28 fevereiro, 2007

Setor de tecnologia cresce com déficit externo

A produção da indústria intensiva em tecnologia, como aeronáutica, farmacêutica e de informática, cresceu muito acima do setor no ano passado. O nível de atividade deste segmento aumentou 8,5%, três vezes mais do que os 2,8% da indústria geral e dos 2,6% da indústria de transformação. Esse bom desempenho foi ancorado principalmente no crescimento da demanda doméstica, mas veio acompanhado de uma forte deterioração no saldo comercial do setor, já que as importações avançaram 24% e as exportações, 6,8%. Em consequência, o déficit comercial do setor chegou a US$ 11,8 bilhões - alta de 40% em relação a 2005.

O segmento de média-alta intensidade também sofreu redução no saldo da balança e terminou 2006 com um déficit de US$ 1 bilhão. Mas mesmo com um incremento de 17,1% na compra de importados, a produção não avançou tanto: 2,3%. Os dados estão em um estudo realizado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Para o economista-chefe da entidade, Edgard Pereira, o crescimento da produção com alto uso de tecnologia pode parecer positivo em um primeiro momento, mas esconde um movimento preocupante para a indústria brasileira. "Essa evolução foi às custas de aumento de importação e de menor produção doméstica de componentes."

Os setores mais beneficiados pela demanda interna são também os que contam com uma grande quantidade de componentes importados. O resultado para o país, segundo o economista, é que não se agrega muito valor aos produtos internamente e ainda se perde a oportunidade produzir parte deles aqui, empregando e gerando renda para os trabalhadores.

Pereira argumenta que a demanda por itens mais sofisticados cresceu não apenas por conta dos preços menores, mas principalmente por uma demanda que está de olho em novidades. "Não se pode supervalorizar o efeito do câmbio nesse caso. Houve uma combinação de fatores", diz.

O pior desempenho em termos de produção ficou com as indústrias de média-baixa e baixa intensidade tecnológica. Ambas verificaram uma expansão de 1,7% em suas atividades. E esse pouco dinamismo foi acompanhado de um dado que parece estranho à primeira vista: saldos crescentes na balança comercial.

Esse movimento pode ser explicado em parte pelo aumento de preço das commodities exportadas pelo Brasil. Em 2006, segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o setor de metalurgia elevou os preços em 40,8%. O de refino de petróleo e petroquímicos reajustou em 12,2% o preço das exportações.

Paulo Gonzaga, pesquisador do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que o déficit comercial em produtos de alto valor agregado era esperado, mas que o desempenho tão acima da média da indústria de alta tecnologia surpreendeu. "Esse movimento é curioso e esteve bastante ancorado no crescimento da produção do setor de informática", diz o economista. Esse segmento industrial foi a estrela de 2006, com alta de 51,4% na produção.

Por conta disso, Gonzaga acredita que os resultados da atividade industrial em 2007 não serão tão heterogêneos. "Dificilmente a informática manterá um ritmo tão forte como o de 2006", diz. Esse setor foi beneficiado tanto pelo barateamento dos componentes importados, devido ao câmbio valorizado, como pelas desonerações tributárias concedidas pela União.

Segundo Pereira, esse tipo de crescimento econômico dependente da exportação de commodities, da produção de itens de menor valor agregado e da importação de componentes fragiliza o país. "Isso ainda não foi percebido, porque estamos vivendo uma situação de excepcional liquidez internacional e também o ápice do ciclo de alta de preços das commodities", diz.

Porém, no momento em que esse cenário se deteriorar, a indústria brasileira poderá passar por maus bocados. Para ele, "é ilusão pensar que a especialização em produtos de baixa intensidade tecnológica é a melhor saída". Ele argumenta que até hoje nenhum país cresceu a taxas elevadas sem internalizar a produção de bens mais sofisticados.

Na avaliação do Iedi, as empresas brasileiras podem produzir boa parte dos produtos que hoje importam, mas é preciso investimento. E, no atual cenário de juros reais altos e câmbio valorizado, fica difícil viabilizar a produção internamente. O economista da UFRJ também acha que o país caminha para uma armadilha. "Não podemos produzir apenas aquilo para o que temos vocação. É possível e necessário construir vocações em outras áreas", diz.

Gonzaga afirma que não defende uma volta ao passado, com o fechamento da economia, mas acredita ser possível estimular e proteger alguns setores estratégicos para o país. "Em princípio, a importação não é ruim. O problema é que ela chegou a níveis muito altos devido à distorção cambial."

Fonte: Valor Econômico - SP

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Vôos atrasam em 1º dia de obras em pista de Congonhas

Atrasos e cancelamentos de vôos marcaram o primeiro dia das obras na pista auxiliar do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O aeroporto vai operar até 27 de maio apenas com a pista principal.

Embora a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) tenha classificado a situação ontem em Congonhas como "rotineira", as empresas aéreas atribuíram os transtornos à reforma na pista.

Os números da Infraero revelam que, até as 21h30 de ontem, 62 dos 330 vôos (19%) programados para decolar do aeroporto tiveram atrasos, em média, superiores a 45 minutos.

Nove vôos da TAM foram cancelados. Em nota, a empresa apontou "problemas com a liberação de horários de decolagens -slots- e ajustes desses horários iniciados ontem para adequação ao período de obras na pista auxiliar do aeroporto".

Segundo a TAM, também motivaram os atrasos os 27 minutos em que Congonhas ficou fechado, a partir de 16h30. A interdição ocorreu para medição do volume de água da chuva na pista principal -quando a lamina d água supera 3 mm, o aeroporto tem de ser fechado. A água, no entanto, não superou esse limite, e a pista foi liberada.

Fila

A reforma da pista de Congonhas levou as companhias aéreas a alertar passageiros de que atrasos e cancelamentos poderiam ser enfrentados.

A Ocean Air, que culpou a reforma pelos problemas de ontem, teve três atrasos. Trinta e sete passageiros do vôo 9178 que vinha de Porto Alegre pousariam em Congonhas, mas foram para Cumbica, em Guarulhos, porque a pista estava "congestionada".

Mesmo com redistribuição de horários de 129 vôos comerciais, com o propósito de evitar concentração nos horários de pico, aviões fizeram "fila" na pista à espera de autorização do controle de tráfego aéreo para decolar com segurança.

"Antes tinha um aeroporto que operava com duas pistas e agora com uma. A quantidade de vôos estipulados não bateu com a prática. Aparentemente o volume de vôo foi acima da capacidade", disse o coronel Carlos Minelli de Sá, chefe do SRPV (Serviço Regional de Proteção ao Vôo).

Fonte: Folha de S. Paulo

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Volvo eleva exportação com contratos para Suécia e EUA

A filial brasileira da Volvo vai tirar proveito do aquecimento da demanda de caminhões pesados na Europa. Como tem uma linha de produção de cabines igual à da matriz, na Suécia, a fábrica de Curitiba (PR) ajudará no abastecimento do mercado europeu este ano. Também por conta do excesso de trabalho na matriz, que também fornece componentes de motor para os Estados Unidos, a tarefa de exportação dessas peças para os EUA passará este ano para a unidade brasileira.

As vendas ao exterior já representaram 40% da receita obtida pela filial brasileira no ano passado, que somou R$ 3 bilhões. A fatia deverá ficar maior este ano, nas previsões do presidente da operação brasileira, Tommy Svensson. O executivo estima que com o aumento das vendas ao exterior e aumento de demanda no mercado brasileiro, o faturamento da companhia poderá crescer entre 5% e 10% em 2007.

Há pouco mais de quatro anos, o Brasil foi fornecedor das cabines que a Volvo precisa para vender mais na Europa. A linha de cabines de caminhão que foi inaugurada há 10 anos é capaz de produzir modelos iguais aos que são feitos em Umea, uma cidade localizada 200 quilômetros abaixo do círculo polar.

A filial brasileira chegou a mandar para lá entre 1,5 mil e 2 mil unidades por ano. A operação acaba de ser retomada com a necessidade de abastecer o mercado europeu. Mas, agora, explica Svensson, serão 5 mil unidades aproximadamente somente neste ano.

O mesmo aconteceu com os blocos de motores. No final do ano passado, a Volvo do Brasil iniciou a exportação desses componentes para a subsidiária do grupo nos Estados Unidos. Até então, essa unidade era abastecida pela própria matriz, na Suécia.

O contrato prevê o aumento do número de peças. Svensson estima que o volume chegará a 3,7 mil unidades este ano. "A transferência de abastecimento faz parte de uma política global da companhia; assim a globalização garante novos contratos para a filial brasileira", afirma.

A estratégia do grupo funciona independentemente da situação cambial. "O câmbio machuca um pouco, mas a companhia precisa aproveitar as capacidades que já estão instaladas", destaca o gerente Bernardo Fedalto.

Além dos componentes que seguirão agora para Suécia e Estados Unidos, a filial brasileira da montadora sueca também é responsável pelo abastecimento de caminhões e ônibus da marca na América do Sul.

No ano passado, a Volvo conquistou a liderança do mercado brasileiro de caminhões pesados, com a venda de 5.154 veículos. Isso representou um acréscimo de 9% em relação ao total de 2005.

A marca experimentou crescimento num ano em que o setor de caminhões pesados foi afetado pelas conseqüências de retração nos negócios do agronegócio. O mercado de caminhões pesados somou a venda de 19,6 mil unidades em 2006. Isso representou uma queda de 2,6% na comparação com o período anterior, quando as montadoras venderam 20,2 mil veículos da mesma categoria.

Há 30 anos no Brasil, a Volvo produz caminhões e ônibus em Curitiba, equipamentos de construção em Pederneiras (SP) e ainda vende motores marítimos e industriais.

Fonte: Valor Econômico

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ALL absorve Brasil Ferrovias e lucra de junho a dezembro

A direção da América Latina Logística (ALL) considera que suportou bem o impacto inicial da aquisição da Brasil Ferrovias (BF), por R$ 1,4 bilhão em troca de ações, em maio do ano passado. A prova de fogo da aquisição virá de agora em diante. Os sete meses já sob sua gestão, a ALL obteve um desempenho positivo - o lucro líquido consolidado das duas operações somou R$ 76 milhões.

O ganho da própria ALL, no Brasil e na Argentina, que alcançou de R$ 171 milhões no período (R$ 172,7 milhões em todo o ano), cobriu o rombo do lote de ferrovias adquirido do BNDES e fundos de pensão. O prejuízo da BF, apenas de junho a dezembro, chegou a R$ 96 milhões. Nos 12 meses, a BF perdeu 270 milhões, valor bem inferior aos R$ 700 milhões do ano anterior.

"Conseguimos uma melhora expressiva no resultado operacional (Ebtidar) da BF no período em que assumimos a gestão", informou Bernardo Hees, presidente da ALL, que desde a aquisição passou a dedicar grande parte do seu tempo para acompanhar de perto as mudanças que a companhia vem implementado nas operações da concessionária adquirida. Até dezembro, as duas empresas tiveram uma gestão espelhada, pois, como lembrou, as diferenças de performance entre elas eram imensas.

E ainda há muita coisa para fazer na gestão e operação da BF para equiparar seus índices de desempenho, reconhece Hees - no mínimo, dois a três anos para equiparar os parâmetros. "Há certos indicadores que a ALL apresentava em 1997, quando foi privatizada, que observamos na BF até hoje, apesar da melhoria que já conseguimos", observou.

No segundo semestre, o resultado operacional da BF cresceu 85,6%, para R$ 170 milhões, comparado ao mesmo período de 2005, quando alcançou R$ 91,9 milhões. "Os ganhos de sinergias das operações conjuntas somaram R$ 80 milhões e cremos que vamos ter ainda muito valor a capturar daqui para a frente, afirmou o executivo.

Para Hees, o desafio de agora em diante é fazer a virada operacional da Brasil Ferrovias, cuja gestão já está toda incorporada na ALL desde janeiro. Ao fechar a compra da BF, o maior negócio do setor ferroviário no país, ele escalou 25 de seus melhores executivos para fazer a reestruturação da nova controlada, que nos últimos anos viveu gestões difíceis e enfrentou uma profunda crise financeira. Não restou à concessionária outra alternativa senão mudar de controladores.

O processo de mudanças na companhia, que operava três malhas - Ferronorte, Ferroban e Novoeste - nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul compreendeu desde o corte de dois terços das 4,5 mil pessoas empregadas até renegociação com fornecedores e com credores, obtendo adiamento do prazo de pagamentos. Apenas com o BNDES, a dívida é de R$ 1,6 bilhão.

O custo total da restruturação somou R$ 400 milhões. Nesse período, outros R$ 120 milhões foram investidos na recuperação dos trilhos e outras instalações das três ferrovias, com 4,7 mil km de extensão e uma frota de 280 locomotivas e 7,8 mil vagões.

Para Hees, houve significativos avanços no esforço de integração dos funcionários da BF ao modelo de gestão da ALL, que prima por ganhos de produtividade, melhora das operações e redução de custos. Esses são alguns dos pontos da cartilha da ALL, cujo foco é centrado em resultado, que serão passados a todos os funcionários mantidos, em treinamentos intensivos para grupos de 10 a 15 pessoas, com aulas teóricas e no campo.

De acordo com o executivo, o grupo da BF, pela primeira vez, recebeu participação sobre os lucros. Esse desempenho se deu com base no resultado operacional da concessionária, uma vez que registrou prejuízo. "Com base nesse critério, eles conseguiram bater a meta e fazer jus ao pagamento de 0,7 salário no fim do ano", informou.

Outro desafio da "nova ALL" é o crescimento de volume transportado na malha que era operada pela BF, hoje rebatizada de "sistema operacional norte da ALL", tanto em cargas de commodities (grãos, liderados pela soja) e bens industrializados. O peso de commodities é bem mais forte na região da antiga BF, similar ao que era a ALL no início de sua operação - 70%. De um perfil 55% e 45%, respectivamente, passará para 70% e 30%.

Na operação global da ALL, o executivo espera alcançar um aumento do volume de cargas de 10% a 12% neste ano. Hees admite que o "sistema norte", hoje dividido em cinco superintendências, tenderá a crescer mais com os benefícios da gestão integrada.

Neste ano, a ALL prevê investir R$ 500 milhões (60% na malha da antiga BF) e seus clientes outro tanto por meio da reforma de 1,8 mil vagões de frota morta, além de terminais portuários e extensões de trilhos em suas instalações. Também serão recuperadas 40 locomotivas, que sairão ao custo de US$ 700 mil cada. Se fossem compradas usadas, custariam US$ 1 milhão por unidade. Nova, não sairia por menos de US$ 4 milhões. No balanço pró-forma, consolidado, do ano, a ALL teve receita líquida R$ 2,29 bilhões em 2006, com alta de 9,7% sobre o ano anterior. Por esse sistema, a empresa apresentou perda de R$ 96 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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Toyota vai construir nova fábrica nos Estados Unidos, no Mississippi

A montadora japonesa Toyota anunciou hoje que vai construir uma nova fábrica nos Estados Unidos, no estado do Mississippi, no sul do país. Essa decisão é o mais recente sinal de que a empresa pretende aumentar sua capacidade nos EUA para atender a crescente demanda por seus veículos.

A nova fábrica deverá consumir investimentos de US$ 1,3 bilhão e terá capacidade para produzir 150 mil veículos por ano. O modelo que deve ser o primeiro fabricado no local deve ser o utilitário esportivo Highlander, com início de produção estimado para o início de 2010.

A nova fábrica deverá criar 2 mil empregos na região próxima à cidade de Tupelo. Essa será a oitava planta da empresa japonesa no país.

A Toyota vem se beneficiando de uma forte demanda nos EUA por seus veículos, mais eficientes e econômicos. Por causa disso, poderá ultrapassar neste ano a General Motors e se tornar a maior montadora de veículos do mundo.

Com um aumento de 13% nas vendas no ano passado, a Toyota tomou o segundo lugar no mercado dos EUA da Chrysler. Sua participação no país agora é de 15,4%, contra os 12,9% da norte-americana. Neste ano, a empresa deve superar a Ford, que encerrou o ano passado com participação apenas um ponto percentual maior que a da montadora japonesa.

Antes mesmo do início das operações da nova fábrica, a Toyota planeja aumentar sua capacidade anual nos EUA em 250 mil unidades. Para isso, ela deverá utilizar linhas de produção de sua afiliada, a Fuji Heavy Industries, em Indiana, e abrir uma nova fábrica no ano que vem, em construção no Canadá.

No fim do ano passado, a Toyota começou a produção em uma fábrica de picapes no Texas, que tem capacidade para 200 mil unidades por ano.

A Toyota está sob pressão para aumentar a produção na região da América do Norte e evitar problemas políticos com o aumento no número de veículos vendidos na região, mas produzidos no Japão. No ano passado, apenas metade dos veículos da empresa vendidos nos EUA foi produzida no continente.

Fonte: Valor Online

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Prejuízo da Delphi sobre para US$ 5,5 bi

A fabricante de autopeças Delphi reportou um aumento no tamanho de seu prejuízo, tanto no quarto trimestre, quanto para todo o ano de 2006. A antiga operação de autopeças da General Motors, perdeu US$ 853 milhões no quarto trimestre de 2006, contra os US$ 828 milhões registrados em 2005. Para todo o ano de 2006, o prejuízo ficou em US$ 5,5 bilhões, contra o resultado negativo de US$ 2,4 bilhões registrado no ano anterior.

De acordo com a companhia, parte do fraco resultado reflete um gasto de US$ 3 bilhões com o programa de reestruturação, que oferece aposentadoria antes do prazo para mais de 20 mil empregados. A empresa segue negociando salários e demissões com os sindicatos.

Recentemente, três investidores de private equity -- Appaloosa Management LP, Cerberus Capital Management LP and Harbinger Capital Partners Master Fund I - em conjunto com o Merrill Lynch & Co. e UBS Securities concordaram em investir entre US$ 1,4 bilhão a US$3,4 bilhões em uma Delphi reestruturada. No entanto, o investimento só será realizado caso a Delphi consiga acordos com os sindicatos e com a GM.

Fonte: Invertia/Terra

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Mitsubishi lidera produção e vendas de janeiro no Japão

A Mitsubishi liderou a produção interna e as exportações em janeiro, com altas de 14,1% e 42,4%, respectivamente, enquanto a Nissan continua em baixa, segundo resultados dos principais fabricantes japoneses do setor automobilístico divulgados hoje.

Em janeiro, a Mitsubishi fabricou 63.413 veículos, no quarto mês seguido de alta. As suas exportações no mesmo período foram de 42.186 unidades. As vendas dentro do Japão, porém, caíram 11,8%, até 15.522. No exterior, a produção da Mitsubishi baixou 13,3%, até 44.359 veículos.

A Toyota, maior fabricante do setor no Japão, aumentou sua produção em 3,2% em janeiro em relação ao ano anterior, até 330.101 veículos. São 17 meses seguidos de alta. As exportações subiram 19,9%, para 190.814 unidades.

As vendas internas de Toyota caíram 6,1%, até 113.835. A produção fora do Japão subiu 7,3%, até 333.847 veículos.

Na Nissan, a produção do primeiro mês do ano caiu 6,8%, até 91.783 unidades. As exportações baixaram 15,1%, até 43.357 veículos, enquanto as vendas no mercado doméstico caíram 13,4%, até 52.736.

A Nissan fabricou 186.006 veículos fora do Japão, uma alta de 15,2%, atribuída ao crescimento em países como México e Espanha, segundo dados da empresa.

Na Honda, a produção dentro do Japão subiu 3,3%, para 104.161 veículos, enquanto as vendas internas diminuíram 1,0%, até 33.145. As exportações subiram 18,0% e chegaram a 66.799 unidades. A produção no exterior subiu 16,6%, até 212.173.

A Mazda aumentou sua produção no Japão em 6,6%, para 76.453 veículos. As vendas internas caíram 8,4%, até 21.139, mas a alta nas exportações foi de 32,1%, para 68.596. A alta na produção de Mazda fora do Japão foi de 5,3%, até 33.903 veículos, ajudada pelo crescimento na China.

Fonte: Invertia/Terra

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Airbus divulga nesta quarta-feira seu plano de reestruturação

A Airbus anunciou ontem que vai divulgar hoje (28) o plano de reestruturação "Power 8", em Toulouse, no sudeste da França. As diretrizes do plano serão reveladas à imprensa a partir das 15h (11h de Brasília), no centro de entregas da Airbus, comunicou a empresa.

Antes, pela manhã, os diretores da Airbus apresentarão os detalhes do "Power 8" aos integrantes do comitê europeu da empresa - representante dos trabalhadores - que se reunirá amanhã em Toulouse, e depois aos representantes dos funcionários em nível nacional.

O Conselho Administrativo da Companhia Européia de Aeronáutica, Defesa e Espaço (EADS, sigla em inglês), matriz da Airbus, aprovou por unanimidade na segunda-feira o plano de reestruturação.

Um porta-voz da Airbus recusou comentar hoje as informações divulgadas pela imprensa, estimando que os cortes de pessoal na empresa podem chegar a 8 mil.

Fonte: Invertia/Terra

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Caminhões enfrentam filas de 10 quilômetros

Centenas de caminhoneiros tiveram de esperar mais de dez horas ontem, para entregar suas cargas no Terminal de Granéis de Guarujá (TGG), na Margem Esquerda do Porto de Santos. A demora no atendimento do terminal, ocasionada por problemas logísticos, provocou a formação de mais de 10 quilômetros de filas.

Segundo caminhoneiros, a lentidão começou por volta das 8 horas e logo tomou conta da Rua do Adubo, principal acesso à área portuária. Horas depois, com o esgotamento da via, a faixa direita da pista Leste da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera-Guarujá) foi ocupada pelos caminhões, assim como trechos da pista Oeste da rodovia.

O superintendente do TGG, Washington Flores, explicou que o problema decorreu do volume inesperado de carretas que chegou ao terminal e do início do embarque de navios no terminal. Apesar de inaugurado em outubro passado, somente ontem houve a primeira escala de embarcação no TGG.

Para acabar com as filas, o TGG teve que firmar um convênio com o estacionamento de carretas Ecopátio, em Cubatão. Assim, os caminhões que estavam na fila foram encaminhados ao pátio, com orientação da Polícia Rodoviária, e passaram a se dirigir ao terminal apenas quando chamados.

Fonte: A Tribuna

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Porto de Itajaí é modelo para novo programa de dragagem do Ministério dos Transportes

Um dos principais problemas enfrentados hoje pelos portos brasileiros é a dragagem. Os contratos, geralmente de curto prazo, demandam dinheiro e tempo pela repetição constante dos processos burocráticos de licitação. Todos os portos brasileiros fazem apenas dragagens de manutenção. O Porto de Itajaí é o único porto do Brasil que mantêm uma dragagem de manutenção permanente.

Foi esse diferencial que levou o Ministério dos Transportes a utilizar o Porto de Itajaí como modelo para implantação do novo programa do governo federal. O diretor executivo do Porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, explica que o Porto de Itajaí utiliza contratos de dragagem de manutenção de cinco anos. “É esse tipo de contrato que nos permite manter o nosso calado e oferecer maior segurança aos navios que atracam aqui”.

“Nós enviamos todos os editais e cópias de contrato para que o Ministério pudesse usar o material para preparar o novo programa de dragagem para os portos brasileiros”, explica Salles. O Programa de Dragagem por Resultados visa uma reformulação dos contratos de dragagem sem alteração da legislação vigente. De acordo com Edison Vianna, diretor-substituto do Departamento de Portos do Ministério dos Transportes, os contratos de dragagem vigentes nos portos brasileiros são de curto prazo. “A dragagem é algo constante no canal de acesso de um porto. Com contratos de curto prazo, todo o trâmite do processo de licitação demora muito e acaba onerando a operação”, explica Vianna.

Ele ainda coloca que “o Programa de Dragagem por Resultados prevê a implantação de contratos de longo prazo para que os trabalhos de dragagem não fiquem pela metade e não se tornem tão dispendiosos”. No Porto de Itaguaí, antigo Porto de Sepetiba, o programa já está em fase de implantação.

O superintendente do Porto de Itajaí, Wilson Francisco Rebelo, ressalta a importância da escolha de Itajaí como modelo para o novo programa. “O Porto de Itajaí têm sido referência nacional e internacional em movimentação e processos logísticos. Hoje, somos referência também em dragagem. Estas são as determinações do prefeito Volnei Morastoni, que nos exige crescimento de forma organizada como forma de gerar emprego e renda para toda a população”, destaca Rebelo.

Recursos federais

Em 2006, o Porto de Itajaí foi um dos 11 portos contemplados pela Agenda Portos, programa do Governo Federal para solucionar os gargalos logísticos em portos brasileiros. Dos mais de R$ 70 milhões destinados ao Porto de Itajaí, incluindo a contra-partida da Superintendência, R$ 19,5 milhões foram investidos na dragagem de readequação do canal de acesso e da bacia de evolução.Entre outras obras, a recuperação do molhe sul ficou com R$ 22 milhões, a derrocagem com R$ 8 milhões, a construção do CIA com R$ 750 mil e R$ 2,06 milhões para melhoramento do ISPS Code.

Para 2007, o Porto está programado para receber R$ 110 milhões através do PAC, dos quais R$ 65 milhões serão destinados a Via Expressa Portuária, R$ 45 milhões para dragagem a montante do Porto de Itajaí. Mais R$ 10 milhões serão investidos na recuperação do molhe norte.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social de Itajaí

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27 fevereiro, 2007

Vale quer ficar entre as dez maiores produtoras mundiais de carvão a partir de 2010

Com a aquisição da holding australiana AMCI, anunciada hoje, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) pretende figurar entre as dez maiores produtoras de carvão do mundo a partir de 2010. "Com os ativos que temos de carvão, a Vale deve chegar em 2010 com 30 milhões de toneladas ao ano. Isso nos daria relevância em termos mundiais para ficarmos entre os dez primeiros, caminhando para se posicionar entre os cinco primeiros", disse hoje o diretor de Planejamento e Gestão da Vale, Gabriel Stoliar.

Segundo ele, com a compra da empresa australiana, a produção anual da Vale passará, já neste ano, de dois milhões de toneladas para dez milhões de toneladas. O diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios, Pedro Rodrigues, complementou dizendo que a operação insere de forma definitiva a empresa brasileira no negócio de carvão, em linha com a estratégia já anunciada.

O carvão australiano será vendido, prioritariamente, para países do sul da Ásia, como Japão, Coréia e Índia. O diretor de Não-Ferrosos da Vale, José Blancaster, ressaltou que a importância do negócio deve-se especialmente à qualidade do carvão. "São as melhores bacias de carvão metalúrgico do mundo. São minas muito jovens e temos intuito de expandir a produção", afirmou.

O negócio anunciado hoje envolve a produção de 8 milhões de toneladas anuais de carvão, em quatro consórcios nos quais a AMCI tem participação, e ainda em outros 30 ativos que estão em fase de exploração, cujo potencial de recursos corresponde a 3 bilhões de toneladas de minério.

Hoje, a Vale anunciou a aquisição da AMDI por 835 milhões de dólares australianos, correspondente a US$ 650 milhões. A aquisição envolve ainda o pagamento da dívida líquida da AMCI, no valor 157 milhões de dólares australianos.

Fonte: Valor Online

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Montadora de veículos pode vir para Suape

O Complexo Industrial de Suape pode receber uma montadora de veículos, e a General Motors (GM) está entre as empresas que estão sendo sondadas pelo Governo do Estado. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, disse haver outras empresas com planos de construção de novas unidades fabris, e que Pernambuco está se habilitando como possível local de instalação.

“Os números da indústria automobilística indicam recordes de vendas em 2006, por isso os investimentos. O Estado está apenas em contato com as empresas, e entre 60 e 90 dias teremos uma definição mais clara dos projetos”, explicou Bezerra Coelho.

Segundo o secretário, as chances de Pernambuco receber uma fábrica de automóveis depende do tipo de projeto definido pelas empresas. “Se houver intenção de exportar carros para o Mercosul, Pernambuco perde competitividade pela localização. Mas se a intenção for o mercado interno ou a exportação para mercados como a Europa e a África, as chances do Estado melhoram”.

Em janeiro, a GM anunciou a possibilidade de construir um novo parque fabril, se o mercado interno se mantiver aquecido. No ano passado, a indústria automobilística nacional produziu 2,61 milhões de unidades, 3,1% a mais que em 2005 e considerado recorde pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco, Alexandre Valença, lembrou que, no começo de 2006, a montadora japonesa Toyota chegou avaliar o Estado como possível locação para empreendimentos da empresa. “Já temos um parque industrial com empresas fornecedoras da indústria automobilística, como a Baterias Moura e a Musahashi, que fabrica engrenagens”, comentou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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VW pode unir MAN/Scania num só grupo

A Volkswagen pode colocar toda a divisão de veículos comerciais em um grupo conjunto da MAN e Scania se as duas aceitarem uma fusão amigável, anunciou ontem a empresa alemã. Anteriormente, as negociações estiveram focadas em incluir apenas os caminhões pesados produzidos pela Volkswagen no Brasil no grupo conjunto, que se tornaria líder no mercado europeu de caminhões.

Perguntado se faria mais sentido integrar todas as atividades da VW na MAN-Scania em vez de deixar apenas a divisão de veículos leves comerciais, o diretor de veículos comerciais da VW, Stephan Schaller, afirmou: "Há muitas opções, e esta é uma".

Ele disse em uma entrevista coletiva que caminhões leves e pesados têm mais em comum em um modelo de negócios que caminhões leves e carros.

Schaller também disse que não seria fácil continuar simplesmente as operações no Brasil, já que elas estão integradas fortemente em todas as funções centralizadas da divisão como desenvolvimento e vendas.

"Nossa unidade de caminhões pesados tem controle centralizado. Estamos expandindo para o México e África do Sul. Isto funciona apenas em conjunto, e os caminhões pesados não se sustentam somente em cima da própria força financeira". Além de fabricar caminhões pesados no Brasil, a divisão também vende ônibus e vans.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Magna analisa aquisição da Chrysler

A Magna International, maior fabricante de autopeças do Canadá, está "seriamente examinando a possibilidade" de comprar a unidade Chrysler, da DaimlerChrysler, disse ontem um analista em nota de pesquisa distribuída a investidores.

Executivos da Magna visitaram todas as propriedades da Chrysler, encontraram-se com líderes do sindicato United Auto Workers e tiveram acesso às informações financeiras da Chrysler, disse Brett Hoselton, da Keybanc Capital, de Cleveland, no estado de Ohio, sem dizer onde obteve essa informação.

A Magna, estabelecida em Aurora, na província de Ontário, Canadá, é a única fabricante de autopeças que monta veículos completamente, como Jeep e modelos da Chrysler na fábrica de Graz, na Áustria. A DaimlerChrysler informou que neste mês pode vender, ou procurar sócios para a unidade pouco lucrativa. Levantamento de dados

A MGA atualmente está fazendo importante trabalho de due diligence - levantamento de dados contábeis - na Chrysler e está examinando seriamente também a possível compra da companhia", escreveu Hoselton, que recomendou manter os papéis da Magna, e disse que a combinação tem "mínima probabilidade" de ocorrer.

A porta-voz da Magna, Tracy Fuerst, recusou-se a comentar o assunto. Ela não quis confirmar informação do Detroit Free Press, de 24 de fevereiro, de que o chairman da Magna, Frank Stronach, se encontrara com o principal executivo, da DamlerChrysler, Dieter Zetsche, em 14 de fevereiro, dia em que a empresa anunciou importante esforço para redução de custos na Chysler. Várias especulações sobre a compra da Chrysler já foram ventiladas na imprensa nos últimos dias, mas nada de concreto foi confirmado.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Vôo da BRA ligará Porto Seguro ao interior paulista

A BRA Transportes Aéreos começa em 10 de março vôos fretados com saída de São José do Rio Preto (SP) e destino final a Porto Seguro (BA), com escala em Bauru (SP). O vôo será realizado uma vez por semana em um Boeing737-300, com capacidade para 148 passageiros. A tarifa é a partir de R$ 219 (mais taxa de embarque) por trecho e pode ser parcelada em até cinco vezes sem juros.

Criada em 1999, a BRA iniciou suas operações oferecendo vôos charters e fretamento, nacionais e internacionais. Em novembro de 2005, a BRA começou a operar linhas regulares nacionais. A empresa atende atualmente a 34 cidades brasileiras em 18 estados, além de oito destinos internacionais.

Em julho de 2006 julho foram inauguradas as linhas regulares internacionais para Lisboa e Madri. Além disso, a BRA já tem autorização para realizar vôos regulares para a Itália, a partir de abril de 2007.

Em sete anos de atividades, a BRA Transportes Aéreos busca atuar com tarifas de baixos custos. De acordo com o rankig da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa ocupa atualmente a quarta posição no mercado e emprega mais de 800 funcionários.

A BRA opera uma frota de onze aeronaves, das quais nove são Boeings 737, usados em linhas nacionais, e dois são Boeings 767 para as linhas internacionais. De janeiro a novembro de 2006, empresa transportou 1,5 milhão de passageiros em uma média de 664 vôos mensais.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Mercado externo golpeia lucro da Perdigão

O aumento nos custos de produção de frangos devido à valorização do milho e da soja e a dificuldade de reajuste de preços ao consumidor final devem provocar uma redução na margem de ganhos da Perdigão neste primeiro trimestre.

Wang Wei Chang, vice-presidente de finanças da empresa, disse que o grupo espera para o ano um aumento de 20% a 25% nos custos com milho e de 5% a 10% com soja. No ano passado, o gasto com essas matérias-primas foi em torno de 14,5% menor do que no ano anterior. "A Perdigão, como outras empresas do setor, pode sofrer uma pressão na margem de lucro por conta desses custos. O câmbio também vai fazer diferença na exportação. Não teremos margens como em 2005", afirmou.

No ano de 2006, a Perdigão registrou um lucro líquido de R$ 117,3 milhões, resultado 67,5% inferior ao obtido em 2005. A receita bruta com vendas teve incremento de 4% no ano, totalizando R$ 6,106 bilhões. As vendas ao mercado interno aumentaram 20,1%, para R$ 3,644 bilhões, enquanto as exportações recuaram 13,3%, para R$ 2,461 bilhões.

Wang associou o resultado à queda nas exportações de produtos à base de carne de frango no primeiro semestre, por conta da redução de consumo na Europa com o avanço da gripe aviária. Parte da produção foi redirecionada ao mercado interno, o que pressionou os preços desses itens. "O embargo da Rússia para a carne suína também provocou redução nos preços", disse Wang. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 331,2 milhões, o que representou uma queda de 46,9% em relação ao obtido em 2005. A margem líquida (que indica a rentabilidade) ficou em 2,7% no ano passado, contra 7% no exercício anterior.

A Perdigão encerrou 2006 com uma dívida líquida de R$ 634 milhões, ante R$ 765 milhões em 2005. Conforme Wang, a dívida bruta estava em R$ 1,834 bilhão em 30 de dezembro, sendo R$ 547 milhões em dívidas de curto prazo e FR 1,287 bilhão, de longo prazo. As aplicações da empresa estão em R$ 1,201 bilhão. Parte dos R$ 800 milhões captados no fim do ano passado foram aplicados, o que garantiu a redução da receita líquida.

Para este ano, a empresa confirmou os planos de investir R$ 460 milhões na melhoria dos projetos já existentes. A Perdigão também planeja construir novas unidades no segmento de lácteos (sendo que um projeto será realizado no Nordeste) e unidades para bovinos, com capacidade para abate de 1 mil cabeças por dia. Wang não quis detalhar os novos investimentos, mas disse que a empresa desistiu de fazer aquisições. "Após a captação os preços [das ofertas de venda] aumentaram muito. Preferimos investir no crescimento orgânico". Em 2006, os aportes totalizaram R$ 636,9 milhões. Questionada, a empresa não quis se pronunciar sobre a compra de ações da Perdigão pelo ex-diretor financeiro da Sadia, Luiz Gonzaga Murat, e a investigação sobre o fornecimento de informações privilegiadas para aquisição da Perdigão pela Sadia.

Fonte: Valor Econômico

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Varig pode abandonar vôos a Frankfurt; TAM avalia rota

Sem aviões suficientes, a Varig corre o risco de interromper, pelo menos temporariamente, as operações da última de suas rotas européias. As duas aeronaves MD-11 usadas na linha Rio de Janeiro-São Paulo-Frankfurt terão de ser devolvidas à companhia responsável pelo leasing dos jatos até os dias 30 de março e 30 de abril, respectivamente. Por enquanto, não há definição sobre a substituição dos aviões. Apesar das incertezas, a companhia aérea continua vendendo normalmente passagens para Frankfurt, a partir de maio.

Os dois MD-11 estão prometidos pela americana Central Air, que arrendou as aeronaves para a Varig, à transportadora de cargas UPS. Eles deverão ser convertidos em cargueiros em Cingapura, segundo fontes do setor.

Consultada ontem pelo Valor, a assessoria de imprensa da Nova Varig disse apenas que "estamos renegociando os contratos desses MD-11 ou até mesmo a substituição por outras aeronaves". Além de Frankfurt, a empresa aérea mantém vôos internacionais para três cidades da América do Sul - Buenos Aires, Bogotá e Caracas.

Entre pilotos, comissários de bordo e funcionários da Varig na Alemanha, o clima é de nervosismo e apreensão. Ninguém foi informado até agora sobre a continuidade das operações após a eventual entrega dos aviões, embora haja a expectativa de chegada de jatos Boeing 767 para repor a frota. A arrendadora japonesa Nissho Iwai tem dois 767-300 parados no aeroporto do Galeão, desde junho do ano passado, que eram alugados à Varig.

Especialistas apontam que, com o aquecimento do mercado de aviação, os preços de leasing estão altos demais e podem inviabilizar o fechamento de novos contratos.

A cidade alemã é a última remanescente de uma série de linhas interrompidas quando a aérea, ainda sob o controle da Fundação Ruben Berta, atravessou a pior crise da sua história, no ano passado. Havia vôos diretos para Paris, Londres, Milão, Madri, Munique e Copenhague.

"As linhas internacionais da Varig estão dando um enorme prejuízo e a direção está sendo cobrada por isso pelo Matlin Patterson", afirma o consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio. Matlin Patterson é o fundo americano que detém 20% do capital da VarigLog, empresa que comprou a Varig em leilão, em julho do ano passado.

Sampaio lembra que o presidente da Nova Varig, Guilherme Laager, tem dado sinais de que a empresa aérea vai concentrar seus esforços na recuperação do mercado doméstico.

Além disso, a especulação sobre a entrada da chilena LAN no capital da empresa brasileira, assumindo seus vôos ao exterior, é mais uma incógnita para o futuro da Nova Varig.

Entre suas concorrentes brasileiras, a companhia detém hoje apenas 13,47% do mercado internacional. Antes da venda aos novos acionistas, em janeiro de 2006, sua participação era de 72,14%. Esse espaço foi ocupado pela Gol e, principalmente, pela TAM. A Gol, hoje com 16,62% de participação, concentra as suas operações nos vizinhos sul-americanos. Com uma fatia de 58% do mercado, a TAM ampliou seus vôos para Paris, começou a fazer a rota São Paulo-Londres e inaugura, em 30 de março, o seu terceiro destino na Europa: Milão.

Agora, a companhia faz estudos para estender suas operações também a Frankfurt. Conforme explica o diretor de relações institucionais e alianças da TAM, Paulo Castello Branco, a avaliação econômica para operar na Alemanha não depende da continuidade dos vôos da Varig, mas ele admite que a decisão será acelerada caso a rota atual da concorrente venha a ser interrompida. Castello Branco disse considerar "essencial" o estabelecimento de uma parceria internacional para a operação da linha a Frankfurt.

A TAM chegou a operar brevemente essa rota em 2001, mas ela demonstrou-se pouco viável para a empresa na ocasião. A explicação está no fato de que sete em cada dez passageiros que embarcam no Brasil para Frankfurt não têm a cidade alemã como destino final de viagem. Portanto, torna-se fundamental uma parceria com a Lufthansa para distribuir os passageiros pela Europa.

Até o fim do ano passado, a Varig tinha acordo operacional com a Lufthansa, pois fazia parte da Star Alliance. Agora que saiu da aliança aérea, a Varig perdeu esse privilégio. Castello Branco diz que todas as companhias aéreas européias estão de olho em uma parceria com a TAM, por causa do potencial de distribuição de passageiros na América do Sul. Com a Lufthansa, antecipa: "Estamos em conversações".

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras banca pólo em Pernambuco sem a M&G

A Petrobras e a Companhia Têxtil Integrada do Nordeste (Citene) lançam amanhã, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pedra fundamental para a construção do que está sendo chamado de Pólo Petroquímico de Suape, no município pernambucano de Ipojuca. O pólo será integrado por duas unidades, uma de PTA (ácido tereftálico purificado), matéria-prima para a fabricação de plástico duro (PET), usado principalmente na fabricação de vasilhame para bebidas; e outra de filamentos de polyester conhecidos pela sigla POY. O investimento total passa dos US$ 800 milhões.

O início simbólico da construção do pólo ocorre sem que tenha havido acerto para a entrada da italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) no projeto. A M&G, que está colocando em operação uma unidade de polyester em Pernambuco, é a principal compradora potencial do PTA. No começo da gestação do projeto Petrobras e M&G tinham o compromisso de se associarem.

Na configuração atual, a Petrobras tem 50% da unidade de PTA e 40% da de POY, ficando o restante do controle com a Citene, empresa controlada pelos grupos Vicunha, Polyenka e Filament Technology (FIT). O cronograma prevê que a fábrica de POY seja inaugurada no final de 2008 e a de PTA, em 2010.

Quando a fábrica de PTA entrar em produção, o pólo petroquímico de Pernambuco contará com quase toda a cadeia de produção de PET, faltando apenas a matéria-prima para o PTA, o petroquímico básico chamado paraxileno. A Petrobras chegou a anunciar a construção de uma unidade de paraxileno na Bahia, mas optou por importar inicialmente o produto.

Fonte: Valor Econômico

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Vale compra mineradora australiana

Menos de dois meses após fechar a compra da canadense Inco por quase US$ 18 bilhões (o negócio foi definitivamente aprovado em 3 de janeiro), a Companhia Vale do Rio Doce surpreendeu o mercado financeiro ontem ao anunciar uma nova aquisição. Desta vez, o alvo foi a AMCI Holdings Australia Pty, grupo que explora carvão na Austrália por meio de participações em sociedades. Para fechar o negócio, a mineradora brasileira irá desembolsar cerca de US$ 650 milhões de seu caixa.

Apesar da surpresa com o apetite da Vale, analistas de mercado avaliam que a operação está em linha com a estratégia da mineradora de se fortalecer na produção de carvão. Ontem, o diretor de Planejamento e Gestão da empresa, Gabriel Stoliar, afirmou que a intenção é chegar a 2010 entre as dez maiores produtoras de carvão do mundo, e já caminhando para ocupar os cinco primeiros lugares no ranking.

Com a compra da AMCI, a Vale prevê atingir produção de 30 milhões de toneladas de carvão em 2010, o triplo do previsto para este ano. A estimativa leva em conta, além dos 8 milhões de toneladas da AMCI, os 12 milhões de toneladas a serem produzidos pela mina de Moatize, em Moçambique, os 8 milhões do projeto de Belvedere, também na Austrália, e os investimentos em carvão na China (2,5 milhões de toneladas).

Stoliar lembrou que a produção de carvão tem grandes sinergias com o minério de ferro, principal atividade da Vale. Os clientes são as mesmas siderúrgicas com as quais a empresa já negocia. Já o diretor de Desenvolvimentos de Novos Negócios da Vale, Pedro Rodrigues, disse que os principais clientes do carvão da AMCI estão em países asiáticos, especialmente Coréia, Japão e Índia. Segundo os executivos, a companhia tem uma grande produção de carvão metalúrgico (80% do total), que é o tipo mais raro.

O mercado mundial de carvão movimenta 5 bilhões de toneladas por ano, e apenas 750 milhões são de carvão metalúrgico, voltado para a produção de coque. O restante é de carvão térmico, combustível para usinas termelétricas. “Compramos as duas melhores bacias de carvão do mundo”, afirmou Rodrigues. Além dos ativos da AMCI, a Vale adquiriu ainda 30 direitos minerários, com potencial de reserva para 3 bilhões de toneladas.

Os analistas financeiros não se mostraram preocupados com o desembolso da Vale pela empresa australiana. Segundo Rodrigo Ferraz, da Brascan Corretora, os cerca de US$ 650 milhões representam 3% do endividamento total da companhia, de US$ 25 bilhões. Stoliar concorda. Segundo ele, a operação não deve alterar a avaliação da mineradora pelas agências de rating.

“A Vale é conservadora em sua decisão de investimento e na movimentação do fluxo de caixa”, afirmou. “Não esperamos mudanças (no rating) por causa de uma compra de cerca US$ 650 milhões.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Petrobrás tenta manter P-55 e P-57 no Brasil

A Petrobrás avalia uma maneira de manter no Brasil a construção das plataformas P-55 e P-57. A afirmação é do diretor da Área de Serviços da estatal, Renato Duque. Segundo ele, técnicos da empresa estudam formas de baratear os equipamentos, orçados em mais de US$ 3 bilhões. O alto custo causou a suspensão da licitação aberta pela companhia.

Na semana passada, fonte da empresa havia revelado que a empresa poderia, inclusive, rever sua estratégia de garantir conteúdo nacional mínimo na construção. A possibilidade foi afastada ontem por Duque. “Acreditamos que a estratégia de contratar a maior parte dos equipamentos e serviços no Brasil é eficiente, tanto que as duas últimas plataformas construídas tiveram conteúdo nacional acima do mínimo exigido pela empresa.”

Segundo ele, entre os “esforços” que a Petrobrás se dispõe a fazer está a redução da capacidade produtiva das plataformas, hoje prevista em 180 mil barris por dia, além de alterações nos projetos técnicos. Outra possibilidade seria a aquisição no mercado internacional de um casco navio petroleiro usado, para ser convertido em plataforma.

Pelo projeto inicial, ambas as plataformas teriam cascos novos. Hoje, apenas a P-55 mantém o projeto original. Duque acredita que a P-57 poderia ser convertida a partir de um navio e reduzir pela metade o custo. O menor preço apresentado na licitação foi de US$ 1,6 bilhão, do Consórcio Atlântico Sul (que reúne os grupos Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, as empresas Aker-Promar e Samsung), de Pernambuco. No caso de esta ser a opção mais viável, existem poucas chances de a conversão ser feita no Brasil, já que hoje somente o estaleiro Sermetal, no Rio de Janeiro, teria área disponível para obra.

Uma alternativa estudada pela Petrobrás é oferecer um canteiro de obras em Suape (PE) para que a conversão seja realizada. A estatal já planejava licitar esse canteiro para construir um segundo dique seco, como fez no Rio Grande do Sul. A empreitada deve ficar com a Camargo Correa, segunda colocada na licitação do primeiro dique. “O que podemos reiterar é que a Petrobrás continua fiel à sua estratégia de contratar a maior parte dos serviços no Brasil, já que isso tem se demonstrado competitivo e eficiente em prazos e preços”, avaliou Duque.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Agroindústria de SC acelera plano para exportar

O reconhecimento de zona livre de aftosa sem vacinação, que já foi aprovado na primeira etapa pela Organização Mundial de Saúde Animal, recoloca Santa Catarina no topo da suinocultura brasileira e acelera o planejamento das empresas que pretendem investir no aumento da produção de carne para exportação.

A avaliação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes), Paulo Ernani de Oliveira. Não que SC tivesse perdido espaço em qualidade ou sanidade, porque sempre foi referência. Mas acabou sendo sacrificada no episódio da aftosa no Mato Grosso do Sul e os discutidos focos no Paraná. Por ser vizinho ao Paraná, o Estado perdeu o mercado russo, que respondia por 64% dos embarques.

Até dezembro de 2005, o Estado era líder nas exportações, com 45% dos embarques. Depois, com o embargo russo, teve sua parcipação reduzida para cerca de 30% e, foi ultrapassada pelo Rio Grande do Sul. O prejuízo, somente no ano passado, passou de R$ 500 milhões, numa estimativa da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc).

O preço do suíno caiu de R$ 2 por quilo para R$ 1,20 em julho do ano passado. Mas a persistência do setor produtivo começou a ser recompensada na semana passada, com a aprovação do pedido de zona livre sem vacinação, por uma comissão de especialistas da OIE.

Estimativa de US$ 300 milhões - No entanto, o setor produtivo já começa a planejar novos investimentos no Estado. Paulo Ernani de Oliveira, que também é vice-presidente da Perdigão, disse que a partir da confirmação de abertura do mercado europeu e japonês para Santa Catarina, a agroindústria terá que investir numa nova fábrica com abate entre 4 mil e 5 mil suínos.

O consultor em agroindústrias, Vicenzo Mastrogiacomo, estima um acréscimo de, pelo menos, US$ 300 milhões por ano, em exportações. A Coopercentral Aurora já tinha definido um aumento de abates de 11 mil para 13 mil suínos dia, para otimizar suas plantas.

Os agricultores Antônio e Leandro Gabriel, de Cordilheira Alta, esperam que a abertura do mercado europeu recupere o preço do suíno.

- Trabalhamos quatro meses para ganhar R$ 2,8 mil - disse Leandro, lamentando a falta de retorno.

Fonte: Diário Catarinense

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Exportações crescem 288% pela via fluvial

As exportações do Amazonas pelo transporte fluvial apresentaram um crescimento de 288% no primeiro mês do ano, ao atingir o montante de US$ 172. 10 milhões, ante a cifra de US$ 44.34 milhões em vendas externas realizadas no mesmo período do ano passado. Esse expressivo resultado sustenta as perspectivas positivas de crescimento para os próximos meses na comercialização local com outros países, conforme a projeção das entidades empresariais do Estado.

A Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) projeta US$ 2 bilhões para o comércio exterior do Amazonas neste ano, o que representa um crescimento de 35,13% ao total de US$ 1.48 bilhão em vendas externas realizadas no ano passado.

Em 2006, os resultados foram negativos devido à transferência de parte da linha de produção da Nokia, maior empresa exportadora local, ao México no final de 2005, o que ocasionou uma base de comparação de desvantagem entre um ano e outro.

O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas), Antônio Carlos de Lima, sem mencionar números, tem perspectivas positivas para o comércio exterior nos próximos meses. “Estamos otimistas que as exportações deste ano devem superar os resultados do comércio exterior obtidos em 2006”, disse o dirigente.

Para o diretor-executivo da Fieam, Flávio Dutra, a perda da produção de celular local no ano passado, serve como um meio de provar ao governo, que esse setor precisa de incentivos para recuperar o potencial de competitividade. “Estamos reivindicando algum benefício a esse pólo do governador Eduardo Braga, que está desenvolvendo estudos técnicos para avaliar uma alternativa a favor dessa área”, explicou.

Pelo modal aéreo, as exportações apresentaram um crescimento de 4% no mês passado, em relação ao mesmo período de 2006, segundo informações da Infraero (Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária). Por via aérea, os produtos de maior destaque foram celulares e peixes ornamentais.
Pelo modal marítimo, os produtos mais solicitados no exterior foram as motocicletas, preparações alimentícias, televisores, máquinas automáticas para processamento de dados, soja e seus derivados. Importações declinam

Ao contrário dos meses anteriores, em que as importações apresentaram crescimento acima de 10%, no primeiro mês deste ano a Alfândega do Porto de Manaus registrou um declínio de 3,47% nos produtos adquiridos de outros países pelas empresas locais. Em janeiro foram comercializados US$ 353.44 milhões FOB (Free on Board) em importações, ante a cifra de US$ 366.16 milhões FOB em produtos importados adquiridos no mesmo período de 2006.

Baixo desempenho é justificado

A inspetora da Alfândega do Porto de Manaus, Maria Elizia Alves, relaciona o baixo número das importações, maior parte constituída por insumos industriais, ao desempenho produtivo do Amazonas neste início de ano. “Não tenho um dado concreto sobre o real motivo, mas atribuo esse resultado à situação das empresas do Pólo Industrial de Manaus, que podem não ter apresentado um resultado melhor se comparado a 2006”, explicou, destacando que, geralmente, as importações aumentam quando as indústrias locais estão em alta produtividade.

O presidente da Aficam, Antônio Carlos de Lima, disse que os primeiros dois meses do ano são períodos de baixo desempenho nas fábricas locais. Segundo ele, a produtividade industrial, a partir de março, deve compensar os resultados desse primeiro bimestre. “Ainda não fizemos uma análise dos resultados produtivos de janeiro, mas é normal que nesse mês a produção seja baixa, acreditamos numa recuperação nos próximos meses”, concluiu o executivo.

Fonte: Jornal do Commercio

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26 fevereiro, 2007

Safrinha bate recordes e já traz preocupação com a logística

A segunda colheita de milho, que é chamada de “safrinha”, não está fazendo jus a esse diminutivo em 2006-2007: a produção será recorde, somando 14 milhões de toneladas (t) na previsão do mercado — pouco menos da metade da primeira safra de milho do período anterior, que somou 31,8 milhões de t. E a área plantada também será a maior da história, com 3,7 milhões de hectares.

O clima favorável soma-se à alta da demanda e às elevadas cotações do milho para formar um clima de euforia com a safrinha, mas esse entusiasmo já faz prever problemas de logística. Segundo o professor Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral, haverá falta de silos para armazenar tanto produto: “Apenas 60% da safrinha terá onde ser guardada”.

No Porto de Paranaguá, espera-se a formação de longas filas de caminhões , com o grande volume de milho a ser exportado. Na previsão de Carlos Augusto Albuquerque, da Federação da Agricultura do Paraná, as exportações de milho por Paranaguá crescerão em nível elevado este ano, com o impulso da safrinha, e o produto será embarcado no mesmo período da soja. “O resultado pode ser um supercongestionamento no porto”, afirma.

Ganhando espaço

A força da safrinha fica ainda mais clara com o entusiasmo dos produtores pelo milho, com o forte impulso conseguido depois que os Estados Unidos passaram a utilizar o produto para fazer etanol. Com isso, os preços mantêm-se em alta mesmo com a perspectiva de produção maior.

Até em redutos tradicionais da soja esse quadro vem se fortalecendo. Em Sorriso, Mato Grosso, município que mais produz soja no País, a safrinha vai ocupar este ano área superior a 240 mil hectares, mais que o dobro dos 100 mil da colheita anterior.

Em Goiás, o plantio da safrinha já foi concluído na área da Cooperativa Comigo, no Sudoeste do Estado, onde foram plantados 200 mil hectares, dos quais 70 mil no município de Rio Verde.

Embora seja uma situação que ganha destaque este ano, o avanço da safrinha nessa e em outras regiões vem se fortalecendo a cada colheita. De acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, a taxa anual de crescimento da produção da safrinha nos últimos dez anos foi de 21,85%, a maior entre as 14 culturas pesquisadas.

Pela pesquisa do ministério, a área da safrinha também teve o maior crescimento nesse grupo de produtos no período, com índice de 13,76%.

O impulso do clima

As condições climáticas em fevereiro, mês em que se inicia o plantio da segunda safra de milho, ajudaram a confirmar a boa expectativa para esta colheita. O clima com calor intenso e chuvas acima da média principalmente nas regiões do Paraná e Mato Grosso, contribuiu para o plantio e o bom desenvolvimento das plantas nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo.

Segundo informações do Grupo Climatempo, a previsão do tempo para março nessas regiões permanece com chuvas e calor intenso até o dia 20 no Paraná, quando entra uma massa de ar polar na região diminuindo a temperatura, mas sem previsões de geadas, ou qualquer outro impacto mais forte que possa ser sentido nas plantações, e no Mato Grosso as chuvas intensas se estendem até o dia 10.

No Paraná, a escassez de chuvas no mesmo período prejudicou o plantio da safrinha nos últimos dois anos, mas este ano o clima é favorável. Dados coletados em janeiro pela Secretaria de Agricultura do Estado mostram que 20% da área de 1,6 milhão de hectares destinada ao plantio no Paraná já estava semeada.

No Mato Grosso o clima em fevereiro também foi favorável, com chuvas acima da média e se espera plantio e cultivo tranqüilos para a safrinha. Toda a área já foi semeada.

Segundo Patrícia Madeira do Grupo Climatempo, as condições climáticas favoráveis ao plantio da segunda safra de milho no Paraná se deu pela influência do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacifico, o “El Niño”, que gera chuvas acima da média nas regiões do sul do País. Essa influência está se dissipando e deve desaparecer entre o final de março e começo de abril. As chuvas acima da média contribuíram para o plantio da safrinha, mas no Mato Grosso dificultou a colheita da soja.

Fonte: DCI

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Montadoras engordam faturamento da Stilrevest

Ao ser fundada, há 46 anos, por um imigrante húngaro, a Stilrevest especializou-se no desenvolvimento de sistemas e acabamento de pintura para a indústria moveleira, de construção civil e autopeças. Mas foi depois de estrear na indústria de veículos, há sete anos, que a empresa começou a registrar um crescimento da receita mais intenso.

Embora seu tamanho esteja ainda longe de gigantes como a alemã Durr, uma das principais empresas que instalam sistemas de pintura nas montadoras de veículos, a Stilrevest, com capital 100% nacional, tem conseguido concorrer com as gigantes do setor. Seu faturamento anual saiu de R$ 10 milhões em 2005 para R$ 20 milhões em 2006. Para este ano, o presidente, André Bekes, prevê chegar a R$ 30 milhões.

A estréia no mundo dos veículos ocorreu com a construção da fábrica da Mitsubishi, em Catalão (GO), no início dessa década. A Stilrevest, que já tinha uma fábrica em Itapevi (SP), onde faz a pintura de autopeças, como componentes de suspensão de caminhões, decidiu, então, construir outra unidade industrial em Catalão, próxima à linha de produção da Mitsubishi. Nessa unidade, a empresa pinta as peças plásticas e a carroceria dos veículos da Mitsubishi.

É nessa mesma fábrica, em Catalão, que a Stilrevest está agora preparando o equipamento para colocar na nova cabine de pintura da Embraer, que está sendo instalada no município de Gavião Peixoto (SP). Essa cabine fará a pintura de jatinhos da empresa de aeronáutica.

Mas o que mais agita a direção da Stilrevest hoje é um recente contrato com a General Motors. A empresa venceu concorrência para o desenvolvimento do sistema de pintura em pára-choques para a fábrica que a montadora americana tem em Gravataí (RS).

Desde novembro, a fábrica da GM em Gravataí opera com o novo sistema. Até então a pintura dos pára-choques era feito em outra fábrica da própria GM.

Esse projeto, desenvolvido para a pintura dos pára-choques dos modelos Celta e Prisma, foi feito em parceria com a americana Gallagher-Kaiser.

A Stilrevest também venceu a concorrência para instalação do sistema de pintura em pára-choques na fábrica da General Motors da Venezuela. O sistema desenvolvido no Brasil está em fase de implantação e deverá operar a pintura das peças plásticas dos 10 modelos produzidos na Venezuela a um ritmo de 300 pára-choques por dia.

Esse sistema, automatizado, é ligado a robôs, produzidos pela Fanuc, tradicional empresa japonesa do setor de robótica.

André Bekes fundou a empresa em 1963 e hoje, aos 76 anos de idade, comanda a operação num escritório em São Paulo. A idéia de criar a empresa surgiu durante visitas a feiras de mecânicas, conta o empresário. O nome Stilrevest até parece de uma companhia estrangeira. Mas Bekes o inventou numa alusão ao processo de revestimento de pintura e o aço (steel, em inglês).

Fonte: Valor Econômico

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Ação da Petrobras já caiu 8,7% no ano

As ações da Petrobras não atravessam um bom momento. Com relevante queda acumulada no ano, os papéis da companhia petrolífera têm, além de decepcionado seus investidores, segurado a Bolsa de Valores de São Paulo.

Como a ação preferencial da Petrobras é a mais negociada da Bolsa e a de maior peso na composição do índice Ibovespa (o principal do mercado acionário brasileiro), seu desempenho mais fraco tem efeito de ancoragem para a Bovespa.

Em 2007, a ação preferencial da Petrobras acumula desvalorização de 8,71% (até o dia 22). Em 12 meses, o resultado é positivo, em 8,4%. Mas ambos os dados são inferiores ao registrado pelo Ibovespa: altas de 4,45% e 21,46%, respectivamente.

O desempenho mais fraco da Petrobras na Bolsa nos últimos meses tem refletido, em parte, a depreciação do valor do barril de petróleo no mercado internacional. Nos últimos 12 meses, o barril em Nova York teve recuou de 0,10%, indo a US$ 60,95 na última quinta-feira. Em julho de 2006, o barril do produto bateu em US$ 78.

"As oscilações nos preços do barril de petróleo no exterior tiveram impacto sobre os papéis da empresa", diz Arnaldo José da Silva, gestor de renda variável da Grau Gestão de Ativos. Ele lembra que as ações da Petrobras têm nos estrangeiros um grupo importante de investidores.

O saldo das operações feitas pelos estrangeiros com ações brasileiras na Bovespa em 2006, que ficou em R$ 1,75 bilhão, foi o mais fraco desde 2002. Neste ano, esse balanço está negativo em R$ 105,3 milhões. Ou seja, esse movimento acaba por se refletir nas ações da companhia petrolífera.

O resultado da Petrobras em 2006, quando teve lucro recorde de R$ 25,919 bilhões, alta de 9% em relação a 2005, foi recebido friamente por analistas e investidores, que esperavam números mais fortes. O que mais decepcionou foi o resultado do quarto trimestre de 2006 (lucro de R$ 5,2 bilhões), que caiu 36% em relação ao último trimestre de 2005.

A ação PN (preferencial) da Petrobras representa 13,79% do Ibovespa, sendo a de maior peso no índice. Juntas, as ações PN e ON da Petrobras foram responsáveis por cerca de 22% de toda a movimentação de janeiro feita na Bovespa.

Dessa forma, um retorno ruim de seus papéis limita os ganhos da Bolsa paulista.

Para Silva, as quedas recentes da Petrobras não são motivo para o investidor vender suas ações. "Quem ainda não vendeu as ações da Petrobras é melhor aguardar. Não vejo motivos para os papéis descerem muito abaixo do atual nível de preço", afirma o gestor.

Na semana passada, a ação preferencial da companhia mostrou certa reação e registrou alta de 2,48%.

No exterior - O desempenho das ações de empresas petrolíferas na Europa também tem sido fraco nos últimos 12 meses -com alguns até piores que o da brasileira.

As ações da italiana ENI acumulam alta de só 4,67% nos últimos 12 meses; as da francesa Total subiram só 2,19%.

Já a britânica British Petroleum tem decepcionado seus investidores: suas ações acumulam queda de 17,11% nos últimos 12 meses. Ela teve recuo de 22% em seu lucro no quarto trimestre de 2006. Além da baixa no petróleo, a BP tem sofrido com diferentes problemas nos últimos meses, como o atraso na abertura de sua principal plataforma no golfo do México e a paralisação de suas operações em campo no Alasca.

Quem tem apresentado retornos mais favoráveis no setor são as americanas. As ações da Chevron, segunda maior empresa do ramo nos EUA, subiram 27,38% desde fevereiro de 2006. E, mesmo com o petróleo em baixa, a Chevron obteve elevação de 22% em seu lucro entre 2005 e 2006, alcançando US$ 17,14 bilhões.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Manifestação na Vale do Rio Doce

Os trabalhadores de empreiteiras que prestam serviço à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ameaçam cruzar os braços. Eles devem fazer uma manifestação na manhã de hoje, para tentar evitar mudanças em seus contratos de trabalho.

Os cerca de 1,6 mil trabalhadores prometem se concentrar no final da Praia de Camburi, a partir das 7 horas, para realizar duas assembléias. Além de decidir ou não por paralisar as atividades, os trabalhadores realizam, por volta de 9 horas, uma passeata até o portão principal da empresa em Tubarão (Camburi).

Os trabalhadores do Consórcio NM Siemens (união de empresas terceirizadas), que prestam serviços para a CVRD, temem perder benefícios trabalhistas com o novo processo de contratação de empreiteiras aberto pela mineradora para o setor de manutenção. Entre os benefícios estão os atuais salários, planos de saúde e odontológicos, previdência privada, entre outras conquistas obtidas há mais de três anos, época em que trabalhadores integravam os quadros da antiga Norpel.

Há alguns meses, a Vale decidiu acabar com a Norpel empresa que tomava conta da manutenção do complexo industrial. Daí, criou-se o Consórcio NM Siemens.

Na época, os 1.680 empregados da Norpel conseguiram que todos os direitos trabalhistas valessem nas empresas contratadas que formavam o Consórcio.

O contrato com o consórcio venceu em dezembro e estão acontecendo negociações para a renovação. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ES (Sindimetal) Edinaldo Fernandes da Silva, a Vale vem mantendo os representantes dos trabalhadores fora das discussões.

"O processo de contratação de novas terceirizadas não garante os benefícios já existentes. É bom que a CVRD e as futuras contratadas não esqueçam que os trabalhadores vão lutar para garantir os níveis de benefícios que vigoram desde a terceirização", avisa.

Fonte: A Gazeta/Vitória,ES

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Arcelor Mittal fecha acordo para investir em minério de ferro no Senegal

A Arcelor Mittal assinou na última sexta-feira acordos no valor de US$ 2,2 bilhões com o governo do Senegal para desenvolver minério de ferro na região de Faleme, no sudeste do país.

O projeto envolve a construção de um novo porto próximo da cidade senegalesa de Dakar e o desenvolvimento de cerca de 750 quilômetros de infra-estrutura ferroviária para ligar o porto e a mina. O início de atividades comerciais da mina é calculado para 2011.

O volume total de reservas estimadas é de quase 750 milhões de toneladas em quatro localidades na área de Faleme, que abrange jazidas de hematita e magnetita.

Quando a mina tornar-se completamente operacional, deve produzir entre 15 milhões e 25 milhões de toneladas por ano.

Fonte: Valor Online

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Petrobras e Mitsui serão sócias em destilaria de álcool no Centro-Oeste

A Petrobras e a japonesa Mitsui deverão ser sócias minoritárias em destilarias de álcool em parceria com grupos privados instalados no Brasil. Segundo Paulo Roberto da Costa, diretor de abastecimento e comercialização da Petrobras, a estatal avalia "mais de 40 projetos" apresentados pelos mais variados empresários, mas até o momento não assinou nenhum contrato.

O Valor apurou que a estatal estuda implantar pelo menos três usinas de álcool na região Centro-Oeste do país. "Esse projeto faz parte dos planos da Petrobras de exportar álcool para o Japão. O governo japonês avalia a possibilidade de importar álcool brasileiro para implementar o programa de mistura na gasolina, mas só deverá fechar negócio se a Petrobras estiver envolvida", disse uma fonte do governo.

A Petrobras e a Mitsui ainda não definiram de quanto será a participação acionária de cada empresa nessas futuras usinas.

De acordo com Costa, todo álcool a ser produzido no âmbito do memorando de entendimento assinado entre a Petrobras e Mitsui será exportado para o Japão para ser adicionado à gasolina daquele país e também para ser utilizado como combustível para usinas termelétricas em substituição ao gás natural, como parte dos esforços do governo japonês para cumprir seus compromissos de reduzir emissões de gás carbônico na atmosfera.

Em 2003, a Mitsui montou uma planta-piloto de álcool nas instalações da usina Costa Pinto, de Piracicaba (SP), que pertence ao grupo Cosan, para entender a produção de álcool no Brasil. Mas o projeto não foi levado adiante porque a companhia japonesa estava utilizando uma tecnologia não compatível com a aplicada aqui no Brasil, segundo uma fonte.

No fim de dezembro de 2005, a Petrobras criou a empresa Brazil-Japan Ethanol, uma parceria da estatal com a Nippon Alcohol Hanbai, que será responsável por comercializar o álcool brasileiro ao Japão. O acordo entre os dois países prevê o início das operações para 2008, e a Petrobras estima que os japoneses poderão importar 1,8 bilhão de litros de etanol brasileiro por ano.

De acordo com Costa, as usinas que serão construídas para atender à demanda japonesa irão, simultaneamente, produzir energia elétrica em regime de co-geração a partir do bagaço da cana. Além disso, parte da área de plantio poderá ser utilizada para uma cultura paralela, destinada à produção de biodiesel. "Estamos procurando projetos de CBIO", disse. CBIO é a sigla usada para designar um Centro de Produção de Combustíveis Alternativos, conceito dos projetos que a Petrobras e a Mitsui estão buscando para se associarem.

A energia elétrica gerada, segundo Costa, será usada para abastecer suas futuras usinas de álcool e o excedente poderá ser comercializado no mercado. Já o biodiesel vai ser usado na frota das usinas e também para comercialização.

Na análise dos projetos que lhes foram encaminhados, a Petrobras e a Mitsui estão avaliando, entre outros aspectos, a localização do ponto de vista logístico. A Transpetro, subsidiária da Petrobras, tem planos para construção de alcodutos, ligando as regiões produtoras a partir de Senador Canedo, em Goiás, até Paulínia (SP).

Costa disse que a Petrobras e a Mitsui querem participar das empresas que irão gerir cada projeto de álcool para terem o controle sobre o suprimento do produto, para não correrem risco de quebra de contrato com o Japão.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Basf espera recuperação no mercado brasileiro este ano

O cenário favorável à produção de grãos trouxe ânimo à alemã Basf, maior fabricante mundial de agroquímicos. Mas o alto nível de endividamento dos produtores ainda preocupa. Eduardo Leduc, diretor da divisão de produtos para agricultura da Basf no Brasil, observa que, a partir de junho, começam a vencer parcelas de investimentos em máquinas e armazéns, feitos em 2004, no auge da expansão agrícola no Brasil. Essas novas dívidas somam-se àquelas refinanciadas pelos produtores nos dois últimos anos e que também vencem em 2007.

"Muitos vão conseguir equilibrar as contas porque o cenário para grãos está melhor. Mas a situação ainda é delicada para dizer se haverá recuperação neste ano", afirma Leduc. O mais provável, segundo ele, é que a expansão agrícola se dê a partir de 2008. No ano passado, a divisão de produtos agrícolas e nutrição da Basf registrou queda de 34,4% no lucro operacional global, para 447 milhões de euros. As vendas líquidas recuaram 6,6% no ano, para 3,079 bilhões de euros. Em comunicado oficial, o grupo associou o resultado a quedas nas vendas de defensivos para os mercados europeu e sul-americano. Na América do Sul, onde o Brasil é o principal mercado, as vendas recuaram 21%, para 529 milhões de euros. A causa, segundo a empresa, foi a queda nas vendas de fungicidas para soja no Brasil e à valorização do real sobre o euro.

Conforme Leduc, a produtividade para milho e soja está melhor neste ano, o que pode trazer boa rentabilidade aos agricultores. Os segmentos de cana, café e citros também ampliaram as compras de defensivos, o que pode favorecer os resultados da empresa no Brasil neste ano. Por outro lado, observa, houve redução nos preços praticados pelas indústrias no período de plantio da atual safra, por conta da crise da soja e do milho. "A margem de ganhos diminuiu", diz. Para ele, o ano tende a ser melhor que 2006, mas só será possível dimensionar o nível de crescimento após a colheita da safra de verão.

Fonte: Valor Econômico - SP

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Baixada debate futuro dos portos secos

O Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) promove hoje, a partir de 9 horas, no World Trade Center, em Santos, uma reunião para manifestar apoio à reedição do projeto de lei que prevê novas normas para a abertura de portos secos no País. O evento tem por objetivo sensibilizar a classe política paulista para a aprovação das mudanças. O vice-governador Alberto Goldman confirmou presença.

No final do ano passado, o Senado Federal rejeitou a Medida Provisória 320, que tratava da regulamentação dos portos secos. A MP chegou ao Senado após ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Mas, com o veto dos senadores, o projeto teve que retornar ao Congresso para ser novamente apreciado sob a forma de Projeto de Lei (PL).

Portos secos são locais em que se armazenam cargas, na espera da conclusão do despacho aduaneiro. Entretanto, no Brasil, a abertura destas unidades está suspensa.

A nova regulamentação prevê a eliminação da concorrência para abrir estes postos. Se o PL for transformado em lei, os investidores poderão instalar portos secos apenas com atos administrativos da Secretaria da Receita Federal (SRF), baseados nas demandas do mercado.

A realização de uma audiência para defender a aprovação do PL e repudiar a negativa do Senado foi proposta pelo presidente do Condesb, Alberto Mourão, que também é prefeito de Praia Grande. No evento de hoje, ele pretende mostrar o quanto o Estado e o País perderam com o arquivamento das mudanças pelo Senado.

Segundo cálculos do chefe do Executivo de Praia Grande, as regiões nas quais se inserem os portos de Santos e de São Sebastião deixaram de receber cerca de R$ 1 bilhão em investimentos. Desse total, ele citou o interesse de um grupo (formado por uma empresa estrangeira e outra brasileira) em investir R$ 300 milhões na construção de um porto seco na região da Baixada Santista.

A expectativa de Mourão é de que, pelo menos, 20 parlamentares da bancada paulista, entre deputados federais e senadores, participem da reunião de hoje em Santos.

Até a última quinta-feira, somente os deputados federais da região Beto Mansur (PP) e Márcio França (PSB) tinham confirmado presença. Além deles, a primeira suplente do PT à Câmara Federal Telma de Souza também garantiu participação, como fez o vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Alberto Goldman.

Segundo a programação, o encontro deve ser aberto pelo presidente do Condesb, que defenderá o projeto em nome das cidades da Baixada Santista. Ele pretende mostrar os impactos positivos que a mudança proporcionará à região, especialmente na geração de empregos.

Na sequência, o diretor da Ciesa, Vicente do Valle, fará a defesa da proposta sob aspectos empresariais. A sua empresa desenvolveu um conceito para os portos secos: as indústrias alfandegadas. Neste modelo, os investidores podem importar produtos, sem a incidência de impostos, manufaturá-los dentros dos portos secos e encaminhá-los para exportação.

Por fim, o vice-governador paulista deve colocar a posição do Estado quanto ao projeto. Ele é um dos defensores da matéria e, inclusive, aponta essa questão como prioridade do governador José Serra.

Fonte: A Tribuna

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Soja goiana afeta porto

A soja transgênica produzida em Goiás e Mato Grosso causa transtornos no Paraná. Na quarta-feira, 21, formou-se uma fila de caminhões carregados com o grão nas proximidades do Porto de Paranaguá. Segundo o superintendente do porto, Eduardo Requião, o tumulto está sendo causado por operadores portuários, cooperativas e produtores. Ele alega que, devido à supersafra, há uma articulação para forçar o porto a abrir um silão específico para armazenar a soja geneticamente modificada. Porém, o governo paranaense não permite o armazenamento de produtos transgênicos no porto público.“O porto não aceitará essa pressão”, frisa. Cerca de 60% da soja produzida em Goiás é transgênica.

Fonte: Diário do Maranhão

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Rio Grande do Sul cai para 4º lugar nas exportações

O Rio Grande do Sul, que em dezembro de 2006 foi o terceiro Estado exportador do Brasil, caiu no ranking nacional para a quarta posição em janeiro deste ano. Ao comercializar no exterior US$ 858 milhões de dólares no primeiro mês de 2007, perdeu para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (23/2) pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre.

No comparativo dos últimos 12 meses, considerando exclusivamente o setor industrial gaúcho, houve um acréscimo de 9,5% nas exportações. Embora positivo, o desempenho ficou abaixo das vendas industriais brasileiras para outros países, que apresentaram crescimento de 16%.

De acordo com Paulo Tigre, "as perspectivas das exportações em dólares são boas para 2007, mas se baseiam no desempenho das vendas externas de grãos da safra gaúcha e não na comercialização internacional de produtos industriais. Portanto, precisamos de novo fôlego para melhorar os resultados do parque fabril rio-grandense".

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, com incremento de 28%, totalizando US$ 132 milhões em janeiro de 2007 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em segundo lugar vem a Argentina (26%), chegando a US$ 90 milhões, seguida pela Rússia (155%), que comprou no total US$ 47 milhões. No primeiro mês deste ano, as importações tiveram crescimento de 16%, chegando a US$ 547 milhões de dólares de todas as compras. Os principais produtos foram combustíveis e lubrificantes, com incremento de 41%.

Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS

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23 fevereiro, 2007

Alta demanda chinesa por ferro e carvão eleva fretes

O custo do transporte marítimo de commodities como carvão e minério de ferro deverá subir devido ao congestionamento nos portos e à alta demanda por matérias-primas pelas siderúrgicas chinesas.

A fila de embarcações que esperam o carregamento de mercadorias no porto australiano de Newcastle, o maior porto exportador mundial de carvão, aumentou para o número recorde de 61 navios na semana passada, segundo o site da autoridade portuária. Houve congestionamento de barcos também no Terminal de Carvão de Richards Bay, na África do Sul, o principal fornecedor para as centrais de energia elétrica européias, depois que um acidente ferroviário, ocorrido a 5 de janeiro, reduziu a chegada de produtos ao porto.

"Há fila bastante grande ao largo de Newcastle, embargando parte das cargas", disse Svere Bjorn Svenning, diretor de pesquisa da corretora de contratos de afretamento marítimo Fearnleys AS, sediada em Oslo, na Noruega. "Isso se deve à demanda por todas as commodities. Este ano de 2007 será um ano forte."

O Baltic Dry Index, o índice de custo de transporte de carga seca de commodities a granel em embarcações de diferentes capacidades, medido pela Baltic Exchange de Londres, aumentou 40 pontos, ou 2,1%, para 4.399 pontos ontem. O índice, que alcançou sua maior alta dos últimos 21 meses, de 4.647 pontos, a 11 de janeiro, está 58% maior em relação há um ano.

As importações chinesas de minério de ferro, matéria-prima da siderurgia, subiram 25%, para 35,85 milhões de toneladas em janeiro, para alimentar a produção de aço do país. O minério de ferro responde por cerca de 25% dos embarques mundiais de carga seca a granel, segundo a Drewry Shipping Consultants Ltd., de Londres.

As tarifas de afretamento também serão sustentadas em altos patamares. Isto porque a China mantém maior parte do aço em seu mercado interno, obrigando seus vizinhos e clientes tradicionais do produto, como Coréia do Sul, Taiwan e Japão, a importar de outros fornecedores. E tal logística requer distâncias maiores, disse Svenning.

Fonte: Gazeta Mercantil

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ALL quer mais 25% de produtividade e corte de 32% no gasto de diesel

A América Latina Logística (ALL) prevê aumentar em até 25% a produtividade na sua malha com a implantação de um programa inédito de planejamento de circulação de trens. O projeto, que está recebendo investimentos de R$ 2,5 milhões, começou em 2005 nos estados do sul do País e parte de São Paulo e será ampliado, até abril deste ano, para a malha da antiga Brasil Ferrovias - comprada pela ALL no ano passado - e que abrange os estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Até o final do ano, também deve ser implantado nas ferrovias que a companhia tem na Argentina, a Meso e a BAP. A ALL opera hoje uma área de 21 mil quilômetros de ferrovias nos dois países. "Além da redução do tempo de viagem, poderemos conseguir uma diminuição, dependendo do trecho, de 9% a 32% o consumo de combustível", prevê Sildomar Tavares de Arruda, gerente do Centro de Controle Operacional (CCO) da ALL.

Na prática, segundo Arruda, os ganhos são obtidos graças à utilização de um software de suporte à tomada de decisões, que diminui o tempo em que o controlador de tráfego dedica à programação de circulação de trens. "Até agora, a operação era manual. Qualquer alteração obrigava o controlador a refazer, com lápis e borracha, o planejamento. Agora, ele coloca as variáveis no sistema, que faz as simulações dos resultados, reduzindo o tempo e melhorando as tomadas de decisões".

Segundo Arruda, hoje um dos principais desafios da ferrovia é reduzir o tempo em que os trens ficam parados. Aumentar a velocidade de entrega das cargas, otimizar a programação, diminuir o desgaste dos ativos e reduzir custos significam pontos frente à concorrência com o transporte rodoviário. "No caso da ALL, o sistema já reduziu em alguns trechos em 16,8% o tempo de permanência dos trens nos pátios, para 2,8 horas", lembra Rodrigo Gonçalves, diretor técnico e um dos fundadores da CFlex, empresa com sede em Campinas (SP) que desenvolveu o software usado pela ALL, batizado de Trains. "A relevância do projeto é que ele possibilita considerar um número grande de variáveis e mesmo assim prever resultados em um curto espaço de tempo. Nunca foi utilizado um sistema tão complexo como esse no setor ferroviário", diz Arruda.

A ALL monitorou, em agosto de 2006, os resultados do software no planejamento de trens no trecho entre Apucarana e Ponta Grossa, no Paraná, um dos pontos de maior fluxo de cargas da malha da empresa. "Acompanhamos um período de pico de safra e em um trecho por onde passam 20 trens por dia. Conseguimos redução de tempo de viagem de até 14%", lembra. O próximo passo, segundo o executivo da ALL, é ampliar o aproveitamento com a distribuição de vagões e saturação da malha.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Yaskawa conquista novo contrato com a Acesita e espera crescer 10%

A Yaskawa Elétrico do Brasil, empresa especializada em automação industrial, acaba de conquistar mais um negócio na área de reforma de pontes rolantes, utilizadas por diversos setores da economia no movimento de cargas pesadas. Em janeiro, a companhia, que também fornece equipamentos para pontes novas, fechou acordo para modernizar uma linha da siderúrgica Acesita responsável por cobrir as chapas de aço com verniz. Conforme o diretor-geral da Yaskawa, José Luiz Rubinato, a reforma estará totalmente concluída em julho, mas até lá a linha funcionará normalmente, já que a modernização e instalação de equipamentos acontecerão em paralelo à produção.

"Paramos apenas um curto espaço de tempo para a transferência. Linhas de produção intensiva como essa não podem ficar paradas por longos períodos para evitar prejuízos ao cliente", explicou Rubinato. Geralmente, as paradas não duram mais do que 15 dias.

As expectativas de negócios são otimistas para este ano. "As eleições retardaram boa parte dos investimentos previstos para 2006." O próprio contrato com a Acesita poderia ter sido fechado no final do ano passado, afirmou. "A Usiminas postergou para este ano a reforma de 22 equipamentos." A empresa vai disputar esses contratos.

Rubinato disse que 2007 começou mais aquecido e o número de propostas feitas à Yaskawa cresceu mais de 50% em todas as suas áreas de atuação. No ano passado, a companhia faturou R$ 40 milhões no País, mesmo valor de 2005. Entretanto, observou, as vendas cresceram 10%. "Nem tudo foi faturado", disse, ressaltando que espera incremento de 10% para este ano.

Uma boa parte do crescimento poderá vir da modernização de pontes. O executivo não revelou o valor do contrato com a Acesita. Contudo, assegurou que esse mercado tem um grande potencial no Brasil. Rubinato estima que hoje mais de 1 mil pontes rolantes precisam de reformas, a maioria está em uso nos setores de siderurgia e mineração. A modernização custa cerca de 20% do preço de uma ponte nova e o valor depende da finalidade e do tipo do equipamento.

Rubinato estima que a um preço médio de R$ 500 mil por cada reforma elétrica e mecânica de ponte - "um valor conservador, sem impostos" -, o potencial de movimento desse mercado seja de R$ 500 milhões. A modernização é aplicada também em máquina operatriz. Estima-se que o preço de uma reforma fique em torno de R$ 1 milhão, no total, enquanto um equipamento novo custa em média US$ 3 milhões.

Segundo o executivo, além do preço atrativo e de estender a vida útil do equipamento, as empresas ganham em produtividade, redução de custos e segurança. "Um equipamento com longo tempo de uso geralmente é um gargalo para a produção." Em redução de custos, Rubinato chama a atenção para os gastos com energia que, disse, podem cair em até 50%.

Consumo de energia

Em dezembro último, a Yaskawa entregou uma ponte reformulada à Belgo-Arcelor Brasil, de Juiz de Fora (MG), utilizada no carregamento de gusa na aciaria, que consome hoje menos energia. Conforme estudos elaborados por auditores independentes, afirmou, a queda no consumo de energia do equipamento foi de 42,5%. "Muitos dirigentes empresariais ainda não têm a noção desse desperdício, apesar do momento ser de racionamento e preço alto de energia."

Subsidiária da Yaskawa America, dos Estados Unidos, que por sua vez se reporta à japonesa Yaskawa Eletric Corporation, a empresa atua com quatro divisões de negócios no Brasil: fornecimento de soluções de automação, divisão que abriga a venda de equipamentos para pontes rolantes novas e a área de "retrofitting" (reforma de pontes utilizadas em indústrias de mineração e siderurgia, entre as mais importantes) entre outras; robótica; vendas de inversores, equipamentos que controlam velocidade de motores; e vendas de servoacionamentos, utilizados em máquinas no controle de eixos.

Cada unidade responde por cerca de 25% dos negócios e a de robótica foi a que apresentou o melhor crescimento em 2006, de cerca de 30%, puxado pelo incremento da indústria automotiva, especialmente, as expansões Honda e da Toyota. Rubinato disse que a Yaskawa tem 80% do mercado brasileiro de modernização de pontes rolantes.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Retomada de investimentos nos frigoríficos

O grupo JBS-Friboi, maior exportador brasileiro de carne bovina, põe em funcionamento no mês que vem o segundo abatedouro da empresa em Minas Gerais, na planta onde funcionou o extinto matadouro Frimusa, fechado há cerca de 15 anos em Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha. A inauguração é mais um passo na retomada de investimentos no setor de frigoríficos no estado, que detém o terceiro maior rebanho do país, mas participa com menos de 2% das vendas ao exterior . Ainda em março, está previsto o início das obras do Frigorífico 3A, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Outro projeto em andamento reúne 19 pecuaristas de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, para construir a primeira indústria exportadora de carne da região.

O secretário de estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues, informou que os números da expansão do Friboi têm grande peso para o estado deixar de vender animais em pé e organizar a sua cadeia de produção da carne, com maior valor. A nova unidade do grupo terá capacidade para abater 750 bois por dia, produção para exportação, e vai empregar 380 trabalhadores. O Friboi já mantém abate diário de 830 animais em Iturama, no Triângulo, e a maior parte das vendas é feita no exterior.

"Verificamos uma outra demanda que começa a surgir dos frigoríficos regionais, que são uma alternativa para suprir o consumidor de carne de qualidade nas cidades onde atuam pequenos frigoríficos que abatem os animais na informalidade", afirma Gilman Rodrigues. Empreendedores de Itajubá, Sul de Minas, e do Jequitinhonha, procuraram o secretário para discutir projetos para esses chamados frigoríficos regionais, que passariam a atender os pequenos matadouros com estrutura legal de abate.

Segundo o pecuarista Almi Aparecido Alves, sócio-diretor do Frigorífico 3A, 65% da produção da empresa serão destinados à exportação. "Estamos trabalhando para conquistar contratos na África e no grande mercado comprador da Europa", afirma. As obras devem ser concluídas em oito a 10 meses, com recursos de R$ 37,7 milhões, contando com financiamento dos governos estadual e federal. A capacidade de abate é de 1,5 mil cabeças por dia.

A iniciativa dos pecuaristas de Governador Valadares conta com projeto pronto e licença ambiental. José Miguel Merlo, sócio e integrante do conselho de administração do frigorífico, diz que o grupo estuda sua associação a investidores portugueses e italianos para bancar os R$ 30 milhões necessários para a construção do abatedouro.

Fonte: Portal Superávit - MG

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Petrobras faz acordo com a Jordânia

O Governo da Jordânia assinou hoje um memorando de entendimento com a Petrobras para a produção de petróleo a partir de reservas de xisto betuminoso no país.

O ministro da Energia do país árabe, Khalid Shraydeh, que assinou o acordo pela parte jordaniana, afirmou em comunicado oficial que este "faz parte da política de abrir as portas à exploração de reservas de xisto no país por companhias internacionais com capacidades financeiras e técnicas necessárias para o negócio".

Com o acordo, a Petrobras realizará um estudo técnico e financeiro global do projeto, e se este for economicamente viável, o Governo jordaniano negociará com a estatal brasileira sobre a exploração petrolífera na região de Al-Attarat, no centro do país, explicou o ministro.

Analistas jordanianos calculam que as reservas de xisto betuminoso no país sejam de aproximadamente 40 bilhões de toneladas.

Fonte: Tribuna do Norte - RN

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Japan Airlines compra 10 aviões da Embraer

A Japan Airlines informou nesta quinta-feira, 22, que irá comprar 10 aviões da Embraer avaliados em US$ 290 milhões a preços de tabela. A companhia quer renovar sua frota para aumentar a competitividade de custo.

A Japan Airlines, maior companhia aérea da Ásia mas a sexta em valor de mercado, informou que planeja usar os jatos Embraer 170 em rotas domésticas no ano fiscal que começa em abril de 2008.

A empresa aérea tem uma opção para comprar mais cinco aviões da fabricante brasileira.

A Japan Airlines, que tem sido atingida por preços altos de combustíveis e tem uma frota relativamente antiga, tem afirmado que planeja trazer 85 novos aviões, principalmente modelos pequenos, e aposentar 64 aeronaves até 2010/2011 para melhorar sua eficiência de consumo de combustível em 14%.

Briga

Essa semana, a canadense Bombardier, concorrente direta da fabricante brasileira, lançou um novo modelo de jato regional de 100 lugares para competir com o 170 da Embraer. Ele deverá custar em torno de US$ 46 milhões.

Lançada há 8 anos, a família de jatos regionais Embraer 170/190 tem, até hoje, 184 aeronaves em operação e mais de 500 mil horas de vôo. Somente no terceiro trimestres do ano passado recebeu 87 novos pedidos e no total já são mais de 450 encomendas.

Fonte: Valor Econômico - SP

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