27 fevereiro, 2007

Petrobras banca pólo em Pernambuco sem a M&G

A Petrobras e a Companhia Têxtil Integrada do Nordeste (Citene) lançam amanhã, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pedra fundamental para a construção do que está sendo chamado de Pólo Petroquímico de Suape, no município pernambucano de Ipojuca. O pólo será integrado por duas unidades, uma de PTA (ácido tereftálico purificado), matéria-prima para a fabricação de plástico duro (PET), usado principalmente na fabricação de vasilhame para bebidas; e outra de filamentos de polyester conhecidos pela sigla POY. O investimento total passa dos US$ 800 milhões.

O início simbólico da construção do pólo ocorre sem que tenha havido acerto para a entrada da italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) no projeto. A M&G, que está colocando em operação uma unidade de polyester em Pernambuco, é a principal compradora potencial do PTA. No começo da gestação do projeto Petrobras e M&G tinham o compromisso de se associarem.

Na configuração atual, a Petrobras tem 50% da unidade de PTA e 40% da de POY, ficando o restante do controle com a Citene, empresa controlada pelos grupos Vicunha, Polyenka e Filament Technology (FIT). O cronograma prevê que a fábrica de POY seja inaugurada no final de 2008 e a de PTA, em 2010.

Quando a fábrica de PTA entrar em produção, o pólo petroquímico de Pernambuco contará com quase toda a cadeia de produção de PET, faltando apenas a matéria-prima para o PTA, o petroquímico básico chamado paraxileno. A Petrobras chegou a anunciar a construção de uma unidade de paraxileno na Bahia, mas optou por importar inicialmente o produto.

Fonte: Valor Econômico

Postado por: www.newscomex.com.br

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