23 fevereiro, 2007

Alta demanda chinesa por ferro e carvão eleva fretes

O custo do transporte marítimo de commodities como carvão e minério de ferro deverá subir devido ao congestionamento nos portos e à alta demanda por matérias-primas pelas siderúrgicas chinesas.

A fila de embarcações que esperam o carregamento de mercadorias no porto australiano de Newcastle, o maior porto exportador mundial de carvão, aumentou para o número recorde de 61 navios na semana passada, segundo o site da autoridade portuária. Houve congestionamento de barcos também no Terminal de Carvão de Richards Bay, na África do Sul, o principal fornecedor para as centrais de energia elétrica européias, depois que um acidente ferroviário, ocorrido a 5 de janeiro, reduziu a chegada de produtos ao porto.

"Há fila bastante grande ao largo de Newcastle, embargando parte das cargas", disse Svere Bjorn Svenning, diretor de pesquisa da corretora de contratos de afretamento marítimo Fearnleys AS, sediada em Oslo, na Noruega. "Isso se deve à demanda por todas as commodities. Este ano de 2007 será um ano forte."

O Baltic Dry Index, o índice de custo de transporte de carga seca de commodities a granel em embarcações de diferentes capacidades, medido pela Baltic Exchange de Londres, aumentou 40 pontos, ou 2,1%, para 4.399 pontos ontem. O índice, que alcançou sua maior alta dos últimos 21 meses, de 4.647 pontos, a 11 de janeiro, está 58% maior em relação há um ano.

As importações chinesas de minério de ferro, matéria-prima da siderurgia, subiram 25%, para 35,85 milhões de toneladas em janeiro, para alimentar a produção de aço do país. O minério de ferro responde por cerca de 25% dos embarques mundiais de carga seca a granel, segundo a Drewry Shipping Consultants Ltd., de Londres.

As tarifas de afretamento também serão sustentadas em altos patamares. Isto porque a China mantém maior parte do aço em seu mercado interno, obrigando seus vizinhos e clientes tradicionais do produto, como Coréia do Sul, Taiwan e Japão, a importar de outros fornecedores. E tal logística requer distâncias maiores, disse Svenning.

Fonte: Gazeta Mercantil

Postado por: www.newscomex.com.br

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