31 janeiro, 2007

Requião gastará R$ 200 mi em estradas para "furar" pedágio

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), anunciou ontem que vai investir R$ 200 milhões em rodovias sem pedágio no Estado. O "Estradas da Liberdade" tem a intenção de criar até 2010 cinco corredores alternativos a estradas onde há pedágio. O plano era uma promessa feita na última campanha eleitoral.

Um dos eixos, entre Curitiba e Londrina, faria com que o motorista evitasse quatro praças de cobrança na estrada convencional. Outro corredor vai ligar a capital paranaense a Foz do Iguaçu, desviando de rodovias onde o pagamento é obrigatório.

O secretário estadual de Transportes, Rogério Tizzot, argumenta que o pedágio no Paraná foi mal concebido. Para ele, a cobrança prejudica a economia. "A contribuição embutida no preço do combustível [Cide] é o melhor pedágio." Ninguém foi encontrado na Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias ontem para comentar o tema.

Fonte: Folha de S. Paulo

BNDES quer mais garantias de estaleiros

Três dos quatro grupos selecionados pela Transpetro para construir 26 navios, encomenda orçada em US$ 2,48 bilhões, estão enfrentando dificuldades para financiar a construção das embarcações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os estaleiros Mauá Jurong (RJ) e Itajaí (SC) têm controladores que discutem dívidas antigas com o banco de fomento. Já a Iesa, que integra o consórcio Rio Naval, esbarra em pendências do grupo Inepar, ao qual é ligada, com o BNDES.

As dificuldades destes grupos em obter garantias bancárias para lastrear os empréstimos do BNDES podem atrasar o início da construção das embarcações da Transpetro, empresa de logística da Petrobras. Como o valor dos navios é superior ao dos ativos dos estaleiros, o que dificulta a obtenção das garantias, a Transpetro decidiu colocar mais dinheiro na construção dos navios, confirmaram fontes do setor.

No início a estatal anunciou que iria entrar com 20% dos recursos na construção. Agora a participação da Transpetro na montagem dos navios será de 46% e a dos estaleiros, de 54%, afirmou um executivo. A decisão aumenta o risco da Petrobras no projeto. O Valor procurou ontem o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, mas não conseguiu contato.

Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de evento, em Pernambuco, no qual será assinado contrato entre a Transpetro e o consórcio Atlântico Sul para a construção dos dez primeiros navios da estatal, em um pacote que custará R$ 2,7 bilhões. A encomenda total, com 26 embarcações, soma R$ 5,5 bilhões.

O Atlântico Sul, a ser construído no complexo industrial portuário de Suape (PE), é o único dos estaleiros escolhidos pela Transpetro que já teve o financiamento aprovado pelo BNDES. Fontes do setor avaliam que o caso do Atlântico Sul é mais simples por tratar-se de empreendimento novo e pelo fato de ter por trás, como líder do consórcio, o grupo Camargo Corrêa. Também participam a Queiroz Galvão e a Aker Promar, com assistência técnica da Samsung. A Andrade Gutierrez abandonou o projeto.

Os maiores problemas estão nos estaleiros antigos, que têm histórico de dívidas com o BNDES, agente financeiro do Fundo de Marinha Mercante (FMM), principal fonte de financiamento da indústria naval no país. Um exemplo é o do Synergy Group, cujo presidente do conselho é o empresário German Efromovich.

O Synergy controla os estaleiros Mauá Jurong, de Niterói, e Eisa - Estaleiro Ilha S.A, na Ilha do Governador (RJ). O Mauá Jurong ganhou o direito de construir quatro navios para transporte de derivados para a Transpetro, no total de US$ 277 milhões, mas o financiamento do FMM ao projeto envolve negociações sobre dívidas que o Eisa tem com o BNDES. Procurado, o Synergy informou que não se manifesta enquanto as conversações com o banco estiverem em andamento.

Os executivos da Eisa também não se posicionaram, ontem, em relação às dificuldades da empresa para fechar o pacote de garantias com o BNDES. Fontes da indústria disseram ao Valor que existe a possibilidade de a Iesa deixar o consórcio Rio Naval, do qual participa com o grupo MPE e com a Sermetal. Um interlocutor afirmou que o problema da Iesa no projeto passa pelo cadastro ruim que o seu controlador, a Inepar, tem com o banco de desenvolvimento.

Apesar das dificuldades, os estaleiros do Rio têm a expectativa de que os contratos de construção com a Transpetro sejam assinados em 6 de fevereiro, com a presença do presidente Lula. A Metalnave, cujo estaleiro, o Itajaí, ganhou a licitação da Transpetro para construir três navios gaseiros, confia na liberação dos recursos pelo BNDES. A empresa, controlada por Frank Wlasek, arrendou a sua frota de quatro navios para a Companhia de Navegação Elcano.

Na operação, a Elcano assumiria as dívidas da Metalnave com o BNDES, o que poderia abrir espaço para novos créditos. Uma fonte afirmou, porém, que o caso é complexo pois a Metalnave manteria uma ação contra o BNDES no Tribunal Regional Federal, no Rio.

Fonte: Valor Econômico

Docas cobra controle sobre tráfego

O ano mal começou e a Codesp cobrou novas ações dos terminais do Porto de Santos para evitar a formação dos temidos gargalos viários no complexo, devido à iminente chegada da próxima safra. A solicitação foi feita pelo diretor de Infra-estrutura e Serviços da estatal, Arnaldo de Oliveira Barreto, durante reunião do Comitê de Logística do ano, neste mês, na sede da Autoridade Portuária.

Segundo o executivo, a estimativa é que haja um aumento no escoamento de commodities agrícolas e de contêineres de, em média, 10% nos próximos dois meses em relação ao mesmo período do ano passado. O mesmo índice de crescimento deverá ser sentido no volume de caminhões destinados ao cais santista.

‘‘Os números são fantásticos. No último dia 3, a Ecovias registrou a passagem de 13 mil carretas destinadas ao porto’’, afirmou o executivo. Normalmente, esse volume não passa de 5 mil unidades. ‘‘Nós estamos muito preocupados com o movimento, principalmente do granel e de contêiner previstos para este ano. Precisamos atacar em várias frentes’’, ponderou Barreto.

Dentre as medidas da Autoridade Portuária para evitar congestionamentos no porto estão a adoção definitiva do chamado agendamento eletrônico, sistema pelo qual os terminais de contêineres programam com antecedência, antes de a carga sair da origem, a chegada do cofre ao porto.

O objetivo é ter mais controle do universo de caminhões destinados ao pátio e, assim, evitar a formação de filas na porta do terminal. Até agora, segundo Barreto, apenas a Libra Terminais e o Tecondi já adotaram o sistema. ‘‘Faltam a Santos-Brasil (Tecon) e a Rodrimar. Não tem data-limite. É a consciência de cada um. Mas com esses congestionamentos todo mundo perde dinheiro’’, avaliou Barreto.

Mas, segundo o próprio diretor, o agendamento eletrônico sozinho não basta. ‘‘Os terminais precisam agilizar suas operações nos pátios’’, admitiu o executivo.

Agendamento - Já as instalações especializadas na movimentação de granel não utilizam o sistema de agendamento eletrônico. A solução dessas empresas foi a construção de estacionamentos fora do porto.

Até aí, nenhuma novidade. Mas de acordo com o diretor, outras ações devem ser empreendidas. Durante a reunião do Comitê de Logística na Codesp, Barreto solicitou aos produtores agrícolas que só enviassem as cargas para os pátios reguladores tde forma cadenciada.

‘‘O ideal é que a carga saia da origem também de forma cadenciada para os pátios. O dono da carga deve investir em silos (para armazenar o produto)’’, avaliou o dirigente da Codesp, destacando novamente que a estatal pode apenas sugerir mas não tem poder de determinar a adoção desse tipo de iniciativa.

Outra mudança, dessa vez de responsabilidade apenas da Autoridade Portuária, é o endurecimento da fiscalização da Guarda Portuária (Gport) nas vias do porto. A estatal já determinou que a Gport aplique multas aos terminais cujos caminhões estejam parados em locais inadequados da via, ignorando o regramento viário baixado em agosto passado.

Até agora, a Docas estava trabalhando de forma orientativa, sem aplicação de multas. Mas passados seis meses de vigor das novas regras — pela qual cada terminal tem um número pré-determinado de vagas nas vias do cais —, a Autoridade Portuária avalia que houve tempo suficiente para adaptação ao modelo.

‘‘A Guarda Portuária vai ser mais rigorosa neste ano, aplicando multas. E não será multa no motorista, não’’, avisou, coforme previsto na resolução que instituiu o regramento.

Perimetral - Outra medida que a Codesp estuda é otimizar os espaços do porto. Durante a construção da Avenida Perimetral da Margem Direita (Santos), que deve ter início depois dos feriados do Carnaval, a Codesp pretende utilizar os espaços a serem abertos com as obras (na região de Outeirinhos, por exemplo, serão demolidos alguns armazéns) para a passagem dos caminhões, até a efetiva conclusão do empreendimento.

‘‘Em alguns locais das obras da perimetral haverá um espaço que hoje não existe. Temos de fazer um cronograma inteligente para que esses espaços sirvam de pulmões’’, avaliou o diretor de Infra-estrutura, Arnaldo Barreto.

Fonte: A Tribuna

Grupo quer construir no Brasil fábrica de peças para a Boeing

Empreendimento de US$ 750 milhões deve empregar 900 pessoas altamente qualificadas. O governo brasileiro foi procurado por um grupo de investidores estrangeiros interessado em construir no País uma fábrica de componentes para aviões de fabricação da Boeing, confirmaram fontes oficiais a este jornal. O empreendimento, que prevê US$ 750 milhões em investimentos, deverá empregar 900 pessoas "altamente qualificadas".

O assunto já foi tratado pelo Itamaraty. Os investidores estrangeiros fizeram o primeiro contato com o governo por meio do Ministério das Relações Exteriores. Em seguida, o assunto passou a ser tratado de forma confidencial pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento não confirmam o tema de forma oficial, assim como o Ministério da Defesa e a Aeronáutica.

O grupo de investidores procurou o governo para prospectar potenciais lugares para a construção da fábrica. O empreendimento demanda um local com boas condições logísticas e de infra-estrutura. Deve estar próximo a um aeroporto de grande porte, por exemplo. Durante as conversas entre governo e investidores, as cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram citadas como locais ideais que poderiam receber a fábrica. As instalações dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em Campinas, já foram inclusive visitadas pelos investidores.

O rumor de que o Brasil é sondado para abrigar uma nova fábrica de fornecedores da Boeing circula no mercado. Um dos mais notáveis executivos da aviação brasileira o escutou e consultou seus amigos na Boeing para verificar a veracidade da informação. Segundo relatou na semana passada a este jornal o engenheiro aeronáutico, que prefere o anonimato, o assunto vazou ao mercado provavelmente por causa da pesquisa mundial feita periodicamente pela Boeing na busca de novos fornecedores. Como o parque aeronáutico nacional está em franco crescimento e dispõe de tecnologia altamente avançada, o Brasil foi incluído no levantamento.

O Brasil detém mão-de-obra qualificada e barata, se comparada aos padrões internacionais. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Faculdade de Engenharia de São Carlos - pertencente à Universidade de São Paulo (USP) - formam técnicos considerados de primeira linha.

Lobbies
O boato de que a Boeing poderia investir no Brasil tem agitado prefeitos e deputados paulistas. Políticos e assessores já realizam lobbies junto ao governador José Serra para tentar atrair os recursos para suas cidades.

Instigados por informações divulgadas pelo deputado estadual eleito Roberto Massafera (PSDB-SP), os políticos acreditam que a própria Boeing é quem poderá fazer os investimentos no Brasil. O próprio Massafera revelou, no entanto, que recebeu um comunicado em que a empresa nega o interesse de investir de forma direta no país nos próximos anos.

kicker: Local deve ter grande aeroporto, boa logística e infra-estrutura; Rio, São Paulo eBelo Horizonte são áreas cotadas.

Fonte: Gazeta Mercantil

Gávea adquire parcela de 25% da Multiterminais

Após uma negociação relâmpago, o fundo Gávea Investment Fund, gerido pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, acaba de acertar a compra de 25% da Multiterminais, empresa que opera o terminal 2 (Tecon2) de contêineres do porto do Rio.

Com a transação, cujo valor não foi revelado, a Gávea faz sua estréia nos investimentos no setor de infra-estrutura e logística. "Já tínhamos feito pequenos aportes na fazenda de café e na BRA (empresa de aviação), mas este é o investimento de maior porte da carteira", explica Fraga.

O grupo Fink vem aumentando a participação em ativos de infra-estrutura portuários. Além de ser agora controladora da Multiterminais, a Fink também é co-controladora, junto com o Opportunity Fund, da Santos Brasil, operadora do maior terminal de contêineres da América do Sul, no porto de Santos.

Com receita líquida de R$ 206 milhões registrado no ano passado, a Multiterminais atua na área de logística, que opera o terminal de contêineres 2 do porto do Rio (quinto maior do país), o terminal de veículos do porto (Multi-Car) e ainda três portos secos, no interior do Rio e de Minas Gerais. O Tecon 2 do porto fluminense, operado pela Multi-Rio (empresa da Multiterminais) movimentou em 2006 175 mil TEUs (medida equivalente a contêiner de 20 pés), 5,5% mais do que no ano anterior. Já o terminal da Multi-Car movimentou 160,5 mil veículos no comércio de exportação e importação, o que significou um aumento de 103% em relação à 2005.

Fonte: Valor Econômico

TAM é processada por "overbooking"

O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo entrou na 20ª Vara Civil Pública de Brasília com uma Ação Civil Pública contra a TAM por prática de "overbooking" (venda de passagens acima do número de assentos).

Na ação, o Ibedec pede a proibição do overbooking e reivindica a aplicação de multa de R$ 1 mil para cada novo caso.

O instituto também defende indenização para passageiros que, nos últimos cinco anos, tenham sofrido danos materiais ou morais devido a extravio de bagagens, cancelamentos ou adiamentos de vôos. E recomenda que as indenizações por danos morais sejam de dez salários mínimos.

Na ação inicial, o Ibedec representa apenas consumidores residentes em Brasília.

Segundo o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, o instituto recebeu muitas reclamações sobre atrasos e cancelamentos de vôos, mas aguardou pela normalização da situação para que a ação não parecesse oportunista.

“O fato gerador da ação é a repetição de casos de overbooking. Tivemos vários associados que registraram reclamações contra a TAM por causa desta prática”, conta Tardin.

Embora seja prática recorrente e já admitida pelas próprias empresas, o overbooking fere o direito dos passageiros.

"As empresas alegam que isso é para se defender de prejuízos devido a quantidade de passageiros que não comparecem aos seus vôos. Mas isso não é regulamentado. A empresa não tem direito a vender mais passagens do que sua capacidade”, conclui.

Fonte: Diário do Nordeste/CE

Para Anac, decisão sobre Varig não é da Justiça do Rio

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou ontem que a Justiça do Rio não tem competência para tentar reverter a decisão da agência de retirar da Varig a concessão de 119 linhas e 23 slots (espaços) em Congonhas que não foram usadas no prazo legal.

Em nota à imprensa, a Anac afirma que a VRG Linhas Aéreas (Nova Varig) não está na "alçada" da 1ª Vara Empresarial do Rio. Na semana passada, a pedido da Nova Varig, o juiz Paulo Roberto Campos Fragoso ordenou a devolução das linhas e slots por entender que o prazo legal para operação dos vôos é calculado de outra forma e não havia vencido.

"A 1ª Vara Empresarial tem responsabilidade legal pela recuperação judicial da antiga Varig, mas não tem alçada sobre a VRG. A companhia, também conhecida como Nova Varig, é uma empresa aérea concessionária recentemente homologada pela Anac e tem saúde financeira", diz a nota.

Apesar da crítica indireta de ingerência, a agência não se posicionou sobre o cumprimento da decisão. Afirma que não recebeu notificação da decisão, o que só pode acontecer por "carta precatória a ser cumprida por juiz federal, uma vez que a autarquia tem sede no DF". A nota se baseia em informações divulgadas pela imprensa.

Procurado pela Folha, o juiz Paulo Roberto Campos Fragoso afirmou que não poderia comentar a postura da Anac para evitar impedimento em futuros julgamentos sobre o tema. Segundo ele, há diferença interpretativa do tema.

A Varig anunciou que pode mover ação de perdas e danos contra os diretores da Anac. Para os advogados da empresa, a Anac tem "plena consciência da impossibilidade de seus atos", mas usa "a tática para tentar quebrar a companhia em benefício de terceiros".

Fonte: Folha de S. Paulo

Gol registra lucro recorde e planeja investir US$ 500 milhões na frota

O lucro de R$ 684 milhões da Gol em 2006 é recorde e representa um aumento de 61,2% sobre 2005, apesar da queda de um Boeing e dos custos com a crise no setor em 2006. Com o bom resultado, a segunda maior companhia aérea do Brasil pretende investir US$ 500 milhões na frota neste ano.

De acordo com Richard Lark, diretor vice-presidente financeiro da Gol, a empresa pretende adquirir mais 15 aeronaves em 2007, o que eleva a frota para 80 aviões.

Com isso, a empresa pretende aumentar a oferta de assentos em 50% neste ano, contra um crescimento estimado pela empresa para o setor de 12%.

Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, disse que o acidente com o Boeing que fazia o vôo 1907 ocorrido há quatro meses e que causou a morte de 154 pessoas não mudou em nada os planos e objetivos da empresa.

A única alteração, segundo ele, foi a retirada de propagandas da empresa em respeito às vítimas do acidente. O resultado foi a queda de seis pontos percentuais na taxa de ocupação, que fechou o quarto trimestre em 68%.

Constantino disse que o caos nos aeroportos teve impacto sobre seu balanço. Os custos e as despesas com crise reduziram em R$ 150 milhões a receita da empresa e gerou custo extra de R$ 41 milhões, com o cancelamento de vôos e perda de passageiros.

O resultado operacional da empresa teve uma queda de 60,9%, para R$ 60,4 milhões, mas foi compensado pelo aumento do resultado financeiro líquido (positivo em R$ 156,2 milhões) e pelo resultado não-operacional (R$ 22,953 milhões).

O resultado financeiro é decorrente de um maior volume de caixa e aplicações financeiras feitas pela empresa, parcialmente compensadas por uma redução na taxa de juros brasileira.

Entre os motivos para a queda do resultado operacional, a Gol cita uma diminuição de 30% no número de passagens vendidas em dezembro --tradicionalmente um mês de pico do tráfego aéreo-- na comparação com novembro.

A empresa espera, no entanto, ter menores custos com o caos nos aeroportos no primeiro trimestre e também recuperar a taxa de ocupação das aeronaves, que deve chegar a 72%, segundo a Gol.

2007 - Para acompanhar o investimento de US$ 500 milhões no aumento da frota, o Gol pretende ampliar as rotas e deve acrescentar Marabá (PA) e Cabo Frio (RJ) entre os destinos dos vôos domésticos. Nas rotas internacionais, a Gol deve começar a voar para lima, no Peru, em fevereiro, e negocia nova rota para o México.

A empresa pretende, ainda, ampliar sua malha em mais quatro vôos, sendo três domésticos e um internacional. A Gol também anunciou que vai adicionar mais de 130 freqüências diárias.

Das 15 aeronaves que devem entrar em operação em 2007, três devem começar a voar ainda no primeiro trimestre. Até 2012, a companhia pretende ampliar sua frota para 101 aviões.

O mês de janeiro, segundo Constantino, apresenta resultados positivos que podem indicar um ano de crescimento para a empresa. A venda diária de passagens aéreas cresceu 40% em janeiro e a taxa de ocupação chegou a 75%.

A tarifa média em janeiro ficou em R$ 213 e houve 800 vôos cancelados, o que representa 5% do total.

Fonte: Folha Online

Portos brasileiros devem ter manutenção permanente de dragagem

- Os serviços de dragagem nos portos brasileiros devem ter contratos com tempo de duração mais longo para que sejam prestados de forma continuada.

"No caso da dragagem, nosso entendimento é que podemos e devemos contratar serviços por longo prazo, em que se estabelece a garantia de padrão de desempenho para os portos", afirma o ministro dos Transportes, Paulo Passos.

Nos portos são realizados dois tipos de dragagem, a de manutenção e a de profundidade. Na de manutenção são retirados materiais sólidos trazidos pela maré e que acabam depositados à beira dos portos. A finalidade é manter a profundidade do canal, propiciando a movimentação de embarcações de vários tamanhos nos portos e marinas.

Na de profundidade, o objetivo é escavar mais nos canais dos portos para permitir que navios com calados (espaço ocupado pelo navio dentro da água) maiores possam chegar.

Hoje, a dragagem de manutenção funciona da seguinte forma: o serviço é contratado, executado e, no futuro, quando é preciso refazer a dragagem, o trabalho é novamente contratado.

A intenção agora é ampliar o tempo dos contratos para que a manutenção seja permanente, assim como acontece com as estradas.

"Dragagem de manutenção deve ser entendida como um serviço de natureza continuada, e, portanto, nosso objetivo é ter um entendimento semelhante àquele que se tem em relação às rodovias. Ou seja, quando você as constrói, tem que mantê-las", disse Passos.

Assim, os contratos de dragagem de manutenção seriam de cerca de cinco anos e os de aprofundamento chegariam a 10 anos. Além disso, de acordo com o ministro, a expectativa é de que sejam realizadas licitações internacionais para contratar os serviços.

"Queremos abrir ao máximo a competitividade e estamos certos de que isso vai se reverter em ganhos do ponto de vista econômico para o país".

Segundo Passos, os novos padrões e critérios para o serviço de dragagem estão sendo estabelecidos e devem ficar prontos nos próximos dias. O governo ainda estuda qual a melhor forma de oficializar a questão, se por decreto, lei ou outro instrumento legal.

O ministro participou na quinta-feira passada do seminário promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para discutir o papel dos Conselhos de Autoridades Portuárias na gestão dos portos.

Fonte: Paraná-Online - Curitiba,PR

Porto de Maceió fica de fora do Programa de Aceleração

Mesmo com a construção de um novo terminal de contêineres e de um específico para passageiros de transatlânticos se arrastando há mais de cinco anos - obra que não tem qualquer perspectiva de conclusão -, o Porto de Maceió só deverá ser beneficiado indiretamente pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nenhum projeto de ampliação da atual infra-estrutura portuária foi incluído na lista de prioridades elaborada pelo governo federal dentro do pacote de ações.

Para o administrador do porto, Domício Silva, a situação é lamentável, mas, ao recuperar as rodovias e estradas federais que cortam Alagoas, o Ministério dos Transportes vai garantir uma melhor acessibilidade ao cais, reduzindo custos com transporte de mercadorias e frete, além de permitir uma ampliação da pauta de exportações alagoanas, hoje concentradas nos derivados da cana-de-açúcar.

Fonte: O Jornal - AL

30 janeiro, 2007

Gravatá organiza estacionamento para carga e descarga

A Prefeitura de Gravatá editou um decreto estabelecendo os horários em que os veículos de carga e descarga e de grande porte podem estacionar nas áreas centrais da cidade. A medida tem por objetivo desafogar e displinar o tráfego de veículos nas ruas mais movimentadas da cidade, e começa a vigorar em 1º de fevereiro.

As vias abrangidas pelo decreto são a Rua Vereador Elias Torres, Rua Félix Sobrinho, Avenida Joaquim Didier, Rua Estevam Câmara, Rua 21 de Abril, Rua Manoel Castor da Rosa, Rua Padre Joaquim Cavalcante, Rua Lourenço Correia de Melo, Rua Joaquim Nabuco, Rua João Noberto Regalado, Rua Francisco de Assis, Rua Sérgio Loreto, Rua Duarte Coelho, Avenida Agamenon Magalhães e Pátio da Feira.

Pelos horários estabelecidos no decreto, às segundas, quartas, sextas e sábados será permitido o estacionamento para carga e descarga das 18h às 6h da manhã. Às terças, quintas, domingos e feriados, o estacionamento está liberado, com exceção dos dias de eventos.

Fonte: Jornal do Commercio

Trip encomenda 14 aeronaves da francesa ATR

A Trip Linhas Aéreas, companhia aérea regional paulista, anunciou ter firmado contrato com a fabricante francesa ATR para a aquisição de 14 aeronaves por US$ 200 milhões (cerca de R$ 427 milhões). A encomenda inclui sete pedidos firmes e cinco opções (compras que poderão ser exercidas ou não) de aviões novos e mais duas aquisições de seminovos.

O negócio leva a uma expansão significativa da frota da Trip, hoje composta por sete aeronaves da ATR. Em março, junho e dezembro deste ano chegarão três dos 14 aviões. Os outros serão entregues em até três anos.

Esse é o primeiro movimento da Trip depois que a empresa vendeu 50% de seu capital ao grupo capixaba Águia Branca, proprietário de redes de concessionárias e empresas de transporte rodoviário. O negócio, anunciado em novembro de 2006, foi fechado por R$ 43,6 milhões.

Com o aporte de capital, a Trip pôde arcar com o pagamento da entrada pelos aviões, que corresponde de 10% a 15% do valor total. O restante, segundo comunicado distribuído ontem pela empresa, será financiado "por instituições financeiras na Europa e nos Estados Unidos, por meio de garantias dos bancos de fomento dos governos francês (Coface) e italiano (Sacchi)".

"Os novos aviões devem gerar um tráfego maior, pois geram mais confiança nos passageiros", afirmou José Mario Capriolli, presidente da Trip. "Há um estigma de que a aviação regional tem aviões envelhecidos e, de fato, a idade média da frota do setor no Brasil é de 15 anos", disse.

A negociação com a ATR inviabiliza, ao menos por enquanto, a compra de jatos regionais da brasileira Embraer. "Ainda estamos conhecendo o produto da Embraer. Optamos pelos ATR também para manter uma frota homogênea", disse Capriolli.

Desde que anunciou a nova composição de sua estrutura societária, a Trip vem anunciando planos de encabeçar o desenvolvimento da aviação regional no país. Enquanto nos Estados Unidos o segmento representa 15% do tráfego aéreo, no Brasil não ultrapassa 2,1%. Mas, por outro lado, a aviação regional vem crescendo 40% ao ano no país.

"De todas as ligações entre cidades possíveis, grande parte pode ser atendida com aviões com menos de 90 assentos", afirmou Capriolli. Diferentemente das companhias aéreas operadoras das chamadas linhas troncais, que ligam as principais capitais, as empresas regionais buscam ligar capitais e cidades grandes a cidades médias, rotas onde a demanda é menor.

Uma das estratégias estudadas pela Trip é ampliar o acordo comercial que mantém com a TAM. A empresa também não descarta uma parceria com a Gol.

A Trip aposta no desenvolvimento de uma rede aérea onde companhias de âmbito nacional, como Gol e TAM, que têm aviões maiores, operem as rotas mais movimentadas e as regionais distribuam os passageiros pelos centros menores.

Nos últimos anos, tem havido forte concentração de operações por parte das companhias troncais, e a conseqüente redução no número de cidades e aeroportos atendidos, conforme estudos do Núcleo de Estudos em Competição e Regulação do Transporte Aéreo (Nectar), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Fonte: Valor Econômico

Anac em alerta para o Carnaval

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) voltará a monitorar as centrais de reservas de passagens das companhias aéreas a partir da semana que vem. Como parte das medidas que a agência reguladora vai implementar às vésperas do feriado de Carnaval para evitar novo caos nos aeroportos brasileiros, o monitoramento pretende minimizar a ocorrência de overbooking (venda de mais bilhetes do que o número de assentos nos aviões). Ontem, a assessoria da Anac confirmou que até o fim desta semana deverá ser anunciado um plano de ações para reduzir os transtornos dos usuários.

O desenho das medidas ainda estava sendo finalizado até o final da tarde de ontem. A checagem de reservas de passagens vendidas e do limite de assentos disponíveis foi feita no feriado de ano-novo, quando, após “apagão” ocorrido no Natal, a Anac passou a ter acesso às centrais de reservas das companhias. Os maiores problemas de overbooking foram registrados na TAM, nos dias que antecederam o Natal.

Outra preocupação para o feriadão do Carnaval é uma possível operação padrão dos controladores de vôo. Oficialmente, a Aeronáutica sustenta que não há qualquer motivo para temer a operação. Nos bastidores, entretanto, circulam informações de que os controladores estariam insatisfeitos por causa da demora do governo federal em tomar medidas para reestruturar as condições de trabalho da categoria e da regulação geral do setor.

As sugestões para mudanças no controle de espaço aéreo do País, feitas em dezembro por um grupo técnico coordenado pelo Ministério da Defesa, somente no fim da semana passada foram formalizadas em um documento do ministro Waldir Pires e enviado à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, disse ontem que, preliminarmente, o grupo encaminhou a sugestão de criação de um órgão civil para se responsabilizar pelo tráfego de aviões comerciais. Hoje, é a Aeronáutica quem comanda todo o setor.

CHUVAS – As fortes chuvas que atingem a Região Sul do País foram o motivo de interdição, ontem, da pista principal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, informou a Anac. Segundo nota da agência, as operações de pousos e decolagens na pista principal do aeroporto gaúcho ficaram paralisadas por duas horas, pela manhã, para que técnicos da Infraero realizassem reparos na pista. Em razão dessa interrupção, pelo menos 17 vôos tiveram atrasos durante a tarde.

Fonte: Jornal do Commercio/PE

TAM diz que vai aumentar taxa de uso dos aviões

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou que a companhia aérea pretende aumentar o uso diário dos seus aviões de 12,6 horas para 13 horas. A alta utilização das aeronaves é tida como uma das causas do caos aéreo estabelecido no Natal. A empresa teve de tirar do ar seis aviões em 20 de dezembro para manutenção não-programada.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Bologna nega que isso tenha colaborado com a crise aérea. "O que aconteceu não é decorrente do modelo. A Gol voa mais horas por avião do que a TAM", afirmou.

De acordo com o executivo, a meta de reduzir a diferença de custo - estratégia da empresa - com a Gol de 12% para 5% em um ano está mantida.

Por outro lado, após ter a imagem abalada, quando milhares de passageiros foram prejudicados por não conseguirem embarcar em seus vôos, a TAM diz que adotará medidas para evitar novo caos, como melhorar sua logística de manutenção e desenvolver um sistema para dar mais informação aos passageiros em casos de crise.

A TAM encomendou uma pesquisa para avaliar o impacto da crise em sua imagem. Desde antes do Natal, ela vinha sendo apontada como uma empresa em crise de identidade, por tentar unir o baixo custo da Gol com uma imagem de companhia aérea de serviços.

"Para discutir melhor nosso marketing estratégico, necessitamos reposicionar os valores da TAM, fazer uma leitura atualizada. É pegar todos os mandamentos do comandante Rolim (Rolim Amaro, fundador da TAM, morto em 2001) e fazer uma atualização", disse Bologna.

Fonte: Invertia/Terra

Shell vende postos de gasolina à Tesoro por US$ 1,6 bilhão

A companhia de petróleo americana Tesoro Corporation anunciou nesta segunda-feira ter comprado da holandesa Shell uma refinaria e cerca de 250 postos de gasolina na Califórnia, por US$ 1,63 bilhão.

O estoque de combustíveis destes postos, avaliado em entre US$ 180 e US$ 200 milhões, está incluído no valor da operação, anunciou a Tesoro, em comunicado.

Os postos continuarão operando com o nome Shell. A transação, que ainda deve obter o aval das autoridades antimonopólio, deve ser concluída no segundo trimestre de 2007.

A Tesoro também anunciou nesta segunda-feira que aprovou outro acordo para comprar 140 postos de gasolina com a USA Petroleum, situadas na Califórnia e Novo México (oeste). O preço desta aquisição é de US$ 277 milhões, mais entre US$ 10 e US$ 15 milhões em petroleo armazenado.

Fonte: Invertia/Terra

Gávea adquire parcela de 25% da Multiterminais

Após uma negociação relâmpago, o fundo Gávea Investment Fund, gerido pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, acaba de acertar a compra de 25% da Multiterminais, empresa que opera o terminal 2 (Tecon2) de contêineres do porto do Rio. A gestora adquiriu metade da participação de um dos ex-sócios fundadores da Multiterminais, Geraldo Sá. Na operação, Sá também vendeu os outros 25% de sua parcela para o já sócio, o grupo Fink, que passa a controlar a empresa com 75%.

Com a transação, cujo valor não foi revelado, a Gávea faz sua estréia nos investimentos no setor de infra-estrutura e logística. "Já tínhamos feito pequenos aportes na fazenda de café e na BRA (empresa de aviação), mas este é o investimento de maior porte da carteira", explica Fraga. "Nos interessamos por esse projeto, porque nos parece ter potencial dentro de um setor nobre, que tende a crescer", completou ele. O fundo que fez o investimento tem estrutura offshore e os cotistas são investidores estrangeiros.

O grupo Fink vem aumentando a participação em ativos de infra-estrutura portuários. Além de ser agora controladora da Multiterminais, a Fink também é co-controladora, junto com o Opportunity Fund, da Santos Brasil, operadora do maior terminal de contêineres da América do Sul, no porto de Santos.

Com receita líquida de R$ 206 milhões registrado no ano passado, a Multiterminais atua na área de logística, que opera o terminal de contêineres 2 do porto do Rio (quinto maior do país), o terminal de veículos do porto (Multi-Car) e ainda três portos secos, no interior do Rio e de Minas Gerais. O Tecon 2 do porto fluminense, operado pela Multi-Rio (empresa da Multiterminais) movimentou em 2006 175 mil TEUs (medida equivalente a contêiner de 20 pés), 5,5% mais do que no ano anterior. Já o terminal da Multi-Car movimentou 160,5 mil veículos no comércio de exportação e importação, o que significou um aumento de 103% em relação à 2005.

Segundo Richard Klien, sócio da Fink e presidente do Conselho de Administração da Multiterminais, a prioridade agora é terminar as obras de infra-estrutura do terminal e investir na compra de novos equipamentos, além de continuar tentando resolver a questão dos gargalos. "O principal problema é a questão da pouca profundidade dos canais de acesso", lembra Klien.

Para ele, o setor deve ter movimentações. "A tendência é a consolidação de um grande operador logístico nacional, já que no mundo todo funciona assim. Há grandes operadores internacionais de terminais portuários que dominam esse segmento. E, se não houver um grupo brasileiro liderando isso aqui, vai acabar sendo um estrangeiro", diz. Por ora, a Multiterminais é uma Sociedade Anônima de capital fechado, mas a tendência natural é que se torne de capital aberto.

Na reorganização societária, Geraldo Sá, que também presidia a Multiterminais, será substituído nesse cargo por Thomas Klien. "O Geraldo é uma pessoa muito querida, fomos sócios 20 anos, fiz tudo que estava a meu alcance para que ele não saísse da sociedade, mas ele recebeu uma proposta de um fundo que desejava comprar 100% da empresa", explica Richard Klien. "Pelas regras acordadas no contrato social, tivemos 30 dias para vender nossa participação ou exercer o direito de preferência e adquirir a parte dele. E para isso precisamos correr atrás de um investidor em recorde", conta Klien, lembrando que o antigo sócio aceitou convite para continuar no conselho da Multiterminais.

Antes da conversa com o Gávea, Klien lembra que a Fink ofereceu primeiro o investimento à própria Santos Brasil, que declinou por não ter interesse em participações minoritárias. Ele explica que chegou a conversar com outros dois investidores financeiros e acabou fechando com a gestora de Armínio Fraga. Com perfil de private equity, mas aberto também a compra de ações de companhias listadas, o Gávea Investment Fund tem um patrimônio de cerca de US$ 300 milhões e foi criado em meados do ano passado.

Fonte: Valor Econômico

Transpetro fecha acordo de R$ 2,7 bi com estaleiro

A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, assina amanhã em Suape (PE) contrato com o consórcio Atlântico Sul para a construção de dez navios Suezmax. As embarcações custarão cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,7 bilhões), dos quais 90% serão financiados pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), principal fonte de financiamento à construção naval. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do evento.

O Valor apurou que o empréstimo ao Atlântico Sul, formado por Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Aker Promar, já foi aprovado pela diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agente financeiro do FMM. O banco ainda analisa outro pedido de financiamento do consórcio para a construção do estaleiro, que será instalado no complexo industrial portuário de Suape.

Os dez navios Suezmax fazem parte de um lote de 26 embarcações a serem encomendadas pela Transpetro e orçada em US$ 2,48 bilhões. Inicialmente, os 26 navios tinham custo estimado de US$ 1,5 bilhão, mas o aquecimento da indústria naval no mundo, que opera a plena capacidade, e o aumento de insumos, como o aço, levaram a estatal a aumentar os preços.

A contratação da construção dos navios se arrasta há mais de três anos. O próximo passo será a assinatura dos contratos com os demais estaleiros que ganharam o direito de construir os navios para a Transpetro em licitação concluída em 2006. São dois estaleiros do Rio, Mauá Jurong e Rio Naval, e um de Santa Catarina, o Itajaí.

Fonte: Valor Econômico

Nova Varig afirma que vai honrar milhas do Smiles

Após anunciar, na semana passada, que deixará de fazer parte da aliança de companhias aéreas Star Alliance, a nova Varig informou ontem que já está à procura de novas parcerias comerciais. O objetivo é continuar oferecendo a seus passageiros benefícios integrados a outras companhias do setor. A companhia aérea anunciou também que manterá seu programa de benefícios (Smiles) e honrará milhas acumuladas para o programa em viagens realizadas em outras companhias da Star Alliance.

Segundo a VRG Linhas Aéreas, Varig, a avaliação de novas opções de alianças comerciais vem sendo realizada desde a homologação da empresa, em 14 de dezembro do ano passado. A companhia explica que, no próximo dia 1º de fevereiro, será a Viação Aérea Riograndense S/A, a antiga Varig, quem se desligará da Star Alliance. Assim, há ainda a possibilidade de a nova Varig firmar contrato com a aliança de companhias aéreas. Ela afirmou que essa é, realmente, uma das possibilidades em avaliação pela diretoria da empresa.

Em comunicado, a Varig informa que pretende anunciar uma nova parceria nos próximos meses. A companhia reiterou, porém, a manutenção de seu próprio programa de benefícios, o Smiles. Segundo a Varig, ele continua vigente e sem alterações em seu modo de funcionamento.

Assim, a empresa continuará oferecendo um mínimo de 1.000 milhas por viagem, promoções que dobram e triplicam o valor das milhas de trechos específicos e as bonificações de 25% e 50% para passageiros de classes executiva e primeira, respectivamente, e os bônus de 25%, 50% e 100% para portadores dos cartões Prata, Ouro e Diamante.

Com a saída da Varig da Star Alliance, porém, ficam suspensos a possibilidade de acúmulo e resgate de milhas da companhia nas empresas integrantes da aliança. Ainda assim, as milhas acumuladas para o programa Smiles em companhias da Star Alliance serão honradas pela Varig, mesmo após o fim da parceria.

Ao fim de 2006, ano em que a Varig foi a leilão e enfrentou a maior crise de sua história, a companhia se manteve no terceiro lugar no ranking nacional das maiores empresas do setor aéreo doméstico. No setor internacional, a Varig se manteve líder do mercado no ano passado, mas apenas por conta dos resultados do início do ano. Além disso, a terceira colocação no ranking doméstico só foi obtida pela falta de uma quarta grande empresa para ocupar sua posição no mercado brasileiro.

Fonte: Valor Econômico

Porto do Rio terá novo terminal de passageiros

O projeto de revitalização da área portuária do Rio de Janeiro pode sair do papel. A Píer Mauá, empresa que administra um terminal de passageiros para navios transatlânticos no local, deu ontem um primeiro passo para a retomada do projeto, ao anunciar a construção de um novo terminal no armazém 4 do Cais do Porto e de um complexo cultural e de lazer destinado a feiras, shows e eventos na privilegiada área beira-mar e com bela visão da Baía da Guanabara. O investimento é de R$ 30 milhões. A estação deverá funcionar parcialmente durante a realização dos Jogos Pan-Americanos, em julho, mas a conclusão total do projeto está prevista para 2009.

O novo terminal, que também contará com um estacionamento para vans, ônibus e automóveis, segundo o presidente da Píer Mauá, Luiz Antonio Cerqueira, foi estruturado para atender a demanda crescente do turismo marítimo na cidade. Os armazéns 1, 2 e 3, por sua vez, serão transformados em um centro de convenções, feiras, shows e eventos. Já o local onde funciona atualmente a estação de passageiros abrigará um centro de gastronomia. O projeto, do arquiteto Luiz Carlos Toledo, do escritório Mayerhofer & Toledo, foi inspirado nos portos de Lisboa e Buenos Aires.

O mercado de cruzeiros marítimos no Rio cresceu em média 35% nas duas últimas temporadas. Em 2005/2006, 260 mil visitantes, entre passageiros e tripulantes, desembarcaram no porto. A expectativa para a temporada que começou em outubro, é de um crescimento de 28%. O gasto médio diário de cada turista marítimo, segundo a Associação Brasileira dos Operadores de Turismo Receptivo Internacional (BITO), é de US$ 300.

O vice-governador e secretário de Obras do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou durante o evento, que marca o início da revitalização do local, que o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, pretende encaminhar uma mensagem à Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) pedindo a criação de um fundo especial para a revitalização do Porto do Rio. O fundo seria abastecido com 5% da receita total de ICMS do Estado. A idéia, segundo Pezão, é dar aos turistas uma nova porta de entrada para a cidade. O projeto total de revitalização da região também inclui investimentos do governo federal, da prefeitura e do Estado.

Para o presidente da Companhia Docas, estatal responsável pelos principais portos do Estado, Antonio Carlos Soares, as obras atenderão ao crescimento do turismo marítimo na cidade. "Este projeto integra a atividade portuária com a atividade de cruzeiros nacionais e internacionais e ainda inicia a revitalização da área portuária", disse Soares.

Fonte: Valor Econômico

CAP aprova desconto em tarifa da Codesp

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) aprovou o desconto de 50% para as operações de cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país) e de transbordo, no Porto de Santos. O abatimento irá valer por seis meses. A votação ocorreu na reunião do órgão da semana passada, na última terça-feira.

O pedido de desconto foi encaminhado pela Codesp no mês passado e tem como base o fato de, enquanto este benefício esteve em vigor durante o último ano, ambas as modalidades de operação registrarem crescimento de 15,3% no exercício anterior.

Soma-se a isso, explicou a Codesp, a solicitação do próprio empresariado que atua no porto de que o desconto fosse mantido. ‘‘A prorrogação vale até o dia 30 de junho’’, anunciou o presidente do CAP, Celso Quintanilha, após o encerramento de sessão ordinária do órgão.

Originalmente, o abatimento na tarifa de transbordo e de cabotagem havia sido autorizado pelo CAP em janeiro do ano passado, em caráter experimental, pelo prazo de seis meses. No meio do ano foi renovado por igual período. A idéia era incentivar o uso do modal aquaviário para a troca de mercadorias, de forma a diminuir o tráfego nas rodovias, modal considerado saturado por responder por mais de 65% do transporte de cargas no País.

Impasse férreo - Também na reunião da semana passada, o CAP decidiu que irá enviar, nos próximos dias, ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) solicitando uma definição sobre o impasse na construção do chamado terceiro trilho do porto, o novo acesso ferroviário à região.

O anúncio também foi feito pelo presidente Quintanilha, após exposição de técnicos das concessionárias América Latina Logística (ALL) e MRS Logística, responsáveis pelo transporte ferroviário no cais santista e em seus acessos, respectivamente. ‘‘O que nós queremos é a haja uma solução. Esperamos que a ANTT tome uma providência’’, explicou Quintanilha.

O impasse sobre o caso se estende desde 2005. Em maio daquele ano a agência reguladora baixou uma resolução determinando que a Brasil Ferrovias, então ainda em atividade, construísse — no prazo de um ano — uma segunda linha férrea no acesso ao porto pela Margem Direita (Santos), paralela à já existente, administrada pela MRS. Esse ramal, denominado terceiro trilho, deveria se estender pelo trecho de 16 quilômetros entre Cubatão (Perequê) e Santos (Valongo).

O objetivo da ANTT era possibilitar que a Brasil Ferrovias (adquirida no ano passado pela ALL) pudesse acessar o cais pela Margem Direita através da área de concessão da MRS, sem utilizar os trens da concorrente, como ocorre hoje.

Este procedimento é necessário porque os trens da Brasil tem bitola métrica (de um metro de largura) e os da MRS, larga (1,6 metro). Atualmente, para permitir o acesso ao porto, os vagões da Brasil Ferrovias tem de ser transferidos para as composições da MRS, o que atrasa e encarece o serviço.

Ocorre que a Brasil Ferrovias não conseguiu erguer o novo acesso no prazo estipulado, abrindo a possibilidade (prevista na resolução da ANTT) de a MRS fazer, então, o chamado terceiro trilho. Esta obra constitui na colocação de um trilho na linha já existente da MRS, tornando-a de bitola mista (permite a passagem de trens com bitola larga e métrica). Mas até agora a obra ainda não saiu do papel, daí o pedido do CAP.

Fonte: A Tribuna

29 janeiro, 2007

Interesse europeu pelo NE supera expectativa

Europeus querem investir na área imobiliária no Norte e Nordeste, segundo Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção das Exportações (Apex). A entidade lançou um projeto de atrair investimentos de US$ 25 milhões para o setor em 2007 e 2008. Mas as primeiras indicações superam todas as expectativas, com as transações podendo ser quatro vezes maior, de US$ 100 milhões.

Contatos com 50 empresas na Europa já levam a Apex a planejar a expansão do projeto para o Sul e Sudeste. Os investidores estão sobretudo na Espanha, Portugal, Inglaterra, Irlanda e Escandinávia. Ligação aérea direta com o Nordeste facilita o interesse.

A Apex fez acordo de cooperação com a Agência de Desenvolvimento Imobiliário e Turismo do Nordeste (Adit) para captar investimentos para o setor, num projeto que gastará R$ 2,4 milhões.

A agência desenvolve outro projeto imobiliário, chamado "comprador". Quirós diz haver seis negócios potenciais para 2007. Esta semana, a agência levará a Alagoas representantes da Global Emerging Markets, da Irlanda. Depois será a vez da Associação Promotora Imobiliária de Murcia, Espanha.

Outra área em que a Apex tenta atrair investidores é a de serviços hospitalares. Quirós acredita poder trazer empresas principalmente do Oriente Médio. Para ele, o Brasil pode oferecer hospitais com qualidade, como o Albert Einstein e o Samaritano, em São Paulo. Quirós diz que em todos os 72 setores onde Apex tem projetos, a expectativa é de crescer de 8% a 25% nas exportações.

Fonte: Valor Econômico - SP

Apesar das aparências, a Índia não vai lá tão bem quanto a China

A Índia tem sido varrida por uma onda de otimismo segundo a qual sua economia pode ir tão bem quanto a chinesa. Um recente artigo no "Economic Times" afirma ter ocorrido uma aceleração do crescimento, na Índia, da produtividade total dos fatores (PTF, ou a eficiência com que são usados os insumos tanto de trabalho como de capital), ao passo que o crescimento da PTF chinesa diminuiu devido a investimentos perdulários. Por essa razão, alardeava o artigo, o crescimento da produtividade - principal motor do crescimento econômico de longo prazo - nas duas economias está em disputa cabeça a cabeça. Uma consideração mais detalhada dos números, porém, revela que a China continua bem à frente.

Tanto a Índia como a China têm grandes populações, baixas rendas e PIBs em rápido crescimento, mas as composições de seus crescimentos tem sido bastante distintas. Um estudo recente de Barry Bosworth e Susan Collins, do Brookings Institution, de Washington, analisa as fontes do crescimento nos dois países, desagregando o crescimento total do PIB em crescimentos da absorção de mão-de-obra e de capital e crescimento da PTF. No período 1993-2004, o PIB chinês cresceu em média 9,7% ao ano e o indiano cresceu 6,5%. O emprego cresceu mais rápido na Índia do que na China, mas isso foi mais que contrabalançado por um crescimento muito menor da produção por trabalhador: só 4,6% ao ano, em comparação com 8,5% na China. Isso refletiu tanto o maior investimento de capital na China como o crescimento muito mais rápido de sua PTF, que cresceu a uma taxa anual de 4%, contra 2,3% na Índia. Contrariamente à afirmação comum de que a PTF chinês diminuiu, os autores determinaram que o indicador registrou uma aceleração de 3,6% de 1978 a 93.

Esses números contestam a percepção generalizada de que o crescimento da China é mais dependente do que o da India dos investimentos do que dos ganhos de eficiência. Ao longo da década passada, a PTF na realidade respondeu por uma fatia maior do crescimento do PIB na China do que na Índia.

O desempenho relativo dos dois países varia conforme o setor (ver gráfico à direita). Em agricultura, a China registrou um crescimento muito mais rápido da produtividade. Com efeito, o crescimento da PTF indiana na agricultura caiu desde 1993, arrastando para baixo o crescimento geral da PTF, porque a agricultura ainda emprega uma grande parcela da população. Em 1978, a agricultura ocupou 71% dos trabalhadores tanto na Índia como na China. Hoje, os números são, respectivamente, 57% e 47%. A Índia, portanto, tem uma margem enorme para sustentar um crescimento rápido deslocando trabalhadores da agricultura para a indústria ou para o setor de serviços.

A percepção largamente consensual é de que a maioria dos trabalhadores chineses migraram da agricultura para a indústria, ao passo que o crescimento indiano foi puxado majoritariamente por serviços, de atendimento em call centers a programação de software. Na realidade, empregos no setor de serviços cresceram mais fortemente na China do que na Índia. A partir de 1993, a taxa de crescimento do emprego no setor de serviços na China foi quatro vezes maior do que na indústria - e superou o da Índia. A produção real de serviços na China não só cresceu quase tão rapidamente quanto sua produção industrial como também mais rapidamente do que no setor de serviços indiano.

Com efeito, uma proporção maior de trabalhadores está empregada em serviços na China do que na Índia. Entretanto a participação do setor de serviços no PIB é muito menor na China (33%, contra 50% na Índia) porque a indústria chinesa é tão mais produtiva. A mão-de-obra industrial indiana, incluindo as pequenas empresas no setor informal, vem crescendo muito mais rápido do que na China - a 3,6% ao ano desde 1993, contra apenas 1,2% na China - mas sua produção industrial é inferior à chinesa porque sua produtividade cresceu mais devagar. Em parte isso se deve à rígida legislação trabalhista, que impede o uso mais eficiente dos trabalhadores e à inexistência de infra-estrutura moderna. Desde 1993, a PTF industrial chinesa cresceu a uma média anual de 6,2%, em comparação com o 1,1% na Índia - mal ultrapassando o avanço registrado antes das reformas dos anos 90.

Uma verificação curiosa é que embora a Índia tenha ficado atrás da China em crescimento da PTF na agricultura e na indústria, no setor de serviços a India obteve resultados muito melhores: em média, sua produtividade cresceu 3,9% ao ano desde 1993, em comparação com apenas 0,9% na China. Esses números surpreendem. Segundo eles, a Índia registrou possivelmente o mais rápido progresso já registrado em qualquer país do mundo em crescimento da PTF nos serviços. Mas até que ponto os dados são confiáveis?

Um estudo anterior sugere que tão forte crescimento da PTF no setor de serviços é suspeito. Seriam de esperar rápidos ganhos de produtividade em finanças e telecomunicações, mas esses setores respondem por apenas 28% da produção total dos serviços na Índia. Com efeito, serviços tradicionais (varejo, transportes e serviços públicos) contribuíram mais para o crescimento da produção reportado desde 1993 do que as variantes modernas. Isso torna a Índia atípica: a maioria dos países não registrou um crescimento rápido da PTF em serviços tradicionais e seu crescimento da produtividade tem sido de modo geral mais lento em serviços do que na indústria.

Os autores sugerem que os números de crescimento da produção de serviços (e portanto a PTF) na Índia podem estar exagerados. A inflação de serviços pode estar subestimada, fazendo com que o crescimento real seja exagerado. Então o crescimento geral do PIB indiano estaria mais atrás da China do que mostram as estatísticas.

De todo modo, o estudo revela claramente que a principal diferença no desempenho do crescimento da China e da Índia não está no vigor do setor de serviços indiano, mas na debilidade de sua indústria de transformação. Enquanto a Índia não acelerar substancialmente sua produtividade industrial, o que exigirá reformas ousadas, será prematuro alardear que seu desempenho econômico é tão bom quanto o chinês.

Fonte: Valor Econômico - SP

Rodada Doha é retomada, mas ainda sem confiança em acordo

uando ministros de comércio de 27 países relançaram formalmente a Rodada Doha, no sábado pela manhã em Davos, a estação alpina suíça estava quase sob uma tempestade de neve. Era a difícil caminhar e ver o que se passava a alguns palmos à frente do nariz, mas havia um certo entusiasmo com a neve e o ar fresco.

A situação está quase parecida na rodada global de comércio. Na frente política, chefes de governo presentes em Davos, encabeçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmaram o engajamento político na negociação e mostraram impaciência por resultados. Os ministros foram instruídos a acelerar as barganhas para pavimentar o caminho para o fim da rodada.

Há um sentimento de urgência na negociação, mas há também problema de credibilidade nesse anúncio de retomada. O mais importante é ter elementos para negociar, e isso está condicionado ao calendário político dos EUA.

Desesperados para sair do papel de vilão que não deixa a negociação avançar, os EUA deram um aceno. Sua representante comercial-chefe, Susan Schwab, revelou que o presidente George W. Bush pedirá esta semana ao Congresso a prorrogação da Trade Promotion Authority (TPA), que expira em julho. Pelo mecanismo, a Casa Branca tem autorização para negociar acordos que os parlamentares depois aprovam ou rejeitam em bloco, mas não podem emendar.

O pedido de Bush vai deflagrar o período de consultas no Congresso. É quando ficará claro o que os democratas querem para votar a TPA. Enquanto isso, os países-chave na negociação global - EUA, União Européia, Brasil e Índia - vão aprofundar negociações bilaterais. Os outros vão fazer figuração em comitês técnicos da OMC, para dar a percepção de que a negociação está se movendo.

Não há garantia de que o Congresso controlado pelos democratas aceite prorrogar a TPA. Chegará um momento em que o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, terá de convocar uma reunião ministerial com pelo menos 30 ministros para bater o martelo sobre o destino da rodada. "O fim do jogo será dentro de dois a três meses, com sucesso ou fiasco da rodada", resumiu o comissário europeu de comércio, Peter Mandelson.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, destacou o dilema entre o que fazer primeiro: de um lado, o governo americano pede um pacote substancial de oferta por parte dos parceiros, nas áreas agrícola, industrial e de serviços, para tentar convencer o Congresso da prorrogação da TPA. Já o Brasil e outros países preferem que Washington apareça primeiro com oferta de corte substancial em seus subsídios agrícolas domésticos, para depois fazer concessões adicionais. O fato é que, em algum momento, americanos, europeus, brasileiros e indianos vão ter de fazer novas ofertas.

A estratégia das negociações bilaterais entre EUA, UE, Brasil e India é saber "onde está o bife". Ou seja, em vez de ficar discutindo teoricamente fórmulas de cortes de tarifas, negociadores discutem o tamanho de cotas para produtos agrícolas mais importantes. Com isso, esperam convencer seus setores dos ganhos de um acordo.

Mas essas bilaterais são insuficientes. As discussões continuam sendo mais conceituais, as posições se aproximam muito lentamente, com todos enraizados nos mesmos argumentos. Cada um cobra do outro um preço considerado alto demais por concessões.

Embora alguns ministros falem em tentativa de "algum compromisso" em fins de março, o mais provável é que saia algo em junho. Isso significaria ter os números que todo mundo quer saber, ou seja, o tamanho de corte de tarifas e subsídios.

Em Davos, o Brasil, líder do G-20, mostrou-se o mais ansioso para fechar um acordo a qualquer momento. "Tenho autorização do presidente, os números para concluir um acordo hoje, amanhã ou depois de amanhã, se os outros (EUA e UE) quiserem", desafiou Amorim.

Pela primeira vez, o representante brasileiro deixou aberta a possibilidade de prorrogação da "cláusula de paz". Os países ricos perderam em fins de 2003 essa cláusula, pela qual os subsídios agrícolas não podiam ser questionados. Os EUA dizem que necessitam de sua renovação para proteger subsídios que distorcem o comércio em níveis inferiores aos aceitos num futuro acordo agrícola. Fino negociador e admirado por seus colegas, Amorim comentou que tudo depende do que ganhar na Rodada Doha.

Peter Mandelson deu um passo adicional e anunciou publicamente o que dizia em privado: a UE aceita aumentar o corte médio de tarifa agrícola de 39% para algo próximo dos 54% propostos pelo G-20. A tática de Mandelson é pressionar os EUA. "Ele está nadando de braçada depois que passou o papel de vilão aos EUA", diz um negociador.

Nesta segunda-feira, Amorim, Schwab e Mandelson voltam a se encontrar em Genebra. O brasileiro reunirá também o G-20, que prepara flexibilidade para o momento de decisão.

Na quarta-feira, uma reunião de todos os países da OMC pode ser mais complicado. É provável que Lamy seja questionado por alguns países, como a Venezuela, sobre a legitimidade de decidir retomar a rodada em Davos, entre um grupo de membros.

Enquanto isso, Supachai Panitchpakdi, ex-diretor da OMC, que fracassou na tentativa de terminar a rodada, agora como observador "de fora" aposta pouco ou quase nada na conclusão da negociação neste ou no próximo ano. Supachai acha que o calendário político nos EUA e na Europa empurrará a rodada para 2009.

Consciente desse risco, o diretor atual da OMC, Pascal Lamy, não cessa de alertar para as conseqüências "dramáticas" do fiasco total de Doha. "O presidente Lula tem razão quando diz que o impacto vai além do comércio, tem a ver com combate a pobreza", repetia Lamy em Davos, enquanto a tempestade de neve diminuía, mas o terreno ficava mais escorregadio.

Fonte: Valor Econômico - SP

Petrobras antecipa para 2008 projetos de importação de gás

A Petrobras antecipou os projetos de importação de gás natural liquefeito (GNL) para o período entre março e maio de 2008. O cronograma original previa o início das operações em 2009 ou, dependendo do andamento das negociações, no final de 2008. Nesta quinta-feira, 25, o gerente-executivo de gás e energia da estatal, Antônio Monteiro de Castro, informou que a unidade prevista para o porto de Pecém, no Ceará, começa a operar em março do ano que vem. Já a unidade da Baía de Guanabara, no Rio, estará pronta dois meses depois.

A antecipação pode pôr fim ao cenário de crise no suprimento de gás enfrentado pelo sistema elétrico brasileiro, uma vez que as duas unidades vão disponibilizar 21 milhões de metros cúbicos por dia às térmicas brasileiras. Em entrevista concedida na quarta-feira, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que o País não precisaria de térmicas este ano, já que as chuvas dos últimos meses ajudaram a recuperar a capacidade dos reservatórios das hidrelétricas.

Em 2008, portanto, não haverá dificuldades para acionar as usinas, caso o cronograma da estatal seja cumprido. Segundo Castro, a Petrobras vai usar o GNL para cumprir os compromissos de venda de energia térmica assumidos em leilões da EPE para o período entre 2008 a 2010.

Infra-estrutura

Ao todo, os dois projetos vão consumir US$ 180 milhões em obras de infra-estrutura para receber os navios de GNL importado. O maior investimento será feito na Baía de Guanabara (US$ 140 milhões), com a construção de um píer no Terminal da Ilha D´Água (onde a Petrobras já tem um terminal de movimentação de petróleo e derivados), um gasoduto ligando o local à Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e um duto de reforço da ligação entre a Reduc e Japeri, na Baixada Fluminense.

O gás importado para a Baía de Guanabara poderá ser enviado aos Estados de Minas Gerais e São Paulo, além de abastecer térmicas no Rio. Para este projeto a empresa estuda o aluguel de uma embarcação do tipo RSV (sigla em inglês que identifica navios que fazem o transporte e a regaseificação do gás liquefeito). Essa embarcação, com capacidade para movimentar 14 milhões de metros cúbicos por dia, poderá ir buscar o GNL nos mercados produtores ou esperar o abastecimento por outras embarcações semelhantes.

O navio é diferente do projetado para o porto de Pecém, que é chamado de FRSU (ou unidade flutuante de estocagem e regaseificação), e não tem autonomia para grandes viagens em busca do suprimento. Por isso, ficará ancorado em Pecém à espera de navios do tipo RSV. Segundo Castro, a empresa tomou essa decisão porque espera que a embarcação de GNL opere de forma mais contínua no Nordeste, devido às características do mercado local de energia.

A embarcação terá capacidade para movimentar 7 milhões de metros cúbicos por dia e, de acordo com o executivo, se operar no limite, terá que ser recarregada a cada 10 dias. O GNL está sendo negociado com fornecedores do produto na bacia do Atlântico.

Fonte: estadão

Vale já estuda nova expansão de Carajás

A Vale do Rio Doce levará para aprovação do conselho projeto de expansão da mina de ferro de Carajás em 30 milhões de toneladas, o que vai exigir um investimento de US$ 1,8 bilhão. No final de 2008, Carajás já estará produzindo 130 milhões de toneladas por ano. Neste ano, atingirá mais de 100 milhões. No total, de suas minas a companhia deverá produzir 302 milhões de toneladas de minério, ante 264 milhões em 2006.

Apesar de também avançar na área de não ferrosos - do total de investimentos de US$ 6,3 bilhões anunciados para 2007, US$ 2,5 bilhões são para essa área, sendo US$ 1,5 bilhão nos projetos de níquel da CVRD Inco - , o foco da Vale ainda é o minério de ferro. Roger Agnelli, presidente da Vale, explicou que a redução dos recursos destinados a investimentos em ferrosos neste ano, de US$ 1,6 bilhão, se deve ao fato de alguns projetos já estarem prontos, como Brucutu. Saíram do portfólio e vão começar a gerar caixa. A Vale tem crescido a um ritmo médio de 18% ao ano em minério de ferro, afirmou.

O cenário desenhado pela Vale para o mercado da matéria-prima do aço nos próximos anos continua favorável. "Ainda vemos um mercado bastante forte, sem nenhum tipo de sinal que possa alterar nossa visão para 2007 e mesmo para 2008", disse Agnelli. Para 2009 e 2010, a tendência é que o mercado mantenha-se forte devido à produção de aço muito firme e crescente. Muitos países no mundo estão crescendo muito, o que vai requerer investimentos em infra-estrutura, em habitação, novos padrões de consumo (automóveis), cuja produção deve crescer na China e no Japão. "O mundo hoje é carente de infra-estrutura, que vai requerer muito aço. Não estamos preocupados com este horizonte. Lá na frente, quando o inverno chegar, sobreviverá o mais forte", declarou o executivo.

A Vale não teme concorrência da China no minério de ferro, nem no curto, no médio e mesmo no longo prazo. "A maior mina de ferro da China produz 10 milhões de toneladas por ano. É um minério caro, com infra-estrutura complicada, com teor de ferro bastante baixo. Temos o melhor minério de ferro do mundo, alta escala e temos reservas muito grandes, o que dá garantia aos nossos clientes por várias décadas, talvez séculos, em suprimento", declarou.

Na área de não ferrosos, o cenário para níquel também é de mercado forte, com investimentos programados para os projetos da antiga Inco de US$ 1,5 bilhão e para os projetos de Onça Puma e Vermelho, no Brasil, de mais US$ 705 milhões neste ano. Agnelli viaja esta semana para Nova Caledônia para discutir com o governo medidas ambientais e rever o orçamento do projeto de Goro, que espera iniciar operação na mesma época de Onça Puma - em 2008/2009.

Em cobre, a Vale mantém sua meta de produzir 650 mil toneladas de metal, disse Agnelli. O projeto 118, em Carajás, está sendo tocado, mas não tem ainda licença de implantação. Salobo obteve licença ambiental em dezembro passado e a Vale deve anunciar em breve o início de suas obras. Mas, todos estes projetos requerem energia. Para isto, a Vale tem plano de construir várias térmicas a carvão no país, principalmente em locais ao lado de portos, como Barcarena, Pecém, São Luís e Vitória, para auto-consumo.

"Estamos conversando com o governo federal para que possamos implantar essas térmicas e liberar energia de Tucuruí para suprir nossas necessidades no Norte, onde temos grande concentração de projetos e necessidade futura de consumo de energia". A intenção da Vale é fazer já a térmica a carvão de Barcarena, com potência de 600 MW, para reduzir o custo de transmissão de energia, que a seu ver está muito elevado. "Estas térmicas serão limpas, com filtro, sem ferir o meio ambiente", garantiu.

Agnelli disse que está acompanhando pelos jornais a disputa da CSN para aquisição da Corus. "Eu torço para que eles sejam bem-sucedidos". Sobre o contrato entre a Vale a siderúrgica, que dá à mineradora direito de preferência sobre o minério excedente de Casa de Pedra, afirmou: "Se no contrato é previsto que as controladas da CSN têm direito de levar o minério, a Vale vai acatar o que foi firmado. Caso contrário, temos o direito." E completou: "As cláusulas não respeitadas, vamos ter que discutir".

Fonte: Valor Econômico - SP

Fusão entre ALE e SAT cria sexta maior distribuidora

A próxima quinta-feira está marcada na agenda do executivo Jucelino Sousa como o "Dia D" para a AleSat, a mais nova distribuidora de combustíveis do país. Resultado da fusão entre as distribuidoras ALE, de Minas Gerais, e a SAT, do Rio Grande do Norte, a nova companhia só começa a existir de fato em 1º de fevereiro, embora a decisão tenha sido anunciada em abril de 2006.

"Estávamos arrumando a casa, agora é que vamos decolar", diz Sousa, que esteve à frente do processo de fusão e ocupará o cargo de vice-presidente da nova empresa. Depois do anúncio no ano passado, ele, então vice-presidente da SAT, e outros executivos dos dois grupos passaram 60 dias trancados num hotel em Nova Lima (MG) planejando a fusão das duas distribuidoras com a consultoria da Gradus, a mesma que assessorou a criação da Ambev.

A AleSat nasce como a sexta maior distribuidora do país, com vendas de 2,7 bilhões de litros de combustíveis por ano, 4% de participação no mercado nacional e uma projeção da faturamento de R$ 5,8 bilhões para 2007. A direção da nova empresa ficará instalada em Belo Horizonte, no antigo endereço da ALE. Mas o centro corporativo, onde está a base operacional, ficará em Natal, na sede da SAT. O endereço do CNPJ da empresa, porém, ainda é segredo compartilhado por poucos.

Três Estados disputam o endereço fiscal da distribuidora: Minas Gerais e Rio Grande do Norte, obviamente, e ainda o Rio de Janeiro. "Estamos analisando as ofertas, mas ainda não decidimos", despista o vice-presidente a poucos dias da oficialização da sede da distribuidora. Mais do que benefícios fiscais, as ofertas passaram por promessas de parceria em obras de infra-estrutura consideradas estratégicas pela distribuidora.

Na rede da AleSat estão 1.100 postos concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste. Para preservar a força que as duas bandeiras têm em suas respectivas regiões, não haverá mudança de identidade visual nos postos. As bandeiras ALE e SAT vão continuar no mercado atendidas pela nova distribuidora.

As duas marcas continuam existindo também porque criar uma nova identidade visual resultaria em custos adicionais para os proprietários dos postos. O que iria contra o que a empresa apresenta como seu diferencial de mercado: maior flexibilidade nos contratos e menores custos para os postos.

"Somos uma alternativa viável às grandes bandeiras", afirma Sousa. Nas grandes, o pedido mínimo costuma ser de 15 mil litros de combustível (um caminhão cheio), com prazo de 48 horas para entrega. Na AleSat, o pedido mínimo é de 5 mil litros e a entrega pode ser para o mesmo dia. Além disso, a distribuidora aceita na rede postos com volume de vendas e área de terreno menores do que os exigidos pelas maiores do setor.

Com seus contratos mais flexíveis, a AleSat pretende conquistar para sua base uma fatia significativa dos postos conhecidos como bandeira-branca, aqueles que não têm fidelidade com qualquer distribuidora. Hoje, os postos ALE e SAT respondem por 50% da receita e os bandeira-branca, 43%. A meta é chegar a 2010 com 1.800 postos conveniados absorvendo 80% das vendas da distribuidora.

Para 2007, a meta é atrair mais 200 postos para as bandeiras ALE e SAT. No Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), 40% dos postos em funcionamento - cerca de 12 mil estabelecimentos - são bandeira-branca. "Estamos crescendo e nos estruturando para atender este segmento", diz o vice-presidente. Neste ano, os investimentos para aperfeiçoar os sistemas de informação e logística para ampliar a base de postos das duas bandeiras vão somar R$ 60 milhões.

Embora esteja apenas iniciando sua trajetória como AleSat, a distribuidora já pensa em futuras expansões. Segundo Sousa, não está descartada a possibilidade de, no futuro, incorporar pequenas empresas do setor. Abaixo e distante da AleSat, no ranking da ANP, há mais de cem pequenas distribuidoras. "Esse é um negócio de pequenas margens onde os pequenos têm de se unir", argumenta.

Nos planos da nova distribuidora também não está descartada a possibilidade de abrir o capital. A empresa já está cuidando de atender os critérios de governança exigidos pelo mercado de ações para o caso de optar por esse caminho.

Fonte: Valor Econômico

Anac terá de devolver 22 slots à Varig

O juiz Paulo Roberto Campos Fragoso, da 1ª Vara Empresarial da Justiça do Rio, determinou na sexta-feira que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) devolva à Varig a concessão de 22 slots (espaços e horários para pousos e decolagens) em Congonhas. A medida derruba medida tomada na véspera pela agência reguladora, que cancelou a concessão de 23 slots no aeroporto paulistano, além de 119 linhas nacionais da empresa.

De acordo com o juiz, a decisão da Anac - amparada no descumprimento do prazo para uso das linhas e slots - está equivocada, já que a empresa teria demonstrado que utilizou os espaços, com exceção de apenas um slot. Fragoso também observou que no dia 26 de dezembro a Varig entregou à agência a malha que pretendia operar, que incluía a exploração de todos os slots de Congonhas.

A empresa teria 30 dias para ocupar os espaços em Congonhas após o recebimento do Certificado de Homologação de Empresas de Transporte Aéreo (Cheta), em 14 de dezembro. Mas, segundo a Anac, a Varig teria conseguido operar apenas 102 de seus 125 slots nesse aeroporto.

Sobre as rotas pelas quais a Varig não demonstrou interesse, o juiz disse que a Anac está livre para "decidir sobre sua distribuição". Segundo a Varig, o cancelamento já estava previsto e não afeta suas operações.

"A Varig priorizou, nesta primeira etapa de seu plano de negócios, as linhas partindo do aeroporto de Congonhas, o que está absolutamente preservado. A Varig continua operando 151 linhas no mercado doméstico e pretende retomar as demais linhas de forma gradativa", afirmou a aérea em nota oficial.

Fonte: Valor Econômico

Agility se prepara para entrar no Brasil

O grupo Agility, um dos líderes na área de logística no Oriente Médio, prepara-se para investir no Brasil. Negocia a aquisição de uma empresa, num investimento de US$ 100 milhões. Foi o que seu diretor-executivo para operações globais, Charbel Abou-Jaoude, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Davos (Suíça), na semana passada.

Abou-Jaoude explicou que o Brasil é uma das prioridades na estratégia de expansão do grupo em mercados emergentes. Os investimentos poderão chegar gradualmente ao mesmo volume já aplicado na Índia, totalizando US$ 250 milhões.

Agility oferece estocagem de produtos, frota de caminhões, transporte de carga e gestão de estoque e de encomenda, além de organizar feiras e eventos. Fundada em 1979, a empresa tem mais de 20 mil empregados, 450 escritórios em 100 países e frota de 2,5 mil caminhões. O grupo faturou US$ 4,5 bilhões em 2006. Em 2003, o grupo ganhou um contrato lucrativo para gerir a logística que assegura a presença militar dos EUA no Golfo.

Em encontro com mais de 50 grandes executivos, em Davos, o presidente Lula prometeu segurança a quem quiser investir no país e garantiu que agora o crescimento econômico maior "vai ou racha", pois é "questão de honra".

Foi nesse cenário que o presidente da holding suíça Nueva, Julio Moura, disse ao presidente que está negociando joint ventures no setor de madeira e de placas no país. A holding, na prática controlada pelo bilionário suíço Stephen Schimidheine, tem mais de 50 empresas no mundo. Mas Moura diz que seu foco principal é a América Latina, principalmente Brasil.

O grupo já tem seis fábricas no país. Controla a Masisa, concorrente de Duratex, e a Amanco, produtora de tubos e conexões. Seu faturamento total no país foi de US$ 400 milhões no ano passado.

O conselho de administração prepara-se para aprovar uma fábrica de US$ 100 milhões para produzir placas para a indústria de móveis, no Rio Grande do Sul. O projeto deve começar em 2008.

Alem disso, Nueva está interessada em investir no biodiesel. Ele vê enormes possibilidades no país, ainda mais com a catástrofe anunciada de mudança climática. "Queremos investir mais porque o modelo brasileiro tem mais futuro do que na China e na Índia, procurando uma associação entre econômico, social e ambiental", estima Moura.

"O Brasil não está tão preocupado em crescer 10% de qualquer maneira. Mas sim em dar confiança ao mercado", disse. Para ele, o Brasil poderia atrair mais investimentos com uma reforma tributária para reduzir o custo do país. ''Precisamos contratar três a quatro advogados só para entender o sistema tributário brasileiro'', disse. "A falta de transparência incentiva evasão fiscal. Antes de investir, temos que nos perguntar como concorrer com quem não paga imposto''.

Fonte: Valor Econômico

Porto de Itajaí recebe mais R$ 110 milhões para investimentos do PAC

O Porto Municipal de Itajaí foi contemplado com R$ 110 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O investimento será aplicado ao longo deste ano em obras de infra-estrutura. Os recursos serão utilizados na dragagem do rio Itajaí-Açu, construção da Via Expressa Portuária e recuperação do molhe que dá sustentação ao canal de acesso ao porto na margem norte, em Navegantes.

Em apenas dois anos o investimento público no Porto de Itajaí já ultrapassa R$ 180 milhões, entre verbas do Governo Federal e recursos próprios. Para os próximos 24 meses serão aplicados ainda mais R$ 95 milhões através do Teconvi, empresa arrendatária de parte das operações portuárias. Embora ousada, a meta da atual administração é dobrar a capacidade de movimentação de cargas.

Das três obras em questão, a construção da Via Expressa Portuária é a mais aguardada. O projeto recebeu R$ 65 milhões e prevê a construção de uma via rápida entre a BR-101 e o Porto de Itajaí, exclusiva para caminhões que transportam cargas. Além de agilizar em grande medida a movimentação de mercadorias, a obra vai ainda tirar os caminhões pesados das ruas da cidade, melhorando o trânsito e as condições de segurança para motoristas e pedestres. Hoje, em média, mais de mil caminhões passam pelos portões de entrada e saída do Porto de Itajaí diariamente. A maioria transporta contêineres.

Fonte: Tribuna Catarinense

Záchia se compromete em rever decreto que afetará o Porto de Rio Grande

O chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Záchia, comprometeu-se a rever o Decreto Estadual n° 44.867, que institui o corte de 30% nos gastos ordinários e a contenção de despesas de custeio das secretarias do Estado, o que, segundo os sindicatos, também afetará o Porto do Rio Grande.

Após uma hora e quarenta minutos de espera, o prefeito Janir Branco, acompanhado por vereadores, deputados estaduais e os integrantes dos sindicatos, reuniram-se com o chefe da Casa Civil. Na ocasião, eles falaram do prejuízo operacional que o porto terá se este decreto for cumprido integralmente. "Segundo a superintendência, é preciso R$ 1 milhão para custear o porto. A metade deste valor já foi disponibilizado pelo Estado. Záchia se comprometeu em liberar o restante, onde novas requisições de pessoal poderiam ser feitas. O problema é que a superintendência usará este dinheiro para sanar sua dívida junto ao Ogmo", explica o presidente do Sindicato dos Portuários, Clênio Lopes.

Entre as medidas solicitadas no encontro, estão a tentativa de flexibilizar o efeito do decreto estadual que reduz a contratação de trabalhadores portuários e uma avaliação das principais necessidades do porto quanto à manutenção e custeio de suas atividades. Záchia disse que encaminhará o assunto para análise dos secretários de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, e da Fazenda, Aod Cunha.

Lopes fala que Záchia se comprometeu em dar uma posição até a próxima terça-feira, data em que o novo superintendente do porto será empossado. "O Artigo 3º do Decreto prevê uma diferenciação nos cortes em caso de interesse público. Entendemos que o Porto do Rio Grande se enquadra neste caso, pois ele é o responsável por 95% das exportações em solo gaúcho", justifica.

Hoje, às 9h, haverá nova reunião entre a administração do porto e os sindicatos. Às 13h, é a vez dos trabalhadores se reunirem em assembléia para decidirem as estratégias que serão seguidas. "Temos a obrigação de lutar pelo emprego destes trabalhadores", diz Lopes.

Fonte: Jornal Agora (RS)

26 janeiro, 2007

Aeroporto de Caracas é expropriado

Em aliança com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, o governador de Caracas, Diosdado Cabello, ordenou ontem a expropriação de um aeroporto privado em Caracas, disse o ex-gerente Henry Vasquez.

O movimento de expropriação do aeroporto, que era inicialmente utilizado para aviões de pequeno porte, coincide com a onda de nacionalização de Chávez de "setores estratégicos" para implementação do sistema socialista no pais.

O principal aeroporto de Caracas, o Simon Bolivar International Airport, na costa de Maiquetia, já foi estatizado. Cerca de 500 acionistas do aeroporto se surpreenderam com o anúncio de Cabello feito pelo rádio na última quarta-feira.

Cabello disse que a expropriação do aeroporto foi feita por "razões de utilidade pública" e para ajudar a diminuir o trânsito no aeroporto internacional em Maiquetia

Vasquez disse não entender por que o aeroporto foi expropriado já que funcionários do governo e soldados possuem o controle das operações.

Chávez também anunciou nas últimas semanas a nacionalização da companhia de telecomunicações, C.A. Nacional Telefonos de Venezuela, além de empresas elétricas e o setor nacional de gás.

A Bolívia vai no mesmo caminho. Ontem, o governo boliviano informou que pretende recuperar a propriedade da Empresa Nacional de Telecomunicações (Entel), sociedade mista hoje controlada pelo grupo italiano Telecom. A informação foi confirmada ontem pelo vice-presidente Álvaro García Linera.

- O objetivo é recuperar as empresas estatais e que o Estado tenha 50% mais um das açõe - declarou.

A italiana Telecom tem 50% das ações da Entel, seus funcionários e acionistas minoritários cerca de 6% e os outros 44%. Linera ressaltou que a política governamental estabelece que as empresas de setores estratégicos privatizadas durante o governo liberal de Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-1997) devem voltar ao controle do Estado.

Fonte:Diário Catarinense

Bunge e CFN disputam terminal

A Bunge, uma das principais indústrias de alimentos do mundo, e a Companhia Ferroviária Nacional (CFN) vão disputar o direito de construir e operar um terminal de grãos no Porto de Suape. A Bunge está construindo um moinho no porto, próximo à área do Cais 4, que será primeiro terminal de granéis sólidos de Suape, e vai precisar de um terminal para operar as cargas dessa unidade industrial, que tem custo estimando em R$ 216 milhões. Já a CFN quer o terminal de grãos para operar as cargas do ramal da ferrovia Transnordestina que virá do interior da Região Nordeste para o porto de Pernambuco, com custo total estimando em R$ 4,5 bilhões.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, os diretores da Bunge devem assinar a ordem de construção do moinho em Suape no dia 7 de fevereiro e, na oportunidade, apresentar uma proposta sobre o terminal de grãos. “A CFN deve apresentar proposta até o dia 10 de fevereiro e tem projetos para investir até R$ 130 milhões em Suape”.

Folha de Pernambuco

Petrobras anuncia venda de álcool anidro à Nigéria

A Petrobras anunciou ontem (dia 25) que fechou contrato para exportar álcool anidro para a Nigéria. A primeira carga com o combustível, de 20 milhões de litros, será embarcada já no próximo mês de fevereiro pelo terminal da companhia localizado em Ilha D'Água, no Rio de Janeiro. O contrato foi acertado com a NNPC (Nigerian National Petroleum Corporation), a companhia estatal nigeriana de petróleo.

Em agosto de 2005, as duas companhias assinaram um memorando de entendimentos para que a Petrobras auxiliasse a estatal nigeriana a implantar o programa de mistura de álcool na gasolina naquele país. Apesar de ser um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, a Nigéria é grande importadora de gasolina, uma vez que sua capacidade de refino é menor que o consumo. Com a mistura do álcool na gasolina, o país africano pretende aumentar suas reservas de petróleo de olho no mercado externo. O governo pretende implementar no mercado local a mistura de 10% de álcool na gasolina, cujo consumo diário está em cerca de 30 milhões de litros.

Atualmente, a produção de álcool da Nigéria gira em torno de 100 milhões de litros por ano, mas as vendas ainda estão restritas às indústrias químicas e de bebidas.

Antes do acordo com a Nigéria, a Petrobras já havia fechado contrato para exportar álcool para a Venezuela, também um dos maiores países produtores de petróleo do mundo. Os venezuelanos têm igual interesse em adotar a mistura do álcool anidro à gasolina.

Entre 2005 e 2006, a Petrobras exportou cerca de 100 milhões de litros de álcool anidro para a Venezuela. A estatal brasileira trabalha com a expectativa de exportar, no total, cerca de 3,5 bilhões de litros de álcool entre 2007 e 2011. A exportação brasileira de álcool ficou em torno de 3,3 bilhões de litros no ano passado. Além de acordos com a Nigéria e Venezuela, a Petrobras também negocia contratos semelhantes com a China e Japão.

Fonte:Valor Econômico

BRA pretende disputar com as grandes companhias

Capitalizada por um investimento de R$ 180 milhões oriundos de novos sócios, a BRA Transportes Aéreos prepara um plano de expansão para dobrar o faturamento este ano em relação a 2006 e disputar com as líderes TAM e Gol.

Com foco nas rotas internacionais, a empresa, criada para fretamento em 1999 e autorizada como companhia regular de passageiros em 2005, vai receber até julho quatro aeronaves de grande porte para aumentar os vôos para Milão, Lisboa e Madri, e incrementar a receita.

O otimismo parte do presidente executivo da companhia, Walter Folegatti, que esteve em Porto Alegre ministrando workshop sobre o novo destino da empresa: Caxias do Sul, cujos vôos começam em março. Incluindo rotas internacionais, a BRA atende 32 destinos.

- Os planos para 2007 são dobrar a receita e, conseqüentemente, o market share - diz o paulistano, que comanda a companhia com 4% de participação no mercado doméstico.

A empresa negocia com a Embraer um contrato de quase US$ 1,2 bilhão. O projeto é de compra de 50 aeronaves, com capacidade para cerca de cem passageiros e prazo de entrega até 2010. A idéia é ligar destinos de regiões de menor concentração de população, como Caxias do Sul e Londrina, a capitais.

Ao contrário do que se poderia pensar, Folegatti nega que o processo de reestruturação da Varig possa ter aberto brecha ao crescimento da BRA. Conforme o empresário, foram a TAM e a Gol que absorveram a demanda. A expansão projetada para a companhia deve vir mesmo é da melhora do mercado, acrescenta.

- O setor tem crescido a uma média anual de 25% nos últimos quatro anos. Até cinco anos atrás, era luxo viajar de avião. Agora, não. As tarifas se popularizaram - diz Folegatti, satisfeito com o Programa de Aceleração do Crescimento, que prevê investimentos nos aeroportos.

Para a BRA, o caos instaurado nos terminais com a crise dos controladores de vôo depois do acidente da Gol, impactou na venda de bilhetes. A companhia amargou queda de 20% na emissão de bilhetes por causa do apagão aéreo, que, conforme o empresário, já está controlado e não deve se repetir no Carnaval.

Saiba mais

Atualmente existem 42 milhões de viajantes no país, que realizam em média cinco viagens por ano

Fonte:Zero Hora/RS

Greve da British Airways causa o cancelamento de 700 vôos

Uma greve dos funcionários de cabine por questões salariais fez com que a British Airways, principal empresa aérea do Reino Unido, cancelasse preventivamente 700 vôos marcados para os dias 30 e 31 de janeiro.

A decisão, anunciada ontem, abrange todos os vôos com saída do aeroporto de Heathrow, o principal do país, em Londres -afetando, entre outros, os que tinham como destino o Brasil.

Já as chegadas de vôos de longa distância em Heathrow foram apenas parcialmente canceladas -no site da empresa (www.ba.com) ainda estavam a venda, até ontem, passagens de SP para Londres nos dias 30 e 31.

A assessoria de imprensa da companhia no Brasil informou que os bilhetes de passageiros brasileiros para vôos afetados pela greve serão transferidos para vôos em outras datas. Em alguns casos, os embarques serão feitos em companhias aéreas parceiras da British.

De acordo com a BA, mais de 140 mil passageiros serão atingidos caso a greve se confirme -a cúpula da empresa se reuniria ontem à noite com trabalhadores para uma última negociação.

Os grevistas protestam contra o seu piso salarial e contra o novo regime de pagamento de dias afastados por motivo de doença.

Segundo os funcionários, as novas regras os obrigam a trabalhar doentes. A British Airways afirma que a medida visa reduzir o alto índice de absenteísmo por causa de doenças. Se a greve não tiver resultado, o sindicato promete nova paralisação nos períodos de 5 a 7 e de 12 a 14 de fevereiro.

Fonte:Folha de S. Paulo

Ford tem prejuízo de US$ 12,7 bi

A Ford Motor Compay registrou prejuízo de US$ 12,7 bilhões em 2006 no balanço global, a maior perda nos 103 anos da companhia. O resultado coloca a empresa, ícone da indústria automobilística, frente ao desafio de, este ano, afundar ou continuar nadando, conforme definem analistas internacionais.

O grupo deve perder, nos próximos meses, o posto de número dois na produção de veículos nos EUA para a Toyota e pode cair da terceira para a quarta posição no ranking mundial de fabricantes, perdendo posição até para DaimlerChrysler, afirmam os analistas.

Na contramão, a América do Sul, onde o Brasil representa mais de 60% das vendas, a Ford teve o maior ganho da história, de US$ 551 milhões. Foi o terceiro ano seguido de resultados positivos na região, que inclui Argentina e Venezuela, que também abrigam fábricas, e demais países que comercializam veículos da marca, como o Chile e o Peru.

A América do Sul foi a região com melhor desempenho do grupo. A Europa teve lucro de US$ 469 milhões. A Ásia/Pacífico perdeu US$ 185 milhões e a América do Norte teve rombo de US$ 6,1 bilhões. Confirmando a importância do Brasil nesses resultados, a filial anunciou no início do mês programa de investimentos de R$ 2,2 bilhões para o período 2007 a 2011, montante que inclui a compra da montadora cearense de veículos fora-de-estrada Troller.

Na segunda-feira, a empresa vai apresentar, no Guarujá, litoral paulista, o novo Fiesta, versão reestilizada do modelo que ajudou a marca a crescer no mercado nacional a partir de 2004, quando a filial brasileira interrompeu ciclo de quatro anos no vermelho.

Fonte:Diário Catarinense

Varig perde 119 das 270 linhas disponíveis

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cancelou, em reunião realizada na terça-feira, 119 linhas aéreas da Varig. A medida foi tomada porque a companhia aérea não conseguiu operar a totalidade das 270 linhas a sua disposição. Quando a Varig obteve o certificado de homologação de empresa de transporte aéreo, em 14 de dezembro do ano passado, a companhia tinha direito de operar 270 linhas domésticas num prazo de 30 dias. Passado o prazo, conforme a Anac, a companhia só estaria operando 151, perdendo o direito de operar o restante. No aeroporto de Congonhas, 23 dessas linhas canceladas corresponderão ao cancelamento de 23 slots (espaços para pousos e decolagens).

Fonte:Diário Catarinense

Nova Varig perde 44% da malha herdada

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cancelou o direito de a VRG Linhas Aéreas, a "nova Varig", operar 119 linhas domésticas. Esse total corresponde a 44% da malha que foi herdada da antiga Varig.

A VRG poderia operar até 270 linhas dentro do país, direito adquirido quando comprou a parte operacional da Varig, em julho de 2006. Conforme a legislação do setor, a empresa aérea teve 30 dias para ocupar toda essa malha, contados a partir do dia 15 de dezembro, quando recebeu o certificado de companhia aérea. Porém, até o dia 14 de janeiro, data limite para a retomada dos vôos, a VRG operava apenas 151 linhas.

Do total de direitos cancelados pela Anac, 23 são "slots" (horários de pouso e decolagem) no aeroporto de Congonhas, o mais disputado pelas empresas aéreas nacionais. Agora, esses horários poderão ser distribuídos para outras companhias aéreas. Nos últimos meses, a VRG concentrou todos os esforços para ocupar o máximo de slots possíveis em Congonhas e evitar que eles fossem realocados.

A "nova" Varig informou, em nota, que está avaliando a decisão da Anac sobre Congonhas e vai se pronunciar nos próximos dias. Mas o advogado da empresa, Cristiano Zanin Martins, afirmou, também em nota, que a Anac quer tirar da Varig "justamente rotas de Congonhas que a empresa está operando com regularidade". Segundo ele, a aérea poderá mover ação na Justiça para garantir direitos.

Fonte:Valor Econômico

MPF pede interdição da pista principal de Congonhas

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ontem ação civil pública com pedido de liminar para que a Justiça Federal determine a imediata interdição da pista principal do Aeroporto Internacional de Congonhas, na Zona Sul da capital.

O MPF pede que sejam suspensas todas as operações de pouso e decolagem até que seja realizada a reforma da pista. Isso porque ela coloca em risco as vidas de passageiros, tripulantes e moradores do entorno do aeroporto, em virtude de constantes derrapagens, causadas por um sistema de drenagem ineficiente da pista.

A ação é movida contra a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aero Portuária), que administra o aeroporto.

Os procuradores da República Fernanda Taubemblatt e Márcio Schusterschitz da Silva Araújo pedem que a Justiça determine que os vôos que utilizam a pista principal de Congonhas sejam transferidos para os aeroportos internacionais de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos). O pedido ainda condiciona o uso da pista secundária do aeroporto até as 23h.

Segundo eles, a Infraero e a Anac têm ciência dos problemas na pista de Congonhas, tanto que a estatal afirma reiteradamente que só a reforma resolveria o problema. Entretanto, a Infraero opta "relegar para segundo plano a vida de pessoas", ao adiar o início imediato da reforma.

Para o MPF, a necessidade da interdição é urgente. "Quantas vidas mais serão colocadas em risco para que medidas efetivas e satisfatórias sejam tomadas Quantos incidentes ainda terão que ocorrer para que as autoridades se conscientizem dos valores constitucionais máximos, dentre eles o direito à vida e à integridade física", questionam os procuradores.


Fonte: Diário do Litoral – SP

Plataforma de Paracuru e Pecém

Com investimento de US$ 10 milhões, o cabo elétrico vai alimentar de energia a plataforma de petróleo de Paracuru

A plataforma de refino de petróleo da Petrobras no Ceará vai deixar de utilizar gás natural como combustível para o seu funcionamento e passará a utilizar energia elétrica. Para tanto, está sendo construído um cabo com 53 quilômetros de extensão ligando a plataforma de Paracuru ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Segundo o gerente setorial de Operação da Produção no Ceará, Mário Sérgio Magalhães Rodrigues, serão mobilizados investimentos da ordem de US$ 10 milhões.

Operação

´Esperamos colocar o cabo em funcionamento ainda em novembro deste ano´, revela Magalhães. Quando estiver realizando o fluxo de energia, o cabo representará um deslocamento mensal de 50 mil metros cúbicos de gás, hoje empregados com a própria plataforma. A energia acrescerá consideravelmente os 180 mil metros cúbicos que hoje são destinados ao mercado consumidor interno.

O gerente setorial da Petrobras esclarece que a troca da fonte de energia representará economia apesar de importar em custo superior ao cobrado pela energia hidráulica.

´Reduziremos nossos custos com a manutenção e poderemos deslocar mão-de-obra, além dos lucros obtidos com a venda do gás natural´, explica.

O combustível, que vem sendo vedete de debates por conta de sua escassez no mercado interno será comercializado pela Companhia de Gás do Ceará (Cegás). Conforme informou o gerente da unidade, a estrutura da subestação no mar de Paracuru para adequar-se ao novo suprimento já está montada.

A estatal aguarda apenas definir os termos para a construção da ´subestação rebaixadora´, que converterá a energia para o perfil adequado´, no solo de São Gonçalo, conclui Mário Sérgio Magalhães.

COMPRIMENTO

53 Km é a extensão do cabo elétrico que ligará a plataforma de Paracuru ao Pecém.

Fonte: Diário do Nordeste