu, em média, de 40% para 78% nas "associações estratégicas" que atuam no Orinoco.

Exxon e Conoco podem negociar com o governo compensação pelos investimentos já feitos no país ou levar a Venezuela a tribunais internacionais de arbitragem. A Conoco era a maior exploradora privada no Orinoco, com participação em dois projetos (40% da empresa Ameriven e 50,1% da empresa Petrozuata). A Exxon tinha 41,7% da empresa Cerro Negro.

Além de deixar o Orinoco, com a decisão de ontem a Exxon também pode passar ao governo seus demais negócios no país, incluindo a exploração de risco em Maracaibo. No caso da Conoco, a companhia deve manter a exploração do campo de gás natural de Deltana, mas passará os 74% que detém na exploração offshore (no mar) de Corocoro para a PDVSA, além de outros campos de petróleo pesado.

O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Energia venezuelano e também presidente da PDVSA, Rafael Ramírez. "Exxon e Conoco terminam sua participação no Orinoco, e já conversamos para continuar negociando para estabelecer os acertos necessários", afirmou. "Já veremos a que tipo de acordo podemos chegar."

As companhias americanas "lamentaram" o desfecho das conversas ontem, mas reiteraram que continuam conversando com o governo.

Dois meses

Segundo Ramírez, terminou ontem o prazo para que o governo comunicasse à Assembléia Nacional o novo desenho societário da exploração no Orinoco, mas há um período de dois meses para "trabalhar os detalhes da parceria". As seis multinacionais que exploravam até ontem a região investiram juntas US$ 17 bilhões.

A análise de especialistas do setor era de que não era vantajoso para nenhuma das partes, governo ou companhias, uma falência nas negociações. Do ponto de vista das empresas, além do montante investido, as perspectivas do negócio são atraentes: exploração de 200 anos, segundo o governo. Já Chávez, sem a multinacionais, não contaria com know-how para levar adiante o trabalho.

Agora, com a desistência das duas gigantes, mas com "sim" de outras quatro multinacionais, o cenário é incerto. As que ficaram poderiam ocupar o vácuo. Abre-se ainda a possibilidade de Chávez buscar novos parceiros, como a China.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Petrobras conclui transferência das refinarias à Bolívia

A Petrobras transferiu ontem o controle das refinarias Guillermo Elder Bell e Gualberto Villarroel, na Bolívia, para a estatal, Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). Presente à cerimônia, o presidente Evo Morales, disse que pedirá à Assembléia Constituinte que proíba "para sempre" as privatizações. O ato ocorreu na refinaria Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz (Leste). Morales estava acompanhado do vice, Álvaro García Linera.

A transferência havia sido adiada há duas semanas devido à falta de uma empresa seguradora - as três que se apresentaram para a qualificação não atendiam aos parâmetros internacionais. Ontem, a Petrobras Bolívia Refinación informou ter contratado, no dia 22, a seguradora La Boliviana Ciacruz de Seguros y Reaseguros.

A Petrobras tem seguro único para todas as suas refinarias nos países onde atua. Por contrato, essa cobertura única é cancelada automaticamente na unidade quando a companhia deixa de ser responsável por sua operação. Por isso, a contratação da Ciacruz foi específica para as refinarias na Bolívia e negociada em separado.

A nova apólice se enquadra nos padrões da empresa brasileira, segundo o comunicado. A cobertura abrange todos os riscos de danos às instalações, maquinário, obras civis e estoques de produtos, bem como a responsabilidade civil para amparar riscos de perdas provocadas a terceiros e suas propriedades. As refinarias da Petrobras na Bolívia são as duas maiores que operam no país vizinho e processam 40 mil barris de petróleo por dia. Para o Brasil, porém, os negócios representam apenas 0,3% do total. Ambas atendem a toda a demanda interna de gasolina e 70% da demanda de diesel da Bolívia, além de exportar para o Chile.

A estatal brasileira decidiu vender 100% das refinarias depois da assinatura de um decreto por Morales, que afetou o fluxo de caixa da Petrobras na Bolívia. Até então, apesar da nacionalização, ainda cogitava permanecer no país.

Fonte: JB Online

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Codesp descarta viaduto na região de Outeirinhos

A Codesp descartou a construção um viaduto na região de Outeirinhos, obra de arte que originalmente fazia parte do projeto da avenida perimetral do Porto de Santos. A Autoridade Portuária decidiu substituir o empreendimento por duas alças de viaduto, previstas para eliminar os conflitos entre os tráfegos rodoviário e ferroviário.

A mudança de plano foi revelada a A Tribuna, ontem, pelo superintendente de Infra-estrutura da estatal, o engenheiro Paulino Moreira Vicente. A decisão foi tomada com base em três estudos elaborados pela Figueiredo Ferraz para a Construtora OAS (vencedora da licitação da perimetral). O material deverá ser entregue à estatal hoje.

AS OBRAS

O primeiro levantamento aponta a inviabilidade do viaduto. A obra impediria, segundo o superintendente da Docas, a expansão dos terminais de açúcar já existentes. O importante é que a indicação dessas duas alças no lugar do viaduto vai possibilitar melhores condições de operação na região de Outeirinhos, permitindo um crescimento muito forte, tendo os sistemas rodoviário e ferroviário sem impeditivos, avaliou.

Sobre as alças, Moreira Vicente contou que a idéia é fazer uma entre a Rua João Pessoa, no Centro, e a Avenida Eduardo Guinle, onde ficam os armazéns. A segunda deverá ser erguida nas imediações da Praça Nossa Senhora de Fátima, a chamada Santa.

Nos dois casos, as obras terão somente um sentido de direção e ficarão suspensas sobre a linha férrea.

De acordo com o engenheiro, os estudos deverão ser encaminhados para órgãos como Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Santos (Condepasa), Tribunal de Contas da União (TCU), Secretaria Especial de Portos (SEP), Ibama e até ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP). A idéia é que a Codesp faça a análise do material em até duas semanas, quando o material será remetido.

PERIMETRAL

A Codesp planeja iniciar, até o fim deste mês, a construção das pistas da avenida perimetral, nas imediações da Bacia do Mercado, atrás dos armazéns açucareiros do complexo. Entretanto, a implantação desse trecho não deverá ocorrer no ritmo esperado, pois as faturas do empreendimento ainda não foram pagas à OAS.

De fevereiro até agora o período de obras , a Autoridade Portuária não quitou nenhuma das quatro parcelas mensais dos trabalhos. O débito já acumula R$ 4,5 milhões. Fontes ligadas à construtora alegam que não será possível aumentar as equipes de trabalho enquanto as pendências permanecerem.

A Codesp contratou a OAS para construir o projeto ao preço de R$ 55 milhões, valor definido por licitação. Mas, no mês passado, o custo do empreendimento foi revisto em mais R$ 3 milhões.

Fonte: Portos e Navios

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Porto de Ilhéus vai ganhar obras emergenciais

A Secretaria dos Portos constatou a necessidade de melhorias nas áreas de atracação e estrutura do cais e autorizou o serviço

O Porto de Ilhéus terá obras emergenciais para recuperação do paramento, pavimentação do cais e reforço do estaqueamento para aumento da profundidade do calado para até 14 metros. A necessidade das obras, que serão realizadas pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), foi constatada durante a visita do engenheiro Ricardo de Almeida Maia, da Secretaria Especial dos Portos.

Acompanhado do coordenador de gestão portuária em Ilhéus, Jorge Brito, e do assessor da presidência, Eduardo Melquiades. Maia conheceu as instalações portuárias, avaliou as condições de atracação e a estrutura física do cais, além de ter acesso a estudos técnicos feitos pelo Instituto de Pesquisas Hidroviárias, que detectaram a fuga de materiais do aterro hidráulico, decorrente de fendas na cortina de estacas de contenção. O estudo propõe ações emergenciais como reposição do aterro hidráulico, reparo das vigas de guindaste, recuperação de pavimentação, reforço da estrutura de contenção e remodelação da borda do cais.

A inspeção do engenheiro Ricardo Maia é resultado de uma audiência do presidente da Codeba, Newton Ferreira Dias, com o chefe da Secretaria dos Portos, Pedro Brito. Durante o encontro, Newton reivindicou a realização das obras emergenciais no Porto de Ilhéus, que em 2007 vem alcançando excelentes resultados na movimentação de cargas, atingindo 403 mil e 484 toneladas entre janeiro e maio, um acréscimo de 73% em relação ao mesmo período de 2006, graças ao incremento nas exportações de soja. "O Porto de Ilhéus é importante para o desenvolvimento do Sul da Bahia e uma alternativa viável para a movimentação de outros produtos, abrangendo as regiões Sudoeste e Oeste da Bahia, o Vale do Rio São Francisco, o Noroeste de Minas Gerais, além de Goiás e Tocantins", disse o presidente, destacando que Pedro Brito se mostrou muito sensível à solicitação para as obras de recuperação do cais ilheense.

Portos baianos

Na audiência com o ministro, Newton Ferreira Dias também discutiu a aplicação de recursos na modernização dos portos de Aratu, Salvador e Ilhéus, administrados pela Codeba. Para 2007, estão previstos investimentos de R$ 99,5 milhões nos três portos baianos, que serão aplicados em obras de infra-estrutura, sistemas de segurança, ampliação das áreas de armazenagem de cargas, construção de cais, novos galpões de estocagem, dragagens de manutenção e aumento do calado. "O Governo Federal adotou uma política de modernização do sistema portuário e esse processo se consolida com a criação da Secretaria dos Portos, que terá autonomia e agilidade para aplicar os recursos", diz o presidente.

Na Bahia, Newton destaca o apoio do governador Jaques Wagner, que através de parcerias com o Governo Federal, vem desenvolvendo ações conjuntas no sentido de viabilizar a reestruturação dos portos baianos, e busca aproveitar as potencialidades econômicas do estado como minérios, papel/celulose e frutas, além de ampliar o setor graneleiro. A meta da Codeba é atingir a marca de 18 milhões de toneladas em cinco anos. "Estamos convicto que esta meta que será alcançada com a modernização dos portos e a articulação permanente para a atração de novas cargas, já que existe uma demanda cada vez mais crescente nos portos baianos".

Fonte: Agora Itabuna

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26 junho, 2007

Exportação de carnes cai até 30% por causa de greve

A greve dos fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura completou uma semana. O movimento, iniciado em 18 de junho, deve continuar até que o governo federal atenda as reivindicações da categoria e cumpra um acordo firmado com os fiscais em 2005.

No Paraná, onde 70% dos fiscais paralisaram as atividades, a greve já está trazendo impactos negativos para o agronegócio. No Porto de Paranaguá houve uma redução de 20% a 30% na exportação de carnes como aves, suínos e bovinos.

Indústrias que não tem relação com a agropecuária como as montadoras de veículos e as indústrias de eletroeletrônicos, também estão sendo afetadas. Isto porque importam peças em embalagens de madeira que também precisam passar pela inspeção dos fiscais para evitar que pragas vindas de outros países entrem no Brasil. Estas pragas vêm junto das embalagens, um exemplo é o besouro asiático.Sem o certificado dos fiscais agropecuários a receita Federal não pode autorizar a entrada dos produtos no país.

De acordo com informações da Affama - Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura no Paraná, no aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, são 142 processos de importação que estão parados. São produtos das mais variadas área da indústria como os de peças automotivas, eletrônicas, tratores colheitadeiras, cosméticas, entre outras.

Outros setores que podem sofrer prejuízos são de rações, sementes, adubos, madeira e bebidas. Em Foz do Iguaçu, na estação aduaneira, as filas de caminhões que se formam para entrar e sair do país continuam.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a restruturação da carreira, a criação da Escola Superior de Fiscalização Federal Agropecuária e a realização de concurso público.

Fonte: Bem Paraná

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Importação cresce no mês muito mais que exportação

As importações brasileiras crescem em junho em um ritmo muito mais forte do que as exportações. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registram uma alta de 34,5% na média diária deste mês na comparação com junho de 2006. As exportações crescem 19,7%.

O desempenho forte das importações, fruto da valorização do real, já levou alguns institutos a preverem que o primeiro semestre será recorde de evolução das importações nos últimos 10 anos. No acumulado do ano, totalizam US$ 50,323 bilhões. Até a quarta semana, somam US$ 7,080 bilhões, com média diária de US$ 472 milhões. Aumentaram as compras principalmente de adubos e fertilizantes, cobre e suas obras, químicos orgânicos e inorgânicos, automóveis e partes.

Do lado das exportações, há aumento nas vendas das três categorias de produtos. Os embarques de básicos subiram 29,9%, principalmente, milho em grão, carnes de frango, suína e bovina, farelo de soja, soja em grão, minério de cobre e café em grão. Os manufaturados cresceram 15,8%, por conta de suco de laranja, gasolina, laminados planos, motores e geradores, polímeros plásticos, calçados e automóveis de passageiros. As exportações de semimanufaturados tiveram alta de 14,1% puxadas principalmente, pelas vendas de ferro-ligas, óleo de soja em bruto, ferro fundido, celulose, couros e peles e alumínio em bruto. As exportações somam no mês US$ 9,803 bilhões e, no ano, US$ 69,900 bilhões.

Fonte: Portal Exame

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Sebrae oferece atendimento gratuito com hora marcada

Os empresários de empresas de pequeno porte ou empreendedores que querem abrir seu próprio negócio contam com as orientações prestadas pelo Sebrae em Goiás por meio do Atendimento Presencial.

O objetivo é dar suporte sobre capacitação em gestão empresarial, orientações sobre como abrir o próprio negócio, oportunidades de mercado, finanças, comércio exterior, recursos humanos, diagnóstico empresarial, marketing, vendas e agronegócios entre outros temas.

Segundo o gerente da Unidade de Atendimento do Sebrae em Goiás, Ulisses Fontoura, as dúvidas mais freqüentes do empreendedor que procura o Sebrae são relacionadas à abertura de empresas; oportunidades de negócios; oferta de treinamentos e linhas de crédito. Para o empresário que já tem seu próprio negócio, as dúvidas mais freqüentes são relacionadas às consultorias empresariais, capacitação, linhas de créditos, elaboração de projetos de viabilidade econômica e sobre a Lei Geral.

O atendimento é oferecido tanto na sede do Sebrae, em Goiânia, quanto em outros nove municípios: Anápolis, Caldas Novas, Catalão, Goianésia, Inhumas, Jataí, Luziânia, Morrinhos e Rio Verde. O atendimento ainda é oferecido em uma franquia no município de Jussara e em um posto na Central Fácil, dentro da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg).

Além do atendimento presencial, o empreendedor pode obter informações acessando o site www.sebraego.com.br. Na página, ele encontra a agenda de cursos e uma biblioteca on-line. De acordo com Ulisses, em pouco tempo os empreendedores vão contar também com um call center, que está em fase de implantação.

Serviço:
Atendimento Presencial
Horário - 8h às 12h e das 14h às 18h (segunda a sexta-feira)
Agendamento - 1 hora de atendimento gratuito com marcação pelo telefone (62) 3250-2233/2433
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás) - (62) 3250-2268

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Ecovias interdita trechos do SAI para obras

A concessionária Ecovias continua nesta semana as obras de recapeamento e manutenção das rodovias do sistema Anchieta-Imigrantes. No trecho de serra da pista Sul da via Anchieta, entre os Km 40 e 55, as obras de manutenção ocorrem até o dia 30, sempre das 8h às 18h, com interdição total de pista. Durante o período, o tráfego será desviado para a pista Norte, que terá o sentido invertido para operar em direção ao litoral.

Na pista Oeste da rodovia Cônego Domenico Rangoni (sentido Cubatão), uma faixa ficará interditada para a realização de obras de recapeamento entre os Km 258 e 260. As obras ocorrerão sexta-feira e sábado (dias 29 e 30), sempre das 7h às 18h. No quilômetro 250, as obras ocorrem até as 18h de sábado.

Na via Anchieta, as obras de manutenção serão entre os Km 64 e 65 da pista norte (sentido capital), com interdição de uma faixa para as obras de recapeamento. O serviço será executado terça e quarta-feira (dias 26 e 27), das 8h às 18h.

Na rodovia dos Imigrantes, duas faixas serão bloqueadas na altura do Km 16, das 22h de quarta-feira (27) às 5h de quinta-feira (29).

Fonte: Repórter Diário

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TAM Jatos amplia frota e prevê mais fretamentos

A TAM Jatos Executivos vai investir pouco mais de US$ 5 milhões, por meio de leasing, para ampliar sua frota. Até o fim do ano a empresa de táxi aéreo contará com 18 aeronaves. Dois jatos já foram incorporados à frota neste ano e outros três devem chegar nos próximos meses.

As aeronaves - Citation Jet, para cinco passageiros, produzido pela Cesnna - são seminovas e foram compradas nos Estados Unidos. De acordo com o presidente da TAM Jatos, Rui Thomas de Aquino, não há tempo para esperar por aeronaves zero quilômetro. "A demanda por fretamento de jatos explodiu nos últimos doze meses", afirmou. "A crise nos aeroportos contribuiu para o aumento da demanda."

A frota da TAM Jatos está operando em seu limite, informou Aquino. Em média, cada aeronave está voando 60 horas por mês, o dobro do movimento registrado há um ano e meio. As compras serão acompanhadas pela ampliação do hangar da empresa no aeroporto de Congonhas (SP), que exigirá investimentos de R$ 14 milhões. No ano que vem, o hangar de Jundiaí também será ampliado, ao custo de R$ 7 milhões.

Aquino, que também é presidente da Associação Brasileira da Aviação Geral (Abag), que reúne as companhias de aviação executiva, disse ontem que a partir de 2008 o tamanho da frota de aviões poderá aumentar entre 3% a 4% ao ano, o dobro do ritmo de crescimento observado nos últimos cinco anos. A frota geral brasileira (entre jatos comerciais, executivos, aviões monomotores e bimotores, helicópteros, entre outros) é atualmente de 11 mil unidades. A cada ano, desde 2002, foram incorporados cerca de 150 aeronaves.

A aceleração da demanda, de acordo com o presidente da TAM Jatos, é a combinação da apreciação do real em relação ao dólar, à melhoria do poder aquisitivo e devido à necessidade de fugir do caos aéreo. "Boa parte de nossos clientes estão comprando uma aeronave pela primeira vez." A empresa de jatos também é representante no Brasil da Cesnna, uma das maiores produtoras de jatos do mundo, e da fabricante de helicópteros Bell, ambas pertencentes à americana Textron. A carteira de pedidos da TAM Jatos, que inclui 70 unidades para entrega até 2010, está estimada em US$ 210 milhões.

Do total de encomendas, 27 são do modelo Citation Mustang, minijato com capacidade para até quatro passageiros e cujas entregas mundiais começaram neste ano. "Teríamos vendido todas as unidades se tivéssemos dobrado o tamanho da encomenda." Agora, para conseguir um Mustang - que desde que foi apresentado, em 2002, já vendeu 325 unidades - o interessado vai ter que aguardar pelo menos até 2010 na fila. Até hoje, 10 exemplares já foram entregues, dos 50 previstos pela companhia para este ano. No Brasil o primeiro a receber sua encomenda será o ex-piloto de Fórmula 1 e empresário Nelson Piquet. Segundo Aquino, empresários são o principal mercado para o Mustang. "São pessoas que estão migrando dos aviões turboélice para os jatos" disse.

Pelo preço de tabela, o Mustang custa US$ 2,6 milhões. No Brasil, ele está sendo financiado em até 10 anos, pelo braço de leasing da Cessna. A empresa cogita realizar o financiamento em reais.

Fonte: Valor Econômico

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Para sair da crise, Pemex deve copiar estilo da Petrobras

Com os preços do petróleo altos como estão, você poderia pensar que a Petróleos Mexicanos (Pemex), a estatal mexicana do petróleo, está nadando em dinheiro. Mas ela perdeu dinheiro em cinco dos últimos seis anos e teve um lucro líquido de apenas US$ 3,9 bilhões em 2006, sobre vendas recordes de US$ 97 bilhões. Por quê? Porque teve que transferir quase US$ 54 bilhões em impostos e royalties para o Tesouro Nacional no período, respondendo por quase 40% das receitas do governo.

A Pemex é a galinha dos ovos de ouro do México. Os políticos estão tão acostumados com o fluxo firme de dinheiro que sai da companhia que nunca se esforçaram para cortar os gastos do governo ou realizar uma grande reforma tributária. Agora, depois de anos de poucos investimentos em exploração, a Pemex assiste impassível a produção de seu maior campo petrolífero, de Cantarell, cair 20% ao ano. Às taxas de produção atuais, as reservas de petróleo do México vão durar menos de 10 anos, o que significa que o sexto maior país produtor de petróleo do mundo corre o risco de se tornar importador.

Os problemas da Pemex contrastam com a situação no Brasil. Na ocasião da crise do petróleo da década de 1970, o Brasil importava todo o seu petróleo bruto e a economia chegou à beira de um colapso. Desde então, a Petrobras vem sendo administrada com um zelo missionário, o que levou o país a ser auto-suficiente em petróleo no ano passado. Os depósitos mais ricos estão fora do continente, em profundidades que nem as grandes multinacionais do petróleo ousaram chegar. Mas os engenheiros da Petrobras desenvolveram técnicas inovadoras e equipamentos que permitiram bombear petróleo bruto de profundidades que chegam a 2.000 metros - um recorde na época e ainda hoje entre as operações subaquáticas mais profundas realizadas no mundo. Para ajudar a bancar esse esforço, os líderes políticos brasileiros lançaram ações da Petrobras na bolsa de Nova York em 2000, captando US$ 4,1 bilhões e mantendo 56% do capital votante sob o controle do governo. Os investidores foram recompensados: desde então, o preço da ação quadruplicou.

Duas companhias estatais, duas histórias diferentes. A Pemex e a Petrobras são um exemplo clássico do que os economistas chamam de "maldição do petróleo", que aflige certos países. Eles são tão agraciados com esse valioso recurso mineral que se tornam complacentes - e dependentes dele. O México, que nacionalizou sua indústria petrolífera em 1938, passou décadas "administrando a abundância", conforme já disse um ex-presidente, com pouco planejamento para o futuro. O resultado: segundo estimativas, a produção poderá cair para 2 milhões de barris/dia até 2012, de um pico de 3,8 milhões de barris/dia em 2004. A Petrobras começou do zero em 1954, bombeando apenas 2,7 mil barris de petróleo por dia. Hoje ela produz 1,9 milhão. "A Pemex é como um cachorro bem alimentado que nunca precisou sair em busca da próxima refeição", diz John Albuquerque Forman, consultor brasileiro especializado no setor de energia. "A Petrobras é aquele cachorro magro que precisa revirar latas de lixo para sobreviver."

Agora a Pemex está recorrendo ao cachorro faminto em busca de ajuda. Com 60% de suas reservas em águas profundas, o México precisa do conhecimento da Petrobras. As companhias assinaram amplo acordo de cooperação no ano passado, que poderá dar uma "mãozinha" à Pemex. "A situação no México é desesperadora - eles estão perdendo suas reservas rapidamente", afirma Guilherme Estrella, diretor de exploração e produção da Petrobras.

Melhorar o destino da Pemex é importante não só para o México, mas também para os Estados Unidos, que compram 14% do petróleo que importam do seu vizinho. Com o presidente da Venezuela Hugo Chávez ameaçando reduzir os embarques de petróleo para os EUA, a última coisa que Washington precisa é que a fonte mexicana seque. "Enfrentamos um desafio urgente de aproveitar nossas reservas, especialmente as de águas profundas, porque o futuro do petróleo do país depende disso", disse o presidente mexicano Felipe Calderón a funcionários da Pemex em março, em uma visita a uma plataforma de petróleo offshore.

Membros do governo mexicano vêm tentando reorganizar a Pemex há anos, mas os progressos estão sendo lentos. Alguns políticos já sugeriram lançar ações da empresa no mercado para financiar as reformas na antiquada instituição que emprega quase 150 mil pessoas, mas as dívidas de US$ 53,4 bilhões da companhia seriam um obstáculo. "A tragédia da Pemex é que ela não é uma companhia - é uma burocracia distorcida", diz David Shields, escritor da Cidade do México que já escreveu dois livros sobre a Pemex.

Uma maneira possível de estimular as mudanças - maior competição - não vai acontecer porque a constituição mexicana impede a iniciativa privada de investir em petróleo. E o sentimento nacionalista torna praticamente impossível remover essa proibição, já que os linha-duras temem que possa ser um esforço disfarçado para privatizar a Pemex. Há um consenso crescente sobre a necessidade da reforma tributária para reduzir o endividamento da companhia, embora um acordo possa demorar anos. "Estaremos alertas para quaisquer iniciativas de abrir a Pemex aos investidores privados", diz Manuel Bartlett, um influente ex-senador.

A Pemex não está aguardando o poder legislativo agir. Ela espera enviar engenheiros para observar as operações do Brasil em suas plataformas de exploração em águas profundas. "Nós finalmente acordamos e percebemos que precisamos lutar com isso", diz o diretor de exploração da Pemex, Carlos A. Morales Gil. Mas o que a Pemex realmente precisa é de uma joint venture de compartilhamento de tecnologia com a Petrobras. Como é uma companhia aberta, a Petrobras poderá se dispor a fazer isso apenas se puder dividir as descobertas de petróleo - algo que a constituição mexicana impede. Por enquanto, a companhia brasileira diz que poderá fornecer alguma tecnologia ao México para ter um pé na porta do mercado daquele país. "Se eles decidirem mudar a constituição, queremos estar presentes", diz Luis Carlos Moreira da Silva, diretor executivo de desenvolvimento de negócios internacionais da Petrobras.

A experiência da Petrobras está à mostra na gigantesca plataforma flutuante atracada a 128 quilômetros da costa brasileira, num lugar em que a profundidade é de 1.200 metros. Todos os dias a companhia produz gás e petróleo bruto equivalente a 218 mil barris de petróleo nessa plataforma, um navio petroleiro que foi adaptado. A Petrobras foi uma das primeiras companhias de petróleo do mundo a usar plataformas flutuantes para alcançar o petróleo em locais impossíveis para as plataformas fixas. Os engenheiros da companhia projetaram âncoras nos moldes de um torpedo, que são disparadas no leito do oceano para fixar a plataforma. A Petrobras está aguardando a permissão do governo dos Estados Unidos para ser a primeira companhia a usar uma plataforma desse tipo no Golfo do México, onde ela pretende investir US$ 15 bilhões nos próximos dez anos.

Embora apenas 10% das receitas de Petrobras sejam geradas por suas operações internacionais, a companhia está de olho em oportunidades de crescimento no mundo. A empresa tem um ambicioso plano de investimentos de cinco anos e espera aumentar a produção para 2,4 milhões de barris/dia até 2011. Com três quartos das reservas mundiais de petróleo mantidas por companhias estatais, a condição híbrida da Petrobras de companhia administrada pelo governo como se fosse uma empresa privada, poderá ajudá-la a conseguir contratos em países como o Irã e a Venezuela, que vêem com suspeitas as grandes companhias de petróleo. "Às vezes visitamos um país e dizemos que somos uma estatal; outras vezes dizemos que somos uma companhia privada independente", afirma Moreira da Silva.

Essa abordagem também poderá funcionar no México. Mas ainda não se sabe quanto de seu conhecimento e experiência na exploração de petróleo em águas profundas a Petrobras está disposta a repassar para o México. E a Pemex precisa de algo mais que tecnologia. Ela faria bem se copiasse a ênfase da Petrobras no treinamento dos funcionários e na inovação. Além disso, seus administradores deveriam querer se ver livres dos pesados impostos que a companhia tem de pagar, dos políticos intrometidos e de um sindicato trabalhista poderoso que impede mudanças. "Precisamos realizar reformas profundas", diz Morales, diretor de exploração da Pemex. "A Pemex precisa de mais autonomia. Precisamos prestar mais atenção à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e ao treinamento. Estamos dando passos agora para recuperar o tempo perdido." O desafio será ficar mais parecida com a Petrobras antes que o fluxo de petróleo do México se reduza a gotas.

Fonte: Valor Econômico

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BNDES vai liberar R$ 564,5 milhões para Mauá Jurong

O estaleiro Mauá Jurong conseguiu, depois de meses de negociações, ter aprovado financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de quatro navios da Transpetro, braço de logística da Petrobras, destinados ao transporte de derivados de petróleo. O banco aprovou R$ 564,5 milhões para as embarcações, valor equivalente a 90% do investimento total, de R$ 627,2 milhões.

O Valor apurou que a aprovação do financiamento para os navios foi possível porque houve acordo entre o Synergy Group, controlador do Mauá Jurong, e o BNDES em relação a dívidas do Eisa, outro estaleiro do grupo, com o banco de fomento. A demora na renegociação das dívidas do Eisa atrasou o empréstimo ao Mauá Jurong. O contrato do BNDES com o Mauá Jurong ainda será assinado. Haverá ainda outros dois contratos: um entre BNDES e Transpetro e outro entre a estatal e o estaleiro.

O Synergy Group, de German Efromovich, controla o Eisa, a Marítima e tem 65% do Mauá Jurong. Os outros 35% pertencem à Jurong Shipyard, de Cingapura. Os navios a serem construídos pelo Mauá Jurong fazem parte do pacote de 26 petroleiros e gaseiros licitados pela Transpetro e que devem custar à estatal US$ 2,48 bilhões.

Da encomenda total, 19 navios tiveram os contratos assinados. Com a aprovação do empréstimo para o Mauá Jurong, chega-se a 23 navios. Os três restantes que ainda falta contratar - navios gaseiros ganhos pelo estaleiro Itajaí (SC) - deverão ser novamente licitados pela Transpetro por força de dificuldades da empresa em fechar o financiamento com o BNDES.

Segundo fontes próximas das negociações, até agora nenhum dos contratos assinados pelo BNDES com os estaleiros entrou em eficácia, o que significa o atendimento de determinadas condições a partir das quais o banco autoriza o início das liberações das parcelas dos empréstimos. Já foram assinados contratos com o estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, controlado pela Camargo Corrêa; e com o consórcio Rio Naval, do Rio de Janeiro, liderado pelo grupo carioca MPE.

De acordo com fontes, a Transpetro poderá esperar o início da liberação dos recursos pelo BNDES, que dará impulso às obras dos primeiros navios, para lançar a segunda etapa da licitação. Nesta fase a estatal poderá encomendar mais 22 navios, incluindo três gaseiros a serem novamente licitados.

Fonte: Valor Econômico

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Grupo Áurea, da Gol, compra viação Penha

O grupo de empresas de ônibus Áurea, da família Constantino, que controla a companhia aérea Gol, comprou a viação Penha, que pertencia à viação Itapemirim. O negócio, de R$ 120 milhões, será avaliado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

O grupo Áurea possui hoje a maior frota da América Latina, com 13 mil ônibus. A viação Penha, segundo a assessoria de imprensa da Itapemirim, tem 400 ônibus em sua frota e transporta 1 milhão de passageiros por ano. O grupo Itapemirim faturou R$ 1 bilhão em 2006.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Bolívia assume hoje refinarias da Petrobras

A petrolífera estatal boliviana YPFB tomará posse das duas refinarias recém-compradas da Petrobras nesta terça-feira (26), segundo fontes oficiais do governo boliviano, citadas pela também estatal Agencia Boliviana de Información (ABI).

O anúncio foi feito horas depois de a Petrobras informar que renegociou os seguros das refinarias com a empresa La Boliviana Ciacruz, filial do Zurich Financial Services Group. A não-renovação do seguro havia provocado a suspensão da transferência das unidades, programada inicialmente para 11 de junho.

A nova apólice era necessária, pois a anterior perderia validade se os ativos segurados deixassem de ser operados pela Petrobras. A YPFB concordou em pagar US$ 112 milhões por ambas as refinarias, cuja capacidade conjunta de processamento é de 40 mil barris diários e pelas quais a Petrobras havia desembolsado US$ 104 milhões, há pouco mais de sete anos.

O presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, reiterou na segunda-feira à mídia boliviana que a estatal já pagou a primeira parcela de US$ 56 milhões e entregou à Petrobras garantias de pagamento da outra metade. As refinarias foram adquiridas pela Petrobras durante uma onda de privatizações que o presidente Evo Morales busca agora reverter.

Fonte: G1

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Brasil Offshore 2007 supera expectativa dos organizadores

Número de visitantes foi acima do esperado e as Rodadas de Negócios superando em mais de 100% a estimativa inicial.

Consolidada como terceiro maior evento do mundo da indústria offshore de petróleo & gás, a Brasil Offshore 2007, que aconteceu de 19 a 22 de junho, já vendeu 40% do espaço para a edição de 2009. A expectativa dos organizadores do evento é que para a próxima edição, o Centro de Convenções tenha cinco mil metros a mais de tendas, o que daria para abrigar cerca de 620 empresas. Vale ressaltar que nesta edição, 40 empresas ficaram de fora.

Em três dias, já visitaram a Feira mais de 33 mil pessoas, o que certamente irá superar os números da edição anterior, realizada em 2005, uma vez que ainda não foram contabilizados os números do último dia. O sucesso do evento, que reuniu 538 empresas de 35 países, pode ser medido principalmente pela qualidade da visitação nacional e internacional e pela presença, pela primeira vez, de especialistas offshore vindos de países como Indonésia, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Colômbia, além de outros.

As Rodadas de Negócios, organizadas pela ONIP e Sebrae, que tinham uma estimativa inicial de gerar negócios na ordem de R$ 45 milhões, fechou em R$ 102,5 milhões o volume potencial de encomendas. Segundo Bruno Mussi, s uperintendente da Onip, o resultado superou as expectativas.

- Mais uma vez, comprovamos a importância das Rodadas de Negócio para o desenvolvimento da indústria. As pequenas e médias empresas tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos aos grandes contratantes. Aolongo do ano esses contatos são difíceis e a rodada proporciona esse ambiente – afirma Bruno.

Com uma presença internacional significativa, o Workshop, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE), reuniu 13 países participantes. A parceria do IBP com as seções Brasil e Macaé da SPE trouxe este ano, segundo o secretário executivo do IBP, Álvaro Teixeira, maior relevância internacional à programação técnica e enriquecimento dos temas apresentados.

As discussões mostram que, no atual cenário de alta demanda de hidrocarbonetos, a indústria de petróleo deve focar para a otimização da produção e gerenciamento de suas reservas de óleo, com o objetivo de atingir um alto teor de recuperação dos campos.

A Brasil Offshore contou ainda com a Arena da micro e pequena empresa, idealizado pela ONIP, Sebrae e Petrobras. O espaço teve a intenção de estreitar a relação entre micro e pequenas empresas do setor de petróleo e potencializar a feira como negócio para esses empresários. O projeto reuniu cerca de 300 companhias de sete estados do país e deve movimentar cerca de R$ 10 milhões em negócios.

Durante quatro dias, Macaé abrigou o seu mais importante evento e um dos maiores do mundo. Uma das muitas provas de sua relevância, foi a visita do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, acompanhado de secretários de estado, e a presença de autoridades municipais, estaduais e federais, altos executivos da Petrobras e de empresas estrangeiras.

Fonte: Portal Fator Brasil

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Acifs participará da Feira de Logística e Movimentação de Cargas

Acifs está convidando seus associados para também estarem no Evento

A diretoria da ACISFS - Associação Comercial e Industrial de São Francisco do Sul abre espaço para seus associados participarem da FEIRA DE LOGÍSTICA E MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS. Eles montaram um consórcio onde as empresas associadas, interessadas em apresentar seus produtos e serviços, poderão estar presentes em um grande stand. Já confirmaram presença – Manacá, Gamper e Intership. Pelos menos outras seis já demonstraram interesse. “Estamos convocando nossos associados a participarem da feira. È uma ótima oportunidade para fazer novos negócios e conquistar mais espaço neste mercado competitivo”, explica o Assessor de Imprensa da ACISFS, Jonathan do Amaral. “Como mais de 15 mil visitantes devem passar durante os quatro dias da Feira as chances de fazer novos contatos, divulgar a marca e prospectar novos negócios são incríveis”, acrescenta.

Em 2007, a ACISFS completará 92 anos. Com 310 associados ela é uma das instituições do gênero mais representativas em Santa Catarina. Quase metade dos associados atua na área de serviços – principalmente trabalhando para o porto do São Francisco do Sul – um dos maiores do país.

A FEIRA DE LOGÍSTICA E MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS será realizada de 23 a 26 de outubro, em Joinville – Santa Catarina, na maior cidade do Estado – com cerca de 500 mil habitantes. O evento irá ocupar o Centreventos Cau Hansen e o Expocentro Edmundo Doubrawa. A feira vai oferecer um amplo panorama de tendências na gestão, controle, tecnologia, processos e materiais relacionados à logística, reunindo, num mesmo local, empresas com os mais variados produtos e serviços.

Fonte: Mark Events

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25 junho, 2007

Trens de carga deixarão de circular no centro de Santos

Em cerca de três meses, os moradores de Santos e São Vicente, no litoral de São Paulo, poderão ficar livres dos congestionamentos formados toda vez que trens de carga cortam seu perímetro urbano em direção ao porto.

Esse é o prazo estimado para a conclusão de obra feita pela MRS Logística, em acordo com a ALL (América Latina Logística), que implantará um terceiro trilho em uma linha férrea já existente entre o Perequê (Cubatão) e o Valongo (Santos), fora da área urbana.

Reivindicação antiga dos moradores, os trens de carga vão deixar de circular dentro das cidades. As empresas devem se reunir nas próximas semanas para definir a data de desativação da linha.

Segundo o presidente da MRS Logística, Júlio Fontana Neto, as obras para implantação do terceiro trilho começaram no início deste mês e custarão R$ 5 milhões.

O problema ainda não havia sido resolvido porque a bitola (distância entre os trilhos) das linhas é diferente. Em Santos, os transtornos são mais visíveis, já que a ferrovia cruza ao menos seis das principais avenidas que ligam o centro à orla da praia.

De acordo com o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), a desativação vai valorizar regiões próximas à via. Após a desativação da linha, a prefeitura pretende implantar o sistema de trens metropolitanos ou o de veículos leves sobre trilhos.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Aeroportos de São Paulo operam com normalidade

Os aeroportos brasileiros operam com normalidade na manhã desta segunda-feira, apesar de um incidente envolvendo dois aviões no Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo, segundo informações divulgadas pela Infra-estrutura Aeroportuária Brasileira (Infraero).

Durante a madrugada, foram poucos os atrasos nos vôos e não houve registro de filas nos balcões das companhias aéreas.

No Aeroporto Internacional de Cumbica, localizado em Guarulhos (Grande São Paulo), nenhuma das 21 decolagens previstas para esta manhã apresentava atraso acima de 1h. Além disso, até às 6h30, não foram registrados cancelamentos.

Já em Congonhas, também em São Paulo, uma colisão entre aviões na pista assustou passageiros e provocou cancelamento de vôos, no final da noite de ontem. As pontas de duas aeronaves das companhias aéreas TAM e Gol se chocaram quando estavam taxiando, por volta de 23h30 no domingo.

Há instantes, apenas dois dos cinco vôos previstos para partir em Congonhas foram confirmados. Até às 6h30, o aeroporto operava com normalidade e sem atrasos, segundo informou a Infraero.

Ontem, das 818 decolagens previstas pela Infraero até às 15h, 52 estavam em atraso e outras 49 foram canceladas. Apesar de admitir que a crise não está resolvida, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, garantiu que a tranqüilidade vai continuar ao longo da semana, mesmo com o habitual aumento no número de passageiros e de vôos nos dias úteis.

Fonte: JB Online

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Tom Jobim opera normalmente e Santos Dumont por instrumentos

Depois de uma semana tulmutuada, onde os passageiros enfrentaram dezenas de vôos atrasados e cancelados, e filas enormes, os aeroportos brasileiros operam com normalidade na manhã desta segunda-feira, apesar de um incidente envolvendo dois aviões no Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo, segundo informações divulgadas pela Infra-estrutura Aeroportuária Brasileira (Infraero).

Durante a madrugada, foram poucos os atrasos nos vôos e não houve registro de filas nos balcões das companhias aéreas. No Aeroporto Internacional de Cumbica, localizado em Guarulhos (Grande São Paulo), nenhuma das 21 decolagens previstas para esta manhã apresentava atraso acima de 1h. Além disso, até às 6h30, não foram registrados cancelamentos.

Já em Congonhas, também em São Paulo, uma colisão entre aviões na pista assustou passageiros e provocou cancelamento de vôos, no final da noite de ontem. As pontas de duas aeronaves das companhias aéreas TAM e Gol se chocaram quando estavam taxiando, por volta de 23h30 no domingo.

Há instantes, apenas dois dos cinco vôos previstos para partir em Congonhas foram confirmados. Até às 6h30, o aeroporto operava com normalidade e sem atrasos, segundo informou a Infraero.

O aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim opera normalmente, para pousos e decolagens. Já o Santos Dumont opera com o auxílio de instrumentos.

A Infraero ainda não divulgou balanço de vôos cancelados e nem atrasados na manhã desta segunda-afeira.

Na noite de domingo, um avião da Gol e outro da Tam se chocaram, sem gravidade, quando faziam manobras na pista do Aeroporto de Congonhas. Apenas uma das asas do avião da Tam ficou amassada. Assustados, os passageiros foram retirados do avião e seguiram viagem em outra aeronave.

Ontem, das 818 decolagens previstas pela Infraero até às 15h, 52 estavam em atraso e outras 49 foram canceladas. Apesar de admitir que a crise não está resolvida, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, garantiu que a tranqüilidade vai continuar ao longo da semana, mesmo com o habitual aumento no número de passageiros e de vôos nos dias úteis.

Fonte: JB Online

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Ministro faz radiografia dos portos

Principal porta de entrada e saída de mercadorias, os portos brasileiros iniciaram o ano com esperança de reverter o quadro preocupante em que se encontram, resultado de mais de uma década de falta de investimentos e de problemas na organização do setor. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou R$ 2,7 bilhões aos terminais. Há um mês à frente da Secretaria Especial de Portos, o ministro Pedro Brito tem até o fim de junho para entregar uma avaliação completa dos portos ao presidente Lula.

Seu principal desafio é modernizar a gestão e definir a estrutura e o marco regulatório, além de resolver problemas que causam impacto direto no cotidiano dos exportadores. Um deles é a falta de calado - a profundidade de águas. Ao longo do tempo, a movimentação dos navios acumula lama no fundo do mar, o que torna necessário o investimento em dragagens para a retirada de areia e entulho. Mais sério, e de solução mais dispendiosa, é o problema do acesso aos portos. As ferrovias são insuficientes e as rodovias estão em péssimo estado. Além disso, não há armazéns suficientes para organizar o fluxo de cargas.

Em suas inspeções - o ministro esteve em Vitória, Santos e, na última sexta-feira, no Rio - Brito concluiu que os problemas foram agravados pela má-gestão do setor.

- Nas últimas décadas, pouco foi realizado para melhorar as condições da infra-estrutura. O presidente pediu que fossem tomadas medidas urgentes. Tenho muitos planos. Asseguramos R$ 200 milhões do PAC para a dragagem no Porto de Niterói. E temos R$ 200 milhões para a dragagem de Itaguaí - explicou Brito.

O desempenho do setor deixa a desejar. Enquanto em portos como o de Miami a espera média para carregar ou descarregar um navio é de cinco horas, no Brasil chega a 60 dias, com um custo diário de 50 mil dólares. No Porto de Cingapura são movimentados 100 contêineres por hora, a um custo de 70 dólares cada. Em Santos, a movimentação é de apenas 40 por hora, com custo unitário de 250 dólares. Pior: o número de empregados é 11 vezes maior que no de Cingapura.

- Transferir soja do Centro-Oeste em estradas esburacadas atéo Porto de Santos para depois fazer o caminhoneiro esperar 30 dias porque não existem silos para estocar as mercadorias não pode mais acontecer- disse Brito.

Os problemas não param por aí. O nó cego da burocracia é outro martírio para as empresas que se aventuram no mercado exterior. No Brasil, o comércio é regulado por 200 leis e 1800 decretos. De acordo com Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, as empresas precisam pagar taxas a pelo menos 10 instituições governamentais.

- O país se dá ao luxo de onerar as exportações por inércia e ineficiência - reclama Manteli.

O ministro quer que os técnicos especializados no setor apresentem novos projetos, afirmando que quem for mais criativo e competitivo pode garantir a idéia com os recursos do PAC.

- Faremos um trabalho inicial de limpeza do deficit, mas a partir daí, a diretoria que assumir terá a obrigação de gerar resultados positivos. Farei mudanças nas diretorias.

Fonte: Jornal do Brasil

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Perdigão deve comprar a marca Doriana

Segunda maior produtora de carnes de aves e suínos do país, a Perdigão pode anunciar hoje a aquisição da marca Doriana, uma das líderes do setor de margarinas, que pertence à gigante Unilever.

O acordo entre as empresas prevê também o licenciamento, pela Perdigão, da marca Becel. A Perdigão, que tem unidades no Rio Grande do Sul, constituirá com a Becel ainda uma terceira empresa para explorar oportunidades de negócios no mercado nacional de alimentos.

- O acordo com a Unilever completa um ciclo no planejamento estratégico da Perdigão - disse uma fonte próxima das negociações.

Fonte: Zero Hora/RS

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BNDEPar deve tornar-se sócia do frigorífico Friboi

A JBS, controladora do Friboi, que se tornou o maior frigorífico de carne bovina do mundo, pode ganhar um sócio de peso. A BNDESPar, braço de participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), negocia uma injeção de cerca de R$ 1,4 bilhão na empresa. O dinheiro seria usado num aumento de capital da JBS, dentro do pacote para financiar a compra da americana Swift, fechada no mês passado. Se a operação for concluída, a BNDESPar poderá ficar com uma participação entre 15% e 19% do capital da JBS, segundo estimativas feitas pelo Valor.

A operação ainda não está fechada, mas, segundo apurou o Valor, as conversas estão bastante adiantadas. Na próxima sexta-feira uma assembléia geral extraordinária dos acionistas da JBS votará os termos de aquisição da Swift, incluindo uma proposta de aumento de capital da empresa já aprovada no conselho de administração. É provável que o ingresso da BNDESPar como sócia faça parte da pauta da reunião.

Fonte: Valor Econômico

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CVM pune controladores da Randon

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou multas totais de R$ 269,357 mil ao controlador e mais três executivos, além de familiares da empresa gaúcha Randon e sua subsidiária Fras-le. A penalidade foi em função da operação de compra de ações com uso de informações privilegiadas. De acordo com as investigações da autarquia, os indiciados compraram papéis das companhias entre junho e julho de 2002, cerca de dois meses antes de ser divulgado fato relevante sobre uma associação com o grupo americano ArvinMeritor.

Na avaliação da CVM, houve uma concentração de compras das ações pelos indiciados, que estavam informados sobre as negociações em andamento com a ArvinMeritor, sendo que os demais investidores do mercado não tinham a mesma informação até a divulgação do fato relevante, em 15 de agosto de 2002. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

As multas aplicadas pela CVM, em julgamento que ocorreu na semana passada, correspondem a 50% do valor de operações de compra de ações feitas pelos indiciados entre junho e julho de 2002. A maior multa, de R$ 120,9 mil, foi aplicada a Raul Anselmo Randon, acionista controlador indireto e presidente da fabricante de equipamentos rodoviários. A esposa e o filho do empresário também foram punidos com multas menores, de R$ 10,2 mil e R$ 1,3 mil. Já a Dramd Participações, empresa que controla a Randon, foi punida com multa de R$ 37,5 mil. Outros três executivos da empresa gaúcha foram multados: o vice-presidente Alexandre Randon, o diretor de relações com investidores Astor Schimitt e o diretor da Randon e da Fras-le, Erino Tonon.

Segundo anotou a comissão de inquérito da CVM sobre o processo, as ações da Randon tiveram em 2002 valorização de 53% a partir de agosto, mês do fato relevante, e de 90% no ano todo.

Em 15 de agosto daquele ano, a Randon e a Fras-le divulgaram ao mercado uma associação com o Meritor Heavy Vehicle Systems, sociedade americana do grupo ArvinMeritor, que ocorreu por meio da venda de participação societária relevante na controlada Suspensys Sistemas Automotivos. A investigação da autarquia mostrou que o maior volume de compras dos papéis pelos acusados foi concentrado em junho e julho de 2002.

Os indiciados alegaram em sua defesa que não havia qualquer garantia de que a operação com o grupo americano seria de fato fechada e que apesar das compras de ações terem ocorrido não houve venda das mesmas, exceto no caso de um dos executivos, que teve de vender os papéis por conta de uma partilha de bens. Alguns indiciados alegaram também que já tinham comprado ações das empresas em outros períodos. Também afirmaram que o valor das transações era pequeno relativamente ao patrimônio dos indiciados.

No caso dos administradores, o colegiado entendeu que embora o fato de não ter ocorrido a venda dos papéis e o pequeno valor das operações possam ter eventual efeito para mitigar as penas, não são elementos suficientes para afastar os indícios que confirmam a suspeita de que a atuação foi consciente e visou ao ganho. O relator do processo foi o próprio presidente da autarquia, Marcelo Trindade, que votou pelas penas e foi acompanhado pelos diretores presentes, Maria Helena Santana e Eli Lória.

As penalidades foram aplicadas com base no artigo 155 da Lei das S.A. e no artigo 13 da Instrução 358, que veda a negociação de papéis por controladores, administradores ou pessoas ligadas a estes que tenham conhecimento prévio de assunto objeto de fato relevante antes da divulgação deste. A lei diz ainda que é vedado valer-se da informação para obter vantagem com a compra e venda de ações.

A Randon informou que a fonte responsável por comentar o assunto não estava disponível até o fechamento desta edição.

Fonte: Valor Econômico

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Colômbia anuncia ajuda aos exportadores

A Colômbia anunciou a criação de um fundo de US$ 26 milhões para ajudar a minorar os prejuízos que os exportadores do país estão tendo por causa do fortalecimento da moeda do país, o peso.

Impulsionado pelo aumento dos investimentos estrangeiros na Colômbia, o peso se valorizou perto de 40% ante o dólar desde 2004 - só neste ano, a valorização foi de 16,8%. Isso significa que cada dólar conseguido pelos exportadores em suas vendas fora do país se tornam menos pesos em casa para pagar por insumos, pelos salários e para contabilizar como lucro.

Os novos subsídios vêm na esteira do programa de US$ 105 milhões direcionado a ajudar a indústria agrícola, pesadamente afetada pela valorização da moeda. Os plantadores de café, banana e flores são tradicionalmente a espinha dorsal da economia exportadora do país. A indústria das flores, por exemplo, teve de cortar 12 mil empregos por causa da perda de competitividade no mercado internacional, segundo estimativas do ministro da Agricultura, Felipe Arias.

O novo fundo pretende ajudar os exportadores não-tradicionais, como os do setor têxtil e de couros. O governo vai complementar em 4% do valor dos produtos exportados por esses exportadores especificamente, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Luis Guillermo Plata.

"Com essa medida, vamos proteger 313 mil empregos nos dez setores considerado mais afetados pela valorização do peso", disse Plata.

Os exportadores de têxteis também enfrentam a competição cada vez mais acirrada dos produtos mais baratos vindos da China. A indústria têxtil vem perdendo mais de US$ 10 milhões em vendas a cada mês, de acordo com as estimativas de Ivan Amaya, presidente da associação têxtil colombiana, Ascoltex. "Tivemos de cortar 10 mil empregos nos últimos 18 meses, disse. No total, a indústria têxtil no país emprega mais de 140 mil pessoas. Amaya espera que com os subsídios as demissões possam parar.

Fonte: Valor Econômico

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Bolívia multa Petrobrás por exportação irregular

A Bolívia cobra da Petrobrás uma multa de US$ 197 milhões por exportação irregular de petróleo nos anos de 2004 e 2005. Segundo a Aduana Nacional daquele país, duas subsidiárias locais da estatal brasileira teriam realizado operações de exportação sem permissão da Direção Geral de Substâncias Controladas, órgão de combate ao tráfico de drogas. A Petrobrás informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que não reconhece a dívida.

O processo vem sendo tratado em sigilo desde o final do ano passado, mas ontem foi confirmado pelo gerente de fiscalização da Aduana Nacional da Bolívia, Álvaro Arias, em entrevista à agência EFE, publicada pelo diário local Opinión. As discussões estariam empacando a transferência à estatal YPFB das duas refinarias controladas pela Petrobrás no país vizinho.

Segundo Arias, a Petrobrás Bolívia Refinacción, que opera as refinarias, teria exportado de maneira irregular cerca de 2,5 milhões de barris de óleo cru por US$ 188,2 milhões. Já a Petrobrás Bolívia Distribuición, que atuava no comércio de combustíveis, exportou 273 mil barris de petróleo reconstituído por US$ 9,1 milhões.

Segundo a lei de combate ao tráfico de drogas da Bolívia, as exportações de petróleo e combustíveis devem ser informadas à Direção Nacional de Substâncias Controladas, a fim de evitar que os produtos cheguem às mãos de traficantes de drogas. A Petrobrás, porém, entende que a lei ainda não estava em vigor quando as operações foram concretizadas. Arias disse que a Aduana também tem queixas contra outras empresas que operam no país.

Observadores próximos, porém, avaliam que a busca por irregularidades na operação da estatal brasileira vem se firmando como estratégia do governo boliviano para ganhar peso nas negociações para implementar a nacionalização do setor de petróleo e gás. No início do mês, a Superintendência de Hidrocarbonetos da Bolívia, órgão regulador do setor de petróleo e gás, anunciou que a Petrobrás teria uma dívida de US$ 8 milhões pelo não pagamento de taxas de regulação entre 2000 e 2006.

A superintendência chegou a informar que uma resolução seria editada determinando um prazo de 48 horas para o pagamento. O texto, porém, ainda não foi publicado. À época, a Assessoria de Imprensa do órgão estatal afirmou que estava em negociações com a companhia para resolver a questão. A Bolívia ainda negocia para recuperar as refinarias. O primeiro pagamento, de US$ 56 milhões, foi feito no dia 11, mas problemas burocráticos impedem a transferência dos ativos.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Hidrovia Paraguai-Paraná tem importância estratégica

Para o Governo do Estado de Mato Grosso, a hidrovia Paraguai-Paraná tem importância estratégica, na medida em que oferecerá uma alternativa de transporte certamente mais barata, reduzindo os custos dos produtos do Estado. A afirmação é do vice-governador Silval Barbosa, que participou na manhã de sexta-feira (22.06), do Seminário sobre a hidrovia Paraguai-Paraná realizado na sede da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, em Cuiabá.

De acordo com Silval, o govenador Blairo Maggi persegue desde o seu primeiro dia de governo a idéia de eliminar os gargalos logísticos do Estado de Mato Grosso e o transporte rodoviário é um deles.A hidrovia dará mais condições de competitividade aos produtores de Mato Grosso, diz ele. Na cerimônia de abertura falou ainda, o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANAQ), Murilo Barbosa. Ele ressaltou a importância da temática da hidrovia ganhar visibilidade no país e aglutinar todos aqueles que precisam desta via de escoamento de produção.

Para Adalberto Tokarski, gerente de desenvolvimento e regulação da navegação Interior da ANTAQ e palestrante no seminário, a hidrovia se justifica porque Mato Grosso está no centro do continente e distante de todos os portos. Por isso nós só temos uma saída para sermos competitivos: a hidrovia. A rodovia deveria servir só para alimentar a hidrovia ou a ferrovia, afirma ele. Adalberto concorda com a posição do governo do Estado e acrescenta que a hidrovia Paraguai-Paraná é estratégica não é nem só para o Estado de Mato Grosso, mas para todo o Brasil.

Segundo o economista e consultor político do Governo do Estado, Luiz Antonio Pagot, o seminário tem como objetivo debater com profundidade a hidrovia Paraguai-Paraná, principalmente agora que o agronegócio enfrenta uma crise.A hidrovia é um dos eixos estruturantes mais importantes para o Estado. Nós precisamos ter entrada e saída de produtos muito mais baratos do que hoje para podermos ser competitivos no mercado. É extremamente importante que nós possamos utilizar aquela hidrovia, destacou.

Pagot lembrou também que, nos próximos meses, os impasses jurídicos que ainda travam a viabilidade da hidrovia deverão ser desobstruídos, facilitando a implementação do projeto.

Participaram do seminário representantes do Governo Federal e do Estado, secretários municipais de indústria e comércio, produtores de grãos, empresários do ramo do transporte e universitários, entre outros segmentos interessados no debate.

Fonte: SECOM MT

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Especialistas defendem transporte ferroviário de contêineres no Porto de Santos

Especialistas defendem a ampliação do transporte ferroviário de contêineres no Porto de Santos para atender os novos terminais que serão instalados na Margem Esquerda (Guarujá). Para eles, a medida vai impedir a criação de novos gargalos na infra-estrutura do complexo.

A necessidade de encontrar uma nova forma para a chegada dos cofres ao porto deverá surgir a partir da implantação de dois novos terminais para contêineres nas áreas atualmente ocupadas pelas favelas de Conceiçãozinha e Prainha, ambas em Guarujá. Lá, a Codesp pretende abrir licitação para arrendar os dois espaços e, consequentemente, remover aproximadamente 2,5 mil famílias residentes no local.

De acordo com o consultor portuário Marcos Vendramini, os dois futuros terminais terão de priorizar o recebimento de contêineres por trilhos. A idéia é descentralizar esse transporte das rodovias, dividindo de maneira menos desigual o volume escoado pelo Porto de Santos.

Segundo dados da MRS Logística, 95 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) dos 2,4 milhões de TEUs movimentados no complexo foram trazidos pelos seus trilhos, os principais a acessarem as entradas do porto. O restante chegou por rodovia.

Se eu fosse implantar um terminal de contêiner hoje, eu ampliaria a participação na matriz ferroviária. Eu conversaria com as concessionárias das linhas férreas porque aumentar o transporte ferroviário significa impedir a saturação do rodoviário, sugeriu Vendramini.

Ressaltando que a destinação das duas áreas em Guarujá para movimentação de contêineres foi acertada, Vendramini afirmou que haverá a necessidade de remodelar os ramais ferroviários que dão acesso ao porto, particularmente os túneis que descem a Serra do Mar. Hoje, as composições só conseguem trazer um contêiner, quando nos Estados Unidos elas movimentam dois, mas empilhados. Os nossos túneis não permitem essa passagem, analisou.

EFICIÊNCIA

Também para o diretor técnico do Instituto Nacional de Desenvolvimento Portuário (Indesp), Fernando Vianna, o destaque ao sistema ferroviário para o transporte das unidades é fundamental para garantir a eficiência dos terminais. Entretanto, até a implantação das duas novas instalações o porto deverá concentrar esforços na construção da avenida perimetral de Guarujá, que facilitará o acesso aos terminais da cidade.

Ex-presidente da Codesp, Vianna também apontou como prioridade para atender os novos terminais a ampliação da profundidade do Canal do Estuário. Se o porto cresce em áreas, novas linhas (de navegação) vão chegar ao porto. Esse aprofundamento é o ideal. Tem que ser muito bem pensado porque Santos tem um potencial enorme. E a ferrovia tem que ter papel importante, sinalizou, ao elogiar a reserva das duas áreas para os cofres, o que garante maior valor agregado às movimentações.

Fonte: Portos e Navios

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19 junho, 2007

Brasil desbanca Chile e é o 3º maior investidor na Argentina

O Brasil já é o terceiro país no ranking dos investidores diretos na Argentina, perdendo apenas para Estados Unidos e Espanha, segundo a Secretaria de Indústria do governo do presidente Néstor Kirchner. Até o ano passado, este terceiro lugar pertencia ao Chile, que perdeu o posto para os investimentos brasileiros, que totalizaram US$ 1,8 bilhão em 2006.

Entre 2001 e 2006, as empresas brasileiras pagaram US$ 5,9 bilhões pela compra de companhias de diferentes setores, incluindo petróleo, carne, cerveja, cimento e têxtil, entre outros.

Os dados foram publicados na revista Apertura, que chegou às bancas de Buenos Aires esta semana, com o título: Brasil, o maior da Argentina.

Na matéria, pergunta-se ainda: “a conquista continuará?”. Segundo diplomatas brasileiros, aumentou, nos últimos tempos, o interesse de investidores brasileiros pela compra de empresas argentinas - incluindo pequenas e médias - devido à valorização do real frente ao dólar e ao peso, a moeda da Argentina.

Na opinião do economista Dante Sica, da consultoria Abeceb.com, as companhias argentinas estão sendo vendidas a preço de mercado. Para ele, os investidores brasileiros não estão de olho apenas nos preços, mas na expansão de seus negócios, na internacionalização das empresas.

O diretor-geral da fábrica argentina de cimento Loma Negra, Humberto Junqueira de Farias, disse à BBC Brasil que o objetivo do grupo mineiro Camargo Correa, ao adquirir a companhia, é aumentar a presença da marca brasileira na região e ter uma cadeia própria de produção e transporte de suas mercadorias.

Investimentos

Um dos principais investimentos brasileiros na Argentina foi feito pela Petrobras, que adquiriu a empresa de energia Perez Companc por cerca de US$ 1 bilhão.

Outro grande investimento foi feito pela Ambev, de capitais belga e brasileiro, que hoje controla a cervejaria Quilmes.

O frigorífico Swift, comprado pelo companhia brasileira Friboi, passou a ser o maior da Argentina, e a cimenteira Loma Negra, hoje do grupo brasileiro Camargo Correa, também representa uma fatia importante dos investimentos brasileiros.

Outro exemplo de investimento brasileiro na Argentina é a Coteminas, que está injetando US$ 40 milhões numa fábrica de tecidos em Santiago del Estero, no nordeste do país.

Todas essas empresas, símbolos da indústria argentina e com presença em outros países da América do Sul, agora são controladas por capital brasileiro.

De acordo com estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), atualmente as transnacionais brasileiras são líderes na região. Somente no ano passado, elas investiram mais de US$ 28 bilhões no exterior.

Fonte: Estadão

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Exportador de frango perdeu R$ 1,14 bi com desvalorização do dólar

Os exportadores brasileiros de carne de frango deixaram de faturar R$ 1,14 bilhão entre janeiro de 2006 e maio de 2007 por conta da valorização do real ante o dólar, de acordo com levantamento do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), preparado para a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). O estudo servirá de base para que a entidade reivindique a inclusão do setor nas medidas de apoio às exportações anunciadas no último dia 12 pelo governo federal.

Para medir a receita não realizada pelos exportadores, o estudo levou em conta uma taxa de câmbio estável em R$ 2,46 durante o período analisado, a mesma de 2005. A taxa média efetiva do período entre janeiro de 2006 e maio de 2007 ficou em R$ 2,14. Enquanto o dólar registrou desvalorização de 13%, os preços internacionais do frango tiveram aumento de 11% no mesmo intervalo. "O aumento dos preços não compensa o câmbio", argumenta o presidente executivo interino da Abef, Christian Lohbauer. O preço do corte de frango passou de US$ 1,366 por quilo em janeiro de 2006 para US$ 1,528 em maio deste ano, um aumento de 11,8%. No caso do frango industrializado, o valor passou de US$ 2,31 para US$ 2,565/kg, aumento de 11%.

O levantamento leva em consideração apenas as exportações de cortes congelados e carne processada, os dois principais produtos exportados pelo Brasil para a União Européia (UE). O período de 17 meses entre janeiro de 2006 e maio de 2007 foi escolhido para evitar maiores distorções, uma vez que os preços e o câmbio tiveram variações muito fortes nos últimos meses.

Além da desvalorização do real, o aumento do preço do milho e do farelo de soja tem comprometido a rentabilidade da indústria de frango. Tais preços também subiram mais que o valor da carne exportada pelo Brasil, segundo Lohbauer. O executivo argumenta que os preços internacionais são os melhores da história, mas estão "no limite". "Se aumentarem mais vão incentivar a produção de frango nos importadores", diz.

Embora reclame do câmbio, a indústria de frango vê boas perspectivas de mercado no segundo semestre. O Japão está recompondo estoques, o Egito deve voltar ao mercado em agosto e a demanda na Europa tem estado forte. A perspectiva é que as importações do bloco extrapolem a cota de 342 mil toneladas que começa a valer em 1º de julho. México, Malásia e Indonésia são outros bons mercados em potencial.

Fonte: Estadão

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística