26 fevereiro, 2007

Montadoras engordam faturamento da Stilrevest

Ao ser fundada, há 46 anos, por um imigrante húngaro, a Stilrevest especializou-se no desenvolvimento de sistemas e acabamento de pintura para a indústria moveleira, de construção civil e autopeças. Mas foi depois de estrear na indústria de veículos, há sete anos, que a empresa começou a registrar um crescimento da receita mais intenso.

Embora seu tamanho esteja ainda longe de gigantes como a alemã Durr, uma das principais empresas que instalam sistemas de pintura nas montadoras de veículos, a Stilrevest, com capital 100% nacional, tem conseguido concorrer com as gigantes do setor. Seu faturamento anual saiu de R$ 10 milhões em 2005 para R$ 20 milhões em 2006. Para este ano, o presidente, André Bekes, prevê chegar a R$ 30 milhões.

A estréia no mundo dos veículos ocorreu com a construção da fábrica da Mitsubishi, em Catalão (GO), no início dessa década. A Stilrevest, que já tinha uma fábrica em Itapevi (SP), onde faz a pintura de autopeças, como componentes de suspensão de caminhões, decidiu, então, construir outra unidade industrial em Catalão, próxima à linha de produção da Mitsubishi. Nessa unidade, a empresa pinta as peças plásticas e a carroceria dos veículos da Mitsubishi.

É nessa mesma fábrica, em Catalão, que a Stilrevest está agora preparando o equipamento para colocar na nova cabine de pintura da Embraer, que está sendo instalada no município de Gavião Peixoto (SP). Essa cabine fará a pintura de jatinhos da empresa de aeronáutica.

Mas o que mais agita a direção da Stilrevest hoje é um recente contrato com a General Motors. A empresa venceu concorrência para o desenvolvimento do sistema de pintura em pára-choques para a fábrica que a montadora americana tem em Gravataí (RS).

Desde novembro, a fábrica da GM em Gravataí opera com o novo sistema. Até então a pintura dos pára-choques era feito em outra fábrica da própria GM.

Esse projeto, desenvolvido para a pintura dos pára-choques dos modelos Celta e Prisma, foi feito em parceria com a americana Gallagher-Kaiser.

A Stilrevest também venceu a concorrência para instalação do sistema de pintura em pára-choques na fábrica da General Motors da Venezuela. O sistema desenvolvido no Brasil está em fase de implantação e deverá operar a pintura das peças plásticas dos 10 modelos produzidos na Venezuela a um ritmo de 300 pára-choques por dia.

Esse sistema, automatizado, é ligado a robôs, produzidos pela Fanuc, tradicional empresa japonesa do setor de robótica.

André Bekes fundou a empresa em 1963 e hoje, aos 76 anos de idade, comanda a operação num escritório em São Paulo. A idéia de criar a empresa surgiu durante visitas a feiras de mecânicas, conta o empresário. O nome Stilrevest até parece de uma companhia estrangeira. Mas Bekes o inventou numa alusão ao processo de revestimento de pintura e o aço (steel, em inglês).

Fonte: Valor Econômico

Postado por: www.newscomex.com.br

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