31 maio, 2007

Petrobras inicia exportação de álcool à Nigéria

A Petrobras exportará 20 milhões de litros de álcool combustível para a Nigéria nas próximas semanas. O anúncio foi feito ontem pela empresa brasileira e faz parte de um contrato de fornecimento de álcool com a Nigerian National Petroleum Corporation, companhia estatal nigeriana de petróleo.

O fornecimento do combustível para a Nigéria faz parte de um processo que inclui a venda do produto com o apoio técnico da Petrobras para a mistura e manuseio do álcool.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Independência compra Goiás Carnes e eleva exportação

O frigorífico Independência anunciou ontem a aquisição da Goiás Carne S.A, do grupo goiano Otávio Lage, o que deve elevar o faturamento da empresa paulista para R$ 1,8 bilhão este ano. O grupo goiano, dono da usina Jalles Machado, decidiu sair do negócio carnes para focar os negócios em açúcar e álcool. O valor da operação não foi divulgado, mas a estimativa no mercado é de que o negócio seja da ordem de US$ 45 milhões.

A compra da Goiás Carne, localizada na cidade de Senador Canedo, faz parte da estratégia do Independência de diversificar sua base de produção. "Goiás não tem os problemas que o Mato Grosso do Sul tem em termos de restrições sanitárias", afirmou o diretor-financeiro do Independência, Tobias Bremer.

Com três unidades no Mato Grosso do Sul e uma em São Paulo, o Independência não está exportando hoje para a União Européia. O motivo é que o bloco suspendeu as compras de carne bovina desses Estados, além do Paraná, após o surgimento de focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná em outubro de 2005. Com a aquisição, o Independência poderá exportar à UE a partir da unidade goiana. Desde janeiro de 2006, o faz da planta de Janaúba (MG), que estava parada e foi reformada após o ressurgimento da aftosa.

Fonte: Valor Econômico

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Rhodia reforça negócios no segmento na Argentina

A Rhodia deu a largada para reforçar seus negócios na área de têxteis na Argentina. O mote foi a coleção de peças prontas para o inverno 2008, à base de fios especiais, ou "inteligentes", desenvolvidos pela divisão têxtil da multinacional de origem francesa, apresentada semana passada durante a Emitex 2007, a principal feira da indústria argentina do setor.

Segundo o diretor da Rhodia Argentina, Paulo Debiagi, a intenção é "despertar o interesse" dos fabricantes de confecções para a poliamida, um tecido elaborado pela Rhodia em toda sua cadeia (tecelagem, confecção, tingimento e varejo), e abrir o caminho para trazer a marca própria Amni, voltada para o mercado de roupas esporte-ativo e lingerie.

Fonte: Valor Econômico

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CSA é base para expansão da Thyssen

A construção da ThyssenKrupp CSA Cia. Siderúrgica do Atlântico, no Rio de Janeiro, um investimento superior a US$ 3 bilhões, integra a estratégia de crescimento da alemã ThyssenKrupp, para reforçar a sua presença internacional. "O projeto está dentro do cronograma e dos custos previstos", afirmou o membro do Conselho Executivo da Thyssen Krupp Steel AG, Hans-Ulrich Lindenberg. A previsão é de que a unidade, com capacidade de fabricação de 5 milhões de toneladas anuais de semi-acabado (placas), inicie a produção integrada em março de 2009.

Segundo o executivo, no momento estão sendo feitas obras de engenharia e também as de construção do porto que irá escoar boa parte da produção da siderúrgica, que terá como prioridade o atendimento às demandas do mercado europeu e americano. "O Brasil tem matéria-prima de boa qualidade", afirmou Lindenberg.

Já foi iniciado também o programa de recrutamento de funcionários e um processo de qualificação de futuros empregados. Ao todo, serão 3,5 mil pessoas, das quais 2,2 próprios e 1,3 mil de terceiros, trabalhando dentro da usina. "O Brasil é uma importante peça de nossa estratégia de expansão nos próximos anos para nos mantermos como um dos mais importantes players do setor e reforçarmos a nossa presença internacional", afirmou.

No momento, a usina já conta com 2,5 mil pessoas trabalhando na área da usina. No auge da obra serão 18 mil pessoas, em meados de 2008. Na média, serão 10 mil pessoas. "É a maior obra física em andamento no país", disse Aristides Corbelini, presidente da CSA.

A globalização do mercado siderúrgico levou as companhias de todo o mundo a disputar espaço fora de seus países. Projeto da ThyssenKrupp está dentro dessa estratégia. O grupo alemão vai produzir semi-acabado aqui para suprimento de instalações chapas de alta qualidade na Europa e nos Estados Unidos. Serão 3 milhões de toneladas para uma unidade de acabamento americana e 2 milhões para suportar um plano de expansão de suas operações na Alemanha.

O investimento, no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, é de 3 bilhões (sem impostos e juros), segundo informações da filial brasileira, agora chamada de ThyssenKrupp CSA.

Os números do projeto são superlativos para alcançar o patamar de capacidade desenhado. Uma coqueria de 1,9 milhão de toneladas, uma sinterização (que aglomera minério de ferro) de 5,7 milhões e dois altos-fornos aptos a fazer 5,3 milhões toneladas por ano de gusa. A demanda de carvão prevê a importação de 4 milhões de toneladas.

O consumo de minério de ferro, fornecido pela Companhia Vale do Rio Doce, sócia minoritária do projeto, com 10%, será de cerca de 130 milhões de toneladas de minério de ferro no período de 15 anos. "É o maior contrato individual de minério firmado pela Vale com uma usina - 8,6 milhões de toneladas de finos e pelotas", observou James Pessoa, diretor da Vale e conselheiro da companhia siderúrgica.

A capacidade de produção da CSA só é superior no Brasil pela Siderúrgica Nacional (CSN), de 5,6 milhões, e, a partir deste ano, pela CST Arcelor Mittal, que vai a 7,5 milhões de toneladas. Em seu plano de expansão, a ThyssenKrupp conta com o fornecimento de placas a baixo custo, a partir do Brasil.

"Para o Brasil, este é o maior investimento privado dos últimos 10 anos", comenta Corbellini. "Acordamos com o governo estadual do Rio de Janeiro um mínimo de US$ 500 milhões em aquisições e contratações no Estado".

A instalação do empreendimento vem enfrentando alguns contratempos que, segundo Lindenberg e Corbellini, têm sido solucionados à medida que surgem. "São normais de um obra dessa dimensão", comentou o presidente da empresa. Ambientalistas da Zona Oeste fluminense, onde está sendo instalada a usina, contestam o projeto na Justiça, alegando que as instalações poluem a Baía de Sepetiba. Segundo eles, a tecnologia de dragagem do porto, denominada de "Coonfined Disposal Facility" (CDF), estaria causando a morte dos peixes da área.

Por outro lado, a previsão de virem 600 funcionários da estatal chinesa Citic para trabalhar na obra da coqueria provocou protestos até do maior sindicato de metalúrgicos do mundo, o IG Mettal.

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras será majoritária na central do pólo do Rio

A Petrobras deverá ter participação dominante na composição societária da refinaria petroquímica que será a central de matérias-primas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação é do diretor da área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, responsável pela área petroquímica da estatal. O projeto está previsto para entrar em operação a partir de 2012 e é orçado em US$ 8,4 bilhões. Costa não disse qual deverá ser a fatia da Petrobras na refinaria. "Acima de 50% já é maioria", desconversou.

A refinaria é a parte mais importante do complexo e, sozinha, está avaliada em cerca de US$ 3,5 bilhões. A informação de Costa significa que a Petrobras desistiu de vez de fazer do Comperj um pólo totalmente integrado, com os mesmos acionistas sendo donos da primeira e da segunda geração de produtos petroquímicos. A refinaria vai produzir 1,3 milhão de toneladas anuais de eteno, o insumo petroquímico básico, e outros produtos a partir do processamento diário de 150 mil barris de óleo pesado do campo de Marlim, situado na bacia de Campos (RJ).

Costa diz que a Petrobras pretende ter como sócio na refinaria, além do BNDES, já comprometido a entrar no projeto como financiador e acionista, pelo menos um sócio privado. Originalmente, esse sócio seria o grupo Ultra, mas até agora o conglomerado não oficializou sua parte no Comperj.

Segundo analistas, a recente entrada do Ultra no ramo da distribuição de combustíveis, com a compra da Petróleo Ipiranga reforça a perspectiva de que ele venha a participar do controle da refinaria, tornando-se dessa forma um produtor dos combustíveis que serão produzidos na unidade, paralelamente aos produtos petroquímicos. O problema seria o alto investimento necessário, algo que se torna mais palatável com a Petrobras assumindo sozinha a maior parte do investimento.

Para a segunda geração, a proposta da Petrobras é aproveitar a formação das sociedades no complexo para resolver o problema da reestruturação global do pólo petroquímico da região Sudeste. Essa é a lacuna ainda existente no processo de consolidação da petroquímica brasileira, uma vez que os pólos do Sul (Triunfo-RS) e do Nordeste (Camaçari-BA) já foram consolidados sob a liderança da Braskem (grupo Odebrecht).

O principal obstáculo ao preenchimento da lacuna é a disputa entre os grupos Unipar e Suzano pela liderança do pólo na área privada. O Unipar manifestou interesse em pagar US$ 300 milhões pelo controle da Suzano Petroquímica, que segundo fontes do mercado foi considerado irrisório. Embora o Unipar tenha negado a proposta, continua em aberto a possibilidade de uma incorporação, por qualquer uma das partes, enquanto seguem as negociações na busca de uma forma de associação.

Costa disse que a Petrobras pretende encontrar uma solução no prazo de seis meses. Na avaliação de uma das partes interessadas, caso Unipar e Suzano não cheguem a um consenso que abra caminho para um acordo global com a Petrobras e os demais interessados, o próprio mercado irá pressionar os grupos, passando a pagar um valor menor pelas ações das empresas petroquímicas dos dois grupos.

Fonte: Valor Econômico

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Para Gerdau, logística é o obstáculo da China

Apesar da alta carga tributária, as siderúrgicas brasileiras estão conseguindo ser competitivas com as usinas da China, Rússia e Índia, parceiros do Brasil nos chamados BRICs. Essa é a opinião de Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, que coordenou um painel sobre as tendências da siderurgia mundial com representantes destes países durante o 20º Congresso Brasileiro de Siderurgia.

"A Rússia, Índia e China não sofrem com uma carga tributária que limita o desenvolvimento de suas usinas, como acontece conosco. No ano passado, a carga tributária representou 38,5% do PIB (Produto Interno Bruto), mas ainda assim investimos em melhora da produtividade e redução de custos o que nos torna competitivos diante desses gigantes", disse.

Com uma produção de 417 milhões de tonelada de aço no ano passado, a China tem como principal entrave em seu mercado doméstico o sistema de logística. "O sistema ferroviário chinês é caótico. É necessário esperar semanas para conseguir realizar um desembarque e mais outras semanas para fazer o embarque dessa carga que chegou", explicou Markus Taube, diretor do Instituto para Estudos do Leste Asiático, da Universidade de Duisburg, na Alemanha.

"Já com as exportações, a China não enfrenta esse problema, uma vez que os embarques são feitos por via marítima", lembrou Gerdau. A previsão é que o país asiático exporte 60 milhões de toneladas de aço em 2007, o que representa um aumento de 40% em relação ao verificado no ano passado, de acordo com dados do Instituto Internacional do Ferro e Aço (IISI).

Na Índia, outro grande player do mercado, o problema gira em torno da informalidade das siderúrgicas. "Há muitos empreendimentos pouco profissionalizados na Índia, com casos em que, por exemplo, até dois anos atrás o proprietário trabalhava no ramo de sapatos. Como a siderurgia é a onda do momento, eles migraram para esse setor. Mas, o governo local está tentando barrar esse tipo de atuação e com isso essas empresas secundárias devem desaparecer do mercado nos próximos anos", contou Hans-Jörn Weddige, diretor do Projeto Índia 2020 do IISI.

Na Rússia, há uma concentração de quatro grupos siderúrgicos, que detém cerca de 85% do mercado de aço bruto. Por conta dessa concentração, o governo russo não tem permitido a fusão ou aquisição de empresas locais. Diante desse cenário, as usinas russas estariam procurando crescer por meio de iniciativas no exterior.

Fonte: Valor Econômico

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Dono do grupo Tata vem ao Brasil para ampliar negócios

Como demonstração pessoal do forte interesse em ampliar suas atividades no mercado brasileiro, virá ao país, em setembro, o empresário Ratan Tata. Presidente do segundo maior grupo privado da Índia, ele despertou atenção no Brasil quando ganhou da CSN a disputa pela Corus, em janeiro, e transformou sua Tata Steel na quinta maior siderúrgica do mundo. A visita se destinará a acompanhar diretamente negociações que representantes do grupo Tata mantêm com potenciais sócios brasileiros, em ramos como a siderurgia, indústria alimentícia e setor automobilístico.

O grupo Tata, avaliado em US$ 22 bilhões, é dono do hotel onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se hospedará em sua viagem a Índia, fornecedor do chá consumido pela maioria dos indianos, de automóveis que transportarão parte da comitiva presidencial, de serviços de telefonia e internet e de outras incontáveis mercadorias e serviços. Em Mumbai, centro industrial do país, fornece energia. O bilionário Tata prepara-se para uma segunda fase no ingresso de sua empresa no mercado brasileiro.

Ele chegou ao Brasil em 2002, ao associar sua TBS, da área de serviços de software, com a brasileira TBA, de quem comprou as ações neste mês. Foi com o dinheiro obtido com as operações da TBS que Tata, a partir de 1991, reorganizou a empresa familiar que começara a dirigir e a transformou em um dos símbolos mais reluzentes do novo capitalismo indiano. No Brasil, a filial da TBS, agora sob controle integral de Tata, presta serviços para o ABN Amro, a Equifax e a Brasil Telecom, e o empresário busca consolidar a presença no Brasil com outras empresa do grupo. Está em conversas com fornecedores brasileiro de minério, para possíveis joint-ventures e tem planos para o setor de alimentos.

Tata disputou com a Coca-Cola e perdeu a compra da Matte Leão. Sua empresa tem mirado o mercado de bebidas energéticas, e, segundo revela o cônsul honorário da Índia em Minas Gerais, Elson de Barros Gomes Júnior, Tata está "prospectando outras empresas" no ramo de bebidas, onde poderia ter participação minoritária. Também na siderurgia, ele procura parceiros no Brasil e estende seu interesse às processadoras de alimentos, revela Gomes Júnior. Foi com o chá que Tata projetou seu nome no mercado mundial, ao comprar a inglesa Tetley para sua Tata Tea.

Ratan Tata foi escolhido para presidir, representando a Índia, o Fórum de Altos Executivos (CEO) que será criado durante a visita de Lula ao país, e deve anunciar durante a visita do presidente alguns de seus planos para o Brasil. Reservado a ponto de ter transformado em lenda sua aversão à publicidade, está na mira do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que também quer um encontro com o empresário. Em entrevista recente, ele afirmou que a empresa só pretende expandir atividades onde puder ter uma participação expressiva do mercado - seria contraproducente buscar fatias pequenas do mercado, argumentou.

Tata chegou a negociar por um ano a possibilidade de produzir carros em Minas Gerais, mas, após comprar a filial da Fiat na Índia, decidiu-se pela fabricação, em Córdoba, na Argentina, de uma picape média, que começará a ser fabricada no fim de 2008, com mecânica fornecida pela fábrica da Fiat na cidade mineira de Sete Lagoas. As autoridades de Minas ainda têm expectativa de que Tata escolha o Brasil para iniciar, no Estado, a fabricação de seu planejado carro popular, a ser vendido na região por um preço próximo a US$ 5 mil.

No ano passado, procurada pela Marcopolo, a Tata criou uma joint-venture com a empresa brasileira de carrocerias para construção de uma fábrica de ônibus, em um investimento previsto de US$ 44 milhões, de olho no nascente transporte rodoviário no país, onde as ferrovias são o principal meio de transporte. O projeto de expansão internacional do indiano abarca toda a América Latina e é um brasileiro, ex-executivo da Fiat, Higino Leonel da Silva, o encarregado de montar a rede de distribuição dos automóveis Tata em países como a Venezuela, Chile e Peru.

Fonte: Valor Econômico

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Montadoras voltam a apostar na Argentina

A valorização do dólar na Argentina foi um dos fatores que levaram a Fiat a anunciar ontem a retomada de sua fábrica de Córdoba, inaugurada em 1996 a um custo de US$ 600 milhões e fechada em 2002 após um longo período de paridade cambial no país vizinho.

"Nosso plano de crescimento na América Latina prevê lançamento de produtos e aumento da produção, aproveitando a capacidade instalada na região", disse o presidente da montadora, Cledorvino Belini. Outras montadoras reforçam atividade na Argentina. Desde 2006, o Grupo PSA centraliza no país vizinho a produção do Peugeot 206 para exportação, cabendo ao Brasil suprir seu mercado interno.

As empresas buscam utilizar toda a capacidade na Argentina antes de decidir por investimentos no Brasil. "É uma forma de consolidar o Mercosul", diz o consultor André Beer, ex-vice-presidente da General Motors do Brasil.

Fonte: Gazeta Mercantil

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A Petrobras investe mais no Ceará

Capacidade da Lubnor deverá ser duplicada com aplicação de R$ 120 milhões. A Petrobras projeta para o Ceará investimentos da ordem de R$ 840 milhões (US$ 420 milhões), em vários projetos, até 2011. Nessa soma, a companhia inclui a duplicação da planta da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), baseada na região portuária do Mucuripe, em Fortaleza. Sua capacidade vai passar 69,35 milhões para 138,7 milhões de litros/ano.

De acordo com o engenheiro Danúbio Ilo Saraiva de Sousa, gerente de manutenção da Petrobras/Lubnor - unidade de negócios da estatal no estado -, apenas na expansão da planta, com inauguração prevista para janeiro de 2009, os recursos devem chegar a R$ 120 milhões. Outros R$ 26 milhões correspondem ao projeto de instalação do Núcleo Experimental do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), nos moldes do que já funciona no Rio de Janeiro.

"Vamos trabalhar no desenvolvimento de biolubrificantes, a partir da mamona e do algodão, entre outras oleaginosas, com três plantas experimentais", adianta Saraiva. A Petrobras também conta com uma planta de biodiesel localizada em Quixadá, interior do estado, orçada em torno de R$ 76 milhões. Ela será instalada em terreno doado pela prefeitura do município e deverá entrar em operação no final deste ano, com capacidade produtiva estimada em 56 milhões de litros/ano.

Na lista de projetos figura ainda o terminal Aquaviário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, que vai abrigar o novo parque de tancagem das distribuidoras, transferido do porto do Mucuripe, na capital. O investimento é estimado em R$ 200 milhões.

Já a modernização da Termoceará, termelétrica instalada na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a 50 km de Fortaleza, com capacidade de 220 MW, que será adaptada para diesel, deverá consumir R$ 95 milhões. Projetos internos da Lubnor também devem ficar com parcela dos recursos programados.

Prominp

Saraiva, também secretário executivo do Programa de Mobilização da Indústria de Petróleo e Gás (Prominp) no estado, que busca maximizar a participação da indústria nacional de bens e serviços no setor, observa que o edital para cursos gratuitos de níveis básico, médio e técnico do segundo ciclo do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP), lançado ontem, abre novas possibilidades para capacitação profissional no estado.

Criado para atender a expansão do segmento e petróleo e gás, o projeto reserva ao Ceará total de 784 vagas para formação de profissionais de nível básico (ensino fundamental) e médio (2ºgrau) completos, com idade mínima de 18 anos. Dessa soma, 640 correspondem a nível básico e 144 ao médio.

No País, serão 17,5 mil vagas, distribuídas por 23 cidades e 13 estados. A consulta poderá ser feita na internet (www.prominp.com.br ou www.cesgranrio.org.br), endereços que também recebem inscrições para os cursos no período de 5 a15 de junho. A prova nacional será realizada em todas as localidades no dia 15 de julho. Os cursos têm carga horária de cerca de 200 horas, variando de acordo com a categoria profissional escolhida.

"Como o Prominp só inscreve via internet, a Petrobras, juntamente com as prefeituras de Fortaleza e de municípios da região metropolitana, vai instalar pontos em 37 locais para facilitar o acesso dos interessados", adianta Saraiva. Na capital cearense, além das sedes das executivas regionais da prefeitura, está previsto um terminal no Sine.

De acordo com o secretário executivo do programa, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) também participa do processo no sentido de mobilizar as empresas para o Prominp. "Temos muita dificuldade de atrair pessoas para esse processo", admite.

A taxa de inscrição para os cursos é de R$ 19 em nível básico e R$ 33 no médio. Segundo o secretário executivo do programa no estado, candidatos desempregados receberão bolsas de no valor de R$ 300 e R$ 600, respectivamente.

Implementado com apoio de prefeituras, governos estaduais, entidades e sindicatos, o Prominp prevê capacitar 112 mil profissionais dos níveis básico, médio, técnico, e superior em todo o País. Eles poderão trabalhar para companhias prestadoras de serviços da Petrobras.

Fontte: Gazeta Mercantil

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TAM se livra de ICMS sobre leasing de aviões

O Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu ontem à TAM isenção de ICMS na importação de aeronaves. O processo marca o primeiro precedente da corte sobre o tema, o que tira das companhias aéreas nacionais a ameaça de uma pesada mordida tributária - o ICMS incide em até 18% do valor da operação. As empresas começaram a ter problemas com a questão a partir de 2005, quando o Supremo reverteu sua jurisprudência histórica e aceitou a incidência de ICMS em uma importação realizada via leasing, fazendo incidir o imposto sobre a aquisição de um forno industrial por uma empresa paulista.

De acordo com os ministros, a nova decisão não significa que o tribunal voltou atrás. De acordo com o relator do caso, ministro Eros Grau, no caso da indústria paulista o que havia era apenas uma aparência de leasing, que encobria uma operação comum de compra: a mercadoria era incorporada ao capital fixo da empresa, diferentemente do que ocorre no caso da TAM. "Neste caso, a normalidade é que surpreende: realmente a operação é de leasing", afirmou.

De acordo com o advogado da companhia aérea, Roberto Siqueira Campos, o peso da tributação sobre o orçamento da companhia seria brutal. Ele deu um exemplo, com números aproximados: se um Airbus custa US$ 60 milhões, e seu leasing US$ 2 milhões ao mês, por dez meses o ICMS incidiria sobre o valor total da operação como se fosse uma compra - ou seja, US$ 60 milhões. Como a TAM tem uma frota de 100 aviões, uma decisão desfavorável, diz, simplesmente inviabilizaria o negócio.

De acordo com o advogado, no precedente julgado em 2005 o Supremo havia analisado o caso da aquisição de um forno de vidro para uma indústria, o que criou uma circunstância dúbia quanto à natureza da operação. No caso da TAM, diz, o bem adquirido não chega a ser incorporados ao patrimônio da empresa. "Nenhuma empresa aérea do mundo compra mais seus aviões, não há retorno do capital que viabilize isso", afirma.

Fonte: Valor Econômico

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30 maio, 2007

Governo do RS critica taxa de câmbio, mas não aponta solução

Em nota de cinco linhas, a Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai) do governo do Estado lamentou "a perda de 4 mil empregos devido ao fechamento da Calçados Reichert" e descreveu a taxa de câmbio no Brasil como "suicida para os exportadores", mas não indicou nenhum tipo de ação que possa auxiliar essas empresas gaúchas. Procurado pela reportagem de Zero Hora, até as 21h o secretário Nelson Proença não havia se manifestado sobre o assunto.

Ainda com esperança de evitar o fechamento das unidades da Calçados Reichert, prefeitos dos municípios onde a empresa mantém filiais se reúnem amanhã, às 10h30min, na Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs). O motivo do encontro, explica o presidente eleito da federação, Flávio Luiz Lamel, é buscar alternativas que possam fazer com que a direção da empresa desista das demissões.

Fonte: Zero Hora - RS

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Hamburg Süd batiza “Bahia Grande”

Navio operará no serviço entre Ásia/África do Sul e Costa Leste da América do Sul.

Hamburgo - Hamburg Süd batizou, na segunda-feira (28/05), no estaleiro da Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co. Ltd. (DSME) em Okpo, Coréia, o navio porta-contêineres “Bahia Grande”.

O “Bahia Grande” é o quarto de seis navios porta-contêineres de 3.752 TEUs idênticos, encomendados pela Hamburg Süd. Em 31 de maio, o navio entra em operação no serviço da Hamburg Süd entre Ásia/África do Sul e Costa Leste da América do Sul.

A madrinha da nova embarcação é Barbara Wiegmann, esposa do Dr. Hans-Henning Wiegman, presidente do conselho executivo da Henkell & Söhnlein

Sektkellereien KG, em Wiesbaden, que assim como a Hamburg Süd também faz parte do Grupo Oetker.

O nome “Bahia Grande” refere-se a uma baía na província argentina de Santa Cruz, que forma a parte sul da costa do país.

Capacidade: 50.800 tdw | Capacidade de contêineres: 3.752 TEUs | Plugs para contêineres frigoríficos: 610 | Comprimento total: 254,00 m | Comprimento entre perpendiculares: 242,00 m | Largura: 32,20 m | Calado máximo: 12,40 m | Velocidade: 21,5 kn | Potência do motor principal: 26.160 kW

Perfil da Hamburg Süd - Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas com tecnologias inovadoras.

A empresa registrou um faturamento mundial de 3.194 milhões de euros em 2006, com um total de 1,84 milhão de TEUs movimentados. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.

Fonte: Portal Fator Brasil

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Thermokey do Brasil amplia fábrica para crescer 50% nas vendas

A Thermokey do Brasil, empresa que atua no segmento de refrigeração comercial e industrial expande a área industrial, para 6.000m², com expectativa de crescer 50% nas vendas em 2007, aumentando em 15% o quadro de funcionários, visando consolidar sua presença no mercado nacional e internacional.

De acordo com Nelson Millani, diretor-presidente da Thermokey do Brasil, a ampliação da fábrica de 2.670m² para 6.000m² vai possibilitar a empresa ampliar sua atuação, chegando a 4 linhas de produção; ampliar área de armazenagem dos equipamentos, construir mais um tanque de testes para os evaporadores e condensadores, possibilitando que a empresa conquiste mais “share” no segmento.

Segundo Millani os equipamentos fabricados pela Thermokey do Brasil são evaporadores para balcões frigoríficos, resfriadores a ar forçado para câmaras frigoríficas, condensadores remotos a ar, “dry-coolers” e serpentinas especiais; podendo ser encontrados nos super e hipermercados, frigoríficos, centrais de ar condicionado e refrigeração industrial.

“A Thermokey do Brasil amplia suas instalações para continuar oferecendo produtos com alta tecnologia e qualidade, incorporando as últimas tendências européias para satisfazer as necessidades de seus clientes”, diz Millani.

Para o empresário, o investimento vai trazer maior agilidade, possibilidade de inserir os equipamentos da empresa em mercados internacionais que já começaram a ser explorados pela Thermokey do Brasil.

Fonte: Portal Fator Brasil

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CSI Cargo dá suporte à Renault

Nos próximos três anos, a logística interna da Renault será de responsabilidade da CSI Cargo, controlada pelo Grupo Cargo, uma das maiores empresas nesse segmento na Argentina, seu país de origem. O contrato firmado em março último envolverá aproximadamente 350 pessoas. A CSI Cargo investirá R$ 4 milhões em equipamentos de movimentação tais como empilhadeiras, rebocadores e transpaleteiras.

As áreas de atuação serão a logística industrial das três fábricas do complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), da qual fazem parte a CVP (veículos de passeio), a CVU (veículos utilitários) e a CMO (motores).

Segundo Orlando Bruggër, diretor de logística da Renault Mercosul, o que levou a CSI Cargo a vencer os demais concorrentes foi a demonstração física de capacidade técnica aliada a custos competitivos. “Queríamos ver o que estava sendo apresentado teoricamente na prática e a CSI Cargo nos mostrou competência e confiança através de trabalhos similares prestados a empresas automobilísticas”, disse Bruggër.

Experiência na hora da decisão

O fator proximidade também foi levado em consideração, uma vez que as duas empresas se situam em São José dos Pinhais, o que facilita o relacionamento entre ambas.
Na avaliação do diretor-presidente da CSI Cargo, André Ceballos, alguns fatores foram decisivos para que a empresa conquistasse o contrato.

“A concorrência começou no final do ano passado e foi bastante acirrada, uma vez que disputamos com outras cinco empresas. Mas acredito que vencemos principalmente, em função da nossa experiência comprovada pelos atuais serviços prestados a clientes como a própria Renault Argentina, a Volkswagen/Audi e a Scania. Também foi preponderante contar com fornecedores de grande porte para dar suporte a uma operação desta magnitude”, observou o executivo.

Idéias inovadoras

Bruggër afirmou ainda que é imprescindível dinamismo e capacidade técnica, e isso, a CSI vem demonstrando em seus trabalhos. “Começamos no início de março e já tivemos uma amostra de como será o nosso trabalho. A comunicação fluiu bem e eles também apresentaram idéias inovadoras”, destacou Bruggër.
Na avaliação da Renault, o ponto principal desse contrato será a redução de custos logísticos.

Ceballos afirmou que este objetivo será atingido por meio de um quadro de profissionais altamente qualificados que integram a área de planejamento logístico.
“Abordando a definição de leiaute, dimensionamento de equipamentos e redesenho dos processos de movimentação de materiais teremos impacto nos custos logísticos da planta. Isto irá trazer também redução de custos indiretos tais como redução de dano de material e/ou equipamentos, interrupção de produção, estoques elevados, entre outros”, comentou Ceballos.

Recursos humanos

A CSI Cargo vê como principal desafio a necessidade de aprimorar ainda mais os recursos humanos, já que a operação envolve um número elevado de pessoas, que não só atenda, mas exceda as expectativa do cliente.

A empresa também reconhece que o capital humano é fundamental para prestar um serviço de qualidade, portanto, aposta no treinamento e qualificação desses profissionais.
As projeções do Grupo Cargo para 2007 são animadoras. A holding argentina disse acreditar que este ano será positivo para o setor de logística e aos seus negócios no Brasil, uma vez que além da Renault, já estão em negociação novos contratos de terceirização logística em diferentes setores da economia.

O Grupo Cargo, formado pelas empresas Expreso Cargo, Cargo Servicios Industriales e CSI Cargo Logística Integral, fatura US$ 50 milhões ao ano, e é considerado uma das maiores holdings do setor de logística da Argentina.

O grupo, pioneiro no seu país na terceirização da logística interna, hoje atende clientes de peso como Volkswagen Brasil e Argentina, PepsiCo, Quilmes, CNH, Scania e Renault. Maiores informações estão disponíveis no www.csicargo.com.br .

Fonte: Jornal do Commercio - AM

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Petrobras vai construir usina de álcool na Nigéria

Petrobras fechou ontem um contrato de US$ 200 milhões para a construção de uma usina de álcool na Nigéria com o objetivo de suprir o mercado local com etanol. O acordo foi fechado com a Nigéria National Petroleum Corporation. O governo brasileiro ainda convenceu o governo do presidente Umaru Yar'Adua, que tomou posse ontem, a incluir em seu plano de desenvolvimento do delta do Rio Níger a produção de cana-de-açúcar como forma de elevar a renda da população local.

Brasil e Nigéria vêm incrementando o comércio bilateral nos últimos anos. Existe uma percepção cada vez maior nos dois governos de que há espaço para um aumento do fluxo com base em entendimentos sobre energia. "O acordo da Petrobras é mais um passo na aproximação entre os dois países", afirmou o embaixador brasileiro em Abuja, Pedro Luiz Rodrigues.

O acordo da Petrobras, que vinha sendo negociado desde fevereiro, foi praticamente o último ato do ex-presidente Olusegun Obasanjo antes de passar o cargo a Yar'Adua. Os nigerianos pagarão inicialmente por 70% do projeto, mas a empresa brasileira não descarta que outros passos sejam tomados nos próximos meses para reforçar a produção de etanol na Nigéria. Além disso, a Petrobras exportará por 12 meses o produto ao mercado nigeriano enquanto a usina não estiver em pleno funcionamento.

Fonte: Diário da Manhã

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Friboi compra a Swift e vira líder global

O grupo JBS-Friboi, maior produtor e exportador de carne bovina da América Latina, anunciou a compra da americana Swift por US$ 1,4 bilhão. A aquisição cria a maior empresa do mundo de alimentos de origem bovina, diz a empresa.

A Swift é a quarta maior do mundo em abates bovinos e a terceira maior processadora de carne suína nos Estados Unidos, com receitas líquidas de US$ 9,6 bilhões em 2006. As duas empresas, que terão 40 unidades industriais espalhadas por Argentina, EUA, Brasil e Austrália, passam a ter capacidade diária de abate de 47,1 mil bovinos, superando os 32,6 mil da Tyson, também dos EUA. Em 2006, as duas empresas abateram 9,6 milhões de bovinos e tiveram receitas líquidas de US$ 11,5 bilhões.

A compra da Swift foi feita pela J&F Participações, que tem 77% da Friboi. O negócio prevê pagamento de US$ 400 milhões já -US$ 225 milhões pelas ações da Swift da HM Capital, controladora da companhia, e US$ 175 milhões para quitar dívida antiga. A empresa fará ainda o refinanciamento de dívida de US$ 1 bilhão.

A compra da Swift nos EUA -a Friboi já detinha a marca no Brasil e na Argentina- elevará sua atuação no mercado de industrializados. O Brasil atualmente não pode exportar carne fresca para os EUA, por questões sanitárias, e embarca apenas o produto processado.

A Friboi quer melhorar os níveis de lucratividade da Swift para depois integrá-la à operação global do grupo. A redução de custos fixos "será uma grande obsessão", disse o presidente-executivo da empresa, Joesley Mendonça Batista.

Suínos

A compra dá acesso a uma área até então inédita para a empresa, a carne suína. Batista frisou, contudo, que essa parte da operação não está incluída entre os objetivos principais com a compra. Mas avaliação nos Estados Unidos indica que esse é o setor que vai bem na empresa. "Na nossa análise, temos duas etapas nessa empresa. Temos que tirá-la de 0% a 1% de margem Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] para 3% a 5%, que é o Ebitda histórico dessa indústria", disse Batista, que pretende obter isso em até dois anos, sem necessidade de investimento em ativos. Em seguida, viria uma possível expansão no processamento e industrialização. Esse é um grande passo para a Friboi, que passa a ter acesso à região do Pacífico, diz Batista.

Essa não é a primeira compra externa da Friboi, que já tem cinco unidades na Argentina. O objetivo é diversificar a origem da produção para evitar barreiras sanitárias. Para se capitalizar, a Friboi realizou uma operação de oferta inicial de ações na Bovespa em março, levantando cerca de R$ 1,6 bilhão.

Equipes de gestores da Friboi já foram enviadas aos EUA e à Austrália para iniciar o processo de transição. O grupo JBS-Friboi vê nos canais de distribuição da Swift na Ásia e nos EUA mais opções para a sua produção no Mercosul e oportunidades de ampliar a atuação nos mercados mais lucrativos. Mas a estratégia do grupo de fortalecer a presença no Mercosul está mantida.

Para o consultor da área de carne bovina Alcides Torres, vários fatores tornam a aquisição interessante para a Friboi.

A empresa entra no mercado americano de carne fresca, o mais rentável, e, além disso, existe a perspectiva de abertura dos mercados asiáticos para as exportações dos EUA, hoje fechados por barreiras sanitárias. "O cenário é muito bom", disse.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Correios querem dobrar receita para R$ 12 milhões

Estar presente em mais de 5,5 mil municípios brasileiros faz com que os Correios tenham uma capilaridade invejável. É o que explica, segundo Aílton Ricardo de Araújo Fogos, especialista dos Correios em logística reversa, o maior interesse das empresas pelo serviço. Na estatal, a quantidade de encomendas cresceu 57% no ano passado e, em 2007, com o volume acumulado até abril, a expectativa é que o aumento seja de 145%, atendendo 600 mil entregas até 31 de dezembro. Os Correios esperam dobrar o seu faturamento com o serviço este ano, chegando a R$ 12 milhões. "Somos o único fornecedor a ter capilaridade nacional, com operações nos mais de 5 mil municípios do país", diz Fogos.

Embora não tenha o mesmo poder de fogo que a estatal, a DHL Express também vem registrando uma demanda crescente pelo serviço. Segundo Juliana Soares, diretora de marketing da DHL, as empresas de tecnologia são as principais clientes. "Para a Hewlett-Packard, por exemplo, desenvolvemos um sistema que o consumidor monitore online o estágio do atendimento na assistência técnica".

Fonte: Valor Econômico

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Parceria da OceanAir e BRA amplia rotas domésticas

A aliança entre a BRA Transportes Aéreos e OceanAir deve ampliar em 40% a oferta de vôos domésticos das duas companhias e possibilitar o acesso a 14 novos destinos.

A operação integrada, que tem início no dia 18 de junho, deve contar com 24 aeronaves, sendo 12 da BRA e 12 da OcenanAir, além de três aviões reservas que ficarão a disposição nos aeroportos de Brasília e em Gongonhas e Guarulhos, em São Paulo para casos de emergência. Para o diretor comercial da OceanAir, Plínio Fernandes, a ampliação da frota e das rotas possibilitará diminuir o fluxo nos aeroportos de São Paulo e diminuir os congestionamentos dos vôos em períodos de maior fluxo de passageiros, ao descentralizar as conexões para outros quatro novos centro de distribuição de vôos: Galeão (RJ), Brasília, Salvador, Cuiabá e Curitiba.

"Enquanto nossos concorrentes concentram a distribuição dos passageiros nos aeroportos de São Paulo, a nossa intenção é reduzir o fluxo em São Paulo com novos pontos de conexão para garantir a regularidade e a pontualidade dos vôos", afirma.

A aliança, que tem prazo de validade de dois anos, também permitirá a eliminação de sobreposição de horários entre os vôos, oferencendo maior opção aos passageiros.

Com uma média de 250 vôos por dia, a OceanAir passará a atender 55 cidades. A companhia também está estudando estender a parceria para vôos internacionais. As companhias já operaram vôos para destinos complementares. Em agosto desse ano entram em operação as rotas para o México, Luanda e Los Angeles pela OceanAir. Já a BRA foca mais o mercado europeu e oferece vôos para Lisboa, Madri e Milão.

Para integrar as estratégias, as empresas investiram na padronização dos serviços, focando atender os diveros segmentos e trazer maior conforto para os passageiros. "A BRA, por exemplo, diminuiu 10 asentos de suas aeronaves para ampliar o espaço interno e adequar ao nosso padrão de atendimento", diz Fernandes.

O programa de fidelidade também deve ser integrado, com a extensão do plano da OceanAir para a BRA. "Vamos promover a distribuição conjunta das passagens, com o compartilhamento dos pontos de vendas, mas mantendo a estratégia própria de cada companhia", explica.
De acordo com Fernandes, as duas companhias, juntas, estimam responder por 10% do mercado, ante os atuais 3,54% registrados em abril, sendo 2,58% para a BRA e 0,96% para a OceanAir.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Ministério projeta exportações de US$ 152 bilhões este ano, informa secretário

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta exportações equivalentes a US$ 152 bilhões este ano, "mas o engajamento estratégico das empresas exportadoras pode surpreender mais uma vez e ultrapassar essa meta", previuno dia 29 de maio, o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat.

Meziat disse que o país vive uma mudança de comportamento comercial, "fruto de um trabalho que se realiza há algum tempo para estabelecer e sedimentar uma cultura exportadora".

Segundo ele, o Brasil sempre foi muito voltado para o mercado interno, e agora a exportação deixou de ser um acontecimento ocasional na vida de muitas empresas, e passou a ser uma questão estratégica. Por isso, acredita que "as empresas buscam caminhos que sustentem sua participação no comércio internacional".

O secretário participou do lançamento do livro As Empresas Brasileiras e o Comércio Internacional, editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Fonte: Portal Fator Brasil

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Air France KLM tem novidades para o seu celular

O Grupo Air france KLM constantemente investe recursos a fim de trazer as mais novas facilidades tecnológicas aos seus clientes. Neste mês, o primeiro grupo aéreo em faturamento no ranking mundial (23,073 bilhões de Euros no ano fiscal 2006-2007 – aumento de 7,6% em relação a 2005-2006) acaba de disponibilizar mais uma ferramenta para uso de seus passageiros.

Em qualquer parte do mundo, 24 horas por dia e sete vezes por semana, com um celular, os passageiros da Air France podem checar uma série de informações como: horário, terminal de chegada e partida do vôo, balanço de milhas do Flying Blue – o programa de milhagens conjunto da Air France e da KLM –, entre outras.

Detentores de celulares habilitados na França têm acesso ao serviço via SMS (Short Message Service, ou, como são conhecidos no Brasil, “torpedos”), mandando mensagens para o número 6 3654*. No resto do mundo, os passageiros acessam o serviço desde que tenham a internet disponível em seus aparelhos, por meio do endereço http://mobile.airfrance.com.

Central de Reservas Air France: www.airfrance.com.br | Capitais e regiões metropolitanas: 4003-9955 | Demais localidades: 0800 888 9955 | Central de Reservas KLM: www.klm.com.br | Capitais e regiões metropolitanas: 4003-1888 | Demais localidades: 0800 888 1888 | Call center do Programa de Fidelidade Flying Blue: 0800 891 8640

Fonte: Portal Fator Brasil

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29 maio, 2007

Argentina vira alvo de pequenas e médias empresas do Brasil

Quando souberam pelos jornais e TV que a Argentina estava se levantando da crise, em 2003, os proprietários da Facilit Odontológica e Perfumaria concluíram que havia chegado a oportunidade que esperavam há tempos: abrir sua primeira filial no exterior. Em julho de 2006, depois de sondar o mercado argentino durante mais de um ano, visitando empresas e pontos de venda, abriram sua primeira filial em Buenos Aires.

Proprietária há 18 anos da marca de fio dental Sanifill, a segunda no Brasil depois da Johnson & Johnson, a Facilit é uma empresa com sede no Rio e fábrica em Curitiba. Tem 400 empregados e faturamento aproximado de US$ 2,5 milhões anuais. Além do fio dental, é dona de uma linha completa de produtos para higiene bucal que agora distribui na capital portenha e também no Uruguai. Mas a intenção é partir para outros importantes mercados hispânicos como Chile, México e Colômbia.

Essa é uma história que está ficando cada dia mais comum. Depois da onda das grandes multinacionais brasileiras (Petrobras, Camargo Correa, AmBev, Friboi), que chegaram para comprar empresas argentinas, do ano passado para cá dezenas de pequenas e médias empresas brasileiras sondam o mercado vizinho e muitas já se instalaram no país.

Ainda não há números consolidados. A embaixada brasileira em Buenos Aires registra dezenas de consultas mensais de empresas buscando dados sobre o país e o mercado, porém não sabe quantas dessas consultas se transformaram em negócios reais.

Para se ter uma idéia, o escritório de advocacia brasileiro Demarest & Almeida, associado na Argentina ao Marval, O´Farrell & Mairal, um dos maiores e mais antigos da América Latina em assessoramento legal a pessoas jurídicas, registrou no ano passado a entrada de 20 empresas de pequeno e médio porte que usaram seus serviços para instalar uma filial no país. Em 2005 foram dez e em 2004 apenas cinco. Este ano, o Marval viu concretizar-se a instalação de uma empresa e há mais quatro em processo de registro, conta o advogado Lucas Tavares Bueno, do Demarest, que está em Buenos Aires há dois anos, trabalhando dentro do Marval, dedicado aos contatos com as empresas brasileiras.

Por que escolheram a Argentina "Pela proximidade, por ser Mercosul, pelo potencial do mercado", responde Alvelino Pscheidt, diretor de operações da Facilit. Alvelino conta que chegou sem nenhum apoio, nenhum parceiro, gastou muito sapato e telefone para conhecer o mercado, identificar concorrentes e potenciais pontos de distribuição. "Conhecíamos a Argentina como potencial de mercado, sabíamos que não tinha nenhum fabricante de produtos dentários como os nossos e isso nos incentivou", relata o executivo.

Além de partir para outros países da região, os planos da Facilit incluem uma parceria local para produção conjunta, no futuro, como um fabricante de embalagens ou um fornecedor de matérias-primas. Para concorrer num mercado onde nomes do porte da J&J e Colgate-Palmolive reinam quase absolutos, com escovas e pastas de dente que são quase "commodities", a Facilit se especializou em produtos com maior valor agregado como escovas especiais, acessórios para assepsia bucal e dentifrícios branqueadores. A expectativa é fazer 20% do faturamento com exportações, que hoje são ínfimas.

Os mesmos motivos apontados por Pscheidt explicam a chegada da Elemídia, empresa que opera monitores de publicidade em elevadores, e a Gafor, que trouxe para o mercado argentino uma distribuidora de produtos químicos.

Para a Elemídia, a abertura da filial argentina, em janeiro deste ano, faz parte de um projeto estratégico de expansão para o exterior, explica o presidente da companhia, Felipe Forjaz. A empresa, que tem 1.086 monitores instalados em mais de 280 edifícios em sete capitais brasileiras, montou monitores em um dos maiores edifícios da cidade, o Maipu, e já tem contratos encaminhados para instalar seus equipamentos em elevadores de 20 edifícios corporativos. A meta é chegar a 50 edifícios até o fim do ano e 100 até julho de 2008.

A decisão da Elemídia de se expandir para a América Latina a partir da Argentina foi tomada com a entrada na sociedade, no fim de 2006, do fundo de investimentos americano Tiger Global, e apoiada pelo fornecedor de conteúdo do serviço, o Portal Terra. A distância mais curta e a valorização do real que tornou mais barato o investimento na Argentina são também alguns dos motivos que trouxeram a Elemídia, segundo Forjaz. "Além disso, a Argentina está crescendo muito, não tem esse serviço e o nosso principal parceiro, o Terra, tem uma operação muito forte no país", explica Forjaz. O próximo passo é o Chile, onde a Elemídia já tem em andamento contatos para instalar monitores nos elevadores de 70 edifícios a partir de outubro.

Há também empresas que já estavam no país com um distribuidor e agora estão reforçando a presença. É o caso da Datasul, empresa de software que fatura cerca de US$ 15 milhões anuais e que anuncia hoje a inauguração de uma subsidiária integral em Buenos Aires. Desde 95, a Datasul mantinha três distribuidoras que apenas traziam e adaptavam seus softwares. Agora a empresa vai desenvolver programas localmente.

"Esse movimento faz parte do processo de internacionalização das empresas brasileiras", explica o presidente do Grupo Brasil, Alvaro Schocair. Lucas Bueno acrescenta que a Argentina é vista como um mercado de grande potencial onde as empresas encontram os benefícios do Mercosul e, ao mesmo tempo, as barreiras do idioma e da cultura são muito menores que em qualquer outro lugar.

Para o economista Jorge Vasconcelos, do Instituto de Estudos da Realidade Argentina e Latinoamericana (Ieral), a chegada de empresas brasileiras de médio porte é um movimento muito recente, cujos impactos para a economia local ainda têm de ser avaliados. Mas Vasconcelos acredita que ele está relacionado à fase de prosperidade e ausência de crises porque passam Brasil e Argentina. Aparentemente, afirma, "a estabilidade está permitindo finalmente que os agentes econômicos de ambos os países aproveitem melhor os acordos que formam a base do Mercosul, que até hoje está sub-aproveitado".

Fonte: Valor Econômico

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Começam as obras na MG-050

O Departamento de Estradas e Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) transfere hoje o controle do sistema rodoviário da MG-050, para a Concessionária da Rodovia MG-050 S.A, formados pelo Grupo Equipav-Bertin, para o início das obras de sua reestruturação, na primeira Parceria Pública Privada (PPP) de uma estrada feita no Brasil. O grupo vencedor da licitação, que irá investir R$ 712 milhões em 25 anos, se compromete de forma imediata, já na semana que vem, a começar a recuperação de trechos de pavimento que estão em piores condições e de implantar a sinalização tanto horizontal quanto vertical, ao longo dos 372 km da rodovia, que liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao estado de São Paulo, passando por importantes cidades como Divinópolis, Formiga, Passos e São Sebastião do Paraíso.

Os investimentos para a recuperação da MG-050 ao longo dos 25 anos se dividem nas seguintes cinco etapas:

. R$ 49,16 milhões para a recuperação funcional da estrada - como melhorias de pavimentação, sinalização,drenagem e guardas corpos, feitas, principalmente, no primeiro ano;
. Investimentos de R$ 263, 24 milhões na restauração da rodovia;
. Obras de ampliação de capacidade;
. Manutenção da rodovia - a ser feita a partir do sétimo ano:
. Conservação da estrada - a ser feita a partir do segundo ano, até o término do contrato.

Segundo José Carlos Cassaniga, diretor de engenharia do Grupo Equipav-Bertin, após o término do contrato a estrada que tem pouco mais de 2 km de pista dupla, terá cerca de 50 km, além de ganhar faixas adicionais em quase todo seu trajeto. "Além da construção de vias marginais, pontes, passarelas, retornos, entroncamentos e acessos", garante o diretor. A primeira grande obra na rodovia está marcada para ter início daqui a cinco meses. Trata-se da construção de variante, alteração do traçado e correção do acesso no km 212, em Córrego Fundo. No local será construída uma ponte, que permitirá o tráfego por baixo de uma nova via, evitando o cruzamento de veículos com a MG-050.

Na licitação desta PPP participaram cinco grupos, que junto com o projeto, apresentaram a contrapartida que o governo de Minas Gerais teria que dar anualmente – em licitações em PPP a empresa que apresenta o menor valor ao governo vence.

No caso da MG-050, a Equipav-Bertin ganhou pedindo uma contrapartida do governo mineiro de R$ 658 mil por ano, sendo que a segunda menor oferta foi feita pela Constran S/A – Construção e Comércio, no valor de R$ 1.665,833 Agora, administrando a MG-O50, a Equipav-Bertin poderá explorar praças de pedágios que serão construídas no decorrer da rodovia. No total, serão seis pontos, divididos em média, em 62 km, com o preço de R$ 3 por automóvel e por eixo em veículos de carga. Atualmente, o tráfego em média por dia na estrada é de 3 mil veículos, sendo que tem rechos como de Belo Horizonte a Divinópolis, chegam a passar cerca de 12 mil diariamente.

Segundo Cassaniga, além da reforma, ampliação e reestruturação da rodovia, o usuário da MG-050 contará com inspeção de tráfego, socorro mecânico, atendimento de incidentes, comunicação e serviço de controle de pesagem de veículos divididos em oito bases operacionais. "No controle de pesagem pretendemos fazer uma parceria com a Polícia Rodoviária", afirma Cassaniga. Ele reitera que radares deverão ser utilizados se chegue à conclusão de que eles serão necessários para a diminuição de acidentes. "A MG-050 registra 900 acidentes por ano com 60 mortos. Desejamos reduzir estes números em cerca de 20%", acredita.

Para Cassaniga as PPP são uma alternativa para a melhoria da malha rodoviária no Brasil que se encontra em estado de precariedade. Ele comenta que por ser um parceria, as PPP podem diminuir os preço dos pedágios pagos pelo Brasil. "No caso da MG-050, ele custará cerca de 30% mais barato, se comparado com a média de outros pedágios no País", garante. A MG -050 vai gerar cerca de 1,8 mi empregos diretos e indiretos, a maioria de moradores que vivem próximos à rodovia.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Seminário no Rio de Janeiro vai abordar concessões de rodovias

Nesta quarta-feira (30), o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, estará presente no Seminário Concessões Rodoviárias, promovido pela Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Rio). Duarte participa da abertura do seminário, às 15h, e do painel "Panorama das Concessões Rodoviárias no Brasil - Financiabilidade do Setor".

Representantes de concessionárias e do BNDES também devem participar. O evento é gratuito, mas é obrigatório confirmar presença.

Evento: Seminário de Concessões Rodoviárias
Hora: 14h30
Local: APIMEC RIO
Endereço: Av Rio Branco, 103 – 21º andar – Centro – RJ
Confirmação de presença com Patrícia Assis pelo e-mail eventos@apimecrio.com.br

Fonte: ABCR

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Telemetria e logística serão tema de debate em Porto Alegre

Segurança, logística e telemetria voltam a ser debatidas na segunda edição do Projeto Itinerante, iniciado este ano pela Control Loc Tecnologia em Rastreamento. Os debates serão realizados durante a Happy Hour, na sede do Setcergs (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul), na quinta-feira (31 de maio), a partir das 19 horas, em Porto Alegre (Av. São Pedro, nº 1420, Bairro São Geraldo). O encontro deverá contar com a participação de empresários de transporte de carga rodoviária e suas lideranças, além de diretores da Control Loc. Será aberto pelo presidente da entidade, Sérgio Netto.

O Projeto Itinerante tem como objetivo apresentar ao mercado de transporte rodoviário de cargas as novas tecnologias que trazem maior segurança em suas operações. Na ocasião, o diretor geral da Control Loc, André Rossetti, fará uma apresentação sobre os sistemas voltados para segurança, logística e telemetria desenvolvidos pela empresa e que oferecem cobertura total em rastreamento e monitoramento de veículos tanto nas estradas quanto em perímetro urbano.

Além do Control Delivery, voltado para aplicações logísticas e que se destaca no mercado graças à sua flexibilidade, melhores funcionalidade e relação custo/benefício, e do Control Total (sistema que utiiza as tecnologias satelital e celular), Rossetti deverá mostrar as aplicações desenvolvidas pela empresa tendo como aliadas a telemetria e que proporcionam controle total das ações do veículo e de seu motorista.

RSVP: Setcergs - telefone (51) 3342-9299 - email setcergs.marketing@setcergs.com.br
Data do encontro: dia 31 de maio, 19 horas
Local: sede do Setcergs (Av. São Pedro, 1420, São Geraldo, Porto Alegre, RS).

Fonte: ABCR

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Conferência vai discutir redução de custos com transportes em empresas

A ADPO (Academia de Desenvolvimento Profissional e Organizacional) realizará nos dias 27 e 28 de Junho, em São Paulo, a conferência "Redução de Custos com Transportes". O objetivo apresentar e discutir as melhores práticas para reduzir os custos com o transporte dentro das empresas.

O evento, que terá como público-alvo profissionais das áreas de compras, supply chain, logística e principalmente transportes, contará com a participação de diversas empresas como: CELESC, EDITORA ABRIL e RHODIA, entre outras que atuam no mercado de transportes.

Mais informações no telefone (11) 3031-6777 e no site www.adpo.com.br.

Fonte: ABCR

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Demanda leva Volks a cancelar demissão e contratar hora extra

O reaquecimento do mercado automobilístico brasileiro levou os empregados da Volkswagen em São Bernardo (SP) a aprovarem em assembléia ontem horas extras aos sábados em 2007 e 2008, em acordo com a direção da montadora que inclui o cancelamento de 186 demissões previstas até julho.

"Só foi possível porque a produção está em alta e deve aumentar no segundo semestre, como historicamente ocorre", disse o vice-presidente do comitê mundial dos trabalhadores da Volks, Wagner Santana.

Segundo a associação que representa as montadoras no país, Anfavea, as vendas de veículos no Brasil somaram 672,5 mil unidades de janeiro a abril, alta de 22,6% ante o mesmo período de 2006. A produção ficou em 881,4 mil, alta de 5,6% na mesma base de comparação. A expectativa da indústria automobilística é de volume recorde de vendas e de produção em 2007.

No ano passado, num processo de reestruturação mundial, a Volkswagen chegou a questionar a viabilidade econômica da unidade Anchieta, em São Bernardo.

Depois de negociação que envolveu dirigentes da montadora no exterior, ficaram acertados 1.300 desligamentos na primeira fase da reestruturação na fábrica, via programa de demissão voluntária (PDV). Segundo o sindicato, ainda faltavam 186 postos a serem eliminados para atingir a meta.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Nafta bate US$ 690 e indústria tenta reajuste

O preço da nafta petroquímica, base da indústria de plásticos, sintéticos e químicos, deve bater o terceiro recorde mensal consecutivo em junho. Tudo indica que chegará a US$ 690 por tonelada no mercado interno a partir desta sexta-feira, uma alta de US$ 130, ou 23%, em três meses. O País é abastecido pela Petrobras e por importações. A cotação sobe acompanhando a do petróleo, do qual a nafta deriva, e o mercado europeu, no qual o valor já bateu US$ 700 em razão da demanda da Ásia, onde o preço chegou a US$ 730.

O setor está pedindo à Petrobras mudança na periodicidade do cálculo de preço, hoje mensal, para trimestral, de forma a tentar descolá-lo dos movimentos na Europa. Alega que assim planejaria melhor a produção.

Para compensar as altas da nafta, a Braskem e a Suzano tentarão emplacar reajustes de US$ 180 a US$ 200 por tonelada de resinas plásticas, ou seja, de até 10%. Mas especialistas consideram que a tarefa será trabalhosa, já que, embora o petróleo oscile acima de US$ 70, os preços das resinas estão elevados aqui, assim como no exterior. Além disso, a importação pode barrar parte do reajuste. Segundo a consultoria Maxiquim, as negociações nos preços das resinas, que tiveram início este mês sem tanto sucesso, perdurarão até julho. Para apresentarem resultados equilibrados apesar do alto custo, as empresas apostam nos reajustes e ganhos de produtividade.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Ceva compra EGL por US$ 2 bilhões e forma a 4ª- maior empresa

Nasceu a quarta maior empresa de logística do mundo. A holandesa Ceva Logistics comprou por aproximadamente US$ 2 bilhões, a norte-americana EGL, Inc. Ainda segundo a nota, as operações da EGL não sofrerão alterações e serão controladas por uma nova divisão de gerência de frete, sediada na EGL, em Houston, Estados Unidos. A companhia - antiga TNT Logistics - pertence Nasceu a quarta maior empresa de logística do mundo. A holandesa Ceva Logistics comprou por aproximadamente US$ 2 bilhões, a norte-americana EGL, Inc.

As duas companhias têm operações no Brasil, a Ceva Logistics, especialziada em logistica automotiva, e a Eagle Global Logistics do Brasil.

Segundo nota distribuída pela Ceva Logistcs, serão mantidas a equipe de gerência sênior da EGL e seus funcionários em todo o mundo. A transação será concluída no terceiro trimestre de 2007.

Ainda segundo a nota, as operações da EGL não sofrerão alterações e serão controladas por uma nova divisão de gerência de frete, sediada na EGL, em Houston, Estados Unidos.

"Após consideração cuidadosa, nosso comitê especial concluiu que essa transação está de acordo com interesses da EGL e maximiza o valor para todos os nossos acionistas", afirmou Milton Carroll, presidente do comitê especial e membro do conselho de diretores da EGL.

Para Dave Kulik, CEO da Ceva, "a aquisição da EGL é um evento de transformação para a Ceva e aumenta a habilidade de ambas as companhias em atender os seus clientes existentes", disse em comunicado.

A Ceva Logistics, incluindo o Brasil, opera em 26 países. Seus ativos somam 567 armazéns e 7,4 milhões de metros quadrados gerenciados. A companhia - antiga TNT Logistics - pertence desde o segundo semestre do ano passado à Apollo Management, L.P., uma das maiores empresas privadas de investimentos do mundo. No ano de 2005, a Ceva faturou ? 3,5 bilhões.

Já a EGL, fundada em 1984, e que pera com o nome de EGL Eagle Global Logistics, é líder mundial em transporte, gerenciamento da cadeia logística. Teve "lucros superiores a US$ 3,2 bilhões" e suas ações são negociadas com o nome EAGL.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Maior exportadora do Brasil de calçados fecha as portas

A maior e uma das mais tradicionais exportadoras de calçados do país, a Reichert Calçados, com sede em Campo Bom (RS), região metropolitana de Porto Alegre, não resistiu à desvalorização do dólar e decidiu fechar as portas. A empresa, fundada em 1935, destina 100% da produção para o mercado externo, principalmente Estados Unidos, mas deve desativar suas 20 unidades industriais em pelo menos onze municípios do Rio Grande do Sul até o fim de julho ou agosto, o que significará a demissão de 4 mil trabalhadores.

A informação, publicada pelo jornal "NH", de Novo Hamburgo, centro do pólo calçadista do Estado, foi confirmada pela Reichert mas os diretores não quiseram comentar o assunto. Apenas a agropecuária Campo Bom, com fazendas em Mato Grosso do Sul e Goiás, seguirá em operação.

"Estamos parando toda a produção de calçados", disse o diretor da Reichert, Ernani Reuter, ao "NH". "A decisão de parar a fabricação de calçados está tomada", confirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados da cidade de Teotônia, Roberto Müller, depois de participar de uma reunião com representantes da unidade local da empresa.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Rogério Dreyer, o fechamento da Reichert prova que a crise provocada pela valorização do real ante o dólar "passou dos limites". "Outras empresas já haviam fechado, mas eram de pequeno e médio porte", comentou. A estimativa da Abicalçados é de 30 mil demissões de uma base de 300 mil trabalhadores do setor em todo o país desde 2005. "A situação é mais do que conhecida pelo governo federal e infelizmente não há nenhuma mudança na política cambial", diz o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Calçados de Campo Bom, Gilfredo Heckler. O diretor do sindicato dos trabalhadores de Campo Bom, Júlio da Luz, disse que a Reichert se recusava a discutir a crise com os operários. Segundo ele, a recusa ao diálogo foi assim explicada pela diretora de RH da empresa: " Vocês vão fazer subir o câmbio? Se não vão, não adianta nada nos reunirmos".

Já o prefeito de Campo Bom, Giovani Batista Felter (PMDB) é enfático. "É um nocaute aplicado pela política cambial. Já vínhamos advertindo sobre a crise há dois ou três anos. Mas faltou sensibilidade em Brasília para uma indústria empregadora intensiva de mão de obra. Não estou preocupado com queda na arrecadação, pois os exportadores não pagam ICMS, mas sim com a crise social".

Os calçados femininos da Reichert são vendidos no mercado internacional com a marca dos importadores. No ano passado os embarques somaram US$ 85,1 milhões, 15,6% a mais do que em 2005. O montante corresponde a 4,6% das exportações brasileiras do setor e a 6,8% das vendas externas de calçados do Rio Grande do Sul no período.

Não consta que a Reichert tenha atrasado salários em sua história e agora ela garantiu o pagamento integral dos direitos dos funcionários. A produção será mantida somente até que seja concluída a entrega dos últimos pedidos em carteira, o que deve ocorrer em julho. Em Campo Bom, onde fica a matriz, há 850 empregados. Segundo Juarez Flor, tesoureiro do sindicato, os problemas da Reichert eram conhecidos, "mas a surpresa está no rápido desfecho da crise". Há três semanas, quando o prefeito de Campo Bom decidiu antecipar para o dia 14 de maio o feriado municipal de Corpus Christie, a Reichert acertou com os empregados que este seria um dia de trabalho, a ser compensado mais para o fim do ano. "Com isso, pensávamos que estava cheia de encomendas", disse Flor.

A Reichert já anunciou ao sindicato de Campo Bom que até 4 de junho - um mês antes da data base para o dissídio coletivo da categoria - haverá a demissão de 75 pessoas das suas duas áreas de modelagem. O sindicato ignorava a intenção de a empresa demitir também na Formas Reichert e no Curtume Reichert. Campo Bom tem 52 mil habitantes e nove mil trabalhadores na sua indústria de calçados.

Fonte: Valor Economico

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28 maio, 2007

Crescem exportações de carnes suínas de SC

Apesar do embargo russo às carnes catarinenses, a receita cambial com as exportações de suínos no Porto de Itajaí somaram US$ 150,1 milhões no primeiro quadrimestre do ano, valor 49% superior ao registrado no mesmo período de 2006 (US$ 100,9 milhões). Itajaí foi responsável por 47% da receita nacional com as vendas externas da mercadoria.

O superintendente do porto, Wilson Francisco Rebelo, diz que o cenário é propício para incrementar ainda mais a movimentação de carne congelada, em particular a suína. "Santa Catarina foi certificada como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O novo status sanitário pode reabrir o comércio com a Rússia, além de ampliar a participação em mercados exigentes como Japão e União Européia", disse.

Maior estado exportador de carne suína no Brasil, o Rio Grande do Sul exportou US$ 174,2 milhões da mercadoria no primeiro quadrimestre de 2007. Mais de um terço do total (34%) passou por Itajaí. Em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações gaúchas através de Itajaí cresceu 64%. Na mesma comparação, Goiás exportou US$ 12,6 milhões em carne suína. Do montante, 95% deixou o País pelo porto catarinense.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Obras do terceiro trilho ao acesso ao Porto de Santos começam no próximo dia 4

A MRS Logística anunciou ontem que prevê iniciar a construção do terceiro trilho no acesso ao Porto de Santos pela Margem Direita (Santos) no próximo dia 4, segunda-feira. De acordo com o presidente da concessionária, Júlio Fontana Neto, a obra, orçada em R$ 5 milhões, irá levar, no máximo, três meses.

É uma obra simples. Não tem necessidade de terraplenagem. É instalar um trilho numa estrutura que já existe, explicou Fontana Neto. O ramal terá extensão de 14 quilômetros e se estenderá do Perequê (Cubatão), no pé da Serra do Mar, ao Valongo, nas proximidades da entrada do porto por Santos a MRS tem a concessão de outro ramal na Margem Esquerda (Guarujá), no trecho Perequê-Conceiçãozinha.

A construção do chamado terceiro trilho nada mais é que a colocação de uma faixa férrea dentro da linha já existente, transformando o ramal em uma estrutura de bitola mista: que opera tanto trens de bitola larga (1,60 metro), como ocorre hoje, como trens de bitola métrica (1 metro). Tal como está hoje, a América Latina Logística (ALL), outra concessionária que atua no porto, só consegue passar pelo ramal se utilizar as locomotivas da MRS, visto que as suas são de bitola métrica.

O início da construção do terceiro trilho põe fim a dois anos de desrespeito a uma determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que arbitrou o caso em 2005.

Agora firmamos um acordo bem mais abrangente, que envolve oito contratos, por isso é que demorou um pouco, explicou Fontana Neto, referindo-se não somente a ações no âmbito do porto, mas também a outras negociações com a ALL envolvendo demais regiões onde há interface entre ambas as malhas.

De acordo com Fontana Neto, a operação a ser utilizada no ramal é o Direito de Passagem, modelo pelo qual a ALL deverá pagar determinada quantia à MRS para entrar com seus trens e maquinistas na linha da concessionária do ramal. Não tem restrição. É uma operação de ganha-ganha, afirmou Fontana Neto.

Uma das maiores reclamações da Brasil Ferrovias, que foi comprada pela ALL no ano passado, era que a empresa por não ter vagões suficientes operava no modelo de Tráfego Mútuo, sistema pelo qual tinha de utilizar todo o maquinário da MRS e, por isso, pagar um valor considerado alto.

O empresário adiantou que dentre as ações acordadas está a reativação de linhas em quatro pátios de manobra ferroviárias nos acessos ao porto: em Areais; no Valongo; na Ilha Barnabé e no acesso ao terminal da Ultrafertil.

As obras de recuperação estão orçadas em R$ 8 milhões e já foram desencadeadas, devendo ficar prontas até o final do ano. É só reativação de linhas, em função do aumento de tráfego que vai haver. Conforme matéria publicada em A Tribuna na edição da última terça-feira, a ferrovia passou a responder por quase um terço do transporte de cargas até o porto, saindo de 25% no segundo bimestre do ano passado para 31% no mesmo período deste ano.

Dentro do conjunto de obras que a MRS desenhou como possíveis de serem realizadas caso permaneça o ritmo acelerado de crescimento do transporte de cargas por ferrovia, a empresa vislumbra, por exemplo, a possibilidade de construir mais um ramal no acesso a Guarujá. Uma das variáveis para que isso ocorra é o Terminal de Granéis de Guarujá (TGG) bater no topo de sua capacidade de movimentação a curto prazo.

Teval

A MRS Logística estima receber em 30 dias o aval ambiental para erguer o Terminal Ferroviário e Marítimo do Valongo (Teval). Uma vez em funcionamento, a instalação irá aumentar a eficiência do transporte de mercadorias da concessionária, que ainda está recebendo as propostas de interessados em participar do empreendimento. Em meados de junho devemos ter a definição de quem será o nosso parceiro, afirmou o presidente Júlio Fontana Neto. O Teval será erguido em uma área de 470 mil metros quadrados, da própria MRS, entre a Alemoa e o Saboó, na entrada da Cidade. Estimado em US$ 85 milhões, o empreendimento terá capacidade para operar até 7 milhões de toneladas por ano. O início das operações está previsto para outubro do próximo ano.

Cronologia

9/5/05

Resolução

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) baixa a Resolução nº 945 determinando que a Brasil Ferrovias (que viria a ser comprada pela ALL) construa, em um ano, um ramal de bitola mista paralelo ao da MRS Logística no trecho Perequê (Cubatão) - Valongo (Santos). Do contrário, a MRS ganharia o direito de fazer o chamado terceiro trilho no período de 18 meses após a publicação da Resolução. Com um ramal próprio, a Brasil Ferrovias devolveria ao Estado a linha Samaritá-Estuário, que corta a Cidade.

9/5/06

Compra

Exatamente no aniversário de um da Resolução, a Brasil Ferrovias é comprada pela América Latina Logística (ALL). Tem início o processo de transição dos ativos da primeira para a segunda. A construção do ramal passa a ser da alçada da MRS. Meses depois, começam as negociações para a construção do terceiro trilho.

31/12/06

Meio

Termina o processo de transição pelo qual a ALL incorporou a Brasil Ferrovias.

25/05/07

Conclusão

A concessionária MRS anuncia que começará as obras do terceiro trilho em 4 de junho. Ramal Samaritá-Estuário será desativado para trens de carga tão logo a obra de acesso ao porto seja finalizada.

Fonte: A Tribuna

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Venda da Del Valle para Coca e Femsa é vetada no México

A agência antitruste do México vetou a compra da Sucos Del Valle pela Coca-Cola Company e pela Femsa, sua engarrafadora no país. O negócio - de US$ 470 milhões, sendo US$ 380 milhões em dinheiro e US$ 90 milhões em dívidas - foi anunciado em dezembro do ano passado. A aquisição foi completa, incluindo a marca e as seis fábricas da Del Valle no México e uma no Brasil.

Na sexta-feira, as duas empresas divulgaram ter sido informadas extra-oficialmente da decisão da Comissão Federal de Concorrência. O anúncio oficial deve sair entre hoje e amanhã.

Paralelamente à análise da entidade antitruste mexicana, o caso foi submetido ao parecer do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no Brasil. No México, porém, o controle é prévio, ou seja, a análise é feita antes de que a compra e a integração das empresas seja efetivada. No Brasil, as empresas fecham e assumem o negócio para que então haja análise do Cade. Por conta da legislação antitruste mexicana, tanto no Brasil quanto no México, as operações de Del Valle e Coca-Cola foram mantidas separadas e independentes.

Fonte: Valor Econômico

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Mercado interno substitui exportações na Voith Paper

A Voith Paper no Brasil, controlada pelo grupo alemão Voith, vive dias de transformação. Com a recente desvalorização do dólar frente o real, que neste ano já acumula 8,7%, a multinacional de equipamentos para o setor de papel e celulose tem assistido a uma drástica redução das exportações na composição da sua receita. Este ano, as exportações deverão ter sua pior participação na receita.

De calculadora na mão, Nestor de Castro Neto, o presidente da Voith Paper para América do Sul, conta ao Valor que as vendas para o exterior deverão representar 20% do faturamento. Número bem diferente, por exemplo, dos 60% que as exportações detinham há dois anos.

Como o ano fiscal da companhia vai de outubro a setembro, faltam poucos meses para a Voith Paper conhecer o resultado dos seus esforços no período 2006/2007. Sendo assim, o executivo estima um faturamento de R$ 600 milhões, pouco menor que os R$ 670 milhões registrados no período 2005/2006.

"Já na entrada de pedidos, temos um empate. Tanto no ano fiscal 2006/2007, como em 2005/2006, esse indicador ficará em R$ 670 milhões", diz Castro Neto. Em outras palavras, isso significa que a Voith Paper tem grandes chances de registrar boas vendas futuras.

Contudo, o presidente da companhia para América do Sul reconhece que contou com uma boa dose de sorte. A queda acentuada das exportações acontece no mesmo momento que os empresários do setor de papel e celulose resolveram tirar seus projetos da gaveta. "Em 1996, 1997, 1998 existia um câmbio apreciado no Brasil também, mas ninguém se predispunha a desenhar projetos para o mercado interno", lembra o executivo.

A julgar pelas recentes declarações de muitos industriais dos mais diversos setores, o momento é realmente de investimento. Até porque somente no setor de papel e celulose corre uma estimativa de que para cada 1% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país espera-se uma demanda 2% maior por alguns tipos de papéis.

"Além disso, a celulose fabricada no país concorre muitas vezes com produtos escandinavos e do Canadá. E o dólar canadense também passa por uma apreciação frente o dólar americano", diz o executivo.

Mas para Nestor de Castro Neto existe ainda outro fator que colabora com os negócios da Voith Paper por aqui: o preço da celulose. Mesmo que a tonelada da celulose mantenha custos nada desprezíveis de produção, o seu preço anda superando os US$ 600 no mercado internacional, o que traz uma boa rentabilidade a quem produz no Brasil. O executivo da multinacional afirma que o custo de fabricação dessa commodity gira entre US$ 240 e US$ 340 por tonelada.

Contudo, não bastaria ter um mercado disposto ao investimento se a companhia não tivesse feito sua lição de casa, ou seja, ampliando sua capacidade instalada. E, nos últimos anos, a Voith Paper agiu desta forma.

Em 2006, por exemplo, a multinacional gastou R$ 12 milhões e neste ano prevê mais R$ 5 milhões. E boa parte desses recursos foram usados para modernizar algumas linhas. Um bom exemplo dessa ampliação é a produção de cilindros secadores de 12 metros de comprimento para a fabricação de papel. "Antes, tínhamos capacidade para produzirmos quatro por semana. Hoje, chegamos a seis", garante Castro Neto.

Mesmo que o dólar volte a se fortalecer no Brasil, o executivo não acredita em mudança de postura. "Há uma solidez sendo construída no mercado interno", afirma Castro Neto.

Fonte: Valor Econômico

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Operadores divergem sobre liberar importação

A Aliança Navegação e Logística, empresa do grupo alemão Hamburg Süd, tem posição contrária à liberação das importações de navios pelo Brasil. A medida vai contra as empresas do setor que investiram no país e é desfavorável aos estaleiros nacionais que precisam de proteção para voltar a operar, diz Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança e da Hamburg Süd no Brasil. A empresa quer construir quatro navios de contêineres em estaleiro brasileiro em projeto com investimentos totais estimados em US$ 250 milhões.

Na visão de Thomas, o aumento da oferta de navios na cabotagem poderia ser resolvido via flexibilização nas regras de afretamento de embarcações estrangeiras. A regra prevê que a empresa de navegação brasileira pode afretar metade da tonelagem em operação ou o dobro da capacidade em construção. Thomas diz que, pela regra atual, se houver demanda adicional, a Aliança tem espaço para afretar mais navios a caso nu (sem tripulação).

Thomas diz que no momento a Aliança não vê necessidade de colocar capacidade adicional, além da frota existente, no transporte de contêineres na cabotagem. "Mas a médio prazo temos de construir navios para renovar a frota e garantir o crescimento futuro", afirma. Hoje a Aliança tem uma frota de dez navios de contêineres, para transporte de de carga geral, dedicada à cabotagem no Brasil (em 1998, a empresa operava com um navio).

Nos primeiros meses de 2007, como resultado de quedas sazonais na demanda, a empresa opera com sete embarcações na costa brasileira, mas voltará a trabalhar com sua frota completa no segundo semestre, diz Thomas.

Marco Aurélio Guedes, diretor de operações da Flumar, diz que a empresa quer aumentar a sua frota com navios próprios e, dentro desta estratégia, a importação de navios seria a solução mais rápida e viável. A Flumar opera no segmento de granéis líquidos transportando produtos químicos e gás. Ao todo a empresa tem três navios próprios e um afretado a casco nu.

O granel líquido é a principal carga movimentada na cabotagem no Brasil, respondendo por 84% do volume total. A participação é influenciada pelos volumes transportados pela Petrobras. Mas paralelamente o segmento de granéis líquidos é um dos que precisam renovar a frota de maneira mais urgente já que os navios em operação tem idade útil avançada.

Fonte: Valor Econômico

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Scania chega aos 50 anos em ritmo recorde

Produção em 2007 alcançará o total de 23 mil caminhões e ônibus, 142% a mais do que em 2003. A Scania Latin America comemora 50 anos de atividades no Brasil em julho deste ano em ritmo aceleradíssimo de produção. Fechará 2007 com 23 mil veículos produzidos - de longe o melhor número de sua trajetória no País. O volume é muito acima da previsão feita em outubro de 2006, que era de montar 19 mil veículos.

Do total fabricado, 72% serão destinados ao exterior e somente 28% ficarão no Brasil. Em 2006, a empresa exportou 65% da sua produção (que foi de 18.500 unidades) e vendeu 35% no País.

Além da carteira repleta de pedidos para o exterior, a empresa tem o desafio de atender o mercado brasileiro. Eriodes Batisttela, dirigente da Cotrasa e Ediba, concessionáris que vendem 20% dos caminhões da marca, diz que nunca viu uma demanda tão aquecida. "Temos pedidos firmes que vão até dezembro", disse. "Vamos produzir em dois turnos para atender o Brasil e o exterior", afirmou Christopher Podgorski, diretor-geral da Scania Latin America.

A fábrica de São Bernardo do Campo (SP), com caoacidade de produzir 10 mil veículos por ano, opera hoje com o dobro, após concluir em 1998 a etapa de investimentos de US$ 300 milhões.

A produção total, que em 1998 foi de 8.500 veículos - 80% de caminhões e 20% de ônibus -, teve uma redução para 7.200 unidades por causa da desvalorização do real. Mas em 2000 os volumes foram recuperados, com a montagem de 9.300 veículos.

Após reajustar os preços em 25% para recuperar prejuízos, a empresa enfrentou retração em 2002 - e a produção caiu para 5.700 unidades. Em 2003 voltou a recuperar os volumes, chegando a produzir 9.500 veículos, dos quais 50% foram vendidos no mercado interno e o restante no exterior.

Hoje, mesmo com o mercado interno aquecido e dólar desvalorizado, a Scania mantém a estratégia de exportação para atender a alta demanda do mercado europeu. Ao mesmo tempo, neste primeiro quadrimestre as vendas no País cresceram 31,8% em relação a 2006.Para chegar à produção mundial de 100 mil unidades em 2010, o presidente mundial da Scania, Leif Ostling, já anunciou que vai investir US$ 292 milhões (2 bilhões de coroas suecas) nas quatro fábricas, instaladas no Brasil, Suécia, França e Holanda. Neste ano, a produção global chegará a 80 mil unidades de caminhões e ônibus.

Dentro do processo de expansão global, a Scania informou em fevereiro deste ano a aquisição das instalações industriais de componentes de transmissões da General Motors, que fica em Södertälje, Suécia, cidade em que está sediada. A incorporação, segundo a companhia, possibilitará a Scania aumentar a capacidade de produção de componentes para motores e começar a produção de sistemas de injeção para motores. A montadora pretende aumentar a produção para atender a demanda do Leste Europeu, incluindo a Rússia.

A marca Scania entrou no Brasil pelas mãos do Grupo Vemag - que de 1951 a 1959 montou e vendeu caminhões e ônibus suecos. A Scania, que em 1959, inaugurou a fábrica de motores, no bairro do Ipiranga (SP), a partir de 1960 passou a produzir integralmente seus caminhões e ônibus, ainda no Ipiranga. A fábrica de São Bernardo do Campo, iniciada em 1960, foi inaugurada em 1962. Foi a primeira unidade fora da Suécia. Em 1965 a empresa exporta seu primeiro caminhão o L 76 para o Uruguai e, em 1969, estréia a exportação de componentes para a Suécia.

O produto mundial foi introduzido no Brasil muito antes da globalização da economia com a finalidade de ganhar escala e elevar o padrão dos produtos. As leis de emissões - que não são uniformes mundialmente - trouxeram flexibilidade à padronização tecnológica e abriram mercados de exportação aos mercados com exigências assemelhadas às do Brasil.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Padovan deixa a Ford e vai para a Volks

Após 31 anos na Ford Motor Company, Flávio Padovan, deixou a empresa. Padovan assume o cargo de vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen , na área de automóveis e comerciais leves. O executivo já trabalhou na montadora alemã durante a Autolatina, onde ficou por seis anos na gerência de marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Até sexta-feira, Padovan respondia pela diretoria das operações de caminhões da Ford na América Sul.

Para o lugar de Padovan foi Oswaldo Jardim, que assumiu na sexta-feira. Jardim trabalha na Ford há 26 anos. Atuou em diversas posições na área de marketing, vendas e serviços, incluindo caminhões, e mais recentemente como gerente executivo de serviços ao cliente da Ford Brasil. Ele responderá diretamente a Dom DiMarco, diretor executivo para as regiões do Canadá e América do Sul.

A Ford é a terceira montadora em participação no mercado brasileiro, atrás da Mercedes-Benz e Volkswagen. Na gestão de Padovan a Ford Caminhões conquistou 20% do mercado de caminhões no País. No primeiro quadrimestre a participação da montadora foi de 19,4%, com 5.619 mil unidades vendidas, crescimento de 31,5% em relação ao mesmo período de 2006.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Padovan deixa a Ford e vai para a Volks

Após 31 anos na Ford Motor Company, Flávio Padovan, deixou a empresa. Padovan assume o cargo de vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen , na área de automóveis e comerciais leves. O executivo já trabalhou na montadora alemã durante a Autolatina, onde ficou por seis anos na gerência de marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Até sexta-feira, Padovan respondia pela diretoria das operações de caminhões da Ford na América Sul.

Para o lugar de Padovan foi Oswaldo Jardim, que assumiu na sexta-feira. Jardim trabalha na Ford há 26 anos. Atuou em diversas posições na área de marketing, vendas e serviços, incluindo caminhões, e mais recentemente como gerente executivo de serviços ao cliente da Ford Brasil. Ele responderá diretamente a Dom DiMarco, diretor executivo para as regiões do Canadá e América do Sul.

A Ford é a terceira montadora em participação no mercado brasileiro, atrás da Mercedes-Benz e Volkswagen. Na gestão de Padovan a Ford Caminhões conquistou 20% do mercado de caminhões no País. No primeiro quadrimestre a participação da montadora foi de 19,4%, com 5.619 mil unidades vendidas, crescimento de 31,5% em relação ao mesmo período de 2006.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Petrobras quer construir duto com parceiros

A Petrobras está conversando com possíveis parceiros para um segundo alcoolduto da companhia, ligando Campo Grande (MS) ao porto de Paranaguá (PR), informou sexta-feira o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Junto com o trecho que será feito em parceria com a japonesa Mitsui, de Goiás a São Paulo, os dois alcooldutos deverão custar US$ 2 bilhões, disse Costa, e terão capacidade suficiente para atender a exportação do combustível para o Japão, estimada entre 3,5 e 4 bilhões de litros de álcool a partir de 2011. "Ele vai começar transportando volumes pequenos, mas podemos elevar a capacidade do duto se tiver mais demanda com a simples instalação de bombas", disse Costa. Entre junho e julho, segundo o diretor, será anunciada a viabilidade da obra e possivelmente o parceiro escolhido.

A Petrobras pretende se tornar uma grande comercializadora de álcool em alguns anos, e, para isso, analisa também entrar na produção do combustível, em 40 projetos de novas usinas. A companhia já começou a investir nas primeiras fases de instalação do duto que deve ligar Senador Canedo (GO) a São Sebastião (SP).

Estão sendo aplicados U$ 30 milhões na primeira etapa do projeto, que prevê adequação de estruturas já existentes. Essa fase inclui, por exemplo, a instalação de bombas para garantir maior vazão no duto hoje usado para gasolina e diesel entre Paulínia (SP) e Ilha D’Água (RJ).

Fonte: Gazeta Mercantil

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GOL Inaugura Vôos para Cruzeiro do Sul, no Acre

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes
(Bovespa: GOLL4 e NYSE: GOL), companhia aérea brasileira regular de
baixo custo, baixa tarifa, inicia hoje suas operações no município de
Cruzeiro do Sul, no noroeste do Estado do Acre. Com a nova base, a
GOL passa a voar para uma das regiões mais remotas do Brasil
diariamente, partindo de Fortaleza, passando por Belém (PA), Manaus
(AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), oferecendo aos passageiros
diversas conexões a partir dessas cidades.

Cruzeiro do Sul é considerado o segundo município mais populoso do
Acre e o primeiro da região do Alto Juruá. A área é acessível por
terra, pela Rodovia BR-364, somente durante o curto verão amazônico,
nos meses de junho a agosto, já que a pavimentação da via é parcial.
Os barcos são o principal meio de transporte, tanto para o
deslocamento de pessoas quanto para o escoamento de mercadorias. A
iniciativa da GOL, portanto, contribuirá para o desenvolvimento de
toda a área ao oferecer uma alternativa de transporte regular, com
preços acessíveis e segurança aos passageiros da região.

O município é o segundo destino da Companhia no Acre, já que desde
agosto de 2004, a GOL tem vôos regulares para a capital Rio Branco. A
cidade conta com o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul,
localizado a 14 quilômetros do centro urbano, que já opera com linhas
regulares de jato comercial e aviões de médio e grande porte.

"Ao atender à demanda de vôos para a região, esse novo destino vai
facilitar o intercâmbio turístico e as atividades comerciais na
Amazônia e também com países vizinhos, mais especificamente o Peru",
afirma Tarcísio Gargioni, vice-presidente de Marketing e Serviços da
GOL. Por via aérea, por exemplo, Cruzeiro do Sul dista 250 km do
município de Pucalpa, no Peru.

Passagens aéreas para Cruzeiro do Sul já estão disponíveis pelo site
da GOL ( www.voegol.com.br ). Veja abaixo a tabela completa com os
vôos para o novo destino:

Origem Destino Freqüência Saída Chegada
Fortaleza Cruzeiro do Sul Diária 6h30 13h20
Belém Cruzeiro do Sul Diária 8h40 13h20
Manaus Cruzeiro do Sul Diária 10h10 13h20
Porto Velho Cruzeiro do Sul Diária 11h55 13h20
Rio Branco Cruzeiro do Sul Diária 12h20 13h20

Fonte: PRNewswire do Brasil

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Rio Grande do Norte deverá ter câmara de comércio luso-brasileira

O Rio Grande do Norte deverá receber em breve uma nova câmara de comércio luso-brasileira. O processo de criação da entidade deverá demorar dois meses, de acordo com informações reveladas pelo jornal Tribuna do Norte.

Segundo a mesma fonte, "o objetivo é facilitar as negociações entre os empresários portugueses e os potiguares, especificamente no segmento turístico".

A criação desta nova câmara virá aumentar o número de entidades bilaterais dedicadas às oportunidades de negócio luso-brasileiras. Atualmente existem 10 câmaras registradas no Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil.

Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados que já têm câmaras de comércio Brasil - Portugal.

O Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil tem por objetivo unir as diversas câmaras estaduais e ter representatividade em Lisboa e Brasília, junto das instâncias oficiais que modelam as relações bilaterais, fazendo ouvir aos órgãos de Estado a voz dos empresários dos dois países.

As câmaras mais antigas são as do Rio de Janeiro e de São Paulo, fundadas em 1911 e 1912, respectivamente. A mais recente é a de Santa Catarina, inaugurada este semestre pelo embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa.

Fonte: Portugal Digital

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25 maio, 2007

Mercosul começa a definir proposta -

O Mercosul começou a definir uma posição comum para a negociação de produtos industriais na Rodada Doha, incluindo a seleção dos setores sensíveis que serão protegidos de maior corte tarifário. O subsecretário de Comércio Internacional da Argentina, Nestor Stancanelli, disse que entre os sensíveis estão os setores automotivo, têxtil, calçados e de brinquedos. Também químicos e eletroeletrônicos, máquinas e implementos agrícolas têm sido mencionados por outros negociadores.

Essa coordenação entre países com Tarifa Externa Comum (TEC) ocorre a menos de um mês da reunião ministerial entre o Brasil, Estados Unidos, União Européia e Índia, considerada decisiva para o futuro da negociação global. É onde o Brasil terá de apresentar concessão na área industrial, se quiser acordo na agricultura.

Mas Stancanelli acha que não é tarde, porque estima que a posição do Brasil e da Argentina é "sólida" e está refletida no Grupo "Nama 11", que reúne também Índia, África do Sul e outros países emergentes.

Fonte: Valor Econômico

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Panamá na lista dos "parceiros do etanol"

Tradicional produtor de açúcar do Caribe, o Panamá ambiciona agora entrar para o seleto grupo de produtores de etanol do mundo. E, para isso, conta com a expertise e a tecnologia do setor sucroalcooleiro do Brasil, a exemplo do que já ocorre com outros países vizinhos da região.

Uma delegação composta por empresários e autoridades panamenhas, chefiada pelo presidente Martín Torrijos, está no país para discutir uma parceria mais estreita entre os dois países. Na mesa, está o interesse do Panamá em conhecer mais sobre o modo de produção e as variedades de cana brasileira. Do lado do Brasil, a vantagem em ter uma porta de acesso ao Pacífico e aos EUA e - mais que isso - dar fôlego aos esforços de transformar o etanol numa commodity internacional.

O presidente Torrijos veio pessoalmente conhecer os mecanismos utilizados pelo Brasil para a criação de um marco jurídico que abra caminho para uma política nacional de bicombustíveis. A intenção do governo panamenho é substituir 10% da gasolina por álcool, reduzindo a sua dependência de petróleo. O país importa hoje todo o combustível que consome - 160 milhões de galões anualmente (ou cerca de 727 milhões litros).

"Queremos criar um marco jurídico para formar as condições para desenvolver nossa indústria. E o Brasil pode nos ajudar com isso", disse Torrijos, após uma reunião na tarde de ontem com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar Unica, em São Paulo, da qual saiu carregado de brochuras sobre o álcool brasileiro.

Com uma produção de 150 mil toneladas de açúcar por ano, o Panamá teria condições de produzir cerca de 60 milhões de litros de álcool, quase os 10% de álcool que deseja substituir na gasolina, estima a Unica. Para isso, a área destinada à cana-de-açúcar poderia ao menos dobrar dos atuais 25 mil hectares para 50 mil. Terras, diz o governo, há.

Fernando Ribeiro, secretário-executivo da Unica, acredita que o Brasil pode ganhar duas vezes com uma parceria dessas: com as exportações de etanol para o Panamá enquanto suas usinas se adaptam à produção do combustível; e com a chance de se exportar álcool para os EUA sem tarifas. "O Panamá pode ser uma plataforma de exportação importante para nós", afirma Ribeiro.

O Brasil já reprocessa álcool em quatro países do Caribe que mantêm acordos preferenciais com os EUA - Jamaica, Costa Rica, Trinidad e Tobago e El Salvador. Essas unidades reindustrializam o álcool hidratado para exportar ao mercado americano. Em 2006, o país reprocessou 470 milhões de litros de álcool no Caribe.

Fonte: Valor Econômico

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Viracopos, opção à saturação de Congonhas

Enquanto passageiros enfrentam atrasos no Aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), justificados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em razão da obra na pista principal do terminal, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, registra uma média de 2 mil passageiros por dia. Apesar disso e de Viracopos estar a 99 quilômetros de São Paulo, distância que pode ser percorrida em 50 minutos, as empresas aéreas que operam no terminal informaram não ter a intenção de transferir vôos para Campinas.

Viracopos tem capacidade para atender 2 milhões de passageiros por ano, mas recebe 730 mil, entre embarques e desembarques. O terminal de passageiros, com 30 mil metros quadrados, possui caixas eletrônicos, farmácias, lanchonetes, restaurantes, lojas e banheiros adaptados para portadores de deficiência. As principais rotas domésticas incluem Rio, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, Uberlândia e Guarulhos.

A capacidade é de atendimento simultâneo para seis aviões em pátio e,após a conclusão das obras no local, poderá atender 11 aviões. O aeroporto tem ainda dois locais para helicópteros e sete posições para jatos executivo.

O superintendente da Infraero na Região Sudeste, Edgard Brandão Junior, afirmou que o custo operacional e a pequena quantidade de vôos oferecida aos passageiros em Campinas pesa para as empresas. “O aeroporto tem estrutura. Quem não tem são as empresas, de transferir os vôos para cá e arcar com isso.”

Segundo a Gol e a TAM, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ainda possui melhor infra-estrutura para atender à demanda. A TAM informou que optou pela transferência de vôos para Guarulhos por questões de economia, comodidade, infra-estrutura, número de conexões e operacionalidade. Além de já possuir o sistema de traslado em Guarulhos, a empresa informou que é mais fácil acomodar um passageiro no aeroporto em São Paulo, pela oferta de horários de vôos, do que em Campinas.

A Gol informou que Guarulhos tem infra-estrutura mais adequada para atender ao volume de passageiros, mas disse que não vai se pronunciar sobre os motivos da escolha.

De acordo com a Infraero, a localização de Viracopos é privilegiada por permitir o acesso a três das principais rodovias do Estado de São Paulo: Anhangüera, Bandeirantes e Santos Dumont. Segundo a Infraero, entre 2003 e 2007, a previsão de investimentos chega a R$ 201 milhões.

GUARUJÁ

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve concluir até o final deste mês a avaliação do projeto da prefeitura de Guarujá para criar um aeroporto civil na Baixada Santista. O Estado-Maior da Aeronáutica deu aval para o projeto no final do ano passado, pois assim como os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Galeão, no Rio, o local compartilharia uma área civil e militar. O local é a Base Aérea de Santos, que fica em Guarujá.

Localizada em Vicente de Carvalho, e à margem esquerda do Porto de Santos, a Base Aérea ocupa uma área de 270 hectares e tem uma pista maior que a do Aeroporto Santos Dumont (1.390 metros por 45). Orçado em R$ 21 milhões, os recursos deverão vir da iniciativa privada.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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