30 novembro, 2006

Metrô e CCR assinam primeira PPP do país

A Concessionária da Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo S.A., liderada pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), foi contratada ontem pelo governo do Estado de São Paulo, constituindo a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do país. No dia 28, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo cassou uma liminar que impedia a contratação da empresa.

O secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes disse que a PPP não é uma privatização, mas uma parceria. "O Estado faz as obras e a iniciativa privada traz os trens. É algo parecido com o que já ocorre com os ônibus, onde a Prefeitura faz o corredor de ônibus, os terminais, e os empresários colocam os ônibus. E ninguém aqui diz que houve a privatização dos corredores", afirmou.

O vice-presidente da CCR, Márcio Batista, disse que a confiança no governo de São Paulo é baseada no sucesso das concessões rodoviárias. A CCR controla três concessionárias de rodovias dentro dos limites do Estado de São Paulo: a AutoBan, a NovaDutra (SP-RJ), e a ViaOeste. A empresa investirá na Linha 4 cerca de US$ 340 milhões, 27% do total, e receberá a contraprestação do governo de R$ 75 milhões pelos 30 anos da concessão.

O consórcio ficará responsável pela compra da frota de 29 trens, pela implementação do sistema móvel de comunicação e sinalização, enquanto ao Estado cabe a construção dos 12,8 quilômetros de túneis, seis estações da linha e parte do pátio de manobras, já em andamento. O critério de escolha dessa licitação foi o menor valor da contraprestação do governo - valor necessário para complementar o retorno do investimento do parceiro privado.

O contrato foi assinado com a presença do presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Luiz Carlos David, do presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM), Mário Bandeira, e do presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes.

Apesar de o governador Claudio Lembo (PFL) ter informado pela manhã que há grupos de empresários franceses interessados em uma PPP na Linha 5 Lilás do Metrô, Fernandes afirmou que só serão pensadas PPPs para a construção de novas linhas. "Não há nenhuma intenção de se lançar uma PPP da linha 5. É importante consolidar a experiência que está em destaque agora", disse. Segundo ele, o Estado continuará expandindo e operando as linhas já existentes.

Sobre a entrada da iniciativa privada em um serviço operado inteiramente pelo setor público, Fernandes considera que a comparação dos serviços será positiva e que a iniciativa privada contará com um exemplo de operação de "alta competência", o Metrô.

Ele acha que ainda é possível cumprir os prazos previstos inicialmente - de início da operação da linha no fim de 2008, com 14 trens e seis estações - mesmo depois dos atrasos gerados com as medidas judiciais. "As 27 frentes de trabalho do Estado continuaram operando durante esses oito meses de atraso. E a empresa que venceu não ficou paralisada também, constituiu a sua direção e fez contatos com o mercado ", disse.

Batista, da CCR, explicou que agora a concessionária entrará num período de refinamento dos sistemas e de ratificação do que foi proposto. "Vamos fazer um planejamento empresarial mais detalhado do que fizemos na entrega do projeto", disse.

Os metroviários pretendem recorrer da decisão do TJ, que considerou o projeto de PPP legítimo. "Consideramos ilegal o governo não esperar a publicação do acórdão para a assinatura do contrato, pois ainda temos tempo para questionar a decisão dos juízes", disse Manuel Xavier Filho, diretor do Sindicato dos Metroviários.

Fonte: Valor Econômico

Simples Nacional terá sistema próprio

BELO HORIZONTE - O presidente do Serviço Brasiliero de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, firmaram convênio de cooperação técnica para implantar sistema informatizado de recolhimento do Simples Nacional. A assinatura ocorreu durante a 10ª Reunião Plenária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, anteontem, no auditório do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília.

Estabelecido a partir da aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, aprovada neste mês pelo Congresso Nacional, o Simples Nacional unifica seis tributos federais (IRPJ, IPI, CSLL Cofins, PIS, INSS sobre a folha) mais o ICMS estadual e o ISS municipal. A unificação dos tributos federais com o ICMS estadual e o ISS municipal entra em vigor em 1º de julho de 2007. Esse processo alterará a forma de recolhimento dos impostos.

"O Sebrae, em parceria com a Receita Federal, quer normatizar esse processo", disse Okamotto. Ele destacou ainda o fato de o convênio proporcionar, pela primeira vez, a adoção de um sistema informatizado e personalizado de recolhimento dos tributos para as micro e pequenas empresas. O objetivo, segundo Okamotto, é facilitar a vida dos empresários de pequenos negócios sem, no entanto, prejudicar o trabalho de arrecadação da Receita Federal.

Fonte: Diário do Comércio

União estuda PPPs para aeroportos

RECIFE - As concessões e parcerias entre o governo e a iniciativa privada podem ser uma das saídas para ampliar investimentos na infra-estrutura aeroportuária do país. Essa foi uma das alternativas apontadas, ontem, pelo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, para solucionar os gargalos físicos dos aeroportos.

Pelo plano de investimentos da estatal, que administra 67 aeroportos brasileiros, até 2010, são necessários R$ 5,5 bilhões em investimentos para atender o crescimento do setor aéreo. Segundo Pereira, a estatal poderá contar com R$ 2,7 bilhões em recursos próprios, provenientes de tarifas cobradas de empresas aéreas e usuários dos aeroportos, nos próximos quatro anos. Mas, para conseguir os outros R$ 2,8 bilhões, ainda é preciso encontrar alternativas.

“O sistema aéreo certamente sobreviverá se esses recursos não aparecerem, mas haverá uma degradação muito séria da infra-estrutura aeroportuária”, disse o brigadeiro. Na terça-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou que o governo está estudando repassar à iniciativa privada o aeroporto de Natal.

A forma de participação do capital privado em investimentos nos aeroportos ainda não foi bem explicada pelos membros do governo mas, segundo a Infraero, estuda-se a possibilidade de parceria público-privadas (PPP). Esse instrumento, considerado no início da gestão Luiz Inácio Lula da Silva uma das salvações para deslanchar projetos logísticos, ainda não saiu do papel na área federal. Pereira explicou que, pela legislação atual, a Infraero só pode receber investimentos privados mediante convênios para exploração de áreas comerciais dos aeroportos.

Fonte: Folha de Pernambuco

Infraero diz que é preciso R$ 5,8 bilhões

Para acompanhar o ritmo da demanda aérea no país, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) precisará, nos próximos quatro anos, de um montante de R$ 5,8 bilhões, apenas para atender às necessidades básicas.

Opresidente da empresa, José Carlos Pereira, disse ontem que a prioridade, com esse montante, é de, pelo menos, manter a empresa no nível em que se encontra atualmente.

- O PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas por um país) está crescendo a 3% ao ano, mas a demanda aérea está a 20% e a carga aérea internacional, a 11%. O esforço da Infraero será, então, de acompanhar essa demanda - exemplificou o presidente da empresa.

Objetivo é acompanhar crescimento do turismo

Segundo o brigadeiro Jose Carlos Pereira, as ações até 2010 terão o objetivo de acompanhar o crescimento do turismo, o movimento de cargas, a saturação dos aeroportos e o aumento no número de passageiros.

- As pessoas estão viajando mais de avião atualmente. Imaginávamos chegar a 2006 com um total de 100 milhões de passageiros, mas parece que chegaremos a 103 milhões até o final deste ano. Enfrentar toda essa demanda é o nosso grande desafio para os próximos quatro anos - pondera.

O brigadeiro afirma que os R$ 5,8 bilhões de que o setor necessita terão que vir, obrigatoriamente, de três fontes: recursos gerados pela própria Infraero, aporte de capital do governo e concessões.

- Temos assegurada a metade desse valor. A outra metade, para que seja cumprido completamente o plano de investimento, precisará ser financiada de outra forma. E vamos entrar na luta para conseguir essa quantia - ressaltou o presidente da Infraero, sem especificar que forma seria essa.

José Carlos Pereira foi um dos participantes, ontem, do Seminário Desenvolvimento de Infra-estrutura de Transportes no Brasil - Perspectivas e Desafios, realizado em Brasília.

Fonte: Diário Catarinense

Vale pode obter 26 milhões de toneladas de carvão na África

Total indicado em conclusão de estudo é 20% maior do que o inicialmente previsto. A Companhia Vale do Rio Doce deverá extrair cerca de 26 milhões de toneladas de carvão por ano da mina de Moatize, em Moçambique, ainda em projeto. O volume é 20% maior do que o previsto em agosto passado. A estimativa faz parte um estudo de viabilidade feito para o projeto, que deve ser a maior mina de carvão do Hemisfério Sul.

A empresa apresentou o estudo ao governo de Moçambique em 24 de novembro passado, disse ontem em entrevista Antonio Manhica, funcionário do governo e membro da comissão que analisa o projeto.

Em agosto passado, as empresas contratadas para construir a mina disseram que a unidade produziria 21 milhões de toneladas de carvão por ano. Desse total, cerca de 12 milhões de toneladas poderiam ser exportadas, por meio de ferrovias e portos que estão sendo construídos ou modernizados para o projeto.

A Vale é a principal interessada na exploração das reservas de Moatize, localizada na província de Tete. Em novembro de 2004, venceu um leilão internacional para explorar as minas da região, por US$ 122,8 milhões, com 95% do consórcio vencedor. O produtor norte-americano American Metals & Coal International, ficou com os 5% restantes.

Desde o início do ano passado, a companhia vinha realizando a pesquisa de viabilidade, que, segundo o diretor da Vale, Galib Chaim, tem 22,5 mil páginas, contou com mais de 500 técnicos e um investimento de R$ 66,3 milhões.

A participação da companhia na exploração de Moatize depende agora da resposta do governo moçambicano aos resultados da sondagem, segundo a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias. "O governo moçambicano tem dois meses para fazer a avaliação e esclarecer possíveis dúvidas", disse.

Os dados apurados pela Vale apontam para uma capacidade de produção carbonífera de 26 milhões de toneladas de carvão bruto por ano, dos quais podem ser extraídos 12 milhões de toneladas de produto comercializável. Entre os componentes a extrair estão o coque, para a indústria metalúrgica, e o carvão energético, destinado à produção de energia elétrica.

O potencial energético apurado pela Vale em Moatize pode ser explorado durante 35 anos, 10 anos a mais que o prazo máximo de concessão previsto pela lei moçambicana de minas, que está fixado em 25 anos. Além do potencial existente e da capacidade de produção anual, o estudo avaliou ainda a qualidade do produto, as necessidades do sistema de transporte para o escoamento do carvão, o impacto social e econômico do empreendimento, entre outros elementos.

Do total que possivelmente será explorado pela Vale, 4,5 milhões de toneladas de carvão devem ser fornecidos à usina termelétrica de 1.500 megawatts (MW), com investimentos de US$ 1,5 bilhão. A energia vai alimentar uma usina de alumínio que a Vale pretende instalar no local, parte de um projeto minero-siderúrgico da companhia para a região. A mineradora também tem projeto para a construção, em parceria, de uma siderúrgica e usinas de pelotização. Além de Moçambique, a Vale possui projetos de exploração de carvão na Austrália, China, Mongólia e Venezuela.

O interesse da mineradora em carvão não é por acaso. Além de diversificar suas operações, para o professor do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (Neit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Vale ganha vantagem competitiva, ao fornecer, em vendas casadas, carvão e minério de ferro para siderúrgicas. "É uma operação que as grandes mineradoras já realizam e a Vale não havia desenvolvido porque o País é pequeno produtos de carvão", disse.

Fonte: Gazeta Mercantil

MBR tem contrato de 15 anos com a CSA

A Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), controlada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), não chegou nem na metade da implantação do "Projeto Itabiritos" - um investimento de US$ 760 milhões na produção de minério de ferro e pelotas com conclusão prevista para 2008 - e já tem grande parte do fornecimento garantido por 15 anos.

A Vale assinou recentemente seu maior contrato individual de fornecimento com a ThyssenKrupp, que está erguendo a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), uma joint venture entre os dois conglomerados, com a Vale tendo uma participação de 10%, na baia de Sepetiba, no Rio de Janeiro. O acordo prevê a entrega de 2,7 milhões de toneladas de pelotas e 5,9 milhões de toneladas de minério de ferro.

O Projeto Itabiritos prevê a construção de uma nova planta de concentração, com capacidade para 10 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, que será instalada na Mina do Pico, em Itabirito (região Central). Também projeta a construção da primeira usina de pelotização, com capacidade anual de 7 milhões de toneladas de pelotas, próxima à planta de beneficiamento de Vargem Grande, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). As unidades serão interligadas por um mineroduto de cinco quilômetros.

Fonte: Diário do Comércio (BH)

Inversões da Usifast totalizaram R$ 30 milhões

Investimentos realizados pela Usifast Logística Industrial S/A - subsidiária do Sistema Usiminas e que possui a concessão do Porto Seco Granbel, localizado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - somaram R$ 30 milhões neste ano. De acordo com a diretora administrativo-financeira da empresa, Janaína Duarte Resende, o lucro líquido da Usifast neste exercício cresceu 30% ante o desempenho de 2005, passando de R$ 9,230 milhões para R$ 12 milhões.

A receita bruta também registrou evolução, na mesma base de comparação. Segundo a Usifast, o volume faturado neste ano será superior a R$ 200 milhões, ante os R$ 180 milhões registrados em 2005, representando alta de, aproximadamente, 11%.

Fonte: Diário do Comércio (BH)

Inversões da Usifast totalizaram R$ 30 milhões

Investimentos realizados pela Usifast Logística Industrial S/A - subsidiária do Sistema Usiminas e que possui a concessão do Porto Seco Granbel, localizado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - somaram R$ 30 milhões neste ano. De acordo com a diretora administrativo-financeira da empresa, Janaína Duarte Resende, o lucro líquido da Usifast neste exercício cresceu 30% ante o desempenho de 2005, passando de R$ 9,230 milhões para R$ 12 milhões.

A receita bruta também registrou evolução, na mesma base de comparação. Segundo a Usifast, o volume faturado neste ano será superior a R$ 200 milhões, ante os R$ 180 milhões registrados em 2005, representando alta de, aproximadamente, 11%.

Fonte: Diário do Comércio (BH)


ABSA Lança serviço de transporte Rodoviário

A ABSA Cargo Airline, empresa aérea brasileira de carga lançou serviço de transporte rodoviário para quem necessita embarcar cargas a partir dos aeroportos Internacionais de São Paulo, em Guarulhos, ou Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. O transporte terrestre de cargas oferecido é feito por empresa terceirizada e tem saídas programadas entre os dois aeroportos em seis dias da semana.

Na fase inicial do serviço, as saídas do Aeroporto Internacional de São Paulo para Viracopos acontecem de segunda-feira a sábado, enquanto de Viracopos para Guarulhos as saídas ocorrem às terças-feiras e sábados. De acordo com o diretor de Vendas da ABSA Cargo Airline, Felipe Meyer, o serviço vai permitir à empresa atender, com mais qualidade, a crescente demanda nos dois aeroportos.

O cliente nos disponibiliza a carga onde for mais adequado para ele: no aeroporto de Guarulhos ou no aeroporto de Viracopos, em Campinas — explica Meyer.

A empresa estuda implantar a mesma operação em outros pontos do país. A ABSA Cargo Airline tem sede no Aeroporto Internacional de Viracopos e conta com filiais nos principais aeroportos do país. Em atividade desde 1995, a empresa opera vôos regulares cargueiros desde 2001, com faturamento bruto de US$ 156 milhões.

Fonte: O Globo


Suape terá hotel para técnicos

Um hotel de categoria três estrelas será construído dentro do Complexo Industrial Portuário de Suape para atender as necessidades emergenciais dos trabalhadores. A unidade, que será instalada em uma área de 1,68 hectare, terá capacidade para 45 leitos. Atualmente, existem dez mil trabalhadores fixos no complexo. A abertura da licitação ocorrerá no dia 29 de dezembro. As obras devem começar no prazo de 120 dias depois de conhecido o vencedor.

Esse é o primeiro hotel e servirá àqueles técnicos que chegam de emergência. Eles não terão infra-estrutura de lazer. Os trabalhadores que vêm passar mais tempo preferem ficar em Porto de Galinhas ou em Gaibu. Aqui é um lugar fechado e serve, apenas, em caso de extrema necessidade, explicou o diretor de novos negócios de Suape, Tom Uchôa.

Segundo o executivo, ainda será aberta a licitação para a construção de um hospital e posto avançado de segurança. Depois disso, haverá o espaço chamado Business Center mais estruturado, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco

Nova América investe R$ 90 milhões em Santos

O Teaçu Armazéns Gerais, do grupo Nova América, decidiu apostar no mercado internacional de açúcar a granel com a entrada em operação de um embarcador (shiploader) que triplica para 2,5 milhões de toneladas sua capacidade de carregamento de navios. Classificado como o maior embarcador de produtos agrícolas a granel do mundo, o novo equipamento e seus acessórios exigiram investimento de R$ 90 milhões, 60% dos quais financiados pelo BNDES.

De início operando com sacaria, no limite de 800 mil toneladas/ano, o Teaçu, no porto de Santos desde 1998, começou a operar com cargas a granel em três anos. "Nossos clientes nos indicaram o caminho e gostamos desse mercado", disse Renato Dias Gouvêa, diretor do terminal. A aposta em embarques a granel reflete tendência internacional por esse produto.

Os embarques do terminal em Santos mostram escala crescente. De 800 mil toneladas em 2005, devem chegar a 1,8 milhão de tonelada neste ano e atingir entre 2,5 milhões e 3,0 milhões em 2007. A meta da empresa é de atingir a cerca de 4,5 milhões em 2010.

Para cumprir esse desempenho, o Teaçu ampliou e modernizou seu espaço, de aproximadamente 50 mil m², elevando sua capacidade estática de 40 mil para 170 mil toneladas, instalou moegas com capacidade para receber em conjunto seis vagões de 90 toneladas e mais duas tomadas para caminhões. A capacidade de recepção de carga passa de 200 toneladas/dia para 1.800 toneladas/dia, permitindo que o shiploader embarque até 3 mil toneladas por hora. Com essa performance, um navio de 60 mil toneladas pode ser carregado em cerca de 24 horas. "A velocidade de embarque e o fato de reduzir-se a espera do navio para atracar, vai influir no frete e entrar como diferencial para o Teaçu", disse Gouvêa.

Segundo o diretor, a capacidade plena do novo embarcador poderá atender a navios de até 125 mil toneladas, mas esse porte exigirá maior profundidade nos berços de atracação próximos ao terminal da Teaçu, algo para mais de 13,5 metros. O próprio terminal investiu no reforço de estacas do cais para o aprofundamento do calado até aquele limite, o que permitirá a operação de navios de até 80 mil toneladas de capacidade de carga.

Além do calado, as dificuldades da malha ferroviária do porto foram destacadas pelo engenheiro Arnaldo Barreto, diretor da Codesp, estatal que administra o porto de Santos. Segundo ele, a Portofer, responsável pela malha ferroviária interna do porto, "opera sem fazer a manutenção". A Portofer, administrada desde junho pela América Latina Logística (ALL), disse para o Valor que a empresa investirá R$ 7 milhões em vias permanentes, até março, aumentará o número de locomotivas de 14 para 16 e asfaltará três passagens de nível, neste item, até janeiro.

Fonte: Valor Econômico - SP

29 novembro, 2006

Rússia vai receber a 20ª filial da WEG no exterior

A WEG, empresa de motores elétricos com sede em Jaraguá do Sul (SC), pretende abrir uma filial comercial na Rússia. A companhia, que já tem filial em 19 países, e parques fabris em Portugal, China, México e Argentina, vê o mercado russo como promissor. As vendas de equipamentos para o país começaram em 2006 e a intenção é abrir uma filial ainda em 2007.

O presidente da WEG, Décio da Silva, diz que haverá na Rússia o mesmo movimento que a empresa realiza em outros mercados que considera atrativo. Depois de iniciar as vendas com distribuição terceirizada, agora a brasileira deve optar pela abertura de uma filial comercial e para assistência técnica, e em seguida, passa a avaliar o investimento em uma fábrica. "Saímos da fase inicial na Rússia e é provável que seja aberta uma filial ainda em 2007", diz Silva.

Há alguns anos a WEG estuda o mercado russo e foi incluído no processo de internacionalização da empresa, que foi acelerado a partir de 2004, com a valorização do real. Na última semana, a companhia demonstrou o seu apetite pelo mercado internacional ao reformular sua estrutura, alocando executivos em fábricas no exterior, dividindo o mundo em quatro regiões principais de atuação em vez de apenas três, como fazia até então, e criando uma diretoria internacional. Ela anunciou mais uma fábrica no México, voltada a transformadores de grande porte, em uma joint venture com a Voltran.

Silva explica que a expectativa é de uma continuidade do crescimento no exterior. Apesar do câmbio manter-se desfavorável aos negócios, ele acredita que a empresa conseguiu fazer um bom trabalho de redução de custos, principalmente com a compra de matérias-primas no exterior, e o aumento da produtividade compensou a moeda. A expectativa do executivo é de que a fatia do mercado externo no faturamento total avance em 2007. Hoje ela está em cerca de 40%. Ele espera crescimento em torno de 20% na receita bruta de exportação e de operações internacionais, tanto em reais como em dólares. Para 2007, a expectativa é de um crescimento total do faturamento em torno de 15%.

No total, a WEG pretende investir R$ 260 milhões em 2007. Os recursos serão destinados principalmente a três novas fábricas em Jaraguá do Sul, ampliação da unidade de transformadores em Blumenau, conclusão da implantação do sistema de informática, além de investimentos no exterior.

De acordo com Silva, os investimentos previstos para 2007 também comportam aqueles que foram anunciados para 2006, mas que não foram concluídos. Segundo ele, não houve uma razão específica para que os investimentos não ocorressem, apenas a empresa não conseguiu fazê-los no tempo estabelecido e a maior parte é composta de ativos imobilizados. A WEG deve encerrar 2006 com cerca de R$ 110 milhões em investimentos imobilizados. A previsão inicial era de R$ 175 milhões.

Fonte: Valor Econômico - SP

Tailândia "dobra" UE no frango e favorece Brasil

A tarifa para a entrada de frango congelado do Brasil na União Européia cairá de 10,9% para 8% mesmo antes de entrar em vigor, em 2007, graças ao resultado de negociação da Tailândia com os europeus. "O que a Tailândia conseguiu beneficiará também o Brasil", disse ontem uma fonte em Bruxelas após o anúncio do acordo UE-Tailândia, um mês depois do entendimento entre europeus e brasileiros.

A UE precisou negociar com seus dois principais fornecedores de cortes de frango salgado e congelado porque restringiu a entrada do produto no rastro de derrota na OMC em disputa com o Brasil. Para compensar, ofereceu cota com tarifa de importação mais baixa.

Primeiro, a UE fechou acordo com o Brasil, pelo qual deu ao país 64,5% da cota total de 264.245 toneladas de frango salgado, com tarifa de 15,4%. Para vendas fora da cota, a alíquota será de 1.300 euros por tonelada. O Brasil ficou com 160.807 toneladas e a Tailândia, com 92.610.

Já da cota global de 250.953 toneladas para frango congelado, a UE deu ao Brasil 73 mil, com tarifa de 10,9%, e reservou a fatia maior aos tailandeses - 160.033 toneladas. Mas surpresa foi que na negociação com a Tailândia os europeus aceitaram baixar a tarifa para o mesmo produto para 8%. Fora da cota, a alíquota será de 1.024 euros por tonelada.

"Os tailandeses negociaram depois e conseguiram melhor tarifa. Isso às vezes acontece", disse um representante europeu. "Mas a mesma condição será estendida aos exportadores brasileiros. Eles podem agradecer aos tailandeses". Será aplicada a regra básica da OMC pela qual uma concessão a um membro deve ser estendida aos demais. Também a Tailândia entrou na negociação com vantagens obtidas antes pelo Brasil. Foi o caso do mecanismo de certificação de exportação de origem, que na prática amplia o ganho na cota. Assim, o europeu receberá a licença de importação da UE e terá de anexar a certificação brasileira ou tailandesa, de forma que os dois países saberão se a venda estará coberta pela cota (tarifa menor) ou não.

Sem isso, os exportadores estariam sujeitos a dar desconto pedido pelo importador para cobrir o custo de 1.024 euros da tarifa extracota do frango salgado, por exemplo. Agora é o exportador, tailandês ou brasileiro, que pode embolsar 1 euro a mais por quilo. As cotas devem entrar em vigor em abril. O Brasil também obteve cota para peru industrializado, de 92.300 toneladas. No total, as cotas para o Brasil somam 336.107 toneladas, resultando em negócios de mais de US$ 500 milhões.

Fonte: Valor Econômico - SP

Desemprego na região cai de 14,9% para 14,3%

A taxa de desemprego caiu pelo quinto mês consecutivo nos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Em outubro, o índice passou de 15,3% (setembro) para 14,6% da população economicamente ativa, o equivalente a 10,008 milhões. Este foi o menor índice já registrado desde 1996 para um mês de outubro, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No ABC, também houve queda, de 14,9% em setembro para 14,3% em outubro. Em comparação com outubro do ano passado, também houve redução. Naquele mês, a taxa de desemprego foi de 15%.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de vagas criadas no período somou 94 mil, o que superou ao ingresso de 27 mil pessoas no mercado de trabalho. Diante disso, 67 mil novos contratados deixaram de fazer parte do total desempregado, estimado em 1,478 milhão. As maiores chances surgiram na área de serviços com expansão de 68 mil ou 1,5% mais do que no mês anterior.

O comércio aparece na segunda posição com a admissão de 23 mil novos empregados e um crescimento de 1,7% sobre setembro último. A indústria ampliou em 10 mil os postos de trabalho, com uma alta de 0,6% e outros setores formados pela construção civil e emprego doméstico apresentaram um recuo de 0,7%, mas por conta de uma diminuição neste último segmento, de 7 mil ocupações.

Na comparação com outubro do ano passado, o nível de ocupação cresceu 4%, o mais alto índice para um mês de outubro desde 2001. Isto significa um saldo positivo de 330 mil empregos. Já o rendimento médio apurado na virada de agosto para setembro indica uma ruptura do processo de recuperação que vinha se seguindo desde maio deste ano.

Os ocupados passaram a ter um ganho mensal médio de R$ 1.145,00, ou seja, 0,6% menos do que em agosto. A renda média dos assalariados ficou em R$ 1.207,00, quantia 0,3% inferior a apurada em agosto último. Ainda assim, os salários constatados superam 2,6% a média de igual período do ano passado e para os ocupados houve aumento maior com 4,3%.

Fonte: Repórter Diário

Vale foi maior doadora à reeleição

Além de ter eleito a maior bancada de deputados federais com suas contribuições, a Companhia Vale do Rio Doce também foi a maior doadora da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com R$ 4,5 milhões, a Vale substitui a Coteminas que, em 2002, liderou a lista. A empresa foi a segunda maior doadora do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com R$ 3,2 milhões. O Itaú foi o maior doador da campanha tucana, com uma contribuição de R$, 3,5 milhões, mesmo valor doado à campanha petista. As doações de pessoas físicas a Lula foram lideradas pelos empresários Eike Batista e os irmãos Pedro e Alexandre Grendene, cada um com R$ 1 milhão.

Fonte: Valor Econômico

Petrobras lança primeira Incubadora de Egressos da América Latina

A Petrobras e o Centro de Integração Social e Cultural (Cisc) lançam hoje (29), às 9 horas, no Rio, a primeira Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE) da América Latina. O principal objetivo é a capacitação para a ressocialização e a reinserção no mercado de trabalho de pessoas que já cumpriram suas penas. O evento será realizado no Serviço Social do Comércio (Sesc) em São Gonçalo, segunda cidade com maior número de egressos do sistema penitenciário do estado do Rio e onde a incubadora está instalada. Na ocasião, a Petrobras, que patrocina o projeto, e a diretoria do Centro de Integração Social e Cultural (Cisc) vão apresentar os 25 empreendedores aprovados no processo seletivo que reuniu 791 candidatos, 3,3% dos 24 mil internos do sistema prisional de todo o estado.

Fonte: Agência Estado

Revisão de contratos no Equador pode afetar Petrobras

O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, disse ontem que será sua prioridade renegociar os contratos vigentes com petrolíferas estrangeiras para ampliar a participação estatal na produção. Entretanto seu principal assessor de energia, cotado para ser presidente da estatal PetroEcuador, disse que o governo vai buscar mais investimentos do setor privado para dinamizar o setor petroleiro.

Segundo Carlos Pareja, "para conseguirmos mais investimentos, teremos de recorrer à iniciativa privada, porque o Estado não pode destinar fundos para projetos de risco". A declaração de Pareja contrasta com posições assumidas por Correa durante a campanha, quando ele disse que "os investimentos estrangeiros não estão nos trazendo mais empregos".

Atualmente, a estatal PetroEcuador recebe de 22% a 30% líquidos da produção das companhias privadas de petróleo que operam no país - sem contar aí os impostos. "Vamos revisar a participação (em volume) do Estado nesses contratos", disse Correa, sem especificar a relação percentual que buscará. Ele avaliou que o atual esquema de distribuição é injusto, daí a pressa para ampliar a produção e alimentar a arrecadação fiscal.

Durante os últimos dez anos, o quinto maior produtor de petróleo da América do Sul se mostrou incapaz de aumentar o número de concessões ou de empresas estrangeiras interessadas em projetos de risco, transporte ou refino. A estatal não vem conseguindo aumentar sua produção e, inclusive, a viu diminuir nos últimos dois anos.

O Equador produz 530 mil barris de petróleo por dia (bpd). Cerca de 49% deste volume é extraído por empresas estrangeiras, como a Repsol-YFP, a chinesa Anes Petroleum e a Petrobras. A empresa brasileira diz que já investiu no país andino, desde 1997, mais de US$ 430 milhões e tem planos de investimento de US$ 300 milhões nos próximos anos. Produz cerca de 32 mil bpd e tem participação de 11% no maior oleoduto equatoriano.

Entretanto a Petrobras vem sofrendo pressão de grupos civis e políticos que a acusam de ter infringido as leis equatorianas ao repassar parte de suas operações a um grupo japonês. Além disso, indígenas e ecologistas atacam o projeto da empresa brasileira de explorar petróleo num campo de um parque natural na Amazônia.

O ministro de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, minimizou as ameaças de Correa de rever os contratos das petroleiras. Segundo Rondeau, antes da realização de qualquer investimento, a Petrobras avalia cuidadosamente o risco que ele pode representar. "O Equador é um local importante por ser da América do Sul. A Petrobras já avalia seus riscos e vantagens quando faz investimentos, quer seja no continente americano, asiático ou europeu", disse. "Não há causa para preocupação."

Ontem, as autoridades da Justiça Eleitoral do país disseram oficialmente que ele venceu a eleição presidencial realizada no domingo com 57% dos votos. Com 95,35% das urnas apuradas, Correa somava 57,2% dos votos, contra 42,8% de seu rival conservador, o empresário do setor bananeiro Alvaro Noboa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Correa e o convidou para vir ao Brasil, provavelmente antes da posse, em 15 de janeiro. Disse que a vitória dele é mais uma na onda progressista que vive a América Latina.

Fonte: Valor Econômico

C&C agiliza logística de distribuição

As 36 lojas da C&C Casa e Construção, maior rede de materiais para construção, reforma e decoração do País, não recebem mais caminhões de fornecedores para entregas de mercadorias várias vezes por dia. Mesmo assim, as entregas estão mais ágeis e os estoques são condizentes com o giro de vendas. O segredo é a logística funcional adotada pela C&C com a implantação, há um ano, do sistema de Cross Docking, pelo qual toda a distribuição de mercadorias de gôndola - itens de pronta entrega, que os consumidores levam para casa no momento da compra - foi terceirizada para a Exata Logística.

"Os fornecedores entregam os produtos em um só local, na Rodovia Anhanguera, na Grande São Paulo, em horários pré-determinados. A Exata reúne e confere os pedidos, entregando todos de uma só vez em cada loja. O programa é um sucesso, e otimizou o processo de distribuição. De sua parte, os fornecedores economizam tempo e combustível e a C&C ganha agilidade e simplifica o processo", explica Eder Ziliotto, diretor de Logística e Informática da rede.

Pelo sistema Cross Docking, todas as lojas, localizadas em São Paulo, Grande São Paulo, Baixada Santista, interior paulista ou no Rio de Janeiro, recebem um ou dois carregamentos por dia, com todos os pedidos, e não mais vários caminhões de diversas empresas, como antes, que entregavam a mercadoria separadamente. "Outro fator que economiza tempo e aumenta a agilidade tanto para a rede quanto para os fornecedores refere-se à devolução de produtos: quando há, eles também são retirados na Exata", complementa Ziliotto.

Jorge Gonçalves Filho, diretor Geral da C&C, ressalta a rapidez com que a empresa colocou este sistema de logística em prática. "A principal característica do Cross Docking é a inovação. Em pouco tempo, já temos cerca de 240 fornecedores cadastrados e chegaremos a 330 rapidamente. Além disso, os produtos das lojas são conferidos em um único local, o que otimiza o tempo de distribuição. Esse processo também facilita o trabalho do fornecedor e reduz o tempo de entrada do produto na loja, que recebia e conferia pedido por pedido, produto por produto", explica Gonçalves.

A C&C Casa e Construção é líder no mercado de construção, com 36 lojas espalhadas por São Paulo e Rio de Janeiro e oferece o maior estoque de pisos, azulejos, esquadrias, louças, metais sanitários, tintas e demais artigos para casa e construção entre as redes de varejo atuantes no país. São milhares de entregas diárias para todas as regiões. No total, a rede dispõe de um mix de 45 mil itens, além de produtos de marca própria, C&C Casanova.

Fonte: InvestNews

MS terá R$ 80 milhões de investimentos em ferrovias

A América Latina Logística (ALL), empresa que adquiriu a Novoeste Brasil (concessões Novoeste, Ferroban e Ferronorte) e a Brasil Ferrovias, investirá R$ 80 milhões em Mato Grosso do Sul, na melhoria da via permanente (trilhos e dormentes), nos 1.189 km da malha viária, porém o investimento será focado mais na recuperação e compra de vagões e locomotivas. Os trabalhos já foram iniciados, com a substituição de trilhos e a troca da comunicação – até agora via rádio – para via satélite. Somente neste ano a previsão é que sejam investidos R$ 6,3 milhões. Até 15 de dezembro, segundo o diretor da ALL, Paulo Basílio, todas as locomotivas terão computador de bordo.

São 900 km de trilhos ligando Três Lagoas a Corumbá, além do ramal de 303 km que liga Campo Grande a Ponta Porã. Este último trecho, de acordo com o diretor da ALL, Paulo Basílio, também está sendo recuperado. A intenção da empresa é fechar negócios de transporte naquela região. Basílio frisa, também, que a malha ferroviária de Mato Grosso do Sul é a que apresenta o maior nível de deterioração do País.

"Vamos focar em melhorias e aumento da capacidade para crescer em produtividade e minimizar riscos de acidentes e atender com qualidade os clientes da região", frisa o diretor. Entre as medidas tomadas pela empresa em Mato Grosso do Sul nos primeiros seis meses de atuação, estão a implantação da Unidade de Produção de Campo Grande, responsável por gerenciar a operação ferroviária no Estado, a troca de 40 mil dormentes no trecho, além da substituição do antigo sistema de monitoramento via rádio, por controle via satélite.

Basílio enfatiza que Mato Grosso do Sul tem mercado promissor agrícola, comercial e industrial. "Vamos fazer o volume de transporte ferroviário crescer no Estado.

Rota bioceânica

O secretário estadual de Infra-Estrutura e Habitação, Carlos Augusto Longo Pereira, disse que esta é uma nova fase para Mato Grosso do Sul. A subutilização das ferrovias no Estado, de acordo com o secretário, aumentem os preços das mercadorias produzidas, fazendo com que percam a competitividade em função da logística. Ele coloca que apenas 10% do transporte, hoje, é feito por via ferroviária, ficando 81% por conta do transporte rodoviário, que é mais dispendioso.

Longo lembra que a reativação da malha ferroviária no Estado, além de trazer competitividade, vai viabilizar de imediato o transporte por meio da rota bioceânica. "Através do Pacífico, a distância encurta em 7.400 km. Hoje as mercadorias precisam de 32 dias para chegar ao destino, enquanto que pela via ferroviária, este tempo encurta para 22 dias", finaliza.

Empresa

A ALL é a maior companhia ferroviária do Brasil e tem uma malha de 20.495 mil km de extensão, abrangendo os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além das cidades de Paso de Los Libres, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina. Opera uma frota de 960 locomotivas e 27 mil vagões, além de dois mil veículos rodoviários, entre próprios e agregados.

A empresa iniciou suas atividades em março de 1997 como Ferrovia Sul Atlântico, ao vencer o processo de privatização da malha ferroviária sul (PR, SC e RS). Em dezembro de 1998 passou a operar no trecho sul de São Paulo. Em 1999, adquiriu as ferrovias argentinas Meso e Bap, dobrando a extensão de sua malha.

Com a aquisição da Brasil Ferrovias em maio de 2006, a ALL tornou-se a maior empresa do País e estendeu seu negócio a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Correio do Estado/MS

Iniciada a recuperação da malha ferroviária de MS

A ALL (América Latina Logística) iniciou nesta terça-feira um investimento da ordem de R$ 80 milhões na recuperação de toda a malha ferroviária que atravessa o Mato Grosso do Sul, segundo afirmou o diretor da empresa para integração da Brasil Ferrovias, Paulo Basílio.

O primeiro passo está sendo a aplicação de R$ 6 milhões na limpeza da vegetação nas laterais dos trilhos e soldagens de alguns pontos. Até o final de dezembro próximo estará concluída a troca de 40 mil dormentes, implantação de monitoramento de licenciamento de trens via satélite e computadores de bordo em todas as locomotivas.

São 1.189 quilômetros de trilhos da velha Noroeste, ligando Bauru (SP) a Corumbá, no Pantanal, divisa com a Bolívia, além do ramal Campo Grande-Ponta Porá, no extremo sul do MS, divisa com o Paraguai. A verba será aplicada em 24 meses, mas de um modo geral, nos próximos cinco anos, a ALL prevê investir em parceria com clientes, quase R$ 2 bilhões em toda a sua malha ferroviária, que inclui ainda os estados de Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Basílio apresentou o plano de recuperação da ferrovia no MS, para uma platéia composta por secretários estaduais, parlamentares e empresários, afirmando que "vamos focar em melhorias e aumento da capacidade para crescer em produtividade, minimizar o risco de acidentes ferroviários e atender toda a região". Disse que na malha sul, desde 1997 são registrados 14 acidentes por TKU (milhão de trem quilômetro percorrido), enquanto na malha da antiga ferrovia, acontecem 170 ocorrências por TKU. "A meta é reduzir esse indicador em 50% já em 2007".

A empresa iniciou suas atividades em março de 1997, com o processo de privatização da malha sul (PR, SC e RS) e através de contrato, em 1998, passou a operar também o trecho sul de São Paulo. Em agosto de 1999 comprou as ferrovias argentinas Meso e BAP, para em 2001 integrar os ativos e atividades da Delara. Com a aquisição da Brasil Ferrovias, em maio de 2006, tornou-se a maior ferrovia do Brasil. Atende segmentos como commodities agrícola e fertilizantes, combustíveis, construção, madeira, papel, celulose, siderúrgicos, frigorificados, higiene e limpeza., eletro-eletrônicos, automotivo, petroquímicos, entre outros.

Fonte: O Estado de S. Paulo - SP

Portos da China adotarão perfis comerciais

O Governo da China irá determinar perfis comerciais para seus principais complexos portuários. Haverá terminais especializados para oito tipos de operações, de acordo com o Ministério da Comunicação. São elas o embarque e desembarque de carvão, petróleo, minério de ferro, contêineres, grãos e autos, o transbordo de mercadorias (no transporte desses produtos para portos do interior) e a recepção a navios de passageiros. As importações de carvão, por exemplo, serão concentradas no Norte do país e em terminais próximos a estações de energia no Leste e no Sul. Os contêineres serão movimentados nos portos de Dalian, Tianjin, Qingdao, Xangai (inclusive em seu projeto de expansão, o Cais de Yangshan, na foto), Ningbo, Suzhou, Xiamen, Shenzhen e Guangzhou.

Fonte: A Tribuna - SP

Docas recupera calado do canal de navegação

O Porto de Santos retomou a profundidade de projeto no seu canal de navegação e em sua bacia de evolução, o que não ocorria há quase uma década. Após anos de polêmicas ambientais e crises financeiras, que acabavam interrompendo o serviço de dragagem de manutenção e levaram algumas regiões do complexo a ficar até dois metros mais rasas, o trecho entre o Corredor de Exportação e o Armazém 25 voltou a ostentar seus 13 metros de calado, enquanto o percurso entre este último local e o Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa apresenta mais uma vez 12 metros.

Agora, a Codesp intensificará a retirada de sedimentos nas áreas do estuário que ainda não atingiram suas medidas oficiais, a entrada da Baía de Santos, (do ferry boat até a Barra de Santos) e os berços de atracação do complexo. Segundo técnicos da Companhia Docas, no primeiro caso, a profundidade regular, de 14 metros, só será alcançada se o material a ser escavado dessa região não for contabilizado no limite mensal do que a estatal pode dragar, os 300 mil metros cúbicos determinados pelo órgão estadual de Meio Ambiente, a Cetesb.

A fundura original dos pontos de atracação, que varia entre 12 e 13 metros, deve ser atingida em seis meses, de acordo com a estatal.

Segundo o superintendente de Atracação da Codesp, Pedro Mauro Lopes, o calado de projeto só não será alcançado em todo o complexo devido aos entraves que ocorreram ao longo deste ano. Entre os problemas enfrentados, estão as suspensões do serviço de dragagem determinadas por órgãos do setor e fenômenos geofísicos, como as frequentes ressacas que vêm aumentando o assoreamento do estuário.

Apesar das intempéries, Pedro Mauro Lopes explicou que a 'fase crítica' do calado (ou da falta de calado) já não existe mais. Segundo ele, 'da entrada do canal para dentro, a dragagem conseguiu atingir os objetivos. Agora é fazer a manutenção destes trechos e o residual, uma ou outra coisinha que ficou', disse.

BARRA

Hoje, o principal gargalo no acesso marítimo do porto está na Barra de Santos. Até a mais recente batimetria (medição da profundidade), realizada na última terça-feira, essa região apresentava 12,5 metros de profundidade.

Navios com maiores dimensões só conseguem passar por essa região na maré-alta, quando o nível do mar sobe e a área torna-se mais funda. Sem esse 'recurso', de nada adiantaria o canal de navegação permitir a passagem de cargueiros com 13 metros de calado, pois somente aqueles com 12,5 metros acabariam chegando aos terminais.

Lopes adiantou que a perspectiva da Autoridade Portuária é anunciar nos próximos dias a elevação de no mínimo 50 centímetros na profundidade da barra. 'Tudo indica que vamos conseguir os 13 metros ali, mas eu tenho que esperar a avaliação do levantamento (a batimetria) para dizer oficialmente', disse.

Mesmo que a barra chegue a 13 metros, ainda não terá alcançado sua fundura original. Lá, o ideal é ter 14 metros. 'Mesmo o porto tendo 12 e 13 metros para dentro, a barra é um local que tem mar mais agitado. Então, é importante ter um pouco mais para que, se a onda der uma acentuação no navio, o casco não bata no fundo, quando ele descer dela', disse.

Apesar das explicações e de reconhecer a necessidade de se aprofundar aquela região, o superintendente disse que os 14 metros só serão atingidos se a Cetesb retirar o trecho da restrição de 300 mil metros cúbicos para todo o porto. 'Com o assoreamento natural do canal, que exige uma dragagem constante, e o limite que a gente tem para trabalhar, não dá para aumentar ali. Só se houver a liberação para dragar na Barra o que for preciso', condicionou.

O diretor de Infra-estrutura e Serviços da estatal, Arnaldo de Oliveira Barreto, relatou que a expectativa é de uma resposta da agência ambiental do Estado sobre o caso até a próxima semana. 'Aí, se liberar, em um ou dois meses, a gente retira o que precisa para chegar nos 14 metros', previu.

Para que a Barra de Santos chegue a sua profundidade oficial, devem ser escavados cerca de 800 mil metros cúbicos de sedimentos no local, informou Barreto.

BERÇOS

Os pontos de atracação do porto são os que devem demorar mais para ter sua fundura restabelecida. Barreto estimou que 'quase 50% do volume dos berços já foi retirado do fundo do estuário'. A idéia é concluir a outra metade até o primeiro quadrimestre do próximo ano.

De acordo com o superintendente Pedro Mauro Lopes, os berços estão sendo tratados de acordo com as necessidades das empresas portuárias. Os pontos de atracação mais críticos, como os do Terminal de Exportação de Veículos (TEV, na Margem Esquerda), dos terminais do Corredor de Exportação (na Ponta da Praia), da Ilha Barnabé e da Alemoa, já foram resolvidos. O restante será tratado a partir da negociação do limite do serviço com a Cetesb.

Fonte: A Tribuna - SP

28 novembro, 2006

MEC prorroga as inscrições no Fies

O Ministério da Educação, em Brasília, prorrogou as inscrições para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) até 3 de dezembro. O programa oferece 100 mil financiamentos de 50% da mensalidade a alunos de graduação que estudam em instituições de ensino superior privadas em todo o país. Para concorrer, o aluno deve estar matriculado em curso superior privado, em instituição cadastrada no programa e com boa avaliação do MEC. O juro é de 6,5% ao ano.

Fonte:O Povo

ProUni abre inscrições amanhã

O Ministério da Educação abrirá amanhã inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). O atendimento será realizado pela Internet, até 16 de dezembro.

Os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2006 e ter nota mínima de 45 pontos na média da prova escrita e da redação. Mais informações no site www.mec.gov.br/prouni ou pelo telefone 0800-616161.

Fonte: Zero Hora


Lista de aprovados na Fuvest sai dia 15

A lista de aprovados do Vestibular 2007 da Fuvest, que seleciona candidatos para vagas na USP, sai no dia 15 de dezembro, assim como os locais onde serão feitas as provas da segunda fase. A etapa está marcada para os dias 7 a 11 de janeiro do ano que vem. Estudantes rio-pretenses aprovaram o novo formato da prova, aplicada no último domingo. Alunos ouvidos pelo Diário em cursinhos e colégios de Rio Preto definiram o exame como "tranqüilo".

Para o estudante Mateus de Souza Pereira, 18 anos, que prestou pela segunda vez engenharia mecatrônica, a prova foi mais fácil que a do ano passado, principalmente as questões de exatas. "O número de contas diminuiu." A estudante Raquel de Oliveira Luiz, 19 anos, diz que o exame não foi fácil nem difícil. Foi diferente. "Algumas questões eram bem específicas, outras mais complicadas". A jovem quer uma vaga em filosofia.

Fonte: Diário da Região

Projeto do IEL facilita inserção internacional das empresas

A crise do setor madeireiro foi o ponta pé inicial para a inserção internacional da Serimar Madeiras. Há 20 anos no mercado, a empresa produz e vende briquetes, uma espécie de lenha ecológica produzida a partir do aproveitamento de resíduos compactados de madeireiras e serrarias que substitui o uso da lenha, carvão, óleo diesel e gás na produção de energia. "Esse material fazia parte de um passivo ambiental que contaminava o ambiente e nós o transformamos em negócio", afirma o consultor da empresa Márcio de Oliveira.

Desde outubro a Serimar, que tem unidades em Curitibanos, Concórdia e Rio Negrinho, em Santa Catarina, Jaguariaíva e Bituruna, no Paraná, conquistou o mercado europeu. O briquete produzido pela empresa é exportado para a Áustria. Os embarques para aquele país chegam a oito containeres por semana, o correspondente a três toneladas do produto. Ganhar credibilidade junto aos austríacos foi uma tarefa que exigiu tempo e aproximação com a realidade dos paises europeus.

"Realizamos um planejamento interno, prospectamos clientes, promovemos missões internacionais, participamos de feiras e rodadas de negócios", diz Oliveira. A partir da conclusão desse processo, a empresa procurou o Instituo Euvaldo Lodi (IEL) e foi incluída no projeto de Inserção Internacional Sustentável, uma proposta inovadora que ajuda as empresas brasileiras a prospectar mercados no Europa.

"Selecionamos dez empresas de todo país para que, no período de maio de 2006 a maio de 2007, fechem negócios com países da Europa", afirma a assistente administrativa do IEL, Paula Carolina Andrade Alencar. Segundo ela, o IEL oferece assessoria personalizada e integral às empresas de pequeno e médio porte. A intenção é promover a geração de negócios a curto e médio prazo e facilitar a criação de parcerias entre empresas brasileiras e européias.

"Essas empresas atuam nos setores de alimentos e bebidas, agroquímica, tecnologia de informação e madeira, áreas estratégicas para a comercialização com os países europeus", lembra Paula. Além da Serimar Madeiras, participam do programa empresas como a Sósoja do Brasil, a Phoebus Tecnologia e a GN Brazil Fertilizantes.

O projeto segue as metas da Plataforma Brasil-Europa, programa do Sistema Industria, que inclui o IEL e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O programa busca o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e contribui para a inserção no mercado externo. "É uma ação estratégica da Plataforma para estabelecer uma metodologia de apoio a negócios internacionais", reforça Paula.

Apoio Financeiro - Segundo ela, o projeto é financiado pelo Programa AL-Invest da Comissão Européia. "O programa prevê a liberação de cem mil euros para serem investidos em negociação. Nossa meta é garantir que as empresas fechem negócios três vezes maiores que valor investido", lembra Paula.

Nesse projeto, o IEL tem como parceiros instituições estrangeiras com larga experiência na promoção de ações com países latino-americanos que são: Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), com sede na França; a EuroBras Trading, especialista em marketing internacional e desenvolvimento de negócios, com sede na Holanda, e a Consultoria de Atividades Internacionais (Conacter) da Espanha.

"Pretendemos, além de fechar negócios, ajudar a fortalecer a Plataforma", afirma Paula. A Plataforma Brasil-Europa é um convênio firmado entre as instituições do Sistema Indústria (CNI, IEL, SESI e SENAI) que pretende se firmar como um gerador de projetos multilaterais com ações de promoção comercial e busca de novos mercados. A Plataforma concentra em um só local o que cada entidade do sistema desenvolve individualmente para dar visibilidade ao Brasil no exterior.

Conheça a Plataforma Brasil-Europa no site http://www.iel.org.br/competitividade_internacional/plataforma_brasil.asp

Fonte: CNI

Aladi disponibiliza informações do bloco na web

As micros, pequenas e médias empresas brasileiras têm mais um caminho para a internacionalização dos seus produtos e serviços. A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) lançou no último dia 11 de novembro o portal www.pymeslatinas.com. O objetivo é criar um ponto de encontro on-line oferecendo uma ferramenta de pesquisa empresarial que facilite as relações comerciais com empresários de diversos setores e dos 12 países que compõe a Aladi.

"O site é uma oportunidade de intercâmbio para as mais de 600 mil indústrias de micro e pequeno porte no Brasil e uma boa alternativa de inserção internacional”, disse Lucas Izoton Vieira, presidente do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Conselho se reuniu nesta segunda-feira, 27 de novembro, em Brasília.

O site permite que as empresas cadastrem produtos e serviços e realizem consultas por setor, produto, empresa, país, oferta e demanda. Com isso, os empresários podem obter informações sobre novidades, acessar o calendário de feiras e eventos, entre outras. “Pretendemos repassar essa informação para as Federações para que essa ferramenta seja amplamente divulgada. Quem sabe poderá sair daí bons negócios”, afirmou Izoton.

A Aladi é uma organização inter-governamental, formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, que visa à formação de um mercado comum latino-americano e que permita relacionamento bilateral, sub-regional ou regional entre seus integrantes.

A associação reúne países com mais de 493 milhões de habitantes e promove a criação de uma área de preferências econômicas na região, promovendo a redução tarifária de produtos originários dos países-membros, acordos de alcance regional.

Fonte: CNI

Sucessora da Novoeste apresenta plano de recuperação da ferrovia

O novo plano de recuperação da ferrovia em Mato Grosso do Sul será apresentado hoje em Campo Grande. O presidente da América Latina Logística (ALL), Bernardo Hees, e o diretor Paulo Basílio, responsável pelo projeto de integração da antiga Brasil Ferrovias, falarão sobre as perspectivas futuras, investimentos e desafios da linha férrea considerada estratégica. São 900 quilômetros de trilhos ligando Três Lagoas a Corumbá, além do ramal para Ponta Porã. A apresentação será feita a partir das 15h30 no auditório Pedro de Medeiros do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

A empresa pretende investir até o final deste ano R$ 6,3 milhões na recuperação e troca de trilhos, troca de dormentes, limpeza e roçada de faixa de domínio, soldagem e fixação, além de mais R$ 6,2 milhões que serão aplicados na compra de equipamentos e adequação de oficinas, e compra e manutenção de máquinas, em toda rede da antiga Brasil Ferrovia.

A ALL é, hoje, a maior operadora logística com base ferroviária da América Latina, transporta commodities agrícolas, insumos e fertilizantes, combustíveis, materiais de construção civil, florestal, siderúrgico, higiene e limpeza, eletroeletrônicos, automotivo e autopeças, embalagens, químico, petro-químico e bebidas.

A empresa foi fundada em março de 1997, quando a Ferrovia Sul Atlântico venceu o processo de privatização da malha sul da Rede Ferroviária Federal e passou a operar a malha no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 1998, por meio de contrato operacional, a companhia assumiu as operações da malha sul paulista pertencente à Ferroban.

Com a aquisição das ferrovias argentinas Ferrocarril Mesopotamico, General Urquiza e Ferrocarril Buenos Aires al Pacifico General San Martin, em 1999, a empresa passou a adotar o nome América Latina Logística. Em julho de 2001, a ALL integrou a Delara Ltda, uma das maiores empresas de logística do País, e assumiu as operações e contratos comerciais da empresa no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.

A Companhia ingressou no mercado de capitais, com o lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2004. Reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência aderindo ao Nível 2 de Governança Corporativa, com a garantia de tratamento igualitário a acionistas majoritários e minoritários. Com a aquisição da Brasil Ferrovias e da Novoeste, em maio de 2006, a ALL consolidou sua posição de maior empresa ferroviária da América do Sul, passando a operar no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Agora MS

Operações são suspensas em três aeroportos devido ao mau tempo

Três aeroportos estão fechados na manhã desta terça-feira devido ao mau tempo. As operações foram suspensas nos terminais de Uberlândia (MG), Joinville e Navegantes (ambos em Santa Catarina).

O tempo fechado, com fortes chuvas, provocaram prejuízo na região Sudeste nos últimos dias. Em Lambari (MG), a delegacia e parques públicos tiveram que ser fechados por causa de alagamentos no fim de semana.

Em São Paulo (SP), a chuva causou inundação e atrapalhou o trânsito nesta segunda-feira. Também foram registrados transtornos no Rio de Janeiro.

Fonte: Gazeta Online

Blue Dream iniciará cruzeiros em Porto Alegre

O presidente da CVC, Guilherme Paulus, projeta concretizar em 2008 a regionalização de cruzeiros pela costa brasileira de tal forma que o transatlântico Blue Dream inicie suas viagens em Porto Alegre. A nova operação deve entrar em prática na mesma época prevista para a abertura do capital da empresa, revelou ele. "Baseamos a operação do Pacific no Nordeste e deu certo. Hoje, cerca de 70% dos passageiros deste navio são nordestinos. Queremos levar isso para todo o País e, no Sul, o mais provável é que fique o Blue Dream."

Desta forma, a companhia espera atender melhor os públicos argentino e uruguaio, além dos gaúchos e catarinenses. O navio, que é considerado o mais luxuoso a viajar pela costa brasileira, faria roteiros tanto para o litoral fluminense quanto para a Patagônia. Em todos, passaria pela Lagoa dos Patos e alcançaria o mar pelo porto de Rio Grande.

Para financiar esse projeto e outros, como a criação de roteiros rodoviários tanto no Brasil quanto no exterior, a CVC planeja abrir seu capital entre 2008 e 2009. Paulus preferiu não divulgar a percentagem de ações que será ofertada, mas observou que a empresa poderá receber investimentos de outros grupos turísticos.

Atualmente, ela tem parcerias com as operadoras de cruzeiros espanholas Pullmantur (comprada este mês pela Royal Caribbean Cruises) e Iberojet. Além de abrir a possibilidade de que essas e outras empresas venham a se tornar acionistas da CVC, Paulus não descarta outros tipos de associação. "Com a venda de ações na Bovespa, teremos capacidade de arrecadar os recursos necessários para expandir", declarou o presidente da operadora.

A CVC tem interesse declarado em expandir suas atividades para países como Chile, México e Venezuela, além da Europa. Em fevereiro e março novas agências da empresa abrirão suas portas em Paris (França) e Mendoza (Argentina). Seguindo o modelo das lojas de Bariloche e Buenos Aires, o objetivo será atrair turistas para o Brasil, sem que nunca a atividade da empresa no exterior ultrapasse 20% do total.

Paulus projeta, ainda, o lançamento de uma companhia aérea, a FG Linhas Aéreas. Entretanto, diz esperar um momento mais oportuno na aviação civil nacional para iniciar as atividades. A autorização oficial para início já foi prorrogada por um ano e deve levar, ao menos, dois para se concretizar.

Entre os destinos que oferece, a CVC pensa reeditar roteiros rodoviários no exterior, como ônibus nos Estados Unidos, Canadá e Europa. O Brasil deve ganhar tratamento semelhante, com cinco circuitos regionais que se conectam. A previsão é que os nacionais passem a operar em junho de 2007 e fomentem o surgimento de novos pontos de atração turística. Do Rio Grande do Sul, é provável que os ônibus da CVC passem por Pelotas, adianta Guilherme Paulus.

Fonte: Jornal do Comércio/RS

Recuperação de BRs terá R$ 2,2 mi da União

Os serviços de recuperação e conservação das rodovias das BRs 110 e 316 custarão R$ 2,2 milhões aos cofres públicos, segundo foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última sexta-feira. No total, serão 192 quilômetros de rodovias recuperados, que estão sob responsabilidade da empresa Delta Construções S.A.

De acordo com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), na BR-316, os trabalhos serão executados no trecho da divisa de Pernambuco com os estados do Piauí e de Alagoas. Os trechos em destaque ficam entre os quilômetros 227,7 e 378,9. Já na BR-110, o trecho contemplado será o da divisa do estados com a Paraíba e Alagoas, no segmento 220,7 km e 261,8 km.

Na opinião do superintendente-substituto do Dnit, em Pernambuco, Divaldo de Arruda Câmara, as intervenções nas vias de acesso aos estados da Bahia e Alagoas deverão beneficiar o turismo da região porque fazem a ligação com a barragem de Paulo Afonso. “Essas obras visam garantir a trafegabilidade, o conforto e a segurança dos usuários das estradas, além de serem importantes para a economia, uma vez que essas rodovias facilitam o escoamento da produção agrícola”, destacou.

Paralelamente ao projeto de duplicação da BR-101 nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, o Dnit está executando um trabalho de recuperação do meio ambiente, que sofreu impactos com empreendimentos realizados no passado. A exemplo de impactos diretos e indiretos, que uma obra deste porte produz no meio ambiente, podem-se destacar a retirada e a transferência de riquezas minerais.

Fonte: Folha de Pernambuco

DNIT projeta a recuperação dos acessos ao porto

Curitiba - O diretor regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre, David Gouvea, apoiou a luta dos empresários. 'As verbas precisam passar pelo Paraná porque o Paraná é o caminho do Mercosul', apostou. Gouvea é favorável na transformação dos portos do Paraná em Porto do Mercosul (unindo os portos de Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná). Para isso, ele está alocando recursos para melhoria da BR-101 no Paraná, ligando até a BR-180 (que termina em Barracão - próximo a Argentina. No projeto está a restauração de um trecho de 12 quilômetros na BR-277 (de Alexandra ao Porto de Antonina) e implantação de obras de ligação; extensão da BR-101 entre Garuva e Matinhos; acesso a Pontal do Sul pelo segmento entre Alexandra e Ponta do Poço (extensão de 24 quilômetros).

'O governo federal aceita bem o projeto. A resistência que temos é do governo do Paraná', confessou Gouvea. O governo do Estado é contra a política do governo federal por conta da divergência sobre a exportação e segregação de produtos geneticamente modificados. Recursos estariam garantidos também, segundo Gouvea, para a restauração da Rodovia Transbrasiliana (BR-153), nos trechos entre Santo Antonio da Platina e Ibaiti; Ibaiti e Ventania; Alto do Amparo e Imbituva.

Fonte: Folha de Londrina


Exportações da CBMM cresceram 28,4%

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) somou faturamento de US$ 440,805 milhões em exportações de nióbio, entre janeiro e outubro deste ano. O montante é 28,4% maior que o volume movimentado no acumulado dos dez primeiros meses de 2005, quando os embarques da CBMM totalizaram US$ 343,326 milhões. Por meio da CBMM, Minas Gerais é o maior Estado produtor de nióbio do mundo. A empresa respondeu por 3,43% de todas as exportações mineiras entre janeiro e outubro (US$ 12,847 bilhões), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Com planta em Araxá, na região do Alto Paranaíba, a CBMM extrai uma taxa média anual de 800 mil toneladas de nióbio.

Empresa que se dedica à extração, processamento, fabricação e comercialização de produtos à base de nióbio, a CBMM é a única produtora mundial do minério com presença em todos os seguimentos do mercado, com subsidiárias na Europa (a Niobium Products Company em Dusseldorf, na Alemanha), América do Norte (a Reference Metals Company Inc. em Pittsburgh, nos Estados Unidos) e na Ásia (a CBMM Ásia Co. Ltd. em Tóquio, capital japonesa).

Fonte: Diário do Comércio/MG


País abre 125 investigações na OMC

Desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), em janeiro de 1995, o Brasil abriu 125 investigações contra práticas desleais nas importações de produtos, número maior que as 87 investigações antidumping sofridas pelos produtos nacionais em todo o mundo. A constatação coloca o Brasil como a 10ª maior vítima de investigações antidumping contra seus produtos, mas na 9ª colocação mundial entre os países que mais abriram casos contra produtos importados.

Apesar de ter iniciado 125 novas investigações contra importações de todo o mundo, o País ainda é amplamente superado pelos 448 casos promovidos pela Índia, 366 dos Estados Unidos e 345 da Europa. Os argentinos estão quarto lugar como críticos de barreiras antidumping, somando 209 pedidos desde 1995. Nos últimos dez anos, quem mais iniciou investigações contra o Brasil foi justamente o parceiro do País no Mercosul: a Argentina, com 36 casos. Neste ano, porém, o Brasil foi um dos países que mais sofreu novas barreiras efetivas de antidumping contra seus produtos nos mercados internacionais.

Fonte: Tribuna do Norte - RN

Negociação na OMC para retomar Doha deve ficar para 2007

O encontro de ministros de países-membros da OMC (Organização Mundial do Comércio) para a tentativa conjunta de reanimar as negociações sobre comércio internacional deve ficar para o início do ano que vem, apesar da proposta da União Européia de realizar reunião para destravar a Rodada de Doha ainda neste ano.

Segundo fontes da OMC, o encontro só deve acontecer em janeiro, em paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Brasil, Estados Unidos, UE, Japão, Austrália e Índia estão entre os países que devem estar presentes na reunião, além do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

A Rodada Doha de liberalização do comércio foi lançada em 2001 e deveria ter sido concluída em 2004. O plano era cortar tarifas em uma larga gama de bens e serviços, considerando as demandas dos países mais pobres pelo fim dos subsídios agrícolas e de tarifas altamente restritivas à importação.

Os EUA têm sofrido duras críticas pela recusa em baixar a ajuda governamental a produtores locais. Washington, porém, culpa a UE, por não realizar cortes maiores nas tarifas, e as nações em desenvolvimento, por não reduzir barreiras à entrada de bens industriais. Já a UE culpa os americanos por não dar o primeiro passo.

Segundo analistas, os países devem se esforçar para conseguir algum progresso até março, quando legisladores debaterão o novo acordo agrícola e o prolongamento do "fast track" -autoridade do presidente George W. Bush de negociar acordos de comércio sem interferência do Congresso. Eles temem que o mecanismo não seja renovado com a vitória de protecionistas democratas nas eleições legislativas nos EUA.

DUMPING

A OMC divulgou ontem queda de 17% no número de investigações abertas por dumping -venda de produto no exterior a preço inferior ao seu valor no mercado interno- no primeiro semestre e aumento de 29% no de medidas de proteção adotadas pelos países que se sentiram prejudicados, em relação ao mesmo período de 2005.

Fonte: Folha de S. Paulo - SP

OMC cobra abertura "formal" do Brasil

A Organização Mundial do Comércio (OMC) cobrou ontem do Brasil a ratificação do acordo de abertura de serviços financeiros. O país assinou o tratado em 1997, mas até hoje o texto não passou pela aprovação do Congresso Nacional.

De 70 países que se comprometeram com esse acordo, somente três - o Brasil, a Jamaica e as Filipinas - até hoje não aceitaram formalmente o entendimento.

A situação chegou a tal ponto que foi utilizada ontem pela China para se defender das pressões de países industrializados frustrados com persistentes barreiras no mercado chinês para a expansão de seus bancos, seguradoras e corretoras.

No Comitê de Comércio em Serviços Financeiros, os Estados Unidos, União Européia, Japão, Canadá e Austrália faziam fortes reparos a medidas de abertura que os chineses deveriam adotar até dezembro próximo, quando completa a fase de transição de cinco anos após a entrada de Pequim na OMC.

O representante chinês retrucou que eles deveriam cobrar era dos países que até hoje não se comprometeram formalmente com o acordo de serviços financeiros de 1997, referindo-se aos quase dez anos de postergação pelo Brasil, Jamaica e Filipinas.

O raciocínio chinês é de que Pequim só entrou na OMC há cinco anos, e precisa de tempo. Além disso, os chineses falam de questões de "interpretação", inclusive sobre o que é a barreira comercial.

Segundo especialista próximo da OMC, o Brasil se comprometeu durante a negociação do acordo de serviços financeiros de 1997 a revisar a legislação sobre resseguros - ou seja, na prática quebrar o monopólio no país, algo que até hoje vem sendo acenado por Brasília. Ontem, a delegação brasileira respondeu a cobrança repetindo que o acordo continua no Congresso.

Para os parceiros, o problema é que, enquanto o Brasil não formaliza juridicamente a abertura já feita, o governo pode voltar atrás de qualquer medida, sem consequência. Já com o acordo assinado, se houver algum retrocesso na abertura dos serviços financeiros, o Brasil terá de pagar compensação aos parceiros.

Enquanto isso, a combalida Rodada Doha prevê novos compromissos em serviços financeiros. Estados Unidos e UE querem autorização para a abertura de agencias de instituições financeiras no Brasil sem a necessidade de estabelecimento da pessoa jurídica no país (commitment on direct branching).

O Brasil rejeita essa possibilidade, porque perderia a capacidade de aplicação estrita da autoridade regulatória e fiscalizatória do Banco Central, pois não haveria, a rigor, responsável legal no país pelas operações da agência, nem requisitos de capital mínimo.

Fonte: Valor Econômico - SP

Governo argentino quer limitar de novo exportações de carne bovina

O governo da Argentina deve anunciar ainda esta semana novas restrições às exportações de carne bovina numa medida para evitar a alta dos preços do produto no mercado local e possíveis efeitos nos índices de inflação do país. A medida prevê que as exportações de carne bovina fiquem limitadas a 45 mil toneladas por mês pelo período de três meses a partir de dezembro próximo.

Ontem, a informação já circulava entre tradings que atuam no mercado de carnes no Brasil e no exterior. O plano do governo de restringir as vendas externas foi confirmado por porta-voz da Secretaria da Agricultura Argentina ouvida pela Dow Jones Newswires.

No ano passado, a Argentina exportou 680 mil toneladas de carne bovina equivalente-carcaça, e a estimativa é de que as vendas externas do produto alcancem 450 mil toneladas este ano. Em setembro passado, o país embarcou 58.237 toneladas de carne, conforme dados da Senasa, citados pela Dow Jones.

É a segunda tentativa do governo argentino de evitar a alta de preços da carne bovina no país, onde o consumo do produto é de cerca de 66 quilos per capita, a maior taxa do mundo. Em março, o Ministério da Economia proibiu quase todas as exportações do produto, inicialmente, por um período de 180 dias - apenas a cota Hilton, de 28 mil toneladas - foi mantida e as vendas dentro de acordos bilaterais. Mas as travas foram aliviadas e em setembro o governo decidiu permitir a exportação de um volume de carne equivalente a 70% do total vendido em 2005.

No entanto, os preços domésticos da carne e do boi subiram na Argentina nas últimas semanas, num período em que o consumo cresce por causa do verão.

Para Jerry O Callaghan, da Coimex, a medida indica que a Argentina vive uma crise de falta de carne bovina, após um período de forte crescimento nas exportações do produto. "As exportações cresceram muito entre 2003 e 2005, o que levou à redução do rebanho e à oferta de carne", afirma. O problema na Argentina pode, de novo, favorecer o Brasil, avalia O Callaghan, já que abre espaço para a carne bovina brasileira no mercado.

Segundo a Dow Jones Newswires, o governo argentino teria feito circular uma lista de preços de referência para certos cortes bovinos, e os principais frigoríficos do país teriam sido aconselhados a honrar tais preços.

Fonte: Valor Econômico - SP

Projeto de incentivo às exportações entra na reta final no Nortão

Estão na reta final os trabalhos executados em 252 indústrias madeireiras e moveleiras em 10 municípios da região Norte, através do Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX). Segundo o coordenador Paulinho Waldemar Schneider, o prazo para conclusão do projeto é no mês de fevereiro. Das empresas atendidas, 101 são de Sinop, outras 31 de Alta Floresta, 23 de Sorriso, 23 de Cláudia, 18 de Lucas do Rio Verde. As outras são de Vera, Santa Carmem, Itaúba, Ipiranga do Norte e Tabaporã. Schneider destaca que em 207 empresas já foram realizados diagnóticos de demandas a serem implantadas e em 193 já estão sendo executadas. Em algumas madeireiras os trabalhos já finalizaram.

O Peiex foi lançado no Nortão em fevereiro, com objetivo de preparar e fomentar os setores moveleiros e madeireiros para o mercado exterior, com ações nas áreas de administração organizacional, recursos humanos, finanças e custos, vendas e marketing, comércio exterior, entre outros.

O programa é realizado através de um convênio entre o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Secretaria Estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia, e Serviço Nacional da Indústria (Senai). Cerca de R$ 800 mil foram investidos na execução dos trabalhos.

Fonte: Só Notícia

Média diária de exportação na 4ª semana cai nas três categorias

A média das exportações da quarta semana de novembro, de US$ 555,0 milhões, foi 11,9% inferior à média de US$ 629,9 milhões contabilizada até a 3ª semana do mês, informa nota divulgada hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A média diária de vendas caiu nas três categorias de produtos. Nos semimanufaturados, a queda foi de 18,5%, com a média passando de US$ 95,3 milhões para US$ 77,7 milhões, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, alumínio em bruto, celulose, madeira serrada e óleo de soja em bruto. Nos básicos, a redução foi de13,7%, de US$ 180,1 milhões para US$ 155,5 milhões, ocorrendo as principais quedas nas vendas de petróleo em bruto, carne bovina, suína e de frango, soja em grão, farelo de soja e fumo em folhas.

Nos manufaturados, a queda foi de 8,5%, com a média diária passando de US$ 340,9 milhões para US$ 312,0 milhões. Os principais produtos que contribuíram com essa diminuição foram automóveis de passageiros, autopeças, motores para veículos, laminados planos, álcool etílico, calçados e motores e geradores.

Na mesma base de comparação (4ª semana ante as três primeiras semanas do mês) as importações registraram redução de 8,7% na média diária, que passou de US$ 449,5 milhões para US$ 410,6 milhões.

Fonte: Estadão

Exportador espera para fechar câmbio

Desde junho os exportadores esperam uma desvalorização do real para ingressar com seus dólares no país. Nos últimos quatro meses, as exportações físicas sempre superaram o câmbio contratado para exportação em um total acumulado de US$ 4,3 bilhões, segundo elaboração do Departamento Econômico do Bradesco a partir de dados do Banco Central. Maio foi o último mês no qual o câmbio contratado superou as exportações físicas e em valor de nada menos do que US$ 3,8 bilhões. Em maio, quando o dólar subiu 11,30% e chegou ao pico de R$ 2,32, os exportadores adiantaram o quanto puderam seus contratos de câmbio. Tanto que nos 12 meses acumulados em maio, o câmbio contratado superou as exportações físicas em US$ 10,5 bilhões, número que caiu em outubro para US$ 3,8 bilhões. Ou seja, em 12 meses, o câmbio contratado continua maior do que a exportação física.

Com exportadores em compasso de espera e o Banco Central comprando, embora em volume menor, o dólar acumulou valorização de 1% nos últimos sete dias úteis, para R$ 2,17. Os analistas são unânimes em apostar que a tendência é de valorização do real, mas a grande dúvida é a atuação do BC. José Carlos de Faria, economista do Deutsche Bank, acredita que o real vai a R$ 2,10 no final do ano. "O fluxo cambial se mantém forte e se o governo sinalizar ao mercado que pretende mesmo manter o ajuste fiscal a tendência é de apreciação da moeda", diz. Segundo Faria, o mercado hoje tem dúvidas se a meta de superávit fiscal primário de 4,25% do Produto Interno Bruto será mantida em 2007, apesar do aumento de gastos, inclusive do PPI (Projeto Piloto de Investimentos). Se o governo aumentasse o PPI de 0,15% do PIB para 0,50%, haveria uma queda no superávit primário ou, no caso de continuar a manter o PPI fora dos cálculos do superávit primário, havia uma "piora" na qualidade do ajuste fiscal, diz. Para ele, a queda nos juros dos EUA ajudaria a apreciar mais o real.

Dólar sobe 1% em sete dias úteis consecutivos

Todas as atenções do mercado estarão voltadas nesta semana para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã e depois, que vai definir os rumos dos juros básicos Selic. Faria esperou a divulgação do IPCA-15 de novembro, na sexta-feira, para confirmar sua aposta no corte de 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, na Selic. Ele diz que os alimentos foram responsáveis por 73% da alta de 0,37% no indicador e que os núcleos do IPCA-15 já mostram desaceleração até mais forte do que a prevista pelo mercado.

A visão de Faria foi compartilhada por outros participantes do mercado financeiro, pois, na sexta-feira, os juros básicos projetados no mercado futuro caíram, com o movimento mais forte se concentrando nos contratos mais curtos. As taxas projetadas pelos contratos de "swap" (troca) de juros prefixados por pós-fixados de vencimento em 180 dias passaram a 13,05% ao ano, na comparação com os 13,10% ao ano de quinta-feira. Os contratos de juros do Depósito Interfinanceiro foram a 13,33% ao ano, na comparação com os 13,351% ao ano de quinta-feira da semana passada.

Segundo o economista do Deutsche, também favorece o corte de 0,50 ponto na Selic a queda na expectativa de inflação do mercado para 2007, de 4,30% para 4,10%, além da atividade industrial fraca em setembro. Mas, por outro lado, o BC já vem avisando em diversas atas do Copom que pretende ter "mais parcimônia" no ritmo de corte de juros. Além disso, a produção da indústria em outubro já mostra recuperação e as vendas do varejo estão acima do esperado. "O corte de 0,25 ponto percentual não está descartado", acredita o analista.

O mercado também vai ficar atento nesta semana aos dados do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, que serão divulgados na quinta-feira (30 de novembro).

Fonte: Valor Econômico

Brasil crescerá 4% somente em 2008, prevê OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta que o Brasil somente atingirá um crescimento de 4% em 2008 e necessitará promover reformas estruturais para que o desempenho da economia nacional saia de um patamar baixo de crescimento.

Em um relatório publicado nesta terça-feira, a OCDE aponta que o crescimento do PIB brasileiro ficará abaixo do desempenho de países como Índia, China, Rússia e Turquia. Para 2007, a estimativa é de que o aumento do PIB seja de 3,8%.

Para este ano, a OCDE ainda mantém uma taxa de crescimento de 3,1% para o Brasil, ainda que as estimativas tenham sido calculadas antes da revisão do crescimento promovido pelo próprio governo.

Na opinião dos economistas da OCDE, o governo deve aproveitar a conjuntura macroeconômica estável para promover reformas onde progressos não foram registrados até agora, como na área fiscal.

Já em relação às taxas de juros, a OCDE acredita que haverá espaço para um corte maior em 2007 e 2008. Isso porque a inflação dá sinais de estar controlada.

Fonte: Estadão


Exportações de novembro crescem em relação a 2005

O crescimento de 12,5% na média de exportações das quatro primeiras semanas deste mês em relação a novembro de 2005 decorreu da elevação das vendas externas das três categorias de produtos, de acordo com a nota divulgada hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Nos manufaturados a alta foi de 12,5%, com a média diária passando de US$ 294,9 milhões para US$ 331,9 milhões. Os principais produtos a registrar elevação das vendas foram açúcar refinado, álcool etílico, tubos de ferro-fundido, polímeros plásticos, motores e geradores, suco de laranja, laminados planos, autopeças e aviões. No caso dos produtos básicos, a alta de 9,1% (de US$ 158,1 milhões para US$ 172,4 milhões na média diária) ocorreu principalmente por causa do milho em grão, carne bovina, suína e de frango, café em grão e minério de ferro.

Nas exportações de semimanufaturados, a alta foi de 21,5%, com a média subindo de US$ 73,9 milhões para US$ 89,8 milhões. os principais acréscimos ocorreram nas exportações de catodos de cobre, couros e peles, açúcar em bruto, madeira serrada, alumínio em bruto e celulose.

Fonte: Estadão


Porto recebe prêmio nacional

O Porto de Paranaguá venceu o Prêmio da Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML) deste ano, com o projeto “Paranaguá: a fila andou – A utilização da logística portuária como instrumento de transformação”. O projeto foi premiado na categoria “Projetos Especiais (Sistema de Movimentação e Armazenagem e Utilização de Cargas e Tecnologia da Informação Aplicada à Logística)”.

Fonte: Gazeta o Povo

Porto obtém certificação internacional

De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), os conflitos entre as empresas e os trabalhadores podem ser conseqüência do recadastramento de trabalhadores feito neste ano, como exigência da certificação internacional de segurança portuária, ISPS Code. A concessão de declaração de cumprimento das normas foi obtida na sexta-feira passada, após inspeção da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos). De acordo com a Appa, de cerca de 11 mil pessoas que atuavam no ambiente, apenas 4,6 mil foram recadastradas. Por causa dessa redução, algumas empresas estariam com falta de mão-e-obra e por contratando funcionários próprios. Os sindicatos de trabalhadores não concordam com essa análise.

O ISPS Code foi elaborado pelo Comitê de Segurança Marítima da Organização Marítima Internacional (OMI) em 2002, após os atentados terroristas ao World Trade Center, em Nova Iorque. De acordo com dados do Ministério dos Transportes, até o início deste ano, 9 de 34 portos públicos haviam recebido a certificação. Segundo o coordenador da Cesportos, o delegado de polícia federal Fabiano Bordignon, os portos de Paranaguá e Antonina conseguiram implantar todas as medidas de segurança do plano apresentado à comissão nacional (Conportos). “Basicamente o plano consiste do controle de acesso, da delimitação e cercamento de todo o perímetro do porto e do monitoramente com câmeras”, disse Bordignon.

Fonte: Gazeta do Povo


ALL apresenta a Zeca projetos sobre malha ferroviária

O presidente da ALL (América Latina Logística), Bernardo Hees e o diretor Paulo Basílio, responsável pelo projeto de integração da antiga Brasil Ferrovias, apresentam hoje ao governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, os planos da empresa para a malha ferroviária do Estado. São 900 quilômetros de trilhos ligando Três Lagoas a Corumbá, além do ramal para Ponta Porã. A apresentação será às 15h30 no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

Conforme a Agência Popular, a empresa adiantou que pretende investir R$ 6,3 milhões na recuperação e troca de trilhos, troca de dormentes, limpeza e roçada de faixa de domínio, soldagem e fixação, além de mais R$ 6,2 milhões que serão aplicados na compra de equipamentos e adequação de oficinas, e compra e manutenção de máquinas, em toda rede da antiga Brasil Ferrovia.

Fonte: Campo Grande News


Metropolitan Logística dá foco em eletroeletrônicos

SÃO PAULO - A Metropolitan Logística, maior operadora logística de celulares do País - dos 93,7 milhões de aparelhos produzidos até 30 de setembro último, movimentou 37,8 milhões - planeja quase dobrar o faturamento. De R$ 60 milhões previstos para 2006 projeta alcançar R$ 110 milhões em 2008.

Um dos passos para isso, segundo José Magalhães, diretor comercial, é a intensificação da presença no mercado de eletroeletrônicos.

No primeiro semestre deste ano a Metropolitan conquistou novas operações para movimentação de equipamentos de linha branca e linha marrom e componentes para a indústria de informática. Entre os contratos, estão Electrolux e a operação de abastecimento da rede de assistência técnica da Gradiente.

Cadeia integrada - Segundo Cristiano Baran, diretor executivo, a Metropolitan está atraindo clientes com a proposta de melhor integração da cadeia. "Estamos trabalhando na racionalização da logística entre o fabricante, o varejista e o consumidor. Hoje uma televisão, por exemplo, embarca e desembarca várias vezes antes de chegar ao destino final. Encurtamos este caminho e oferecemos alternativas para gerar redução de custos", garante. Um handicap da Metropolitan é a experiência de Magalhães em eletroeletrônicos. Ele entrou em 1977 na área de suprimentos da Philips, que tinha um departamento de distribuição (DDF) precursor da logística no Brasil.

"Naquela época fazíamos a operação SP-Manaus-SP sem nenhum recurso da tecnologia de informação hoje disponível", diz.


A Metropolitan foi criada em 1992. Somente no ano passado, a companhia movimentou mais de 2,2 milhões de itens apenas no CD de Barueri, em São Paulo.

Fonte: Gazeta Mercantil

EADS abre nova divisão no Brasil

A européia EADS, especializada em aeronáutica e defesa, acaba de abrir uma nova unidade de negócios no Brasil para atuar exclusivamente no setor de comunicação via rádio digital para uso profissional, que movimenta US$ 300 milhões por ano. A divisão, chamada EADS Secure Networks Brasil, nasce com um faturamento anual de US$ 20 milhões e dois clientes de grande porte: a Polícia Federal e a MRS Logística. Em dois anos, a empresa espera atingir um faturamento de US$ 50 milhões. Em todo o mundo, a EADS fatura 6 bilhões de euros com sistemas de comunicação (17% do total do grupo).

Inicialmente, dez funcionários serão envolvidos nos projetos em dois novos escritórios em Brasília e outro na capital paulista, onde está instalada a sede da EADS para a América Latina. A equipe será comandada pelo ex-diretor de vendas Gilson Martins. Os terminais de rádio serão importados das fábricas da companhia na Finlândia (que pertenciam a uma divisão da Nokia, comprada em 2005), na França e na Alemanha.

Para atender seus clientes antes e após as vendas, a européia está em busca de parceiros regionais, nos quais poderá inclusive comprar participações acionárias. Até o momento, duas parcerias foram fechadas, com a Imbel, indústria de material bélico do exército brasileiro, e a Celplan, empresa de engenharia de rádio baseada em Campinas. "Adotamos mundialmente a estratégia de crescer com a colaboração de parceiros que conhecem o mercado local", afirma Martins. Para preparar a estrutura necessária de atendimento a EADS gastará US$ 2 milhões nos próximos dois anos.

O contrato com a Polícia Federal, fechado em 2005, começou a ser implantado há duas semanas. Desde então, três estações rádio base e uma sala de controle foram instaladas em Brasília. No Rio de Janeiro, serão 11 estações, sendo que cinco delas serão instaladas até o final do ano e as demais até março de 2007. Cerca de 2,8 mil terminais de rádio foram adquiridos, mas a EADS espera ampliar estes números após um eventual compartilhamento da tecnologia com as polícias estaduais.

A MRS receberá quatro estações para um trecho piloto até o final do ano, interligando Guaíba (RS) ao município de Brisamar (RJ). O contrato prevê a instalação de 75 estações ao longo dos 1,5 mil quilômetros de ferrovias da empresa até fevereiro de 2008. Está prevista ainda a entrega de 1,8 mil terminais de rádio. Este contrato, de R$ 160 milhões, será atendido em parceria com a Alstom, responsável pela integração técnica dos sistemas envolvidos no projeto. A parcela da EADS no contrato é de R$ 10 milhões, segundo Eduardo Marson, seu presidente no Brasil.

A empresa pretende avançar em setores que utilizam comunicação analógica via rádio, que ao contrário da versão digital, não permite a transmissão de dados e voz na mesma rede. "Estimamos que 96% do mercado brasileiro está concentrado no modo analógico", diz Martins. Esta taxa é de 90% nos outros países da América Latina e próxima de 60% na Europa. Os dois maiores concorrentes da EADS no país nesta área - a Motorola e a Teltronic - trabalham com as duas tecnologias. Além do setor de segurança pública, os potenciais clientes estão na indústria pesada, como os setores de óleo e gás, siderurgia e mineração. Uma das metas da EADS é conquistar a Vale do Rio Doce como cliente.

No Brasil, a EADS tem participação na fábrica de helicópteros Helibras, na produtora de satélites Equatorial e na Embraer. Uma importante cliente no país é a TAM, que compra aviões da Airbus, controlada pela companhia.

Fonte: Valor Econômico - SP