30 março, 2007

Vale vai disputar mineradora indiana com 3 concorrentes

Quatro companhias chegaram à reta final na disputa pela mineradora Sesa Goa, segunda maior exportadora de minério de ferro da Índia, segundo a imprensa local. A Companhia Vale do Rio Doce estaria entre as quatro empresas que apresentaram uma proposta, além da Arcelor Mittal, a Aditya Birla e a Anil Agarwal, controlada pela Vedanta, segundo informa a publicação Reports Business Standard.

Uma recente decisão do governo indiano, de impor uma sobretaxa para a exportação de minério de ferro, tirou parte da atração que a Vale enxergava no negócio. Desde o dia 1º de março, cada tonelada de minério exportado passou a sofrer uma sobretaxa de R$ 14. A medida atende a pressões internas das siderúrgicas.

A expansão da produção de aço na Índia exigirá mais matéria-prima e o governo resolveu frear as exportações. Procurada, a Vale não comentou o assunto. A China, que no ano passado importou 326 milhões de toneladas de minério, é o principal comprador do minério indiano. O mercado chinês representava o principal interesse da Vale pelo negócio.

Fonte: Jornal do Commercio/RJ

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Vale negocia com sindicato para evitar greve no Canadá

Os trabalhadores da principal unidade da CVRD Inco no Canadá, onde se situa a mina de Sudbury, ameaçam entrar em greve à meia noite de sábado, caso não cheguem a um acerto com a empresa para fechar novo acordo coletivo de trabalho até o vencimento do atual contrato, que expira amanhã. As negociações envolvem 330 funcionários das áreas administrativa e técnica filiados ao sindicato Local 2020, vinculado ao United Steelworkers (USW).

Fonte: Valor Econômico - SP

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Projetos da Petrobras no Irã preocupam governo Bush

Os Estados Unidos avisaram o Brasil que estão preocupados com o crescente interesse da Petrobras em fazer negócios com o Irã. A iniciativa faz parte de uma agressiva campanha diplomática deflagrada pelo governo americano contra empresas estrangeiras que desejam explorar petróleo e gás natural no Irã.

O embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, discutiu o assunto recentemente com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Sobel deixou claro para Gabrielli que a presença da estatal no Irã pode criar complicações no futuro para os negócios da subsidiária americana da Petrobras, que explora várias áreas no Golfo do México.

Na avaliação da Casa Branca, os investimentos estrangeiros no Irã minam os esforços que os EUA e a comunidade internacional vêm desenvolvendo para isolar o Irã e conter suas atividades nucleares. Além disso, a liberdade de atuação de companhias como a Petrobras incomoda as empresas americanas, que são proibidas por lei de fazer negócios no Irã.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Projetos da Petrobras no Irã preocupam governo Bush

Os Estados Unidos avisaram o Brasil que estão preocupados com o crescente interesse da Petrobras em fazer negócios com o Irã. A iniciativa faz parte de uma agressiva campanha diplomática deflagrada pelo governo americano contra empresas estrangeiras que desejam explorar petróleo e gás natural no Irã.

O embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, discutiu o assunto recentemente com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Sobel deixou claro para Gabrielli que a presença da estatal no Irã pode criar complicações no futuro para os negócios da subsidiária americana da Petrobras, que explora várias áreas no Golfo do México.

Na avaliação da Casa Branca, os investimentos estrangeiros no Irã minam os esforços que os EUA e a comunidade internacional vêm desenvolvendo para isolar o Irã e conter suas atividades nucleares. Além disso, a liberdade de atuação de companhias como a Petrobras incomoda as empresas americanas, que são proibidas por lei de fazer negócios no Irã.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Braskem testa etanol em solo gaúcho

Além de manter no Rio Grande do Sul seu Centro de Tecnologia, a Braskem também desenvolve uma planta piloto no Pólo Petroquímico de Triunfo para testar a produção de propeno - matéria-prima hoje só produzida no Estado por Copesul e Refap - a partir de etanol.

Confirmada pelo presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, em reunião da Comissão de Finanças da Assembléia Legislativa, a iniciativa demandou investimentos entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões. O executivo confirmou ainda a assinatura do contrato para fornecimento de propeno com a Refap, na quantidade de 100 mil toneladas por ano.

Num primeiro momento, esse produto vai substituir as cargas que a empresa está trazendo da Bahia. Mais tarde, o transporte poderá ser retomado, para aproveitar a capacidade ociosa da unidade produtora de polipropileno da Ipiranga Petroquímica, que passará ao controle da Braskem.

Na mesma reunião, o presidente da Petrobras Química SA (Petroquisa), José Lima de Andrade Neto, afirmou que ainda não há uma decisão de produzir biodiesel na Refinaria Ipiranga, apenas a hipótese. Os estudos para dar mais rentabilidade à empresa serão feitos em conjunto com o Sindicato dos Petroleiros local.

Assembléia quer criar comissão para acompanhar as tratativas

Ambos voltaram a se comprometer com o crescimento e o desenvolvimento, mas evitaram a expressão "garantia de emprego". Lima Neto confirmou que apesar de a estatal elevar de 15% para 36% a participação na Copesul, manterá o número atual de dois integrantes no conselho de administração da empresa.

A Petroquisa terá poder de veto em algumas decisões, mas Lima Neto evitou detalhar em quais.

- É preciso entender que somos minoritários - argumentou o executivo, reiterando que a gestão caberá à Braskem.

Durante a reunião, que perdeu o status de audiência pública por estar marcada para ontem, quando os executivos tinham a mesma agenda em Brasília, na Câmara, foi proposta a criação de uma subcomissão da Assembléia Legislativa para o acompanhamento da negociação, que deve se estender até o final deste ano.

Fonte: Zero Hora/RS

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Varig quer mais prazo para rotas externas

O presidente da Gol, Constantino Júnior, afirmou ontem que a Varig deve retomar a operação de suas linhas internacionais em 12 meses e que a companhia pedirá à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão regulador do setor, a prorrogação do prazo para isso ocorrer, que é junho próximo.

O executivo declarou que a Varig adotará o modelo "low cost" (baixo custo) nos vôos internacionais e que seus custos serão reduzidos, o que permitirá tarifas promocionais nos vôos domésticos. "Vamos iniciar agora tratativas com empresas de leasing para compor a frota da Varig". A intenção é dobrar o número atual de aviões (de 17 para 34).

Ele não descartou a possibilidade de a Varig ter uma frota mista, ou seja, contar também com aviões da francesa Airbus -a frota da Gol é toda formada por aeronaves Boeing. A Varig tem autorização para voar para pelo menos 15 destinos internacionais -Los Angeles, Nova York, Santiago, Londres e Paris entre eles-, mas o prazo para a empresa retomar esses vôos, sob pena de perdê-los, expira em três meses.

Nesse período, na avaliação de analistas, seria difícil conseguir aviões, devido ao crescimento da aviação no mundo todo. Além disso, a companhia teria que treinar pilotos e comissários. "As empresas estão desesperadas por aviões, e hoje a oferta não é suficiente. Por outro lado, a Gol é a empresa aérea mais lucrativa do mundo. Todo mundo quer fazer negócio com ela", analisou um executivo do mercado de leasing.

Segundo a Folha apurou, na Anac, a avaliação é que a companhia aérea deve conseguir prorrogação para pelo menos parte das linhas, já que o presidente Lula deu todos os sinais de apoio político ao negócio.

A companhia já informou que não haverá primeira classe nos vôos internacionais da Varig. "A idéia é que o serviço de bordo seja focado no conforto e praticidade, sem luxo, caviar ou champanhe", disse Júnior.

Em tom de brincadeira, o presidente da Gol afirmou que, para os vôos internacionais, a Varig vai oferecer "uma barrinha de cereal de 1 kg".

A Gol tem uma encomenda de 121 aviões com a Boeing. Júnior disse que não está definido se alguns deles podem compor a frota da Varig no futuro.

Ele disse que os custos da Varig serão reduzidos -"temos condições de trazê-la para patamares competitivos"- e que isso deve permitir tarifas mais baixas nos vôos domésticos. "A Gol e a Varig competirão no mercado doméstico e em vôos para a América do Sul".

Como a expectativa é que a frota dobre de tamanho, o número de funcionários também deve quase dobrar, de acordo com o executivo. A prioridade nas contratações será dada aos funcionários que foram demitidas pela Varig "antiga".

Sobre o risco de a Gol herdar o passivo da Varig "antiga", ele afirmou que, no ano passado, quando a empresa foi dividida em duas e a "nova" companhia foi vendida sem dívidas, os credores concordaram com as condições do negócio. "A Gol entende que o negócio está livre de contaminação."

Segundo ele, a Gol optou por comprar a Varig agora, e não no ano passado, quando foi arrematada em leilão pela ex-subsidiária VarigLog, porque de lá para cá houve decisões judiciais avaliando que não há sucessão de dívidas. "A VarigLog teve todo o desgaste de negociação com os credores."

Ele não disse se a atual diretoria da Varig será mantida. Ontem, havia rumores de que o atual presidente, Guilherme Laager, não ficaria no cargo, o que foi negado pela empresa.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Delta Airlines fecha fevereiro com lucro líquido de US$ 55 milhões

A companhia aérea Delta Airlines anunciou hoje um lucro líquido de US$ 55 milhões no mês de fevereiro deste ano. No último dia desse mês, a companhia, que enfrenta um complicado processo de reestruturação, tinha US$ 2,7 bilhões em caixa.

Segundo a empresa, o resultado do fim do mês passado se compara a um prejuízo líquido de US$ 209 milhões registrado no mesmo mês de 2006. Excluindo os itens da reestruturação, a empresa contabiliza um prejuízo de US$ 43 milhões no mês passado - US$ 95 milhões menor do que o apresentado um ano antes.

O prejuízo operacional da empresa, de US$ 5 milhões, inclui US$ 5 milhões pagos em contratos de hedge (proteção) para combustíveis.

Ao final de fevereiro, a empresa tinha US$ 3,7 bilhões em dinheiro e equivalentes e investimentos de curto prazo. A soma de US$ 2,7 bilhões corresponde à parcela totalmente não comprometida desses valores.

A receita por passageiro da empresa cresceu 1,4% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2006. Já as despesas operacionais da companhia caíram 1,8% no mês, apesar do aumento de 2,8% na capacidade. No total, o custo por passageiro caiu 4,5% no período.

"O resultado de fevereiro demonstra o ambiente significativo que criamos para nossa reestruturação", disse o vice-presidente-executivo da empresa, Edward Bastian, em comunicado da empresa. "Esperamos sair da concordata em questão de semanas, tendo transformado nossa companhia em um forte e saudável competidor dessa difícil indústria (de aviação", disse ele.

Fonte: Valor Online

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Gol poderá utilizar balcões da Varig em Congonhas

Parte dos balcões da Varig que estão ociosos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, poderão ser transferidos para a Gol, disse hoje o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. Ele admitiu a possibilidade de um " balanceamento " na distribuição dos balcões entre as duas companhias.

No entanto, descartou a chance de a Gol assumir os slots (horários para pousos e decolagens) da Varig no aeroporto paulista. " A Varig irá explorar seus slots em Congonhas. Nada muda " , garantiu o executivo.

Segundo ele, a estratégia é manter as duas empresas com níveis de serviços diferenciados. No mercado doméstico, a Varig deverá oferecer vôos diretos e serviços de bordo mais bem elaborados, em classe única. Para as rotas internacionais, a companhia irá implementar a prática de baixo custo e melhorar as ofertas de produtos. Nesse tipo de vôo, a Varig vai oferecer duas classes: executiva e econômica.

Para a Gol, a estratégia não muda, garantiu Constantino. A empresa pretende continuar crescendo no mercado doméstico e não vai abandonar seus planos de internacionalização.

O executivo pretende, porém, utilizar o novo tamanho do grupo para barganhar descontos com as fabricantes de aviões. " Devemos estabelecer uma concorrência entre eles para depois tomarmos decisões " , afirmou. Atualmente, a Gol tem uma encomenda de 121 jatos com norte-americana Boeing, no valor de US$ 7 bilhões.

Constantino informou ainda que a gestão das duas companhias será independente. " Vamos assumir a Varig e interagir com os atuais executivos. Por princípios, vamos valorizar quem já está lá " , destacou. " Vamos buscar os melhores valores lá dentro " , disse o executivo, que garantiu que a Gol está preparada para investir no crescimento da Varig e para assumir a liderança do mercado brasileiro.

Com relação aos impactos da aquisição nos resultados da Gol em 2007, o presidente informou que ainda não foram mensurados, mas que já poderão ser sentidos no balanço do segundo trimestre. " Temos condições de, rapidamente, trazer a Varig para patamares competitivos e com resultados " , completou.

Fonte: Valor Online

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Delta Airlines fecha fevereiro com lucro líquido de US$ 55 milhões

A companhia aérea Delta Airlines anunciou hoje um lucro líquido de US$ 55 milhões no mês de fevereiro deste ano. No último dia desse mês, a companhia, que enfrenta um complicado processo de reestruturação, tinha US$ 2,7 bilhões em caixa.

Segundo a empresa, o resultado do fim do mês passado se compara a um prejuízo líquido de US$ 209 milhões registrado no mesmo mês de 2006. Excluindo os itens da reestruturação, a empresa contabiliza um prejuízo de US$ 43 milhões no mês passado - US$ 95 milhões menor do que o apresentado um ano antes.

O prejuízo operacional da empresa, de US$ 5 milhões, inclui US$ 5 milhões pagos em contratos de hedge (proteção) para combustíveis.

Ao final de fevereiro, a empresa tinha US$ 3,7 bilhões em dinheiro e equivalentes e investimentos de curto prazo. A soma de US$ 2,7 bilhões corresponde à parcela totalmente não comprometida desses valores.

A receita por passageiro da empresa cresceu 1,4% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2006. Já as despesas operacionais da companhia caíram 1,8% no mês, apesar do aumento de 2,8% na capacidade. No total, o custo por passageiro caiu 4,5% no período.

"O resultado de fevereiro demonstra o ambiente significativo que criamos para nossa reestruturação", disse o vice-presidente-executivo da empresa, Edward Bastian, em comunicado da empresa. "Esperamos sair da concordata em questão de semanas, tendo transformado nossa companhia em um forte e saudável competidor dessa difícil indústria (de aviação", disse ele.

Fonte: Valor Online

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Gol pode usar outro fabricante de aviões para Varig

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou nesta quinta-feira que a Gol continuará usando aviões da Boeing, mas que vai estudar opções para a Varig. Ele explicou que as duas companhias juntas terão mais poder de negociação com as fabricantes de aeronaves.

"A Gol continua operando Boeing. Vamos levar os mesmos fundamentos de baixo custo para Varig, mas no (trajeto de) longo curso deveremos, sem dúvida, estabelecer uma concorrência entre fabricantes", disse o executivo, sem especificar prazo.

Segundo o executivo, a Gol se dedicou nos últimos dias para fechar a transação com os controladores da Varig e não houve tempo ainda de avaliar a escolha do fabricante.

A Gol tem um pedido de 121 aviões junto à Boeing que continuará exclusivo da companhia. A empresa não pretende transferir parte de seus aviões para a Varig retomar vôos parados.

Uma das prioridades da Gol agora é encontrar o mais rápido possível aviões para leasing pela Varig. O objetivo da empresa, anunciado na quarta-feira, é aumentar a frota da Varig das atuais 17 aeronaves para 34, sendo 20 modelos 737 e 14 jatos 767.

"Nós pretendemos dobrar a frota da companhia e vamos naturalmente quase que dobrar a quantidade de colaboradores. Daremos preferência a esses colaboradores (antigos) da Varig", afirmou.

A idéia é tornar a Varig uma companhia aérea de baixo custo e de longo alcance, voando para destinos mantidos pela companhia na Europa, Estados Unidos e América Latina. "Queremos um serviço de bordo mais prático e voltado para conforto do que para luxo", disse Constantino.

O executivo informou ainda que a Gol não herdou nenhum passivo da Varig, além das debêntures que foram acertadas no plano de recuperação judicial, e que a emissão de 6,1 milhões de ações da Gol para parte do pagamento da empresa "mais que compensa" a diluição de três por cento ocorrida no capital da companhia.

DESTINOS INTERNACIONAIS

Segundo o executivo, as operações das empresas ficarão separadas e não há planos de passar destinos internacionais da Gol para a nova empresa do grupo.

"Não consideramos transferir vôos internacionais da Gol para a Varig. Gol e Varig competem inclusive em algumas linhas, como Buenos Aires", ressaltou. Além de Buenos Aires a Gol voa para outras 2 cidades argentinas e para Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai e Peru.

A Gol vai solicitar mais tempo à agência reguladora do setor, Anac, para iniciar a operação dos "slots" (horários de pouso e decolagem) internacionais da Varig, que não estão sendo utilizados pela companhia atualmente. Pelo prazo dado pela agência, a Varig tem até meados de junho para retomar esses vôos sob pena de perder os espaços.

O grupo Gol considerará para a Varig a escolha de aliança com outras empresas para vôos internacionais, mas isso ainda não foi definido, disse Constantino. A Varig chegou a pertencer à Star Alliance, grupo formado por empresas como Luthansa e United Airlines.

"A partir de hoje nós começaremos as tratativas com as empresas de leasing e envidaremos todos os esforços para restabelecer esses vôos o mais rápido possível, talvez dentro dos próximos 12 meses", disse Constantino.

Planos de lançamento de operação da Gol no México, que já estavam suspensos, continuam congelados, pois a empresa está concentrada em integrar a Varig ao grupo. "Mas continuamos a avaliar as opções neste mercado", disse o executivo.

O programa de milhagem Smiles, que possui cerca de 5,5 milhões de usuários, também não será transferido para a operação da Gol, seguindo os planos da companhia em administrar as duas empresas de maneira independente.

A Gol anunciou na quarta-feira a compra da Varig, por meio de uma operação que envolve dinheiro, debêntures e ações e que pode atingir os 320 milhões de dólares. Constantino não informou quanto a Gol pretende investir na Varig.

Em função da aquisição da Varig, as ações da Gol dispararam na Bovespa nesta quinta-feira e registravam alta de 11,21 por cento, às 15h55, enquanto o Ibovespa subia 0,93 por cento.

Fonte: Globo Online

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Porto do Recife receberá R$ 35 mi para dragagem

O Ministério dos Transportes aprovou, na última quarta-feira, a liberação de R$ 35 milhões para as obras de dragagem e recuperação da infra-estrutura viária do Porto do Recife. Os projetos seguem agora para o Ministério do Planejamento e a diretoria do porto aguarda a liberação dos primeiros recursos nos próximos 60 dias, quando devem ter início os desembolsos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), onde as obras estão incluídas.

Desse montante, R$ 25 milhões serão destinados à dragagem e R$ 10 milhões às obras de recuperação da infra-estrutura viária do terminal. A dragagem vai atingir uma área de 1,4 quilômetro, em seis berços de atracação. “Hoje o porto tem, em média, nove metros de profundidade. Vamos dragar para 12 metros”, explicou o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão. A recuperação da infra-estrutura inclui a reconstrução de todas as vias internas do porto. Para realizar o serviço, já há estudo de viabilidade e projetos executivos em andamento. A administração do terminal planeja iniciar as licitações em maio e concluir as obras até o fim do ano.

O aumento do calado (profundidade) do porto permitirá o acesso de navios de grande porte a todos os terminais e deve se refletir em aumento da movimentação de cargas no porto da capital. “Com perspectiva da dragagem, já chegaram pedidos de movimentação de mais 1,1 milhão de toneladas de carga, sendo 800 mil toneladas de clínquer e 300 mil toneladas de coque de petróleo”, comentou Catão.

As metas do Porto do Recife para 2007 são de aumentar em 10% a movimentação de carga, hoje em dois milhões de toneladas/mês, aproximadamente. “Para 2008, devemos aumentar a movimentação em, pelo menos, 30%”, concluiu o presidente do porto.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Investimentos nos portos de Paranagua´e Antonina chegam a R$ 90 mi

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, anunciou ontem investimentos de R$ 90 milhões em três novas obras no porto que, segundo ele, servirão para ampliar a infra-estrutura e a logística portuária.

No próximo mês, o Porto de Paranaguá deve iniciar, a licitação para contratar o serviço de dragagem de manutenção. Os estudos já estão em andamento e o trabalho será realizado com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O custo aproximado seria de R$ 15 milhões, valor semelhante ao contrato que tinha sido estabelecido com a empresa de dragagem Somar que não executou o trabalho devido a uma série de impasses entre a administração portuária e a Capitania dos Portos. A Capitania fez uma série de exigências para que o serviço fosse liberado e a Somar ainda discute na Justiça o pagamento pelos dias que ficou com a draga parada em Paranaguá.

Com os recursos anunciados serão construídos também um silo graneleiro com capacidade para 107,8 mil toneladas, que estará ligado ao Corredor de Exportação, e o terminal para fertilizantes (orçado em R$ 9,758 milhões). Além disso, serão feitas melhorias nos berços de atracação, que garantirão melhor performance do cais comercial e que integra a primeira fase do projeto Cais Oeste com custo de R$ 38,011 milhões. ''Estas obras são complementos das obras previstas desde 2006, mas que, por questões judiciais, foram paralisadas e agora serão retomadas'', comentou o superintendente.

A obra do silo terá também a construção de duas moegas para descarga rodoviária com plataformas basculantes hidráulicas, duas balanças de fluxo com capacidade de 1.500 toneladas/hora, conjunto de balanças, entre outras melhorias. O novo silo terá ligação direta com o Corredor de Exportação público e só vai receber grãos convencionais. A obra vai custar R$ 39,397 milhões.

Requião anunciou que as três obras serão feitas com recursos próprios da autarquia, que tem em caixa mais de R$ 260 milhões. A dragagem e o Cais Oeste têm recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O PAC prevê R$ 1 bilhão para a dragagem de todos os portos do País. Enquanto não chegam os recursos do programa, o porto vai utilizar o próprio caixa.

O superintendente revelou ainda que, além disso, deve anunciar novos projetos neste ano. Um deles é o Porto do Mercosul, que será construído em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado.

A previsão é que as obras iniciem em 30 dias e em um ano sejam concluídas as construções das estruturas dedicadas aos grãos e ao fertilizante e, em dois anos, estejam finalizadas as obras no cais do porto. A meta é fechar 2007 com a exportação de 14 milhões de toneladas de grãos.

Durante a entrevista Requião questionou a criação da Secretaria de Portos pelo Governo Federal. Para ele, é preciso definir claramente a função da nova pasta antes de escolher seus componentes.

Fonte: Folha de Londrina

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29 março, 2007

Ambev anuncia investimentos de R$ 5 bi em 5 anos

O presidente do conselho administrativo da Ambev, Vitório de Marchi, anunciou nesta quarta-feira (28)ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a empresa fará investimentos de R$ 5 bilhões nos próximos 5 anos na modernização e ampliação de fábricas já existentes. Segundo De Marchi, metade das 50 fábricas espalhadas pelo País deve passar por ampliação, já que o mercado de refrigerantes e cervejas "está muito aquecido e exigindo novos investimentos".

De acordo com o dirigente, a ampliação das fábricas irá gerar 5 mil empregos diretos e indiretos. Desse total, serão criados mil empregos diretos, informou. Segundo De Marchi, a prioridade para a aplicação destes investimentos serão o Nordeste e o Centro-Oeste, onde o mercado cresceu muito. Parte deste dinheiro disse ele, também será aplicado no Sudeste. Vitório de Marchi disse que o presidente ficou muito entusiasmado com a notícia que teria classificado de "excelente", conforme seu relato.

De acordo com suas informações, em 2006 o setor de refrigerantes e cervejas cresceu 8%. A sua expectativa é de que este ano o crescimento se mantenha nos mesmos níveis. Vitório de Marchi afirmou ainda que desde a fusão das cervejarias Brahma e Antártica este é o maior investimento que a Ambev faz no País.

Fonte: Repórter Diário

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Petroquímica no Sudeste vai passar por redesenho, diz executivo

Depois da compra do grupo Ipiranga pelo consórcio formado por Petrobras, Braskem e grupo Ultra, o setor petroquímico brasileiro deverá ter, em um futuro relativamente próximo, novas negociações de grande porte. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse nesta quarta-feira (28) que o desenho societário do processo de reorganização do setor petroquímico no Sudeste deverá ser concluído "em algo em torno de seis meses a um ano".

Costa disse, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, que a estatal já fez contatos para tratar da consolidação do setor no Sudeste com as principais empresas na região, como a Suzano Petroquímica e a Unipar.

"Já mantivemos os primeiros contatos com essas empresas, de modo a olhar não só o que existe hoje de ativos, mas também outro ativo muito importante, que vai agregar valor ao Sudeste, que é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)." Costa lembrou que a Petrobras tem como sócios no complexo o Grupo Ultra e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e reafirmou que, "com certeza", haverá outros parceiros no projeto.

Questionado se Suzano Petroquímica e Unipar poderiam ser sócias no Comperj, Costa respondeu afirmativamente. "Podemos ter a Suzano e a Unipar, como podemos ter vários outros sócios, nacionais ou estrangeiros", disse.

Costa não informou, contudo, como poderá ser o desenho acionário após a reorganização.

"Não há um desenho final de como vai ser. Estamos iniciando as discussões e é muito preliminar dizer qual será a participação de cada grupo", destacou. Segundo o diretor da Petrobras, no prazo de seis meses a um ano já será possível dizer quais serão os acionistas e suas respectivas participações

A reorganização do setor petroquímico no Sudeste vai proporcionar um "equilíbrio" entre os pólos do Nordeste e do Sul em relação ao da região. Costa negou que possa haver uma estatização do setor petroquímico, mas reforçou que a Petrobras quer ter papel ativo na cadeia, deixando de ser apenas fornecedora de matéria-prima para ter uma participação maior na cadeia do setor.

Ele afirmou que é preciso fortalecer a indústria petroquímica brasileira em termos de gestão e investimento e chegou a afirmar que não se não houver empresas fortes, "o setor não vai sobreviver", tendo em vista a competição com empresas estrangeiras.

Fonte: Repórter Diário

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Alpargatas faz 100 anos com operação direta nos EUA e Chile

A Alpargatas está completando 100 anos de Brasil e para comemorar a data nada como um bom plano de expansão, no exterior. As primeiras investidas acontecem simultaneamente no mercado chileno com a marca esportiva Mizuno e nos Estados Unidos com a marca Havaianas. Nestes dois países a empresa terá operação própria de vendas e comunicação.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Gol compra Varig por US$ 320 milhões

No maior negócio entre companhias aéreas nacionais, a Gol anunciou ontem a compra da Varig por US$ 320 milhões, em um movimento que deve acelerar a chegada da companhia à liderança nos vôos domésticos e levá-la à operação de vôos internacionais intercontinentais.

A Varig foi comprada em julho por US$ 24 milhões pelo fundo Matlin Patterson (EUA), que investiu desde então ao menos US$ 75 milhões e estaria tendo prejuízos mensais. Varig e Gol, que juntas atenderão mais de 20 milhões de passageiros por ano, serão geridas como empresas independentes e manterão seus modelos de negócio, apesar da previsão de corte de custos na Varig. A frota da Varig dobrará e ela deve voltar a operar mais de dez destinos internacionais.

A Gol pagou US$ 275 milhões pelo total das ações da Varig -US$ 98 milhões em "espécie", e o restante, por meio de entrega de 6,1 milhões de ações preferenciais da companhia aérea (3% das suas ações totais). A transação chega a US$ 320 milhões porque a Gol assumirá R$ 100 milhões em debêntures.

A compra será feita via GTI, subsidiária da Gol, e depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A Gol, de acordo com fato relevante distribuído ontem, continuará a seguir o modelo "low cost, low fare" (baixo custo, baixa tarifa) que introduziu no país ao ser criada, em 2001, ou seja, sem classe executiva e primeira classe, programa de milhagem ou comida quente.

Já em relação à Varig fala-se em "serviços diferenciados" e vôos sem conexão, além da continuidade do programa de milhagem Smiles, que não sofrerá alterações. Mas não terá primeira classe nos vôos internacionais. "O mundo mudou, e o conceito de luxo excessivo está superado", diz Constantino de Oliveira Jr., presidente da Gol, em comunicado da aérea.

A negociação para a compra da Varig praticamente não envolveu a direção da empresa.

A Gol articulou a operação diretamente com o fundo americano Matlin Patterson. As conversas se estenderam por dois meses, e a Gol concorreu com a chilena LAN, que chegou a enviar pessoal para checar as finanças da Varig. A LAN concedeu um empréstimo de US$ 17,1 milhões à Varig.

A entrada da LAN esbarrava no limite de 20% de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais, além de o governo preferir uma solução brasileira à empresa.

Na semana passada, o Matlin Patterson queria US$ 483 milhões pela companhia, mas a Gol teria achado o valor alto. A direção da Varig foi informada na manhã de ontem da operação. Uma equipe de transição começa a operar a partir de hoje na Varig. Por enquanto, não há definição sobre o tamanho da companhia e sobre mudanças no quadro de pessoal. O principal atrativo da Varig são os "slots" (espaços e horários de pouso e decolagem) em Congonhas. São mais de 120 no aeroporto mais disputado do país, muitas na ponte aérea Rio-SP. Tem ainda vastos espaços de balcões para check-in, principalmente em Guarulhos, e linhas rentáveis ao exterior.

A Varig tem até a metade de junho para retomar rotas internacionais atraentes, como Los Angeles, Nova York, Lisboa, Madri, Londres, Paris e Milão.

A pressa no fechamento da operação evidencia a corrida contra o tempo que a Gol terá que enfrentar para tornar a operação vantajosa. As linhas internacionais são regidas por acordos bilaterais, e a negociação, caso a Varig não consiga retomar as linhas no prazo previsto pela lei, pode demorar.

Já a Anac pode submeter a Varig a nova certificação. A Folha apurou que, dependendo da estrutura acionária, a Anac pode exigir novo Cheta (Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo).

Fonte: Folha de S. Paulo

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Negócio fortalece Gol na disputa com TAM

A compra da Varig fortalece a Gol na disputa com a TAM, que hoje lidera o mercado doméstico com 47% de participação. Gol e Varig possuem hoje, respectivamente, 40,2% e 4,57% de participação nos vôos domésticos, ou seja, cerca de 45% juntas, percentual muito próximo ao da TAM, segundo os dados relativos a fevereiro.

Na avaliação de analistas, a aquisição pela Gol permitirá à Varig aumentar rapidamente a sua participação de mercado e a sua taxa de ocupação, devido aos investimentos em frota e à possibilidade de utilizar o sistema de reservas da Gol. "A Gol vai passar a TAM com mais rapidez do que estava previsto", disse Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação. "Acredito que isso vai acontecer já em agosto deste ano."

Hoje, a Gol tem 66 aviões próprios e voa para 56 destinos -48 dentro do país e 8 internacionais: três para a Argentina e um para Uruguai, Chile, Peru, Bolívia e Paraguai. A companhia encerrou 2006 com lucro líquido de R$ 684,4 milhões, 61,2% a mais que em 2005.

Atualmente, a Varig voa para 14 destinos no mercado doméstico e 4 internacionais: Buenos Aires, Bogotá, Caracas e Frankfurt. A companhia deve passar a voar para mais destinos quando sua frota dobrar, segundo informou ontem a Gol: Frankfurt, Londres, Madri, Milão, Paris, Miami, Nova York, Cidade do México, Buenos Aires, Santiago, Bogotá e Caracas.

A frota da Varig será formada por 20 Boeings-737 e 14 Boeings-767, informou a Gol.

Duopólio fortalecido

A aquisição da Varig pela Gol fortalece o chamado duopólio da aviação comercial no mercado doméstico, segundo analistas ouvidos pela Folha.

Gol e TAM representam 87% do mercado nas viagens nacionais. As duas mais a Varig representam 91,5%. Segundo Lúcia Helena Salgado, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a aquisição é uma má notícia para o consumidor porque representa uma divisão do mercado de praticamente 50% entre duas companhias.

A economista destaca que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) precisará observar a operação de perto. As empresas atuarão de forma independente, segundo nota enviada ao mercado.

O fator que joga a favor da operação é a fatia pequena de participação da Varig no mercado doméstico, de 4,57% em fevereiro, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), um cenário diferente do analisado à época da tentativa de fusão entre Varig e TAM, em 2003.

Ao mesmo tempo, as companhias acabaram de entrar em uma acirrada guerra de tarifas para aumentar a ocupação de seus aviões. A TAM, considerada a grande derrotada na história, pode reagir baixando tarifas, o que pode amenizar os efeitos dessa concentração.

Um analista descreveu a operação como o pior dos mundos para o consumidor. Segundo analistas ouvidos pela Folha, a compra poderá se mostrar extremamente rentável para a Gol. No passado, as operações internacionais da Varig chegaram a responder por dois terços do faturamento da aérea.

O mercado viu a operação de forma favorável. As ações preferencias da Gol subiram 4,17%. Já a ação Varig Transportes PN, apesar de pouco negociada (apenas 33 operações), disparou 235,71%; o papel Varig Serviços PN subiu 157,77%, após 20 negócios. O papel preferencial da TAM caiu 2,17%.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Porsche apresenta oficialmente oferta de aquisição pela Volks

O fabricante alemão de veículos esportivos Porsche apresentou hoje oficialmente uma oferta pública de aquisição (OPA) pelo grupo automobilístico Volkswagen, no valor de 100,92 euros por ação ordinária, informou a empresa.

Os mercados esperavam a apresentação da oferta, depois de a Porsche ter aumentado esta semana sua participação na Volkswagen para 30,9% e ser obrigada a lançar uma OPA pela totalidade dos títulos, ao ultrapassar o máximo de 30% permitido pela legislação da bolsa alemã.

A Porsche já tinha afirmado anteriormente que não queria adquirir todas as ações da Volkswagen e que espera que poucos acionistas participem da OPA, já que o preço oferecido é o mínimo estabelecido pela lei e está abaixo da cotação atual da Volkswagen.

Além disso, a Porsche informou que oferecerá, previsivelmente, 65,45 euros por cada ação preferencial da Volkswagen, que não tem direito de voto.

Na segunda-feira, a Porsche comprou 3,6% das ações da Volkswagen, pagando em torno de 1 bilhão de eurps (US$ 1,334 bilhão), e aumentando sua participação no maior fabricante automobilístico europeu a 30,9%.

A Porsche já tinha informado no sábado, ao anunciar a operação, que ofereceria 100,92 euros por ação ordinária da Volkswagen, quase 7 euros a menos que o preço de fechamento da sexta-feira.

A OPA apresentada hoje permitirá à Porsche comprar mais títulos da Volkswagen sem ter de voltar a apresentar outra oferta de aquisição.

Segundo o presidente da Porsche, Wendelin Wiedeking, a operação permite à companhia "reagir ainda mais rápido caso uma sociedade de fundos de alto risco ('hedge funds') deseje adquirir ações da Volkswagen".

A Porsche, unida ao estado federado da Baixa Saxônia, segundo maior acionista da Volkswagen com uma participação de 20,3%, conseguiria alcançar uma maioria que evitasse uma OPA contrária.

Fonte: Invertia/Terra

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Jatos executivos e trens impulsionam lucro da Bombardier

A Bombardier divulgou na quarta-feira alta de 30 por cento no lucro trimestral com fortes vendas de jatos executivos compensando a fraca performance com aviões regionais. O resultado também foi beneficiado pela reestruturação dos negócios de trens, que apresentaram receita recorde.

A empresa canadense, principal rival da brasileira Embraer na produção de aeronaves comerciais, teve lucro de 112 milhões de dólares no trimestre encerrado em 31 de janeiro, acima do ganho de 86 milhões de dólares um ano antes.

O resultado ficou ligeiramente acima das previsões de analistas.

A receita total subiu 10 por cento, para 4,4 bilhões de dólares.

A companhia informou que espera que as entregas de aviões cresçam em 2008 em relação aos 326 aviões entregues no ano fiscal 2007.

Em seu relatório trimestral, a Bombardier não forneceu informações sobre o programa CSeries, plano de 2 bilhões de dólares para o desenvolvimento de aviões de 110 a 130 lugares.

Na apresentação preparada para a teleconferência com analistas e jornalistas, a Bombardier informou que continua a refinar o plano de negócios do CSeries para potencial entrada do avião em serviço em 2013.

Em 31 de janeiro a Bombardier tinha carteira de pedidos de 13,2 bilhões de dólares no segmento aéreo, acima dos 10,7 bilhões de dólares um ano antes.

A empresa informou que o ano fiscal encerrado em janeiro foi o melhor que teve em pedidos e entregas de aviões executivos. A Bombardier também registrou recorde de encomendas de trens no último exercício fiscal.

Fonte: Globo Online

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STF analisa pedido de CPI do Apagão; Alckmin vê crise de logística

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello deve decidir hoje se aceita o pedido dos partidos de oposição, que requereram a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Mello, relator do mandado de segurança da oposição, recebeu ontem informações do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) sobre a CPI.

Se as explicações de Chinaglia forem aceitas, a tendência é Mello rejeitar o pedido de instalação de uma comissão para investigar a crise do tráfego aéreo do país. Nas informações prestadas ao STF, Chinaglia disse ter agido "dentro dos mais estritos trâmites constitucionais e regimentais" em relação à criação da CPI.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) --vítima da crise do controle do tráfego aéreo-- disse hoje que o país vive hoje uma crise de logística. "Estamos tendo uma crise de logística, de portos, de infra-estrutura, de energia. Há uma grande preocupação com energia. Se o país crescer mais forte vai ter problema de energia", afirmou ele.

A experiência de Alckmin nos aeroportos se deu no último sábado, quando ele retornou o país para aproveitar uma folga no curso de políticas públicas que faz em Harvard (EUA). "Vou dar exemplo de um vôo em que acidentalmente eu estava dentro, da Delta Ailrines. Era para chegar às 7h, chegamos 13h15 [de sábado]. Ficamos quase três horas no Rio. Essa questão do apagão aéreo é a parte visível."

Ele disse que defende o fim da crise do controle do tráfego aéreo. "Sou a favor que essa questão se resolva", respondeu ele ao ser questionado se era favorável à instalação de uma CPI para investigar o problema.

Fonte: Folha Online

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Ações da Gol sobem com rumores de que comprará a Varig

As ações da Gol, a segunda maior companhia aérea do país, subiram 5,28% hoje na Bolsa de Valores de São Paulo, após serem divulgados rumores, não confirmados, de que pode anunciar em breve a compra da Varig. Apesar de a suposta negociação não ter sido confirmada por nenhuma das duas empresas nem pelas autoridades do setor aéreo, as ações preferenciais da Gol eram as que mais subiam hoje no pregão paulista, enquanto o Ibovespa caía 1,27%.

De acordo com os rumores na bolsa, a Gol, uma companhia aérea que entrou em operações em 2001 e hoje é a segunda maior do país, após a TAM, graças a seu modelo de baixas tarifas e baixos custos, pode anunciar a compra esta semana. A Varig, que chegou a ser a maior companhia aérea do país antes da crise financeira que obrigou seus controladores a leiloá-la, no ano passado, ficou reduzida a uma pequena empresa após a venda, com apenas três vôos internacionais e um pequeno número de rotas nacionais.

Os investidores consideram que a operação, caso seja confirmada, permitirá à Gol se confirmar como segunda maior companhia aérea do país e até ameaçar a liderança da TAM. Segundo estatísticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a TAM lidera o mercado dos vôos nacionais com 47,33% de participação, seguida pela Gol (40,26% ) e pela Varig (4,57%).

Entre os vôos internacionais, a liderança da TAM é maior, com 61% do mercado, enquanto a Gol tem 18,9% e a Varig, 11,82%. A possível compra da Varig fortaleceria as rotas internacionais da Gol, atualmente limitadas a vôos a Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru. No mercado nacional, a possível negociação transformaria a Gol em líder dos vôos entre São Paulo e Rio de Janeiro. A Gol, no entanto, não é a única interessada em adquirir os ativos da Varig, empresa que já recebeu um empréstimo da LAN Chile em uma operação para permitir a aproximação da companhia aérea chilena à operadora brasileira.

Fonte: JB Online

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Porto de Santos terá mais de 500 mil turistas

O Porto de Santos ultrapassará a marca histórica dos 500 mil passageiros na próxima temporada de cruzeiros, que começará no dia 31 de outubro e prosseguirá até 6 de abril do ano que vem. O recorde, porém, será atingido com quantidades menores de escalas e de transatlânticos que as registrados nesse verão.

A projeção para a próxima estação de cruzeiros do cais santista foi divulgada no início da noite de ontem pela Concais S.A., operadora do Terminal de Passageiros do Porto de Santos. De acordo com a empresa, estão previstos 524 mil turistas, 6,6% a mais do que os 493 mil projetados para esta temporada (que termina no próximo dia 8, com a escala do navio Blue Dream).

Entre o final deste ano e o início de 2008, o complexo portuário receberá 14 transatlânticos, um a menos do que nesse verão. Mas a quantidade de navios com escalas regulares será maior, o que explica, em parte, o aumento no número de turistas. Serão 12 embarcações vindo até duas vezes por semana, contra as 10 que frequentaram a região nos últimos meses.

Os 14 navios da temporada 2007/2008 planejam fazer 185 escalas, 16 a menos do que na atual estação. Entre as estréias estarão o MSC Opera (com 25 escalas programadas), o Zenith (17), o Costa Magica (10), o Costa Victoria (nove), o Celebrity Journey (cinco) e o Celebrity Infinity (uma).

Estão confirmados também Island Escape (que terá 26 escalas), Grand Voyager (24), Island Star (16), Grand Mistral (16), Sky Wonder (14), Costa Classica (10) e MSC Armonia (3), que estarão retornando ao litoral santista. Outro navio que volta para a costa brasileira será o Splendour of the Seas, de grande sucesso de vendas nas temporadas 2000/2001 e 2001/2002. Ele fará nove escalas.

Novo recorde

Um dos destaques da próxima estação será a atracação de nove navios no dia 9 de fevereiro de 2008, sábado do Carnaval do próximo ano. Nessa data, virão a Santos MSC Opera, Costa Magica, Costa Victoria, Island Escape, Island Star, Celebrity Infinity, Grand Voyager, Grand Mistral e Zenith.

O atual recorde no atendimento de navios foi registrado nesta temporada, no dia 24 de fevereiro, quando a Concais recebeu 7 embarcações.

Fonte: A Tribuna

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Começa a funcionar em Betim 1º porto seco industrial do País

A superintendente da Receita Federal em Minas Gerais, Lêda Domingos Alves, assinou na última terça(26) Ato Declaratório que permitirá o funcionamento em Betim do primeiro porto seco industrial no país terminal alfandegado de uso público, em zona secundária, destinado à movimentação e armazenagem de mercadorias sob controle aduaneiro.

O Porto Seco Granbel em Betim vai operar no regime de entreposto aduaneiro na importação e exportação em que estabelecimentos industriais podem se instalar para desenvolver atividades de industrialização, utilizando insumos importados, com a suspensão de impostos incidentes na importação.

Nele, são permitidas também as atividades de armazenagem, exposição, demonstração e teste de funcionamento, industrialização ou manutenção e reparo. O produto final poderá ser exportado sem o pagamento de impostos, ou nacionalizado com pagamento dos impostos incidentes somente sobre os insumos importados.

A vantagem para as empresas que operam neste recinto, além da suspensão dos impostos, é a redução dos custos de logística e a agilização do processo de exportação. Consagrado em diversos países, esse modelo é fator importante no fomento do comércio exterior brasileiro.

A Receita Federal em Minas Gerais foi responsável também pela criação do primeiro porto seco do Brasil, em Varginha, e do aeroporto industrial em Confins.

Fonte: Correio de Uberlândia/MG

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28 março, 2007

Aeroporto de Manaus: há 40 dias sem equipamento de pouso

No Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus,os ILS (equipamentos que permitem pousos ou decolagens quando há nevoeiros) não estão funcionando há cerca de 40 dias. A informação é de um controlador de vôo que trabalha na torre do aeroporto, que integra o Cindacta-4, e de um piloto de uma companhia aérea.

Por causa disso, mais de 70 pousos e decolagens sofreram atrasos desde quinta-feira, quando as tempestades, comuns nesta época do ano, começaram a cair sobre Manaus.

Segundo o controlador, há dois ILS no aeroporto. Um piloto de uma companhia aérea que faz vôos regulares para Manaus confirmou que os aparelhos não estão funcionando. “Antes das chuvas, não fazia diferença, mas agora é um problema e será até o fim de abril.”, disse o piloto.

A reportagem tentou diversas vezes falar com o assessor de Imprensa do Cindacta-4, tenente Cridance, sem obter resposta.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Planalto vai criar Secretaria dos Portos por medida provisória

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina medida provisória nos próximos dias criando a Secretaria Especial de Portos, que terá status de ministério e será entregue ao PSB. Segundo o líder do PSB na Câmara, deputado Márcio França (SP), a nova secretaria terá um orçamento para este ano de R$ 400 milhões e ficará responsável pela administração de 11 companhias de docas, além da implantação de 67 novos portos.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 2,7 bilhões até 2010 em 12 portos marítimos e 67 fluviais e uma eclusa de hidrovia. Boa parte dessas iniciativas também ficará sob supervisão da nova secretaria.

A medida provisória retirando do Ministério dos Transportes a área de portos já está sendo redigida na Casa Civil, de acordo com o líder do PSB. O presidente Lula conversou com Pedro Brito, futuro ministro da Secretaria de Portos. Mas o PSB quer mais e já reivindica o comando de estatais, como o Banco de Desenvolvimento do Nordeste (BNB) e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).

“Uma forma de o presidente Lula reconhecer o nosso esforço é garantir um espaço maior para o PSB na região Nordeste”, afirmou França. Ele lembrou que o Ministério da Integração Nacional, hoje ocupado pelo peemedebista Geddel Vieira Lima (BA), era até pouco tempo comandado pelo PSB. Além disso, os socialistas também esperam que o presidente Lula dê sinal verde para a “verticalização” - preenchimento de todos os cargos da estrutura do ministério com indicados do partido.

O Ministério da Ciência e Tecnologia está sob o comando do PSB desde o primeiro mandato do presidente Lula, mas o partido não é o responsável pela nomeação para os principais cargos da estrutura da pasta. O secretário-executivo do ministério, Luiz Manuel Rebelo Fernandes, é indicado pelo PC do B e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, é ligado ao PT.

“Vamos ver agora qual o tom que o presidente Lula vai dar à próxima fase da reforma em relação aos cargos de segundo escalão”, observou o líder do PSB.

Para pleitear mais cargos, a cúpula do PSB argumenta que o partido foi essencial para a vitória do presidente Lula na região Nordeste. Foram eleitos três governadores socialistas: Eduardo Campos, em Pernambuco; Cid Gomes, no Ceará; e Vilma Faria, no Rio Grande do Norte. “O PSB é uma força eleitoral muito forte na região Nordeste”, disse Márcio França. Ele frisou que, neste segundo mandato, o PSB tem motivo para reivindicar cargos: apoiou a reeleição de Lula desde o início. Em 2002, o PSB teve candidato próprio à presidência, na época o ex-governador Anthony Garotinho (RJ), que hoje está no PMDB.

O presidente Lula avisou na sexta-feira à cúpula do PSB que criaria a Secretaria dos Portos. O PR resistia a ficar com o Ministério dos Transportes sem essa área, mas o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) aceitou a pasta desidratada. O senador reassume amanhã o ministério - que ocupou entre março de 2003 e março de 2006.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Senado debate criação de zonas de exportação

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) deve discutir na próxima semana um projeto de lei que autoriza a criação de ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação) nas regiões menos desenvolvidas do país, onde a produção contaria com isenções fiscais como mecanismo de incentivo ao desenvolvimento regional.

A maior resistência à proposta está na bancada de São Paulo. "Podemos discutir a criação de ZPEs exclusivamente para exportação, mas essa proposta permite que 20% da produção seja revendida para o mercado interno, o que gera um desequilíbrio. As empresas que produzem aqui têm carga tributária média de 38%, enquanto as das zonas de processamento terão isenção", disse o presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

As empresas autorizadas a operar nas ZPEs terão isenção do Imposto de Importação, do Imposto Sobre Produtos Industrializados, da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, do Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro e sobre Operações relativas a Valores Mobiliários.

Elas também terão isenção de Imposto de Renda sobre os lucros auferidos nos cinco anos seguintes ao da entrada em funcionamento do projeto.

O texto aprovado na Câmara prevê, no entanto, que as vendas ao mercado interno, que podem chegar a 20% da produção, estarão sujeitas ao pagamento de impostos e encargos. "As vantagens vão ser somente para as exportações e, se não for assim, as empresas nunca irão para essas regiões. E o problema do desequilíbrio está sanado com o pagamento de impostos sobre o que for vendido internamente", disse o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que é relator do projeto.

Assunto polêmico

Apesar de estar na pauta, a matéria não deve ser votada na próxima sessão por ser polêmico. Além de Tasso, um dos principais entusiastas da proposta é o senador José Sarney (PMDB-AP). O projeto afirma que o objetivo da criação das ZPEs é reduzir desequilíbrios regionais, promover a difusão tecnológica, o desenvolvimento econômico e social do país. É vedada a instalação nas Zonas de Processamento de Exportação de empresas cujos projetos evidenciem a simples transferência de plantas industriais já instaladas no país. Existem atualmente 17 ZPEs no país, mas elas não estão em funcionamento porque não foram regulamentadas. Quatro tiveram as obras de infra-estrutura concluídas: Imbituba (SC), Teófilo Otoni (MG), Rio Grande (RS) e Araguaína (TO).

Fonte: Folha de S. Paulo

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MMX cria braço logístico a partir de subsidiária

A MMX Mineração e Metálicos, do empresário Eike Batista, com ativos em Mato Grosso do Sul, Amapá, Minas Gerais e Rio de Janeiro, decidiu criar um braço logístico a partir de uma subsidiária. A reorganização da estrutura da companhia prevê que a filial MMX Minas-Rio, até hoje responsável pelas atividades de mineração, siderurgia e logística nos dois estados, será desmembrada em duas: LLX Minas-Rio Logística Ltda. e a LLX Porto do Açu Ltda. Futuramente, ambas serão reunidas na LLX, que buscará negócios para terceiros.

A LLX Minas-Rio responderá pela operação do mineroduto que liga as minas de minério de ferro, em Minas Gerais, ao Porto de Açu, no Rio. Também será sua responsabilidade cerca de 300 hectares do porto, reservados à construção de terminal de minério de ferro. A LLX Porto do Açu será proprietária da porção remanescente do porto. A área portuária poderá ser expandida para até 200 milhões de toneladas de carga por ano.

A MMX Minas-Rio terá o nome alterado para MMX Minas-Rio Mineração Ltda., mantendo a propriedade dos direitos minerários do Sistema Minas-Rio, da planta de beneficiamento de minério e dos direitos de passagem do mineroduto. A previsão é que o sistema produza 6,5 milhões de toneladas de minério, 2 milhões de toneladas de ferro-gusa e 0,5 milhão de tonelada de semi-acabados, por ano, a partir de 2009/2010.

Ao final da reorganização da MMX Minas-Rio, esta transferirá suas participações na LLX Minas-Rio e na LLX Açu para a controlada LLX Logística S.A. Em comunicado à Bovespa, a empresa disse que a LLX, além de coordenar as atividades de suas futuras subsidiárias, buscará oportunidades e soluções logísticas para a MMX e terceiros, além de funcionar como unidade de negócios independente.

Ontem, a MMX Minerais e Metálicos anunciou que iniciará as audiências públicas para obtenção de licença ambiental para construção do mineroduto do sistema Minas-Rio. Dos 32 municípios por que passará o duto, só três exigiram audiências. Pelo cronograma , as sessões devem terminar em 20 de abril, quando começarão as obras. Além do sistema Minas-Rio, a MMX tem também o sistema Amapá e Corumbá. A empresa ainda busca parceiros para esses dois sistemas.

Vale do Rio Doce

Devido à escassez de trabalhadores e à alta de custos, a Vale do Rio Doce e a BHP Billiton, que estão construindo duas das maiores minas mundiais de níquel, devem perder o prazo para o início de operações, o que geraria alta nos preços da commodity, segundo análise feita pela Intersuisse Ltd e pelo Citigroup.

Fonte: DCI

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PDVSA acerta venda diária de 300 mil barris de petróleo à China

A Venezuela acertou a venda de até 300 mil barris diários (bpd) à China ao final de 2007, disseram na segunda-feira funcionários da companhia estatal PDVSA, o que intensifica os esforços do presidente Hugo Chávez de romper a dependência das vendas aos EUA.

Chávez havia dito minutos antes que a Venezuela aumentaria a 500 mil bpd suas vendas à China ao final do ano, mas funcionários da estatal asseguraram que o presidente havia se equivocado.

"A Venezuela, sempre temos dito, quer converter-se em uma fonte segura e crescente de abastecimento de petróleo para a China", disse Chávez em um ato com Li Changchun, membro do Comitê Permanente da Agência Política do Comitê Central do Partido Comunista da China.

No ano passado, a Venezuela exportou 150 mil bpd à China. Chávez assegurou na última sexta-feira que espera vender 1 milhão de barris diários à China em 2012.

A Venezuela é o quinto exportador de petróleo para os Estados Unidos, que é por sua vez o principal cliente do produto venezuelano.

Os governos da China e da Venezuela assinaram outros acordos para investimento, construção de refinarias e ampliação dos interesses da China National Petroleum Corp. no país sul-americano.

Fonte: Reuters Brasil

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Vale recorrerá de decisão pelo direito de Casa de Pedra

A Vale do Rio Doce vai recorrer da decisão da Justiça federal de Brasília que anteontem cassou mandado de segurança favorável à mineradora em relação à mina da Casa de Pedra.

"Cabe recurso e vamos utilizar todos os mecanismos jurídicos. Vamos buscar o pleno atendimento dos interesses de nossos acionistas", disse o diretor financeiro da companhia, Fabio Barbosa.

A 6ª turma do TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília derrubou o direito de preferência da Vale na compra do minério excedente produzido pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) na mina.

Com a decisão, ela terá de escolher se opta pelo direito de preferência sobre o minério excedente produzido pela CSN ou se vende à mineradora Ferteco.

O Cade havia determinado em 2005 que a Vale excluísse as cláusulas de preferência sobre a mina, tanto para o mercado doméstico como para o internacional.

Com isso, a Vale perde não só o direito de preferência sobre o excedente de produção como também a preferência de compra da mina, caso a CSN resolva colocá-la à venda.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Petroleiras devem investir US$ 8 bi no Brasil até 2010

O Brasil receberá, até 2010, cerca de US$ 8 bilhões em investimentos privados na produção de petróleo. A estimativa é feita pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), com base em cinco grandes projetos de companhias estrangeiras que chegaram ao País com o fim do monopólio estatal. O primeiro deles, da norte-americana Devon, deve entrar em operação ainda no primeiro semestre deste ano. Também têm projetos no setor as norte-americanas El Paso e Chevron, a anglo-holandesa Shell e a norueguesa Hydro, em parceria com a americana Anadarko.

A El Paso planeja iniciar, no final de 2008, a produção de petróleo no campo de Pinaúna, na Bahia. "Estamos terminando a perfuração de dois poços para definir o tamanho do projeto", explicou o gerente de materiais e contratos da companhia, Fernando Quintas.

Em 2009, é a vez da Chevron, que desenvolve o campo de Frade, na Bacia de Campos, em parceria com a Petrobras. O projeto terá capacidade para produzir 90 mil barris de petróleo por dia. Os investimentos rondam os US$ 2,4 bilhões, em números divulgados no ano passado.

Fonte: O Estado de S. Paulo - SP

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Hyundai inicia fase de veículos para testes

Com investimentos da ordem de R$ 400 milhões, a montadora coreana Hyundai afirma que já começou a fabricar veículos para testes. A produção efetiva para venda deverá ter início entre os dias 9 e 17 de abril, assim que os 20 engenheiros técnicos da montadora coreana homologarem a qualidade dos veículos, explica Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente da montadora. Ele explica que os engenheiros têm três tarefas no Brasil: ajustar as máquinas de produção, aferir a qualidade dos veículos até atingir nível máximo e treinar os profissionais brasileiros. Carlos Alberto garante que a data de inauguração da montadora – 20 de abril – está mantida e que o primeiro veículo a ser produzido, o caminhão HR, custará ao consumidor de R$ 48 mil a R$ 52 mil. A montadora deverá iniciar a produção do segundo modelo três meses após a do primeiro e os próximos a cada seis meses até chegar ao total de cinco modelos.

Fonte: Diário da Manhã

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Fila no Porto de Paranaguá gera troca de acusações

Curitiba-A fila de caminhões na BR-277 em direção ao Porto de Paranaguá atingiu ontem um pico de 10 quilômetros e gerou novo impasse entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e os operadores portuários. O movimento maior de caminhões em direção ao porto começou na madrugada do último domingo para segunda-feira, segundo informações da Ecovia, concessionária que administra a rodovia. Esta já é a terceira vez que ocorre a formação de fila na BR-277 neste ano.

De acordo com a concessionária, de domingo à quarta-feira o movimento de caminhões sempre é maior para descarregar grãos no porto em função do período de safra. Nestes dias, são cerca de 5.500 carretas nos dois sentidos da pista, movimento quase três vezes maior do que o registrado no mês de janeiro. A primeira vez que a fila voltou a acontecer neste ano foi na terça-feira de carnaval e na Quarta-Feira de Cinzas (20 e 21 de fevereiro). A segunda vez foi entre 11 e 13 de março. Ontem, no final de tarde a fila havia se desfeito mas pode voltar a ocorrer dependendo do movimento de caminhões e das condições do clima para embarque de grãos.

A Appa acusou no início desta semana o CAP e os operadores portuários pela formação de filas em Paranaguá e também pela paralisação do painel de controle do corredor de exportação do porto. Através de nota oficial, a administração portuária disse que o CAP e os operadores não acatam determinações da Appa. Informou ainda que eles ''agem apoiados'' pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) que teria indicado um advogado para atuar contra os portos paranaenses.

A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) esclareceu que o painel parou por falta de energia elétrica da 1 hora às 9h25 da última segunda-feira, o que teria paralisado a operação de três navios. A entidade informou que o CAP e os operadores portuários não operam o painel de controle do corredor de exportação, atividade que é realizada pela Appa. O presidente do CAP, Hélio José da Silva, não deu retorno até o fechamento desta edição.

A Fiep informou, através da assessoria de imprensa, que não indicou nenhum advogado para atuar contra os portos do Paraná.

Fonte: Folha de Londrina

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Embarques pelo Porto de Santos devem crescer 5%

As exportações de álcool pelo Porto de Santos neste ano devem chegar a 2 milhões de toneladas, uma aumento de 5,2% em relação aos embarques da carga no exercício passado. Na ocasião, saíram pelo cais santista 1,9 milhão de toneladas de etanol.

A estimativa, extremamente conservadora, admite o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico, leva em conta projeções de consultorias e órgãos do setor feitas ainda no final de 2006, antes, portanto, do início da produção da safra de cana-de-açúcar deste ano.

De acordo com Pierdomenico, o incessante e robusto crescimento das exportações de etanol que têm no complexo a principal porta de saída tem gerado a procura por novas áreas no porto. O problema é que não temos mais espaços, afirma o executivo.

Mas, segundo o dirigente, a atual capacidade instalada do complexo é suficiente para dar conta dos embarques a médio prazo. Nós conseguiremos assimilar o crescimento previsto para este ano, garantiu Pierdomenico, destacando que a atual capacidade instalada dos terminais de Santos abarca entre 2,5 e 3 milhões de toneladas de álcool.

O problema, argumenta Pierdomenico, não está tanto na tancagem o total de volumes que pode ser armazenado nos terminais. Mas, sim, na recepção dos navios de granéis líquidos.

Segundo o diretor, é preciso garantir a ampliação do píer de atracação da Alemoa onde ocorre a movimentação de granéis líquidos no porto o mais rápido possível. Nosso maior objetivo hoje é poder finalizar as tratativas com a ABTL (Associação Brasileira dos Terminais de Líquidos) para que possamos dar o start no processo e iniciar a construção desse novo píer. Codesp e ABTL costuram o modelo econômico para erguer os novos berços de atracação há cerca de um ano, mas até agora não chegaram a um consenso.

Perguntado se considera que a falta de uma solução para esse problema pode acabar determinando a construção de um alcooduto no Porto de São Sebastião, em detrimento do de Santos, Pierdomenico foi enfático: Se nada for feito, sim.

A perspectiva de se transportar álcool do Interior até os portos por meio de tubos é um antigo projeto acalentado por usineiros e exportadores do produto. Mas até agora, não foi definida a melhor opção de saída se é o complexo santista ou o de São Sebastião.

Fonte: A Tribuna (Santos)

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26 março, 2007

Petrobras mantém planos de investimentos na AL

Os problemas enfrentados pela Petrobras em alguns países da América Latina não arrefeceram o interesse da estatal pela região. E nem tiram o tom paciente da voz do diretor da área internacional da companhia, Nestor Cerveró, quando discorre com sobre negociações com estatais de alguns países da região que elegeram lideranças populares, como Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela).

Cerveró disse que a América Latina continua sendo prioridade da companhia, que também aposta em Angola e na Nigéria. Neste país, a Petrobras vai investir US$ 1,81 bilhão referente à sua participação nos campos gigantes Akpo (onde tem 10%) e Agbami (16%).

Até 2011, estão previstos US$ 12 bilhões no exterior. Em volume, a maior parte (US$ 2,72 bilhões) irá para os Estados Unidos, onde a estatal investe fortemente na exploração e produção de petróleo e gás e na ampliação da refinaria que adquiriu no ano passado. A América do Sul vai receber US$ 3,4 bilhões, sendo a maior parte, US$ 2,5 bilhões, destinados à Argentina.

Na Bolívia, a Petrobras entrou esta semana com recurso administrativo junto à Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) contra a cobrança de US$ 32 milhões acima do previsto nos contratos de produção assinados dia 29 de outubro. Já foram pagos US$ 90 milhões acima do previsto nos contratos. A soma é dividida pelos três sócios dos campos de San Alberto e San Antonio, os maiores produtores de gás do país. À Petrobras coube US$ 11,2 milhões por mês - 35% da sua participação.

"Eles fizeram uma prorrogação do Decreto Supremo e não achamos isso correto. Tanto que estamos entrando com recurso, uma vez que o próprio Congresso já aprovou os contratos. Há um problema de regulamentação. Enquanto isso, estamos chiando e pagando", resume.

Ele explicou que apesar da estatal ter negociado o pagamento de um valor adicional pelos líquidos mais nobres que vêm com o gás da Bolívia, a empresa não vê viabilidade econômica no pólo petroquímico da fronteira, que seria construído no Mato Grosso do Sul. No máximo, espaço para uma unidade separadora para retirar insumos nobres, como GLP.

"Hoje, o cenário mudou. Esse pólo foi desenvolvido há quatro anos com a Braskem e a Repsol mas desde então mudou o preço do gás e a situação do mercado petroquímico. Hoje temos um projeto gigantesco de refinaria e petroquímica no Rio e a viabilidade que foi estabelecida em 2003 já não está dentro das mesmas condições."

Cerveró antecipou que tem planos de investir na distribuição de biocombustíveis no Equador, onde a companhia teve a produção paralisada por manifestantes alguns dias atrás. Ele vai assinar novos acordos de produção conjunta com a PetroEquador durante a visita do presidente Rafael Corrêa ao Brasil. A estatal brasileira já investiu US$ 200 milhões em exploração no Bloco 31, dentro do Parque Nacional de Yasuní, na fronteira com o Peru, mas ainda discute com o governo o local exato de instalação da unidade de produção.

O executivo diz que a configuração original do projeto previa que as instalações ficariam fora do parque, que também abriga a reserva indígena Huaorani, e perto de um rio para facilitar o escoamento. O governo da época pediu que ficasse dentro do parque para evitar o surgimento de aglomeração habitacional de baixa renda, com possibilidades de invasão da reserva. "Refizemos o projeto", afirma.

Tempos depois, nova reviravolta. "Com a mudança de governo (do presidente Lucio Gutiérrez, que foi deposto) nos disseram que todas as instalações tinham que ficar fora do parque e voltamos à configuração inicial. Recebemos a primeira aprovação em setembro do ano passado. Mas só vamos produzir depois que recebermos a licença de operação", explicou.

Na Venezuela, a Petrobras já perfurou três poços para delimitar as reservas de petróleo do campo de Carabobo, onde terá participação minoritária de 40%. A sócia é a PDVSA, com 60%. A estatal já estuda antecipar o início da produção na área, de 200 mil barris/dia de óleo pesado, e também estuda investir em uma unidade para melhorar a qualidade desse petróleo. A expectativa é que Carabobo comece a produzir antes da refinaria de Pernambuco, no Brasil, onde a PDVSA terá 40%.

No Oriente Médio, a companhia tem investimentos na Turquia, Líbia e Irã, onde analisa investimentos de exploração e produção no Mar Cáspio em exploração e produção em águas rasas.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Varig Log quer dobrar faturamento para US$ 1 bilhão em 2010

Após a definição do processo de reestruturação em junho de 2006, a Varig Log, empresa que pertence a Volo do Brasil, reforça suas estruturas operacionais com a perspectiva de alcançar em 2010 um faturamento de US$ 1 bilhão com o transporte de 500 mil toneladas de carga.

"Em 2007 a previsão é que a receita da empresa chegue a US$ 550 milhões e o volume transportado atinja 250 mil toneladas", disse a este jornal o presidente da empresa, João Luis Bernes de Sousa. Em 2006 a companhia transportou 202 mil toneladas e faturou US$ 460 milhões.

Para ampliar a participação no transporte de cargas - hoje tem 47% de participação no território brasileiro e 20% no internacional -, a Varig Log está integrando novos aviões cargueiros à sua frota. Depois de investir US$ 90 milhões em 2005 para adquirir dois MD11, com capacidade para 90 toneladas de carga -, a empresa aplica neste ano mais US$ 175 milhões, quantia que envolve a aquisição, por sistema de leasing, de oito novos Boeing 757-200 versão cargueira.

Das encomendas, dois cargueiros já foram entregues e o terceiro tem previsão para chegar ainda em março. O quarto avião está programado para ser entregue em abril e o quinto em maio, cumprindo, assim, o recebimento de um avião por mês. "Os Boeing 757-200 vão substituir os modelos com mais de 30 anos de uso e capacidade para transportar até 22 toneladas de carga. As novas aeronaves transportam até 30 toneladas, 30% mais que o 727-200 e fazem viagens mais longas com menos combustível", disse. Atualmente a Varig Log mantém em sua frota 23 cargueiros - 15 de grande porte (dois modelos 757-200 e cinco MD11F e oito DCF) - e oito Cessna, que entregam encomendas de até 30 quilos. "O plano da empresa é ter 25 aviões cargueiros até o final de 2007 e em dois anos operar também com 30 aviões pequenos para complementar a malha da companhia e com isso, poder servir melhor nossos 4,5 mil clientes", disse Sousa. "Para isso, vamos instalar novo ponto de redistribuição em Recife para despachar cargas pequenas e pacotes urgentes".

Hoje nas 80 rotas interestaduais a Varig Log utiliza caminhões, motocicletas e 1,7 mil veículos furgões. O suporte de toda a operação é feito por quase quatro mil pessoas.

Na rotas internacionais a companhia atende 200 países, com vôos diários para Miami, Santiago, Buenos Aires, Frankfurt, Londres e Amsterdã e tem planos de voar também para Colômbia e Venezuela. No setor automotivo o maior cliente da Varig Log é a Volvo. Também atende a Volkswagen, General Motors e a Audi. No setor aeronáutico atende a Embraer. Absa avança na Europa

A Absa Cargo, empresa brasileira que tem 70% de participação da companhia aérea LAN Chile, já investiu US$ 85 milhões para incorporar dois aviões cargueiros à sua frota - Boeing 767-300, com capacidade para 57 toneladas de carga - e prepara para 2008 a compra da terceira aeronave para até 100 toneladas. "Os aviões maiores serão para atender o mercado europeu, onde temos hoje vôos compartilhados com a Lufthansa", disse Hermán Merino, diretor-executivo da empresa.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Hering planeja vender parte de seu capital

A rotatividade maior de coleções nas lojas é apenas uma face das mudanças que a Hering pretende promover até 2012. Fontes próximas à companhia dizem que agora, com o caixa mais saudável graças ao alongamento do prazo da sua dívida, ela se prepara para seguir um destes dois caminhos: fazer um novo lançamento de ações na Bovespa - a empresa tem capital aberto, mas suas ações são pouco negociadas na Bolsa - ou vender uma participação para um fundo de private equity.

Com essa estratégia, a Hering quer financiar seu projeto de expansão, que começa a tomar corpo neste ano. Além da introdução do conceito "fast fashion", a companhia estabeleceu outras cinco diretrizes que nortearão seus negócios daqui para frente. Segundo o diretor de relações com o investidor, Fábio Hering, que detalhou o plano no último balanço, a companhia vai acelerar a abertura de lojas próprias, aumentar a distribuição em lojas multimarcas, levar seus produtos a cidades menores, continuar reduzindo o endividamento e dar mais ênfase ao cartão Hering.

Segundo fontes próximas à companhia, a Hering quer se aproximar mais da classe C sem abandonar as coleções mais sintonizadas com as tendências da moda. "Com o formato Hering Store, eles deixaram impressão de vender um produto caro", diz a fonte. "Ela vai ficar mais parecida com Renner e C&A em termos de público. O mix de produtos é que será diferente."

O desejo de democratizar a marca fica evidente na tentativa de chegar a centros menores. Segundo o balanço, essa é uma forma de "atingir uma maior gama de classes sociais". Atualmente, 90% das 190 lojas da rede estão em shopping centers.

Para vender para esse público, a Hering precisará também corrigir uma de suas grandes deficiências. Ao contrário das outras redes, a companhia aproveita mal seu cartão. Ela não tem o interesse de criar um banco, como fez a C&A, mas sabe que há espaço para oferecer mais crédito para a compra de roupas.

Fonte: Repórter Diário

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Justiça fecha terminal da Cargill em Santarém

A Cargill vai recorrer da decisão da Justiça Federal que determinou o fechamento do terminal graneleiro da empresa em Santarém (PA), no último sábado. A empresa investiu U$$ 20 milhões nesta construção.

O desembargador federal Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou "a imediata suspensão de toda e qualquer atividade desenvolvida no porto" até a conclusão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). Ele entendeu que está em vigor uma medida cautelar requerida no início da ação judicial, há sete anos, antes de decisão em primeira instância. A empresa diz que aguarda a segunda instância. Quando a medida foi requerida, alegava-se que o terminal não poderia funcionar, pois os estudos de impacto não teriam sido realizados antes da obra.

De acordo com a nota oficial da Cargill, o terminal portuário conta com as devidas licenças de operação em âmbito federal, estadual e municipal. "Esta recente decisão parece ter sido baseada em uma medida liminar cujo conteúdo já foi superado pela sentença de mérito. Aliás, o recurso de apelação apresentado pela Cargill contra essa sentença de mérito se encontra aguardando o julgamento desse mesmo desembargador há mais de dois anos".

Segundo a determinação judicial, proferida na noite da última sexta-feira, o EIA-Rima deve ser realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria Executiva de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam).

A Cargill luta em tribunais contra ambientalistas e com o Ministério Público desde o ano 2000 sobre a legalidade do porto. A empresa é acusada ainda de contribuir para a devastação da Amazônia e expulsão de agricultores para plantio de soja.

No último dia 12 terminou o prazo para o Ibama fiscalizar o terminal. Na ocasião, o órgão pediu mais dez dias de prorrogação, alegando não ter pessoal especializado na cidade.

No sábado, o terminal foi vistoriado pela Procuradoria, Ibama e Polícia Federal e, após, teve as entradas lacradas.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Porsche quer elevar controle em montadora

A Porsche anunciou no sábado que pretende aumentar a sua participação na Volkswagen de 27,3% para 31%, mas que ainda não quer assumir o controle total da montadora. Segundo a Porsche, a intenção da proposta é impedir que outras empresas comprem a Volks. Ela também afirmou que só fará uma proposta para os demais acionistas porque é obrigada.

A lei alemã determina que, ao adquirir pelo menos 30% do controle acionário de uma companhia, a empresa tem que fazer uma oferta para outros proprietários das ações. Christian Dau, porta-voz da maior acionista da Volks, disse que a empresa não espera que os acionistas aceitem a proposta pois ela está abaixo da cotação de mercado. Outro porta-voz afirmou que, caso alguém aceite a oferta, as ações serão vendidas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Volkswagen mira mercado interno

O novo presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, no posto há menos de três meses, disse em sua primeira entrevista após assumir o cargo que a empresa pretende aumentar o faturamento em 7% neste ano e que deve ficar em segundo lugar em vendas, priorizando o mercado interno. A empresa apresenta hoje o novo Golf, primeiro lançamento na gestão de Schmall.

Após oito anos no vermelho, a empresa fechou 2006 com lucro, em um ano marcado por cortes de pessoal e queda na produção e nas exportações. Agora, a montadora alemã quer acelerar os investimentos, traça estratégias para concorrer com a China e espera lucro substancial ao final de 2007.

Schmall disse que uma empresa como a Volkswagen deve ter o mercado nacional como base para suas vendas, e não a exportação.

- Ninguém sabe o que vai acontecer por causa do câmbio. É preciso manter liderança no mercado nacional. Se o câmbio estiver a nosso favor, vamos atender ao máximo possível [do mercado externo]. - Em 2006 a empresa produziu 627 mil veículos, sendo 440 mil para o mercado interno.

Para ganhar a preferência do consumidor brasileiro, Schmall aposta em qualidade e investimentos em novos veículos. A empresa lança dois modelos em 2008.

- É preciso adaptar o carro para o mercado nacional. Carro mundial não existe. Os clientes são diferentes, o ambiente é diferente - afirmou ele.

O executivo disse que o objetivo da empresa é fechar 2007 em segundo lugar participação de mercado, subindo uma posição em relação a 2006, mas que retornar à liderança levará mais tempo.

- Meu objetivo é deixar a empresa sustentável. Vamos liderar, mas não a curto prazo, para não quebrar a empresa. Como? Com produto, o que falta é produto - afirmou.

Schmall disse que tem três objetivos em sua administração: melhorar os produtos, tornar mais eficiente o processo de produção para garantir bom resultado e fortalecer a equipe. O plano de investimento da empresa no país, de R$ 2,5 bilhões até 2011, deve ser acelerado e ter ações antecipadas.

Fonte: Jornal do Brasil

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Gol quer rotas estrangeiras

Até os carregadores de mala dos aeroportos já sabem que a Continental Airlines e a seguradora AIG fazem parte do fundo que comprou a Varig.

Eles sabem também que a Gol está negociado com os novos donos para comprar deles as rotas internacionais, o filé da aviação.

Então, qual o motivo para o chinês Lap Chan ter tentado enrolar os deputados da Alerj, no depoimento dado em outubro ?

Os parlamentares acham que foi para não fazer marolas enquanto assavam o filé.

Afinal, quanto custou a Varig? Chan: "O preço mínimo estabelecido no leilão, US$ 24 milhões; naquela época, convertendo em reais, era... o preço mínimo de compra da unidade produtiva".

Que raios é uma "unidade produtiva" para o chinês? Explicou-se que em bom português é simplesmente a Varig nova.

Os deputados apertaram: Quanto e quando o senhor efetivamente pagou?

Chan, sempre escorregadio: "Foi pago o preço mínimo incluindo o que for necessário para manter a Varig voando até a unidade produtiva ser aprovada, foi o requerimento, um capital de US$ 75 milhões para manter a a companhia voando".

Os 24 pularam para 75 num vapt. Os deputados então quiseram saber quando e como o dinheiro foi pago:

Chan: "Infelizmente, não sei; disso o jurídico e o financeiro cuidam".

Então ficamos assim: o homem que comprou aquela que foi a décima maior empresa brasileira não sabe quanto pagou, nem em que conta tal dinheiro foi depositado.

Fonte: Jornal do Brasil

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Chinês não sabe quanto Varig custou

Os novos donos da Varig não dão muita bola para a CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que investiga a compra feita no ano passado.

Eles demoraram três meses para dar depoimento. E quando deram, em outubro e novembro, enrolaram legal.

Tudo o que eles disseram foi reexaminado pelos parlamentares quinta-feira, para preparar a próxima sessão, dia 29.

Mesmo com o negócio fechado desde julho, o ponto que mais pegou até agora foi saber exatamente quanto o chinês Lap Chan, testa-de-ferro do grupo de investidores americano Matlin-Patterson, pagou pela companhia que no ano anterior tinha faturado US$ 2,4 bilhões.

O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), perguntou a Chan. Nos anais, está a resposta do chinês: "Senhor deputado, eu poderia fazer um esclarecimento antes de responder essa pergunta"?

Não respondeu e começou a contar a história de sua vida.

"Sou chinês, mas meus pais são brasileiros, naturalizados aqui. Eles continuam morando no Brasil. Meus irmãos também. Eu, infelizmente, decidi há 17 anos estudar lá fora, onde fui fazer minha faculdade. Minha carreira profissional é dirigida ao fundo de investimentos . Trabalhei fora 20 e poucos anos. E só recentemente que fui trazido para explorar a oportunidade da Varig".

No "explorar a oportunidade da Varig" está uma declaração normal de um empresário legítimo fazendo um negócio feio: terminar de esgoelar uma empresa nacional em dificuldades - sepultando com ela 11 mil empregos.

Chan disse que o fundo "tem quase US$ 4 bilhões". E aí deu uma explicação complicada tão repetitiva e escorregadia que faz qualquer um duvidar que ele tenha feito faculdade fora. Eis o argumento:

"É um fundo no qual investimos dinheiro de terceiros, que na maioria são fundos de pensões que rendem para o nosso fundo para investir em companhias, que o nosso foco são companhias que entrem em processo de recuperação e a gente tenta investir nessas companhias e trazê-las de volta dentro desse processo de recuperação. O nosso fundo tem um longo período de gestão. Então, o fundo tem um período de quase sete, nove anos, no qual os nossos investimentos são feitos; e a média dos nossos investimentos são desse tipo de período. O foco, claro, é em investimentos em empresas de recuperação, essa é a estratégia do fundo; e esse é o foco que o fundo faz".

A frase foi enorme. Pior: revelou que são fundos sem rosto, investindo num fundo de investidores, que investe em companhias que estão quebradas.

O único personagem simpático desta raça de tubarões foi Richard Gere no filme Pretty Woman - no fim ele se arrependeu do que fazia, mas em troca ficou com Júlia Roberts.

O depoimento já durava horas e nada de se saber quanto foi. Aí o presidente Ramos recomeçou a apertar: "O senhor estava comprando uma empresa ou estava criando uma nova" ?

Chan enrolou de novo: "Dentro do edital, dentro da lei de recuperação...dentro da lei de recuperação... chama-se unidade produtiva, dentro da lei de recuperação". Ou seja, gaguejou.

O deputado: "Afinal, o senhor estava ou não criando uma nova empresa"?

Chan: "A gente estaria comprando essa unidade produtiva, que é criada dentro da lei de recuperação. Criada dentro da lei de recuperação, a gente compraria essa empresa chamada unidade produtiva". Patético.

Fonte: Jornal do Brasil

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Via Portuária em Itajaí fica para 2008

Um grupo de 20 famílias que mora às margens do canteiro de obras da Via Portuária, no trecho 2, começa a se mudar hoje para casas populares no Bairro Murta. A negociação para a saída dos moradores é um dos motivos do atraso na entrega da primeira etapa, que concentra cerca de R$ 28 milhões em 5,2 quilômetros.

De acordo com o engenheiro da Secretaria de Obras Amarildo Madeira, um acordo com o governo federal prorrogou a primeira prestação de contas de junho para outubro. A construção de um elevado no último trecho, entretanto, deve ser concluída apenas em 2008.

Além das desapropriações que atingirão mais 100 famílias nos primeiros cinco quilômetros, uma cadeia de contratempos contribuiu para o atraso. Segundo Madeira, as chuvas e a instalação de uma adutora de água, que deve atravessar a via, teve de ser reformulada e também gerou atraso.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - SC

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Porto de Paranaguá começa ano com alta de 47% nas exportações de carros

As exportações de veículos pelo Porto de Paranaguá cresceram 47% entre janeiro a 19 de março na comparação com o mesmo período do ano passado. O ano de 2007 começou com vendas externas de 21.170 veículos. Já no início de 2006, o resultado foi de 14.366 unidades.

O incremento nos embarques é resultado da logística do Porto e do aquecimento de mercados como o mexicano e o argentino, para onde são enviados modelos da Volkswagen, Renault e Nissan.

Além do México e da Argentina, o porto de Houston, nos Estados Unidos, também é a porta de entrada dos veículos produzidos no Brasil e embarcados via Paranaguá. De Houston, os carros seguem para o Canadá.

As montadoras estão enviando um volume maior de carros para estes mercados em função do aumento das vendas, explica a coordenadora de vendas da multinacional japonesa NYK Lines, Marina Smith.

Em 2006, acrescentou Marina, houve uma situação similar. Mas percebemos que essa tendência de crescimento deverá manter-se ao longo do ano porque as fábricas vão lançar novos modelos, avaliou.

Receita - O crescimento dos embarques influenciou diretamente a receita gerada no Porto de Paranaguá. Dos US$ 1,2 bilhão gerados pelas exportações, US$ 154,7 mil são resultado das exportações de veículos. O volume representa 12% da receita total do Porto.

Estes dados, particularmente, conforme aponta o setor de estatística do porto, superam as taxas de 2006, quando os embarques de veículos representaram, no acumulado do ano, 6,5% do total da receita gerada a partir dos embarques.

Para chegar a estes volumes, o Porto apresenta no cais a eficiência que atrai importantes clientes, como a Volkswagen e a Grimaldi, avalia o superintendente da Appa, Eduardo Requião. O índice de operações alcança entre 150 e 200 veículos movimentados por hora, sem acidentes ou problemas no percurso.

Embarque - No cais do Porto de Paranaguá são embarcados veículos com destino a países como Venezuela, Guatemala, México, Argentina, Colômbia e Estados Unidos. Segundo Marina Smith, as próximas atracações de navios atendidos pela NYK Lines devem acontecer entre os dias 25 e 26 deste mês e no dia 2 de abril. Será para o embarque de diferentes modelos de veículos com destino, principalmente, ao México e à Argentina.

Os veículos são embarcados em navios chamados PCC (Pure Car Carrier), numa operação em que é exigida extrema qualidade. Para tanto, o Porto conta com um berço especializado, na extremidade leste do cais público, ligado por uma via rodoviária específica a um pátio de 120.000 m2 e a outro com 27.000 m2, além de duas áreas protegidas (cercadas), que são utilizadas como apoio à este tipo de operação.

Fonte: Agência Brasileira de Notícias

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23 março, 2007

Lucro da Embraer cai para R$ 621,7 milhões em 2006

A fabricante de aviões Embraer encerrou 2006 com lucro líquido consolidado de R$ 621,7 milhões, mostrando queda de 12,3% sobre o exercício de 2005. A margem líquida, segundo a empresa, ficou praticamente estável em 7,5%.

No padrão contábil norte-americano (US GAAP), o lucro da Embraer no ano passado foi de US$ 390,1 milhões, com retração de 12,4%.

A receita líquida totalizou R$ 8,342 bilhões em 2006, com queda de 8,6% sobre a contabilizada em 2005. O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações) recuou 18,7%, para R$ 876 milhões.

O lucro bruto caiu 5,4%, para R$ 2,049 bilhões, e o lucro operacional após receitas e despesas financeiras cresceu 14,49%, para R$ 519,929 milhões.

A empresa encerrou o ano de 2006 com caixa líquido de R$ 877,4 milhões, mostrando aumento de R$ 34,9 milhões sobre a posição de dezembro de 2005.

Fonte: Jornal Estado de Minas - MG

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Ineficiência logística causa grandes prejuízos ao país

A região que abrange os Estados do Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais perde aproximadamente R$ 3 bilhões por ano em função da ineficiência logística causada pela falta de infra-estrutura. De acordo com o presidente da Fetransportes (Federação das Empresas de Transportes do Espírito Santo), Luiz Wagner Chieppe, este é um dos resultados de um estudo realizado em parceria pela Companhia Vale do Rio Doce e pelos governos dos três Estados.

O dado foi revelado ontem pelo empresário no primeiro dia do 2º Fórum Empresarial de Logística e Infra-Estrutura, realizado no Centro de Convenções de Vitória (ES). O evento termina hoje na capital capixaba.

Chieppe, também coordenador do Conselho de Logística da ONG Espírito Santo em Ação, destacou a importância do Eixo Logístico Centro-Leste para o desenvolvimento dos três Estados que o complexo abrange. Na sua avaliação, a adoção de medidas que promovam adequações às rodovias, às ferrovias e aos portos tornará a região muito competitiva nacional e internacionalmente.

"Para isso, está havendo a união entre os governos dos três Estados, que já assumiram compromisso público neste sentido, bem como das bancadas federais e das Federações de Transportes, da Agricultura e da Indústria, além de empresários dos três Estados", afirmou.

O presidente da Fetransportes ressaltou a contribuição das vocações de cada Estado neste processo: prestação de serviços de comércio exterior (ES), siderurgia (MG) e agronegócio (GO).

APLICAÇÃO DE RECURSOS - Em relação à questão portuária do Estado, Chieppe enfatizou que o Espírito Santo já é muito competitivo com a estrutura atual, apesar da escassez de investimento público nesta modalidade de transporte. "A atual administração estadual e o anúncio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pelo governo federal criaram grande expectativa de aplicação de recursos para melhorar esta infra-estrutura", afirmou. Chieppe disse considerar essencial o planejamento de um porto adequado para a movimentação de contêineres no Estado. Ele também frisou a necessidade da realização de obras para atenderem às demandas de transporte relacionadas à produção de grãos do Cerrado e aos negócios do setor de petróleo.

O presidente da Fetransportes revelou expectativa quanto ao plano de investimentos para os próximos anos anunciado pelo governo para as rodovias estaduais, e destacou também a urgência das obras de duplicação das BRs 101 e 262. "Este traçado está superado", afirmou, enfatizando a necessidade de o Estado interiorizar seu desenvolvimento. Na análise de Chieppe, a infra-estrutura logística é um fator decisivo para o crescimento de um país. "A realidade mundial nos mostra que só estão se desenvolvendo as nações que investem nesta área", afirmou. Gestores do passado nos deixaram uma conta muito alta para pagar: problemas e falta de planejamento. Por isso, hoje precisamos realizar o presente e planejar o futuro ao mesmo tempo".

PORTO GERENCIA SAFRA AGRÍCOLA - O Porto de Santos, por exemplo, já se prepara para o início dos embarques da safra agrícola nesta semana, com o aumento dos carregamentos de soja para exportação. Diferente dos outros anos, porém, as operações devem ocorrer em um cenário menos problemático, apesar de não ideal. A avaliação é não só da Codesp, estatal que administra o complexo, mas também de terminais portuários, caminhoneiros e transportadoras que atuam na região. Está havendo uma sensível melhora no gerenciamento das ações, por exemplo, com o agendamento da chegada da carga, sinalização no porto, proibição de estacionar em locais inadequados, lista o diretor do terminal açucareiro da Cosan, Carlos Eduardo Bueno Magano.

De acordo com a Codesp, as exportações do complexo soja (farelo e grão) devem crescer, no mínimo, 3,4% em relação ao ano passado, totalizando 10,1 milhões de toneladas. O patamar ficou abaixo do de anos anteriores devido à redução na área do plantio. O índice de aumento nas vendas de farelo, deve ser de 4,8% e do grão, de 2%. Já as exportações de açúcar, a carga com os maiores volumes escoados pelo cais, terão um incremento de 11%.

Fonte: Jornal do Commercio - AM

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TGG, parceria de Bunge, Amaggi e ALL, recebe primeiras cargas

O Terminal de Granéis do Guarujá (TGG), empreendimento da ALL (controladora da Ferronorte) em parceria com as empresas Bunge e Amaggi, braço de exportações do Grupo Maggi, inicia lentamente as operações antes de sua inauguração oficial. Há cerca de duas semanas, o primeiro navio de soja fez o carregamento por um dos berços do terminal. "O TGG já está tecnicamente pronto para operar, só acertar as agendas de algumas autoridades políticas para fazer a inauguração oficial", disse Carlo Lovatelli, diretor da Bunge.

O TGG recebeu, desde 2004, investimentos da ordem de R$ 440 milhões, dos quais R$ 175 milhões foram financiados pelo BNDES e o valor restante veio de aportes privados. De acordo com Lovatelli, na primeira fase de operações, a unidade terá capacidade para movimentar 3,5 milhões de toneladas de grãos. Nos próximos anos, o TGG receberá novos aportes, chegando à fase final da obra com capacidade para movimentar até 8 milhões de toneladas. Com isso, a capacidade do porto de Santos para recebimento de grãos sofrerá expansão de 50%. O TGG possui acesso ferroviário, o que possibilitará reduzir a fila diária de caminhões que descarregam no porto, que nos períodos de pico da safra chegam a 2,5 mil veículos.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Tishman cria fundo para investir no Brasil

A americana Tishman Speyer acaba de criar um fundo de investimento imobiliário exclusivamente voltado para o Brasil que tem potencial para alcançar um patrimônio de US$ 500 milhões. O grupo, um dos maiores desenvolvedores imobiliários do mundo e que tem como uma de suas bandeiras o Rockfeller Center de Nova York, tem um patrimônio de cerca de US$ 7 bilhões em fundos imobiliários que aplicam mundo afora e geram ativos de US$ 35 bilhões.

Ao mesmo tempo, uma série de fundos de investimentos estão se preparando para também desembarcar no Brasil de olho no mercado imobiliário. O Merrill Lynch, os espanhóis do Single Home, os americanos Contrarian Capital, o Morgan Stanley e uma série de outros fundos devem investir mais de US$ 2 bilhões no país, de acordo com estimativas do mercado.

Assim como seus concorrentes, a criação do fundo imobiliário da Tishman exclusivamente dedicado ao mercado brasileiro é uma situação inédita. "Até hoje, sempre investimos no Brasil a partir de fundos globais. É a primeira vez que captamos dinheiro de investidores para aplicar especificamente no país", diz Daniel Citron, presidente da Tishman no Brasil.

A empresa tomou a decisão de formar o fundo em 2006 e fechou a primeira captação, superior a US$ 100 milhões, em janeiro. Até abril, o fundo estará completo e Citron estima um patrimônio de US$ 500 milhões. Esses recursos virão de investidores institucionais dos Estados Unidos e também da Europa e da Ásia.

O foco principal são incorporações residenciais e comerciais. Mas Citron não descarta aquisições, desde que ofereçam uma boa possibilidade de retorno. "Os investidores desse fundo buscam uma alta taxa de retorno", explica o executivo.

Para levantar recursos e acelerar seus investimentos no país, a Tishman chegou a considerar a possibilidade de lançar ações em bolsa, estratégia adotada pela maioria das incorporadoras. Mas preferiu manter o modelo que segue no mundo todo. "O investidor dos fundos não quer pagar um alto prêmio para entrar, como o da bolsa, e em compensação abre mão da liquidez do investimento."

Com a mesma lógica de mercado, a Merril Lynch pretende captar cerca de US$ 300 milhões para investir no Brasil. O negócio está sendo tocado diretamente pelo executivo Payton Mayes, que virá ao país na próxima semana analisar oportunidades de investimento.

Assim como a Merrill Lynch, o banco Morgan Stanley também decidiu atuar no mercado imobiliário brasileiro. No início desse ano o banco de investimentos criou um fundo específico para aplicar recursos no setor no país. Inicialmente o fundo tinha um orçamento de US$ 200 milhões para investir em imóveis residenciais, comerciais e industriais, mas deve ser ampliado. Nesse momento, o Morgan Stanley está concentrado em três oportunidades de negócio no país.

Pelos cálculos de especialistas no setor que vêm conversando com os fundos, os americanos do Contrarian Capital devem aplicar mais US$ 350 milhões no país. "O Brasil entrou no mapa dos investidores imobiliários", afirma Aloísio Barinotti, da Commercial Properties, empresa especializada na intermediação de vendas de terrenos e imóveis comerciais de grande porte.

"Esse é só o início de uma onda de investimentos estrangeiros nesse setor", diz Walter Cardoso, presidente da CB Richard Ellis no país. Só nesse ano cerca de 15 fundos imobiliários procuraram a consultoria em busca de novas oportunidades de negócios. A forte demanda, no entanto, vem encontrando uma crescente escassez de oferta. "Nós, por exemplo, devemos atuar com muito mais vigor na incorporação do que na compra de ativos", afirma Citron, da Tishman.

Seguindo essa estratégia a Tishman comprou um terreno de 109 mil m² em Alphaville por R$ 45 milhões no último mês. No local, a empresa vai erguer um empreendimento comercial.

Fonte: Valor Econômico - SP

Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística