23 fevereiro, 2007

Retomada de investimentos nos frigoríficos

O grupo JBS-Friboi, maior exportador brasileiro de carne bovina, põe em funcionamento no mês que vem o segundo abatedouro da empresa em Minas Gerais, na planta onde funcionou o extinto matadouro Frimusa, fechado há cerca de 15 anos em Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha. A inauguração é mais um passo na retomada de investimentos no setor de frigoríficos no estado, que detém o terceiro maior rebanho do país, mas participa com menos de 2% das vendas ao exterior . Ainda em março, está previsto o início das obras do Frigorífico 3A, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Outro projeto em andamento reúne 19 pecuaristas de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, para construir a primeira indústria exportadora de carne da região.

O secretário de estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues, informou que os números da expansão do Friboi têm grande peso para o estado deixar de vender animais em pé e organizar a sua cadeia de produção da carne, com maior valor. A nova unidade do grupo terá capacidade para abater 750 bois por dia, produção para exportação, e vai empregar 380 trabalhadores. O Friboi já mantém abate diário de 830 animais em Iturama, no Triângulo, e a maior parte das vendas é feita no exterior.

"Verificamos uma outra demanda que começa a surgir dos frigoríficos regionais, que são uma alternativa para suprir o consumidor de carne de qualidade nas cidades onde atuam pequenos frigoríficos que abatem os animais na informalidade", afirma Gilman Rodrigues. Empreendedores de Itajubá, Sul de Minas, e do Jequitinhonha, procuraram o secretário para discutir projetos para esses chamados frigoríficos regionais, que passariam a atender os pequenos matadouros com estrutura legal de abate.

Segundo o pecuarista Almi Aparecido Alves, sócio-diretor do Frigorífico 3A, 65% da produção da empresa serão destinados à exportação. "Estamos trabalhando para conquistar contratos na África e no grande mercado comprador da Europa", afirma. As obras devem ser concluídas em oito a 10 meses, com recursos de R$ 37,7 milhões, contando com financiamento dos governos estadual e federal. A capacidade de abate é de 1,5 mil cabeças por dia.

A iniciativa dos pecuaristas de Governador Valadares conta com projeto pronto e licença ambiental. José Miguel Merlo, sócio e integrante do conselho de administração do frigorífico, diz que o grupo estuda sua associação a investidores portugueses e italianos para bancar os R$ 30 milhões necessários para a construção do abatedouro.

Fonte: Portal Superávit - MG

Postado por: www.newscomex.com.br

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